20/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 20

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

Evangelho

Jo I, 1-18

 

O Verbo é Deus

1 No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus. 2 No princípio Ele estava em Deus. 3 Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. 4 Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens. 5 A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam.

 

Missão de João Baptista

6 Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João. 7 Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele. 8 Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz. 9 O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina. 10 Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. 13 Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne, nem da vontade de um homem, mas sim de Deus.

 

Encarnação

14 E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 João deu testemunho dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: ‘O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim.’»16 Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graças sobre graças. 17 É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo. 18 A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.

 

Considerações

 

São João com o estilo que lhe e próprio dá-nos as razões e motivos que enformam a nossa fé

Tudo parece resumir-se a luz e trevas, a luz que tudo ilumina e as trevas que tudo escondem e ocultam. O Menino é a luz que ilumina e atrai os homens irresistivelmente para o alto.

Ele afasta definitivamente as trevas onde tantos se deixam cair como mortos vivos.

Luz de luz, guia os meus passos para o supremo bem e felicidade eterna.

Este capítulo de S. João pode ser – é, de facto – uma declaração das principais razões para fazer-mos um profundo acto de fé na Redenção e no Redentor.

Explica-se porque devemos acreditar e, até, as ‘vantagens’ em acreditar no próprio testemunho do Precursor.

Porque acreditar em Jesus Cristo? Porque, Ele, é: «o Unigénito de Deus, que está no seio do Pai, Ele mesmo é que O deu a conhecer

Porque nos convém acreditar? Porque: «a todos os que O receberam, àqueles que crêm no Seu nome, deu poder de se tornarem filhos de Deus»

Quando deparamos com esta página do evangelho de São João, talvez sejamos tentados a ler apressadamente ou, até, passar adiante.

Mas pode dizer-se que ela é como que uma síntese da doutrina cristã, já que nela se contêm, os princípios e fundamentos da Fé.

Talvez o melhor seja, mesmo, ficar por aqui propondo uma segunda leitura, talvez mais interiorizada, destas palavras de São João.

São João dá-nos a exacta compreensão da Pessoa de Jesus Cristo: a Luz!

Mas trevas da morte da alma, do abismo dos desaires e dificuldades da vida corrente, no desânimo das missões por cumprir, na frustração da incapacidade de vencer o nosso orgulho que nos amarra a precon­ceitos e juízos temerários, enfim, na amálgama dos nossos defeitos e fraquezas, das faltas de confiança e coragem, a Luz de Cristo ilumina o nosso caminho, toda a nossa vida.

Muitas páginas da Sagrada Escritura atestam que os anjos existem...

Mas é pre­ciso saber que a palavra «anjo» designa a sua função: ser mensageiro.

E cha­mam-se «arcanjos» os que anunciam os acontecimentos mais importantes. É assim que o arcanjo Gabriel é enviado à Virgem Maria; para esta função, para anunciar o maior de todos os acontecimentos, impunha-se enviar um anjo da mais elevada categoria...

Semelhantemente, quando se trata de estender um poder extraordinário, é Mi­guel que é o enviado.

Com efeito, a sua acção como o seu nome, querem dizer: «Quem é como Deus?», fazem compreender aos homens que ninguém pode fazer o que pertence apenas a Deus realizar.

Seguir essa Luz é o bastante para alcançarmos a felicidade.

Nunca se esquece o momento em que a nossa vida deu como que uma revira­volta, conheceu um novo rumo, se alterou definitivamente!

 

CONFISSÃO SACRAMENTAL

O que é a confissão sacramental?

“O sacramento da Reconciliação é um sacramento de cura. Quando me confesso é para me curar, para curar a minha alma, o meu coração e algo de mal que cometi”. Francisco, Audiência geral, 19.II.2014.

Porquê confessar-se?

Explica o Papa Francisco que “o perdão dos nossos pecados não é algo que possamos dar a nós mesmos. Eu não posso dizer: perdoo os meus pecados. O perdão é pedido a outra pessoa e na Confissão pedimos o perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas uma dádiva, é um dom do Espírito Santo”. Idem

É complicado confessar-se?

Não o é tanto: no Catecismo, a Igreja propõe-nos quatro passos para uma boa confissão. Cfr. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 303.:

1) Exame de consciência;

2) Contrição (ou arrependimento), que inclui o propósito de não voltar a pecar;

3) Confissão;

4) Satisfação (ou cumprir a penitência).

São quatro passos que damos para poder receber o grande abraço de amor que Deus nosso Pai nos quer dar com este sacramento: “Deus espera-nos, como o pai da parábola, de braços estendidos, ainda que não o mereçamos. Não importa a nossa dívida. Como no caso do filho pródigo, apenas é preciso que abramos o coração”. São Josemaría, Cristo que passa, n. 64.

1. Exame de consciência

O exame de consciência consiste em refletir sobretudo aquilo que nos tenha podido afastar de Deus

“Que conselhos daria a um penitente para fazer uma boa confissão? – pergunta-se ao Papa Francisco – Que pense na verdade da sua vida frente a Deus, o que sente, o que pensa. Que saiba olhar com sinceridade para si mesmo e para o seu pecado. E que se sinta pecador, que se deixe surpreender, surpreendido por Deus”. Francisco, O nome de Deus é misericórdia.

O exame de consciência consiste em refletir sobre aquelas ações, pensamentos ou palavras que nos tenham podido afastar de Deus, ofender os outros ou causar-nos dano interiormente.

É o momento de ser sinceros consigo próprio e com Deus, sabendo que Ele não quer que os nossos pecados passados nos oprimam, antes deseja libertar-nos deles para podermos viver como bons filhos seus.

3. Confessar os pecados.

Uma boa confissão é dizer os pecados ao sacerdote de forma clara, concreta, concisa e completa.

A confissão consiste na acusação dos pecados feita diante do sacerdote.

Costuma dizer-se que uma boa confissão tem “4 C”:

3.1. Clara: indicar qual foi a falta específica, sem acrescentar desculpas.

3.2. Concreta: referir o acto ou pensamento preciso, não usar frases genéricas.

3.3. Concisa: evitar dar explicações o descrições desnecessárias.

3.4. Completa: sem calar nenhum pecado grave, vencendo a vergonha.

4. Cumprir a penitência

O sacerdote indica uma penitência para reparar o dano causado.

A satisfação consiste no cumprimento de certos actos de penitência (orações, alguma mortificação, etc.), que o confessor indica ao penitente para reparar o dano causado pelo pecado.

É uma ocasião também para dar graças a Deus pelo perdão recebido e renovar o propósito de não voltar a pecar.

 

REFLEXÃO

Regras morais

 

Moral rules must be obeyed when it doesn't suit us. Otherwise, why would we need rules? [1]

Esta "sentença" parece-me muito feliz e adequada ao que me proponho reflectir.

O conceito de "regra moral" não tem várias interpretações consoante conveniências ou circunstâncias, é apenas um: os limites em que a moral se move e actua.

Pode definir-se moral desta forma: Moral é o conjunto de regras adquiridas através da cultura, da educação, da tradição e do quotidiano, e que orientam o comportamento humano dentro de uma sociedade.

Etimologicamente, o termo moral tem origem no latim morales, cujo significado é “relativo aos costumes”.

As regras definidas pela moral regulam o modo de agir das pessoas, sendo uma palavra relacionada com a moralidade e com os bons costumes.

Está associada aos valores e convenções estabelecidos colectivamente por cada cultura ou por cada sociedade a partir da consciência individual, que distingue o bem do mal, ou a violência dos actos de paz e harmonia.

Os princípios morais como a honestidade, a bondade, o respeito, a virtude, e etc., determinam o sentido moral de cada indivíduo. São valores universais que regem a conduta humana e as relações saudáveis e harmoniosas.

Não pode alguém dizer, por exemplo, 'a minha moral é esta!
Tal não faz nenhum sentido, não quer dizer outra coisa que: 'eu próprio restabeleço o que é ou não a moral'.

Pode também definir-se moral como o comportamento correcto e impecável do homem nas diversas actividades que desenvolve na sua vida. A correcção e impecabilidade não oferecem várias interpretações, estão ao abrigo de qualquer reparo, crítica ou correcção por parte de outros.
Tem, além do mais, uma característica muito própria: a moral é a base do comportamento, por isso é comum dizer-se de alguém cujos actos se caracterizam pela sua maldade ou irregularidade, fora dos padrões considerados aceitáveis pela sociedade em geral, que tal pessoa é amoral, isto é, não tem moral.

Mas o que vêm a ser os actos moralmente aceites pela sociedade?

Lembremos do Antigo Testamento o que se passava na cidade de Sodoma.

A ausência de critérios de pureza, respeito pelo corpo - próprio e alheio - eram um hábito adquirido e, portanto, aqui não cabiam conceitos de prevaricação moral social. Mas nem por isso deixavam de ser reprováveis porque se tratava de abusos indecorosos, contranatura e de aviltamento da dignidade humana.

 



[1] Ken Follet, Edge of eternity

19/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 19

PLANO DE VIDA;  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

 

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

 

Evangelho

Lc XXIV, 36-53

Aparição em Jerusalém

36 Enquanto isto diziam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» 37 Dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam ver um espírito. 38 Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações? 39 Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.» 40 Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41 E como, na sua alegria, não queriam acreditar de assombrados que estavam, Ele perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» 42 Deram-lhe um bocado de peixe assado; 43 e, tomando-o, comeu diante deles. 44 Depois, disse-lhes: «Estas foram as palavras que vos disse, quando ainda estava convosco: que era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos.» 45 Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras 46 e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos, ao terceiro dia; 47 que havia de ser anunciada, em seu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém. 48 Vós sois as testemunhas destas coisas. 49 E Eu vou mandar sobre vós o que meu Pai prometeu. Entretanto, permanecei na cidade até serdes revestidos com a força do Alto.»

 

Ascensão

50 Depois, levou-os até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. 51 Enquanto os abençoava, separou-se deles e elevava-se ao Céu. 52 E eles, depois de se terem prostrado diante dele, voltaram para Jerusalém com grande alegria. 53 E estavam continuamente no templo a bendizer a Deus.

 

Considerações

 

Jesus Cristo Ressuscitado é um verdadeiro Homem em carne e osso, não é meramente um espírito como serão a grande maioria dos “habitantes do Céu”.

Ou seja, pode dizer-se que Jesus Cristo É, depois da Sua Ressurreição gloriosa, o que todos os que tivermos a ventura de alcançar o Céu seremos depois do “final dos tempos” em que os nossos corpos se unirão ás nossas almas para sempre.

Sabemos que não é o único, Elias foi directamente arrebatado ao Céu num carro de fogo, a Santíssima Virgem foi assumpta – verdade de Fé – em corpo e alma e muitos outros.

No Apocalipse São João menciona Pessoas completas – corpo e alma - e Espíritos – almas.

Tudo isto só o conseguimos entender com a insinuação do Espírito Santo na nossa alma, não nos seria possível, só com a nossa inteligência ou entendimento, alcançar esse conhecimento.

Daqui que, uma vez mais, se destaca a verdadeira e imprescindível acção do Divino Espírito Santo nas nossas almas para podermos apaziguar as dúvidas ou “sossegar” as apreensões quanto à Vida Eterna.

Evidentemente que muitas questões nos podem acorrer como, por exemplo, com que corpo nos uniremos ás nossas almas. De homem jovem na força da vida, adulto, no final da vida terrena… ou logo após o nascimento?

Mas… essas sendo interrogações “legítimas” não devem ser consentidas porque, parece evidente, são questões sugeridas pelo tentador para nos desviar do caminho correcto a que nos conduz a Fé nas Verdades que Jesus nos revelou e a Santa Igreja nos ensina.

 

VIRTUDES

Em geral, “a virtude é uma disposição habitual e firme para praticar o bem”. (Cf. Catecismo, 1803)

As virtudes teologais referem-se directamente a Deus e dispõem os cristãos para viverem em relação com a Santíssima Trindade. (Cf. Catecismo, 1812).

São infundidas por Deus na alma dos fiéis para os tornar capazes de proceder como filhos seus. (Catecismo, 1813)

As virtudes teologais são três: fé, esperança e caridade (cf. 1 Cor 13, 13).

A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse e revelou, e que a santa Igreja nos propõe para acreditarmos. (Cf. Catecismo, 1814) Pela fé o homem entrega-se completa e livremente a Deus, e esforça-se por conhecer e fazer a vontade de Deus (cf. Rm 1, 17).

O discípulo de Cristo, não somente deve guardar a fé e viver dela, como também professá-la, dar testemunho dela e propagá-la. (Cf. Catecismo, 1816; cf. Mt 10, 32-33)

A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. (Cf. Catecismo 1817).

A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas por Ele mesmo, e ao nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus. (Cf. Catecismo, 1822).

 

REFLEXÃO

A minha cruz de todos os dias

 

A minha cruz de todos os dias, aquela que tenho de carregar – quer queira quer não – sobre os meus ombros e que me pesa e causa dor!

Que cruz é esta?

Reflicto e chego à triste conclusão que a maior parte das vezes sou o primeiro e principal responsável pela sua existência.

Poderia aplicar-me com toda a propriedade aquela máxima de São Filipe de Néri: Sou carpinteiro das minhas próprias cruzes.

Não me orgulho, bem pelo contrário, desta minha “profissão” na qual me envolvo de forma tão contumaz que me espanta.

Vejo com clareza que não tenho outra “saída” que pedir ao Crucificado que me ajude a transportá-las de forma digna e meritória.

 

18/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 18

PLANO DE VIDA:  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

LEITURA ESPIRITUAL

 

Evangelho

 

Lc XXIV, 15-35

Os discípulos de Emaús

13 Nesse mesmo dia, dois dos discípulos iam a caminho de uma aldeia chamada Emaús, que ficava a cerca de duas léguas de Jerusalém; 14 e conversavam entre si sobre tudo o que acontecera. 15 Enquanto conversavam e discutiam, aproximou-se deles o próprio Jesus e pôs-se com eles a caminho; 16 os seus olhos, porém, estavam impedidos de o reconhecer. 17 Disse-lhes Ele: «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto caminhais?» Pararam entristecidos. 18 E um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único forasteiro em Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias!» 19 Perguntou-lhes Ele: «Que foi?» Responderam-lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; 20 como os sumos sacerdotes e os nossos chefes o entregaram, para ser condenado à morte e crucificado. 21 Nós esperávamos que fosse Ele o que viria redimir Israel, mas, com tudo isto, já lá vai o terceiro dia desde que se deram estas coisas. 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram perturbados, porque foram ao sepulcro de madrugada 23 e, não achando o seu corpo, vieram dizer que lhes apareceram uns anjos, que afirmavam que Ele vivia. 24 Então, alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas, a Ele, não o viram.» 25 Jesus disse-lhes, então: «Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para crer em tudo quanto os profetas anunciaram! 26 Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?» 27 E, começando por Moisés e seguindo por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, tudo o que lhe dizia respeito. 28 Ao chegarem perto da aldeia para onde iam, fez menção de seguir para diante. 29 Os outros, porém, insistiam com Ele, dizendo: «Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso.» Entrou para ficar com eles. 30 E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. 31 Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no; mas Ele desapareceu da sua presença. 32 Disseram, então, um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» 33 Levantando-se, voltaram imediatamente para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros, 34 que lhes disseram: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!» 35 E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão.

 

Considerações

 

Sobre este episódio que São Lucas descreve podem fazer-se várias considerações.

Uma primeira talvez o facto de os dois a caminho de Emaús não reconhecerem o companheiro que se lhes junta na viagem.

Nem sequer as palavras que profere lhes despertam a memória e, seguramente como concluimos, deveriam estar familiarisados com os discursos de Jesus, o tom da Sua voz.

Foi necessário um sinal para que os seus olhos se abrissem.

Jesus deveria ter um modo caracteristíco de o fazer e, depois de distribuir os pedaços.

Vemos aqui uma importante referência à Eucaristia e o valor dos gestos e, assim, compreendem porque Jesus lhes ordenou que fizessem como Ele fez na instituição da Eucaristia.

Uma segunda consideração leva-nos ao zêlo apostólico.

Descoberta a verdade há que comunicá-la sem demora aos outros porque estão carentes dela.

A verdade, quando devidamente testemunhada convence e arrasta e como ninguém pode ser apóstolo sem transmitir a verdade tal qual é o testemunho tem de ser concreto, simples, assertivo.

Não são necessárias muitas palavras, ou discursos elaborados porque com a segurança do próprio testemunho pessoal ela torna-se firme, indiscutível, absolutamente aceitável.

 

 

DOCUMENTOS DO MAGISTÉRIO

 

Mal o homem nasce para a vida, o sacerdote regenerado no Baptis­mo, confere-lhe uma vida mais nobre, mais preciosa, a vida sobrenatural, e tor­na-o filho de Deus e da Igreja de Jesus Cristo.

Para o fortificar e o tornar mais apto para combater generosamente nas lutas espirituais, também um sacerdote, revestido de uma dignidade especial, o torna soldado de Cristo por meio da Confirmação.

Quando ainda criança é capaz de discernir e apreciar o Pão dos Anjos, dom do céu, o sacerdote alimenta-o e fortifica-o com este manjar vivo e vivi­ficante. Se teve a desgraça de cair, o sacerdote levanta-o em nome de Deus e reconciliado com Ele por meio do sacramento da Penitência. Se Deus o chama para formar uma família e para cooperar com Ele na transmissão da Vida Humana no mundo e para aumentar o número de fiéis sobre a terra, e depois, dos eleitos no Céu, o sacerdote está ali para bendizer o seu casamento e o seu amor, nobre. Quando, finalmente, o cristão próximo do desenlace da sua vida mor­tal, necessita de fortaleza, necessita de auxílio para se apresentar perante o Juiz Divino, o ministro de Cristo, inclinando-se sobre os membros doridos dos mo­ribundos, conforta-os e purifica-os com a unção do óleo sagrado. (Pio XI, Encíclica Ad catholici sacerdotii, 20-XII-1935, nr. 15)

 

REFLEXÃO

Pedro e o seu irmão, André «Deixaram tudo»!... diz Mateus.

Como Cristo hão-de entregar também as suas vidas na cruz.

Ambos se consideraram indignos ser crucificados como o Rabi por Quem tinham abandonado tudo, naquele dia, nas margens do mar da Galileia: Pedro quer ser crucificado de cabeça para baixo; André escolhe uma cruz em X.

Quiseram deixar bem claro quem era o Mestre e quem eram os discípulos.

E eu? O que é que eu tenho deixado, ao longo da minha vida, pelo meu Mestre?

Umas coisitas de pouca monta e, mesmo assim, sempre relutante, a contra-gosto.

Fico-me para aqui, agarrado às minhas redes, encostado ao meu barco e não avanço mar dentro à pesca com é meu dever. Ah! Porque o tempo não está favorável; talvez amanhã; porque estou cansado; porque chove; está frio; faz muito calor; não me apetece; ainda ontem fui e não apanhei nada!

Tantas razões sem razão nenhuma!

Vá! Nunc coepi! Agora...agora começo. Com o que tenho, com as minhas misérias e pouca coisa, com os meus enormes defeitos e pequenas virtudes, mas de ouvidos bem atentos à voz de quem chama: Tu...! Vem e segue-me!

 

 

 

 

 

 

 

 

17/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 17


PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual

 

Evangelho 

Lc XIII, 50; Lc  XXIV, 1-12

Sepultura de Jesus

50 Um membro do Conselho, chamado José, homem recto e justo, 51 não tinha concordado com a decisão nem com o procedimento dos outros. Era natural de Arimateia, cidade da Judeia, e esperava o Reino de Deus. 52 Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. 53 Descendo-o da cruz, envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro talhado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 54 Era o dia da Preparação e já começava o sábado. 55 Entretanto, as mulheres que tinham vindo com Ele da Galileia acompanharam José, observaram o túmulo e viram como o corpo de Jesus fora depositado. 56 Ao regressar, prepararam aromas e perfumes; e, durante o sábado, observaram o descanso, conforme o preceito.

As santas mulheres e Pedro no sepulcro

1 No primeiro dia da semana, ao romper da alva, as mulheres foram ao sepulcro, levando os perfumes que haviam preparado. 2 Encontraram removida a pedra da porta do sepulcro 3 e, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4 Estando elas perplexas com o caso, apareceram-lhes dois homens em trajes resplandecentes. 5 Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, eles disseram-lhes: «Porque buscais o Vivente entre os mortos? 6 Não está aqui; ressuscitou! Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia,  7 dizendo que o Filho do Homem havia de ser entregue às mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia.» 8 Recordaram-se, então, das suas palavras. 9 Voltando do sepulcro, foram contar tudo isto aos Onze e a todos os restantes. 10 Eram elas Maria de Magdala, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas diziam isto aos Apóstolos; 11 mas as suas palavras pareceram-lhes um desvario, e eles não acreditaram nelas. 12 Pedro, no entanto, pôs-se a caminho e correu ao sepulcro. Debruçando-se, apenas viu as ligaduras e voltou para casa, admirado com o sucedido.

 

Considerações

 

Este homem, José de Arimateia tem um lugar de especial importância na história da salvação humana.

Em primeiro lugar é significativo constatar que “era um membro do Conselho”, o que significa, por si só, que era uma pessoa que seguia honestamente o seu próprio critério em vez de, como era comum, se deixar levar pelas opiniões de outros.

Mas, mais, procurou aprofundar as raízes desses critérios pessoais e, assim, procurou junto da própria “fonte” esclarecimentos importantes e, para tal, teve encontros – o Evangelho sugere que terão sido vários – com Jesus para ouvir da Sua própria boca essas explicações que buscava.

Mais, quanto não compreendia perguntava para que não lhe restassem dúvidas, como quando, por exemplo, Jesus lhe diz que, para fazer parte do Reino de Deus, há que «renascer de novo».

Por este comportamento, sério, honesto, recebeu do Senhor um prémio: a honra de Lhe dar sepultura, o que ele fez com dedicação extrema.

Como Jesus não tinha nada de Seu, nem sequer um lugar onde depositar o cadáver, José deu-Lhe um de sua propriedade, e um lençol novo de linho para mortalha, e perfumes e bálsamos em quantidade significativa, generosa, para que o sepultamento tivesse a maior dignidade possível.

Depois São Lucas descreve fotográficamente, como é seu hábito, a primeira referência à Ressurreição do Senhor.

Jesus Cristo terá desejado “premiar” aquelas mulheres que nunca O tinham abandonado em vida e nas amargas horas da Paixão, acompanhado-O na caminhada para o Gólgota, permanecendo firmes junto à Cruz onde agonizava, dando-lhes a honra de serem as primeiras pessoas a testemunharem a Sua Ressurreição gloriosa.

A fidelidade incondicional tem sempre um retorno de igual calibre.

 

 

 

16/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 16

PLANO DE VIDA:  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Pequena mortificação

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

 

Evangelho

Lc XXIII, 33-49

Crucificação

33 Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-no a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. 34 Jesus dizia: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.» Depois, deitaram sortes para dividirem entre si as suas vestes. 35 O povo permanecia ali, a observar; e os chefes zombavam, dizendo: «Salvou os outros; salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito.» 36 Os soldados também troçavam dele. Aproximando-se para lhe oferecerem vinagre, 37 diziam: «Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!» 38 E por cima dele havia uma inscrição: «Este é o rei dos judeus.»

 

O bom ladrão

39 Ora, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-o, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também.» 40 Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? 41 Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo que as nossas acções mereciam; mas Ele nada praticou de condenável.» 42 E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino.» 43 Ele respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.»

 

Morte de Jesus

44 Por volta do meio-dia, as trevas cobriram toda a região até às três horas da tarde. 45 O Sol tinha-se eclipsado e o véu do templo rasgou-se ao meio. 46 Dando um forte grito, Jesus exclamou: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.» Dito isto, expirou. 47 Ao ver o que se passava, o centurião deu glória a Deus, dizendo: «Verdadeiramente, este homem era justo!» 48 E toda a multidão que se tinha aglomerado para este espectáculo, vendo o que acontecera, regressava batendo no peito. 49 Todos os seus conhecidos e as mulheres que o tinham acompanhado desde a Galileia mantinham-se à distância, observando estas coisas.

 

Considerações

 

O São Lucas dedica o penúltimo capítulo do Evangelho que escreveu à Crucificção e morte de Jesus.

A primeira consideração que me ocorre é o perdão do Crucificado: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.» esclarecendo o motivo pelo qual perdoa: porque não sabiam o que faziam.

Para nós, os cristãos de hoje ou de outro tempo qualquer é consolador saber que a responsabilidade do pecado pessoal cometido por ignorância ou sem o propósito de o cometer não merece condenação.

Uma segunda consideração é o valor do reconhecimento do pecado praticado, assumindo a responsabilidade pessoal pelo mesmo e, depois o arrependimento sincero do que se fez.

Por exemplo alguém com grave deficiência mental, não pode ser responsável pelos actos que comete nem os maus nem os bons porque não tem consciência deles e, o pecado como tal, é sempre um acto da vontade consciente.

Ora, neste caso, Jesus advertia que os que O crucificavam apenas cumpriam ordens e que não tinham como perceber que a crucificação de Jesus teria de ser diferente de numerosas outras como era hábito naqueles tempos.

Vemos bem, pelo que São Lucas descreve, que o perdão ”instantâneo” que Jesus concede ao “bom ladrão” «hoje estarás comigo no Paraíso.» é o prémio da confissão e do arrependimento.

A Confissão Sacramental para ser perfeita tem de conter estas duas condições.

Em terceiro lugar vem o relato da reacção do centurião quando compreende que os fenómenos que se sucedem a seguir à morte de Jesus estão directamente relacionados.

Mais avulta, talvez, ter sido um não judeu, a reconhecer esses “sinais” quando, constantemente ojudeus, o povo e os seus chefes pediam a Jesus sinais que o identificassem como Deus. Nem os numerosos milagres que constataram durante os três anos de vida pública de Jesus - e alguns desses milagres não poderiam nunca ser ignorados como, por exemplo, as multiplicações de pães e peixes com que alimentou milhares de pessoas, ou o instantâneo apasiguamento de tempestades violentas, a cura de paralíticos, cegos de nascença, leprosos… foram bastantes para serem considerados ”sinais” eloquentes da Divindade de Jesus Cristo.

De facto, pior que não enxergar é não querer ver, pior, muito pior que não entender é não procurar perceber.   

  

DOUTRINA (Perguntas e respostas)

O AGNOSTICISMO

 

3. O agnosticismo é apenas uma teoria?

 

Aparentemente, o agnosticismo é apenas uma teoria, mas na realidade tem importantes consequências práticas.

Na prática, é um ateísmo.

 

REFLEXÃO

Igualdade de vida

 

Houve-se com frequência dizer a respeito de alguém: 'É muito honesto'.

Isto é dito como se fosse algo extraordinário, fora do "normal".

Mas, então, o normal não é ser-se honesto!

Aliás, não se é "muito honesto" ou se é ou não!

Por isso penso que esta locução não faz qualquer sentido e que o que realmente se deveria dizer seria: 'Pode confiar-se' (nessa pessoa).

Isto sim é o que realmente queremos pensar a respeito dos outros e que igualmente desejamos que os outros pensem de nós.

Claro que uma pessoa digna de confiança é, por natureza, honesta.

É que parece haver uma tendência para considerar que a honestidade se resume e conclui em não se apropriar do alheio quando, de facto, é muito mais que isso: é viver, pensar e actuar com critérios sãos e estáveis, que não mudam conforme as circunstâncias, o ambiente ou outra coisa qualquer.

Considerar alguém honesto só porque não se apropria do que não lhe pertence é reduzir essa virtude a um mero comportamento, ou dito de outra forma, que essa virtude é a consequência lógica de não ter o defeito.

Mas... não ter um defeito não determina possuir uma virtude.

Por exemplo: Se não me embriago não permite concluir que tenha a virtude da temperança, mas apenas que sou comedido na bebida; Se cumpro as regras de trânsito não quer dizer que sou obediente, mas que respeito as leis; As virtudes - tema já abordado antes -  só se adquirem com os bons hábitos praticados com regularidade e independentemente das circunstâncias.

Por isso mesmo é muito importante a igualdade de vida.

Mas… E o que vem a ser a "igualdade de vida"?

Para os cristãos, é proceder de acordo com a Fé que afirmam professar, sem "intervalos" ou concessões.

Que os actos correspondam ao que se diz, que haja coerência, sintonia, entre o que se pensa e diz e o que se pratica.

Que, em suma, se seja honesto consigo próprio.

Mas, sobretudo, se seja honesto com Deus Nosso Senhor que não pode aceitar nem desculpas nem "justificações" se o nosso comportamento não corresponde integralmente ao que Ele tem todo o direito de esperar.

Ele sabe muito bem se o que fazemos corresponde à Sua Vontade ou aos nossos desejos ou conveniências de momento.

Portanto, pode concluir-se, igualdade de vida é fazer, em tudo, a Vontade de Deus!

 

15/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 15

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Participar na Santa Missa.

Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.

O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Evangelho

Lc XXIII, 13-32

Jesus de novo ante Pilatos

13 Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, 14 e disse-lhes: «Trouxestes este homem à minha presença como se andasse a revoltar o povo. Interroguei-o diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais. 15 Herodes tão-pouco, visto que no-lo mandou de novo. Como vedes, Ele nada praticou que mereça a morte. 16 Vou, portanto, libertá-lo, depois de o castigar.»

 

Jesus e Barrabás

17 Ora, em cada festa, Pilatos era obrigado a soltar-lhes um preso. 18 E todos se puseram a gritar: «A esse mata-o e solta-nos Barrabás!» 19 Este último fora metido na prisão por causa de uma insurreição desencadeada na cidade, e por homicídio. 20 De novo, Pilatos dirigiu-lhes a palavra, querendo libertar Jesus. 21 Mas eles gritavam: «Crucifica-o! Crucifica-o!» 22 Pilatos disse-lhes pela terceira vez: «Que mal fez Ele, então? Nada encontrei nele que mereça a morte. Por isso, vou libertá-lo, depois de o castigar.» 23 Mas eles insistiam em altos brados, pedindo que fosse crucificado, e os seus clamores aumentavam de violência.

 

Considerações

Este personagem – Pilatos – avulta na História da Salvação humana pelos piores motivos.

De facto ele é o primeiro e último responsável pela morte de Jesus.

Detinha o poder absoluto, pertencia-lhe decidir com justiça e razoável certeza mas, optou pelo mais fácil… não dar muita importância ao assunto concedendo o que lhe solicitavam, conquistar amigos entre os judeus, particularmente Herodes como expressamente o Evangelho refere… enfim… livrar-se de um assunto algo complicado, que não compreendia nem queria esmiuçar.

Uma personalidade fraca, dúbia, sem vontade de aplicar a justiça como seria de supor, ignorando factos e evidências.

Confessa que não encontra nenhum motivo para condenar Jesus e, no entanto, condena-O; lava as mãos para simbólicamente evidenciar que considera inocente na Morte de Jesus… como se tal fosse posível!

E, esta é a verdade – que ele próprio não sabe o que é nem se mostra interessado em saber -: Sem a sua concordância Jesus Cristo não teria sido crucificado.

A história já o julgou e guarda como Um homem sinistro, sem consciência ou critério, cobarde… repugnante!

 

Oração pelos Sacerdotes

Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus. (AMA, 2009)

Com autorização eclesiástica