Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
27/04/2020
Sabendo-me pescador de homens... não pesco?
O Senhor quer de ti um apostolado concreto, como o da pesca
daqueles cento e cinquenta e três grandes peixes apanhados à direita da barca,
e não outros. E perguntas-me: "Como é que, sabendo-me pescador de homens,
vivendo em contacto com muitos companheiros e podendo discernir a quem deve ser
dirigido o meu apostolado específico, afinal não pesco?... Falta-me amor?
Falta-me vida interior?". Escuta a resposta dos lábios de Pedro, naquela
outra pesca milagrosa: – "Mestre,
cansámo-nos de trabalhar toda a noite, e não apanhámos nada; apesar disso, sob
a Tua palavra, lançarei a rede". Em nome de Jesus, começa de novo. Revigorado.
– Fora com essa moleza! (Sulco,
377)
O apostolado, essa ânsia que vibra no íntimo do cristão, não é
coisa separada da vida de todos os dias; confunde-se com o próprio trabalho,
convertido em ocasião de encontro pessoal com Cristo. Nesse trabalho, ombro a
ombro com os nossos colegas, com os nossos amigos, com os nossos parentes,
lutando pelos mesmos interesses, podemos ajudá-los a chegar a Cristo, que nos
espera na margem do lago... Antes de ser apóstolo, pescador. Também, pescador
depois de ser apóstolo. Antes e depois, a mesma profissão. (…)
Passa ao lado dos seus Apóstolos, junto daquelas almas que se lhe
entregaram... E eles não se dão conta disso!. (…)Lançai a rede para o lado
direito da barca e encontrareis. Lançaram a rede e já não a podiam tirar por
causa da grande quantidade de peixes. Agora compreendem. Recordam o que tinham
ouvido tantas vezes dos lábios do Mestre: pescadores de homens, apóstolos!... E
compreendem que tudo é possível, porque é Ele quem dirige a pesca. (…)
Os outros discípulos foram com a barca, porque não estavam
distantes de terra, senão duzentos côvados, tirando a rede cheia de peixes. Em
seguida põem a pesca aos pés do Senhor, porque é sua, para que aprendamos que
as almas são de Deus, que ninguém nesta terra pode atribuir a si mesmo essa
propriedade, que o apostolado da Igreja – a palavra e a realidade da salvação –
não se baseia no prestígio de algumas pessoas, mas na graça divina. (Amigos de Deus, 264–267)
Temas para reflectir e meditar
O género humano jaz enfermo; não de doença corporal, mas pelos seus
pecados.
Jaz como um grande enfermo em todo o orbe da terra, de Oriente a Ocidente.
Para curar este moribundo desceu o médico omnipotente. Humilhou-se até
tomar carne mortal, quer dizer, até se aproximar do leito do enfermo.
(Santo Agostinho,
Sermão 87, 13)
PANDEMIA
INABALÁVEL
“O
amor tudo suporta”. (1 Coríntios 13:4-7)
Quem
ama sabe muito bem que nada o abalará no seu propósito de amar, porque sabe
desculpar e esquecer as eventuais ofensas ou agressões.
Aliás,
como o AMORé, fundamentalmente desinteressado, como poderia sofrer algum desconforto
com atitudes menos aceitáveis?
O
AMOR É:
ENTREGA
– DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL
-TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO - OBEDIÊNCIA
– CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE –
ESPERANÇA – BONDADE – INABALÁVEL
O
AMOR NÃO É NEM TEM:
INVEJOSO
– GLÓRIA – ORGULHO – MEDIDA – INTERESSES – IRA - RANCOR
Com
estes predicados o AMOR não será a solução?
(AMA,
2020)
LEITURA ESPIRITUAL
COMENTANDO OS EVANGELHOS
Cap. XXVII
1 Ao romper
da manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo tiveram conselho
contra Jesus, para O entregarem à morte. 2 Em seguida, manietado, levaram-n'O e
entregaram-n'O ao governador Pôncio Pilatos. 3 Então Judas, o traidor, vendo
que Jesus fora condenado, tocado pelo remorso, tornou a levar as trinta moedas
de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, 4 dizendo: «Pequei,
entregando sangue inocente». Mas eles disseram: «Que nos importa? Isso é
contigo!». 5 Então, tendo atirado as moedas de prata para o templo, retirou-se
e foi-se enforcar. 6 Os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata,
disseram: «Não é lícito deitá-las na arca das esmolas, porque são preço de
sangue». 7 E, tendo consultado entre si, compraram com elas o Campo do Oleiro
para sepultura dos estrangeiros. 8 Por esta razão aquele campo foi chamado até
ao dia de hoje “campo de sangue”. 9 Então se cumpriu o que foi anunciado pelo
profeta Jeremias: “Tomaram as trinta moedas de prata, custo d'Aquele cujo preço
foi avaliado pelos filhos de Israel, 10 e deram-nas pelo Campo do Oleiro, como
o Senhor me ordenou”. 11 Jesus foi apresentado diante do governador, que O
interrogou, dizendo: «És Tu o Rei dos Judeus?». Jesus respondeu-lhe: «Tu o
dizes». 12 Mas, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos,
nada respondeu. 13 Então Pilatos disse-Lhe: «Não ouves de quantas coisas Te
acusam?». 14 E não lhe respondeu a palavra alguma, de modo que o governador
ficou muito admirado. 15 O governador costumava, por ocasião da festa da
Páscoa, soltar aquele preso que o povo quisesse. 16 Naquela ocasião tinha ele
um preso famoso, que se chamava Barrabás. 17 Estando eles reunidos,
perguntou-lhes Pilatos: «Qual quereis vós que eu vos solte? Barrabás ou Jesus,
que se chama Cristo?». 18 Porque sabia que O tinham entregado por inveja. 19
Enquanto ele estava sentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: «Não te
metas com esse justo, porque fui hoje muito atormentada em sonhos por causa
d'Ele». 20 Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a
que pedisse Barrabás e que fizesse morrer Jesus. 21 O governador, tomando a
palavra, disse-lhes: «Qual dos dois quereis que vos solte?». Eles responderam:
«Barrabás!». 22 Pilatos disse-lhes: «Que farei então de Jesus, que se chama
Cristo?». 23 Disseram todos: «Seja crucificado!». O governador disse-lhes: «Mas
que mal fez Ele?». Eles, porém, gritavam mais alto: «Seja crucificado!». 24
Pilatos, vendo que nada conseguia, mas que cada vez o tumulto era maior,
tomando água, lavou as mãos diante do povo, dizendo: «Eu sou inocente do sangue
deste justo; a vós pertence toda a responsabilidade!». 25 Todo o povo
respondeu: «O Seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos». 26 Então
soltou-lhes Barrabás. Quanto a Jesus, depois de O ter mandado flagelar,
entregou-O para ser crucificado. 27 Então os soldados do governador, conduzindo
Jesus ao Pretório, juntaram em volta d'Ele toda a coorte. 28 Depois de O terem
despido, lançaram sobre Ele um manto escarlate. 29 Em seguida, tecendo uma
coroa de espinhos, puseram-Lha na cabeça, e na mão direita uma cana. E,
dobrando o joelho diante d'Ele, O escarneciam, dizendo: «Salve, ó rei dos
Judeus!». 30 Cuspindo-Lhe, tomavam a cana e batiam-Lhe com ela na cabeça. 31
Depois que O escarneceram, tiraram-Lhe o manto, revestiram-n'O com os Seus
vestidos e levaram-n'O para O crucificar. 32 Ao saírem, encontraram um homem de
Cirene, chamado Simão, ao qual obrigaram a levar a cruz de Jesus. 33 Tendo
chegado ao lugar chamado Gólgota, isto é, “lugar da Caveira”,34 d eram-Lhe a
beber vinho misturado com fel. Tendo-o provado, não quis beber. 35 Depois que O
crucificaram, repartiram entre si os Seus vestidos, lançando sortes. 36 E,
sentados, O guardavam. 37 Puseram por cima da Sua cabeça uma inscrição indicando
a causa da Sua condenação: «Este é Jesus, o Rei dos Judeus». 38 Ao mesmo tempo
foram crucificados com Ele dois ladrões: um à direita e outro à esquerda. 39 Os que passavam, movendo as suas cabeças,
ultrajavam-n'O, 40 dizendo: «Ó Tu, que destróis o templo e o reedificas em três
dias, salva-Te a Ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz!». 41 Igualmente,
também os príncipes dos sacerdotes com os escribas e os anciãos, insultando-O,
diziam: 42 «Ele salvou outros e a Si mesmo não se pode salvar. Se é rei de
Israel, desça agora da cruz e acreditaremos n'Ele. 43 Confiou em Deus: Se Deus
O ama, que O livre agora; porque Ele disse: “Eu sou o Filho do Deus”». 44 Do
mesmo modo O insultavam os ladrões que estavam crucificados com Ele. 45 Desde a
hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra. 46 Perto da hora
nona, exclamou Jesus com voz forte: «Eli, Eli, lemá sabachtani?», isto é: «Meu
Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?». 47 Ao ouvir isto, alguns dos que ali
estavam, diziam: «Ele chama por Elias». 48 Imediatamente, um deles, a correr,
tomou uma esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la sobre uma cana, e dava-Lhe de
beber. 49 Porém, os outros diziam: «Deixa; vejamos se Elias vem livrá-l'O». 50
Jesus, soltando de novo um alto grito, expirou. 51 E eis que o véu do templo se
rasgou em duas partes, de alto a baixo, a terra tremeu, as rochas fenderam-se, 52
as sepulturas abriram-se, e muitos corpos de santos, que tinham adormecido,
ressuscitaram, 53 e saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus,
foram à cidade santa e apareceram a muitos. 54 O centurião e os que com ele
estavam de guarda a Jesus, vendo o terramoto e as coisas que aconteciam,
tiveram grande medo, e diziam: «Na verdade Este era Filho de Deus!». 55 Estavam
também ali, olhando de longe, muitas mulheres, que tinham seguido Jesus
servindo-O desde a Galileia. 56 Entre elas estava Maria Madalena, Maria, mãe de
Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 57 Ao cair da tarde, veio um
homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. 58
Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos mandou então que lhe
fosse dado o corpo. 59 José, tomando o corpo, envolveu-O num lençol limpo, 60 e
depositou-O no seu sepulcro novo, que tinha mandado abrir numa rocha. Depois
rolou uma grande pedra para diante da boca do sepulcro, e retirou-se. 61 Maria
Madalena e a outra Maria estavam lá, sentadas diante do sepulcro. 62 No outro dia,
que é o seguinte à Preparação, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus foram
juntos ter com Pilatos, 63 e disseram-lhe: «Senhor, lembramo-nos que aquele
impostor, quando ainda vivia, disse: “Depois de três dias ressuscitarei”. 64
Ordena, pois, que seja guardado o sepulcro até ao terceiro dia, para que não
venham os discípulos, O roubem, e digam ao povo: “Ressuscitou dos mortos”. E
assim, o último embuste seria pior do que o primeiro». 65 Pilatos
respondeu-lhes: «Tendes guardas; ide, guardai-O como entenderdes». 66 Foram, e
tomaram bem conta do sepulcro, selando a pedra e pondo lá guardas.
Comentários:
4-8 –
O “ganho” da traição é “maldito”! Os Chefes do
Povo sabem-no bem e, por isso mesmo, não lhe querem tocar e “arranjam” uma
aplicação para o mesmo. Mas, quem será mais passível de reprovação: o traidor
ou quem encomenda e paga a traição? Como não sou nem juiz nem pretendo sê-lo,
limito-me a discorrer que, tão indignos são um como outro. O corruptor, no
entanto, talvez tenha mais responsabilidade porque é ele quem incita e remunera
a traição. O corrupto é, quase sempre, um espírito fraco e perturbado, o
corruptor, bem ao contrário, tem a consciência plena do que faz e não olha a
meios para conseguir o que pretende. Desde sempre houve corruptos e corruptores
mas, o que é verdade, é que, aqueles, não existiriam sem os segundos. Pode,
pois, colocar-se a questão: quem tem maior culpa?
11-54 –
A Liturgia escolhe para o Domingo de Ramos a
leitura da Paixão do Senhor. Pode parecer estranha esta escolha, num dia em que
o principal acontecimento na vida terrena de Cristo é a Sua entrada triunfal em
Jerusalém. Mas, de facto, ela tem importância porque, de certo modo, vem como
prelúdio do acontecimento maior da História da Salvação: a Paixão e Morte do
Senhor. A Escritura cumpre-se em todos os seus passos e Jesus Cristo aceita
esse triunfo momentâneo como prelúdio do Triunfo Final: a Sua Ressurreição.
57-61
–
José de Arimateia
ficará para sempre ligado à história da Salvação Humana. A sua conversa a sós, com
Jesus Cristo – e podemos inferir que, por mais de uma vez - deve ter sido de
tal forma profunda e decisiva que, do cuidado, que a prudência aconselhava, de
sigilo e discrição, passa a actuar ás claras e com determinação. Vai a Pilatos
pedir para sepultar o Corpo do Salvador. Onde estavam os seguidores do Mestre?
Os que tinham sido curados por Ele, os que comeram do pão e dos peixes que tão
magnanimamente lhes proporcionou, os milhares que tinham ouvido as Suas
Palavras, acreditado na Sua Doutrina, “confessado” a sua fé n’Ele? Sim… onde
estavam? Como que atingidos por um cataclismo, soçobraram, fugiram,
esconderam-se. Não fosse este Homem – com “H grande” - e, talvez o Corpo do
Senhor tivesse ficado insepulto ou atirado para uma qualquer vala comum. Das
obras de misericórdia mais elementares, sepultar os defuntos, é, talvez, uma
das que revelam um espírito compassivo e solidário. Compassivo para com os
defuntos, solidário para todos os outros – familiares ou amigos – que, por
qualquer motivo, se eximem desse dever, talvez, preferindo, chorar e lamentar o
que “partiu”, do que honrar com um derradeiro gesto, a sua memória. Fazer -
cumprir – a Misericórdia não pode compaginar-se nem com as circunstâncias nem
com o tempo. Ou se é misericordioso – SEMPRE – ou não! Mal de nós, que
desgraçados seríamos, se Deus Nosso Senhor não fosse – SEMPRE – infinitamente
misericordioso para connosco, Seus filhos! E, Jesus Cristo, foi muito claro: «sede
misercordiosos como O vosso Pai do Céu é misericordioso».
(AMA, 2018)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
salmo ii
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.
Exame Pessoal
Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]
Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]
Noverim me
Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]
[i] AMA orações pessoais
[ii] AMA orações pessoais
[iii] AMA orações pessoais
[iv] AMA orações pessoais
[v] AMA orações pessoais
[vi] Santa Teresa de Jesus
26/04/2020
Temas para reflectir e meditar
O
Senhor empregou a palavra Abba porque inspira amor e confiança aos que oram e
pedem algo; porque que há de mais agradável que o nome de pai, que indica
ternura e amor?
(Cfr. W. Marchel, Abba! Pére. La priére du Christ et des
chrétiens, Roma, 1963 p. 188-189, trad. ama.)
PANDEMIA
RANCOR
“O
amor não guarda rancor”. (1 Coríntios 13, 4-7)
O rancor,
é a antítese do AMOR, logo, não é uma característica do AMOR.
Aliás,
o rancor, é um defeito terrível, que impede o perdão, o esquecimento das faltas
ou agressões sofridas.
O
AMOR É:
ENTREGA
– DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL
-TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO - OBEDIÊNCIA
– CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE –
ESPERANÇA – BONDADE –
O
AMOR NÃO É NEM TEM:
INVEJOSO
– GLÓRIA – ORGULHO – MEDIDA – INTERESSES – IRA - RANCOR
Com
estes predicados o AMOR não será a solução?
(AMA,
2020)
É preciso que sejas homem de vida interior
É preciso que sejas "homem de Deus", homem de vida
interior, homem de oração e de sacrifício. – O teu apostolado deve ser uma
superabundância da tua vida "para dentro". (Caminho, 961)
Vida interior. Santidade nas tarefas usuais, santidade nas coisas
pequenas, santidade no trabalho profissional, nas canseiras de todos os
dias...; santidade para santificar os outros. Numa certa ocasião, um meu
conhecido – nunca hei-de chegar a conhecê-lo bem – sonhava que ia a voar num
avião a uma grande altura, mas não dentro da cabine; ia montado nas asas.
Coitado do desgraçado: como sofria e se angustiava! Parecia que Nosso Senhor
lhe dava a conhecer que assim andam pelas alturas – inseguras, inquietas – as
almas apostólicas que não têm vida interior ou que a descuidam: com o perigo
constante de caírem, sofrendo, incertas.
E penso, efectivamente, que correm um sério risco de se
extraviarem os que se lançam à acção – ao activismo – prescindindo da oração,
do sacrifício e dos meios indispensáveis para conseguir uma piedade sólida: a
frequência dos Sacramentos, a meditação, o exame de consciência, a leitura
espiritual, a convivência assídua com a Virgem Santíssima e com os Anjos da
Guarda... Tudo isto contribui, além disso, com uma eficácia insubstituível,
para que o caminho do cristão seja tão agradável, porque da sua riqueza
interior jorram a doçura e a felicidade de Deus como o mel do favo.
Na intimidade pessoal, na conduta externa, no convívio com os
outros, no trabalho, cada um há-de procurar manter-se numa contínua presença de
Deus, com uma conversa – um diálogo – que não se manifesta exteriormente.
Melhor dito, não se exprime normalmente com ruído de palavras, mas há-de
notar-se pelo empenho e pela diligência amorosa com que acabamos bem as
tarefas, tanto as importantes como as insignificantes. Se não procedêssemos com
essa constância, seríamos pouco coerentes com a nossa condição de filhos de
Deus, pois teríamos desperdiçado os recursos que Nosso Senhor colocou
providencialmente ao nosso alcance, para chegarmos ao estado de homem perfeito,
à medida da idade perfeita segundo Cristo. (Amigos de Deus, 18–19)
LEITURA ESPIRITUAL
COMENTANDO OS EVANGELHOS
Cap. XXVI
1 Tendo acabado todos estes discursos,
Jesus disse aos discípulos: 2 «Como sabeis, a Páscoa é daqui a dois dias, e o
Filho do Homem será entregue para ser crucificado.» 3 Então, os sumos
sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se no palácio do Sumo Sacerdote, que
se chamava Caifás, 4 e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.
5Diziam, porém: «Que não seja durante a festa, para não haver alvoroço entre o
povo.» 6 Jesus encontrava-se em Betânia, em casa de Simão, o leproso. 7 Enquanto
estava à mesa, aproximou-se dele uma mulher, que trazia um frasco de alabastro
com um perfume de alto preço e derramou-lho sobre a cabeça. 8 Ao verem isto, os
discípulos ficaram indignados e disseram: «Para quê este desperdício? 9 Podia
vender-se por bom preço e dar-se o dinheiro aos pobres.» 10 Jesus apercebeu-se
de tudo e disse: «Porque afligis esta mulher? Ela praticou uma boa acção para
comigo. 11 Pobres, sempre os tereis convosco; mas a mim nem sempre me tereis.
12 Derramando este perfume sobre o meu corpo, ela preparou a minha sepultura.
13 Em verdade vos digo: Em qualquer parte do mundo onde este Evangelho for
anunciado, há-de também narrar-se, em sua memória, o que ela acaba de fazer.» 14
Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15
e disse-lhes: «Quanto me dareis, se eu vo-lo entregar?» Eles garantiram-lhe
trinta moedas de prata. 16 E, a partir de então, Judas procurava uma
oportunidade para entregar Jesus. 17 No primeiro dia da festa dos Ázimos, os
discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-lhe: «Onde queres que façamos os
preparativos para comer a Páscoa?» 18 Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de
um certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; é
em tua casa que quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos.’» 19 Os
discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa. 20 Ao cair
da tarde, sentou-se à mesa com os Doze. 21 Enquanto comiam, disse: «Em verdade
vos digo: Um de vós me há-de entregar.» 22 Profundamente entristecidos, começaram
a perguntar-lhe, cada um por sua vez: «Porventura serei eu, Senhor?» 23 Ele
respondeu: «O que mete comigo a mão no prato, esse me entregará. 24 O Filho do
Homem segue o seu caminho, como está escrito acerca dele; mas ai daquele por
quem o Filho do Homem vai ser entregue. Seria melhor para esse homem não ter
nascido!» 25 Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: «Porventura serei
eu, Mestre?» «Tu o disseste» - respondeu Jesus. 26 Enquanto comiam, Jesus tomou
o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos,
dizendo: «Tomai, comei: Isto é o meu corpo.» 27 Em seguida, tomou um cálice,
deu graças e entregou-lho, dizendo: «Bebei dele todos. 28 Porque este é o meu
sangue, sangue da Aliança, que vai ser derramado por muitos, para perdão dos
pecados. 29 Eu vos digo: Não beberei mais deste produto da videira, até ao dia
em que beber o vinho novo convosco no Reino de meu Pai.» 30 Depois de cantarem
os salmos, saíram para o Monte das Oliveiras. 31 Jesus disse-lhes, então:
«Nesta mesma noite, todos ficareis perturbados por minha causa, porque está
escrito: Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho serão dispersas. 32 Mas,
depois da minha ressurreição, hei-de preceder-vos na Galileia.» 33 Tomando a
palavra, Pedro respondeu-lhe: «Ainda que todos fiquem perturbados por tua
causa, eu nunca me perturbarei!» 34 Jesus retorquiu-lhe: «Em verdade te digo:
Esta mesma noite, antes de o galo cantar, vais negar-me três vezes.» 35 Pedro
disse-lhe: «Mesmo que tenha de morrer contigo, não te negarei!» E todos os
discípulos afirmaram o mesmo. 36 Entretanto, Jesus com os seus discípulos
chegou a um lugar chamado Getsémani e disse-lhes: «Sentai-vos aqui, enquanto Eu
vou além orar.» 37 E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,
começou a entristecer-se e a angustiar-se. 38 Disse-lhes, então: «A minha alma
está numa tristeza de morte; ficai aqui e vigiai comigo.» 39 E, adiantando-se
um pouco mais, caiu com a face por terra, orando e dizendo: «Meu Pai, se é
possível, afaste-se de mim este cálice. No entanto, não seja como Eu quero, mas
como Tu queres.» 40 Voltando para junto dos discípulos, encontrou-os a dormir e
disse a Pedro: «Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo! 41 Vigiai e orai,
para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é débil.» 42 Afastou-se,
pela segunda vez, e foi orar, dizendo: «Meu Pai, se este cálice não pode passar
sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade!» 43 Depois voltou e encontrou-os
novamente a dormir, pois os seus olhos estavam pesados. 44 Deixou-os e foi orar
de novo pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45 Reunindo-se
finalmente aos discípulos, disse-lhes: «Continuai a dormir e a descansar! Já se
aproxima a hora, e o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. 46
Levantai-vos, vamos! Já se aproxima aquele que me vai entregar.» 47 Ainda Ele
falava, quando apareceu Judas, um dos Doze, e com ele muita gente, com espadas
e varapaus, enviada pelos sumos sacerdotes e pelos anciãos do povo. 48 O
traidor tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar, é esse mesmo:
prendei-o.» 49 Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: «Salve, Mestre!» E
beijou-o. 50 Jesus respondeu-lhe: «Amigo, a que vieste?» Então, avançaram,
deitaram as mãos a Jesus e prenderam-no. 51 Um dos que estavam com Jesus levou
a mão à espada, desembainhou-a e feriu um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe
uma orelha. 52 Jesus disse-lhe: «Mete a tua espada na bainha, pois todos
quantos se servirem da espada morrerão à espada. 53 Julgas que não posso recorrer
a meu Pai? Ele imediatamente me enviaria mais de doze legiões de anjos! 54 Mas
como se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve acontecer?» 55 Voltando-se,
depois, para a multidão, disse: «Viestes prender-me com espadas e varapaus,
como se eu fosse um ladrão! Todos os dias estava sentado no templo a ensinar, e
não me prendestes. 56 Mas tudo isto aconteceu, para que se cumprissem as
Escrituras dos profetas.» Então, todos os discípulos o abandonaram e fugiram.
57 Os que tinham prendido Jesus conduziram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás,
onde os doutores da Lei e os anciãos do povo se tinham reunido. 58 Pedro
seguiu-o de longe até ao palácio do Sumo Sacerdote. Aproximando-se, entrou e
sentou-se entre os servos, para ver o desfecho de tudo aquilo. 59 Os sumos
sacerdotes e todo o Conselho procuravam um depoimento falso contra Jesus, a fim
de o condenarem à morte. 60 Mas não o encontraram, embora se tivessem
apresentado muitas testemunhas falsas. Apresentaram-se finalmente duas, 61 que
declararam: «Este homem disse: ‘Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo
em três dias.’» 62 O Sumo Sacerdote ergueu-se, então, e disse-lhe: «Não
respondes nada? Que dizes aos que depõem contra ti?» 63 Mas Jesus continuava
calado. O Sumo Sacerdote disse-lhe: «Intimo-te, pelo Deus vivo, que nos digas
se és o Messias, o Filho de Deus.» 64 Jesus respondeu-lhe: «Tu o disseste. E Eu
digo-vos: Vereis um dia o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e
vindo sobre as nuvens do céu.» 65 Então, o Sumo Sacerdote rasgou as vestes,
dizendo: «Blasfemou! Que necessidade temos, ainda, de testemunhas? Acabais de
ouvir a blasfémia. 66 Que vos parece?» Eles responderam: «É réu de morte.» 67 Depois
cuspiam-lhe no rosto e batiam-lhe. Outros esbofeteavam-no, dizendo: 68 «Profetiza,
Messias: quem foi que te bateu?» 69 Entretanto, Pedro estava sentado no pátio.
Uma criada aproximou-se dele e disse-lhe: «Tu também estavas com Jesus, o
Galileu.» 70 Mas ele negou diante de todos, dizendo: «Não sei o que dizes.» 71 Dirigindo-se
para a porta, outra criada viu-o e disse aos que ali estavam: «Este também
estava com Jesus, o Nazareno.» 72 Ele negou de novo com juramento: «Não conheço
esse homem.» 73 Um momento depois, aproximaram-se os que ali estavam e disseram
a Pedro: «Com certeza tu és dos seus, pois até a tua maneira de falar te
denuncia.» 74 Começou, então, a dizer imprecações e a jurar: «Não conheço esse
homem!» No mesmo instante, o galo cantou. 75 E Pedro lembrou-se das palavras de
Jesus: «Antes de o galo cantar, me negarás três vezes.» E, saindo para fora,
chorou amargamente.
Comentários:
1-13 -
São Mateus diverge
um pouco de São João no relato deste episódio. São João nomeia expressamente
Judas Iscariotes como o discípulo que se terá insurgido contra a mulher que
ungiu Jesus com perfume. Seja como for ficam as palavras de Jesus Cristo que
agradece sensibilizado o gesto da mulher e, mais, garante que tal há-de ser
narrado para todo o sempre como, de facto, aconteceu.
1-16 -
Este longo trecho de São Mateus deveria dar
lugar a um comentário igualmente extenso, minucioso, mas, vou deter-me na
atitude da mulher que derrama perfume sobre os pés de Jesus. Há um outro
episódio semelhante que se passa com Maria, irmã de Marta, talvez se trate do
mesmo, mas, seja como for, o que desejo ressaltar é a atitude desta mulher que,
com a sensibilidade feminina bem evidente, faz o que o seu coração lhe dita
como forma de prestar uma homenagem a Jesus e, ao mesmo tempo, demonstrar
publicamente o seu amor e veneração pelo Mestre. Nós, cristãos de hoje, talvez
sejamos um pouco “comedidos” nas nossas demonstrações de carinho e ternura pelo
Senhor e… compreende-se, mas, há pelo menos uma ocasião em que publicamente o
devemos fazer e que é, exactamente, quando O recebemos na Comunhão Eucarística.
Edificaremos os outros com a nossa atitude de recolhimento em acção de graças
por tão grande bem acabado de receber.
14-25 -
Não posso deixar de
reagir aos como que sentimentos mistos que sinto quanto à figura de Judas e o
seu comportamento. Se por um lado me invade um sentimento de repulsa e revolta
pela traição, por outro, sinto pena deste pobre homem. Os traidores são sempre
pessoas vis que não honram os laços nem de amizade nem de compromissos
assumidos e são postergados pela sociedade que, decididamente, não pode confiar
neles seja para o que for. E a pessoa que não merece confiança acaba sempre
numa terrível solidão e num amargo estado de negação de si própria. E, como no
caso de Judas, muitas vezes, não aguentando o peso da sua culpa, são levados a situações
extremas. Sinto pena de Judas! É verdade! Penso que se ele tivesse tido um
momento de arrependimento e procurado O que traíra, o Senhor lhe perdoaria como
sempre, o mandaria em paz e teríamos mais um fantástico exemplo da Misericórdia
Infinita de Deus face aos Seus Filhos contritos e arrependidos.
Trinta moedas foi o
preço da traição? Não! A traição não pode ser paga porque não tem preço. Não
importa o que está em causa, o traidor é alguém manifestamente desenraizado de
todo o contexto e que não mede nem avalia o que está em causa com a sua
traição. Pode arrepender-se, mas, isso, servir-lhe-á de pouco se o traído não
lhe perdoar e, tal não o pode fazer se não receber um pedido de perdão de quem
o traiu.
O “caso” de Judas é
paradigmático dos que não sabem nem o que é o arrependimento nem o perdão e,
normalmente, acabam desgraçadamente sós e impenitentes porque, quando acabam
por reconhecer a vileza que praticaram, não encontram nenhuma solução, nenhum
remédio. No fim e ao cabo, o que faltava a Judas era Fé no Senhor, porque se a
tivesse poderia salvar-se.
Esta figura de
Judas torna-se central na história da salvação por motivos tais que o Senhor
afirma que «melhor seria não ter nascido». A traição, independentemente
de quem trai e de quem è traído, é sempre um acto vil e desprezível que
coloca o traidor à margem da sociedade
e, quase sempre, no isolamento mais absoluto. Pode ser perdoado? Evidentemente
que sim, tudo tem perdão desde que haja arrependimento sincero e reparação do
mal praticado.
69-75 –
São Mateus, a par
dos outros Evangelistas, relata a traição de Pedro. Não sabemos qual a
“influência” que o próprio terá sido – se a teve - para o relato mas, podemos intuir que sim,
porque, os detalhes e pormenores devem ter sido revelados por ele mesmo. O
Príncipe dos Apóstolos quer que conste – para sempre – a sua fraqueza e
debilidade que o levarão a acto tão vil. Não se trata de uma ”confissão”
pública apenas e só, não, trata-se de todo um descritivo de como todos somos
fracos e volúveis e de como podemos ultrapassar os efeitos dessa fraqueza e
debilidade seja qual for. O arrependimento sincero, corajoso, humilde e
confiante e, para O Senhor, é quanto basta para perdoar e, com o Seu Perdão,
restabelecer a dignidade do arrependido.
(AMA,
2018)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
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