Mostrar mensagens com a etiqueta Educar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Educar. Mostrar todas as mensagens

14/02/2019

Temas para reflectir e meditar

Família cristã


Nós cristãos não nos sentimos melhores do que os outros, nem mais virtuosos. Mas – hoje, como sempre – estamos chamados pela graça de Deus a ser sal e luz do mundo, fermento da sociedade e, portanto, para revitalizar com o amor e a verdade de Cristo os ambientes culturais e sociais. O Senhor urge-nos dia a dia a sermos exemplo para muitos que vacilam, para lhes mostrar a beleza e o atractivo da nossa fé, no sentido divino do amor humano e, como consequência, do matrimónio fiel e indissolúvel, a grandeza da vocação matrimonial como caminho de santidade, a felicidade da maternidade e da paternidade como participação da paternidade e maternidade de Deus, mediante as quais Ele enriquece e faz crescer a família humana. E quando Deus não envia filhos a um casal que os deseja vivamente, este é outro modo de abençoar, para que estejam especialmente abertos a uma maternidade e a uma paternidade espiritual muito ampla.
Os pais, se interferirem em matérias que não são plena e exclusivamente da sua incumbência – como, por exemplo, a vida espiritual dos filhos – podem causar efeitos desastrosos. Assim, obrigar os filhos a frequentar os sacramentos, pode dar lugar a que se cometam sacrilégios; proibi-los de os receber, pode conduzir a que os filhos pequem opor falta de alimento interior e de energias; pode ser extremamente prejudicial impor um confessor ou proibir a confissão com determinado sacerdote. Não se pode ir mais longe que o que a Igreja determina. Os pais têm o dever de vigiar, fomentar e ajudar os filhos desenvolver a sua vida de piedade, sobretudo durante a infância, mas não devem ultrapassar o limiar da consciência; os filhos podem confiar-se livremente aos pais, mas estes não devem e esquecer que, nos assuntos da alma, quem tem graça de estado, é o sacerdote e, nesta zona, os filhos devem manter a sua independência, pois não dependem dos pais mas de Deus, que foi Quem criou as suas almas sem ajuda de ninguém.

(Federico SuarezA Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 1967, pg. 154 – 155)


16/03/2017

Temas para meditar - 692

Filhos


Estamos enganados quando dizemos: falhei na educação dos meus filhos; não soube fazer o bem em volta de mim. 
Realmente, ainda não tivemos êxito, o sucesso não é ainda como tínhamos esperado. Isto é: a colheita ainda não chegou à maturidade. 
O que importa é que tenhamos semeado, que tenhamos dado Deus às almas. 
Quando Deus quiser, essas almas voltar-se-ão para Ele. 
Nós talvez não estejamos lá para o ver, mas outros colherão o que semeámos.

(georges chevrot Jesus e a Samaritana Éfeso 1956 pg 201)

18/02/2014

Temas para meditar 18

Opus Dei

Tudo se simplifica desde que em lugar de considerar a educação dum filho ou a conversão dum descrente como obra própria, a olhemos como obra de Deus.


(GEORGES CHEVROT, Jesus e a Samaritana, Éfeso, 1956, pg 201)

17/11/2011

Educar a afectividade 7

A LIBERDADE INTERIOR

Por vezes tendemos a identificar obrigação com coação, percebemos a ideia do dever como uma perda de liberdade, e isso é um erro no desenvolvimento emocional. Actuar conforme o dever é algo que nos aperfeiçoa. Se aceitamos o nosso dever como uma voz amiga, acabaremos por o assumir de modo agradável e cordial e descobriremos, pouco a pouco, que a grande conquista da educação afectiva é conseguir unir, na medida do possível, o querer e o dever. Assim, além disso, atinge-se um grau de liberdade muito maior, porque a felicidade não está em fazer o que se quer, mas em amar o que se deve fazer.
Sentir-nos-emos assim ligados ao bom agir moral, mas não obrigados, nem forçados, nem coagidos, porque o entenderemos como um ideal que nos leva à plenitude, e isso constitui uma das maiores conquistas da verdadeira liberdade.

a. aguiló

16/11/2011

Educar a afectividade 6

SENTIMENTOS E EDUCAÇÃO MORAL

A educação deve prestar uma atenção muito particular à educação moral e não pode ficar apenas em questões como o desenvolvimento intelectual, a força de vontade ou a estabilidade emocional. Uma boa educação sentimental há-de ajudar, entre outras coisas, a aprender, dentro do possível, a desfrutar fazendo o bem e sentir desgosto fazendo o mal. Trata-se, portanto, de aprender a amar o que verdadeiramente merece ser amado.


No nosso interior há sentimentos que nos impulsionam a agir bem, e, junto a eles, pululam também outros que ameaçam a nossa vida moral. Por isso devemos procurar modelar os nossos sentimentos para que nos ajudem o mais possível a sentirmo-nos bem com aquilo que nos ajuda a construir uma vida pessoal harmónica, plena, conseguida; e a sentirmo-nos mal em caso contrário. Porque a educação moral ajuda-nos — entre outras coisas — a sentirmo-nos optimamente.
Para os primeiros cristãos, o sentido positivo da afectividade humana era algo conatural e muito próximo. Prova disso é o conselho de São Paulo: “Tende entre vós os mesmos sentimentos que teve Cristo Jesus [1]. O Catecismo da Igreja Católica fala também da importância de envolver a vida afectiva na santidade: «A perfeição moral consiste em que o homem não seja movido ao bem apenas pela sua vontade, mas também pelo seu apetite sensível segundo estas palavras do salmo: ‘O meu coração e a minha carne gritam de alegria pelo Deus vivo’ (Sal 84,3)» [2].
É verdade que por vezes fazer o bem não será atractivo. Por isso os sentimentos nem sempre são um guia moral seguro. É necessário não desprezar a sua força e influência, e compreender que convém educá-los para que ajudem o mais possível à vida moral. Se uma pessoa, por exemplo, sente desagrado ao mentir e satisfação quando é sincera, isso sem dúvida ser-lhe-á de grande ajuda. E se se sente incomodada quando é desleal, ou egoísta, ou preguiçosa, ou injusta, esses sentimentos afastá-la-ão desses erros e, por vezes, com bastante mais força do que outros argumentos.  

Com uma boa educação dos sentimentos, faz-se menos esforço para levar uma vida de virtude e alcançar a santidade. De qualquer forma, por muito boa que seja a educação de uma pessoa, fazer o bem exigirá com frequência luta, por vezes grande. Mas sempre se sai a ganhar com agir bem. Pelo contrário, escolher o mal é auto-enganar-se e, a longo prazo, conduz a uma vida muito mais difícil e decepcionante. Por isso, não se trata de ganharmos a felicidade do Céu sendo desgraçados na terra, mas de procurar ambas as felicidades ao mesmo tempo: “Cada vez estou mais persuadido: a felicidade do Céu é para os que sabem ser felizes na terra[3] .

a. aguiló


[1] Flp, 1, 5.
[2] Catecismo da Igreja Católica, n. 1770.
[3] S. Josemaria, Forja, n. 1005.

14/11/2011

Educar a afectividade 5

A FORÇA DA EDUCAÇÃO

Entre o sentimento e a conduta há um passo importante. Por exemplo, pode sentir-se medo e actuar valentemente. Ou sentir ódio e perdoar. Nesse espaço entre sentimentos e acção está a liberdade pessoal. Produz-se então uma decisão pessoal, que se situa em parte nesse momento concreto e em parte antes, no processo prévio de educação e auto-educação. Ao longo da vida vai-se criando um estilo de sentir, e também um estilo de actuar. 
Continuando com o exemplo, uma pessoa medrosa ou rancorosa acostumou-se a reagir cedendo ao medo ou ao rancor que espontaneamente lhe produzem determinados estímulos, e isto criou nele um hábito mais ou menos permanente. Esse hábito leva-o a ter uma forma própria de responder afectivamente a essas situações, até acabar por constituir um rasgo do seu carácter.
Em resumo, não podemos mudar a nossa herança genética, nem a nossa educação até ao dia de hoje, mas podemos sim pensar no presente e no futuro, com uma confiança profunda na grande capacidade de transformação do homem através da formação, do esforço pessoal e da graça de Deus.

a. aguiló

13/11/2011

Educar a afectividade 4

EXEMPLO, EXIGÊNCIA, BOA COMUNICAÇÃO

Na aprendizagem emocional, o exemplo tem um protagonismo particular. Basta pensar, por exemplo, como se transmite de pais para filhos a capacidade de reconhecer a dor alheia, de compreender os outros, de prestar ajuda a quem necessita. São estilos emocionais que todos nós aprendemos de modo natural e registamo-los na nossa memória sem nos darmos conta, observando quem nos rodeia.
Mas, nem por isso, tudo é questão de bom exemplo. Há filhos egoístas e insensíveis cujos pais são pessoas de grande coração. E isto é assim porque o modelo é importante, mas, além dele (por exemplo, de pais atentos às necessidades dos outros), é preciso sensibilizar, face a esses valores (fazer-lhes descobrir essas necessidades nos outros, salientar-lhes quão atraente é um estilo de vida baseado na generosidade) e, além disso, educar num clima de exigência pessoal, porque, se não há auto-exigência, a preguiça e o egoísmo afogam facilmente qualquer processo de maturação emocional. A disciplina e a autoridade são decisivas para educar, pois sem um pouco de disciplina dificilmente se podem aprender a maioria das questões importantes para a vida.


Juntamente com isso, é essencial que haja um clima distendido, de boa comunicação; que na família seja fácil criar momentos de maior intimidade, em que possam emergir com confiança os sentimentos de cada um e, assim, serem partilhados e educados; que não haja um excessivo pudor à hora de manifestar os próprios sentimentos; que haja facilidade para expressar aos outros com lealdade e carinho o que neles nos desagradou; etc. 



Quando falta essa sintonia diante de algum tipo de sentimentos (de misericórdia face ao sofrimento alheio, de desejo de superar-se diante de uma contrariedade, de alegria diante do êxito de outros, etc.), ou na medida em que esses sentimentos não se fomentam, ou mesmo se dificultam ou se desprestigiam, cada um tende a restringi-los e, pouco a pouco, senti-los-á cada vez menos; vão-se e desfigurando e desaparecem pouco a pouco do repertório emocional.


a. aguiló

12/11/2011

Educar a afectividade 3

SENTIMENTOS E VIRTUDE

Cada sentimento favorece umas acções e entorpece outras. Portanto, os sentimentos favorecem ou entorpecem uma vida psicológica espiritualmente sã, e também favorecem ou entorpecem a prática das virtudes ou valores que desejamos conseguir. Não podemos esquecer que a inveja, o egoísmo, a soberba ou a preguiça, são certamente carências de virtude, mas também são carências da adequada educação dos sentimentos que favorecem ou entorpecem essa virtude. Pode dizer-se, portanto, que a prática das virtudes favorece a educação do coração e vice-versa.

Muitas vezes esquecemo-nos que os sentimentos são uma poderosa realidade humana, uma realidade que — para bem ou para mal — é habitualmente aquilo que com mais força nos impulsiona ou retrai na nossa actuação. Numas ocasiões tende-se a descuidar a sua educação, talvez pela impressão confusa de que são algo obscuro e misterioso, pouco racional, quase alheio ao nosso controlo; ou talvez por confundir sentimento com sentimentalismo; ou porque a educação da afectividade é uma tarefa difícil, que requer discernimento e constância e que, talvez por isso, se evita quase sem nos apercebermos.


Os sentimentos fornecem à vida grande parte da sua riqueza, e são decisivos para uma vida conseguida e feliz. “O que é preciso para conseguir a felicidade não é uma vida cómoda, mas um coração enamorado” [1]. E para isso é preciso educar o coração, embora nem sempre seja uma tarefa fácil. Todos temos a possibilidade de orientar em grau elevado os nossos sentimentos. Não devemos cair no fatalismo de pensar que quase não se podem educar e considerar, por isso, que as pessoas são inevitavelmente de uma maneira ou de outra, e que são generosas ou invejosas, tristes ou alegres, carinhosas ou frias, optimistas ou pessimistas como se isso fosse algo que corresponde a uma natureza inexorável quase impossível de modificar.


É verdade que as disposições sentimentais têm uma componente inata, cujo alcance é difícil precisar. Mas há também o poderoso influxo da família, da escola, da cultura em que se vive, da fé. E há, sobretudo, o próprio esforço pessoal por melhorar, com a graça de Deus.

a. aguiló


[1] s. josemariaSulco, n. 795.

21/06/2011

Sobre a família 89

Educar em liberdade

EDUCAR A LIBERDADE
A educação bem pode entender-se como uma habilitação da liberdade em ordem a perceber o apelo do valioso – daquilo que enriquece e convida a crescer – e a enfrentar os seus requisitos práticos. E isso consegue-se propondo usos da liberdade, propondo tarefas plenas de sentido.
Cada idade da vida tem os seus aspectos positivos. Um dos mais nobres que tem a juventude é a facilidade para confiar e responder positivamente à exigência amável. Num tempo relativamente curto podem apreciar-se mudanças notáveis em jovens a quem se confiaram encargos que podiam assumir, e que consideravam importantes: ajudar uma pessoa, colaborar com os pais nalguma função educativa... 
Pelo contrário, essa nobreza manifesta-se, de forma pervertida e frequentemente violenta, contra aqueles que se limitam a satisfazer os seus caprichos. À primeira vista, esta atitude é mais cómoda, mas a longo prazo os custos são muito mais gravosos e, sobretudo, não ajuda a amadurecer, pois não os prepara para a vida.  

Quem se acostuma, desde pequeno, a pensar que tudo se resolve de forma automática, sem nenhum esforço ou abnegação, provavelmente não amadurecerá no tempo devido. E quando a vida magoar – coisa que inevitavelmente acontecerá – talvez não tenha arranjo. O homem deve modelar o seu carácter, aprender a esperar os resultados de um esforço longo e continuado, a superar a escravidão do imediato.

Certamente, o ambiente hedonista e consumista que hoje respiram muitas famílias no chamado “primeiro mundo” – e também noutros muitos ambientes de países menos desenvolvidos – não facilita captar o valor da virtude ou a importância de atrasar uma satisfação para obter um bem maior.
Mas face a esta circunstância adversa, o sentido comum põe de manifesto a importância do esforço; por exemplo, nos nossos dias tem especial vigor a referência à cultura desportiva, na qual se nota que quem deseja ganhar uma medalha tem de estar disposto a sofrer treinos prolongados e árduos.
Em geral, a pessoa que é capaz de se orientar livremente para bens que realmente “valem a pena”  deve estar preparada para enfrentar tarefas de grande envergadura (aggredi),e para resistir com tenacidade no empenho quando chega o desalento e aparecem as dificuldades (sustinere).Estas duas dimensões da fortaleza fornecem a energia moral para não nos conformarmos com aquilo que já foi conseguido e continuar a crescer, chegar a ser mais. Hoje é especialmente importante mostrar com eloquência que uma pessoa que dispõe dessa energia moral é mais livre do que quem não dispõe dela.
Todos estamos chamados a conseguir essa liberdade moral, que só se pode obter com um uso – não um uso qualquer – moralmente bom da liberdade de arbítrio. Constitui um desafio para os educadores, e em particular para os pais, mostrar de modo convincente que o uso autenticamente humano da liberdade não consiste tanto em fazer o que nos apeteça, mas em fazer o bem  porque nos dá na gana, que é a razão mais sobrenatural, como costumava dizer S. Josemaria. [i]
É esse o caminho para se libertar do clima asfixiante de suspeita e de coação moral, que impedem procurar pacificamente a verdade e o bem e aderir cordialmente a eles. Não há cegueira maior do que a de quem se deixa levar pelas paixões, pelas “ganas” (ou pela falta delas). Quem só pode aspirar ao que lhe apetece é menos livre do que aquele que pode procurar, não apenas em teoria mas com obras, um bem árduo.
Não há desgraça maior do que a de quem, ambicionando um bem, se surpreende sem forças para o levar a cabo. Porque a liberdade encontra todo o seu sentido quando se exercita no serviço da verdade que resgata, quando se gasta em procurar o Amor infinito de Deus, que nos desata de todas as escravidões. [ii]

j.m. barrio
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


[i] S. Josemaria, Cristo que passa, n. 17.
[ii] S. Josemaria, Amigos de Deus, n. 27.

20/06/2011

Sobre a família 88

Educar em liberdade

O VALOR EDUCATIVO DA CONFIANÇA

No entanto, a expressão “educar em liberdade” permite fazer finca-pé na necessidade de formar num clima de confiança. Como foi salientado, as expectativas dos outros em relação ao nosso comportamento funcionam como motivos morais das nossas acções.  


A confiança que se nos demonstra move-nos a agir; e pelo contrário paralisa-nos sentir que desconfiam de nós. Isto é patente no caso das pessoas mais jovens ou dos adolescentes, que estão a modelar o seu carácter e valorizam muito o juízo dos outros. 



Confiar significa ter fé, dar crédito a alguém, considerá-lo capaz de verdade; de a manifestar ou de a guardar, conforme os casos, mas também de a viver. A confiança que se dá a outro costuma provocar um duplo efeito; de maneira imediata, um sentimento de gratidão, porque se sabe beneficiado por um dom; além disso, a confiança favorece o sentido de responsabilidade.  



Quem me pede algo importante espera que lho dê, porque já confia em que lho posso dar; tem de mim um elevado conceito. Se essa pessoa confia em mim, sinto-me movido a satisfazer as suas expectativas, a responder com os meus actos. Confiar em alguém é um modo muito profundo de lhe encomendar algo.

Grande parte do que podem fazer os educadores depende de quanto souberam suscitar esta atitude nas pessoas. Em particular os pais hão-de ganhar a confiança dos filhos, dando-lha eles primeiro. Em certas idades da infância, convém estimular o uso da sua liberdade; por exemplo, pedir-lhes coisas e dar explicações sobre o que é bom e o que é mau. Mas isto careceria de significado se faltasse a confiança, esse mútuo sentimento que ajuda a pessoa a abrir a sua intimidade, sem o que é difícil propor metas e tarefas que contribuam para o crescimento pessoal.


A confiança dá-se, consegue-se, gera-se; não se pode impor, nem exigir. A pessoa torna-se digna de confiança pelo seu exemplo de integridade,  adiantando-se a  dar o que pede aos outros. Assim se adquire a autoridade moral necessária para pedir aos outros; e faz-se notar que educar em liberdade torna possível educar a liberdade.

j.m. barrio
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

19/06/2011

Sobre a família 87

Educar em liberdade

SABER CORRIGIR
O amor é o menos tolerante, permissivo ou condescendente que encontramos nas relações humanas, porque, ainda que seja possível amar uma pessoa com os seus defeitos, já não é possível amá-la pelos seus defeitos. O amor deseja o bem da pessoa, que esta dê o melhor de si, que alcance a felicidade; e por isso quem ama pretende que o outro lute contra as suas deficiências e sonha com ajudá-lo a corrigi-las.
São sempre mais os elementos positivos de uma pessoa – pelo menos potencialmente – do que os seus defeitos e essas boas qualidades são as que a tornam amável; mas não são as qualidades positivas que se amam, mas as pessoas que as possuem e que as possuem conjuntamente com outras que talvez não o sejam tanto. Uma conduta correcta costuma ser o resultado de muitas correcções e estas serão mais eficazes se se fazem com sentido positivo, pondo sobretudo a tónica naquilo que se pode melhorar no futuro.
À luz do que se referiu, chama-se a atenção de que toda a forma de educar apela à liberdade das pessoas. Nisso se distingue, precisamente, educar de domesticar ou instruir. “Educar em liberdade” é um pleonasmo, não se diz nem mais nem menos do que “educar”. 
j.m. barrio
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet