11/03/2023

Publicações em Março 11

 


(Re Mt V, 20-26)

A verdadeira justiça não se encerra exclusivamente em cumprir a Lei,  esta é  uma obrigação de qualquer homem mas, segundo o critério do cristão, ela deve contemplar o Amor.

Limitar-se a observar o que a Lei enuncia é, digamos, uma obrigação mínima, observá-la formatada pelo Amor completa-a.

Por exemplo: Não matar outro ser humano por ser lesivo da Lei mas, de alguma forma desejar a sua morte e, mais, não lhe prestar o auxílio ou o socorro que nos seja possível prestar, revela, além de insensibilidade reprovável, como que uma falta ao Mandamento que vem em segundo lugar: Amar o próximo.

Tomo como exemplo a  pessoa de São José:

A letra da Lei permitia-lhe repudiar, com base em evidências de “má conduta” a sua prometida Esposa Santa Maria.

Mas, como era «Justo», o Amor prevaleceu, e decidiu cumprir a Lei mas «em segredo», sem a expôr públicamente.

Foi este Amor, que moveu o Senhor a enviar o Seu Anjo que, em sonhos lhe revelou a verdade subjacente aos Seus planos.

Ou seja, o Amor prevalece sobre a Lei, e dá-lhe o que possa faltar da verdadeira Justiça.

Que seria da humanidade, se São José não deixasse que a Lei se submetesse ao Amor?

A missão que que lhe estava reservada por Deus… ser o Pai Adoptivo do Seu Divino Filho, guardá-Lo, protegê-Lo, educá-Lo provendo o Seu sustento com o trabalho honrado de simples carpinteiro, o ter arrostado com as dificuldades e imprevistos, da “Fuga para o “Egipto”, a mudança de residência para colocar a Família ao abrigo da perseguição de Herodes, mesmo cumprindo os deveres que a Lei impunha, como a “Apresentação no Templo”, com o coração nas mãos, apertado na preocupação mas, sempre confiante, foram determinantes para que a “História da Salvação Humana” o tivesse, a ele, Varão Justo, como seu “actor” de vulto inolvidável.

Cumprir a Lei? Sim, sem dúvida alguma… mas, cumpri-la como que formatada pelo Amor!

Então, essa Lei pode ser cumprida com a segurança de fazer e cumprir a Vontade de Deus.

 

NOSSA SENHORA DE LOURDES

 

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10/03/2023

Publicações em Março 10

  


Dentro do Evangelho

(Re Mt 7, 7-12)

 

Ao meditar nesta passagem do Evangelho surgem-me como que três pontos destacados.

Primeiro:

Insistência perseverante na petição.

Se desistir porque não alcanço brevidade o que espero, é muito possível que aquele a quem faço o pedido conclua que, afinal, não me faz falta o que peço.

Segundo:

Convém que peça quanto julgue que preciso confiando que aquele a quem faço o pedido decidirá se é conveniente dar-mo.

Terceiro:

Não devo pedir nada igual ao que eu próprio recusei a outro.

Não seria, no mínimo nem justo nem razoável.

 

 

Reflexão na Quaresma

Para que sirvo eu, Senhor?

 

Tantas vezes Te faço esta pergunta que me aperta o coração!

Para que Te sirvo eu?

Que préstimo tenho?

O que esperas de mim?

E, Tu, num silêncio ensurdecedor vais-me dizendo: VIVE!’

Como?, pergunto com a desfaçatez de quem não compreende a resposta.

E respondes: ‘Como sabes e podes, vencendo-te cada segundo do teu dia-a-dia, entregando-te nas Minhas mãos que te amparam e guiam: E repetes: ´Vive!`

E, eu, pobre de mim, faço o possível por… viver como queres…

Mas… sem Ti… como poderei?

 

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09/03/2023

Publicações em Março 9

  


(Re Lc XI 29-32)

«Quando Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou

 

O Antigo Testamento é como que o preâmbulo do Novo Testamento, a sua base e origem. Um Deus “castigador” e implacável como que Se transforma num Senhor Misericordioso e Terno.

De facto Deus não condena o pecador, por mais graves ou mesmo aberrantes que possam ser as suas faltas mas, condena estas, condena o pecado.

A mim, parece-me justissímo porque sujeito como sou à concumpiscência, estou sempre em grande, enorme risco de ceder.

A minha fortaleza, a única possibilidade que terei de não me deixar vencer é confiar absolutamente que o Senhor nunca permitirá que seja tentado além das minhas forças e me dará sempre o que possa faltar-me, embora seja muito, para o conseguir.

 

Reflexão

 

Chegado ao fim do dia verifico que cumpri o "plano de vida diário". Fico contente.

Mas... como cumpri?

De forma como que automática, "cumprir por cumprir" ou vivendo cada passo com serenidade, vagar, entregando-me?

O “Plano de Vida” é algo muito mais sério que um calendário de coisas a fazer; deve ser um compromisso livremente assumido perante Deus Nosso Senhor e ao assumi-lo com a responsabilidade de homem livre não posso, não são admitidas desculpas, quais forem, para o não cumprir.

 

Reflectindo na Quaresma

 

Estou seguro que estou a forma como estou a viver esta Quaresma de 2023 terá algum mérito porque o tentador não pára de me dissuadir de o fazer.

Para quê a Via Sacra frequente? Já sabes tudo! Estás a martirizar-te? É doentio!.. e coisas semelhantes

Se não o incomodasse porque perderia tempo a disuadir-me de o fazer?

 

Memória pessoal

 

O Senhor chamou hoje (2022) para junto de Si um grande amigo e bemfeitor.

Na dor de o ver partir alegro-me com a certeza que Deus permitiu o que achou melhor.

 

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08/03/2023

Publicações em Março 8

  


(Re Mc 7, 1-15)

 

No texto em referência, considero, principalmente, o cuidado de Jesus na primeira “experiência apostólica” dos Seus discípulos. Envia-os dois a dois para que sustentem um ao outro, se ajudem e tornem, assim, mais eficaz a missão que lhes encarregou.

Assim deve ser o meu modo de agir nas tarefas de apostolado, procurar sempre a ajuda e acompanhamento para o que me proponho fazer.

O conselho e a opinião de outro é fundamental para que tenha suporte e ajuda sem ficar unicamente dependente de mim, da minha suposta capacidade, do que penso saber.

Aliás, se considerar, como devo, que a tarefa do apostolado que me compete é um encargo divino, quanto cuidado, prudência e conselho não devo usar… e abusar, para que seja o que mais convém em cada momento e circunstância.

Comportar-me como servo obediente e fiel e não como mestre presumido e cheio de empáfia.

Concluo que não será, de todo, profícuo, o apostolado que faço, devo fazer, se não for, em primeiríssimo lugar, humilde e contido, moderado e prudente.

O conselho do Director Espiritual mostra-se absolutamente necessário e útil para que vá onde devo ir, fale com quem devo falar, diga o que devo dizer.

 

Reflectindo na Quaresma

 

Os propósitos!

Ai... os propósitos!

Sou "tão bom" a fazê-los e tão pouco diligente em cumpri--los!

Hoje falhei em todos?

Não, na verdade não, mas falhei em alguns.

E isso deve admirar-me?

Não... claro que não, o que devo è dar graças pelos auxilios que recebi para cumprir alguns.

Amanhã terá de ser melhor.

E com a Tua ajuda, Senhor, sê-lo-à seguramente.

 

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