21/02/2022

Publicações em Fevereiro 21

 


 (Re Lc XI, 1 2)

"Senhor, ensina-nos a orar", pedem-Lhe os discípulos.

Este pedido manifesta a sua falta de confiança nas orações "oficiais" impostas pelos próceres da Lei; querem, desejam uma oração que corresponda aos ensinamentos que Jesus lhes tem dado, querem, no fim e ao cabo, ter a certeza que ao orar vão directamente ao Coração do Pai que está no Céu.

Jesus responde-lhes com o Pai-Nosso, uma oração que contém tudo quanto é necessário para me dirigir a Deus.

Não vou deter-me a considerá-lo, ao longo dos tempos muitos filósofos, pensadores, teólogos o fazem exaustivamente mas, destaco o compromisso que a recitação do Pai-Nosso, para mim, encerra: que Ele me dê tal como eu próprio dou!

"Perdoa-me como eu perdoo", ao dizer tal, ao afirmar este condicionalismo, estou, "ab initio", a assumir inteira responsabilidade pela justa retribuição que desejo obter.

 

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20/02/2022

Publicações em Fevereiro 20



(Re Lc X 21 – 24)

Interpreto estes versículos: Na verdade, Deus não escolhe a quem Se revelar, eu é que tenho de ter um espírito simples para poder receber e entender o que Ele me revela.

Deus, Nosso Senhor  é "transparente", sem artifícios nem reservas como uma criança inocente, logo, para receber a Sua Revelação e entendê-la tenho de ter o mesmo espírito de criança.

Sem dúvida, é muito difícil, a minha inocência perdeu-se e continua a perder-se no fragor dos dias que passam, deixando equimoses, cicatrizes.

A única solução que presumo ter é pedir com perseverança confiante: 'Senhor, dai-me um coração simples e puro".

A Ele, sei-o, nada é impossível!

 

Nota do meu calendário pessoal:

 

Neste dia, em 2006, esperava pelo fim da cirúrgia, mastectomia total e reconstituição mamária, a que o Amor da Minha Vida se submetia já lá iam umas 5 horas, quando um telefonema me comunicou o falecimento da minha querida Mãe.

Foi um choque tremendo, ainda para mais, nas circunstâncias em que me encontrava.

Tinha partido  para o Céu pacifícamente, com o Terço nas mãos.

Passado algum tempo vieram dizer-me que a cirúrgia tinha terminado e que estava tudo muito bem.

Não digo mais…

 

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19/02/2022

Publicações em Fevereiro 19

 


(Re Lc IX 57 62)

«Ninguém que, tendo metido a mão ao arado olha para trás, é apto para o reino de Deus».

De facto, para lavrar como deve ser, é necessário olhar em frente, quando não, os sulcos do arado serão erráticos sem sentido.

Igualmente, para fazer parte integrante do Reino de Deus é fundamental ter o cuidado de seguir em frente na direcção correcta, não posso nem parar nem muito menos desviar o rumo traçado pelo dono do terreno que me compete lavrar.

O terreno é a minha vida de todos os dias, os amenos e os que o não são tanto, e, este terreno que lavro tem um dono: Deus Meu Senhor e Criador de todas as coisas.

Deu-me umas qualidades, umas aptidões, entregou-me os meios, o arado.

Que me acontecerá quando terminada a minha tarefa, o Dono do Terreno vier avaliar o meu trabalho?

2022

 

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18/02/2022

Publicações em Fevereiro 18

 


(Re Lc VIII, 4-15)

O cristão tem o encargo de semear a Palavra de Deus.

Esta é uma tarefa de toda uma vida, sem descanso, perseverante, empenhada.

O objectivo da sementeira é obter searas abundantes, viçosas, com muito fruto.

Talvez que, eu, com idade que tenho e a experiência que julgo ter, me sinta capaz de cumprir satisfatóriamente esta tarefa mas, engano-me.

O mundo é o "terreno" onde devo semear e é lógico que seja o dono do terreno, neste caso Deus Nosso Senhor e Criador de quanto existe, a dizer-me onde quer que semeie.

Se não proceder assim e for andando a semear onde a mim me parece melhor, o que semear poderá cair em terrenos não convenientes e muitas sementes ficarrão estéreis.

O meu Director Espiritual tem a sabedoria, prudência e bom-senso e, sobretudo,  a inspiração Divina, para me indicar quando e onde urge que semeie.

Se seguir as suas indicações a minha sementeira será profícua e produzirá os frutos que o Dono da Seara legítimamente espera colher.

 

2022

 

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17/02/2022

Publicações em Fevereiro 17

 


(Re Lc VIII, 1-3)

São Lucas relata que várias mulheres seguiam Jesus e os Seus discípulos servindo-os.

A maior parte seriam gente humilde mas, pelo menos uma, tinha estatuto social de relevo... Susana, esposa de Gusa procurador de Herodes.

Serviam-nos como? Talvez estendendo toalhas no chão com as refeições que confeccionavam, cuidando das roupas de vestir, enfim muitas outras coisas que aqueles homens em permanente deambulação primariamente necessitavam.

O que recebiam em troca dos seus serviços? O poder acompanhar Jesus e, sobretudo, ficarem para sempre constantes no Evangelho.

Estas mulheres, almas generosas, santas, continuam a existir, muitas em conventos, hospitais e casas semelhantes, outras no meio da sociedade anónima sempre disponíveis para servir quem possa necessitar. Entre elas há muitas "mulheres de Gusa', com graus académicos de relevo, biólogas, matemáticas, filósofas, engenheiras, de famílias notáveis na sociedade mas, todas elas, com uma postura como que apagada, sem destaque, quase anónimas.

Têm , de facto um Esposo, Jesus Cristo a Quem servem e por Quem servem os outros. E, embora sempre ocupadas nos seus trabalhos, mergulhadas em oração - o trabalho é oração - de coração completamente entregue. Não obstante estarem sempre ocupadas parece terem tempo para tudo inclusive para irem duas a duas por esse mundo fora, para terras distantes, hinóspitas onde pacientemente lançam as raízes de novos conventos, constroem escolas, hospitais, centros de acolhimento.  É um trabalho ciclópico, espantoso que, naturalmente, precisa de meios materiais para se desenvolver mas, isso não as preocupa, cada uma quando se entregou a Cristo também entregou quanto tinha, pouco ou muito, deu absolutamente tudo. O extraordinário é ver que o Senhor, que cumpre sempre o que prometeu,  faz surgir apoios, subsídios... o que for, que muitíssimas outras almas generosas prodigalizam com esse fim.

Eu, tenho a graça de conhecer, diria... particularmente, algumas destas santas mulheres e, maior graça, conversar com elas, intimando e, sempre, aprendendo lições de humildade, serviço e doação aos outros.

Porquê? Nos primeiros anos da República o Afonso Costa prometeu, como objectivo, acabar com a Religião Católica em Portugal. Um seu Ministro, António Augusto de Aguiar, tomou a peito esta "missão" e perseguiu padres, lançou nas masmorras Bispos, extiguiu Conventos, uma perseguição cheia de abusos e horrores difíceis de descrever. Algumas destas mulheres foram acolhidas pelos meus Queridos Pais em Monte Real, proporcionaram-lhes guarida nuns anexos das Termas, do Hotel levavam-lhes as refeições. Lembro-me muito bem de as ver nos bancos da Avenida das Termas a venderem peças de roupa e malha que confeccionavam e cestos com biscoitos de água e sal, uma receita do Convento do Louriçal que, como os outros, tinha sido encerrado. Finalmente, não me lembro bem quando, mas julgo que pelos anos 50/60 chegou o grande dia em que os meus Queridos Pais, ofereceram um terreno (e mais alguma coisa) para se construir um Convento... que lá está... O Convento de Santa Clara em Monte Real.

Para terminar, acrescento, se preciso fosse, que desde há uns anos existe também um Convento de Santa Clara, Monte Real, em Timor!

 

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