Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
04/07/2020
Senhor, socorre-me.
Sinais inequívocos da verdadeira Cruz de Cristo: a serenidade, um
profundo sentimento de paz, um amor disposto a qualquer sacrifício, uma
eficácia grande, que dimana do próprio Lado de Jesus, e sempre – de modo evidente
– a alegria: uma alegria que procede de saber que, quem se entrega de verdade,
está junto da Cruz e, por conseguinte, junto de Nosso Senhor. (Forja, 772)
Aconselharei a quem quiser aprender com a experiência de um pobre
sacerdote que não pretende falar senão de Deus, que, quando a carne tentar
recobrar os seus foros perdidos, ou a soberba – que é pior – se revoltar e se
encabritar, correr a abrigar-se nessas divinas fendas abertas no Corpo de
Cristo pelos cravos que O seguraram à Cruz e pela lança que atravessou o Seu
peito. Vamos como nos comover mais; derramemos nas Chagas de Nosso Senhor todo
esse amor humano... e esse amor divino. Que isto é desejar a união, sentir-se
irmão de Cristo, ser seu consanguíneo, filho da mesma Mãe, porque foi Ela que
nos levou até Jesus.
Afã de adoração, ânsias de desagravo com sossegada suavidade e com
sofrimento. Far-se-á vida na nossa vida a afirmação de Jesus: aquele que não
toma a sua cruz para me seguir, não é digno de mim. E Nosso Senhor
manifesta-se-nos cada vez mais exigente, pede-nos reparação e penitência, até
nos fazer experimentar o fervoroso desejo de querer viver para Deus, pregado na
cruz juntamente com Cristo. Mas guardamos este tesouro em vasos de barro frágil
e quebradiço, para que se reconheça que a grandeza do poder que se vê em nós é
de Deus e não nossa.
Vemo-nos acossados por toda a espécie de atribulações e nem por
isso perdemos o ânimo; encontramo-nos em grandes apuros, mas não desesperados,
ou sem recursos; somos perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não
inteiramente perdidos: trazemos sempre no nosso corpo por toda a parte a
mortificação de Jesus.
Parece-nos, além disso, que Nosso Senhor não nos escuta, que
andamos enganados, que só se ouve o monólogo da nossa voz. Encontramo-nos como
se não tivéssemos apoio na terra e fossemos abandonados pelo Céu. No entanto, é
verdadeiro e prático o nosso horror ao pecado, mesmo ao pecado venial. Com a
obstinação da Cananeia, prostramo-nos rendidamente como ela, que O adorou,
implorando: Senhor, socorre-me. E desaparece a obscuridade, superada pela luz
do Amor. (Amigos de Deus, 303–304)
LEITURA ESPIRITUAL
I.
A IGREJA DE JERUSALÉM
4 Pedro e João perante o Sinédrio –
1 Estando
eles a falar ao povo, surgiram os sacerdotes, o comandante do templo e os
saduceus, 2 irritados por vê-los a ensinar o povo e a anunciar, na pessoa de
Jesus, a ressurreição dos mortos. 3 Deitaram-lhes as mãos e prenderam-nos até ao
dia seguinte, pois já era tarde. 4 No entanto, muitos dos que tinham ouvido a
Palavra abraçaram a fé, e o número dos crentes elevou-se a cerca de cinco mil. 5
No dia seguinte, os chefes dos judeus, os anciãos e os escribas reuniram-se em
Jerusalém 6 com o Sumo Sacerdote Anás, e ainda Caifás, João, Alexandre e todos
os membros das famílias dos sumos sacerdotes. 7 Mandaram comparecer os
Apóstolos diante deles e perguntaram-lhes: «Com que poder ou em nome de quem fizestes
isso?» 8 Então Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e
anciãos, 9 já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo
e sobre o modo como ele foi curado, 10 ficai sabendo todos vós e todo o povo de
Israel: É em nome de Jesus Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou
dos mortos, é por Ele que este homem se apresenta curado diante de vós. 11 Ele
é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se transformou em pedra
angular. 12 E não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu
qualquer outro nome, dado aos homens, que nos possa salvar.» 13 Ao verem o
desassombro de Pedro e de João e percebendo que eram homens iletrados e
plebeus, ficaram espantados. Reconheciam-nos por terem andado com Jesus, 14 mas,
ao mesmo tempo, vendo de pé, junto deles, o homem que fora curado, nada
encontraram para replicar. 15 Mandaram-nos, então, sair do Sinédrio e começaram
sozinhos a deliberar: 16 «Que havemos de fazer a estes homens? Que um milagre
notável foi realizado por eles é demasiado claro para todos os habitantes de
Jerusalém e não podemos negá-lo. 17 No entanto, para evitar que a notícia deste
caso se espalhe ainda mais por entre o povo, proibamos-los, com ameaças, de
falar, doravante, a quem quer que seja, nesse nome.» 18 Chamaram-nos, então, e
impuseram-lhes a proibição formal de falar ou ensinar em nome de Jesus. 19 Mas
Pedro e João retorquiram: «Julgai vós mesmos se é justo, diante de Deus,
obedecer a vós primeiro do que a Deus. 20 Quanto a nós, não podemos deixar de
afirmar o que vimos e ouvimos.» 21 Eles, então, com novas ameaças, mandaram-nos
em liberdade, não encontrando maneira de os castigar, por causa do povo; pois
todos glorificavam a Deus pelo que tinha acontecido. 22 O homem curado
miraculosamente tinha mais de quarenta anos.
A oração dos fiéis –
23 Logo
que foram postos em liberdade, foram ter com os seus e contaram-lhes tudo
quanto os sumos sacerdotes e os anciãos lhes tinham dito. 24 Depois de tudo
terem ouvido, ergueram a voz a Deus, numa só alma, e disseram: «Senhor, Tu é
que fizeste o Céu, a Terra, o mar e tudo o que neles se encontra. 25 Tu
disseste pelo Espírito Santo e pela boca do nosso pai David, teu servo: 'Porque
bramiram as nações e os povos formaram vãos projectos? 26 Levantaram-se os reis
da Terra e os chefes coligaram-se contra o Senhor e contra o seu Ungido.' 27 Sim,
realmente, Herodes e Pôncio Pilatos coligaram-se nesta cidade com as nações e
os povos de Israel, contra o teu Santo Servo Jesus, a quem ungiste, 28 para
levarem a cabo tudo quanto determinaste antecipadamente, pelo teu poder e
sabedoria. 29 Agora, Senhor, tem em conta as suas ameaças e concede aos teus
servos poderem anunciar a tua palavra com todo o desassombro, 30 estendendo a
tua mão para se operarem curas, milagres e prodígios, em nome do teu Santo
Servo Jesus.» 31 Tinham acabado de orar, quando o lugar em que se encontravam
reunidos estremeceu, e todos ficaram cheios do Espírito Santo, começando a
anunciar a palavra de Deus com desassombro.
Partilha dos bens –
32 A
multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma.
Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum. 33 Com
grande poder, os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e
uma grande graça operava em todos eles. 34 Entre eles não havia ninguém
necessitado, pois todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas, traziam o
produto da venda 35 e depositavam-no aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se,
então, a cada um conforme a necessidade que tivesse. 36 Assim, um levita
cipriota, de nome José, a quem os Apóstolos chamaram Barnabé, isto é, «filho da
consolação», 37 possuía uma terra; vendeu-a e trouxe a importância, que
depositou aos pés dos Apóstolos.
Sobre
a Leitura espiritual 1
Esta
prática da leitura espiritual diária é muito aconselhada pelos directores
espirituais.
É um
momento de calma e tranquilidade que nos pacifica e faz com que possamos reflectir com mais
facilidade.
Juntamente
com o Evangelho diário deverá ter um
tempo aproximado de quinze minutos.
Evidentemente
que tanto a leitura do Evangelho como a própria leitura espiritual são para ser
lidas pausadamente meditando no que se lê e, muito provavelmente guardando no
coração esses mesmos pensamentos.
Seguramente
que ao longo do dia nos serão de grande ajuda e auxílio.
A
leitura espiritual não é senão algo que
alguém meditou e que achou por bem pôr por escrito para servir outros.
A
vida dos Santos pode servir de leitura espiritual mas penso que estas embora
normalmente ricas em bons exemplos têm características mais do tipo biográfico
que podem desviar a atenção.
Por
isso julgo que a leitura espiritual deve ser mais ou menos como a oração mental
e ajudará muito nesta prática.
Não
interessa muito a extensão do livro ou escrito que estamos a utilizar. Para o
efeito podem muito bem ser compilações de pensamentos, reflexões etc. sobre os
assuntos que interessam à nossa alma e, sobretudo, à nossa formação cristã.
Os
quinze minutos de leitura espiritual diária contarão no fim do ano mais de
quinhentas horas que nos enriqueceram e fizeram progredir na nossa cultura
religiosa e na consolidação da nossa fé cristã.
Talvez
que seja útil não utilizar um livro completo sobre um determinado tema mas ir
alternando com outros textos cujos temas variam entre si.
Explico:
Estar
a ler todos os dias um livro cujo tema de fundo seja a Esperança, pode
tornar-se cansativo ou, até, monótono, daí que intercalar uns dias com, por exemplo,
temas do Magistério, discursos do Santo Padre, pode tornar a Leitura Espiritual
mais viva e interessante.
Ao
mesmo tempo o nosso director espiritual ponderando circunstâncias particulares
que estamos a viver em determinado período pode aconselhar uma leitura que vá
mais ao encontro do que nos convém.
Aliás
e muito conveniente ouvir previamente o que ele tem para nos dizer sobre o
assunto.
Não
convém ter ilusões a este respeito supondo que qualquer escrito de cariz
espiritual nos pode ser útil, fazer bem.
Corremos
o risco de não entender muito do que lemos e, não entendendo que fruto se
colhe?
A
formação espiritual deve começar como todas as coisas: pelo princípio, pelo
básico estruturando o espírito de forma consistente e segura.
Depois
o caminho vai evoluindo num progresso natural que surge como uma necessidade de
aperfeiçoamento e melhoria espiritual
que nos impele para assuntos mais exigentes no que respeita à sua compreensão
e, sobretudo, ao aproveitamento prático para a nossa vida espiritual.
(Evidentemente
que a vida do ser humano tem sempre uma componente espiritual)
Precisamente
o que mais nos distingue dos outros seres é o espírito, isto é a alma que é com o que o selo indelével que o Criador
garante não só a Sua criação como a Sua propriedade plena e absoluta.
É
naturalmente este espírito que constantemente se interroga, sente desejos de
saber mais, compreender melhor.
E
como obter este desiderato a não ser pelo estudo, interrogação e desejo sincero
de conhecer?
Não
aceitamos submeter-nos a uma cirurgia complexa
se não temos um mínimo de certeza que o médico que vai intervir não tiver qualquer aptidão para a
praticar.
Haverá
algo mais complexo que a vida humana?
E
essa complexidade não requer - para
nosso bem - cuidados e assistência prestados por quem tem capacidades para tal?
O
Senhor avisou várias vezes: Cuidado com os falsos profetas; Atentai nos lobos
vestidos com pele de cordeiro!
Temos
de ser prudentes e cuidar muito bem das nossas escolhas.
Não
tenhamos dúvida que há gente que sabe muito bem como manipular uma consciência
e levá-la por onde não convém.
Quem
tenta seriamente progredir na vida espiritual pode estar certo de um especial
empenho do demónio em levantar toda a espécie de artimanhas e dificuldades para
o afastar desse propósito.
O
Anjo da nossa Guarda - se lho pedirmos - estará particularmente atento de forma
a prestar-nos um auxílio precioso.
Aliás
damos-lhe exactamente o nome que traduz a sua principal missão: a nossa guarda
e protecção.
Recorramos,
pois a ele. Nunca nos defraudará.
Pois
bem, é natural que no mês de Maio a leitura recaia sobre textos ou reflexões
sobre a Santíssima Virgem já que este mês lhe é especialmente dedicado.
Uma
das decisões importantes que podemos tomar é o empenho em rezar o Santo Rosário
com mais atenção e de forma mais pausada meditando nos sucessivos mistérios que
o compõem.
Tal
ajudará muito à eficácia da oração.
Devoção
e calma sem ser "a despachar" o que, no mínimo será uma falta de
respeito.
Rezar
o Santo Rosário não é uma prática "para cumprir" mas a expressão de
um genuíno desejo de louvar e agradar à nossa Mãe do Céu.
Não
esqueçamos que Maria é o caminho para o Coração Amantíssimo de Jesus esse mesmo
Coração que não "resiste" às petições da Sua Mãe.
Por
isso, talvez, Nossa Senhora não nos tenha deixado a fórmula de uma oração
"especial" mas sim uma veemente recomendação: fazei o que Ele vos
disser.
Peçamos
com confiança: Minha Mãe ensina-me a Vontade do teu Filho e ajuda-me a
cumpri-la com amor e devoção.
Temas para reflectir e meditar

Solidão 6
Chegados
aqui poderemos abordar o aspecto cristão do assunto.
Começo
por afirmar que não é próprio de um cristão ser solitário.
Bem
ao contrário um cristão tem de ser solidário como já se referiu quando não fere
de forma mais ou menos grave o mandato recebido de Cristo: amai-vos uns aos
outros.
AMA, reflexões, Carvide, 14.08.2019
03/07/2020
Publicações em 03 Julho 2020
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- Vazio de todo o meu eu, enche-o de Ti
- Temas para reflectir e meditar
- LEITURA ESPIRITUAL
- Virtudes 10
- Perguntas e respostas
- Pequena agenda do cristão
Vazio de todo o meu eu, enche-o de Ti
Pede ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, e à tua Mãe, que te
façam conhecer-te e chorar por esse montão de coisas sujas que passaram por ti,
deixando – ai! – tanto depósito... E ao mesmo tempo, sem quereres afastar-te
dessa consideração, diz-lhe: – Dá-me, Jesus, um Amor como fogueira de
purificação, onde a minha pobre carne, o meu pobre coração, a minha pobre alma,
o meu pobre corpo se consumam, limpando-se de todas as misérias terrenas... E,
já vazio de todo o meu eu, enche-o de Ti: que não me apegue a nada daqui de
baixo; que sempre me sustente o Amor. (Forja, 41)
É a hora de clamar: Lembra-Te das promessas que me fizeste, para
me encher de esperança; isto consola-me no meu nada e enche o meu viver de
fortaleza. Nosso Senhor quer que contemos com Ele para tudo: vemos com evidência
que sem Ele nada podemos e que com Ele podemos tudo. E confirma-se a nossa
decisão de andar sempre na Sua presença.
Com a claridade de Deus no entendimento, que parece inactivo,
torna-se-nos indubitável que, se o Criador cuida de todos – mesmo dos inimigos
–, quanto mais cuidará dos amigos! Convencemo-nos que não há mal nem
contradição que não venham por bem: assim assentam com mais firmeza, no nosso
espírito, a alegria e a paz que nenhum motivo humano poderá arrancar-nos,
porque estas visitas deixam sempre em nós algo de Seu, algo divino. Louvaremos
o Senhor Nosso Deus que efectuou em nós coisas admiráveis e compreenderemos que
fomos criados com capacidade de possuir um tesouro infinito.
Tínhamos começado com orações vocais, simples, encantadoras, que
aprendemos na nossa meninice e que gostaríamos de não perder jamais. A oração,
que começou com essa ingenuidade pueril, desenvolve-se agora em caudal largo,
manso e seguro, porque acompanha a nossa amizade com Aquele que afirmou: Eu sou
o caminho. Se amarmos Cristo assim, se com divino atrevimento nos refugiarmos
na abertura que a lança deixou no Seu peito, cumprir-se-á a promessa do Mestre:
qualquer que me ame observará a minha doutrina e meu Pai o amará e viremos a
ele e nele faremos morada. (Amigos
de Deus, 305–306)
Temas para reflectir e meditar
Uma
outra consequência da vida solitária é o egoísmo pessoal o que é um contra
senso porque exactamente afasta de Si as pessoas que poderiam ajudar na solução
dos problemas que mais ou menos amiúde se levantam.
Recordo
que estou a falar de uma pessoa solitária que vive em solidão e não
necessariamente de alguém que vive sozinho.
Evidentemente
que a idade da pessoa joga um papel importante em tudo isto.
Há
pessoas ainda jovens que são solitárias independentemente de viverem ou não
sozinhos.
Acontece,
até, que podem ser solitários vivendo no seio de uma família com todas as
relações de intimidade que tal pressupõe.
(AMA, reflexões, Carvide, 14.08.2019)
LEITURA ESPIRITUAL
I. A
IGREJA DE JERUSALÉM
3 Cura de um aleijado –
1
Pedro e João subiam ao templo, para a oração das três horas da tarde. 2 Era
para ali levado um homem, coxo desde o ventre materno, que todos os dias
colocavam à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola àqueles que
entravam. 3 Ao ver Pedro e João entrarem no templo, pediu-lhes esmola. 4 Pedro,
juntamente com João, olhando-o fixamente, disse-lhe: «Olha para nós.» 5 O coxo
tinha os olhos nos dois, esperando receber alguma coisa deles. 6 Mas Pedro
disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de
Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!» 7 E, segurando-o pela mão direita,
ergueu-o. No mesmo instante, os pés e os artelhos se lhe tornaram firmes. 8 De
um salto, pôs-se de pé, começou a andar e entrou com eles no templo, caminhando,
saltando e louvando a Deus. 9 Todo o povo o viu caminhar e louvar a Deus. 10 Bem
o conheciam, como sendo aquele que costumava sentar-se à Porta Formosa do
templo a mendigar; ficaram cheios de assombro e estupefactos com o que lhe
acabava de suceder. 11 E, como ele não deixasse Pedro e João, todo o povo,
cheio de assombro, se juntou a eles sob o chamado pórtico de Salomão.
Discurso de Pedro ao povo –
12
Ao ver isto, Pedro dirigiu a palavra ao povo: «Homens de Israel, porque vos
admirais com isto? Porque nos olhais, como se tivéssemos feito andar este homem
por nosso próprio poder ou piedade,? 13 O Deus de Abraão, de Isaac e Jacob, o
Deus dos nossos pais, glorificou o seu servo Jesus, que vós entregastes e
negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a libertá-lo. 14 Negastes
o Santo e o Justo e pedistes a libertação de um assassino. 15 Destes a morte ao
Príncipe da Vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos, e disso nós somos
testemunhas. 16 Pela fé no seu nome, este homem, que vedes e conheceis,
recobrou as forças. Foi a fé que dele nos vem que curou completamente este
homem na vossa presença. 17 Agora, irmãos, sei que agistes por ignorância, como
também os vossos chefes.18 Dessa forma, Deus cumpriu o que antecipadamente
anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Messias havia de padecer.
19 Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam
apagados; 20 e, assim, o Senhor vos conceda os tempos de conforto, quando Ele
enviar aquele que vos foi destinado, o Messias Jesus, 21 que deve permanecer no
Céu até ao momento da restauração de todas as coisas, de que Deus falou outrora
pela boca dos seus santos profetas. 22 Moisés disse: 'O Senhor Deus
suscitar-vos-á um Profeta como eu, de entre os vossos irmãos. Escutá-lo-eis em
tudo quanto vos disser. 23 Quem não escutar esse Profeta, será exterminado do
meio do povo.' 24 E, por outro lado, todos os profetas que falaram desde Samuel
anunciaram igualmente estes dias. 25 Vós sois os filhos dos profetas e da
aliança que Deus concluiu com os vossos pais, quando disse a Abraão: 'Na tua
descendência serão abençoadas todas as famílias da Terra.' 26 Foi primeiramente
para vós que Deus suscitou o seu Servo e o enviou para vos abençoar e para se
afastar cada um de vós das suas más acções.»
Porque
é que o Papa é Pedro?
Os
católicos professam obediência ao Papa como legítimo sucessor de Pedro, e
consideram-no representante de Nosso Senhor Jesus Cristo aqui na terra. Perante
esta afirmação, hoje alguns questionam-se: de onde vem a autoridade do Papa?
Não é ele apenas um homem? Ser infalível significa que o Papa não se pode
enganar?
1.
Se Cristo é a Cabeça da Igreja, porque dizemos que S. Pedro é o Chefe da
Igreja?
Por
várias passagens da Escritura, sabemos que Cristo nomeou S. Pedro Chefe da
Igreja: Cristo, ao instituir os Doze, «deu-lhes a forma de um corpo colegial,
quer dizer, de um grupo estável, e colocou à sua frente Pedro, escolhido de entre
eles» ( LG 19). (Catecismo da Igreja Católica, nº 880).
Foi
só de Simão, a quem deu o nome de Pedro, que o Senhor fez a pedra da sua
Igreja. Confiou-lhe as chaves desta (cf Mt 16, 18-19). Instituiu-o pastor de
todo o rebanho (cf Jo 21, 15-17). «Mas o múnus de ligar e desligar, que foi
dado a Pedro, também foi dado, sem dúvida alguma, ao colégio dos Apóstolos
unidos ao seu chefe»(LG 22). Este múnus pastoral de Pedro e dos outros
apóstolos pertence aos fundamentos da Igreja e é continuado pelos bispos sob o
primado do Papa (Catecismo da Igreja Católica, 881).
Contemplar
o mistério
O
Papa é chamado Vigário de Cristo porque ocupa o Seu lugar no governo da Igreja.
‘O
teu maior amor, a tua maior estima, a tua mais profunda veneração, a tua obediência
mais rendida, o teu maior afecto há-de ser também para o Vice-Cristo na terra,
para o Papa.
Os
católicos têm de pensar que, depois de Deus e da nossa Mãe a Virgem Santíssima,
na hierarquia do amor e da autoridade, vem o Santo Padre’. (Forja, 135)
Esta
é a única Igreja de Cristo, que professamos no Credo como Una, Santa, Católica
e Apostólica, aquela que o nosso Salvador, depois da Sua Ressurreição (1 Tim.
3,5), entregou a Pedro para que a apascentasse (Jo21,17), confiando também a
ele e aos outros Apóstolos a sua difusão e governo (cf. Mt 28,18 ss.), e
erigindo-a para sempre em «coluna e fundamento da verdade». Confiou-a aos
cuidados pastorais de Pedro, encarregando-o, e aos outros apóstolos, de a
difundir e a governar, e erigiu-a para sempre como o pilar e fundamento da
verdade (Concílio Vaticano II, Const. Dogm. Lumen gentium, nº 8). (cf .Amar a
Igreja, 19)
2.
Porque é o Papa sucessor de S. Pedro?
O
Papa é o legítimo sucessor de S. Pedro, porque Cristo nomeou S. Pedro chefe da
Sua Igreja. Pedro, por vontade divina, estabeleceu a sua residência em Roma. E
assim, por disposição divina, quem lhe sucede como Bispo de Roma, sucede-lhe
também no supremo governo da Igreja. (cf Catecismo da Igreja Católica, 882)
Contemplar
o mistério
O
amor pelo Romano Pontífice há de ser em nós uma formosa paixão, porque nele
vemos Cristo. Se convivemos com o Senhor na oração, caminharemos com um olhar
claro que nos permite distinguir, também nos acontecimentos que às vezes não
entendemos ou que nos causam pranto ou dor, a acção do Espírito Santo. ( cf.
Amar a Igreja, 30)
‘Católico,
Apostólico, Romano! Gosto que sejas muito romano. E que tenhas o desejo de
fazer a tua "romaria", videre Petrum, para ver Pedro’ (Caminho, 520).
‘Venero
com todas as minhas forças a Roma de Pedro e de Paulo, banhada pelo sangue dos
mártires, centro de onde tantos saíram para difundir por todo o mundo a palavra
salvadora de Cristo. Ser romano não inclui nenhum sinal de particularismo, mas
de autêntico ecumenismo: pressupõe o desejo de ampliar o coração, de o abrir a
todos com os anseios redentores de Cristo, que a todos busca e a todos acolhe,
porque a todos amou primeiro’. (Amar a Igreja, 28)
3.
Qual é a missão do Papa?
As
cidades antigas eram cercadas por muralhas. E entregar as chaves que davam
acesso às muralhas equivalia a entregar o poder sobre a cidade. A expressão dar
as chaves equivale a dar-lhe o poder supremo sobre a Sua Igreja, a que muitas
vezes chama "o reino dos céus".
O
Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, é o princípio perpétuo e visível e
fundamento da unidade da Igreja. É o Vigário de Cristo, cabeça do colégio dos
Bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual tem, por instituição divina,
poder pleno, supremo, imediato e universal. (Compêndio do Catecismo da Igreja
Católica, 182)
O
Bispo da Igreja de Roma, em quem permanece a função que o Senhor confiou
singularmente a Pedro, o primeiro entre os Apóstolos, e que tinha de a
transmitir aos seus sucessores, é Cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de
Cristo e Pastor da Igreja Universal na terra. Portanto, em virtude de sua
função, ele tem o poder ordinário, que é supremo, pleno, imediato e universal
na Igreja, e que pode sempre exercer livremente ". (Código de Direito
Canónico, c. 331).
Contemplar
o mistério
Qual
é a missão permanente de S. Pedro? Fazer que a Igreja nunca se identifique
apenas com uma única nação, com uma única cultura, com um único Estado. Que
seja sempre a Igreja de todos. Que reúna a humanidade acima de todas as
fronteiras e, no meio das divisões deste mundo, torne presente a paz de Deus, a
força reconciliadora do Seu amor. Graças à tecnologia, que é idêntica em toda a
parte, graças à rede mundial de informações, e também graças à união de
interesses comuns, existem hoje no mundo novas formas de unidade, mas que podem
também gerar novos contrastes e dão novo impulso aos antigos. No meio dessa
unidade externa, baseada em coisas materiais, temos grande necessidade de
unidade interior, que provém da paz de Deus, unidade de todos aqueles que,
através de Jesus Cristo, se tornaram irmãos e irmãs. Esta é a missão permanente
de S. Pedro, e também a tarefa particular confiada à Igreja de Roma. (cf. Bento
XVI, Homilia de 29 de Junho de 2008).
O
caminho de S. Pedro para Roma, como representante dos povos do mundo, rege-se
principalmente pela palavra una: a sua tarefa é criar a unidade católica da
Igreja formada por judeus e pagãos, da Igreja de todos os povos. S. Pedro, que
segundo a ordem de Deus tinha sido o primeiro a abrir a porta aos pagãos, deixa
agora a presidência da igreja cristã-judaica a Tiago, o Menor, para se dedicar
à sua verdadeira missão: o ministério para a unidade da única Igreja de Deus
formada por judeus e pagãos. (cf. Bento XVI, Homilia de 29 de Junho de 2008)
4.
Que significa dizer que o Papa é o vigário de Cristo?
O
Papa é chamado Vigário de Cristo porque faz as Suas vezes no governo da Igreja.
Vigário vem das palavras latinas: vices agere, fazer as vezes. É a cabeça
visível da Igreja, porque a governa com a mesma autoridade de Cristo, que é a
Cabeça invisível. (Catecismo da Igreja Católica, 882)
5.
Porque é chamado Sumo Pontífice?
Sumo
Pontífice significa sumo sacerdote, porque tem em seu poder todos os poderes
espirituais com os quais Cristo enriqueceu a Sua Igreja. O Sumo Pontífice,
bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, "é o princípio e fundamento perpétuo
e visível da unidade, tanto dos bispos como da multidão de fiéis" (LG 23).
Contemplar
o mistério
‘Esta
Igreja Católica é romana. Eu saboreio esta palavra: romana! Sinto-me romano,
porque romano significa universal, católico, porque me leva a amar
carinhosamente o Papa, il dolce Cristo in terra, como Santa Catarina de Sena
gostava de repetir’. (Amar a Igreja, 28)
‘Para
tantos momentos da História (que o diabo se encarrega de repetir) parecia-me
muito acertada aquela consideração que me escrevias sobre a lealdade:
"Trago todo o dia no coração, na cabeça e nos lábios, uma jaculatória:
Roma! "’(Sulco, 344)
‘A
nossa Santa Mãe, a Igreja, em magnífica extensão de amor, vai espalhando a
semente do Evangelho por todo o mundo. De Roma à periferia.
- Ao
colaborares nessa expansão, pelo orbe inteiro, leva a periferia ao Papa, para
que a terra toda seja um só rebanho e um só Pastor: um só apostolado!’ (Forja,
638)
6.
Infalível significa que o Papa não se pode enganar em nada?
Para
garantir que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta, Cristo dotou os
Seus pastores com o carisma da infalibilidade em matéria de fé e de costumes.
(Catecismo da Igreja Católica , 890).
«Desta
infalibilidade goza o pontífice romano, chefe do colégio episcopal, por força
do seu ofício, quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os
fiéis, e encarregado de confirmar na fé os seus irmãos, proclama, por um acto
definitivo, um ponto de doutrina respeitante à fé ou aos costumes [...]
(Catecismo da Igreja Católica, 891)
Contemplar
o mistério
A
potestade supremo do Romano Pontífice e a sua infalibilidade, quando fala ex
cathedra, não são uma invenção humana: baseiam-se na explícita vontade
fundacional de Cristo. Que pouco sentido tem então confrontar o governo do Papa
com o dos bispos, ou reduzir a validade do Magistério pontifício ao
consentimento dos fiéis! Nada mais estranho que o equilíbrio de poderes: os
esquemas humanos não nos servem aqui, por mais atraentes ou funcionais que
possam ser. Ninguém na Igreja goza por si mesmo de poder absoluto, enquanto
homem: na Igreja não há mais nenhum chefe senão Cristo. E Cristo quis
constituir um vigário Seu - o Romano Pontífice - para a Sua esposa peregrina
nesta terra.(Amar a Igreja, 30)
7.
Quando se exerce a infalibilidade do Magistério?
A
infalibilidade exerce-se quando o Romano Pontífice, em virtude da sua
autoridade de supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio Episcopal, em comunhão com
o Papa, sobretudo reunido num Concílio Ecuménico, proclamam com um ato
definitivo uma doutrina respeitante à fé ou à moral, e também quando o Papa e
os Bispos, no seu Magistério ordinário, concordam ao propor uma doutrina como
definitiva. A tais ensinamentos, cada fiel deve aderir com o obséquio da fé.
(Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 185),
Contemplar
o mistério
‘Cada
dia hás-de crescer em lealdade à Igreja, ao Papa, à Santa Sé ... Com um amor
cada vez mais teológico!’ (Sulco, 353)
‘A
fidelidade ao Romano Pontífice implica uma obrigação clara e determinada: a de
conhecer o pensamento do Papa, manifestado nas Encíclicas ou noutros
documentos, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para que todos os
católicos acolham o magistério do Santo Padre e acomodem a esses ensinamentos a
sua actuação na vida’ (Forja, 633).
‘Acolhe
a palavra do Papa, com uma adesão religiosa, humilde, interna e eficaz: serve-lhe
de eco!’ (Forja, 133).
Virtudes 10
Sem por isso ser
considerado ingénuo, o cristão tem boa disposição habitual para tudo o que vier
do próximo, pois realmente cada pessoa vale, cada pessoa conta; cada forma de
inteligência, quer seja especulativa, quer venha do coração, ilumina. A consciência
da dignidade dos outros evita cair na indiferença que humilha (Papa Francisco,
Bula Misericordiae Vultus (11-IV-2015), 15). O cristão, por vocação, está virado para os outros:
manifesta-se a eles sem preocupações excessivas por cair no ridículo ou ficar
mal visto. Há pessoas que provocam intimidação, por serem tímidas, em vez de
comunicarem luz e calor: pensam demasiado em si mesmas, no que hão-de dizer os
outros, talvez por um excessivo sentido de honra, da própria imagem, que
poderia encobrir orgulho ou falta de simplicidade.
Polarizar a atenção
sobre si mesmo, expressar repetidamente desejos excessivamente concretos e
singulares, enfatizar problemas de saúde mais ou menos comuns; ou, pelo
contrário, esconder de modo exagerado uma doença que os outros poderiam
conhecer para ajudar-nos melhor, com a sua oração e o seu apoio: tudo isto são
atitudes que precisam provavelmente de uma purificação. A humildade
manifesta-se também numa certa flexibilidade, num esforço por comunicar o que
vemos ou sentimos. Tu não podes ser mortificado se és susceptível, se só
vives os teus egoísmos, se dominas os outros, se não sabes privar-te do
supérfluo e, por vezes, até do necessário e, enfim, se te entristeces quando as
coisas não correm como tu tinhas previsto. Serás, pelo contrário, mortificado
se souberes fazer-te tudo para todos para salvar a todos. (1 Cor 9, 22). ((São Josemaria,
Cristo que passa, 9).
Perguntas e respostas
Pergunto:
2. O que sucederá ao fim do
mundo? Conhecem-se várias coisas que acontecerão:
Respondo:
Terá lugar a ruína do mundo
actual dando lugar a um novo mundo.
Os corpos ressuscitarão para
unir-se de novo às suas almas (ressurreição).
Jesus Cristo virá glorioso e
terá lugar o juízo final.
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
02/07/2020
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