28/09/2010

Textos de Reflexão para 28 de Setembro

Evangelho: Lc 9, 51-56

51 Aconteceu que, aproximando-se o tempo da Sua partida deste mundo, dirigiu-Se resolutamente para Jerusalém, 52 e enviou adiante de Si mensageiros, que entraram numa aldeia de samaritanos para Lhe prepararem pousada. 53 Não O receberam, por dar mostras de que ia para Jerusalém. 54 Vendo isto, os Seus discípulos Tiago e João disseram: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu que os consuma?». 55 Ele, porém, voltando-Se para eles, repreendeu-os. 56 E foram para outra povoação.

Meditação:

Jesus Cristo toma a decisão de ir a Jerusalém «resolutamente» como se diz no Evangelho. Sabe muito bem o que O espera mas nem por isso tenta retardar por algum tempo que fosse esse encontro com a consumação da Sua vinda à terra.
Também não vai sub-repticiamente, mas «enviou adiante de Si mensageiros». O que vão fazer estes discípulos? Vão anunciar a todos que o Senhor estava a chegar que vinha, voluntariamente, entregar-se àqueles que procuravam destruí-lo.
Fica, assim, uma vez mais bem manifesta a vontade de Jesus Cristo em cumprir os planos da Redenção. Ninguém o compele, obriga ou força a fazer seja o que for. Ele, com a Sua vontade soberana, decide que a hora tinha chegado e vai pôr-se à disposição dos seus algozes. 

(ama, comentário sobre Lc 9, 51-56, 20010.07.30)

Tema: Eucaristia 3

A Comunhão é o remédio da nossa necessidade quotidiana

(Stº Ambrósio, Sobre os Mistérios, 4, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 413: Como avaliar a desigualdade entre os homens?
                   CIC – 1936-1938; 1946-1947

Há iníquas desigualdades económicas e sociais, que ferem milhões de seres humanos; elas estão em contradição aberta com o Evangelho, são contrárias à justiça, à dignidade das pessoas e à paz. Mas há também diferenças entre os homens, causadas por factores que fazem parte do plano de Deus. Com efeito, Ele quer que cada um receba dos outros aquilo de que precisa, e quer que os que dispõem de «talentos» particulares os partilhem com os outros. Tais diferenças estimulam e obrigam, muitas vezes, as pessoas à magnanimidade, à benevolência e à partilha, e incitam as culturas a enriquecerem-se umas às outras.
                                                                                                                             

Festa: São Lourenço Ruiz e companheiros mártires

                                                                                                                                                                Nota Histórica
No século XVII (1633-1637), na cidade de Nagasaki, do Japão, derramaram o seu sangue por amor de Cristo dezasseis mártires: Lourenço Ruiz e seus Companheiros. Este grupo de mártires, da Ordem de São Domingos ou a ela associados, é constituído por nove presbíteros, dois religiosos, duas virgens e três leigos, entre os quais se conta Lourenço Ruiz, chefe de família, natural das Filipinas.

       Todos eles, em tempos e circunstâncias diversas, dilataram a fé cristã
       nas Filipinas, na Formosa e no Japão, manifestando de modo admirável a
       universalidade da religião cristã e, como invencíveis missionários,
      espalharam a semente da futura cristandade com o exemplo da sua vida e
      da sua morte. Foram canonizados por João Paulo II a 18 de Outubro de
      1987. (snl)  

Tema para breve reflexão - 2010.09.28

Espírito Santo 3

Ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor' a não ser pela acção do Espírito Santo" (1 Co 12, 3) A Igreja convida-nos a invocar o Espírito Santo como mestre interior da oração cristã.

(Catecismo da Igreja Católica, nr. 268)

27/09/2010

Textos de Reflexão para 27 de Setembro

Evangelho: Lc 9, 46-50

46 Começaram a discutir entre si sobre qual deles era o maior. 47 Jesus, vendo os pensamentos do seu coração, tomou pela mão uma criança, pô-la junto de Si, 48 e disse-lhes: «Aquele que receber esta criança em Meu nome, a Mim recebe; e quem Me receber, recebe Aquele que Me enviou. Porque quem de entre vós é o menor, esse é o maior». 49 João, tomando a palavra, disse: «Mestre, nós vimos um que expulsava os demónios em Teu nome e lho proibimos, porque não anda connosco». 50 Jesus respondeu-lhe: «Não lho proibais, porque quem não é contra vós é por vós».

Comentário:

Quem é o maior? Esta questão está sempre presente quando se juntam duas ou mais pessoas. Reparamos muito no outro, o que faz, o que diz, como se veste o que pensa. Julgamos até saber as suas intenções. Esta é a condição humana: competição, luta por destaque, desejo de protagonismo.
Mais uns, outros, menos, todos nós em qualquer momento das nossas vidas passamos por momentos e sentimentos semelhantes.
E, inevitavelmente, estabelecemos comparações, juízos, e, alguma vez,
críticas.
Talvez o “truque” para obviar a estas situações seja lembramo-nos que somos TODOS filhos de Deus, a cada um deu, igualmente, o sopro da vida, uma alma espiritual onde gravou a Sua imagem, uma dignidade e uns direitos absolutamente iguais em todos.
Nem por serem uns mais dotados física ou intelectualmente, ou por diferenças, até, de comportamento, deixam os homens de terem o mesmo valor perante o Criador. A diferença, quando existe, está no merecimento mas, esse, só a Deus compete julgar e decidir, nunca a nós.
(ama, comentário sobre Lc 9, 46-50, Vila do Conde, 2009.09.28)

Tema: Eucaristia 2

A Comunhão é remédio da imortalidade, antídoto contra a morte e alimento para viver sempre em Jesus Cristo. 

(Stº Inácio de Antioquia, Epístola aos Efésios, 20, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 412:  Em que se funda a igualdade entre os homens?
                   CIC 1934-1935; 1945
Todos os homens gozam de igual dignidade e direitos fundamentais, uma vez que, criados à imagem do Deus único e dotados duma alma racional, têm a mesma natureza e origem e são chamados, em Cristo único salvador, à mesma bem-aventurança divina.

Festa: São Vicente de Paulo

                                                                                                                                                                Nota Histórica
Nasceu na Aquitânia em 1581. Completados os estudos e ordenado sacerdote, exerceu o ministério paroquial em Paris. Fundou a Congregação da Missão, destinada à formação do clero e ao serviço dos pobres; com a ajuda de S. Luísa de Marillac instituiu também a Congregação das Filhas da Caridade. Morreu em Paris no ano 1660. (snl)                                                                                

Tema para breve reflexão - 2010.09.27

Espírito Santo 2

As missões invisíveis do Filho e do Espírito Santo na alma, não são uma simples apropriação, não são uma atribuição, mas são numa participação real da criatura espiritual nas Possessões eternas do Filho e do Espírito Santo.

(S. Tomás de aquino, Suma Teológica, I, q. 43)

26/09/2010

Textos de Reflexão para 26 de Setembro

Evangelho: Lc 16, 19-31

19 «Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e todos os dias se banqueteava esplêndidamente.20 Havia também um mendigo, chamado Lázaro, que, coberto de chagas, estava deitado à sua porta,21 desejando saciar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhe as chagas.22 «Sucedeu morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico, e foi sepultado.23 Quando estava nos tormentos do inferno, levantando os olhos, viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio.24 Então exclamou: Pai Abraão, compadece-te de mim, e manda Lázaro que molhe em água a ponta do seu dedo para refrescar a minha língua, pois sou atormentado nestas chamas.25 Abraão disse-lhe: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro, ao contrário, recebeu males; por isso ele é agora consolado e tu és atormentado.26 Além disso, há entre nós e vós um grande abismo; de maneira que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os daí podem passar para nós.27 O rico disse: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à minha casa paterna, 28 pois tenho cinco irmãos, para que os advirta disto, e não suceda virem também eles parar a este lugar de tormentos.29 Abraão disse-lhe: Têm Moisés e os profetas; oiçam-nos.30 Ele, porém, disse: Não basta isso, pai Abraão, mas, se alguém do reino dos mortos for ter com eles, farão penitência.31 Ele disse-lhe: Se não ouvem Moisés e os profetas, também não acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos».

Comentário:

A parábola dissipa dois erros: o dos que negavam a sobrevivêncìa da alma depois da morte e, portanto, a retribuiçào ultraterrena, e o dos que interpretavam a prosperidade material nesta vida como prémio da rectidão moral, e a adversidade, pelo contrário, como castigo. Perante este duplo erro a parábola deixa claros os seguintes ensinamentos: Que imediatamente depois da morte a alma é julgada por Deus de todos os seus actos - juízo particular -, recebendo o prémio ou o castigo merecidos; que a Revelação divina é, de per si, suficiente para que os homens creiam no mais além.
Noutra ordem de ideias, a parábola ensina também a dignidade de toda a pessoa humana pelo facto de o ser, independentemente da sua posição social, económica, cul­tural, religiosa, etc. E o respeito por essa dignidade leva consigo a ajuda ao desprotegido de bens materiais ou espiri­tuais: «Vindo a conclusões práticas e mais urgentes, o Con­cílio recomenda a reverência para com o homem, de ma­neira que cada um deve considerar o próximo, sem excepção, como um outro eu, tendo em conta, antes de mais, a sua vida e os meios necessários para a levar dignamente, não imitando aquele homem rico que não fez caso algum do pobre Lázaro» (Gaudium et spes, nr. 27)
Outra consequência prática do respeito pelo homem é a correcta distribuição de bens materiais, buscando ao mesmo tempo os recursos suficientes para defender a vida do homem, inclusivamente a do que ainda não nasceu, como exortava Paulo VI diante da Assembleia Geral das Nações Unidas: «Na vossa assembleia, inclusive no que diz respeito ao problema da natalidade, é onde o respeito pela vida deve encontrar a sua mais alta profissão e a sua mais razoável defesa. A vossa tarefa é actuar de tal sorte que o pão seja sufïcientemente abundante na mesa da humanidade e não favorecer um controle artificial dos nascimentos, que seria irracional, tendo em vista diminuir o número de comensais no banquete da vida.  

(Paulo VI, Discurso nas Nações Unidas, nr. 6, trad do castelhano por ama)

Tema: Eucaristia 1

A comida material primeiro converte-se no que a come e, em consequência, restaura as suas perdas e acrescenta as suas forças vitais. A comida Espiritual, em troca, converte em si aquele que a come, e assim o efeito próprio deste Sacramento é a conversão do homem em Cristo, para que não viva ele mas sim Cristo nele; e, consequentemente, tem o duplo efeito de restaurar as perdas Espirituais causadas por pecados e deficiências, e aumentar as forças das virtudes. 

(S. Tomás de aquino, Comentário ao livro IV das Sentenças, d. 12, q. 2, a. 11, trad do castelhano por ama)

Doutrina:  CCIC – 411:  Como é que a sociedade assegura a justiça social?
                   CIC 1928-133; 1943-1944

A sociedade assegura a justiça social quando respeita a dignidade e os direitos da pessoa, que constituem o seu próprio fim. Além disso, a sociedade procura a justiça social, que está conexa ao bem comum e ao exercício da autoridade, quando realiza as condições que permitam às associações e ao indivíduo obter aquilo a que têm direito.


Nesta data: Fundação do OPUS DEI http://www.opusdei.org/

Tema para breve reflexão - 2010.09.26

Espírito Santo

Do Espírito Santo procede o conhecimento das coisas futuras, a inteligência dos mistérios, a Compreensão das verdades ocultas, a distribuição dos dons, a cidadania celeste, a conversação com os anjos. Dele a alegria que nunca termina, a perseverança em Deus, a semelhança com Deus e a coisa mais sublime que pode ser pensada - a transformação em Deus.

(S. Basilio, De Spiritu Sancto, 9, 23: NR. 32, 110)

25/09/2010

Tema para breve reflexão - 2010.09.25

Palavra

A palavra da vida não espera; se não nos apropriamos dela levá-la-á o demónio. Ele não é preguiçoso, antes tem os olhos sempre abertos e está sempre preparado para saltar, e levar consigo o Dom que vós não usais.

(Card. J. H. Newman, Sermão para o Domingo da Sexagésima: Chamadas da Graça)
Evangelho: Lc 9, 43-45
43 E todos se admiravam da grandeza de Deus. Enquanto todos admiravam as coisas que fazia, Jesus disse aos discípulos: 44 «Fixai bem estas palavras: O Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens». 45 Eles, porém, não entendiam esta linguagem; era-lhes tão obscura que não a compreendiam; e tinham medo de O interrogar acerca dela.
Comentário:

Às vezes, muitas infelizmente, deixamos que a dúvida ou ignorância se instalem e não fazemos o que podemos para saber a verdade ou adquirir os conhecimentos que precisamos. Porquê? A algumas vezes por comodismo outras, talvez a maior parte, porque temos receio da verdade. Os discípulos de Jesus sabiam que Ele não se enganava nem podia enganá-los. Como lhes fala de rendição, entrega nas mãos dos Seus inimigos, eventualmente, sofrer às suas mãos preferiam adiar a pergunta, o esclarecimento, a revelação total da verdade acerca do que estava para vir.
As respostas de Jesus não mudam consoante a altura em que são feitas pelo que, é sempre um erro adiar um esclarecimento de uma dúvida. Quanto mais cedo se conhecer a Verdade melhor se pode corresponder. 

(ama, comentário sobre Lc 9, 43-45, 2010.07.30)

Tema: Família Cristã

Os cristãos não nos sentimos melhores do que os outros, nem mais virtuosos. Mas – hoje, como sempre – estamos chamados pela graça de Deus a ser sal e luz do mundo, fermento da sociedade e, portanto, para revitalizar com o amor e a verdade de Cristo os ambientes culturais e sociais. O Senhor urge-nos dia a dia a sermos exemplo para muitos que vacilam, para lhes mostrar a beleza e o atractivo da nossa fé, no sentido divino do amor humano e, como consequência, do matrimónio fiel e indissolúvel, a grandeza da vocação matrimonial como caminho de santidade, a felicidade da maternidade e da paternidade como participação da paternidade e maternidade de Deus, mediante as quais Ele enriquece e faz crescer a família humana. E quando Deus não envia filhos a um casal que os deseja vivamente, este é outro modo de abençoar, para que estejam especialmente abertos a uma maternidade e a uma paternidade espiritual muito ampla.
Os pais, se interferirem em matérias que não são plena e exclusivamente da sua incumbência – como, por exemplo, a vida espiritual dos filhos – podem causar efeitos desastrosos. Assim, obrigar os filhos a frequentar os sacramentos, pode dar lugar a que se cometam sacrilégios; proibi-los de os receber, pode conduzir a que os filhos pequem opor falta de alimento interior e de energias; pode ser extremamente prejudicial impor um confessor ou proibir a confissão com determinado sacerdote. Não se pode ir mais longe que o que a Igreja determina. Os pais têm o dever de vigiar, fomentar e ajudar os filhos desenvolver a sua vida de piedade, sobretudo durante a infância, mas não devem ultrapassar o limiar da consciência; os filhos podem confiar-se livremente aos pais, mas estes não devem e esquecer que, nos assuntos da alma, quem tem graça de estado, é o sacerdote e, nesta zona, os filhos devem manter a sua independência, pois não dependem dos pais mas de Deus, que foi Quem criou as suas almas sem ajuda de ninguém. 

(Federico Suarez, A Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 1967, pg. 154 – 155)

Doutrina: CCIC – 410: Como é que o homem participa na promoção do bem comum?
                  CIC – 1913-1917; 1926

Cada ser humano, segundo o lugar que ocupa e o papel que desempenha, participa na promoção do bem comum respeitando as leis justas e encarregando-se de sectores de que assume a responsabilidade pessoal, como o cuidado da própria família e o empenho no seu trabalho. Para além disso, os cidadãos, na medida do possível, devem tomar parte activa na vida pública.

24/09/2010

Tema para breve reflexão - 2010.09.24

Virtudes e mortificação

Deve-se mortificar o consentimento nas coisas pequenas, se se deseja mais facilidade na mortificação das grandes, e avançar no caminho da virtude.

(S. Filipe de Néri, Máximas, F.W. Faber, Cromwell Press SN12 8PH, nr. 29 – 45, trad ama)
Evangelho: Lc 9, 18-22

18 Aconteceu que, estando a orar só, se encontravam com Ele os Seus discípulos. Jesus interrogou-os: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». 19 Responderam e disseram: «Uns dizem que és João Baptista, outros que Elias, outros que ressuscitou um dos antigos profetas». 20 Ele disse-lhes: «E vós quem dizeis que sou Eu?». Pedro, respondendo, disse: «O Cristo de Deus». 21 Mas Ele, em tom severo, mandou que não o dissessem a ninguém, 22 acrescentando: «É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que seja morto e ressuscite ao terceiro dia. 23 Depois, dirigindo-Se a todos disse: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias, e siga-Me. 24 Porque quem quiser salvar a sua vida, a perderá; e quem perder a sua vida por causa de Mim, salvá-la-á.

Comentário:

Cristo! Sinto a necessidade de o anunciar, não posso calá-lo: "Ai de mim, se não anunciar o Evangelho!" (1Co 9,16) Sou enviado por ele para isso mesmo; sou apóstolo, sou testemunha. Quanto mais longe está o objectivo e mais difícil é a missão, mais premente é o amor que me impele (2Co 5,14). Devo proclamar o seu nome: Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). É ele que nos revela o Deus invisível, o primogénito de toda a criatura, o fundamento de todas as coisas (Col 1,15s). Ele é o Mestre da humanidade e o Redentor: nasceu, morreu e ressuscitou por nós; é o centro da história e do mundo. É quem nos conhece e nos ama; é o companheiro e o amigo da nossa vida. É o homem da dor e da esperança; é o que deve vir e que será um dia nosso juiz e também, assim o esperamos, a plenitude eterna da nossa existência, a nossa felicidade.
Nunca mais acabaria de falar dele: ele é a luz, é a verdade; muito mais, é "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6). Ele é o Pão, a Fonte de água viva que responde à nossa fome e à nossa sede (Jo 6,35; 7,38); ele é o Pastor, o nosso guia, o nosso exemplo, o nosso reconforto, o nosso irmão. Como nós, e mais do que nós, foi pequeno, pobre, humilhado, trabalhador, infeliz e paciente. Para nós, falou, realizou milagres, fundou um Reino novo onde os pobres são bem-aventurados, onde a paz é o princípio da vida em comum, onde os que têm o coração puro e os que choram são exaltados e consolados, onde os que aspiram à justiça são atendidos, onde os pecadores podem ser perdoados, onde todos são irmãos.
Jesus Cristo: vocês já ouviram falar dele e até, para a maioria, vocês pertencem-lhe, vocês são cristãos. Pois bem! A vocês, cristãos, eu repito o seu nome, a todos anuncio: Jesus Cristo é "o princípio e o fim, o alfa e o ómega" (Ap 21,6). Ele é o rei do mundo novo; é o segredo da história, a chave do nosso destino; ele é o Mediador, a ponte entre a terra e o céu...; o Filho do homem, o Filho de Deus..., o Filho de Maria... Jesus Cristo! Lembrem-se: é o anúncio que fazemos para a eternidade, é a voz que fazemos ressoar por toda a terra (Rm 10,18) e para os séculos que hão-de vir. 

(Paulo VI, Homilia em Manila, 1970.11.29, trad do castelhano por ama)

Tema: Família 3
A família é célula viva da própria Igreja. (joão Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio, 1978.11.22, nr. 3)

Doutrina: CCIC – 409: Onde é que se realiza dum modo mais relevante o bem comum?
                  CIC – 1910-1912; 1927

A realização mais completa do bem comum encontra-se nas comunidades políticas, que defendem e promovem o bem dos cidadãos e dos corpos intermédios, sem esquecer o bem universal da família humana.

23/09/2010

Tema para breve reflexão - 2010.09.23

Juízo final

Quando chegarmos à presença de Deus, perguntar-nos-ão duas coisas: se estávamos na Igreja e se trabalhávamos na Igreja. Tudo o resto não tem valor. Se fomos ricos ou pobres, se fomos felizes ou desgraçados, se estivemos doentes ou de saúde, se tivemos bom ou mau nome.

(Card. J. H. NewmanSermão para o Dom. de Septuagésima: O juízo)
Evangelho: Lc 9, 7-9

7 O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que se passava, e não sabia que pensar, porque uns diziam: 8 «É João que ressuscitou dos mortos»; outros: «É Elias que apareceu»; outros: «É um dos antigos profetas que ressuscitou». 9 Herodes disse: «Eu mandei degolar João. Quem é, pois, Este de quem ouço tais coisas?». E buscava ocasião de O ver.

Meditação:

Desejo, na verdade, ver-te, Senhor. Não é um sentimento de curiosidade, embora a expectativa de contemplar o Teu Rosto seja extraordinária. Antecipação da beleza sem par, da tranquilidade sem fim, da amabilidade sem reservas!
Não, é um desejo genuíno de estar contigo. Eu não quero que me leves – agora - desta vida para o pé de Ti – quando, como e da forma que Tu quiseres, assim será – embora fosse o finalizar da dificuldade e o começar do gozo – mas quero ver-te agora com os olhos da minha alma e, de tal modo, que não possa ofender-te, antes seja compelido a dar-te graças e louvores sempre e em todo o momento. 

(ama, meditação sobre Lc 9, 7-9, 2009.09.24)

Tema: Família 2

A família é a célula vital da sociedade. 

(Concílio Vaticano II, Decreto. Apostolicam Actuositatem, 11)

Doutrina: CCIC – 408: O que é que comporta o bem comum?
                   CIC – 1907-1909; 1925

O bem comum comporta: o respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa; o desenvolvimento dos bens espirituais e temporais das pessoas e da sociedade; a paz e a segurança 

Festa: São Pio de Pietrelcina

22/09/2010

Textos de Reflexão para 22 de Setembro

Evangelho: Lc 9, 1-6

1 Convocados os doze Apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios, e para curar as doenças.2 Enviou-os a pregar o reino de Deus e a curar os doentes.3 Disse-lhes: «Não leveis nada para o caminho, nem bastão, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, nem leveis duas túnicas.4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá, e não saiais dela até à vossa partida, 5 e se alguém não vos receber, ao sair dessa cidade, sacudi até o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles». 6 Tendo eles partido, andavam de aldeia em aldeia pregando a boa nova, e fazendo curas por toda a parte.
Comentário:

Há aqui um programa apostólico completo e detalhado para os enviados de Cristo.
Fica claro que não se trata de fazer o que cada um julgar, por si, mais conveniente ou adequado mas, sim, seguir as instruções que o próprio Mestre lhes dá.
Enviados de Cristo somos todos os cristãos baptizados, todos temos uma missão apostólica, contudo, para a levar a cabo, devemos seguir a orientação de alguém com capacidade, conhecimentos e autoridade para o fazer. Não há apostolado por iniciativa própria, poderá haver, quando muito, o lançar-se numa missão para a qual talvez não estejamos convenientemente preparados ou instruídos e, o resultado, será um desastre.
Por isso, a direcção espiritual é tão importante, diria, fundamental para levarmos a cabo o mandato de Cristo. Andaremos bem se nos aconselharmos com regularidade com alguém competente para o fazer e que, conhecendo-nos bem porque lhe abrimos o coração, poderá indicar-nos com segurança o que e como fazer. 

(ama, comentário sobre Lc 9, 1-6, 2010.07.29)

Tema: Família 1

A família é a única comunidade na qual todo o homem “é amado por si mesmo”, pelo que é e não pelo que tem. 

(joão Paulo II, Homília na Missa para as Famílias, Madrid 02.11.1982.11.02, trad ama)
Doutrina: CCIC – 407: O que é o bem comum?
                   CIC – 1905-1906; 1924

Por bem comum entende-se o conjunto das condições de vida social que permitem aos grupos e aos indivíduos atingir a sua perfeição