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11/08/2023

Publicações em Agosto 11

 


 

NOTA:

Talvez que a alguns dos fiéis leitores deste Blog lhe possa parecer estranho que Eu, o autor, não me refira ao momento actual no que concerne ás notícias e referências sobre o OPUS DEI.

Espero “sossegar” estes leitores dizendo, que há cerca de trinta e oito anos dando corpo á vocação que sentia dentro de mim, pedi a minha incorporação na OBRA, que foi aceite pelo então Vigário Geral Beato Álvaro del Portilho.

Desde então tenho-me sentido “aqui dentro” como numa fortaleza inexpugnável ao abrigo de tantos males e torpezas de que sou capaz.

Luto por ser fiel ao espírito do Fundador, São Josemaria Escrivá e, só isto me interessa.

O resto, todo o resto, críticas, avaliações, pareceres, sejam de quem forem, não me interessam ou afectam em nada.

Tenho um certeza:

Se ao demónio o OPUS DEI não o afectasse, seguramente os seus ataques não hexistiriam, e, sendo assim, tenho a certeza que estou no bom caminho.

 

(Re Act IX...)

 

9 Conversão de Saulo - 1*Saulo, entretanto, respirando sempre ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, foi ter com o Sumo Sacerdote 2*e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, se encontrasse homens e mulheres que fossem desta Via, os trouxesse algemados para Jerusalém. 3Estava a caminho e já próximo de Damasco, quando se viu subitamente envolvido por uma intensa luz vinda do Céu. 4*Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: «Saulo, Saulo, porque me persegues?» 5*Ele perguntou: «Quem és Tu, Senhor?» Respondeu: «Eu sou Jesus, a quem tu persegues. 6Ergue-te, entra na cidade e dir-te-ão o que tens a fazer.» 7*Os seus companheiros de viagem tinham-se detido, emudecidos, ouvindo a voz, mas sem verem ninguém. 8Saulo ergueu-se do chão, mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Foi necessário levá-lo pela mão e, assim, entrou em Damasco, 9onde passou três dias sem ver, sem comer nem beber. 10*Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor disse-lhe numa visão: «Ananias!» Respondeu: «Aqui estou, Senhor.» 11O Senhor prosseguiu: «Levanta-te, vai à casa de Judas, na rua Direita, e pergunta por um homem chamado Saulo de Tarso, que está a orar neste momento.» 12*Saulo, entretanto, viu numa visão um homem, de nome Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista. 13*Ananias respondeu: «Senhor, tenho ouvido muita gente falar desse homem e a contar todo o mal que ele tem feito aos teus santos, em Jerusalém. 14*E agora está aqui com plenos poderes dos sumos sacerdotes, para prender todos quantos invocam o teu nome.» 15*Mas o Senhor disse-lhe: «Vai, pois esse homem é instrumento da minha escolha, para levar o meu nome perante os pagãos, os reis e os filhos de Israel. 16Eu mesmo lhe hei-de mostrar quanto ele tem de sofrer pelo meu nome.» 17*Então, Ananias partiu, entrou na dita casa, impôs as mãos sobre ele e disse: «Saulo, meu irmão, foi o Senhor que me enviou, esse Jesus que te apareceu no caminho em que vinhas, para recobrares a vista e ficares cheio do Espírito Santo.» 18*Nesse instante, caíram-lhe dos olhos uma espécie de escamas e recuperou a vista. Depois, levantou-se e recebeu o baptismo. Saulo em Damasco - 19Depois de se ter alimentado, voltaram-lhe as forças e passou alguns dias com os discípulos, em Damasco. 20*Começou, então, imediatamente, a proclamar nas sinagogas que Jesus era o Filho de Deus. 21*Os que o ouviam ficavam estupefactos e diziam: «Não era ele que, em Jerusalém, perseguia aqueles que invocam o nome de Jesus? Não tinha ele vindo aqui expressamente para os levar, presos, aos sumos sacerdotes?» 22*Mas Saulo fortalecia-se cada vez mais e confundia os judeus de Damasco, demonstrando-lhes que Jesus era o Messias. 23*Passado muito tempo, os judeus combinaram matá-lo, 24mas Saulo foi avisado das suas intenções. Até as portas da cidade eram guardadas, noite e dia, com o fim de o matarem. 25*Então os discípulos, tomando-o de noite, fizeram-no descer pela muralha abaixo, dentro de um cesto. Saulo em Jerusalém - 26*Chegado a Jerusalém, Saulo procurava reunir-se aos discípulos, mas todos tinham medo dele, não querendo acreditar que fosse um discípulo. 27*Barnabé tomou-o, então, consigo, levou-o aos Apóstolos e contou-lhes como ele, no caminho, tinha visto o Senhor, que lhe falara, e com que coragem ele anunciara o nome de Jesus em Damasco. 28A partir desse dia, ficou com eles, indo e vindo por Jerusalém e confessando corajosamente o nome do Senhor. 29*Dirigia-se também aos helenistas e discutia com eles, mas estes planeavam a sua morte. 30*Os irmãos, porém, ao saberem disto, levaram-no para Cesareia e fizeram-no seguir para Tarso. Pedro cura um paralítico - 31*Entretanto, a Igreja gozava de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, crescia como um edifício e caminhava no temor do Senhor e, com a assistência do Espírito Santo, ia aumentando. 32*Pedro, que andava por toda a parte, desceu também até junto dos santos que habitavam em Lida. 33Encontrou lá, estendido num catre, havia oito anos, um homem chamado Eneias, que era paralítico. 34*Pedro disse-lhe: «Eneias, Jesus Cristo vai curar-te! Levanta-te e arranja a enxerga.» E ele ergueu-se imediatamente. 35Todos os habitantes de Lida e da planície de Saron viram isso e converteram-se ao Senhor. Ressurreição de Tabitá - 36*Havia em Jope, entre os discípulos, uma mulher chamada Tabitá, que significa «Gazela.» Era rica em boas obras e nas esmolas que distribuía. 37Ora, nesses dias, caiu doente e morreu. Depois de a terem lavado, depositaram-na na sala de cima. 38*Como Lida era perto de Jope e ouvindo os discípulos dizer que Pedro estava lá, mandaram-lhe dois homens com o seguinte pedido: «Vem depressa ter connosco!» 39Pedro partiu imediatamente com eles. Logo que chegou, levaram-no à sala de cima e encontrou lá todas as viúvas, que choravam e lhe mostravam as túnicas e mantos feitos por Dórcada, enquanto ela estava na sua companhia. 40*Pedro mandou sair toda a gente, pôs-se de joelhos e orou. Voltando-se depois para o corpo, disse: «Tabitá, levanta-te!» Ela abriu os olhos e, ao ver Pedro, sentou-se. 41Tomando-a pela mão, Pedro ajudou-a a erguer-se. Chamando então os santos e as viúvas, apresentou-lha viva. 42Toda a cidade de Jope soube deste acontecimento e muitos acreditaram no Senhor. 43Pedro ficou em Jope bastante tempo ainda, em casa de um curtidor chamado Simão.

 

Links sugeridos:

 

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27/04/2016

Temas para meditar - 623

Opus Dei


O Senhor confirma-nos numa característica essencial do espírito do Opus Dei: um amor grande à Igreja e à sua Cabeça visível.



(Javier Echevarría, cart. aos fiéis e cooperadores do opus dei nos 25 anos do pontificado de São João Paulo II)

18/02/2014

Temas para meditar 18

Opus Dei

Tudo se simplifica desde que em lugar de considerar a educação dum filho ou a conversão dum descrente como obra própria, a olhemos como obra de Deus.


(GEORGES CHEVROT, Jesus e a Samaritana, Éfeso, 1956, pg 201)

07/09/2012

Fazendo com amor as pequenas coisas

                                         Textos de S. Josemaria Escrivá
 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

De longe – além, no horizonte – parece que o céu se une à terra. Não te esqueças de que, na realidade, onde a Terra e o Céu se unem é no teu coração de filho de Deus. (Sulco, 309).

Esta doutrina da Sagrada Escritura, que se encontra, como sabeis, no próprio cerne do espírito do Opus Dei, há-de levar-vos a realizar o vosso trabalho com perfeição, a amar a Deus e os homens fazendo com amor as pequenas coisas da vossa jornada habitual, descobrindo esse quê divino que está encerrado nos pormenores. Que bem se enquadram aqui aqueles versos do poeta de Castela: Devagar, e boa letra;/que fazer as coisas bem/ importa mais que fazê-las

Asseguro-vos, meus filhos, que, quando um cristão realiza com amor a mais intranscendente das acções diárias, ela transborda da transcendência de Deus. Por isso vos tenho repetido, com insistente martelar, que a vocação cristã consiste em fazer poesia heróica da prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não; onde se juntam deveras é nos vossos corações, quando viveis santamente a vida de cada dia... (Temas Actuais do Cristianismo, 116)

27/03/2012

Opus Dei

O OPUS DEI é uma obra apostólica. 

Não tem por objectivo senão as almas. 

O OPUS DEI não é instrumento para servir ambições humanas. É de Deus e da Igreja. 

(Carta, nr. 10)

27/02/2012

A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal

Comunicado de 24 de Fevereiro de 2012

Na sequência do artigo “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal” publicado ontem pela revista Sábado.

O Opus Dei é, pela quinta vez, tema de capa na revista “Sábado”, desta vez sob o título “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”. A esse propósito, esclarecemos:

Sobre os aspectos económicos do Opus Dei

1. O Opus Dei é uma instituição da Igreja Católica que difunde a mensagem de que o trabalho e as circunstâncias habituais são ocasião para o encontro com Deus, o serviço aos outros e o melhoramento da sociedade.

2. Ao fazê-lo, utiliza instalações materiais que são fruto do esforço de muitas pessoas que ao longo de muitos anos deram a sua ajuda. Essas instalações não são propriedade do Opus Dei; são propriedade de instituições de direito civil comum constituídas por pessoas, a maioria do Opus Dei, que se associam para colaborar com aquela acção formativa.

3. Ou seja: os donativos dados aos apostolados do Opus Dei são para essas instituições, que os tornam seus e aplicam às finalidades definidas pelos doadores.

4. Assim, a responsabilidade pertence aos leigos que constituem essas instituições, e é a eles que compete gerir os bens económicos. A sua afectação aos projectos de colaboração com o Opus Dei é uma opção desses responsáveis, em coordenação mútua.

5. Essas instituições existem para conservar os bens adequando-os à vontade dos doadores; não para procurar e distribuir lucros. Os bens servem muitas pessoas; não são para apropriação e benefício pessoal.

6. Não é demais recordar: o Concílio Vaticano II revalorizou as iniciativas civis dos cristãos leigos; caminho que, além do mais, não sobrecarrega as estruturas eclesiais.

7. Quando se afirma que o Opus Dei não tem bens, não se diz uma frase bonita, embora juridicamente inatacável. Retrata-se a sua actuação, que leva os leigos a assumir a sua responsabilidade e liberdade como cidadãos e como cristãos, em todos os âmbitos, em concreto, no referente aos aspectos económicos.

8. As instituições que cedem as instalações materiais estão sujeitas às leis civis comuns. Sem que se lhes apliquem as vantagens legais, mesmo fiscais, eventualmente ainda reservadas a instituições e bens eclesiásticos.

Sobre a reportagem da revista “Sábado”.

9. A "Sábado" permitiu-nos a seu tempo expor tudo o que acabámos de dizer. E estamos gratos. Mas não aceitou como boa essa explicação.

10. O Gabinete de Imprensa tentou esclarecer as dúvidas sobre esta instituição da Igreja, deu a informação possível e remeteu para as instituições com quem a prelatura colabora as questões que só a elas compete esclarecer.

11. Perdida a explicação essencial das coisas torna-se pouco importante responder exaustivamente à reportagem, não isenta de inexactidões, confusões e ambiguidades. A consulta do site www.opusdei.pt permite aceder a informação abundante sobre o que é e qual a finalidade desta instituição da Igreja.

12. Infelizmente, nem sempre a imagem pública da Igreja Católica, e do Opus Dei, está próxima da realidade. Cabe aos comunicadores da Igreja facilitar esse encontro. Nem sempre com êxito, como neste caso. Porém, não desistimos. Mantemos o desejo de trabalhar em conjunto com os profissionais dos media.

Pedro Gil

Director do gabinete de imprensa do Opus Dei
press@opusdei.pt

2012/02/24

28/12/2011

Temos de ser humildes

Textos de São Josemaria Escrivá

Não ponhas o teu "eu" na tua saúde, no teu nome, na tua carreira, na tua ocupação, em cada passo que dás... Que coisa tão maçadora! Parece que te esqueceste que "tu" não tens nada, é tudo d'Ele. Quando ao longo do dia te sentires, talvez sem razão, humilhado; quando pensares que o teu critério deveria prevalecer; quando notares que a cada instante borbota o teu "eu", o teu, o teu, o teu..., convence-te de que estás a matar o tempo e que estás a precisar que "matem" o teu egoísmo. (Forja, 1050)

Pertransiit benefaciendo... Que fez Jesus para derramar tanto bem, e só bem, por onde quer que passou? Os Santos Evangelhos transmitiram-nos outra biografia de Jesus, resumida em três palavras latinas, que nos dá a resposta: erat subditus illis, obedecia. Hoje, que o ambiente está cheio de desobediência, de murmuração, de desunião, havemos de estimar especialmente a obediência.
Sou muito amigo da liberdade e precisamente por isso amo tanto essa virtude cristã. Devemos sentir-nos filhos de Deus e viver com o empenho de cumprir a vontade do nosso Pai, de realizar tudo segundo o querer de Deus, porque nos dá na gana, que é a razão mais sobrenatural.
O espírito do Opus Dei, que tenho procurado praticar e ensinar desde há mais de trinta e cinco anos, fez-me compreender e amar a liberdade pessoal. Quando Deus Nosso Senhor concede a sua graça aos homens, quando os chama com uma vocação específica, é como se lhes estendesse a mão, uma mão paternal, cheia de fortaleza, repleta sobretudo de amor, porque nos busca um a um, como filhas e filhos seus, e porque conhece a nossa debilidade. O Senhor espera que façamos o esforço de agarrar a sua mão, essa mão que Ele nos estende. Deus pede-nos um esforço, prova da nossa liberdade. E para conseguirmos isso, temos de ser humildes, temos de sentir-nos filhos pequenos e amar a bendita obediência com que respondemos à bendita paternidade de Deus. (Cristo que passa, 17)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
28/12

30/11/2011

Opus Dei

No Opus Dei todos fazemos o que teríamos feito se não fossemos do Opus Dei, mas com uma diferença: 

porque levamos acesa dentro da nossa alma a luz da vocação divina, da graça especial de Deus; porque damos á vida um sabor novo, o sabor do sal de Deus: 

Somos – devemos ser – lux mundi, sal terrae (Mt 5, 13-14), luz do mundo e sal da terra. 

(Notícias, Maio de 1965 p. 11) 30/11

26/09/2011

Textos de São Josemaria Escrivá

“O trabalho, um sinal do amor de Deus”


Está a ajudar-te muito, dizes-me, este pensamento: desde os primeiros cristãos, quantos comerciantes terão sido santos? E queres demonstrar que também agora isso é possível... O Senhor não te abandonará nesse empenho. (Sulco, 490)


O que sempre ensinei – desde há quarenta anos – é que todo o trabalho humano honesto, tanto intelectual como manual, deve ser realizado pelo cristão com a maior perfeição possível: com perfeição humana (competência profissional) e com perfeição cristã (por amor à vontade de Deus e em serviço dos homens). Porque, feito assim, esse trabalho humano, por humilde e insignificante que pareça, contribui para a ordenação cristã das realidades temporais – a manifestação da sua dimensão divina – e é assumido e integrado na obra prodigiosa da Criação e da Redenção do mundo: eleva-se assim o trabalho à ordem da graça, santifica-se, converte-se em obra de Deus, operatio Dei, opus Dei.

Ao recordar aos cristãos as palavras maravilhosas do Génesis – que Deus criou o homem para que trabalhasse –, fixámo-nos no exemplo de Cristo, que passou a quase totalidade da sua vida terrena trabalhando numa aldeia como artesão. Amamos esse trabalho humano que Ele abraçou como condição de vida, e cultivou e santificou. Vemos no trabalho – na nobre e criadora fadiga dos homens – não só um dos mais altos valores humanos, meio imprescindível para o progresso da sociedade e o ordenamento cada vez mais justo das relações entre os homens, mas também um sinal do amor de Deus para com as suas criaturas e do amor dos homens entre si e para com Deus: um meio de perfeição, um caminho de santificação. (Temas Actuais do Cristianismo, 10).

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

16/07/2011

OPUS DEI - Família

É suficientemente conhecido o empenho que o Opus Dei aplica na ajuda às famílias. Está bem experimentado que constituir família é hoje um ideal grande para as mães e pais cristãos. Os problemas são bem conhecidos: a casa, a escola para os filhos, atender os parentes velhinhos ou doentes, as pressões do trabalho...Não podemos, porém, esquecer que às famílias aquilo que falta por cima de tudo é o apoio espiritual, que é também um apoio humano. As famílias não podem sentir-se sós perante os problemas que precisam de resolver. Precisam de sentir o calor amigo, a companhia alegre e o exemplo positivo de outras famílias e sobretudo a ajuda insuperável de Deus. Por esta razão se explica o empenho que muitos membros do Opus Dei, em geral contando com a ajuda de outras pessoas, colocam na promoção de actividades para os pais e mães de família e para os filhos e filhas. Podemos mencionar além dos cursos de orientação familiar (de género diverso conforme as diferentes situações familiares, que podem ir dos que ainda namoram aos que já vão chegando á maravilhosa classe dos avós...) aos clubes de raparigas e de rapazes, onde se proporciona uma educação exigente no que diz respeito à prática das virtudes humanas e da piedade cristã, de acordo com as diferentes idades.

mons. antónio barbosa, Homilia por ocasião da festa de São Josemaria  2011.06.25 

15/07/2011

OPUS DEI - Efeitos da Fé

Não há dúvida, estas crises mundiais são crises de falta de mulheres e de homens de fé!

Também nós teremos a mesma experiência dos efeitos inesperados da nossa fé em Cristo..... SE...aumentamos a nossa amizade com Jesus na oração pessoal,...SE...frequentamos os sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia,....SE procuramos ter mais e melhor devoção a Nossa Senhora,....SE não esquecemos a devoção aos santos Anjos da Guarda,...SE...somos generosos com os nossos bens materiais,....SE...não deixamos de ser quem somos, nem acreditar naquilo em que sempre acreditámos, como nos disse o Papa Bento XVI na sua recente viagem. Sim, é verdade, precisamos de reconquistar a certeza da fé, para não desertar do nosso lugar nesta sociedade paganizada e, por isso mesmo, imensamente necessitada do nosso testemunho vibrante e alegre.

mons. antónio barbosa, Homilia por ocasião da festa de São Josemaria  2011.06.25 

14/07/2011

OPUS DEI - Chamamento

O chamamento que recebemos no nosso baptismo a colaborar na missão salvífica da Igreja é inseparável da nossa condição de cristãos. Também hoje, como nos tempos de Jesus, as multidões têm fome de ouvir a palavra de Deus. É a cena que recordamos na leitura do Evangelho. O Senhor utiliza a barca de Pedro para falar à multidão; aproveita a colaboração material de Simão e dos outros discípulos para que a sua mensagem chegue mais longe. Neste episódio, como em  muitos outros, descobrimos como os afazeres diários não tem porque ser um estorvo para fazer com que as pessoas com quem estamos descubram Cristo. No livro mais conhecido de S. Josemaria, “Caminho”, lá aparece com todas as letras: “De que tu e eu nos portemos como Deus quer, não o esqueças, dependem coisas grandes”. É precisamente nessas condições, no meio do trabalho, aproveitando uma ocasião de descanso, ao participar alegremente com pessoas de familia ou amigos num momento de lazer, é precisamente aí, nessas condições aparentemente inúteis que Cristo quer estar connosco, porque é nosso amigo, para poder ser amigo daqueles que porventura O não conhecem ainda.

mons. antónio barbosa, Homilia por ocasião da festa de São Josemaria  2011.06.25 

13/07/2011

OPUS DEI - Trabalho

(…) O Senhor serve-se de nós como archotes, para que essa luz ilumine e dê calor aos nossos contemporâneos. Depende de nós que muitas pessoas não continuem nas trevas, mas que andem por caminhos que conduzem à vida eterna.

(…) Trabalhar é certamente uma actividade orientada a fazer frente às necessidades económicas pessoais e familiares. Mas não podemos esquecer, como ensinou S. Josemaria que o trabalho deve ser muito mais do que isto. Porque o trabalho “nasce do amor, manifesta o amor e orienta-se para o amor”. Claro que o trabalho não é um castigo para uma alma de fé. Mas nem sempre é,....como devia ser...”santificar o trabalho, santificar-se no trabalho e santificar com o trabalho”. Se não existe espírito de serviço, se não agimos com rectidão de intenção, se não bloqueamos as exigências instintivas do nosso eu não trabalharemos como gente que sabe que não se pode limitar a cumprir, mas a amar que é...exceder-se nos próprios deveres.

mons. antónio barbosa, Homilia por ocasião da festa de São Josemaria  2011.06.25 

11/07/2011

OPUS DEI - Missão

(…) Como sabeis a missão do Opus Dei é ajudar a todos os cristãos a conhecer Jesus para o poderem imitar nos seus sentimentos e acções divinas. É nisto que consiste a santidade a que todos os baptizados são chamados por Cristo. O rasgo mais conhecido do Opus Dei é, porém, que este encontro pessoal com Jesus se realiza - com ajuda da graça dos Sacramentos - por meio do trabalho profissional, também na vida familiar, e através da amizade e das restantes e variadas situações da vida corrente.

A formação espiritual que o Opus Dei dá aos seus membros, ou às pessoas que pretendem beneficiar dos meios de formação - e é bem sabido que a imensa maioria são pessoas casadas -pode descrever-se como uma grande catequese. Mas esta catequese tem um modo especial de ser activada: depois dos meios de formação colectivos, em que as pessoas assistem em conjunto, aparece uma nova dimensão absolutamente inovadora: o acompanhamento individual, de acordo com aquilo que a própria pessoa esteja em condições de receber.

O objectivo de estes meios de formação é aprender a conhecer e a amar Deus, para transmitir esse amor a todos os nossos semelhantes, começando por aqueles que estão junto de nós. Ninguém duvida que o desafio a que um casal cristão tem de responder é praticar a sua fé no meio familiar, com os seus filhos, e, depois, marido e mulher, com os seus colegas de trabalho e em todos os ambientes. Como é lógico, o Opus Dei não interfere de modo nenhum na actuação profissional, na organização familiar, na opinião política ou na actividade social dos seus fiéis ou cooperadores. O Opus Dei limita-se a transmitir, com total fidelidade ao magistério da Igreja, o espírito de Cristo. Pelo seu lado, é cada mulher ou homem cristão que deve com coerência e em consciência usar livremente, com responsabilidade pessoal, do depósito da sua formação.

mons. antónio barbosa, Homilia por ocasião da festa de São Josemaria  2011.06.25 

29/06/2011

Homilia, Igreja da Trindade no Porto em 27 de Junho de 2011

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Igreja da Trindade

A felicidade original e a queda

            A primeira leitura que acabámos de ouvir proclamar recorda-nos como, através de uns poéticos veículos culturais, a Revelação ensinou ao homem algo fundamental: a situação criacional humana aperfeiçoa-se por meio do jardim do Éden, que tem todas as características aneladas pelo homem: materiais (árvores, rios, sombra, etc.), e espirituais (sobretudo a sabedoria). Numa palavra, a felicidade. Este é o sentido profundo do relato paradisíaco: a felicidade originária naquele estado de amizade a que Deus elevou o homem depois de o criar.
S. Josemaria Escrivá, Sacerdote, Fundador do Opus Dei cuja Festa estamos a celebrar sublinhou a este respeito duas coisas que fazem parte da mensagem que Deus lhe inspirou: o mundo foi criado por Deus com sabedoria e amor, e o homem foi criado por Deus com uma missão de uma grande dignidade nesse mundo.
E não só o homem em geral o “Adam”, mas também cada um de nós tem uma missão a cumprir no meio das circunstâncias nas quais foi colocado por Deus. Todos fomos colocados na terra para a cultivar e guardar mediante o trabalho e o cumprimento dos deveres quotidianos.
Mas não podemos esquecer que o relato da criação termina com a narração da queda dos nossos primeiros pais. Usando palavras de S. Josemaria: «Adão não quis ser um bom filho de Deus, e revoltou-se»
         Os nossos primeiros pais quiseram ser «como Deus» e desbarataram esse tesouro que era a sua amizade com Deus e pensaram que podiam ter tudo, desfrutar de tudo, egoisticamente, sem pensar nas consequências. O resultado foi a bancarrota material e espiritual.
         Mas, ao contrário de outros contextos, o Resgate da dívida soberana não veio de uma Troika que exige o pagamento até ao último Euro, custe o que custar. A Salvação veio de uma Trindade que enviou o próprio Filho para pagar por nós as consequências da nossa insensatez.
         Continuando com o texto de S. Josemaria «Deus Pai, chegada a plenitude dos tempos, enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que restabelecesse a paz; para que, redimido o homem do pecado, adoptionem filiorum reciperemus, para que recebêssemos a adopção de filhos (Gal 4, 5), fôssemos constituídos filhos de Deus, libertos do pecado, e capazes de participar na vida íntima da divina Trindade» (Cristo que Passa 65).
         S. Josemaria viveu e ensinou a viver, como fundamento da vida cristã, um confiado sentido da Filiação divina, a chamar a Deus pelo termo terno e confiado de “paizinho”, o “abbá, Pai” que lemos na 2ª Leitura, tirada da Epistola de S. Paulo aos Romanos.
            Mas se assim se gera este homem novo, se cria este novo enxerto dos filhos de Deus (cf. Rom 6, 45), se liberta a criação inteira da desordem, e restaura todas as coisas em Cristo (cf. Ef 1, 5), que nos reconciliou com Deus (cf. Col 1, 20), as consequências do pecado original deixaram as suas marcas no homem e no mundo, e os homens continuam a sentir-se tentados a acreditarem que são deuses.
Precisamente o evangelho proclamado põe-nos diante de uma dessas consequências: o trabalho pode ser infrutífero e fonte de frustrações e crises várias, a começar pelo próprio desemprego. E não só a nível pessoal, mas até a nível mundial como de certo modo estamos a assistir e a sentir especialmente na nossa sociedade. Uma noite infrutífera, as redes rotas e vazias e até um certo medo perante o futuro.

As crises mundiais são crises de santos

            S. Josemaria, convencido de que “as crises mundiais são crises de santos” (Caminho 301) foi precursor daquilo que o Concílio Vaticano II proclamou como o chamamento universal à santidade, recordando algo que, com o andar dos séculos, estava esquecido na vida da Igreja.
Como explicava o então Cardeal Ratzinger num texto sobre o Fundador do Opus Dei: «A palavra santo recebeu, com o passar do tempo, uma perigosa redução, que ainda permanece nos nossos dias. Pensamos nos santos representados nos altares, com os seus milagres e virtudes heróicas, e imaginamos que se trata de algo reservado a uns poucos eleitos, entre os que não nos podemos incluir. Tendemos a deixar a santidade para uns poucos, desconhecidos, e a contentarmo-nos em ser como somos.
«Josemaria Escrivá veio despertarmo-nos dessa apatia espiritual. Não! A santidade não é o extraordinário, mas o ordinário, o normal para cada baptizado. Não consiste em gestas de um indefinido e inalcançável heroísmo, mas tem mil formas; pode levar-se a cabo em cada estado e condição. É o corrente. Consiste em viver a vida de cada dia cara a Deus, impregnando-a com o espírito de fé» (Homilia da Missa de acção de Graças pela Beatificação, 1992).
         Assim, na resposta de Pedro ao Duc in altum de Cristo que lemos no Evangelho de hoje «Andamos na faina toda a noite e não apanhámos nada mas... sob a tua Palavra lançarei as redes», pode ser vista como o compromisso de contar com Deus nos nossos afazeres quotidianos, unir a oração, o trabalho e o apostolado numa unidade de vida coerente e forte.
E dizia também o Card. Ratzinger: «Ser santo não significa ser superior aos outros; antes, o santo pode ser muito débil, pode ter cometido tantos erros na sua vida (Aquele «Senhor, afasta-te de mim, que sou um homem pecador» ao mesmo tempo que segurava os pés de Jesus). A santidade é este contacto profundo com Deus, fazer-se amigo de Deus: é deixar agir o Outro, o Único que realmente pode fazer com que o mundo seja bom e feliz.
«Por conseguinte, se São Josemaria Escrivá fala da chamada de todos a ser santos, parece-me que, em última análise, está a aurir desta sua experiência pessoal de não ter feito sozinho coisas incríveis, mas de ter deixado agir Deus. E por isso nasceu uma renovação, uma força de bem no mundo, mesmo que todas as debilidades humanas permaneçam sempre presentes.
«Deveras todos somos capazes (Duc in altum!), todos somos chamados a abrir-nos a esta amizade com Deus, a não abandonar as mãos de Deus, a não deixar de voltar sempre de novo ao Senhor, falando com Ele como se fala com um amigo, sabendo bem que o Senhor realmente é o verdadeiro amigo de todos, mesmo de quantos não podem fazer grandes coisas sozinhos» (Artigo no L’Osservatore Romano no dia da Canonização, 2002).


A aventura de ser cristão no mundo

            Se não podemos fazer grandes coisas sozinhos, com Deus sim que podemos, mesmo que a missão dos cristãos no mundo apareça tantas vezes uma tarefa desproporcionada, uma loucura, mas... sob a tua Palavra!
«Para cumprir esta missão, Josemaria Escrivá viajou incansavelmente pelo mundo, com o desejo de infundir a todos os homens a ousadia da santidade; quer dizer, a aventura de ser cristão ali onde a vida nos colocou.
«Desta maneira Josemaria Escrivá chegou a ser um grande homem de acção, que vivia da Vontade de Deus e que chamava os homens a amar a Vontade de Deus, mas sem cair em rigorismos. Sabia que não podemos salvar-nos sozinhos, e assim como o amor pressupõe o ser amado, também a santidade necessita de outro fundamento: que Deus aceite amar-nos.
«Aventurou-se a ser “um D. Quixote de Deus”; pois então não é quixotesco ensinar no mundo de hoje a humildade, a obediência, a castidade, o desprendimento dos bens materiais, a magnanimidade? A Vontade de Deus representava para S. Josemaria a verdadeira razão das coisas, e assim esteve em condições de descobrir o razoável daquilo que aparentemente era irracional» (1992). Como Pedro perante o desafio do mestre.
«Com tudo isto compreendi melhor a fisionomia do Opus Dei, esta ligação surpreendente entre uma absoluta fidelidade à grande tradição da Igreja, à sua fé, com desarmante simplicidade, e a abertura incondicionada a todos os desafios deste mundo, quer no âmbito académico, quer no do trabalho, da economia, etc.
«Quem tem este vínculo com Deus, quem mantém este diálogo ininterrupto pode ousar responder a estes desafios, e deixa de ter medo; porque quem está nas mãos de Deus cai sempre nas mãos de Deus. É assim que desaparece o medo e nasce, ao contrário, a coragem de responder ao mundo de hoje» (2002). Duc in altum!

Peçamos a Nossa Senhora que nos ajude a saber dizer como Ela e como Pedro: faça-se segundo a Tua Palavra e que, tal como ela se lançou solícita aos caminhos da montanha para ajudar a sua prima Isabel, e Pedro se aventurou ao largo para pescar, também nós, com a intercessão de S. Josemaria, saibamos dar-nos ao serviço dos outros nos caminhos divinos da terra, omnes cum Petro, ad Iesum per Mariam!

Pe. Jorge Margarido Correia






20/06/2011

João Paulo II e o Opus Dei

Entrevista com D. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, por ocasião da beatificação de João Paulo II.
- E o Senhor, depois da sua nomeação como Prelado em 1994, teve ocasiões similares de relação com João Paulo II?
- O Papa continuou a ser igualmente paternal e afectuoso. Por exemplo, telefonou-me pessoalmente para me anunciar a nomeação como prelado. Eu, em diversas ocasiões, fui-o informando sobre o desenvolvimento dos apostolados da Obra e pude comprovar a sua alegria. Poucos meses depois da nomeação, quis conferir-me a ordenação episcopal. A partir do ano 2000 o Papa estava já mais doente, mas continuou a ter a delicadeza de me receber em audiência com certa frequência, para ter notícias das actividades apostólicas da Obra em todo o mundo.

Três dias depois da morte do Papa fui com D. Joaquín Alonso rezar diante dos seus restos mortais na Basílica de São Pedro e cumprimentar D. Stanislaw, que nos convidou para rezar na capela privada e em seguida nos encorajou a subir ao terraço do palácio apostólico. Queria mostrar-nos o rio de gente que vinha prestar a última homenagem ao Papa e a quantidade de televisões de todo o mundo que se tinham instalado nos arredores da Praça de São Pedro. Pouco depois, entregou-me uma batina de João Paulo II, para que a conservássemos como relíquia.


michele dolz, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet, 2011/05/16

2011.06.19

19/06/2011

João Paulo II e o Opus Dei

Entrevista com D. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, por ocasião da beatificação de João Paulo II.

- E o Senhor, depois da sua nomeação como Prelado em 1994, teve ocasiões similares de relação com João Paulo II?


- O Papa continuou a ser igualmente paternal e afectuoso. Por exemplo, telefonou-me pessoalmente para me anunciar a nomeação como prelado. Eu, em diversas ocasiões, fui-o informando sobre o desenvolvimento dos apostolados da Obra e pude comprovar a sua alegria. Poucos meses depois da nomeação, quis conferir-me a ordenação episcopal. A partir do ano 2000 o Papa estava já mais doente, mas continuou a ter a delicadeza de me receber em audiência com certa frequência, para ter notícias das actividades apostólicas da Obra em todo o mundo.



Três dias depois da morte do Papa fui com D. Joaquín Alonso rezar diante dos seus restos mortais na Basílica de São Pedro e cumprimentar D. Stanislaw, que nos convidou para rezar na capela privada e em seguida nos encorajou a subir ao terraço do palácio apostólico. Queria mostrar-nos o rio de gente que vinha prestar a última homenagem ao Papa e a quantidade de televisões de todo o mundo que se tinham instalado nos arredores da Praça de São Pedro. Pouco depois, entregou-me uma batina de João Paulo II, para que a conservássemos como relíquia.


michele dolz, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet, 2011/05/16

2011.06.19

18/06/2011

João Paulo II e o Opus Dei

Entrevista com D. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, por ocasião da beatificação de João Paulo II.

- João Paulo II quis rezar diante dos restos mortais de D. Álvaro no dia da sua morte. Poderia contar algo daqueles momentos?


- Em 11 de Março 1994, no seu 80º aniversário, D. Álvaro recebeu um texto autógrafo de João Paulo II, escrito sobre uma fotografia: “Ao venerado e querido irmão Álvaro del Portillo, que com a alma agradecida ao Senhor, celebra o seu octogésimo aniversário, expressando-lhe o meu vivo apreço pelo seu fiel trabalho ao serviço da Igreja, e implorando abundantes graças celestiais para um ministério ainda longo e rico em frutos, concedo-lhe, do coração, uma especial bênção apostólica, tornando-a extensiva, com afecto, a todos os sacerdotes e leigos da Prelatura”.



Na tarde de 22 de Março de 1994 tínhamos regressado de uma peregrinação à Terra Santa e passadas poucas horas, na madrugada do dia 23, o Senhor chamou a Si o Prelado do Opus Dei. Comuniquei a notícia a D. Stanislaw Dziwisz, secretário particular de João Paulo II, pelas seis e meia da manhã. D. Stanislaw disse-me que a comunicaria ao Santo Padre e que encomendariam a Deus na Missa o eterno descanso do Prelado. Tivemos a amável surpresa de que, por volta das dez horas da manhã, ligou o Perfeito da Casa Pontifícia, Mons. Monduzzi, para informar que o Santo Padre desejava ir à tarde à sede da Cúria Prelatícia, para rezar diante do corpo de D. Álvaro. Não me detenho em pormenores dessa visita, mas quero assinalar o interesse manifestado por João Paulo II. Perguntou-me a que hora e onde tinha celebrado D. Álvaro a sua última Missa, porque sabia que tinha regressado a Roma no dia anterior. Quando lhe respondi que às onze da manhã, na igreja do Cenáculo, surpreendeu-me que o Papa fizesse rapidamente o cálculo entre a hora da Santa Missa e a da sua ida para o Céu. No final agradeci-lhe a visita, tão insólita, mas o Papa atalhou dizendo: “Era um dever, era um dever”.


michele dolz, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet, 2011/05/16
2011.06.18