13/03/2022

Publicações em Março 13

 


(Re Lc IX,28-36 )

 

Este acontecimento que São Lucas narra tem algo de misterioso mas, entendo-o como um desejo expresso de Jesus de confirmar os três primeiros discípulos na Fé da Sua Pessoa.

Perante tal visão extraordinária eles estavam «a cair de sono».

O sono é, muitas vezes,a desculpa para não encarar uma realidade que me assusta porque não a compreendo bem.

Em lugar de prestar uma melhor e mais cuidada atenção prefiro o refúgio do sono dos sentidos tentando ignorar o que se apresenta.

Outras vezes, quando me disponho a fazer oração assalta-me como que um sono inexplicável que me induz a adiar para mais tarde esse propósito.

Compreendo  a ordem de Jesus para que não divulgassem o que tinham visto, quem iria acreditar em pessoas que testemunhavam estando a dormir!

Mais tarde, também os guardas ao Sepulcro de Jesus hão-de receber dinheiro e desculpar-se com o sono para testemunhar que tinham sido os discípulos de Jesus que tinham vindo roubar o corpo.

Não obstante esta incongruência, “astúcia miserável” como lhe chama Santo Agostinho, foi a versão que vingou entre os judeus e permance até aos dias de hoje.

Eu, Senhor, quero estar sempre bem desperto e atento quando insinuas na minha alma esses doces e, ao mesmo tempo imperiosos impulsos que devem levar-me a fazer o que devo fazer quando o devo fazer.

Não adiar para um futuro incerto e que, aliás, não sei se terei, o que urge fazer em cada momento. A minha fraqueza pessoal só a conseguirei ultrapassar com a oração vigilante, perseverante.

Ajuda-me, Senhor, a vencer o meu torpor.

 

Reflectindo na Quaresma

 

Estou aqui, na Igreja, na Tua presença, tendo acabado de ler o trecho do Evangelho em que se descreve a Tua reacção perante os vendedores do Templo e pergunto-me a mim mesmo se eu próprio não me poderia incluir nestes, não porque venha à Igreja fazer comércio, mas porque talvez não venha com a pureza de alma e disposição do coração para fazer o que realmente deveria: Dar-Te graças e louvar-Te.

Tais, unicamente, deveriam ser os meus propósitos e não outros quaisquer.

 

 

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12/03/2022

Publicações em Março 12

 


(Re Mt 5, 43-48)

 

Que coisa nos mandas Senhor: «Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito»

Como me será possível cumprir tal mandato?

Se, como diz São Josemaria, "perfeitos só no Céu" (re Sulco, 758)!!!, eu que estou na terra, como poderei?

Medito e... concluo:

Se o Reino de Deus está no Céu e em toda a parte, também está na terra, no coração dos homens, no meu coração.

O que tenho a fazer é despertar o meu próximo e ajudá-lo a tomar consciênca dessa realidade vivendo de acordo.

Atingirei a "minha perfeição" quando realmente me empenhar,  sobretudo com o meu exemplo, em que outros, sobretudo os mais próximos e aqueles com quem me vou cruzando nos caminhos da vida, fizerem igual.

Não tenho qualquer dúvida: Temos todos que empenhar-nos numa "guerra" pela paz no mundo.

Contrasenso? Talvez não, "si vis pax para bellum", escreveu Séneca, guerra sem outras armas que a oração perseverantemente empenhada em mover o Coração Misericordioso do PRÍNCIPE DA PAZ a actuar sem demora.

A guerra não é solução para nada nem conquista coisa nenhuma porque o que está na sua raiz, é o desejo infrene do demónio em colocar, os homens em luta uns contra outros.

Só no caos que qualquer guerra provoca, ele consegue reinar.

Queremos Paz? Rezemos sem descanso!

Em Fátima a nossa Mãe do Céu deixou-nos a mensagem, indicou-nos o caminho.

Meditemos, uma vez mais, nessa mensagem.

 

Reflectindo na Quaresma

 

Porque hoje é Sábado, dia dedicado à Senhora da Alegria:

 

É tão bom rir em tempo de Quaresma!

      Hoje o dia acabou com eu a rir ás gargalhadas até ás lágrimas.

Resolvi fazer o meu jantar; seria uma coisa simples, ligeira como convém neste tempo quaresmal.

Resultou em algo intragável, estranho, que só não foi para o lixo porque não gosto, nem devo, atirar comida fora.

      A meu lado, como esteve e está sempre, o Amor da Minha Vida que desde o Céu vem sempre fazer-me companhia, ria-se a bom rir... 'Que cozinheiro... meu amor!!!'

A seu lado, todos os Santos do Céu riam contagiados.

Foi contagiante... não pude mais que rir também.

 

07.03.2022

 

Poemas para a Quaresma

 

Quem sou eu?

 

É inútil considerar-me

e debruçar-me para dentro de mim.

 

Sei que tento enganar-me

que assim

não chego a parte nenhuma.

 

Sei que em suma

o meu avesso

é igual à minha capa.

 

E quando,

de vez em quando,

e à socapa,

me observo,

a conclusão

é a pergunta habitual:

 

- Mas quem sou eu afinal?

 

Bessa Monteiro, 1963

 

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11/03/2022

Publicações em Março 11

 


(Re Mt V, 20-26)

A verdadeira justiça não se encerra exclusivamente em cumprir a Lei,  esta é  uma obrigação de qualquer homem mas, segundo o critério do cristão, ela deve contemplar o Amor.

Limitar-se a observar o que a Lei enuncia é, digamos, uma obrigação mínima, observá-la formatada pelo Amor completa-a.

Por exemplo: Não matar outro ser humano por ser lesivo da Lei mas, de alguma forma desejar a sua morte e, mais, não lhe prestar o auxílio ou o socorro que nos seja possível prestar, revela, além de insensibilidade reprovável, como que uma falta ao Mandamento que vem em segundo lugar: Amar o próximo.

Tomo como exemplo a  pessoa de São José:

A letra da Lei permitia-lhe repudiar, com base em evidências de “má conduta” a sua prometida Esposa Santa Maria.

Mas, como era “Justo”, o Amor prevaleceu, e decidiu cumprir a Lei mas “em segredo”, sem a espôr públicamente.

E, foi este Amor, que moveu o Senhor a enviar o Seu Anjo que, em sonhos lhe revelou a verdade subjacente aos Seus planos.

Ou seja, o Amor prevalece sobre a Lei, e dá-lhe o que possa faltar da verdadeira Justiça.

Que seria da humanidade, se São José não deixasse que a Lei se submetesse ao Amor?

A missão que que lhe estava reservada por Deus… ser o Pai Adoptivo do Seu Divino Filho, guardá-Lo, protegê-Lo, educá-Lo provendo o Seu sustento com o trabalho honrado de simples carpinteiro, o ter arrostado com as dificuldades e imprevistos, da “Fuga para o “Egipto”, a mudança de residência para colocar a Família ao abrigo da perseguição de Herodes, mesmo cumprindo os deveres que a Lei impunha, como a “Apresentação no Templo”, com o coração nas mãos, apertado na preocupação mas, sempre confiante, foram determinantes para que a “História da Salvação Humana” o tivesse, a ele, Varão Justo, como seu “actor” de vulto inolvidável.

Cumprir a Lei? Sim, sem dúvida alguma… mas, cumpri-la como que formatada pelo Amor!

Então, essa Lei pode ser cumprida com a segurança de fazer e cumprir a Vontade de Deus.

 

NOSSA SENHORA DE LOURDES

 

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10/03/2022

Publicações em Março 10

 


 

Dentro do Evangelho

(Re Mt 7, 7-12)

 

Ao meditar nesta passagem do Evangelho surgem-me como que três pontos destacados.

Primeiro:

Insistência perseverante na petição. E, se desistir porque não alcanço o que com a brevidade o que espero, é muito possível que aquele a quem faço o pedido conclua que, afinal, não me faz falta o que peço.

Segundo:

Convém que peça quanto julgue que preciso confiando que aquele a quem faço o pedido decidirá se é conveniente dar-mo.

Terceiro:

Não devo pedir nada igual ao que eu próprio recusei a outro.

Não seria, no mínimo nem justo nem razoável.

 

 

Reflexão na Quaresma

Para que sirvo eu, Senhor?

 

Tantas vezes Te faço esta pergunta que me aperta o coração!

Para que Te sirvo eu?

Que préstimo tenho?

O que esperas de mim?

 

E, Tu, num silêncio ensurdecedor vais-me dizendo: VIVE!’

 

Como?, pergunto com a desfaçatez de quem não compreende a resposta.

 

E respondes: ‘Como sabes e podes, vencendo-te cada segundo do teu dia-a-dia, entregando-te nas Minhas mãos que te amparam e guiam: E repetes: ´Vive!`

 

E, eu, pobre de mim, faço o possível por… viver como queres…

Mas… sem Ti… como poderei?

 

 

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