28/12/2010

Tema para breve reflexão - 2010.12.28

Santa Missa 8

É impossível dar a Deus uma reparação mais perfeita pelas faltas diariamente cometidas que oferecendo e participando com devoção no Santo Sacrifício do Altar.

(Concílio de Trento, sess. 22, c. 1)

Textos de Reflexão para 28 de Dezembro

Terça-Feira 28 de Dezembro

Evangelho: Mt 2, 13-18

13 Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: «Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, foge para o Egipto, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14 ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e Sua mãe, e retirou-se para o Egipto. 15 Lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta: “Do Egipto chamei o Meu filho”. 16 Então Herodes, percebendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo, e mandou matar, em Belém e em todos os seus arredores, todos os meninos de idade de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. 17 Cumpriu-se então o que estava anunciado pelo profeta Jeremias: 18 “Uma voz se ouviu em Ramá, pranto e grande lamentação; Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem”.
Nota:
Durante o Tempo do Natal não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Doutrina: «RERUM NOVARUM»
É por isto que, Veneráveis Irmãos, o que em outras ocasiões temos feito, para bem da Igreja e da salvação comum dos homens, em Nossas Encíclicas sobre a soberania política, a liberdade humana, a constituição cristã dos Estados ([i]) e outros assuntos análogos, refutando, segundo Nos pareceu oportuno, as opiniões erróneas e falazes, o julgamos dever repetir hoje e pelos mesmos motivos, falando-vos da Condição dos Operários. Já temos tocado esta matéria muitas vezes, quando se Nos tem proporcionado o ensejo; mas a consciência do Nosso cargo Apostólico impõe-nos como um dever tratá-la nesta Encíclica mais explicitamente e com maior desenvolvimento, a fim de pôr em evidência os princípios duma solução, conforme à justiça e à equidade. O problema nem é fácil de resolver, nem isento de perigos. E difícil, efectivamente, precisar com exactidão os direitos e os deveres que devem ao mesmo tempo reger a riqueza e o proletariado, o capital e o trabalho. Por outro lado, o problema não é sem perigos, porque não poucas vezes homens turbulentos e astuciosos procuram desvirtuar-lhe o sentido e aproveitam-no para excitar as multidões e fomentar desordens. 1c

Festa: Santos Inocentes

                                                                                                                             
Nota Histórica
«Hoje celebramos o nascimento para o Céu das crianças que foram assassinadas por Herodes, o rei cruel» (S. Cesário de Arles).
Ao venerar estas crianças, que proclamaram a glória de Deus, não com palavras mas com o seu sangue, a Igreja quer, em primeiro lugar, levar-nos à sua imitação sendo testemunhas de Cristo, através do martírio silencioso do cumprimento do dever quotidiano.

Ao lembrar, em plena quadra natalícia, o sacrifício destas «flores dos mártires que se fecharam para sempre no seio do frio da infidelidade» (Sto. Agostinho), quer também dirigir um apelo para que se respeite a vida, em todas as suas manifestações, desde a sua origem até ao seu termo. Na verdade, como lembrou o Concílio Vaticano II, «Deus, Senhor da Vida, confiou aos homens a nobre missão de protegê-la: missão, que deve ser cumprida de modo digno do homem. Por isso, a vida, desde a concepção, deve ser amparada com o máximo cuidado: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis» (GS. 51).



[i] Alude-se aqui às Encíclicas «Diuturnum» (1831), «Immortale Dei» (1885), «Libertas» (1888).

27/12/2010

Bento XVI - Mensagem de Natal

MENSAGEM DE NATAL DE BENTO XVI

“Deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém!”

CIDADE DO VATICANO, sábado, 25 de Dezembro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a mensagem de Natal que Bento XVI pronunciou ao meio-dia de hoje, da sacada central da Basílica Vaticana, antes de dar sua bênção urbi et orbi.

* * *

«Verbum caro factum est - o Verbo fez-Se carne» (Jo 1, 14).

Queridos irmãos e irmãs, que me ouvis em Roma e no mundo inteiro, é com alegria que vos anuncio a mensagem do Natal: Deus fez-Se homem, veio habitar no meio de nós. Deus não está longe: está perto, mais ainda, é o «Emanuel», Deus-connosco. Não é um desconhecido: tem um rosto, o rosto de Jesus.

Trata-se de uma mensagem sempre nova, que não cessa de surpreender, porque ultrapassa a nossa esperança mais ousada. Sobretudo porque não se trata apenas de um anúncio: é um acontecimento, um facto sucedido, que testemunhas credíveis viram, ouviram, tocaram na Pessoa de Jesus de Nazaré! Permanecendo com Ele, observando os seus actos e escutando as suas palavras, reconheceram em Jesus o Messias; e, ao vê-Lo ressuscitado, depois que fora crucificado, tiveram a certeza de que Ele, verdadeiro homem, era simultaneamente verdadeiro Deus, o Filho unigénito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade (cf. Jo 1, 14).

«O Verbo fez-Se carne». Fitando esta revelação, ressurge uma vez mais em nós a pergunta: Como é possível? O Verbo e a carne são realidades opostas entre si; como pode a Palavra eterna e omnipotente tornar-se um homem frágil e mortal? Só há uma resposta possível: o Amor. Quem ama quer partilhar com o amado, quer estar-lhe unido, e a Sagrada Escritura apresenta-nos precisamente a grande história do amor de Deus pelo seu povo, com o ponto culminante em Jesus Cristo.

Na realidade, Deus não muda: mantém-se fiel a Si mesmo. Aquele que criou o mundo é o mesmo que chamou Abraão e revelou o seu próprio Nome a Moisés: Eu sou Aquele que sou... o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob... Deus misericordioso e compassivo, cheio de amor e fidelidade (cf. Ex 3, 14-15; 34, 6). Deus não muda: Ele é Amor, desde sempre e para sempre. Em Si mesmo, é Comunhão, Unidade na Trindade, e cada obra e palavra sua tem em vista a comunhão. A encarnação é o ápice da criação. Quando no ventre de Maria, pela vontade do Pai e a acção do Espírito Santo, se formou Jesus, Filho de Deus feito homem, a criação atingiu o seu vértice. O princípio ordenador do universo, o Logos, começava a existir no mundo, num tempo e num espaço.

«O Verbo fez-Se carne». A luz desta verdade manifesta-se a quem a acolhe com fé, porque é um mistério de amor. Somente aqueles que se abrem ao amor, são envolvidos pela luz do Natal. Assim sucedeu na noite de Belém, e assim é hoje também. A encarnação do Filho de Deus é um acontecimento que se deu na história, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a. Na noite do mundo, acende-se uma luz nova, que se deixa ver pelos olhos simples da fé, pelo coração manso e humilde de quem espera o Salvador. Se a verdade fosse apenas uma fórmula matemática, em certo sentido impor-se-ia por si mesma. Mas, se a Verdade é Amor, requer a fé, o «sim» do nosso coração.

E que procura, efectivamente, o nosso coração, senão uma Verdade que seja Amor? Procura-a a criança, com as suas perguntas tão desarmantes e estimuladoras; procura-a o jovem, necessitado de encontrar o sentido profundo da sua própria vida; procuram-na o homem e a mulher na sua maturidade, para orientar e sustentar os compromissos na família e no trabalho; procura-a a pessoa idosa, para levar a cumprimento a existência terrena.

«O Verbo fez-Se carne». O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho colectivo da humanidade. O «Emanuel», Deus-connosco, veio como Rei de justiça e de paz. O seu Reino - bem o sabemos - não é deste mundo, e todavia é mais importante do que todos os reinos deste mundo. É como o fermento da humanidade: se faltasse, definhava a força que faz avançar o verdadeiro progresso, o impulso para colaborar no bem comum, para o serviço desinteressado do próximo, para a luta pacífica pela justiça. Acreditar em Deus que quis compartilhar a nossa história, é um constante encorajamento a comprometer-se com ela, inclusive no meio das suas contradições; é motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda a escravidão.

A luz do Natal resplandeça novamente naquela Terra onde Jesus nasceu, e inspire Israelitas e Palestinianos na busca duma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emanuel mitigue o sofrimento e console nas suas provas as queridas comunidades cristãs do Iraque e de todo o Médio Oriente, dando-lhes conforto e esperança no futuro e animando os Responsáveis das nações a uma efectiva solidariedade para com elas. O mesmo suceda também em favor daqueles que, no Haiti, ainda sofrem com as consequências do terramoto devastador e com a recente epidemia de cólera. Igualmente não sejam esquecidos aqueles que, na Colômbia e na Venezuela mas também na Guatemala e na Costa Rica, sofreram recentemente calamidades naturais.

O nascimento do Salvador abra perspectivas de paz duradoura e de progresso autêntico para as populações da Somália, do Darfour e da Costa do Marfim; promova a estabilidade política e social em Madagáscar; leve segurança e respeito dos direitos humanos ao Afeganistão e Paquistão; encoraje o diálogo entre a Nicarágua e a Costa Rica; favoreça a reconciliação na Península Coreana.

A celebração do nascimento do Redentor reforce o espírito de fé, de paciência e de coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não desanimem com as limitações à sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do «Deus-connosco» dê perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminação e perseguição, e inspire os líderes políticos e religiosos a empenharem-se pelo respeito pleno da liberdade religiosa de todos.

Queridos irmãos e irmãs, «o Verbo fez-Se carne», veio habitar no meio de nós, é o Emanuel, o Deus que Se aproximou de nós. Contemplemos, juntos, este grande mistério de amor; deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém! Boas-festas de Natal para todos!
Fonte: zenit.org

Boa Tarde! 29

Nestes três dias que restam de Dois Mil e Dez vais já começar a “trabalhar” no próximo ano.

Acho bem mas, repito, não te ponhas com grandes projectos e ideias mirabolantes.

“De espacio”, dizem os castelhanos, exactamente querendo dizer: com espaço suficiente para se fazerem as coisas bem feitas.

Olha que não é má ideia!

29

(ama, 2010.12.27)

Natal


CONFERÊNCIA DE NATAL
DE
Mons. HUGO DE AZEVEDO


A pedido de algumas pessoas foi inserido no site o texto da Conferência de Natal deste ano.

Clicar aqui:


Texto da Conferência do Natal proferida por Mons. Hugo de Azevedo

em 4 de Dezembro de 2010

Tema para breve reflexão - 2010.12.27

Santa Missa 10

A Santa Missa é realmente o coração e o centro do mundo cristão.

(joão Paulo II, Homília no Seminário de Venegono, 21.05.1983)

Textos de Reflexão para 27 de Dezembro

Segunda-Feira 27 de Dezembro

Evangelho: Jo 20, 2-8

2 Correu então, e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo a quem Jesus amava, e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos  puseram». 3 Partiu, pois, Pedro com o outro discípulo e foram ao sepulcro. 4 Corriam ambos juntos, mas o outro discípulo corria mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.5 Tendo-se inclinado, viu os lençóis no chão, mas não entrou .6 Chegou depois Simão Pedro, que o seguia, entrou no sepulcro e viu os lençóis postos no chão, 7 e o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus, que não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.8 Entrou também, então, o outro discípulo que tinha chegado primeiro ao sepulcro. Viu e acreditou.

Nota:
Durante o Tempo do Natal não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Doutrina: «RERUM NOVARUM»

Por toda a parte, os espíritos estão apreensivos e numa ansiedade expectante, o que por si só basta para mostrar quantos e quão graves interesses estão em jogo. Esta situação preocupa e põe ao mesmo tempo em exercício o génio dos doutos, a prudência dos sábios, as deliberações das reuniões populares, a perspicácia dos legisladores e os conselhos dos governantes, e não há, presentemente, outra causa que impressione com tanta veemência o espírito humano. 1b

Festa: São João, Apóstolo e Evangelista

                                                                                                                             
Nota Histórica

Filho de Zebedeu, rico pescador de Betsaida (Mc. 1, 20; Mt. 4, 18--22; Jo. 1, 44), e de Salomé, que mais tarde se viria a consagrar ao serviço de Jesus e dos Apóstolos, foi educado, com o seu irmão Tiago, na seita dos zelotes. Tornado discípulo de João Baptista, por ele seria encaminhado para Jesus, vindo a ser bem depressa, um dos membros mais activos do grupo.
A João confiou Jesus não só o maior número de missões, mas também os Seus mais íntimos segredos. A ele confiará igualmente Sua Mãe, que terminará os Seus dias na companhia do «Discípulo amado». Após uma longa vida apostólica, o Apóstolo do amor será exilado para a ilha de Patmos (Apoc. 1), no tempo de Domiciano, sendo o último dos Doze a deixar a terra.
João é o autor de vários Cartas, do Apocalipse e do quarto Evangelho.

26/12/2010

SAGRADA FAMÍLIA

Gostava tanto de ser capaz de escrever algo sobre a Sagrada Família mas fico-me muito…. muitíssimo aquém do que quereria dizer!

Modelo? Sim, modelo porque não houve nem haverá jamais, Família mais perfeita.

Exemplo? Sim, porque tudo quanto a ela se refere deve ser imitável.

Consolação? Sim, porque nos foi dada a graça de ter um modelo e um exemplo.

Vejo, ali, em Belém, aquela jovem Senhora debruçada sobre um menino com apenas um dia de vida, abismada e embevecida no seu Filho! No seu coração de Mãe guarda aquelas imagens todas, dos pastores, joelho dobrado em terra, extasiados com a cena do Presépio; dos Anjos no alto dos céus entoando cânticos que não têm comparação nem na melodia nem nas palavras com quaisquer outros que tenha ouvido.

Vejo, a seu lado, aquele homem glabro e atónito com tudo quanto aconteceu e acontece à sua volta. Vejo-o contemplando o Menino a quem já quer como filho seu sabendo que é Filho de Deus e imagina-se a pegar-lhe ao colo, a ensinar-lhe coisas, a educá-lo. Não está preocupado nem receoso com a missão extraordinária de que se sente incumbido.

Vejo, finalmente, o meu Menino Jesus, tão perfeito, tão lindo!

E, é verdade, vejo-me a mim, espreitando toda a cena com medo de ser descoberto e alguém me pergunte o que estou ali a fazer.

E apetece-me ficar ali, aqui, dizendo baixinho tudo o que se amontoa no meu coração num misto de alegria profunda, entusiasmo, felicidade, uma enorme confiança e uma paz indizível.

E um desejo profundo, avassalador toma conta de mim, domina por completo os meus pensamentos: Eu, este miserável, este pobre homem, quero fazer parte desta família! Como um tio, um primo, um parente afastado? Não… como poderia? Mas como um criado de confiança disponível e atento ao que possa ser útil.

Quero ser o primeiro a abrir a porta aos vizinhos, aos amigos, aos parentes e, finalmente aos homens que estão a chegar, vindos do Oriente guiados por uma estrela.

Depois terei de ir à fonte da aldeia buscar água para o primeiro banho que a Senhora irá dar ao Menino.

Também tenho de ir por lenha para acender uma bela fogueira que aqueça a casa, a Família, o Menino… o meu Menino!

E, quando finalmente, todos se forem embora e os meus Patrões se recolherem para descansar, ponho-me ali, aos pés do berço onde o meu Menino já dorme tão tranquilo e sossegado.

E por ali ficarei e não haverá nada nem ninguém que me afaste.

Porto, 2010.12.26

Boa Tarde! 28

O tempo parece que flutua à tua volta e, tu, tens-te deixado ir na alegria contagiante desta quadra.

Deixa, não te preocupes. Podes andar com a cabeça no Céu… desde que tenhas os pés bem assentes na terra.

28

(ama, 2010.12.26)

Tema para breve reflexão - 2010.12.26

Santa Missa 11

A Santa Missa, por si mesma e mais ainda quando se luta para que seja o centro da própria vida interior, possui um poder verdadeiramente unificante da existência humana. Jesus sacramentado, na renovação incruenta do Seu sacrifício no Calvário, toma por completo os trabalhos e as intenções da pessoa que se une à Sua oblação; e recapitula-os na adoração que Ele rende ao pai, no agradecimento que Lhe manifesta, na expiação que Lhe oferece, e na petição que Lhe dirige.

(Javier Echevarría, Carta aos fiéis da Prelatura do Opus Dei, Ano da Eucaristia, Roma, 2004.10.06) 

Textos de Reflexão para 26 de Dezembro

Domingo 26 de Dezembro

Evangelho: Mt 2, 13-15. 19-23

Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: «Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, foge para o Egipto, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14 ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e Sua mãe, e retirou-se para o Egipto. 15 Lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta: “Do Egipto chamei o Meu filho”.
19 Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egipto, 20 e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque morreram os que procuravam tirar a vida ao Menino». 21 Ele levantou-se, tomou o Menino e Sua mãe, e voltou para a terra de Israel. 22 Mas, ouvindo dizer que Arquelau reinava na Judeia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá; e, avisado por Deus em sonhos, retirou-se para a região da Galileia, 23 e foi habitar numa cidade chamada Nazaré, cumprindo-se deste modo o que tinha sido anunciado pelos profetas: “Será chamado nazareno”.
Nota:
Durante o Tempo do Natal não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.


Festa: Santo Estevão, Primeiro Mártir

                                                                                                                                                              Nota Histórica
Estêvão foi um dos primeiros sete Diáconos escolhidos pelos Apóstolos, com o fim de por eles serem aliviados de tarefas administrativas (Act. 6, 1-6). Homem cheio do Espírito Santo, não limitou Estêvão o seu «diaconado» aos serviços caritativos. Com efeito, dedicou-se, com toda a sua alma, à evangelização, tornando-se testemunho de Cristo Ressuscitado. O livro dos Actos dos Apóstolos (Act, 7) atribui-lhe um discurso, que, sendo o primeiro ensaio cristão da leitura dos textos do Antigo Testamento em função da vinda do Senhor, servirá de modelo aos primeiros arautos do Evangelho.

       Primeiro diácono, foi também o primeiro mártir da Igreja. Cerca do ano 36 da nossa era,               com uma morte aceite com as mesmas disposições com que Jesus aceitou a Sua, Estêvão dava      o supremo testemunho do Seu amor por Ele.




Doutrina: «RERUM NOVARUM»

INTRODUÇÃO
A sede de inovações, que há muito tempo se apoderou das sociedades e as tem numa agitação febril, devia, tarde ou cedo, passar das regiões da política para a esfera vizinha da economia social. Efectivamente, os progressos incessantes da indústria, os novos caminhos em que entraram as artes, a alteração das relações entre os operários e os patrões, a influência da riqueza nas mãos dum pequeno número ao lado da indigência da multidão, a opinião enfim mais avantajada que os operários formam de si mesmos e a sua união mais compacta, tudo isto, sem falar da corrupção dos costumes, deu em resultado final um temível conflito. 1a
Nota:

Inicia-se hoje – no tema Doutrina - a publicação da Carta Encíclica do Papa leão xiiiRERUM NOVARUM(Das Coisas Novas), publicada em 15 de Maio de 1891 e que constitui um documento fundamental sobre a Doutrina Social da Igreja. É extraordinariamente visível a actualidade do documento papal, neste tempo de conflitos sociais e os fenómenos de abuso e intolerância dos que têm por missão mandar e dos que devem obedecer, parece vir muito a propósito a sua publicação em excertos para melhor permitir uma reflexão ponderada como se deseja e recomenda.

Papa Leão XIII (1810-2010)

Alguns traços da sua vida e obra no bicentenário do seu nascimento

Leão XIII, de seu nome Gioacchino Pecci nasceu em Carpineto, em Itália, a 2 de Março de 1810 e faleceu a 20 de Julho de 1903 tendo sido Papa de 20 de Fevereiro de 1878 até à data da sua morte, em 1903. Foi o sexto filho dos sete filhos do conde Lodovico Pecci e de sua esposa Anna Prosperi Buzi. Aos oito anos de idade, juntamente com seu irmão Giuseppe, de dez anos de idade, foi enviado para estudar no novo centro educativo em Viterbo, no Seminário, onde permaneceu seis anos (1818-24), e onde adquiriu a devida formação clássica no uso do latim e do Italiano. Em 1824, quando o Colégio Romano foi restituído aos jesuítas, Gioacchino e seu irmão Giuseppe, aí estudaram humanidades e retórica. Seguiram-se três anos de curso de filosofia e ciências naturais. Em todo este processo de formação, Gioacchino distinguia-se pelas suas capacidades intelectuais. Apesar de muitos jovens romanos daquela época serem destinados à carreira pública, Gioacchino dedicou-se aos estudos de teologia. Em 1832 obteve o doutoramento em teologia, após o qual pediu e obteve a admissão na Academia dos Nobres Eclesiásticos e iniciou os estudos de direito civil e canónico na Universidade de "Sapienza". Foi ordenado sacerdote a 31 de Dezembro de 1837. Em 18 de Janeiro de 1843 foi indicado Núncio Apostólico para a Bélgica e foi ordenado bispo titular de Tamiathis em 19 de Fevereiro de 1843. Em 27 de Julho de 1846 tomou posse como Arcebispo de Perugia, em Itália, e em 19 de Dezembro de 1853 foi nomeado cardeal com o título de Cardeal-presbítero de São Crisogno. Em 20 de Fevereiro de 1878 foi eleito para sucessor do Papa Pio IX.
É frequente falar-se do Papa Leão XIII pelas suas doutrinas sociais e económicas, nas quais ele argumentava sobre as falhas do capitalismo e do comunismo. Ficou famoso como o "papa das encíclicas sociais" sendo especialmente conhecida a encíclica Rerum Novarum, de 15 de Maio de 1891, sobre os direitos e deveres do capital e do trabalho, em que introduziu a ideia da subsidiariedade no pensamento social católico. Esta encíclica marcou o início da sistematização do pensamento social católico, chamado vulgarmente de Doutrina social da Igreja Católica e foi um contributo para o despertar de uma esquerda católica que se revia no movimento do socialismo cristão. Este documento influenciou fortemente a criação do Corporativismo e da Democracia cristã.
Além desta encíclica, Leão XIII publicou muitas outras encíclicas e outros documentos abrangendo os vários domínios da acção Pastoral da igreja, seja a nível da sua dimensão profética, seja litúrgica, seja ainda a nível social.
Mais recentemente, o Papa João Paulo II recordou-nos a sua eminente figura, pelo menos, duas vezes: por ocasião da Celebração do Centenário da encíclica Aeterni Patris e por ocasião do Congresso pelo Centenário da morte do Papa Leão XIII. Na Mensagem do Papa João Paulo II ao Comité Pontifício das Ciências Históricas por ocasião do Congresso pelo Centenário da morte do Papa Leão XIII expressa-se que “o incentivo de Leão XIII alargou-se eficazmente aos diversos âmbitos da acção pastoral e do empenho cultural da Igreja. (…) Por exemplo, sobre a atenção que o Papa Pecci reservou aos problemas emergentes no campo social na segunda metade do século XIX, atenção que ele expressou de modo especial na Carta encíclica Rerum novarum. Quanto a este assunto da doutrina social da Igreja, dediquei, por minha vez, a Encíclica Centesimus annus, com amplas referências àquele Documento fundamental (cf. nn. 4 -11). Devemos recordar também o forte impulso dado por Leão XIII à renovação dos estudos filosóficos e teológicos, particularmente com a publicação da Carta Encíclica Aeterni Patris, com a qual ele contribuiu igualmente, de modo significativo, para o desenvolvimento do neotomismo. Mencionei precisamente este aspecto particular do seu Magistério, na Encíclica Fides et ratio (cf. nn. 57-58). Finalmente, não devemos esquecer a sua profunda devoção mariana e a sua sensibilidade pastoral pelas tradicionais formas de piedade popular para com a Virgem Maria, em particular pelo Rosário. Sublinhei este aspecto na recente Carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, na qual recordava a sua Encíclica Supremi apostolatus officio e outras das suas numerosas intervenções sobre esta oração, que ele recomendava como "eficaz instrumento espiritual para os males da sociedade” (n. 2)”.
No bicentenário do nascimento de Leão XIII (1810-2010) é, pois, de toda a justiça que se recorde a vida e a obra deste Papa que inaugurou novos tempos na História da Igreja através, sobretudo, de um pensamento social lúcido e desafiante que está longe de estar esgotado motivando todos as pessoas de boa vontade em geral e os cristãos em particular à sua leitura, reflexão e actualização



25/12/2010

Boa Tarde! 27

Achas que, ontem, te portaste como uma criança em frente do Presépio.

Ainda bem, digo-te eu, ainda bem porque a Criança que estava no Presépio seguramente te entendeu melhor.

Não te parece que as crianças têm uma linguagem especial?

27

(ama, 2010.12.25)

Tema para breve reflexão - 2010.12.25

Santa Missa 12

Adorar a Deus é o primeiro dos deveres do homem, o elemento mais essencial da oração, o fim primordial de todo o sacrifício.
Em consequência, a adoração é o fim primordial da Missa. Na Missa, pela primeira vez, a Humanidade pode adorar a Deus adequadamente, na pessoa do próprio Filho de Deus, que nos representa.

(Leo J. Trese, A Fé Explicada, Edições Quadrante, S. Paulo, 4ª Ed., nr.280)