01/10/2010

Bom Dia! Outubro 01, 2010
















Quando se fala de melhoria pessoal tem de se estar preparado para um tema que abarca várias vertentes da vida humana.
Desde o progresso na vida normal e corrente, na carreira profissional numa expectativa de melhoria quer das condições de trabalho quer dos proventos que for lícito esperar do mesmo, numa constante adaptação às novidades que vão surgindo em ritmo mais ou menos acelerado em todos os campos da actividade humana, desenvolvendo as capacidades próprias de acordo com o que se vai aprendendo quer estudando quer com a experiência própria e observação do comportamento dos outros é o que pode chamar-se perspectivas de melhoria pessoal.
Esta é, de facto, uma característica da pessoa consciente e normalmente desenvolvida, a evolução natural ao longo da vida. Para isto contribui fortemente a formação do carácter com objectivos bem definidos e os procedimentos a ter para os conseguir alcançar. A pessoa conformada com a sua situação, quer laboral quer na escala social pode classificar-se como amorfa. “Tanto se lhe dá”, não lhe importa “subir”, não tem apetência por novidade nem lhe interessa a evolução da sociedade nas suas múltiplas facetas. Está destinado a morrer no verdadeiro sentido da palavra, estagnando num pântano de conformismo e alheamento que não interessa para nada nem ao próprio nem à sociedade.
O que é natural, é que o carácter evolua acompanhando o progresso da vida, que se desenvolva e actue cada vez mais de forma consciente e constante de forma a acompanhá-la de maneira capaz e consequente.


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Tema para breve reflexão - 2010.10.01

Virtudes – Castidade

A castidade é exigência de amor. É a dimensão da sua verdade interior no coração do homem. 


(joão Paulo II, alocução,1980.12.03)

Textos de Reflexão para 01 de Outubro

Evangelho: Lc 10, 13-16

13 «Ai de ti, Corazin! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado as maravilhas que se têm operado em vós, há muito tempo que teriam feito penitência vestidas de cilício e jazendo sobre a cinza. 14 Por isso haverá, no dia de juízo, menos rigor para Tiro e Sidónia que para vós. 15 E tu, Cafarnaum, “que te elevas até ao céu, serás abatida até ao inferno”. 16 Quem vos ouve, a Mim ouve, quem vos rejeita, a Mim rejeita, e quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou».

Comentário:

Como não amar com todo o coração aquele que o Senhor colocou neste mundo para falar em Seu nome? O Papa é o Vigário de Cristo na terra e, “Vigário” significa que faz as vezes de…
Isto só me basta para, diariamente, pedir: Que o Senhor o conserve com vida e saúde que seja feliz na terra e não ceda nunca perante os seus inimigos. 

(AMA, Meditação, Lc 10, 13-16, Outubro 2008)

Tema: Eucaristia 6
Se a Eucaristia nos torna um entre nós, é lógico que cada um trate os outros como irmãos. A Eucaristia forma a família dos filhos de Deus, irmãos de Jesus e entre si. 

(Ch. Lubich, La Eucaristia, Ciudad Nueva, Madrid 1977, nr. 78, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 416: Em que consiste a lei moral natural?
                  CIC – 1954-1959; 1978-1979

A lei natural, escrita pelo Criador no coração de cada ser humano, consiste numa participação na sabedoria e bondade de Deus, e manifesta o sentido moral originário que permite ao homem discernir, pela razão, o bem e o mal. Ela é universal e imutável, e constitui a base dos deveres e dos direitos fundamentais da pessoa, bem como da comunidade humana e da própria lei civil.

Festa: Santa Teresa do Menino Jesus (Lisieux), Doutora da Igreja

                                                                                                                               
Nota Histórica
Nasceu em Alençon (França) no ano 1873. Entrou ainda muito jovem no mosteiro das Carmelitas de Lisieux e exercitou se de modo singular na humildade, simplicidade evangélica e confiança em Deus, virtudes que também procurou inculcar especialmente nas noviças do seu mosteiro. Morreu a 30 de Setembro de 1897, oferecendo a sua vida pela salvação das almas e pela Igreja. (snl)

30/09/2010

Textos de Reflexão para 30 de Setembro

Evangelho: Lc 10, 1-12

1 Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir.2 Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe.3 Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos.4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho.5 Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa.6 Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós.7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa.8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante;9 curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.10 Mas, em qualquer cidade em que entrardes e não vos receberem, saindo para as praças, dizei:11 Até o pó da vossa cidade, que se nos pegou aos pés, sacudimos contra vós; não obstante isto, sabei que o reino de Deus está próximo.12 Digo-vos que, naquele dia, haverá menos rigor para Sodoma que para essa cidade.
Comentário:

O apostolado dos leigos é sempre um trabalho de conjunto e nunca uma série de actos isolados ao sabor da decisão ou gosto de cada um.
Para ser eficaz, o apóstolo – que é qualquer baptizado – tem de operar em conjunto e sob orientação de quem, em nome da Igreja, define e conduz essa actividade.
É por isso que o apóstolo tem de ser essencialmente humilde e obediente. Humilde para reconhecer que o que faz não é em seu nome ou para si, mas em nome de Deus e para Ele.
Obediente para fugir à tentação de pôr coisas da sua lavra, ou dar-se pressa, quando se lhe pede um trabalho contínuo, perseverante de paciente disponibilidade para com o objecto do seu apostolado. 

(ama, comentário sobre Lc 10, 1-12)

Tema: Eucaristia 5

A participação nos benefícios da Eucaristia depende mais da qualidade das disposições interiores, pois os Sacramentos da nova lei, actuam ao mesmo tempo ex opere operato, produzem um efeito tanto maior quanto mais perfeitas são as condições em que se recebem

(S. Pio X, Decreto Sacra Tridentina Synodus, Roma, 20.12.1905, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 415: O que é a lei moral?
                   CIC – 1950

A lei moral é obra da Sabedoria divina. Prescreve-nos caminhos e normas de conduta que levam à bem-aventurança prometida, proibindo-nos os caminhos que nos desviam de Deus.

 Festa: São Jerónimo, Doutor da Igreja
                                                                                                                               
Nota Histórica
Nasceu em Estridon (Dalmácia) cerca do ano 340. Estudou em Roma e aí foi baptizado. Tendo abraçado a vida ascética, partiu para o Oriente e foi ordenado sacerdote. Regressou a Roma e foi secretário do papa Dâmaso. Nesta época começou a revisão das traduções latinas da Sagrada Escritura e promoveu a vida monástica. Mais tarde estabeleceu se em Belém, onde continuou a tomar parte muito activa nos problemas e necessidades da Igreja. Escreveu muitas obras, principalmente comentários à Sagrada Escritura. Morreu em Belém no ano 420. (snl)

Tema para breve reflexão - 2010.09.30

Virtudes – Castidade 

A castidade é açucena das virtudes: ela torna os homens quase iguais aos anjos; nada é formoso sna pureza e a pureza dos homens chama-se castidade. Dá-se à castidade o nome de honestidade, e à sua profissão e prática o de honra; também se chama inteireza e o seu contrário corrupção; em suma, tem uma glória toda à parte por ser bela e franca virtude da alma e do corpo.

(S. Francisco de Sales, Introdução à Vida Devota, Cap. XII)

29/09/2010

Textos de Reflexão para 29 de Setembro

Evangelho: Jo 1, 47-51

45 Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos Aquele de Quem escreveu Moisés na Lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José». 46 Natanael disse-lhe: «De Nazaré pode porventura sair coisa que seja boa?». Filipe disse-lhe: «Vem ver». 47 Jesus viu Natanael, que vinha ter com Ele, e disse dele: «Eis um verdadeiro israelita em quem não há fingimento». 48 Natanael disse-lhe: «Donde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu te vi, quando estavas debaixo da figueira». 49 Natanael respondeu: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel». 50 Jesus respondeu-lhe: «Porque te disse que te vi debaixo da figueira, acreditas?; verás coisas maiores que esta». 51 E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subir e descer sobre o Filho do Homem».
Comentário:

O segredo de todo o apostolado: Vem e vê por ti mesmo se o que te digo é ou não verdade!
Nós não temos de “convencer” ninguém por nós próprios, isto é, deve, em princípio, bastar o exemplo que damos que, naturalmente, deve confirmar o que dizemos.
Mas, quando isso não chega, temos sempre a melhor “estratégia”: Vem e vê!
Levamos o nosso amigo a Jesus e entregamo-lo nas Suas mãos amorosas.
Ele, saberá o que fazer. 

(ama, comentário sobre Jo 1, 47-51, 2010.07.31)

Tema: Eucaristia 4

A Eucaristia é sinal de unidade, vínculo de Amor. 

(Stº Agostinho, In Ioannis Evangelium tractatus, 26, 13; Pl 35, 1613, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 414: Como se manifesta a solidariedade humana?
                   CIC – 1939 – 1942; 1948

A solidariedade, exigência da fraternidade humana e cristã, manifesta-se, em primeiro lugar, na justa repartição dos bens, équa na remuneração do trabalho e no esforço por uma ordem social mais justa. A virtude da solidariedade pratica também a repartição dos bens espirituais da fé, ainda mais importantes que os materiais.

Festa: São Miguel, São Gabriel, São Rafael, Arcanjos


Nota Histórica
Entre «os puros espíritos que também são denominados Anjos» (Credo do Povo de Deus), sobressaem três, que têm sido especialmente honrados, através do séculos e a Liturgia une na mesma celebração. Além das funções próprias de todos os Anjos, eles aparecem-nos, na Escritura Sagrada, incumbidos de missão especial.

S. Miguel (= «Quem como Deus»?) é o príncipe dos Anjos, identificado, por vezes, como o Anjo do turíbulo de ouro de que fala o Apocalipse. É o Anjo dos supremos combates. É o melhor guia do cristão, na hora da viagem para a eternidade. É o protector da Igreja de Deus (Apoc. 12-19).

S. Gabriel (= «Deus é a minha força») é o mensageiro da Incarnação (Dan. 9, 21-22). É o enviado das grandes embaixadas divinas: anuncia a Zacarias o nascimento do Precursor e revela a Maria o mistério da divina Maternidade. Pio XII, em 12 de Janeiro de 1951, declarou este Arcanjo patrono das telecomunicações.

         S. Rafael (= «Medicina de Deus») manifesta-se na Bíblia como diligente
         e eficaz protector duma família, que se debate para não sucumbir às
         provações. É conselheiro, companheiro de viagem, defensor e médico.
        Honrando os Anjos, cuja existência nos é abundantemente testemunhada
       pela Sagrada Escritura, nós exaltamos o poder de Deus, Criador do mundo
        visível e invisível.
             (snl)

Tema para breve reflexão - 2010.09.29

Espírito Santo 4

O dever e o direito do leigo ao apostolado deriva da sua própria união com Cristo Cabeça. Inseridos pelo Baptismo no Corpo Místico de Cristo, robustecidos pela confirmação na fortaleza do Espírito Santo, é o mesmo Senhor quem nos destina ao apostolado.

(Concílio Vaticano II, Decreto Apostolicam Actuositatem, 3)

28/09/2010

Textos de Reflexão para 28 de Setembro

Evangelho: Lc 9, 51-56

51 Aconteceu que, aproximando-se o tempo da Sua partida deste mundo, dirigiu-Se resolutamente para Jerusalém, 52 e enviou adiante de Si mensageiros, que entraram numa aldeia de samaritanos para Lhe prepararem pousada. 53 Não O receberam, por dar mostras de que ia para Jerusalém. 54 Vendo isto, os Seus discípulos Tiago e João disseram: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu que os consuma?». 55 Ele, porém, voltando-Se para eles, repreendeu-os. 56 E foram para outra povoação.

Meditação:

Jesus Cristo toma a decisão de ir a Jerusalém «resolutamente» como se diz no Evangelho. Sabe muito bem o que O espera mas nem por isso tenta retardar por algum tempo que fosse esse encontro com a consumação da Sua vinda à terra.
Também não vai sub-repticiamente, mas «enviou adiante de Si mensageiros». O que vão fazer estes discípulos? Vão anunciar a todos que o Senhor estava a chegar que vinha, voluntariamente, entregar-se àqueles que procuravam destruí-lo.
Fica, assim, uma vez mais bem manifesta a vontade de Jesus Cristo em cumprir os planos da Redenção. Ninguém o compele, obriga ou força a fazer seja o que for. Ele, com a Sua vontade soberana, decide que a hora tinha chegado e vai pôr-se à disposição dos seus algozes. 

(ama, comentário sobre Lc 9, 51-56, 20010.07.30)

Tema: Eucaristia 3

A Comunhão é o remédio da nossa necessidade quotidiana

(Stº Ambrósio, Sobre os Mistérios, 4, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 413: Como avaliar a desigualdade entre os homens?
                   CIC – 1936-1938; 1946-1947

Há iníquas desigualdades económicas e sociais, que ferem milhões de seres humanos; elas estão em contradição aberta com o Evangelho, são contrárias à justiça, à dignidade das pessoas e à paz. Mas há também diferenças entre os homens, causadas por factores que fazem parte do plano de Deus. Com efeito, Ele quer que cada um receba dos outros aquilo de que precisa, e quer que os que dispõem de «talentos» particulares os partilhem com os outros. Tais diferenças estimulam e obrigam, muitas vezes, as pessoas à magnanimidade, à benevolência e à partilha, e incitam as culturas a enriquecerem-se umas às outras.
                                                                                                                             

Festa: São Lourenço Ruiz e companheiros mártires

                                                                                                                                                                Nota Histórica
No século XVII (1633-1637), na cidade de Nagasaki, do Japão, derramaram o seu sangue por amor de Cristo dezasseis mártires: Lourenço Ruiz e seus Companheiros. Este grupo de mártires, da Ordem de São Domingos ou a ela associados, é constituído por nove presbíteros, dois religiosos, duas virgens e três leigos, entre os quais se conta Lourenço Ruiz, chefe de família, natural das Filipinas.

       Todos eles, em tempos e circunstâncias diversas, dilataram a fé cristã
       nas Filipinas, na Formosa e no Japão, manifestando de modo admirável a
       universalidade da religião cristã e, como invencíveis missionários,
      espalharam a semente da futura cristandade com o exemplo da sua vida e
      da sua morte. Foram canonizados por João Paulo II a 18 de Outubro de
      1987. (snl)  

Tema para breve reflexão - 2010.09.28

Espírito Santo 3

Ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor' a não ser pela acção do Espírito Santo" (1 Co 12, 3) A Igreja convida-nos a invocar o Espírito Santo como mestre interior da oração cristã.

(Catecismo da Igreja Católica, nr. 268)

27/09/2010

Textos de Reflexão para 27 de Setembro

Evangelho: Lc 9, 46-50

46 Começaram a discutir entre si sobre qual deles era o maior. 47 Jesus, vendo os pensamentos do seu coração, tomou pela mão uma criança, pô-la junto de Si, 48 e disse-lhes: «Aquele que receber esta criança em Meu nome, a Mim recebe; e quem Me receber, recebe Aquele que Me enviou. Porque quem de entre vós é o menor, esse é o maior». 49 João, tomando a palavra, disse: «Mestre, nós vimos um que expulsava os demónios em Teu nome e lho proibimos, porque não anda connosco». 50 Jesus respondeu-lhe: «Não lho proibais, porque quem não é contra vós é por vós».

Comentário:

Quem é o maior? Esta questão está sempre presente quando se juntam duas ou mais pessoas. Reparamos muito no outro, o que faz, o que diz, como se veste o que pensa. Julgamos até saber as suas intenções. Esta é a condição humana: competição, luta por destaque, desejo de protagonismo.
Mais uns, outros, menos, todos nós em qualquer momento das nossas vidas passamos por momentos e sentimentos semelhantes.
E, inevitavelmente, estabelecemos comparações, juízos, e, alguma vez,
críticas.
Talvez o “truque” para obviar a estas situações seja lembramo-nos que somos TODOS filhos de Deus, a cada um deu, igualmente, o sopro da vida, uma alma espiritual onde gravou a Sua imagem, uma dignidade e uns direitos absolutamente iguais em todos.
Nem por serem uns mais dotados física ou intelectualmente, ou por diferenças, até, de comportamento, deixam os homens de terem o mesmo valor perante o Criador. A diferença, quando existe, está no merecimento mas, esse, só a Deus compete julgar e decidir, nunca a nós.
(ama, comentário sobre Lc 9, 46-50, Vila do Conde, 2009.09.28)

Tema: Eucaristia 2

A Comunhão é remédio da imortalidade, antídoto contra a morte e alimento para viver sempre em Jesus Cristo. 

(Stº Inácio de Antioquia, Epístola aos Efésios, 20, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 412:  Em que se funda a igualdade entre os homens?
                   CIC 1934-1935; 1945
Todos os homens gozam de igual dignidade e direitos fundamentais, uma vez que, criados à imagem do Deus único e dotados duma alma racional, têm a mesma natureza e origem e são chamados, em Cristo único salvador, à mesma bem-aventurança divina.

Festa: São Vicente de Paulo

                                                                                                                                                                Nota Histórica
Nasceu na Aquitânia em 1581. Completados os estudos e ordenado sacerdote, exerceu o ministério paroquial em Paris. Fundou a Congregação da Missão, destinada à formação do clero e ao serviço dos pobres; com a ajuda de S. Luísa de Marillac instituiu também a Congregação das Filhas da Caridade. Morreu em Paris no ano 1660. (snl)                                                                                

Tema para breve reflexão - 2010.09.27

Espírito Santo 2

As missões invisíveis do Filho e do Espírito Santo na alma, não são uma simples apropriação, não são uma atribuição, mas são numa participação real da criatura espiritual nas Possessões eternas do Filho e do Espírito Santo.

(S. Tomás de aquino, Suma Teológica, I, q. 43)

26/09/2010

Textos de Reflexão para 26 de Setembro

Evangelho: Lc 16, 19-31

19 «Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e todos os dias se banqueteava esplêndidamente.20 Havia também um mendigo, chamado Lázaro, que, coberto de chagas, estava deitado à sua porta,21 desejando saciar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhe as chagas.22 «Sucedeu morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico, e foi sepultado.23 Quando estava nos tormentos do inferno, levantando os olhos, viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio.24 Então exclamou: Pai Abraão, compadece-te de mim, e manda Lázaro que molhe em água a ponta do seu dedo para refrescar a minha língua, pois sou atormentado nestas chamas.25 Abraão disse-lhe: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro, ao contrário, recebeu males; por isso ele é agora consolado e tu és atormentado.26 Além disso, há entre nós e vós um grande abismo; de maneira que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os daí podem passar para nós.27 O rico disse: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à minha casa paterna, 28 pois tenho cinco irmãos, para que os advirta disto, e não suceda virem também eles parar a este lugar de tormentos.29 Abraão disse-lhe: Têm Moisés e os profetas; oiçam-nos.30 Ele, porém, disse: Não basta isso, pai Abraão, mas, se alguém do reino dos mortos for ter com eles, farão penitência.31 Ele disse-lhe: Se não ouvem Moisés e os profetas, também não acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos».

Comentário:

A parábola dissipa dois erros: o dos que negavam a sobrevivêncìa da alma depois da morte e, portanto, a retribuiçào ultraterrena, e o dos que interpretavam a prosperidade material nesta vida como prémio da rectidão moral, e a adversidade, pelo contrário, como castigo. Perante este duplo erro a parábola deixa claros os seguintes ensinamentos: Que imediatamente depois da morte a alma é julgada por Deus de todos os seus actos - juízo particular -, recebendo o prémio ou o castigo merecidos; que a Revelação divina é, de per si, suficiente para que os homens creiam no mais além.
Noutra ordem de ideias, a parábola ensina também a dignidade de toda a pessoa humana pelo facto de o ser, independentemente da sua posição social, económica, cul­tural, religiosa, etc. E o respeito por essa dignidade leva consigo a ajuda ao desprotegido de bens materiais ou espiri­tuais: «Vindo a conclusões práticas e mais urgentes, o Con­cílio recomenda a reverência para com o homem, de ma­neira que cada um deve considerar o próximo, sem excepção, como um outro eu, tendo em conta, antes de mais, a sua vida e os meios necessários para a levar dignamente, não imitando aquele homem rico que não fez caso algum do pobre Lázaro» (Gaudium et spes, nr. 27)
Outra consequência prática do respeito pelo homem é a correcta distribuição de bens materiais, buscando ao mesmo tempo os recursos suficientes para defender a vida do homem, inclusivamente a do que ainda não nasceu, como exortava Paulo VI diante da Assembleia Geral das Nações Unidas: «Na vossa assembleia, inclusive no que diz respeito ao problema da natalidade, é onde o respeito pela vida deve encontrar a sua mais alta profissão e a sua mais razoável defesa. A vossa tarefa é actuar de tal sorte que o pão seja sufïcientemente abundante na mesa da humanidade e não favorecer um controle artificial dos nascimentos, que seria irracional, tendo em vista diminuir o número de comensais no banquete da vida.  

(Paulo VI, Discurso nas Nações Unidas, nr. 6, trad do castelhano por ama)

Tema: Eucaristia 1

A comida material primeiro converte-se no que a come e, em consequência, restaura as suas perdas e acrescenta as suas forças vitais. A comida Espiritual, em troca, converte em si aquele que a come, e assim o efeito próprio deste Sacramento é a conversão do homem em Cristo, para que não viva ele mas sim Cristo nele; e, consequentemente, tem o duplo efeito de restaurar as perdas Espirituais causadas por pecados e deficiências, e aumentar as forças das virtudes. 

(S. Tomás de aquino, Comentário ao livro IV das Sentenças, d. 12, q. 2, a. 11, trad do castelhano por ama)

Doutrina:  CCIC – 411:  Como é que a sociedade assegura a justiça social?
                   CIC 1928-133; 1943-1944

A sociedade assegura a justiça social quando respeita a dignidade e os direitos da pessoa, que constituem o seu próprio fim. Além disso, a sociedade procura a justiça social, que está conexa ao bem comum e ao exercício da autoridade, quando realiza as condições que permitam às associações e ao indivíduo obter aquilo a que têm direito.


Nesta data: Fundação do OPUS DEI http://www.opusdei.org/