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29/06/2011

Anunciam-se bons deputados, assim o espero. Neste caso deputada...


Observando
Ser católica na política.


Soa-me sempre um pouco estranho quando me perguntam como é ser católico na política. Fico a pensar em que particularidade haverá quando comparado com ser católico no trabalho em geral ou em casa ou com os amigos ou com as pessoas com quem casualmente nos cruzamos na vida. É diferente?“ Ser católico” contém a resposta em si mesmo: é-se católico, não se está católico num momento ou numa condição, é-se ou procura-se ser em todos os momentos e em todas as circunstâncias. E por isso só sei responder o que é para mim ser católica ou, dito de outro modo, como me sinto católica. E aqui, na política, como na Faculdade ou na advocacia ou em qualquer lado, para mim ser católica é procurar sempre pôr a render ao serviço dos outros os talentos que Deus me deu e através desse serviço, desse acolhimento, dessa atenção e preocupação, sentir o Seu perfume e viver o Seu amor. Não me sinto especificamente “católica na política”, procuro ser católica, da mesma maneira, em todo o lado, mas sei que estou na política porque sou católica.
 
assunção cristas, Deputada, In Observatório da Cultura, n.º 14 (Novembro 2010), agrad DSP

24/06/2011

Vinte formas de dizer NÃO

Compilei, com a ajuda de amigos e companheiros, uma série de frases ou primeiras expressões que usamos quando se fala de Deus, Cristo, cristianismo ou ser cristão:


  • Eu já sei tudo o que necessito de Deus e da religião.
  • O ser católico é uma questão de cultura, de tradição, se nasces numa família católica serás católico, se numa muçulmana, pois muçulmano. Eu assim o entendo e aceito.
  • A Igreja tem que modernizar-se, está desfasada…
  • Eu vejo-o bem para meus filhos… inculca-lhes uns valores e bons costumes. A mim isso já me apanha crescido...
  • Sou mais partidário da “igreja doméstica”, a família é o importante.
  • ¡Homem!… Jesus Cristo passou há já muitos séculos... não te parece?
  • Eu vivo a fé a minha maneira e não gosto que faça proselitismo comigo.
  • Os admiro a os que tendes fé. Eu não a tenho… e isso ou se tem ou não se tem.
  • Bom… digamos que eu já tenho as minhas necesidades espirituais cobertas.
  • A mim esse tema não me interessa muito. Creio que há coisas mais importantes para mim agora.
  • Eu respeito muito as tuas crenças, mas não pretendas que sejam as minhas.
  • Eu já faço coisas... este verão estive no Perú num campamento de rapazes com os jesuitas.
  • Não creio necessario instruir-me em coisas de cristianismo, é uma vivencia. E Deus leva-se dentro, não se ensina.
  • A verdade é que o tema da religião é muito complicado e traz sempre problemas.
  • Eu nisso tenho as minhas própias ideias. E não quero que ninguém me imponha as suas.
  • A religião é uma coisa muito pessoal de cada um. Ninguém tem que te dizer nada.
  • Eu a Deus levo-o dentro de mim, sinto-o e isso basta-me.
  • Já me conheces…  não sirvo para essas coisas.
  • Eu é que sou agnóstica.
  • Sim, o que Jesus Cristo disse está muito bem. Mas é muito dificil levá-lo à práctica tal e como está o Mundo...Se o fazes, comem-te!
É só uma primeira mostra em plano trabalho de campo… mas não me negarão que a coisa resulta bastante desalentadora.
Todas estas desculpas recordam-me a do Evangelho:  “Deixa-me ir sepultar o meu pai”. E eu digo que os que dão respostas como estas fazem o mesmo que aquele. Ao fim e ao cabo é o mesmo Cristo que estão rejeitando e adiando.

Imaginam-se a dizer a Cristo, cara a cara, isso de … a mim já me apanha crescido ou tenho as minhas necessidades espirituais cobertas…!

los tres mosqueteros, trad ama

Confusão quanto à identidade sexual

Observando

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, afirma que a Igreja Católica vê 
com preocupação a crescente ambiguidade quanto à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura.
        
O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, afirma que a Igreja Católica vê com preocupação a crescente ambiguidade quanto à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura.
        
Em artigo na edição desta semana do jornal O São Paulo, Dom Odilo discute o tema “Homem e mulher Ele os criou”.

O ser humano “não é ‘esta metamorfose ambulante’, que segue vagando pela vida sem saber quem é, o que quer, para quê vive, por que é aquilo que é; nem está preso a um determinismo cego, que o acorrenta aos acontecimentos, sem que ele possa fazer-se senhor das próprias decisões.”

“Cabe-lhe tomar conta de si mesmo e viver de forma responsável, conforme sua dignidade e sua natureza”.

Segundo Dom Odilo, um aspecto importante desse viver ‘conforme à sua natureza’ “consiste em assumir a própria identidade sexual”.

“Há muita confusão sobre isso na cultura actual e a sexualidade já não é levada a sério, como um facto de natureza, mas é tida como um fenómeno cultural.”

“Nem mesmo a diferenciação sexual entre masculino e feminino é levada a sério; corre muito a idéia de que a identidade sexual é moldada pela cultura e pela subjectividade e que cada um ‘constrói’ a sua identidade sexual.”

“A diferenciação sexual no corpo humano seria apenas um ‘facto secundário’ e contaria mais aquilo que o sujeito decide ser. Identidade sexual seria uma questão de opção”, comenta o arcebispo.

A consequência disso “é que aumentam os comportamentos sexuais pouco definidos, nem masculinos, nem femininos. Sempre mais se fala de homossexuais, bissexuais, transexuais... (…) ser heterossexual, com identidade definida de homem (masculino) e de mulher (feminina) aparece apenas como uma entre as tantas possibilidades e opções quanto à identidade sexual”.

“Não há um grave equívoco nisso? Vai ficar assim daqui por diante? Aonde vai levar isso?”, pergunta o arcebispo.

O cardeal explica que, para a antropologia cristã, “a confusão quanto à identidade sexual, que se espalha sempre mais na cultura, não deixa de levantar uma séria preocupação”.

“Para o pensamento cristão, a diferenciação sexual (homem e mulher) deve ser levada plenamente a sério; a sexualidade afecta todos os aspectos da pessoa humana, na sua unidade de alma e corpo.”

“Ela diz respeito à afectividade, à capacidade de amar e de procriar; de maneira mais geral, diz respeito à aptidão de criar vínculos serenos de comunhão com os outros.”

O arcebispo afirma que cabe a cada homem e mulher “reconhecer e aceitar a própria identidade sexual”.

“As diferenças e complementariedades físicas, morais e espirituais estão orientadas para os bens do casamento e da família. A harmonia do casal e da sociedade depende, em parte, da maneira como se vivem entre os sexos a complementariedade e o apoio recíprocos.”

“A pretensão de mexer nessa harmonia que Deus estabeleceu entre os sexos e de submeter a identidade sexual ao arbítrio da vontade, tão influenciável por factores culturais e dinâmicas sócio-educativas (ou ‘deseducativas’...), é uma temeridade, que não promete bons frutos para o futuro da humanidade”, (…)

“Não é possível que a natureza tenha errado ao moldar o ser humano como homem e mulher. Isso tem um significado e é preciso descobri-lo e levá-lo a sério”, (…)

“o convite a se deixar conduzir pela luz da Palavra de Deus e pelo ensinamento da Igreja também no tocante à moral sexual”.

“O 6º mandamento da Lei de Deus (‘não pecar contra a castidade’) não foi abolido e significa, positivamente, viver a sexualidade de acordo com o desígnio de Deus”. 
 INFORMAÇÕES MUITO BREVES [De vez em quando] 

22/06/2011

A família é o sujeito do crescimento

Observando
Discurso de Bento XVI às autoridades de San Marino
         
O Papa discursou na tarde deste domingo, no Palácio Público de San Marino, durante o encontro que manteve com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático afirmando que hoje a instituição familiar é questionada, “quase em uma tentativa de ignorar seu irrenunciável valor. (…)
os que sofrem as consequências são os grupos sociais mais frágeis, especialmente as jovens gerações, mais vulneráveis e por isso mais facilmente expostas à desorientação, a situações de auto-marginalização e à escravidão das dependências. (...)
É importante reconhecer que a família, assim como Deus a constituiu, é o principal sujeito que pode favorecer um crescimento harmonioso e fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, formadas em valores profundos e perenes”.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES [De vez em quando]

18/06/2011

O Paraíso, conto de fadas?

Observando

O famoso astrofísico britânico,  Stephen Hawking, voltou a surpreender a opinião pública com uma entrevista publicada em «The Guardian», em 16 de Maio de 2011, na qual declarava que o paraíso é um conto de fadas («fairy story») para gente temerosa da morte.
Não é a primeira vez que Hawking faz este tipo de declarações. Ainda que num passado recente se declara-se crente, não há muito afirmou que o universo se explica por si mesmo sem necessidade de acudir à crença no Deus Criador.
Muitas pessoas ateias materialistas pensam o mesmo, mas o caso de Hawking chama muito mais a atenção por ser um científico reconhecido, como director de investigação e ex-catedrático de matemáticas aplicadas e física teórica da Universidade de Cambridge.
Mas além disso, Hawking desde a idade de 21 anos, padece de doença neuro-degenerativa incurável, esclerose lateral amiotrófica (ELA), que o obriga a estar permanentemente imobilizado numa cadeira de rodas mal podendo mover-se. Para comunicar utiliza um sofisticado programa computorizado.
Eis aqui a sua recente declaração: «Vivi com a perspectiva de uma morte prematura durante os últimos 49 anos. Não tenho medo de morrer, mas não tenho pressa em morrer. É muito o que quero fazer antes. Eu considero o cérebro como um computador que deixará de funcionar quando faltem os seus componentes. Não há paraíso ou vida depois da morte para os computadores que deixam de funcionar, esse é um conto de fadas de gente que tem medo do escuro».
Chama a atenção que Hawking não admite nem a existência de Deus nem da alma e rejeita a realidade da vida depois da morte e, todavia, afirma que, apesar das nuvens escuras que se cerram sobre o seu futuro, goza mais a vida nos últimos anos. Não tem medo da morte, nem tampouco tem pressa em morrer, já que quer fazer ainda muitas coisas. Inclusive enfatiza a necessidade de «cumprir o nosso potencial na terra fazendo bom uso das nossas vidas». Respondendo à pergunta sobre como devemos viver, afirmou: «Devemos procurar o valor maior da nossa acção».
A opinião de Hawking, como as de todo o ser humano, merece todo o respeito, mas ao mesmo tempo a sua posição intelectual não é do todo coerente. Tampouco o foi quando rejeitou a criação de Deus, ao mesmo tempo que afirmava a existência dos princípios da natureza que regem o universo. Deixou sem resposta a pergunta: Quem deu origem a esses princípios? Acaso são eternos ou surgiram do nada?
De igual forma agora o principio ético, afirmado por Hawking, de  «procurar o valor maior da nossa acção», implica a rejeição da atitude egoísta de procurar só o bem-estar próprio, ainda que à custa de prejudicar outras pessoas. Mas por isso cabe perguntar-lhe: Por que é que o homem deve esforçar-se em fazer o bem? Porque é que temos de sacrificar-nos a favor de outras pessoas? Se Deus não existe e não há nenhuma esperança sobre o mais para além da morte, que sentido tem a vida? Houve pessoas ateias que ante esse vazio de sentido preferiram suicidar-se: «Se temos que morrer não vale a pena viver sem nenhuma esperança».
Por isso cremos que Hawking, ao reconhecer o postulado ético de não fazer o mal e de obrar o bem e de amar a nossos semelhantes, mostra implicitamente a presença, por vezes escondida, de um Deus justo e bondoso que inspira a nossa consciência como um farol luminoso para esta vida e que ao mesmo tempo garante a justiça e a bondade, já agora e de maneira mais definitiva depois da morte. Por isso a existência do «paraíso», independentemente de como se interprete, longe de ser um fantasioso conto de fadas, tem um fundamento na própria consciência humana, acreditado pela razão e confirmado pela revelação cristã.

miguel manzanera, SJ, conoZe, trad ama


14/06/2011

Vocações na China comunista!

Observando
Uma povoação com apenas 400 católicos dá 14 vocações... na China comunista


A notícia chamou a atenção da agência Fides: uma pequena aldeia chinesa, em plena Rota da Seda, com uns 660 habitantes, dos quais uns 400 são católicos (umas 130 famílias), deu 14 vocações à Igreja nos últimos anos.


O povoadozinho, que se chama Zan Jia Cun, na diocese de Zhou Zhi, viu como das suas famílias surgiam 7 sacerdotes, 1 diácono, 3 religiosas, 2 seminaristas maiores e 1 menor. De facto, toda a diocese é famosa pelas suas muitas vocações.


O pároco de Zan Jia Cun comenta: “Muitos perguntam-nos qual é nosso segredo.  A verdade é que não sabemos se se trata de um segredo ou não. Vivemos a nossa fé intensamente. As famílias desta povoação rezam juntas todos os dias.  A Missa e reuniões de oração aos sábados e domingos são encontros fixos para todos. Inclusive aproxima-se gente de povoações vizinhas. Creio que estes pequenos testemunhos diários foram a base de uma evangelização forte e serviram para a formação de vocações."

Outra chave está na formação das crianças. "As crianças são educadas de acordo com princípios religiosos e de uma maneira simples desde o jardim-de-infância até à escola secundária.  As religiosas encarregam-se da formação ensinando o catecismo. Nunca há necessidade de preparar uma lista para a Adoração Eucarística na Semana Santa, ou noutras circunstâncias, pois a Igreja está sempre cheia, 24 horas por dia”, afirma o pároco.

Outras comunidades católicas visitam este povoado para trocar experiências de evangelização e de vocações. Também os não católicos assistem. Esta povoação é, além disso, modelo de desenvolvimento económico. “Alguns não católicos perguntam-nos como é que somos tão felizes, e dizemos-lhes que é pela nossa fé” conclui o pároco.
“Quando a gente teve mais dinheiro a primeira coisa que pensaram foi construir e renovar a casa de Deus. O nosso templo é o mais formoso em toda a região. Os sacerdotes e as religiosas que atendem esta povoação acordam às 4 da manhã com a reza do Rosário pelos fiéis”.

ReligionenLibertad, trad ama

09/06/2011

"Resposta" de São Josemaria

Observando
É conhecida a inimizade de Esquerra Republicana de Catalunya (ERC) para com a Obra, manifestada logo que acabadas as eleições municipais no protesto do seu secretário geral, Joan Riado, porque em sua opinião a Generalitat de Artur Mas "aumentou as subvenções a escolas do Opus Dei".
A instituição fundada por José Maria Escrivá de Balaguer em 1928 foi nos últimos anos objecto dos ataques de todos os nomes próprios da formação independentista, que faz gala de um laicismo fortemente anti-religioso.


Mas o prato da “vingança” serve-se frio, e São Josemaria pode saboreá-lo depois do 22 de Maio.

Em Gerona, a ERC ficou apenas a um único voto de completar os 5% de sufrágios necessários para entrar no Ayuntamiento. A Junta Electoral Central rejeitou o recurso da ERC, que pedia considerar válido um voto inicialmente considerado nulo porque o cidadão em questão tinha introduzido, junto a o voto, uma estampa de São Josemaria.
A Junta contudo admitiu dois sufrágios à ERC nos quais, além do voto, o votante tinha metido propaganda do mesmo partido, por entender que era um reforço da intenção de voto. No caso da estampa, todavia, segundo a resolução, "a introdução de um elemento com estas características é completamente alheio ao processo eleitoral", pelo que procede a sua nulidade.
O lugar que com os seus 1604 votos ERC disputava será atribuído finalmente a outra formação nacionalista de esquerdas, a Candidatura de Unitat Popular (CUP), que obteve três eleitos.


ReligionenLibertad, 2011.06.07, trad ama

02/06/2011

De colaborador de Santiago Carrillo a sacerdote

Observando
Correm rumores que o Arcebispo de Valladolid, Mons. Ricardo Blázquez, poderia nomear como novo Vigário Geral da arquidiocese o actual vigário episcopal da cidade e reitor do seminário, o sacerdote Luis Javier Argüello García.

O facto não deixaria de ser mais que um acontecimento regular da cúria local se não fosse o caso de o sacerdote em questão ter sido, anos atrás, seguidor e colaborador do legendário líder do Partido Comunista de Espanha Santiago Carrillo.
Da procura febril do paraíso proletário passou à devota edificação do Povo de Deus.


religiónenLibertad, 2011.05.06, trad ama

01/06/2011

Irlanda: número de abortos cai pelo 9º ano

Observando
Os últimos números sobre o aborto na Irlanda mostram uma diminuição 
do número de mulheres irlandesas que viajam à Inglaterra para abortar.

Os números foram divulgados no Summary Abortion Statistics of the Statistical Bulletin of England and Wales: 2010.

Em 2010, 4.402 mulheres irlandesas viajaram à Bretanha para abortar, número que está abaixo de 4.422, que corresponde ao ano anterior. É o nono ano consecutivo em que os abortos irlandeses diminuem, depois de mais de uma década de tendência a subir. Esta cifra marca uma diminuição de 34% desde o máximo de abortos, cerca de 6.673, número alcançado em 2001.

Em resposta a estes números, a Dra. Ruth Cullen, de Pro-Life Campaign, disse que sua organização “acolhe com satisfação a contínua tendência à baixa no número de abortos” e rejeita a ideia de que a “redução dos abortos seja resultado de que as irlandesas viajam a outros países para abortar, e não à Inglaterra”.

“Isso é puramente hipotético e não há evidências estatísticas que apoiem estas afirmações – disse. De fato, números oficiais de países como a Holanda mostram uma clara diminuição de abortos de estrangeiras.”

Durante os últimos 9 anos, houve uma diminuição de 34% no número de abortos na Irlanda.

“É uma tendência extremamente alentadora e deveria ser acolhida com alegria pelos partidários de ambas as partes do debate do aborto”, disse Cullen. Durante anos, os partidários do aborto diziam que a tendência ao aumento dos abortos era inevitável. Estas afirmações se demonstraram falsas.

A percentagem de abortos na Irlanda é agora de 4,4 para cada 1000 mulheres do país, com idade entre os 15 e os 44 anos, enquanto na Inglaterra é de 17,5.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES    [De vez em quando] 2011.06.01

28/05/2011

A história da conversão de Gary Cooper

Das rodagens do cinema, a ir todos os Domingos à missa

Faz 50 anos que morreu o actor, e para o recordar, sai à luz a historia da sua conversão, onde o Papa Pio XII teve um grande protagonismo.
A 13 de Maio de 1961 falecia Gary Cooper, um dos grandes galãs da história do cinema. Para o recordar, quis reproduzir um post que publiquei tempo atrás:  a história da sua conversão, na qual, juntamente com a insondável intervenção divina, se deu também a mediação de um amigo: alguém que soube orientar, sem violência, no momento oportuno...

Frank James Cooper nasceu em Montana (Estados Unidos) a 7 de Maio de 1901. Era filho de uns emigrantes ingleses, que possuíam um imenso rancho.   O futuro actor aprendeu ali a montar a cavalo, habilidade que demonstraria depois em numerosos westerns.

Depois de frequentar estudos primários em Inglaterra, regressou a Montana e trabalhou como desenhador de tiras cómicas em diversas publicações. Depois decidiu tentar a sorte no cinema, e nos anos vinte conseguiu pequenos papéis em películas do Oeste, nas quais já se intitulava Gary Cooper. Pelos trinta e poucos é uma das máximas estrelas de Hollywood: participa em grandes filmes como “Adeus às armas” (1932), “Três lanceiros bengaleses” (1935) o “Beau Geste” (1939). Em 1941 consegue o seu primeiro Óscar por “O sargento York”, e em 1952, o segundo por “Só ante o perigo”.

Pio XII teve a "culpa" da sua conversão.

É precisamente nesses anos que tem lugar o seu encontro com o Papa Pio XII. A sua esposa e a sua filha eram católicas, e ele acedeu acompanhá-las quando conseguiram ser recebidas pelo Santo Padre. No livro que escreveu sobre o seu pai, a sua filha Mary recordava aquele momento: “O entusiasmo embargou-nos a todos à medida que se aproximava a audiência com o Papa. (…) Estávamos todos numa sala doirada do Vaticano com mais uma vintena de convidados. Tínhamos comprado rosários, anéis e medalhas para que Sua Santidade os benzesse, e papá tinha um bom punhado desses objectos nas mãos. Quando o Papa chegou ao seu lado, quis ajoelhar-se para beijar-lhe a mão, e perdeu um pouco o equilíbrio. Então deixou cair todas as medalhas, pérolas e rosários,  que rodaram com estrépito por toda a sala. Algumas ficaram sob o manto do Pontífice, que soube tirar o meu pai da sua monumental vergonha com um sorriso e um gesto de compreensão”.

Pela metade dos cinquenta – continua recordando a sua filha - “começou a pensar na sua possível conversão. Não falava muito disso, simplesmente  acompanhava-nos à Missa quase todos os domingos. A desculpa que dava era que desejava ouvir os fantásticos sermões do padre Harold Ford”.

Um sacerdote, companheiro de hobbies.
Este jovem e zeloso sacerdote correspondeu ao interesse de Gary Cooper com uma dedicação entusiasta: “Não causticou com o enxofre e o fogo do inferno – escreve Mary no seu livro - antes soube tornar-se seu amigo. (…). A minha mãe convidou-o um dia para merendar para que pudesse conversar com o meu pai. E, logo que entrou na sala de armas, conquistou o meu pai manifestando um grande desejo de praticar a caça e a pesca. Nos meses seguintes foi o seu companheiro inseparável no mergulho submarino, na caça e todo o tipo de excursões”.

Durante aquelas saídas, o padre Ford foi explicando a Gary Cooper a riqueza da Fé católica. E, quando já quase estava decidido, deu-lhe a ler “A montanha dos sete círculos”, una autobiografia do monge Thomas Merton no qual narra a sua conversão. Aquilo foi o “empurrão” definitivo. O já veterano actor baptizou-se na Igreja católica em Maio de 1959, apadrinhado por seu amigo Shirley Burden, que também era converso.
A poucas semanas da sua conversão, começaram a manifestar-se os primeiros sintomas do cancro que o levaria à tumba. Lutou em silêncio com a sua doença, enquanto rodava as suas últimas películas: “A árvore do enforcado” (1959), “Mistério no barco perdido” (1960) e “Sombras de suspeita” (1961). Com a saúde já deteriorada, em 1960 recebeu um Óscar especial da Academia “pela sua longa e extraordinária carreira”. Durante 35 anos, tinha participado em mais de cem películas, a maioria como protagonista. Morreu a 13 de Maio de 1961 e foi enterrado no cemitério católico de Santa Mónica.
A sua conversão foi muito comentada entre os artistas
Em Outubro desse ano, Thomas Merton escreveu uma carta à sua filha Mary na qual lhe dizia: “Como toda a gente, eu também adoro as películas de Gary Cooper. Mesmo como monge aprecio-as muito. Inclusive tive a secreta esperança de que, se algum dia ‘A montanha dos sete círculos’ fosse levada às telas de cinema, o teu pai fosse o protagonista do filme. Por muitos motivos, teria gostado muito que desempenhasse esse papel”.

A influência da sua conversão foi enorme no mundo dos artistas. Ernest Hemingway, que foi um grande amigo seu, recorda que poucas semanas antes da morte do actor falaram longa e detalhadamente sobre o catolicismo. No final, com a voz muito séria, Gary Cooper disse-lhe: “Tu sabes que tomei a decisão correcta”. Segundo reconheceu depois, Hemingway não esqueceria nunca aquela conversa. Aquele moribundo estendido na cama parecera-lhe a pessoa mais feliz da terra.

a. méndiz - Jesucristo en el Cine, ReligionenLibertad, trad ama, 2011.05.24




27/05/2011

Papa convida a trabalhar por uma coesão profunda da Europa

Observando
Recebe delegação búlgara por ocasião da festa dos Santos Cirilo e Metódio

“Os europeus estão chamados a empenhar-se em criar as condições para uma coesão profunda e uma colaboração efectiva entre os povos”, destacou Bento XVI.
        
Esta foi a sua reflexão no discurso que dirigiu à presidente do parlamento da Bulgária, Tsetska Tsacheva, que recebeu hoje no Vaticano, juntamente com uma delegação católico-ortodoxa procedente desse país, por ocasião da festa dos Santos Cirilo e Metódio.

O Papa destacou a importância de que “a Europa cresça também na dimensão espiritual, seguindo os passos da sua melhor história”.

“Para construir a nova Europa sobre bases sólidas, não basta apelar somente aos interesses económicos, mas é necessário partir dos valores autênticos, que têm seu fundamento na lei moral universal, inscrita no coração de cada homem”, declarou.

Considerou que “a unidade do continente, que está progressivamente amadurecendo nas consciências e está se definindo também no aspecto político, representa uma perspectiva de grande esperança”.

E destacou que os santos Cirilo e Metódio recordam à Europa “que sua unidade será mais firme na medida em que se basear nas raízes cristãs comuns”.

“De facto, na complexa história da Europa, o cristianismo representa um elemento central e determinante”, acrescentou.

Aos membros da delegação da Bulgária que se encontram em Roma, O Papa desejou que a herança dos santos irmãos Cirilo e Metódio “alimente sempre em cada um de vós o desejo de valorizar o património espiritual das vossas terras e, ao mesmo tempo, o da abertura e da comunhão no respeito recíproco”.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES    [De vez em quando] 2011.05.27

25/05/2011

Profissão: Mãe!

Observando
Ana foi renovar a sua carta de condução. Pediram-lhe para informar qual era a 
sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
-"O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
-" Claro que tenho um trabalho", exclamou Ana. -"Sou mãe".
-"Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. Vou colocar Dona de casa", disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até ao dia em que me encontrei em situação idêntica...
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.

-"Qual é a sua ocupação?" Perguntou.

Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
-"Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas. "

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem...
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exactamente?"

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
-"Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa).

Sou responsável por uma equipa (a minha família) e já recebi quatro projectos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas). 

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou e pessoalmente foi abrir-me a porta.

Quando cheguei a casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipa: - uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.
Do andar de cima, pude ouvir o meu mais recente projecto (um bebé de seis meses), a testar uma nova tonalidade de voz.

Senti-me triunfante.

Maternidade... que carreira gloriosa!
Assim, as avós deviam ser chamadas "Doutora-Sénior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas ".
As bisavós: "Doutora- Executiva-Sénior".
E as tias: "Doutora - Assistente".
Mande isto às futuras mães, às mães, avós, bisavós e tias que conheça.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras.

Doutoras na Arte de fazer a vida melhor!!
Agrad als

21/05/2011

Para a evangelização do Ocidente descristianizado

Observando
El Camino, el Opus Dei, CL y los salesianos, protagonistas en el dicasterio de Nueva Evangelización

Benedicto XVI nombró a diez altos representantes de diversas realidades eclesiales y especialistas los primeros consultores del Consejo Pontificio para la Promoción de la Nueva Evangelización, informó este jueves la Oficina de Información de la Santa Sede.

Son el vicario general del Opus Dei, el español Fernando Ocáriz; el rector mayor de lossalesianos y presidente de la Unión de los Superiores Generales, el mexicano Pascual Chávez Villanueva; el iniciador del Camino Neocatecumenal, el español Kiko Argüello; y el presidente de Comunión y Liberación, el español Julián Carrón.
También el rector de la Universidad Pontificia Gregoriana de Roma, el jesuita francés François-Xavier Dumortier; y el vicepresidente de la Facultad Teológica de Italia Septentrional, profesor de Teología fundamental y encargado de Estética del Sacro en la Academia de Bellas Artes de Brera, el italiano Pierangelo Sequeri.
La profesora de Teología dogmática del seminario Saint Joseph de Nueva York, la estadounidense Sara Butler, de las Misioneras Siervas de la Santísima Trinidad; y la superiora general de las Hijas de los Sagrados Corazones de Jesús y María y presidente de la Unión Internacional de las Superioras Generales, la estadounidense Mary Lou Wirtz.
Completan el grupo de nuevos consultores la fundadora de la asociación “Nuevos Horizontes”, la italiana Chiara Amirante; y la profesora de historia contemporánea de la Universidad La Sapienza de Roma, la italiana Lucetta Scaraffia.

El dicasterio para la promoción de la nueva evangelización fue presentado en la Santa Sede el 12 de octubre de 2010 y constituido a través del Motu Propio Ubicumque et semper.
Busca promover una renovada evangelización donde se está viviendo una progresiva secularización de la sociedad, a pesar de que ya resonó el primer anuncio de la fe y hay presencia de Iglesias de antigua fundación.
Monseñor Rino Fisichella preside este consejo pontificio, cuya oficina se encuentra en la Vía della conciliazzione, que conecta la Santa Sede con la capital italiana.

ReligionenLibertad, 2011.05.20