09/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em 09/04/2021

 

PLANO DE VIDA:  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito: Contenção; alguma privação; ser humilde.

Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

 

Lembrar-me: Filiação divina.

 

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

 

PEQUENO EXAME: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

Evangelho

Lc XXI, 1-19

O óbulo da viúva

1 Levantando os olhos, Jesus viu os ricos deitarem no cofre do tesouro as suas ofertas. 2 Viu também uma viúva pobre deitar lá duas moedinhas 3 e disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros; 4 pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua indigência, deitou tudo o que tinha para viver.» 5 Como alguns falassem do templo, dizendo que estava adornado de belas pedras e de ofertas votivas, respondeu: 6 «Virá o dia em que, de tudo isto que estais a contemplar, não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.» 7 Perguntaram-lhe, então: «Mestre, quando sucederá isso? E qual será o sinal de que estas coisas estão para acontecer?» 8 Ele respondeu: «Tende cuidado em não vos deixardes enganar, pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo.’ Não os sigais. 9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis; é necessário que estas coisas sucedam primeiro, mas não será logo o fim.» 10 Disse-lhes depois: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. 11 Haverá grandes terramotos e, em vários lugares, fomes e epidemias; haverá fenómenos apavorantes e grandes sinais no céu.» 12 «Mas, antes de tudo, vão deitar-vos as mãos e perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e metendo-vos nas prisões; hão-de conduzir-vos perante reis e governadores, por causa do meu nome. 13 Assim, tereis ocasião de dar testemunho. 14 Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa, 15 porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários. 16 Sereis entregues até pelos pais, irmãos, parentes e amigos. Hão-de causar a morte a alguns de vós 17 e sereis odiados por todos, por causa do meu nome. 18 Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. 19 Pela vossa constância é que sereis salvos.»

Considerações

Temos todos os homens - sobretudo os cristãos - obrigação de dar algo para ajudar outros sejam quem forem, quer através de instituições credíveis, ou pessoal e directamente. Qual a medida que devemos usar? Aquela que corresponde a um são e esclarecido critério. Temos um exemplo: Jesus Cristo que deu quanto tinha, inclusive a Sua própria vida e por todos, não excluindo ninguém. Em "troca" quer amor, que tentemos imitá-Lo como nos for possível.

Possuir muito ou pouco não pode condicionar a esmola! A esmola – neste caso o que se dá na Igreja – é uma obrigação de todos os cristãos que devem contribuir para o sustento do clero e manutenção dos templos. Parece que quem é capaz a gastar algum dinheiro com o objectivo de ganhar mais algum – caso das lotarias, “raspadinhas”, etc., etc., não lhe ocorra que, o que – nestes casos - não passa de uma mera hipótese, o dinheiro dado na Igreja tem “retorno” garantido, seguro.

Muitas vezes – talvez – nos ocorra o pensamento se e quanto devemos dar de esmola na Santa Missa. Olhamos de soslaio para a bandeja que passa e vemos algumas – muitas – moedas e, também notas de valor significativo. E ficamo-nos pensando o que devemos fazer. Ocorre-nos que já damos esmola para muitas coisas, organizações ou obras da Igreja e que, portanto, o nosso contributo, nesse momento, pouco ou nada a acrescentará às reais necessidades da Igreja. Não me parece que este deva ser o critério. O que damos – decidimos dar – não tem que ver com “contabilidades” nem cálculos, mas apenas com a generosidade solidária. Desde que nos sintamos em paz connosco próprios, não pensamos mais nisso, não se trata nem de uma falta nem de uma omissão. O que pomos na bandeja é – tem de ser – o fruto de uma decisão íntima que nos leva a julgar o que será mais acertado fazer.

Dar esmola na Igreja, de facto não é propriamente uma dádiva, mas antes como que uma devolução ou "amortização" do muito que recebemos de Deus. Sim, pode ser fruto do nosso trabalho mas… quem nos proporciona esse trabalho? Na "contabilidade" divina somos eternos devedores e Ele nunca reclama que devolvamos como deveríamos. Mas convém muito que, pelo menos demos provas de que desejamos fazê-lo.

De facto, dar do que nos sobra ou, de alguma forma, não nos faz falta não deixa de ser uma esmola meritória. Mas é, também, mais que isso porque, de certa forma, ajuda a não cometer um pecado muito grave. Sim! Para que queremos e guardamos para nós o que nos sobra seja em bens ou no que for? Não estará aqui um pecado de avareza?

Desde sempre o homem suporta como que um “peso” coberto de trevas e angústia com o chamado “fim do mundo”. Jesus Cristo, de facto, fala em fenómenos espantososgrandes sinais no céu, mas não confirma que esses são prenúncios do fim. Podemos, no entanto, considerando uma Sua afirmação: «Então, hão-de ver o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória.» (Cfr Lc 21, 27), que este será de facto, algo espantoso preenchendo quanto existir no mundo.

O Senhor faz um presságio sobre o fim do mundo? Julgo que não, descreve apenas o que virá a acontecer e, fá-lo por três motivos: O primeiro para pôr de sobreaviso os que O escutam; O segundo para demonstrar a precaridade das obras humanas por mais grandiosas e espectaculares que possam ser; O terceiro para que os que O ouvem e os que se seguirão, tenham bem presente que, Ele é o Senhor, com todo o poder sobre o mundo e os homens e, portanto, o refúgio seguro onde procurar abrigo e auxílio.

Há como que um sentimento generalizado que, o chamado “fim do mundo” será uma enorme catástrofe na qual desaparecerão todas as coisas criadas incluindo, obviamente, a humanidade. Mas, de facto, não há absolutamente nada dito pelo Senhor donde se possa inferir tal coisa. Quando Jesus Cristo fala em guerras, lutas, terremotos, cataclismos tremendos não os coloca como “sinais”, marcos, prenúncios do fim do mundo, mas apenas de eventos que virão a acontecer – e algumas já acontecerem – pelo que convém ao homem estar preparado para elas. Nada nos diz que esse “fim do mundo” não seja como que um suave apagar de uma luz que se estingue voltando tudo ao estado anterior da criação. De resto, poder-se-ia considerar que esse “fim do mundo apocalíptico” seria como uma espécie de castigo divino brutal e definitivo. Não nos esqueçamos – nunca – que Deus nos criou para a eternidade e não para uma vida terrena mais ou menos longa.

Cristo já tinha, por várias vezes, “avisado” os Seus discípulos sobre as dificuldades e perigos de toda a ordem que teriam de enfrentar por O seguirem. E, também uma vez mais, lhes dá garantia que, Ele, nunca lhes faltará com a Sua assistência. Mas há, de facto, uma condição importante: a perseverança! Por outras palavras: quem perseverar será salvo!

A perseverança é uma virtude absolutamente necessária para atingir um objectivo que nos propomos, chegar onde queremos ir. Quem desiste por causa das dificuldades, dos escolhos, obstáculos e toda a sorte de contrariedades, não conseguirá dar um passo em frente, antes retrocede no já andado. Por nós próprios, que podemos nada, não conseguiremos a perseverança sem uma luta continua travada contra o comodismo, o "deixar andar", a inércia. O cristão sabe muito bem que nunca pode abrandar nesta luta pedindo as ajudas necessárias para a travar sem descanso.

Na sequência do Evangelho que a Liturgia nos propôs ontem, continua o discurso de Jesus que se refere aos últimos tempos. O que revela sobre as dissensões, lutas, perseguições e violências de toda a ordem, sabemos bem, são uma triste realidade ainda nos dias de hoje um pouco por toda a parte. Mas, a verdade também, é que a semente regada com o sangue dos cristãos perseguidos e sacrificados, continua a frutificar talvez com mais vigor e pujança e nunca têm faltado – nem faltarão – esses ”heróis da cristandade” sobre os quais se vai construindo a Igreja Santa que o Nosso Senhor fundou e é a Cabeça.

Parece impossível – sobretudo nos dias de hoje – que tal Pastor, com este programa, possa ter seguidores fieis e indefectíveis. Mas, a verdade, é que sempre teve e, cada dia, cresce essa multidão ávida de seguir Jesus depois de ouvir as Suas palavras de vida eterna. Falávamos “nos dias de hoje”, mas, de facto, sempre houve pessoas para quem o sacrifício ou renúncia são algo obsoleto e disparatado “impróprio” de pessoas inteligentes e “modernas”. A nós, cristãos, causam-nos pena porque ouvem e não entendem e veem e não compreendem e, assim vão pela vida sem se preocuparem com o objectivo grandioso e extraordinário da salvação eterna. Rezemos por eles.

 

DOUTRINA (Perguntas e respostas)

O AGNOSTICISMO

2. Para os agnósticos, Deus existe?

 

O agnosticismo não se pronuncia sobre a existência de Deus.

Não diz que existe ou que não existe.

No entanto, na prática, os agnósticos vivem como se Deus não existisse.


REFLEXÃO

Sobre a oração:

 

Como é que um filho fala com o seu Pai?

Diria: com grande intimidade e enorme respeito.

Se rezar é falar com Deus e sendo Ele nosso Pai, penso que se aplica a intimidade como o respeito.

Quando falamos com o nosso Pai nem a intimidade deve ferir o respeito nem este deve limitar a intimidade, ou seja, falamos com alguém que está incondicionalmente disposto a ouvir-nos e compreender o que dizemos.

Por isso devemos fazer o possível por ser claros e consistentes, sem nos enredarmos nas palavras, sem "dourar a pílula" preocupados com as palavras mas , com a claríssima certeza que Ele entenderá o que Lhe queremos dizer.

As "orações compostas" são, portanto, úteis porque nos dão oportunidade de, ao longo dos dias, ir "afinando" no sentido de dizermos o que realmente nos vai na alma e o coração nos dita.

E é isto que Nosso Senhor quer: Uma conversa íntima, sem reservas nem artifícios onde dizemos claramente o que queremos: Senhor quero isto quero aquilo; Senhor agradeço isto; Senhor ajuda-me neste assunto...

AMA, Fev 2021

 

08/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em 08/04/2021

PLANO DE VIDA:  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

NUNC COEPI: Publicações 08/04/2021

Propósito: Pequena mortificação

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

 

Evangelho

Lc XX, 27-47

A ressurreição

27 Aproximaram-se alguns saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-no: 28 «Mestre, Moisés prescreveu-nos que, se morrer um homem deixando a mulher, mas não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva, para dar descendência ao irmão. 29 Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou-se e morreu sem filhos; 30 o segundo, 31 depois o terceiro, casaram com a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram sem deixar filhos. 32 Finalmente, morreu também a mulher. 33 Ora bem, na ressurreição, a qual deles pertencerá a mulher, uma vez que os sete a tiveram por esposa?» 34 Jesus respondeu-lhes: «Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se; 35 mas aqueles que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos mortos não se casam, sejam homens ou mulheres, 36 porque já não podem morrer: são semelhantes aos anjos e, sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus. 37 E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob. 38 Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão vivos.» 39 Tomando, então, a palavra, alguns doutores da Lei disseram: «Mestre, falaste bem.» 40 E já não se atreviam a interrogá-lo sobre mais nada.

O Messias, filho e Senhor de David

41 Jesus perguntou-lhes: «Como é que dizem que o Messias é filho de David, 42 se o próprio David diz no Livro dos Salmos: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita, 43 até que Eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. 44 Se David lhe chama ‘Senhor’, como pode Ele ser seu Filho?»

Hipocrisia dos escribas

45 Quando todo o povo o escutava, Jesus disse aos discípulos: 46 «Tomai cuidado com os doutores da Lei, que sentem prazer em passear de túnicas compridas, e gostam de ser cumprimentados nas praças públicas, dos primeiros lugares nas sinagogas e dos primeiros assentos nos banquetes; 47 eles, que devoram as casas das viúvas, simulando longas orações, terão um castigo mais severo.»

 

Considerações

Na ânsia de pôr Jesus Cristo a ridículo os saduceus nem se dão conta da falta de seriedade da pergunta que fazem: Se, como se sabe, negam a ressurreição como podem discorrer sobre ela?

Aliás, nem sequer é uma pergunta, mas uma mera provocação disparatada e sem qualquer desejo sério de obter uma resposta. Mas, o extraordinário neste trecho de São Lucas, é que, não obstante, o Senhor não lhes volta as costas – o que seguramente muitos de nós faríamos – e dá uma resposta.

Porquê?

Não pelos saduceus, seguramente, mas para elucidar, doutrinar, esclarecer quantos estavam presentes sobre a ressurreição dos mortos que, de facto, era um tema algo controverso para o povo que não obtinha uma explicação clara e concludente por parte dos que deviam, por razão de ofício, dar-lha.

As pessoas com espírito retorcido e falta de seriedade no critério não chegam a dar-se conta do ridículo ou inapropriado das questões que colocam, as perguntas que fazem ou as opiniões que emitem. São bem conhecidas – e numerosas infelizmente – essas pessoas que andam pela vida com um olhar crítico e o olhar acerado sempre pronto a avaliar, julgar, emitir opinião, parece – e talvez seja verdade – que nada mais os move na vida que avaliar, julgar, comentar sobre tudo e sobre todos, mesmo sobre matérias que desconhecem ou assuntos que não dominam.

O que se deve fazer com esta gente? Ignorá-los! Mostrar-lhes desinteresse ou desprezo?

Não foi assim que o Senhor procedeu, bem ao contrário, com infinita paciência pôs a descoberto o erro, o engano a falsa teoria.

Para bem dos próprios? Sem dúvida, mas, sobretudo para bem dos outros que os possam escutar.

Lembro, a propósito essas pessoas que não se coibem de dar opinião seja sobre o que for, a resposta que um conhecido politico português deu a um repórter que o interrogava sobre a eleição do Papa Bento XVI. E a surpreendente resposta foi: “Bem… como se sabe sou agnóstico, mas, acho que…”

Como é possível? Fica-se atónito com a falta de decoro, de seriedade, de honestidade intelectual!

Sim, na verdade, este é um exemplo que, talvez, fosse bom considerar no nosso íntimo. Será que, examinando-nos honestamente, nunca emitimos parecer, ou opinião, sobre algo que não conhecemos concretamente, que não nos diz respeito?

O que custará mais: Dizer: ‘sobre esse assunto não tenho opinião’, ou atrever-se a dar uma resposta sem qualquer sentido?

Custará assim tanto admitir a limitação própria, a ignorancia ou incapacidade para poder opinar?

A vaidade pessoal leva muitos a emitir parecer sobre assuntos que não dominam. Chegam ao ponto de admitir que, por qualquer motivo, o assunto não lhes interessa, mas, contudo, não resistem à sua pretensa capacidade pessoal de julgar ou opinar. Além do ridiculo de tal postura, que crédito pode merecer tal pessoa? A quem interessará a sua opinião?

 

DOUTRINA (Perguntas e respostas)

O AGNOSTICISMO

1.           O que é agnosticismo?

O agnosticismo é uma teoria filosófica que considera inacessível ao conhecimento humano o que não pode ser captado pelos sentidos. Renúncia para buscar a verdade fora do campo do sensível.

Em particular, o agnosticismo renuncia à busca de Deus.

 

Oração pelos Sacerdotes

Meu Senhor Jesus Cristo: Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus. (AMA, 2009)

Com autorização eclesiástica

07/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em: 7/04/2021

PLANO DE VIDA (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Simplicidade e modéstia.

Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.

Lembrar-me: Do meu Anjo da Guarda.

Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

Evangelho

Lc XX, 1-26

A autoridade de Jesus

XX 1 Num daqueles dias, estando Ele no templo a ensinar o povo e a anunciar a Boa-Nova, apresentaram-se os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos 2 e dirigiram-lhe a palavra, dizendo: «Diz-nos com que autoridade fazes estas coisas, ou quem te deu tal autoridade.» 3 Respondeu-lhes: «Também Eu vou fazer-vos uma pergunta. Dizei-me: 4 o baptismo de João era do Céu, ou dos homens?» 5 Eles começaram a discorrer entre si, dizendo: «Se respondermos que era do Céu, Ele dirá: ‘Porque não acreditastes nele?’ 6 Se respondermos que era dos homens, todo o povo nos apedrejará, porque consideram João como profeta.» 7 Responderam, então, que não sabiam de onde era. 8 Jesus disse-lhes: «Também Eu não vos digo com que autoridade faço isto.»

O vinhateiros homicidas

9 Começou, depois, a expor ao povo a seguinte parábola: «Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se por muito tempo. 10 No devido tempo, mandou um servo aos vinhateiros, para estes lhe entregarem parte dos frutos da vinha. Mas os vinhateiros despediram-no de mãos vazias, depois de o terem açoitado. 11 Enviou outro servo, mas também o açoitaram, ultrajaram e despediram-no sem nada. 12 Enviou ainda um terceiro; e eles, depois de o ferirem, lançaram-no fora. 13 O dono da vinha disse, então: ‘Que hei-de fazer? Vou mandar-lhes o meu filho bem amado; talvez o respeitem.’ 14 Mas, quando o viram, os vinhateiros disseram uns aos outros: ‘Este é que é o herdeiro; matemo-lo, para que a herança seja nossa.’ 15 E, lançando-o fora da vinha, mataram-no. A esses, que lhes fará o dono da vinha? 16 Virá, exterminará os vinhateiros e entregará a vinha a outros.» Ouvindo isto, eles disseram: «Que Deus não o permita!»

A pedra angular

17 Fitando-os, Jesus disse-lhes: «Que significa, então, o que está escrito: A pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular? 18 Todo aquele que cair sobre esta pedra ficará despedaçado, e aquele sobre quem ela cair ficará esmagado.» 19 Naquela altura, os doutores da Lei e os sumos sacerdotes procuravam deitar-lhe a mão, pois tinham compreendido que esta parábola lhes era dirigida; mas tiveram receio do povo.

O tributo a César

20 Então, puseram-se à espreita e mandaram-lhe espiões, que se fingiam justos com o fim de o surpreender em alguma palavra, para o entregarem ao poder e à jurisdição do governador. 21 Fizeram-lhe a seguinte pergunta: «Mestre, sabemos que falas e ensinas com rectidão e não fazes acepção de pessoas, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. 22 Devemos pagar tributo a César, ou não?» 23 Conhecendo a sua astúcia, Ele respondeu-lhes: 24 «Mostrai-me um denário. De quem é a efígie e a inscrição?» Eles disseram: «De César.» 25 Disse-lhes, então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.» 26 Não conseguiram apanhar-lhe uma palavra em falso diante do povo; ao contrário, admirados com a sua resposta, ficaram calados.

Considerações

Feridos na sua empáfia e orgulho com a parábola dos vinhateiros homicidas, que, como diz o Evangelista compreenderam perfeitamente que se lhes aplicava na íntegra, o chefes do povo não desistem de provocar controvérsia e, por isso vamos deternos na consideração dos versículos 20 a 26 que versam sobre a questão do tributo a César.

Como sempre fazem, a pergunta não é  “inocente”.

O tributo que os israelitas tinha de pagar ao invasor romano era uma questão muito séria e discutida. Óbviamente que nenhum povo gosta de ser dominado por outro e, ainda mais, quando esse domínio implica um pagamento extra que o invasor se acha com direito a cobrar.

Talvez que a resposta esperada fosse que Jesus não estava de acordo com o pagamento do tributo, refelando-Se assim solidário com o povo.

Se assim fosse haveria pois um motivo sério para acusação ante o Pretor romano: Este diz que não se deve pagar o tributo!

A questão ficava resolvida já que o Pretor não poderia ignorar um inimigo de Roma.

Mas, a expectativa sai gorada porque Jesus não fugindo à pergunta responde devolvendo a astúcia e armadilha aos inquiridores.

A maravilha da resposta – que ficará para sempre como um exemplo de justiça lapidar – deixou-os admirados com a sua resposta, ficaram calados.

 

SÃO JOSÉ

Ano de São José

A figura de São José no Evangelho

Como dizíamos, José era artesão da Galileia, um homem como tantos outros. E que pode esperar da vida um habitante de uma aldeia perdida, como era Nazaré? Apenas trabalho, todos os dias, sempre com o mesmo esforço. E, no fim da jornada, uma casa pobre e pequena, para recuperar as forças e recomeçar o trabalho no dia seguinte. Mas o nome de José significa em hebreu Deus acrescentará. Deus dá à vida santa dos que cumprem a sua vontade dimensões insuspeitadas, o que a torna importante, o que dá valor a todas as coisas, o que a torna divina. À vida humilde e santa de São José, Deus acrescentou - se me é permitido falar assim - a vida da Virgem Maria e a de Jesus Nosso Senhor. Deus nunca se deixa vencer em generosidade. José podia fazer suas as palavras que pronunciou Santa Maria, sua Esposa: «Quia fecit mihi magna qui potens est», fez em mim grandes coisas Aquele que é todo poderoso «quia respexit humilitatem», porque pôs o seu olhar na minha pequenez. (São Josemaria, Cristo que passa, 40)

 

 

 

 

06/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em 06/04/2021

PLANO DE VIDA (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual

 

Evangelho

Lc XIX, 28-48

Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

28 Dito isto, Jesus seguiu para diante, em direcção a Jerusalém. 29 Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto do chamado Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos, 30 dizendo: «Ide à aldeia em frente e, ao entrardes nela, encontrareis um jumentinho preso, que ninguém montou ainda; soltai-o e trazei-mo. 31 E se alguém vos perguntar: ‘Porque o soltais?’, respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele.’» 32 Os enviados partiram, e tudo se lhes deparou como Ele tinha dito. 33 Quando estavam a soltar o jumentinho, os donos disseram-lhes: «Porque soltais o jumentinho?» 34 Responderam-lhes: «Porque o Senhor precisa dele.» 35 Levaram-no a Jesus e, deitando as capas sobre o jumentinho, ajudaram Jesus a montar. 36 Enquanto caminhava, estendiam as capas no caminho. 37 Estando já próximo da descida do Monte das Oliveiras, o grupo dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus, em alta voz, por todos os milagres que tinham visto. 38 E diziam: «Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas Alturas!» 39 Alguns fariseus disseram-lhe, do meio da multidão: «Mestre, repreende os teus discípulos.» 40 Jesus retorquiu: «Digo-vos que, se eles se calarem, gritarão as pedras.» 41 Quando se aproximou, ao ver a cidade, Jesus chorou sobre ela e disse: 42 «Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz! Mas agora isto está oculto aos teus olhos. 43 Virão dias para ti, em que os teus inimigos te hão-de cercar de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados; 44 hão-de esmagar-te contra o solo, assim como aos teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres reconhecido o tempo em que foste visitada.»

Jesus expulsa do templo os vendilhões

45 Depois, entrando no templo, começou a expulsar os vendedores. 46 E dizia-lhes: «Está escrito: A minha casa será casa de oração; mas vós fizestes dela um covil de ladrões.» 47 Ensinava todos os dias no templo, e os sumos sacerdotes e os doutores da Lei, assim como os chefes do povo, procuravam matá-lo. 48 Não sabiam, porém, como proceder, pois todo o povo, ao ouvi-lo, ficava suspenso dos seus lábios.

 

Considerações

Jesus Cristo que sempre foi avesso a demonstrações exaltadas sobre a Sua Pessoa, lembremo-nos que pelo menos numa ocasião o quiseram fazer Rei, aceita com alegria visível esta triunfal entrada na cidade de Jerusalém.

 

Talvez que a explicação esteja exactamente no desfecho do acontecimento.

 

Os chefes do povo increpevam-No  que mandasse calar a multidão entusiasmada, atapetando de ramos e mantos o caminho que percorria.

 

Como sempre são cobardes porque temem a reacção que possam causar. Só actuam "pela calada" e astúcia servindo-se de esbirros e traidores para alcançar o que pretendem.

 

Nem sequer pensam que ao impretar Jesus que seja Ele a mandar calar os manifestantes, estão de facto a reconhecer a Sua autoridade soberana.

 

A reacção de Jesus é concludente: Se estes se calarem gritarão as pedras!

 

Uma revelação de que aceita que aquelas pessoas simples O aclamem e que o Seu Poder, que é divino, que impera ao mar e aos ventos pode, se quiser, mandar que as pedras O aclamem.

 

Mas,evidentemenhte nunca o faria porque Jesus não faz milagres só para “satisfazer” os ansiosos por “sinais” não para se convencerem que estão perante Alguém com poderes sobrenaturais mas para satisfazer a curiosidade mórbida de alguns.

Estes tais, nunca ficarão satisfeitos com os sinais que Jesus possa fazer porque se não conseguem ver e avaliar os que já assistiram como, por exemplo, dar vista a cegos ou alimentar uns milhares de pessoas com uns poucos pães e alguns peixinhos, como poderão acreditar nEle se qualquer manifestação por extraordinária que fosse sucedesse?

Quem deseja sinais, de facto, não consegue vê-los e, muito menos interpretá-los, porque o seu coração está tão fechado como os olhos que olham mas não veem.

Os milagres que Jesus faz e que constam nos Evangelhos têm sempre um propósito: acudir aos que precisam da Sua ajuda e, sempre com o objectivo último consolidar: a sua fé e “ganhar” almas para o Reino de Deus.

 

REFLEXÃO

Confissão Sacramental

A confissão, reconciliação, sacramento da penitência ou sacramento do perdão é um sacramento que envolve o perdão de pecados perante um padre (presbítero) ou bispo, que neste momento actua em nome de Cristo, e o recebimento do perdão divino das faltas confessadas e de uma penitência (reparação de danos causados pelo pecado). O sacerdote a quem se confessa os pecados é chamado de confessor, pois é instrumento da Reconciliação da alma com Deus e testemunha da compaixão e da misericórdia divina. É praticado na Igreja Católica, na Igreja Ortodoxa e em algumas comunidades religiosas da Igreja Anglicana. A Igreja Católica pune automaticamente com excomunhão qualquer sacerdote que revelar o que lhe foi dito em confissão e de quem o ouviu, visto que é de foro íntimo e totalmente secreto.

05/04/2021

NUNC COEPI Publicações em: 05/04/2021

Publicações em Abril 05

 Plano de vida: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

  

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço. 

 Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

 Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual: 

Evangelho

Lc XIX, 1-27

Zaqueu, o publicano

1 Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade. 2 Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos. 3 Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. 4 Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali. 5 Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.» 6 Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria. 7 Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador. 8 Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais.» 9 Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão; 10 pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»

Parábola das dez minas

11 Estando eles a ouvir estas coisas, Jesus acrescentou uma parábola, por estar perto de Jerusalém e por eles pensarem que o Reino de Deus ia manifestar-se imediatamente. 12 Disse, pois: «Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de tomar posse de um reino e em seguida voltar. 13 Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: ‘Fazei render a mina até que eu volte.’ 14 Mas os seus concidadãos odiavam-no e enviaram uma embaixada atrás dele, para dizer: ‘Não queremos que ele seja nosso rei.’ 15 Quando voltou, depois de tomar posse do reino, mandou chamar os servos a quem entregara o dinheiro, para saber o que tinha ganho cada um deles. 16 O primeiro apresentou-se e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu dez minas.’ 17 Respondeu-lhe: ‘Muito bem, bom servo; já que foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades.’ 18 O segundo veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.’ 19 Respondeu igualmente a este: ‘Recebe, também tu, o governo de cinco cidades.’ 20 Veio outro e disse: ‘Senhor, aqui tens a tua mina que eu tinha guardado num lenço, 21 pois tinha medo de ti, que és homem severo, levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste.’ 22 Disse-lhe ele: ‘Pela tua própria boca te condeno, mau servo! Sabias que sou um homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei; 23 então, porque não entregaste o meu dinheiro ao banco? Ao regressar, tê-lo-ia recuperado com juros.’ 24 E disse aos presentes: ‘Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas.’ 25 Responderam-lhe: ‘Senhor, ele já tem dez minas!’ 26 Digo-vos Eu: A todo aquele que tem, há-de ser dado, mas àquele que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado. 27 Quanto a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os cá e degolai-os na minha presença.»

Texto

  

Cartas de São Paulo

 

 Rm 1, 1-32



PRÓLOGO

Saudação

1 Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado a ser Apóstolo, escolhido para anunciar o Evangelho de Deus, 2 que Ele de antemão prometera por meio dos seus profetas, nas santas Escrituras, 3 acerca do seu Filho, nascido da descendência de David segundo a carne, 4 constituído Filho de Deus em poder, segundo o Espírito santificador pela ressurreição de entre os mortos, Jesus Cristo Senhor nosso; 5 por Ele recebemos a graça de sermos Apóstolos, a fim de, em honra do seu nome, levarmos à obediência da fé todos os gentios, 6entre os quais estais também vós, chamados a ser de Cristo Jesus; 7 a todos os amados de Deus que estão em Roma, chamados a ser santos: graça e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!

Acção de graças

8 Antes de mais, dou graças ao meu Deus por todos vós, por meio de Jesus Cristo, pois a vossa fé é proclamada em todo o mundo. 9 Pois Deus - a quem presto culto no meu espírito, anunciando o Evangelho do seu Filho - me é testemunha de como constantemente me lembro de vós, 10 pedindo sempre nas minhas orações que tenha, finalmente, ocasião de ir ter convosco; assim Deus o queira. 11 É que eu anseio por vos ver, para vos comunicar algum dom espiritual e assim vos fortalecer, 12 ou antes, para, estando convosco, ser reconfortado pela fé que nos é comum, a vós e a mim. 13 Não quero que ignoreis, irmãos, que muitas vezes me propus ir ter convosco - do que tenho sido impedido até agora - a fim de também entre vós obter algum fruto, do mesmo modo que entre os restantes gentios. 14 Tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes eu sou devedor. 15 Daí o propósito que tenho de também vos anunciar o Evangelho, a vós que estais em Roma.

 

PARTE DOGMÁTICA: JUSTIFICAÇÃO POR MEIO DE JESUS CRISTO

I A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

 

Proposição do assunto

16 Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é poder de Deus para a salvação de todo o crente, primeiro o judeu e depois o grego. 17 Pois nele a justiça de Deus revela-se através da fé, para a fé, conforme está escrito: O justo viverá da fé.

 Ignorância palpável dos pagãos

18 De facto, a ira de Deus, vinda do céu, revela-se contra toda a impiedade e injustiça dos homens que, com a injustiça, reprimem a verdade. 19 Porquanto, o que de Deus se pode conhecer está à vista deles, já que Deus lho manifestou. 20 Com efeito, o que é invisível nele - o seu eterno poder e divindade - tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras. Por isso, não se podem desculpar. 21 Pois, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram nem lhe deram graças, como a Deus é devido. Pelo contrário: tornaram-se vazios nos seus pensamentos e obscureceu-se o seu coração insensato. 22 Afirmando-se como sábios, tornaram-se loucos 23 e trocaram a glória do Deus incorruptível por figuras representativas do homem corruptível, de aves, de quadrúpedes e de répteis.

Castigo de Deus

24 Por isso é que Deus, de acordo com os apetites dos seus corações, os entregou à impureza, de tal modo que os seus próprios corpos se degradaram. 25 Foram esses que trocaram a verdade de Deus pela mentira, e que veneraram as criaturas e lhes prestaram culto, em vez de o fazerem ao Criador, que é bendito pelos séculos! Ámen. 26 Foi por isso que Deus os entregou a paixões degradantes. Assim, as suas mulheres trocaram as relações naturais por outras que são contra a natureza. 27 E o mesmo acontece com os homens: deixando as relações naturais com a mulher, inflamaram-se em desejos de uns pelos outros, praticando, homens com homens, o que é vergonhoso, e recebendo em si mesmos a paga devida ao seu desregramento. 28 E como não julgaram por bem manter o conhecimento de Deus, entregou-os Deus a uma inteligência sem discernimento. E é assim que fazem o que não devem: 29 estão repletos de toda a espécie de injustiça, perversidade, ambição, maldade; cheios de inveja, homicídios, discórdia, falsidade, malícia; são difamadores, 30 maldizentes, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, engenhosos para o mal, rebeldes para com os pais, 31 estúpidos, desleais, inclementes, impiedosos. 32 Esses, muito embora conheçam o veredicto de Deus - de que são dignos de morte os que tais coisas praticam - não só as fazem, como até aprovam os que as praticam.

Comentários:

O Apóstolo no versículo 7, refere: “Chamados a ser santos”. Realmente: “Os seguidores de Cristo, chamados por Deus e justificados no Senhor Jesus, não por merecimenyo próprio, mas pela vontade e graça de Deus, são feitos pelo Baptismo da Fé, verdadeiramente filhos e participantes danatureza divina e, por conseguite,realamente santos”. (Lumen gentium, 40).

 O primeiro comentário – ou consideração – que ocorre, é esta afirmação do Apóstolo: “Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é poder de Deus para a salvação de todo o crente, primeiro o udeu e depois o grego” (V, 16). Ou seja: o Evangelho – a Palavra de Deus – é o Seu poder e garantia de salvação!

Um segundo comentário para referir a dura clareza com que São Paulo fala da castidade e da pureza. Como então, hoje assistimos a um degradar proguessivo da permissividade e de novas “teorias” – como a iguladade de género, para referir apenas de uma – donde que, o que escreve nesta Epístola continua não só válido como actual. As consequências do desregramento são elancadas e claríssimas e, sabemos muito bem, aplicam-se inteiramente. O comportamento permissivo não provoca só a degradação das consciências mas, inclusive, a corrupção dos corpos e privação da liberdade pessoal. Sim… a impureza, que muitas vezes  chega a patamares aberrantes, é como que uma amarra que prende cada vez mais estreita e solidamente os que a ela se entregam e, o caminho, é, sempre, cada vez mais fundo. A pessoa fica como que inibida de pensar ou agir de outra forma que não seja satisfazer o seu vício, deixando tudo de lado, postergando sucessivamente a dignidade de vida, os deveres  sociais mais elementares e, claro está, comprometendo o amor. Deus Nosso Senhor não pode aceitar nem admitir pessoas assim – mesmo sendo Seus filhos = exactamente porque, Ele, É O AMOR.

Reflexão:

 

Jesus está connosco!

No Santo Sacrifício do altar, o sacerdote pega no Corpo do nosso Deus e no Cálice com o seu Sangue, e levanta-os sobre todas as coisas da terra, dizendo: "Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso", pelo meu Amor!, com o meu Amor!, no meu Amor! Une-te a esse gesto. Mais ainda: incorpora essa realidade na tua vida. (Forja, 541)

Assim se entra no Canon, com a confiança filial que nos leva a chamar clementíssimo ao nosso Pai Deus. Pedimos-Lhe pela Igreja e por todos os que estão na Igreja, pelo Papa, pela nossa família, pelos nossos amigos e companheiros. E o católico, como tem coração universal, pede por todo o mundo, porque o seu zelo entusiasta nada pode excluir. E para que a petição seja acolhida, recordamos a nossa comunhão com a Santíssima Virgem e com um punhado de homens que foram os primeiros a seguir Cristo e por Ele morreram. Quam oblationem... Aproxima-se o momento da consagração. Agora, na Santa Missa, é outra vez Cristo que actua, através do sacerdote: Isto é o meu Corpo. Este é o cálice do meu Sangue. Jesus está connosco! Com a transubstanciação, renova-se a infinita loucura divina, ditada pelo Amor. Quando hoje se repete esse momento, que saiba cada um de nós dizer ao Senhor, mesmo sem pronunciar quaisquer palavras, que nada nos poderá afastar d'Ele e que a sua disponibilidade de se deixar ficar – totalmente indefeso – nas aparências, tão frágeis, do pão e do vinho, nos converteu voluntariamente em escravos: praesta meae menti de te vivere et te illi semper dulce sapere, faz com que eu viva de Ti e saboreie sempre a doçura do teu amor. (Cristo que passa, 90)

Virtudes:

 

Prudência

 

A prudência é a virtude mais necessária à vida humana, pois viver bem consiste em agir bem. Ora, para agir bem é preciso não só fazer alguma coisa, mas fazê-lo também do modo certo, ou seja, por uma escolha correcta e não por impulso ou paixão. Como a escolha visa aos meios para se conseguir um fim, para ser correcta exigem-se duas coisas: o fim devido (debitum finem) e os meios adequados a esse fim … Quanto aos meios adequados a esse fim, importa que o homem esteja directamente disposto pelo habitus da razão, porque aconselhar e escolherc, que são acções relacionadas com os meios, são atos da razão. É necessário, pois, haver na razão alguma virtude intelectual que a aperfeiçoe, para que proceda com acerto em relação aos meios. Essa virtude é a prudência, virtude portanto necessária para bem viver.

São Tomás de Aquino, Suma Teológica P I-II,q.57.



[1] Conteúdo: Evangelho (sequencial) - Texto