23/08/2018

Evangelho e comentário


 
Evangelho: Mt 22, 1-14


Comentário:

Talvez que estes sejam os pecados que mais magoam o Coração de Jesus, Ele que se deixou ficar humildissimamente sob as espécies do pão tratado de forma tão soez e desprezível.

Tenhamos consciência destas gravíssimas faltas e desagravemos o Senhor na Eucaristia e, simultaneamente, peçamos por todos esses que não sabem - ou não querem saber - da reverência, amor e profundo respeito devidos à Santíssima Eucaristia.


Não permitas, Senhor, que, tendo correspondido com prontidão ao Teu convite, me apresente sem o traje da dignidade que Te é devida. “lava-me, Senhor da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (Ordinário da Missa).

Chamado na encruzilhada dos caminhos da minha vida, não permitas que, com a pressa e urgência em comparecer, me esqueça de que não sou digno de tal convite.
Que me prepare com o traje que pões à minha disposição para que compareça como devo.
Então, revestido da Tua Graça, poderei participar com a alegria e gozo extraordinários que concedes aos convivas do Teu banquete divino.

(AMA, Meditação, Mt 22, 1-14, Agosto 2008)



22/08/2018

PERDÃO!

.
.







Para perdoar
preciso despir-me de mim,
enfrentar-me,
olhos nos olhos,
e verificar,
que também eu,
ofendo os outros,
enfim.

Para perdoar,
preciso sair,
do meu orgulho,
da minha vaidade,
do meu eu,
para me abrir,
por completo,
à graça do meu Senhor,
à graça da sua bondade.

Para perdoar,
preciso da minha vontade,
moldada,
por um constante orar,
expulsar de mim a discórdia,
deixando-me tomar por inteiro,
por Ti,
Senhor,
pela tua misericórdia.

Para perdoar,
preciso pedir perdão,
para poder perceber,
o que sente quem ofendi,
e mitigando a sua dor,
ter a certeza em mim,
que preciso perdoar,
a todo o meu ofensor.

Para perdoar,
preciso abraçar a Cruz,
e deixar que meu perdão,
seja o perdão de Jesus.


Monte Real, 16 de Agosto de 2018
Joaquim Mexia Alves
.
.

Meter Cristo entre os pobres


Pelo "caminho do justo descontentamento" têm ido e estão a ir-se embora as massas. Dói... Quantos ressentidos temos fabricado entre os que estão espiritual ou materialmente necessitados! É preciso voltar a meter Cristo entre os pobres e entre os humildes: precisamente entre esses é que Ele se sente melhor. (Sulco, 228)


"Os pobres – dizia aquele amigo nosso – são o meu melhor livro espiritual e o motivo principal das minhas orações. Dói-me a sua dor, e dói-me o sofrimento de Cristo neles. E, porque me dói, compreendo que O amo e que os amo". (Sulco, 827)

Jesus Nosso Senhor amou tanto os homens, que encarnou, tomou a nossa natureza e viveu em contacto diário com pobres e ricos, com justos e pecadores, com novos e velhos, com gentios e judeus.

Dialogou constantemente com todos: com os que gostavam dele e com os que só procuravam a maneira de retorcer as suas palavras, para o condenar.

– Procura comportar-te como Nosso Senhor. (Forja, 558)

– Não ficas contente por sentir tão de perto a pobreza de Jesus?... Que bonito carecer até do necessário! Mas como Ele: oculta e silenciosamente. (Forja, 732)

Temas para meditar e reflectir


Formação humana e cristã – 40  


Medo? 

Não devemos ter absolutamente, em primeiro lugar porque o Senhor nunca nos pedirá que façamos nada além das nossas forças e, depois, porque escudados nas próprias palavras de Jesus Cristo:

 «Quero misericórdia e não sacrifícios».

Por outras palavras, fazer a vontade de Deus não é uma atitude negativa - bem ao contrário - porque não se trata de não fazer, não pensar, não consentir, mas, sim, uma atitude positiva já que, como dizia acima, escudados na oração, estaremos mais dispostos a aceitar, acolher e fazer consoante a Sua vontade.


(AMA, reflexões)

El reto del amor




por El Reto Del Amor

Perguntas e respostas


A ÉTICA

B. OS PRINCÍPIOS ÉTICOS

7. Qual é o maior bem que pode desejar-se ao próximo?

Coincide com o maior bem para si mesmo.
Daqui decorre que a maior mostra de caridade é o apostolado: procurar aproximar a Deus os outros.

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Evangelho e comentário


Virgem Santa Maria Rainha

Evangelho: Lc 1, 26-38


Comentário:

No dia em que a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora Rainha este Evangelho é sem dúvida muito apropriado.

Temos a mais excelsa criatura cantando um hino de louvor pelas extraordinárias maravilhas que o Senhor operou nela pelas quais será louvada por todo o sempre.

A Mãe de Deus não poderia ocupar outro lugar que não fosse o de Rainha dos Céus e da terra dos anjos e dos homens.

O nosso D. João IV assim o reconheceu ao "oficialmente" com a autoridade régia que era a sua, que a Santíssima Virgem era a Rainha de Portugal a única que poderia a partir de então usar a coroa real símbolo maior de grandeza e dignidade que nós portugueses somos o único povo no mundo a colocar na sua cabeça.

Com tão excelsa Senhora como Rainha que também é nossa Mãe como não sermos felizes e gratos?


(AMA comentário sobre Lc 1, 26-38, 22.08.2015)



21/08/2018

Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre


Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre, ainda que morras de velho. – Quando um menino tropeça e cai, ninguém estranha...; seu pai apressa-se a levantá-lo. Quando quem tropeça e cai é adulto, o primeiro movimento é de riso. – Às vezes, passado esse primeiro ímpeto, o ridículo cede o lugar à piedade. – Mas os adultos têm de se levantar sozinhos. A tua triste experiência quotidiana está cheia de tropeços e de quedas. Que seria de ti se não fosses cada vez mais pequeno? Não queiras ser grande, mas menino. Para que, quando tropeçares, te levante a mão de teu Pai-Deus. (Caminho, 870)


A piedade que nasce da filiação divina é uma atitude profunda da alma, que acaba por informar toda a existência: está presente em todos os pensamentos, em todos os desejos, em todos os afectos. Não tendes visto como, nas famílias, os filhos, mesmo sem repararem, imitam os pais: repetem os seus gestos, seguem os seus costumes, se parecem com eles em tantos modos de comportar-se?

Pois o mesmo acontece na conduta de um bom filho de Deus. Chega-se também, sem se saber como nem por que caminho, a esse endeusamento maravilhoso que nos ajuda a olhar os acontecimentos com o relevo sobrenatural da fé; amam-se todos os homens como o nosso Pai do Céu os ama e – isto é o que mais importa – consegue-se um brio novo no esforço quotidiano para nos aproximarmos do Senhor. As misérias não têm importância, insisto, porque aí estão ao nosso lado os braços amorosos do nosso Pai Deus para nos levantar. (Amigos de Deus, 146)

Temas para meditar e reflectir


Formação humana e cristã – 39  

E... a resposta do Senhor? Sim... como aparece? Como sabemos que é a Sua resposta?

Atenção! Nós não estamos a pedir - como faziam os fariseus nos tempos de Jesus - um sinal qualquer, não se trata disso.

Estamos a pedir ao Espírito Santo que ilumine a nossa mente para fazermos exactamente o que devemos fazer em cada circunstância.
Para isto não há nenhuma "receita" infalível: só com a oração perseverante e confiada o poderemos conseguir.

Depois temos de ter o coração limpo e a alma bem-disposta para acolher e perceber essas respostas.
Também não esquecer o auxílio especialmente eficaz da direcção espiritual.

(AMA, reflexões)

El reto del amor




por El Reto Del Amor

El reto del amor




por El Reto Del Amor

Tratado das virtudes


Questão 67: Da duração das virtudes depois desta vida.

Art. 3 — Se a fé perdura depois desta vida.

O terceiro discute-se assim. — Parece que a fé perdura depois desta vida.

1. — Pois, a fé é mais nobre que a ciência. Ora, esta perdura depois da vida presente, como já se disse. Logo, também a fé.

2. Demais. — A Escritura diz (1 Cor 3, 2): ninguém pode pôr outro fundamento senão o que foi posto, que é Jesus Cristo, i. é, a fé de Jesus Cristo. Ora, tirados os fundamentos, não permanece o que sobre ele se assentava. Logo, se a fé não perdurasse depois desta vida, nenhuma outra virtude poderia perdurar.

3. Demais. — O conhecimento da fé difere do da glória como o perfeito, do imperfeito. Ora, estes dois últimos podem coexistir; assim, no anjo, pode coexistir o conhecimento vespertino com o matutino; e nós podemos ter simultaneamente, em relação à mesma conclusão, a ciência, por meio de um silogismo demonstrativo, e a opinião, por meio de um silogismo dialéctico. Logo, também a fé pode coexistir, depois desta vida, com o conhecimento da glória.

Mas, em contrário, diz o Apóstolo (2 Cor 5, 6): enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor; (porque andamos por fé e não por visão). Ora, os que estão na glória não vivem ausentes do Senhor, mas lhe estão presentes. Logo, na glória, depois desta vida, a fé não perdura.


SOLUÇÃO. — Por si e na sua própria causa a oposição implica em um oposto exclua o outro, enquanto todos os opostos incluem a oposição entre a afirmação e a negação. Noutros casos, porém, a oposição se funda em formas contrárias, como, entre as cores, o branco e o preto; em outros ainda, ela se funda na perfeição e na imperfeição, sendo por isso que consideramos como contrários o mais e o menos alterado, assim, quando do menos cálido procede o mais cálido, segundo já se disse [2]. Ora, como o perfeito e o imperfeito se opõem, é impossível à perfeição e a imperfeição recaírem simultaneamente sobre o mesmo sujeito.

Devemos, porém, considerar que às vezes a imperfeição é da essência específica da coisa; assim, a falta da razão é da essência específica do cavalo ou do boi. E como o que permanece na sua identidade numérica não pode transferir-se de uma espécie para outra, com a desaparição dessa imperfeição desaparece a espécie do ser; assim, o boi ou o cavalo deixariam de existir se fossem racionais. Outras vezes porém a imperfeição não pertence à essência específica, mas tem qualquer fundamento acidental no indivíduo; assim pode às vezes faltar à razão a alguém, cujo uso está impedido pelo sono, pela embriaguez ou por uma causa análoga. E claro porém, que, removida essa imperfeição, a substância do ser continua a existir do mesmo modo.

Ora, é manifesto que a imperfeição do conhecimento é da essência da fé; pois, na sua definição se diz (Heb 11, 1): a fé é a substância das coisas que se devem esperar, um argumento das coisas que não aparecem. E Agostinho diz: Em que consiste a fé? Em crer o que não vês [3]. Ora, conhecer o que não se manifesta nem é visto implica imperfeição do conhecimento, a qual portanto é da essência da fé. Donde é manifesto que a fé, permanecendo numericamente a mesma, não pode ser um conhecimento perfeito.

Mas devemos além disso considerar se ela pode coexistir com o conhecimento perfeito, pois nada impede coexista às vezes, um conhecimento imperfeito com o perfeito. Ora, devemos notar que um conhecimento pode ser imperfeito de três modos: quanto ao objecto cognoscível, quanto ao meio e quanto ao sujeito. — Quanto ao objecto cognoscível, o conhecimento angélico matutino difere do vespertino, assim como o perfeito, do imperfeito; pois, o conhecimento matutino tem por objecto os seres enquanto existentes no verbo; ao passo que o vespertino os tem por objecto enquanto existentes na própria natureza; e esta, em relação à primeira, é uma existência imperfeita. — Quanto ao meio, o conhecimento de uma conclusão, por um meio demonstrativo, difere do que temos por um meio provável, assim como o perfeito difere do imperfeito. — Por fim, quanto ao sujeito, a opinião, a fé e a ciência diferem entre si como o perfeito, do imperfeito. Pois, a opinião, na sua essência, admite uma hipótese, mas, com receio de ser a outra a verdadeira e portanto não tem a adesão firme. Ao passo que a ciência implica essencialmente a adesão firme, com a visão intelectiva, pois tem a certeza procedente do intelecto dos princípios. A fé, por fim, ocupa uma posição média: excede a opinião, por implicar a adesão firme, e é inferior à ciência, por não ter a visão. Ora, como é manifesto, o perfeito e o imperfeito não podem coexistir num mesmo ponto de vista, mas as diferenças num e noutro fundadas podem existir simultaneamente, num mesmo ponto de vista, em algum outro objecto. — Assim, pois, o conhecimento perfeito e o imperfeito, quanto ao objecto, de nenhum modo podem se referir ao mesmo objecto. Podem contudo convir no mesmo meio e no mesmo sujeito; pois, nada impede tenha alguém, uma vez e simultaneamente, por um mesmo meio, um conhecimento de dois objectos, um perfeito e o outro, imperfeito, como, p. ex., da saúde e da doença, do bem e do mal. — semelhantemente, é impossível o conhecimento perfeito e o imperfeito, quanto ao meio, convirem num mesmo meio. Mas nada impede que não convenham num mesmo objecto e num mesmo sujeito; pois, pode alguém conhecer a mesma conclusão pelo meio provável e pelo demonstrativo. — E semelhantemente, é impossível o conhecimento perfeito e o imperfeito, quanto ao sujeito, existirem simultaneamente num mesmo sujeito. Ora, a fé, por essência, tem uma imperfeição proveniente do sujeito, pois o crente não vê aquilo que crê. A beatitude, por seu lado, tem essencialmente uma perfeição fundada no sujeito e consistente em o feliz ver o que o felicita, como já dissemos3. Donde é manifesta a impossibilidade de a fé coexistir com a beatitude, no mesmo sujeito. 

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO.  — A fé é mais nobre que a ciência, quanto ao seu objecto, que é a Verdade primeira. Mas, a ciência tem um modo mais perfeito de conhecer, não repugnante à perfeição da beatitude i. é, à visão, como lhe repugna o modo da fé.

RESPOSTA À SEGUNDA. — A fé é um fundamento, pelo que tem de conhecimento; e portanto, quando o conhecimento for perfeito, mais perfeito será o fundamento.

RESPOSTA À TERCEIRA. — A SOLUÇÃO consta com evidência do dito antes

(Revisão da versão portuguesa por AMA)



[1] (IIª. lIae, q. 4, a. 4, ad 1 ; III Sent., dist.. XXXI. q. 2, a. 1, qª 1: De Virtut., q. 5. a. 4, ad 10).
[2] V Phys., lect. IV.
[3] Tract. XL in Ioan.

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Evangelho e comentário


Evangelho: Mt 19, 23-30

23 Jesus disse, então, aos discípulos: «Em verdade vos digo que dificilmente um rico entrará no Reino do Céu. 24 Repito-vos: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino do Céu.» 25 Ao ouvir isto, os discípulos ficaram estupefactos e disseram: «Então, quem pode salvar-se?» 26 Fixando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus tudo é possível.» 27 Tomando a palavra, Pedro disse-lhe: «Nós deixámos tudo e seguimos-te. Qual será a nossa recompensa?» 28 Jesus respondeu-lhes: «Em verdade vos digo: No dia da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do Homem se sentar no seu trono de glória, vós, que me seguistes, haveis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. 29 E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna. 30 Muitos dos primeiros serão os últimos, e muitos dos últimos serão os primeiros.»

Comentário:

O comentário dos discípulos infere uma verdade indiscutível: o homem, por natureza, procura os bens materiais.

É absolutamente legítimo e deve ser assim mesmo para bem do próprio e dos outros com quem partilhar o que possui.

Daqui que inferir que Jesus Cristo é contra a riqueza ou a posse de bens é absolutamente errado.

Uma coisa é querer, desejar e, até, tudo fazer para conseguir bens outra é tornar esse desejo ou actuação no principal objectivo da vida como o mais importante e o que está em primeiro lugar.

(AMA, comentário sobre Mt 19, 23-30, 08.05.2018)







20/08/2018

Que sejais muito crianças!


Aconselho-te que tentes voltar de vez em quando... ao começo da tua "primeira conversão", o que, se não é fazer-se como criança, é coisa muito parecida: na vida espiritual é preciso deixar-se levar com inteira confiança, sem medos nem duplicidades; tem de se falar com absoluta clareza do que se tem na cabeça e na alma. (Sulco, 145)


Que sejais, espiritualmente, muito crianças! Quanto mais, melhor. Di-lo a experiência deste sacerdote que teve de se levantar muitas vezes, ao longo destes trinta e seis anos (que longos e ao mesmo tempo, que curtos me parecem!) em que tem procurado cumprir uma Vontade precisa de Deus. Houve uma coisa que sempre me ajudou: ser sempre criança e meter-me continuamente no regaço de minha Mãe e no Coração de Cristo, meu Senhor.

As grandes quedas, as que causam destroços sérios na alma, e às vezes com resultados quase irremediáveis, procedem sempre da soberba de nos crermos adultos, auto-suficientes. Nesses casos, torna-se predominante na pessoa uma espécie de incapacidade de pedir ajuda a quem a pode dar: não só a Deus, mas também ao amigo ou ao sacerdote. E aquela pobre alma, isolada na sua desgraça, afunda-se na desorientação e no descaminho. (Amigos de Deus, 147)

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 38

Da nossa parte é indispensável a boa disposição da alma e do coração a docilidade e abertura de espírito para receber estas ajudas do Senhor.

Sobretudo pormo-nos nas Suas mãos em atitude de entrega completa e sem condições.

DOMINE, QUID ME VIS FACERE? Senhor, que queres que faça?

Esta atitude de entrega confiada saída do fundo da alma não deixará o Senhor indiferente.

Vemos bem que se trata de algo muito diferente de dizer, por exemplo, Senhor faz-me isto ou concede-me aquilo.

Aqui pedimos que o Senhor faça o que queremos, antes desejamos fazer o que o Senhor quiser.

(AMA, reflexões)

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Evangelho e comentário


 
São Bernardo – Doutor da Igreja

Evangelho: Mt 19, 16-22

16 Aproximou-se dele um jovem e disse-lhe: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para alcançar a vida eterna?» 17 Jesus respondeu-lhe: «Porque me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos.» 18 «Quais?» - perguntou ele. Retorquiu Jesus: Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe; e ainda: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Disse-lhe o jovem: «Tenho cumprido tudo isto; que me falta ainda?» 21 Jesus respondeu: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» 22 Ao ouvir isto, o jovem retirou-se contristado, porque possuía muitos bens

Comentário:

Jesus Cristo conhece perfeitamente todos os homens, o que são, o que fazem, os seus desejos mais íntimos, as fragilidades e defeitos.

Assim, na resposta que dá ao jovem vai "direito" ao "nervo" da questão.

De facto, poderia ter respondido simplesmente à pergunta 'o que me falta':

'Falta-te desprendimento’.

Ter muito ou ter pouco não interessa, o que vale é que isso não seja nem prisão nem condicionante da nossa vida, do nosso querer.


(AMA comentário sobre Mt 19, 16-22, 2015.08.17)