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22/01/2021

Reflexão

 

A pessoa que aprendeu a encarar de frente o sofrimento, debaixo de uma concepção de luta, que consegue vitorias no sofrimento, e uma pessoa dife­rente. Compreende mais a vida. É mais espiritual. Eleva-se incalculavelmente acima do nível das cogitações banais, da inexperiência do mundo dos cinco sentidos; torna-se uma super pessoa, pessoa de visão larga, de espírito superior, carácter forte e recto, vivendo conscientemente, vendo um motivo, uma finalidade no conteúdo da vida.

 

(João Mohana, Sofrer e amar, Livros do Brasil, p. 44.)

25/10/2019

Temas para reflectir e meditar

FILIAÇÃO DIVINA



Devemos crescer no sentido da nossa filiação divina precisamente quando nos sentimos débeis e mais necessitados de ajuda.



Francisco Fernández Carvajal e Pedro Betteta López Filhos de Deus nr. 172,



23/07/2019

Temas para reflectir e meditar

Confiança

Não podemos desesperar nunca… Deus quer que sejamos santos, e põe o Seu poder e a Sua providência ao serviço da Sua misericórdia. 

Por isso não devemos deixar passar o tempo olhando a nossa miséria, perdendo de vista Deus, deixando-nos descoroçoar pelos nossos defeitos, tentados a exclamar «para quê continuar lutando, considerando tudo quanto pequei, tudo quanto falhei ao Senhor?» 

Não, nós devemos confiar no poder e no amor do nosso Pai Deus, e no Seu Filho, enviado ao mundo para nos redimir e fortalecer.

(B. PerquinAbba Padre, p. 89, trad ama) 

02/02/2017

Temas para meditar -688

Contemplativos no meio do mundo


Este deve ser o objectivo e o desígnio constante do cristão:


Pro­curar a vida contemplativa nas tarefas normais de cada dia. 


(Francisco Fernández carvajal & pedro betteta lópez Filhos de Deus DIEL) 

02/01/2016

Uso das armas contra o Estado Islâmico 2

Resultado de imagem para luta armada 1. Que o dano infligido pelo agressor à nação ou à comunidade de nações seja durável, grave e certo.

Esta condição verifica-se.

O grupo jihadista tem-se expandido não apenas territorialmente, mas também de forma capilar por todos os continentes mediante estratégias de guerrilha ideológica, usando desde estruturas religiosas físicas até uma vasta gama de canais virtuais para recrutar militantes e organizar atentados.
Além disso, tem conseguido a adesão de outros grupos terroristas sanguinários, como o selvagem Boko Haram, da África Ocidental, atualmente mais mortífero que o próprio Estado Islâmico.

(cont)

Fonte: ALETEIA

       (Revisão da versão portuguesa por ama)

12/09/2014

Temas para meditar 234


Justa crucem


A fé, a esperança e a ardente caridade da Virgem no cimo do Gólgota, que de modo eminente a tornam corredentora com Cristo, são também um convite a crescer-mos, a ser fortes, humana e sobrenaturalmente, ante as dificuldades externas; a insistir, sem desanimar, na acção apostólica, ainda que por vezes pareça que não há frutos, o horizonte aparece obscurecido pela potência do mal.
Lutemos – luta tu! – contra esse acostumar-se, contra esse ir andando monotonamente, contra esse conformismo que equivale à inacção. Olha Cristo na Cruz, olha Santa Maria junto da Cruz: ante o seu olhar abrem caminho, com segurança pasmosa, a traição, a troça, os insultos…; mas Cristo, e secundando essa acção redentora, Maria, continuam fortes, perseverantes, cheios de paz, com optimismo na dor, cumprindo a missão que a Trindade lhes confiou. É um abanão para cada um de nós, recordando-nos que na hora da dor, da fadiga e da contradição mais horrenda, Cristo – e tu e eu temos de ser outros Cristos – da cumprimento à Sua missão (…). Decido-me a aconselhar-te que voltes os teus olhos para A Virgem, e lhe peças, para ti e para todos: Mãe, que tenhamos confiança absoluta na acção redentora de Jesus e que – como tu, Mãe – queiramos ser co-redentores.

(álvaro del portilloCarta pastoral, 1970.05.31)

31/08/2014

Temas para meditar 222



Alegria



A verdadeira alegria não aceita como definitivas nem determinantes as circunstâncias adversas.



(Francisco Fernández carvajal e pedro b. lópez Filhos de Deus DIEL Lda. 1996 nr. 172)

22/08/2014

Temas para meditar 213


Jejum

Sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana.

(bento xvi Mens. Para a Quaresma 2009)

22/06/2014

Temas para meditar 153

Luta


O reino dos Céus não pertence aos que dormem sobre si mesmos e vivem dando-se todos os gostos, mas aos que lutam contra si mesmos.



(S. clemente de alexandriaHom. Quis dives salvetur 21)

16/05/2014

Temas para meditar 106

Santíssima Virgem

Sancta Maria refugium nostrum et virtus... Nosso refúgio e fortaleza. A palavra refúgio vem do latim fugere, fugir de algo ou de alguém... Quando se vai a um refúgio foge-se do frio, da obscuridade da noite, de uma tempestade; procura-se segurança, abrigo e resguardo. Quando acudimos a Nossa Senhora, encontramos a única protecção verdadeira contra as tentações, desânimo, a solidão... Muitas vezes só o facto de começar a rezar-lhe é suficiente para que a tentação desapareça, para recuperar a paz e o optimismo. Aprender a abrigar-nos sob o manto de Nossa Senhora. 


(Francisco Fernández carvajal & Pedro Betteta López, Filhos de Deus, DIEL, , nr. 85

21/02/2014

Temas para meditar 21

Luta

Não nos importemos pois com as nossas 

imperfeições, porque a nossa perfeição 

consiste em combatê-las; e não podemos 

combatê-las sem as ver, nem vencê-las sem 

pelejar com elas.


(s. francisco de salesIntrodução à Vida Devota, Cap. V)

21/10/2012

Pede a São Rafael

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Ris-te porque te digo que tens "vocação matrimonial"? – Pois é verdade: assim mesmo, vocação. Pede a São Rafael que te conduza castamente ao termo do caminho, como a Tobias. (Caminho, 27)
Dizes-me que tens no teu peito fogo e água, frio e calor, paixõezinhas e Deus...; uma vela acesa a São Miguel, e outra ao Diabo.

Tranquiliza-te; enquanto quiseres lutar, não haverá duas velas acesas no teu peito, mas uma só, a do Arcanjo. (Caminho, 724)

Como te rias, nobremente, quando te aconselhei a pores os teus anos moços sob a protecção de S. Rafael!; para que te leve a um matrimónio santo, como ao jovem Tobias, com uma mulher que seja boa e bonita e rica – disse-te, gracejando.

E depois, que pensativo ficaste quando continuei a aconselhar-te que te pusesses também sob o patrocínio daquele Apóstolo adolescente, João, para o caso de o Senhor te pedir mais! (Caminho, 360)

A Virgem Santa Maria, Mestra da entrega sem limites! Lembras-te? Com um louvor dirigido a Ela, Cristo afirmou: "Quem cumpre a vontade de Meu Pai, esse – essa – é Minha mãe!...".

Pede a esta boa Mãe que na tua alma ganhe força – força de amor e de libertação – a sua resposta de generosidade exemplar: "Ecce ancilla Domini!", eis aqui a escrava do Senhor! (Sulco, 33)

19/10/2012

Luta contra essa frouxidão

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

És tíbio se fazes preguiçosamente e de má vontade as coisas que se referem ao Senhor; se procuras com cálculo ou "manha" o modo de diminuir os teus deveres; se não pensas senão em ti e na tua comodidade; se as tuas conversas são ociosas e vãs; se não aborreces o pecado venial; se ages por motivos humanos. (Caminho, 331)

Luta contra essa frouxidão que te faz preguiçoso e desleixado na tua vida espiritual. – Olha que pode ser o princípio da tibieza..., e, na frase da Escritura, os tíbios, Deus os vomitará. (Caminho, 325)

Que pouco Amor de Deus tens quando cedes sem luta porque não é pecado grave! (Caminho, 328)

Como hás-de sair tu desse estado de tibieza, de lamentável languidez, se não empregas os meios? Lutas muito pouco e, quando te esforças, faze-lo como que zangado e com falta de gosto, quase com o desejo de que os teus fracos esforços não produzam efeito, para te justificares: para não te exigires e para que não te exijam mais. (Sulco, 146)

18/10/2012

Luta ascética e mística 7


Lorenzo de Scupoli, foi um frade teatino, quer dizer da ordem de São Caetano, nascido em Nápoles em 1530, quando aquilo era terra espanhola e escreveu um livro intitulado “Combate espiritual”. Resumindo este magnífico livro sobre a luta ascética, diremos que Scupolie nos menciona quatro classes de armas necessárias para vencer o nosso inimigo:
- A primeira, uma absoluta desconfiança nas nossas próprias forças, pois a nossa soberba sempre está à espreita e nos leva-nos a pensar o que o maligno quer que pensemos, o que sozinhos podemos vencer.
- A confiança em Deus, que sempre será maior em nós, quanto mais tenhamos progredido na nossa entrega ao seu amor, porque seremos mais conscientes do nada que somos, em relação à sua grandeza e da realidade do que nos deixou dito: "Eu sou a vide. Vós os sarmentos. O que permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim não podeis fazer nada”. (Jo 15,5).
- O exercício, sobretudo o da nossa vontade rejeitando a execução de actos negativos e potenciando os positivos para assim erradicar hábitos negativos, o seja vícios, e adquirir hábitos positivos, o seja virtudes.
Para Scupoli o exercício há-de ser:
      - Contra os defeitos da inteligência.
      - Contra os defeitos da vontade.
      - Contra as paixões.
      - Contra os defeitos dos sentidos.
      - Contra os enganos do demónio
      - Para alcançar a virtude.
E sobretudo a oração. O principio básico é o que ora ama e se salva, o que não ora não pode amar e não pode salvar-se.

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)

17/10/2012

Luta ascética e mística 6


A luta ascética da alma humana se desenvolve-se sempre no plano natural, sem prejuízo que o lutador asceta, utilize na sua luta as graças divinas que o Senhor sempre lhe proporciona e sem as quais a sua luta seria estéril. Pelo contrário a mística pertence ao plano sobrenatural, o homem não há-de fazer nada senão aceitar o dom que Deus lhe outorga. Da luta ascética é própria a oração e a meditação, ao místico é-lhe própria a contemplação. A ascética depende de nós próprios, a mística não depende de nós, podemos desejá-la, se é que nos julgamos dignos dela, ainda não julgue que haja místico que se julgue digno dela, mas é um dom uma oferta do Senhor e face a Ele nenhum de nós merece nada. Essa frase tão de moda em publicidade: “Você merece-o”, ou “nós merecemo-lo”, aqui não colhe. Na vida espiritual ninguém merece nada. Aqui a única coisa que merecemos é uma “carga de pancada”, que o Senhor deveria dar-nos, se não fosse porque nos quer tanto. A mística dá-se, a ascética trabalha-se. Não há mística sem ascética prévia, mas há ascética sem mística; A ascética é luta, a mística é a consequência.

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)

16/10/2012

Tens erros... e que erros!!

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Não te assustes nem desanimes, ao descobrires que tens erros... e que erros! Luta por arrancá-los. E, desde que lutes, convence-te de que é bom que sintas todas essas debilidades porque, se não, serias um soberbo: e a soberba afasta de Deus. (Forja, 181)
Jesus, se nós, que nos reunimos no teu Amor, fôssemos perseverantes! Se conseguíssemos traduzir em obras esses anseios de santidade que Tu próprio despertas nas nossas almas! Perguntemo-nos a nós próprios com frequência: para que estou eu na terra? E assim hão-de procurar acabar perfeitamente – com muita caridade – as tarefas que empreenderem em cada dia e cuidar das coisas pequenas. Debrucemo-nos sobre o exemplo dos santos: pessoas como nós, de carne e osso, com fraquezas e debilidades, que souberam vencer e vencer-se por amor de Deus; consideremos a sua conduta e – como as abelhas que destilam de cada flor o néctar mais precioso – aproveitemo-nos das suas lutas. Assim também havemos de aprender a descobrir muitas virtudes nos que nos rodeiam – dão-nos lições de trabalho, de abnegação, de alegria... – sem nos determos demasiado nos seus defeitos; só quando for imprescindível, para os ajudar com a correcção fraterna. (Amigos de Deus, 20)

Luta ascética e mística 5


Todo o homem se deseja amar a Deus e salvar-se, há-de travar uma luta ascética. Assim o parágrafo 2.516, do Catecismo diz-nos que: "No homem, porque é um ser composto de espírito e corpo, existe uma certa tensão, e se desenvolve uma luta de tendências entre o "espírito" e a "carne". Mas, na realidade, esta luta pertence à herança do pecado. É uma consequência dele, e, ao mesmo tempo, confirma a sua existência. Forma parte da experiencia quotidiana do combate espiritual”. Sobre este parágrafo 2.516, comenta João Paulo II na A Carta encíclica Dominun et vivificantem. “Para o apóstolo não se trata de discriminar ou condenar o corpo, que com a alma espiritual constitui a natureza do homem e a sua subjectividade pessoal, mas que trata das obras - melhor dito, das disposições estáveis -, virtudes e vícios, moralmente boas ou más, que são fruto de submissão (no primeiro caso) ou antes de resistência (no segundo caso) à acção salvífica do Espírito Santo. Por isso o apóstolo escreve: se vivemos segundo o Espírito, obremos também segundo o Espírito" (Ga 5,25).”

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)

15/10/2012

Luta ascética e mística 4


O Senhor, tem sempre um verdadeiro empenho em que no desenvolvimento da sua vida espiritual, ninguém saiba donde se encontra, entre outras varias razões, dizendo vulgarmente, para que a ninguém se lhe suba à cabeça. E assim podemos estar seguros de que nenhum santo canonizado, suspeitou nem por assomo que depois da sua morte ia subir aos altares e se o demónio lhe sugeriu esta ideia para o ensoberbecer, seguro que Ele a desejou só como um mau pensamento, sabendo perfeitamente onde estava a origem da ideia. E quanto aos que em vida conheceram um santo canonizado, muitas vezes ficaram surpreendidos, pois aos seus olhos, desde logo que era uma boa pessoa, mas talvez não para tanto. E é que à vida espiritual, se chama também vida interior, é a nossa intimidade com o Senhor e se a rompemos perdemos o seu encanto. Na obra de Pemán, O divino impaciente, Ignacio de Loyola ao despedir em Lisboa Francisco Javier que parte para as Índias orientais, dá-lhe uns últimos conselhos e lhe -lhe: “A grandes desafios, vais Javier e não há perigo mais certo, do que este, de que arrebatado pelo afã de sucesso, se te derrame por fora o que deves de levar dentro”. A nossa vida interior é um tesouro que o Senhor, no grande amor que nos tem, compartilha-a intimamente connosco. E se nas intimidades de amores humanos somos reservados e não nos damos conta a ninguém de nada atraiçoando o nosso amor humano, com quanto mais razão, estamos obrigados a não atraiçoar o nosso Amado celestial.

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)

14/10/2012

Luta ascética e mística 3


No parágrafo seguinte, o 2015, com respeito à ascética diz-nos que: “O caminho da perfeição passa pela cruz. No há santidade sem renúncia e sem combate espiritual (cf. 2Tm 4). O progresso espiritual implica a ascese e a mortificação que conduzem gradualmente a viver na paz e no gozo das bem-aventuranças: O que ascende não cessa nunca de ir de começo em começo mediante começos que no têm fim. Jamais o que ascende deixa de desejar o que já conhece (S. Gregório de Nisa, hom. in Cant 8).”

Bom, dito tudo isto, em termos mais vulgares diremos que, a luta ascética e o misticismo são dois estados da alma humana, e jamais é abandonada pelo que tem a categoria de místico. Enquanto se está neste mundo, não há místico que não continue lutando ascética mente. Ocorre algo parecido ao que sucede com a oração: A contemplação é um grau oracional muito superior à simples oração vocal, mas no há contemplativo que deixe de rezar vocal e meditativamente por já ter alcançado a contemplação.

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)

13/10/2012

Luta ascética e mística 2


A mística é um produto muito raro e escasso. Mais, uma grande maioria de santos devidamente canonizados, nunca alcançaram a categoria de místicos. Para melhor compreender o que é uma coisa e outra, podemos acudir ao Catecismo da Igreja católica, mas muito temo que neste, tampouco nos vá tirar totalmente as dúvidas. Assim temos que o parágrafo 2.014, com respeito à mística nos diz que: “O progresso espiritual tende à união cada vez mais íntima com Cristo. Esta união se chama “Mística”, porque participa do mistério de Cristo mediante os sacramentos - ”Os santos mistérios"- e, não, do mistério da Santíssima Trindade. Deus chama-nos a todos a esta união íntima com Ele, ainda que as graças especiais o os sinais extraordinários desta vida mística sejam concedidos somente a alguns para manifestar assim o dom gratuito feito a todos”. Dito com outras palavras, há místicos aos que sim, se lhes nota e a outros que não se lhes nota. Porque os factos extraordinários, que podemos observar noutras pessoas, nunca são méritos próprios, senão dons, já que na vida sobrenatural  tudo são dons, o ordinário e o extraordinário e pode ser que mais de uma vez o ordinário que não vemos, seja mais importante que o extraordinário que os nossos olhos vêm.

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)