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19/07/2015

Temas para meditar - 471

Cumprir e Amar 



Pode dar-se um presente a uma pessoa fazendo a encomenda numa loja pelo telefone; através doutra pessoa, ou indo comprá-lo pessoalmente.
Aquele que recebe o presente, talvez não saiba que procedimento se seguiu, mas evidentemente o afecto e o interesse do que presenteia é diferente, segundo essas circunstâncias.
Deus vê as nossas intenções: e não se trata de cumprir, mas de amar.


(javier echevarria, Sum. 2864) 

15/04/2015

Temas para meditar - 418


Família


Participais do poder criador de Deus e, por isso, o amor humano é santo, nobre e bom: uma alegria do coração, à qual o Senhor, na Sua providência amorosa, quer que outros livremente renunciemos.
Por isso vos convido, com João Paulo II, a não fechar as portas da vossa vida e do vosso lar. Abri-as de par em par! Deixai que entre nas vossas almas e nas vossas casas a Luz que dissipa todas as trevas. Secundai a “a luz da fé e do amor”, que nos habilita para dar testemunho cabal da verdade sobre o matrimónio e a família: sobre a unidade e indissolubilidade; sobre o autêntico amor dos esposos, aberto sempre à vida – não tenhais medo à chegada de outros filhos; sobre a mútua fidelidade nas tristezas e nas alegrias; sobre a generosidade e a delicadeza no trato; sobre o esquecimento de si, sobre a dedicação aos filhos e ao serviço da sociedade... Acolhei em vós a Luz divina, para que esse cúmulo de realidades – quase sempre vulgares e aparentemente sem esplendor – que configuram a vida matrimonial e familiar, brilhem no vosso lar com todo o seu relevo humano e sobrenatural e o convertam numa verdadeira “igreja doméstica”: em caminho de santidade e apostolado. [i]



[i] (javier echevarríaHomilia na XV Jornada Mariana da Família, Torre Ciudad, 2005.09.04)

07/11/2014

Temas para meditar - 264


Redenção


Deus não só nos criou, deu-nos o ser, mas também nos outorgou a capacidade de actuar, de dominar o mundo, de o aperfeiçoar com o trabalho, desenvolvendo harmonicamente as potencialidades presentes na natureza. Além do mais, ama-nos até ao ponto de «querer necessitar» da nossa colaboração inclusive para o mais divino: a obra salvadora e redentora. O Pai enviou o Filho ao mundo para que nos redimisse com a Sua morte na Cruz, e envia-nos também o Espírito para que nos incorpore a Cristo e, formando uma só coisa com Cristo, cooperemos com Ele na tarefa de estender a todos os nossos irmãos, os homens, os frutos da Redenção.

(JAVIER ECHEVARRÍA, Itinerários de Vida Cristiana, Planeta, 2001, pg. 213, trad ama

13/07/2014

Temas para meditar - 174

Virtudes sobrenaturais

A fé, a esperança e a caridade: virtudes sobrenaturais, que só Deus pode infundir nas almas e só Ele pode intensificar. Mas isso não significa que a recepção destes dons divinos exima da colaboração pessoal, porque em todos os Seus planos jamais o Omnipotente impõe o Seu amor. (...) Por isso, normalmente, dispõe que a Sua acção inefável seja acolhida e acompanhada pelo esforço da criatura: admiremo-nos ante a categoria que nos atribui.


(JAVIER ECHEVARRÍA, Carta aos fiéis da Prelatura do Opus Dei, Ano da Eucaristia, Roma 2004.10.06)

02/03/2013

Palavras do Prelado do Opus Dei no Diário ABC de Madrid,


"Outro Pedro virá, com as suas redes às costas, novo bispo de Roma e novo pai para a família dos filhos de Deus. 
E a Bento XVI, que passa a barca de São Pedro ao seu sucessor, dizemos-lhe de todo o coração: ¡Obrigado, santo padre, perdão pelas nossas faltas de correspondência aos seus silvos de bom pastor, e pedimos-lhe que não cesse de ajudar o povo de Deus com a fecundidade do seu pensamento e a sua oração!"

01 de Março de 2013

Javier Echevarría, Prelado del Opus Dei 

03/01/2013

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 14


14. Causava profunda impressão a fé, a piedade e o recolhimento com que S. Josemaria se metia, corpo e alma, no momento da Consagração Eucarística. Maravilhava-se diariamente, com renovado agradecimento e nova devoção, ante o mistério da transubstanciação, ante essa entrega do Filho de Deus ao Pai, com o Espírito Santo, pelas almas. Penso que não exagero ao afirmar que, sabendo-se nesses instantes ipse Christus, daí extraía toda a força da sua eficácia e da sua extensa actuação apostólica. Com idêntica fé ardente o contemplávamos enquanto repetia, antes de dar a Sagrada Comunhão, as palavras de S. João Baptista: ecce Agnus Dei! Exortou todos os católicos, e repetia-o às suas filhas e filhos, aos sacerdotes, que é necessário identificar-se com Cristo, porque Ele assim nos convidou e porque assim atrairemos as almas para o Amor de Deus. Actualizar a nossa fé, como o nosso Padre, precisamente no momento da transubstanciação, é uma ajuda poderosa para fazer de cada dia uma missa.
Esta certeza de que Deus quer contar connosco pode e deve constituir um firme ponto de apoio para renovar diariamente o nosso zelo apostólico; há-de ser um estímulo que nos impulsione, cheios de esperança e optimismo sobrenatural, para o serviço das pessoas que passam ao nosso lado: «havemos de nos inflamar no desejo e na realidade de levar a luz de Cristo, o afã de Cristo, as dores e a salvação de Cristo, a tantas almas de colegas, amigos, parentes, conhecidos, desconhecidos, sejam quais forem as suas opiniões nas coisas da terra, para lhes dar a todos um bom abraço fraterno. Então seremos rubi aceso, e deixaremos de ser este nada, este carvão pobre e miserável, para ser a voz de Deus, luz de Deus, fogo de Pentecostes!» [24].


Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

____________________
Notas:

[24] S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 2-VI-1974.

28/10/2012

A crise laboral e os filhos de Deus


DESCOBRIR DEUS NO TRABALHO


Por ocasião de outros aniversários, já comentámos as leituras da Missa em honra deste santo sacerdote. Hoje desejo deter a minha atenção na mensagem que nos transmitiu o fundador do Opus Dei: a santificação da vida corrente, tal como a pregou Jesus Cristo e nos é apresentada nos textos do Génesis, da carta de São Paulo aos Romanos e na passagem do Evangelho da Missa de hoje.

Consideremos a parte final do texto do Génesis: o Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para que o trabalhasse e o guardasse (Gn 2, 15). O convite a trabalhar, enquanto complemento da obra da criação, é a vocação original de cada mulher e de cada homem. Com razão, pois, São Josemaria podia afirmar que qualquer trabalho honrado é «um meio necessário que Deus nos confia aqui na terra, dilatando os nossos dias e fazendo-nos participantes do Seu poder criador, para que ganhemos o sustento e simultaneamente recolhamos frutos para a vida eterna (Jo 4, 36)» (Amigos de Deus 57). Deste modo convidava-nos a descobrir Deus de novo, tanto nos trabalhos importantes como nas ocupações quotidianas, que podem converter-se em sólido fundamento para a santidade pessoal.

Esta dimensão original do trabalho é a razão mais profunda do direito de todos a ter uma ocupação profissional que lhes permita viver e atender as necessidades da sua família. Infelizmente, nas circunstâncias actuais, muitos países sofrem a praga do desemprego, que causa tantas preocupações e incomodidades a inumeráveis famílias. Rezemos pelas autoridades civis e pelos responsáveis pela vida pública, a todos os níveis, para que, iluminados pela Sabedoria divina, saibam encontrar e pôr em prática as medidas idóneas para fazer sair da atual crise as suas respetivas nações, respeitando plenamente a dignidade da pessoa e o bem comum. Confiemos esta intenção a Deus por intercessão de São Josemaria, apóstolo da santificação do trabalho.

A segunda leitura recorda-nos, com palavras de São Paulo, que os cristãos são filhos de Deus, guiados pelo Espírito Santo. O Apóstolo retira desta afirmação, uma consequência imediata: não recebestes o espírito de escravidão para estar de novo com temor, mas recebestes o espírito de filhos de adoção, mercê do qual clamamos: «"Abba”, Pai!» (Rm 8, 15).

Paulo tem presente os meios e as angústias da sociedade do seu tempo, submetida a múltiplos poderes, malignos em grande parte, característicos do antigo paganismo. Por esta razão, como explica Bento XVI numa das suas encíclicas, aqueles povos viviam imersos no temor, ainda que tivessem muitos deuses; «mas os seus deuses — comenta o Papa — tinham-se mostrado incertos e dos seus mitos contraditórios não surgia esperança alguma. Apesar dos deuses, estavam "sem Deus" e, por conseguinte, encontravam-se num mundo obscuro, perante um futuro sombrio» (Spe salvi 2).

Os cristãos, pelo contrário, enquanto filhos de Deus, sabem que têm um futuro luminoso. «Não é que conheçam os pormenores do que os espera — prossegue o Santo Padre — mas sabem que a sua vida, em conjunto, não acaba no vazio. Só quando o futuro é certo como realidade positiva, se torna também suportável o presente» (Ibid.)

Esta grande maravilha da nossa fé tem que nos encher de valentia, irmãs e irmãos queridíssimos, para enfrentar com confiança em Deus e serenidade as dificuldades que se vão apresentando na nossa existência; também as que derivam da actual crise económica e da falta de trabalho.

No Evangelho contemplámos, mais uma vez, o grande prodígio da primeira pesca milagrosa. Do ponto de vista humano, a ordem de Jesus — lançar as redes em pleno dia, após uma noite infrutífera — parecia inútil e absurda. Além disso, Pedro e os outros eram pescadores de profissão: conheciam bem o seu ofício e as zonas mais escondidas do lago de Tiberíades não guardavam segredos para eles. No entanto, obedecem: in verbo autem tuo laxabo retia (Lc 5, 5), sobre a Tua palavra, lançarei as redes. Não vos maravilha a fé de Simão Pedro? Também nós temos necessidade de fé para fazer frente às vicissitudes da nossa existência.

Dentro de poucos meses, em Outubro, começará o Ano da Fé convocado pelo Papa. Como nos estamos a preparar? Fazemos atos explícitos desta virtude antes de receber o sacramento da Confissão ou da Comunhão? Dirigimo-nos a Deus com fé na oração, perante as variadas obrigações próprias de uma vida cheia de ocupações profissionais? Procuramos aproximar do Senhor as pessoas queridas, os amigos, os companheiros de estudo ou de trabalho? Não esqueçamos — porque é verdade — que Deus deseja servir-se de cada uma e de cada um de nós para que os outros O conheçam, O tratem e O amem.

Reparai que a fé abre todas as portas de par em par e descobre horizontes que pareciam fechados. Este é o ensinamento da passagem evangélica. Obedecendo ao mandato do Senhor, Pedro e os seus companheiros lançaram as redes. Jesus Cristo convida-nos também a nós a santificarmo-nos em todas as circunstâncias correntes da vida e a lançar as redes do apostolado no mar do mundo.

(D. javier echevarría, Meditação na festa de S. Josemaria, L'Osservatore Romano 2012.06.26)

10/01/2012

Confissão, mão estendida em direcção à conversão

O Prelado do Opus Dei respondeu a 3 perguntas colocadas pela agência de notícias Zenit. D. Javier Echevarría vê na luz verde do confessionário uma mão estendida rumo à conversão.

A confissão é uma “mão estendida” em direcção à conversão, e a Eucaristia é o selo da “amizade inigualável” com Jesus. Este foi o centro da entrevista que D. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, concedeu à ZENIT.

ZENIT: Por que a Eucaristia é “o centro e a raiz da vida de todo cristão”?

D. Javier Echevarría: Colocar a Eucaristia no centro da vida cristã significa colocar Jesus no coração de tudo. Na Eucaristia, estamos chamados a entrar no amor trinitário. Fazendo da Santa Missa o centro da nossa vida interior, nós nos unimos a Jesus e, n'Ele, a toda a Igreja, a todos os homens.

Este era o contínuo ensinamento de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, que dizia: “Se no centro dos seus pensamentos e das suas esperanças está o tabernáculo, como serão abundantes, meu filho, os frutos de santidade e de apostolado!”. Jesus Eucarístico é o cume do dom de Si à humanidade; portanto, se nos identificamos com Ele, nos transmitirá a mesma vontade de incrementar o dom de nós mesmos e nosso serviço aos outros.

ZENIT: Qual é a importância, no carisma do Opus Dei, da prática da Confissão e da Eucaristia?

D. Javier Echevarría: No espírito do Opus Dei, os sacramentos da Penitência e da Eucaristia têm a importância que têm para a Igreja: como todos os cristãos, tentamos ser pessoas penitentes e eucarísticas, com uma prática frequente da Confissão e a participação diária na Santa Missa.
(...) no sacrário encontra-se a fortaleza, o refúgio mais seguro contra os temores e as inquietações.
O sacramento da Reconciliação está profundamente ligado à Eucaristia. A Confissão pressupõe a consciência de sermos pecadores, com fé na misericórdia divina. Jesus purifica-nos no seu sangue derramado na Cruz por nós, para que o cristão possa participar com mais fidelidade do sacrifício do Calvário, que se faz presente cada dia na Santa Missa.

Ambos os sacramentos culminam a alma de alegria e paz, como com o bom ladrão que, vendo Jesus no Calvário, sentiu-se impelido a reconhecer seus pecados, movido pela contrição e, assim, encontrou a salvação eterna.

Insisto: a Confissão é muito importante na vida do cristão, porque é um sacramento de alegria e é a porta de acesso à paz e à felicidade que estão dentro da Eucaristia.

ZENIT: Que sugestões daria para que as práticas da Confissão e da comunhão fossem mais intensas e generalizadas?

D. Javier Echevarría: A Igreja ensina, desde sempre, que no tabernáculo se encontra a fortaleza, o refúgio mais seguro contra os temores e as inquietudes. Não basta que cada um de nós, individualmente, busque e encontre o Senhor na Eucaristia: devemos conseguir “contagiar”, com o nosso testemunho, o máximo possível de pessoas, para que também elas contemplem e descubram esta amizade inigualável.

A comunhão espiritual é uma grande ajuda na preparação para a comunhão eucarística. Para sermos homens e mulheres conscientes da nossa filiação divina, devemos frequentar Cristo cada vez mais, recebendo-O, se pudermos, todos os dias.

Quanto à Penitência, considero que é muito importante a disponibilidade generosa dos sacerdotes para a escuta das confissões: um confessor disponível, um confessionário “com a luz verde” são uma mão estendida em direcção à conversão.

Sobre este ponto, Bento XVI sugeriu-nos recentemente “seguir o exemplo dos grandes santos da história, de S. João Maria Vianney a S. João Bosco, de S. Josemaria Escrivá a S. Pio de Pietrelcina, de S. José Cafasso a S. Leopoldo Mandic” [i]

ZENIT.org, 2011/09/12


[i] (Discurso aos participantes do curso organizado pela Penitenciaria Apostólica, 2011)

26/12/2011

D. Javier Echevarría: O Menino Deus quer-nos "com todo o seu amor infinito".


Que fácil é querer a este Deus!, que sendo infinito tem esta capacidade se nos apresentar como um Menino inerme, como dizia São Josemaria, precisamente para que O tratemos com confiança, para que nos atrevamos a falar-lhe sem pensar que O molestamos, para que também queiramos colocá-lo no presépio da nossa pobre alma, porque até a isso se presta este Senhor, todo Ele bondade.

Pensai, pensemos, que tomou a nossa natureza humana, apresentou-se como uma criaturinha, fazendo-nos notar quanto nos ama por esse salto que da, desde o céu infinito até esta nossa pobre terra. E fica connosco querendo-nos com toda o Seu amor infinito. Pois é lógico que aprendamos do seu exemplo a gastar a nossa vida ou a dos outros com Deus.

Feliz Natal!, Feliz Natal com este Menino! [i]

opusdei.es

Clicando no link abaixo pode ver um vídeo de 1,5 ´´



[i] Palavras que D. Javier Echevarría, dirigiu ao Menino Jesus na celebração da Noite de Natal em Roma

22/11/2011

Identificação com Deus

Reflectindo

A criatura é mais autenticamente humana na medida em que aperfeiçoa a imagem e a semelhança de Deus. Nesta determinação o homem e a mulher encontram o sentido mais profundo e mais feliz da sua existência. Temos que rejeitar a ideia, desgraçadamente difundida, de que imitar Cristo supõe um nível de conduta que nos supera. Nada mais longe da verdade. Enquanto não nos persuadirmos de que, com a graça de Deus, podemos conseguir essa identificação, significa que continuamos a pactuar com a mediocridade, renunciando à incomparável aventura de tratar Cristo de perto, como Amigo, Irmão, Mestre, Médico.

(d. javier echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Pg. 157)

20/11/2011

Novíssimos: Momento da morte 1


Reflectindo





(Jesus) Esteve só no horto, como cada um no momento da morte, que o homem vive só ante Deus e não pode ser substituído por ninguém, ainda que muitos O amem e muito.









(d. javier echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Cap. III, 2)

18/11/2011

Identificação com Deus

Reflectindo

Identificar-se com os desígnios divinos, procurar o modo de os cumprir, querê-los com loucura, não significa facilidade, caminho expedito, ausência de dificuldades. Não existe nem existirá acto da vontade humana mais perfeito que o de Jesus Cristo; mas observemos que, depois de proclamar com todas as Sua forças: Fiat voluntas tua!, suou sangue, ficou esgotado.




(d. javier echevarria, Getzemani, Planeta, 3ª Ed. Pg. 128)

13/11/2011

Dificuldades na oração

Reflectindo

Quando Jesus desperta os discípulos adormecidos e os exorta à oração, vinha de experimentar, na Sua própria, as mais graves dificuldades. Ele não pode estranhar que a nós nos custe orar. Mas a luta santa – a agonia de que fala S. Lucas – que o Senhor teve que enfrentar e vencer põe diante dos olhos que não se entra por caminhos de verdadeira vida interior se não há verdadeira luta por perseverar na oração: uma luta que, de um modo ou outro, é a de nos acomodarmos plenamente à Vontade Divina.

(d. javier echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Pg. 160)

10/11/2011

Secura

Reflectindo

Na hora da secura, do fastio, inclusive ante o espiritual; na hora do esgotamento da inteligência; e – só no que se refere a nós – na hora da tibieza, voltemos os olhos para Jesus Cristo orante no Horto e saberemos tirar partido dessas situações, recobrando forças – ainda que não desapareçam os sintomas externos – até saltar para for a do sepulcro da apatia.


(d. javier echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Pg. 180)

07/11/2011

Oração e Luta

Reflectindo

Quando Jesus desperta os discípulos adormecidos e os exorta à oração, vinha de experimentar, na Sua própria, as mais graves dificuldades. Ele não pode estranhar que a nós nos custe orar. Mas a luta santa – a agonia de que fala S. Lucas – que o Senhor teve que enfrentar e vencer põe diante dos olhos que não se entra por caminhos de verdadeira vida interior se não há verdadeira luta por perseverar na oração: uma luta que, de um modo ou outro, é a de nos acomodarmos plenamente à Vontade Divina.

(d. javier echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Pg. 160)

22/08/2011

Tertúlia do Prelado do OPUS DEI na JMJ


Mons. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei, num encontro com participantes na JMJ dos cinco continentes, urgiu-os a “rezar todavia mais” pelo Santo Padre e animou-os a ser responsáveis: “sois Igreja e tendes que fazer com a vossa vida a Igreja no mundo inteiro.





01/08/2011

A JMJ, UM NOVO DAMASCO

A Jornada Mundial da Juventude, um novo Damasco

JORNADA JUVENTUDE-CRUZ.jpg
Cruz da JMJ
Faltam poucos dias para que Madrid acolha centenas de milhares de jovens. O Prelado do Opus Dei recorda o que essa cidade significou para S. Josemaria: um lugar de conversão e de encontro com a vontade de Deus. [i]

Saulo de Tarso, cheio de zelo pela lei de Moisés, levava cartas emitidas pela mais alta autoridade do judaísmo, destinadas às sinagogas de Damasco, com o fim de levar quantos encontrasse, homens mulheres, seguidores do Caminho, presos para Jerusalém. O Senhor, no entanto, não lho permitiu. Quando já estava perto da cidade, uma luz intensíssima derrubou-o para o chão e ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, porque me persegues? O jovem respondeu: Quem és tu, Senhor? E a voz disse-lhe: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.

Sucedeu tudo num instante, no caminho de Damasco. Desde então, este nome – Damasco – é sinónimo de conversão, de abertura à graça de Deus. A partir daquele momento, Saulo o perseguidor, com a ajuda de um cristão piedoso de Damasco, Ananias, converteu-se no apóstolo Paulo. Disse que sim ao Senhor, livremente e foi até à morte – com uma luta generosa, alegre – um discípulo fiel e evangelizador de Jesus Cristo.
Jornada-Juventud+madrid+11-2.jpg
De alguma maneira, pode-se dizer que cada JMJ é, para muitas e muitos jovens, ocasião de reviver o episódio de Damasco. O Senhor Jesus, pela boca do Seu Vigário na terra, Bento XVI, dirigirá a Sua palavra aos que o escutem e provocará – naqueles que o oiçam com boas disposições – uma nova conversão, uma mudança talvez profunda na sua existência.

Dessa palavra acolhida com fé, podem nascer milhares de decisões de procura de Jesus Cristo, sem mudar de estado – na vida matrimonial, no celibato apostólico – ou abraçando o sacerdócio ou a vida religiosa.

O Senhor chama muitos, todos, à plenitude da vida cristã, por muitos caminhos diferentes. Mas é preciso – como no caso de São Paulo – um coração aberto a Deus e aos irmãos, que se adquire e se aprofunda com a ajuda da catequese e também com a colaboração de outras pessoas que, como Ananias, possam facilitar que a palavra do Vigário de Cristo arraigue na alma.

Cada santo, canonizado ou não, teve o seu Damasco, o seu momento de conversão radical para Deus. Talvez não tenha sido tão aparatoso como o de São Paulo, mas foi igualmente eficaz. Talvez tenha sido simplesmente passar da indiferença à entrega de si próprio. De uma vida que consistia em receber, para outra que é também dar e que vai acompanhada de uma felicidade profunda, muito diferente da que oferecem as satisfações materiais.

Tive a sorte de viver muitos anos ao lado de um santo que, cheio de convicção, assegurava: "Madrid foi o meu Damasco, porque foi aqui que caíram as escamas dos olhos da minha alma e aqui recebi a minha missão". Refiro-me S. Josemaria Escrivá de Balaguer, fundador do Opus Dei.

Embora nascido e criado em terra aragonesa, foi em Madrid onde o Senhor lhe mostrou a tarefa que lhe tinha atribuído desde a eternidade: ensinar a todos os cristãos que a existência corrente – tecida com horas de trabalho bem feito, com dedicação à família e aos amigos, com interesse pelo bem comum da sociedade – podia e devia ser um verdadeiro caminho de santificação.

Durante muitos anos, pressentindo que o Senhor queria algo da sua vida, mas sem saber o quê, o jovem Josemaria dirigiu-se a Deus com umas palavras tiradas do Evangelho: Domine, ut videam; as mesmas que um cego dirigiu a Jesus que passava pelo caminho de Jericó: Senhor, que eu veja! Essa luz tornou-se realidade na sua alma no dia 2 de Outubro de 1928, precisamente nesta cidade de Madrid.

Aqui desenvolveu um serviço generoso entre todo o tipo de pessoas, entre os doentes dos hospitais e entre as pessoas mais necessitadas dos bairros limítrofes. Bem depressa se rodeou também de um grupo de jovens a quem contagiou o seu entusiasmo sobrenatural e humano, ensinando-lhes a santificar o estudo, o trabalho e todas as realidades da vida quotidiana.

Muitas pessoas tiveram o seu Damasco em Madrid, terra de santos, de mártires e de cristãos normais que procuram imitar Jesus Cristo na vida corrente. Por uns dias, esta cidade converter-se-á na capital mundial da juventude.

Sobretudo, vai ser a cidade de Pedro. Bento XVI guia-nos e conduz-nos até ao Modelo de todos os santos, até Cristo. Damos-lhe as mais calorosas boas vindas, rezamos pelos frutos da sua Viagem pastoral e pedimos, sobretudo, que muitas raparigas e muitos rapazes se sintam pessoalmente interpelados pelas suas palavras e experimentem nesses dias o seu Damasco: um encontro pessoal mais intenso com Jesus Cristo, que mude e melhore a sua existência.

Dizia o Papa, ao iniciar o seu pontificado: "Quem deixa entrar Cristo não perde nada, nada – absolutamente nada – daquilo que torna a vida livre, bela e grande. Não! Só nesta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só nesta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só nesta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta".

Temos que estar plenamente convencidos: Cristo não retira nada do que há de formoso e grande em nós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, para a felicidade dos homens e para a salvação do mundo. 

Recorro à intercessão de S. Josemaria, tão estreitamente ligado a esta cidade e ao Beato João Paulo II inspirador das Jornadas Mundiais da Juventude. Que eles nos consigam do Senhor, pela intercessão da Virgem da Almudena, uma chuva de graças nestes dias. 

Que a JMJ de Madrid seja  Damasco para muitos jovens dispostos a deixar a vida por Cristo e pelos outros, sendo testemunhas credíveis e vibrantes desse Evangelho – sempre velho e sempre novo – de que o mundo actual, o nosso mundo, necessita com urgência.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES [De vez em quando] 2011.07.30



[i] "Uma terra de mártires que necessita novos santos". Artigo do Prelado do Opus Dei em "Alfa y Ómega".

20/06/2011

João Paulo II e o Opus Dei

Entrevista com D. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, por ocasião da beatificação de João Paulo II.
- E o Senhor, depois da sua nomeação como Prelado em 1994, teve ocasiões similares de relação com João Paulo II?
- O Papa continuou a ser igualmente paternal e afectuoso. Por exemplo, telefonou-me pessoalmente para me anunciar a nomeação como prelado. Eu, em diversas ocasiões, fui-o informando sobre o desenvolvimento dos apostolados da Obra e pude comprovar a sua alegria. Poucos meses depois da nomeação, quis conferir-me a ordenação episcopal. A partir do ano 2000 o Papa estava já mais doente, mas continuou a ter a delicadeza de me receber em audiência com certa frequência, para ter notícias das actividades apostólicas da Obra em todo o mundo.

Três dias depois da morte do Papa fui com D. Joaquín Alonso rezar diante dos seus restos mortais na Basílica de São Pedro e cumprimentar D. Stanislaw, que nos convidou para rezar na capela privada e em seguida nos encorajou a subir ao terraço do palácio apostólico. Queria mostrar-nos o rio de gente que vinha prestar a última homenagem ao Papa e a quantidade de televisões de todo o mundo que se tinham instalado nos arredores da Praça de São Pedro. Pouco depois, entregou-me uma batina de João Paulo II, para que a conservássemos como relíquia.


michele dolz, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet, 2011/05/16

2011.06.19

19/06/2011

João Paulo II e o Opus Dei

Entrevista com D. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, por ocasião da beatificação de João Paulo II.

- E o Senhor, depois da sua nomeação como Prelado em 1994, teve ocasiões similares de relação com João Paulo II?


- O Papa continuou a ser igualmente paternal e afectuoso. Por exemplo, telefonou-me pessoalmente para me anunciar a nomeação como prelado. Eu, em diversas ocasiões, fui-o informando sobre o desenvolvimento dos apostolados da Obra e pude comprovar a sua alegria. Poucos meses depois da nomeação, quis conferir-me a ordenação episcopal. A partir do ano 2000 o Papa estava já mais doente, mas continuou a ter a delicadeza de me receber em audiência com certa frequência, para ter notícias das actividades apostólicas da Obra em todo o mundo.



Três dias depois da morte do Papa fui com D. Joaquín Alonso rezar diante dos seus restos mortais na Basílica de São Pedro e cumprimentar D. Stanislaw, que nos convidou para rezar na capela privada e em seguida nos encorajou a subir ao terraço do palácio apostólico. Queria mostrar-nos o rio de gente que vinha prestar a última homenagem ao Papa e a quantidade de televisões de todo o mundo que se tinham instalado nos arredores da Praça de São Pedro. Pouco depois, entregou-me uma batina de João Paulo II, para que a conservássemos como relíquia.


michele dolz, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet, 2011/05/16

2011.06.19

18/06/2011

João Paulo II e o Opus Dei

Entrevista com D. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, por ocasião da beatificação de João Paulo II.

- João Paulo II quis rezar diante dos restos mortais de D. Álvaro no dia da sua morte. Poderia contar algo daqueles momentos?


- Em 11 de Março 1994, no seu 80º aniversário, D. Álvaro recebeu um texto autógrafo de João Paulo II, escrito sobre uma fotografia: “Ao venerado e querido irmão Álvaro del Portillo, que com a alma agradecida ao Senhor, celebra o seu octogésimo aniversário, expressando-lhe o meu vivo apreço pelo seu fiel trabalho ao serviço da Igreja, e implorando abundantes graças celestiais para um ministério ainda longo e rico em frutos, concedo-lhe, do coração, uma especial bênção apostólica, tornando-a extensiva, com afecto, a todos os sacerdotes e leigos da Prelatura”.



Na tarde de 22 de Março de 1994 tínhamos regressado de uma peregrinação à Terra Santa e passadas poucas horas, na madrugada do dia 23, o Senhor chamou a Si o Prelado do Opus Dei. Comuniquei a notícia a D. Stanislaw Dziwisz, secretário particular de João Paulo II, pelas seis e meia da manhã. D. Stanislaw disse-me que a comunicaria ao Santo Padre e que encomendariam a Deus na Missa o eterno descanso do Prelado. Tivemos a amável surpresa de que, por volta das dez horas da manhã, ligou o Perfeito da Casa Pontifícia, Mons. Monduzzi, para informar que o Santo Padre desejava ir à tarde à sede da Cúria Prelatícia, para rezar diante do corpo de D. Álvaro. Não me detenho em pormenores dessa visita, mas quero assinalar o interesse manifestado por João Paulo II. Perguntou-me a que hora e onde tinha celebrado D. Álvaro a sua última Missa, porque sabia que tinha regressado a Roma no dia anterior. Quando lhe respondi que às onze da manhã, na igreja do Cenáculo, surpreendeu-me que o Papa fizesse rapidamente o cálculo entre a hora da Santa Missa e a da sua ida para o Céu. No final agradeci-lhe a visita, tão insólita, mas o Papa atalhou dizendo: “Era um dever, era um dever”.


michele dolz, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet, 2011/05/16
2011.06.18