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26/05/2022

Publicações em Maio 26

 


 

Mês de Maio

No mês de Maio evocamos de modo especial a Mulher.

O Evangelho fá-lo de forma muito evidente e clara, ressaltando o papel que a mulher desempenha na vida de todos nós.

A Mãe, a Esposa, a Irmã… aquela que de algum modo está presente nas nossa vidas e tem influência em nós.

O conselho, a sugestão portuna, a opinião despida de artifício ou subtilezas.

Muito particularmente, São Paulo dedicavárias páginas dos seus escritos, das suas cartas, à mulher, como, por exemplo, em Act 17 e muitos outros.

O nosso Salvador nasceu de uma mulher, deu-nos uma mulher, que era a Sua Mãe, como nossa Mãe e, ao fazê-lo, deu-nos o maior bem a que poderíamos aspirar: Sermos filhos, verdadeiros, autênticos da Sua própria Mãe transformando-nos assim, em Seus Irmãos.

Uma Mãe a quem recorremos contínuamente, a quem louvamos e enaltecemos com os maiores elogios e palavras repassadas de ternura e amor, uma Mãe que está sempre disposta a ouvir-nos e a levar ao seu Divino Filho o que pedimos, o que necessitamos.

Em Fátima, onde vou em espírito muitas vezes ao dia, espera por todos os seus filhos, que somos todos os homens, para um consolo, uma sugestão carinhosa, um apaziguar das tormentas interiores que nos afligem, dando-nos paz, tranquilidade, confiança e fé.

Ah Senhora minha!!! Como vos amo! Como confio em vós!

Sob o teu manto eu me acolho, certo de que em nenhum outro lugar poderei estar melhor, a salvo de tudo, de mim mesmo e das torpezas que sou capaz.

Oh Senhora minha, oh minha Mãe, eu me entrego todo a vós…

 

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06/03/2021

Santíssima Virgem

Maria Mestra de caridade

 

Maria cooperou com a sua caridade para que nascessem na Igreja os fiéis membros da Cabeça de que é efectivamente mãe segundo o corpo. Como Mãe, ensina; e, também como Mãe, as suas lições não são ruidosas. É preciso ter na alma uma base de finura, um toque de delicadeza, para compreender o que nos manifesta, mais do que com promessas, com obras.

 

J. A. Loarte

31/01/2021

Reflexão

Nós, os pecadores, sabemos que Ela é a nossa advogada, que jamais se cansa de nos estender a sua mão uma e outra vez, tantas quantas caímos e fazemos tenção de nos levantar-mos; nós, os que andamos pela vida aos trancos e barrancos, que somos débeis até ao ponto de não podermos evitar que nos atinjam vivamente essas aflições que são condição da natureza humana, nós sabemos que é o consolo dos aflitos, o refúgio onde, em último termo, podemos encontrar um pouco de paz, um pouco de serenidade, esse consolo peculiar que só uma mãe pode dar e que faz com que tudo volte a estar bem de novo. Nós sabemos também que, nesses momentos em que a nossa impotência se manifesta em termos de quase exasperação ou de desespero, quando já ninguém pode fazer nada e no sentimos absolutamente sozinhos com a nossa dor ou a nossa vergonha, encolhidos num beco sem saída, todavia Ela é a nossa esperança, todavia é um ponto de luz. Ela é ainda o recurso quando já não há a quem recorrer.

 

(F. Suárez, La puerta angosta, Rialp, 9ª ed.., Madrid 1985, pg. 227-228)

30/01/2021

Maria Mestra de fé, de esperança e de caridade

O Santo Evangelho facilita-nos rapidamente o caminho para entender o exemplo da Nossa Mãe: Maria conservava todas estas coisas dentro de si, ponderando-as no seu coração. Procuremos nós imitá-la, tratando com o Senhor, num diálogo cheio de amor, de tudo o que nos acontece, mesmo dos acontecimentos mais insignificantes. Não nos esqueçamos de que devemos pesá-los, avaliá-los, vê-los com olhos de fé, para descobrir a Vontade de Deus.

Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Conta São João que, devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n'Ele os seus discípulos. A Nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: - Tu és o Filho de Deus.

 

J. A. Loarte

23/01/2021

Maria Mãe da Igreja

Agrada-me voltar, em pensamento, àqueles anos em que Jesus permaneceu junto de sua Mãe e que abarcam quase toda a vida de Nosso Senhor neste mundo. Vê-lo pequeno quando Maria cuida d'Ele e o beija e o entretém... Vê-lo crescer diante dos olhos enamorados de sua Mãe e de José, seu pai na terra... Com quanta ternura e com quanta delicadeza Maria e o Santo Patriarca se preocupariam com Jesus durante a sua infância! E, em silêncio, aprenderiam muito e constantemente d'Ele. As suas almas ir-se-iam afazendo à alma daquele Filho, Homem e Deus. Por isso, a Mãe - e, depois dela, José - conhece como ninguém os sentimentos do coração de Cristo e os dois são o caminho melhor, diria até que o único, para chegar ao Salvador.

 

J. A. Loarte

16/01/2021

Maria é Mãe da ciência

Maria é Mãe da ciência, porque com Ela se aprende a lição que mais importa: que nada vale a pena se não estamos junto do Senhor, que de nada servem todas as maravilhas da terra, todas as ambições satisfeitas, se no nosso peito não arde a chama de amor vivo, a luz da santa esperança, que é uma antecipação do amor interminável, na nossa Pátria definitiva.

Em mim encontra-se toda a graça de doutrina e de verdade, em mim toda a esperança de vida e de virtude. Com quanta sabedoria pôs a Igreja estas palavras na boca da nossa Mãe, para que nós, os cristãos, não as esqueçamos. Ela é a segurança, o Amor que nunca nos abandona, o abrigo constantemente aberto, a mão que acaricia e consola sempre.

 

J. A. Loarte

15/12/2020

Reflexão

 


Caminho para Deus

 

Foi a ponderação das coisas no coração o que fez com que, ao compasso do tempo, a Virgem Maria fosse crescendo na Compreensão do mistério, em santidade, em união com Deus. Nossa Senhora, contrariamente à impressão habitual que existe entre nós, não encontrou tudo feito no seu caminho para Deus, pois foram-Lhe exigidos esforços e foi submetida a provas que ninguém nascido de mulher - excepto o seu Filho - teria podido atravessar.

 

(F. Suarez, La Virgen Nuestra Señora, nr. 198-199)

28/11/2020

Santíssima Virgem

 


Vida de Maria

O nascimento de Jesus

 

A VOZ DO MAGISTÉRIO

2

 

Seguindo, pois, os Santos Padres, todos a uma voz ensinamos que há-de confessar-se  um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito na divindade e o mesmo perfeito na humanidade, verdadeiramente Deus e o mesmo verdadeiramente homem de alma racional e de corpo, consubstancial com o Pai enquanto à divindade e o mesmo consubstancial connosco enquanto à humanidade,  semelhante em tudo a nós, excepto no pecado [ Hb 4, 15]; gerado do Pai antes dos séculos enquanto à divindade e o mesmo, nos últimos dias, por nós e para nossa salvação, gerado de Maria Virgem, mãe de Deus, enquanto à humanidade; que se há-de reconhecer um só e mesmo Cristo Filho Senhor unigénito em duas naturezas, sem confusão, sem alteração, sem divisão, sem separação; de modo algum apagada a diferença de naturezas por causa da união, mas conservando, antes, cada natureza a sua propriedade e concorrendo numa só pessoa e numa só hipóstasis, não quebrado ou dividido em duas pessoas, mas um só e mesmo Filho unigénito, Deus Verbo Senhor Jesus Cristo, como dos primórdios acerca d’Ele nos ensinaram os profetas e o próprio Jesus Cristo e no-lo transmitiu o Símbolo dos Padres».

 

Concílio Ecuménico de Calcedónia, sessão 5 (22-X-451). Definição das duas naturezas de Cristo (Denz 301-302).

 

01/08/2020

Vida de Maria


A VOZ DO MAGISTÉRIO

Em Nazaré

1
«Em Maria, a consciência de cumprir uma tarefa que Deus lhe tinha confiado atribuía um significado mais excelso à sua vida quotidiana. Os afazeres simples e humildes de cada dia assumiam, aos seus olhos, um valor singular, já que eram vividos por Ela como serviço à missão de Cristo.

O exemplo de Maria ilumina e encoraja a experiência de inúmeras mulheres, que realizam o seu trabalho quotidiano exclusivamente entre as paredes domésticas. Trata-se de um empenho humilde, oculto, repetitivo e, muitas vezes, não apreciado de modo suficiente. Contudo, os longos anos, vividos por Maria na casa de Nazaré, revelam as suas enormes potencialidades de amor autêntico e, portanto, de salvação. Com efeito, a simplicidade da vida de tantas donas de casa, sentida como missão de serviço e de amor, contém um valor extraordinário aos olhos do Senhor.

E pode-se até dizer que a vida de Nazaré, para Maria, não era dominada pela monotonia. Em contacto com Jesus que crescia, Ela esforçava-se por penetrar o mistério do seu Filho, contemplando e adorando. São Lucas diz: «Maria conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração» (2, 19; cf. 2, 51).

«Todas estas coisas»: são os acontecimentos de que Ela foi, ao mesmo tempo, protagonista e espectadora, a começar pela Anunciação; mas, sobretudo, é a vida do Menino. Cada dia de intimidade com Ele constitui um convite a conhecê-l’O melhor, a descobrir mais profundamente o significado da Sua presença e o mistério da Sua pessoa.

Poder-se-ia pensar que para Maria era fácil acreditar, dado que Ela vivia quotidianamente em contacto com Jesus. A respeito disso, porém, é preciso recordar que os aspectos singulares da personalidade do Filho permaneciam habitualmente ocultos; embora o Seu modo de agir fosse exemplar, Ele vivia uma vida semelhante à de tantos dos Seus coectâneos.

Durante os trinta anos da permanência em Nazaré, Jesus não manifesta as Suas qualidades sobrenaturais nem realiza gestos prodigiosos. Às primeiras manifestações extraordinárias da Sua personalidade, ligadas ao início da pregação, os Seus familiares (chamados no Evangelho «irmãos») assumem — segundo uma interpretação — a responsabilidade de O reconduzir a casa, porque julgam que o Seu modo de Se comportar não é normal (cf. Mc . 3, 21).

Na digna e laboriosa atmosfera de Nazaré, Maria esforçava-se por compreender a trama providencial da missão do Filho. Nesse sentido, para a Mãe foi certamente objecto de particular reflexão a frase que Jesus pronunciara no Templo de Jerusalém, quando tinha doze anos: «Não sabíeis que devia estar em casa de Meu Pai» (Lc . 2, 49). Ao meditar sobre isto, Maria podia entender melhor o sentido da filiação divina de Jesus e o da sua maternidade, empenhando-se em divisar, no comportamento do Filho, os traços reveladores da Sua semelhança com Aquele a Quem Ele chamava «Meu Pai».

A comunhão de vida com Jesus, na casa de Nazaré, levou Maria a progredir não só «na peregrinação da fé» (LG , 58), mas também na esperança. Essa virtude, alimentada e sustentada pela lembrança da Anunciação e das palavras de Simeão, abrange toda a Sua existência terrena, mas é de modo particular exercida nos trinta anos de silêncio e ocultamento passados em Nazaré.

Entre as paredes domésticas a Virgem vive a esperança de forma excelsa; sabe que não ficará desiludida, ainda que não conheça os tempos e os modos com que Deus realizará a Sua promessa. Na obscuridade da fé e na ausência de sinais extraordinários, que anunciem o início da missão messiânica do Filho, Ela espera, para além de qualquer prova, aguardando de Deus o cumprimento da promessa.

Ambiente de crescimento da fé e da esperança, a casa de Nazaré torna-se um lugar de sublime testemunho da caridade. O amor que Cristo desejava infundir no mundo acende-se e arde, antes de tudo, no coração da Mãe: é precisamente no lar que se prepara o anúncio do Evangelho da caridade divina.

Olhando para Nazaré, contemplando o mistério da vida oculta de Jesus e da Virgem, somos convidados a reflectir sobre o mistério da nossa própria existência, que — recorda São Paulo — «está escondida com Cristo em Deus» (Col. 3, 3).

Trata-se, com frequência, de uma existência humilde e obscura aos olhos do mundo; porém, de uma existência que na escola de Maria pode manifestar inesperadas potencialidades de salvação, irradiando o amor e a paz de Cristo.»

(São João Paulo II ( século XX), Discurso na audiência geral, 29-I-1997)

25/07/2020

Elogio de Maria


Estando Ele ainda a falar ao povo, eis que Sua mãe e os Seus irmãos se achavam fora, desejando falar-Lhe. Alguém Lhe disse: Tua mãe e os Teus irmãos estão ali fora e desejam falar-Te. Ele, porém, respondeu ao que falava: «Quem é a Minha mãe e quem são os Meus irmãos? E estendendo a mão para os Seus discípulos, disse: «Eis Minha mãe e Meus irmãos. Porque todo aquele que fizer a vontade do Meu Pai, que está nos Céus, é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe”.

Porque é que Cristo tratou, piedosamente, com indiferença a sua Mãe? Não se tratava de uma mãe qualquer, mas de uma Mãe virgem. Maria, com efeito, recebeu o dom da fecundidade sem prejuízo da sua integridade: foi virgem ao conceber, no parto e perpetuamente. No entanto, o Senhor relegou uma Mãe tão excelente para que o afecto materno não o impedisse de realizar a obra começada.

Que fazia Cristo? Evangelizava as gentes, destruía o homem velho e edificava um novo, libertava as almas, libertava os presos, iluminava as inteligências obscurecidas, realizava todo o tipo de boas obras. Todo o seu ser se abrasava em tão santa empresa. E nesse momento anunciaram-lhe o afecto da carne. Já ouvistes o que respondeu, para que o vou repetir? Estejam atentas as mães, para que com o seu carinho não dificultem as boas obras dos seus filhos. E se pretendem impedi-las ou põem obstáculos para atrasar o que não podem anular, sejam desprezadas pelos filhos. Mais ainda, atrevo-me a dizer que sejam desdenhadas, desdenhadas por piedade. Se a Virgem Maria foi assim tratada, porque há-de aborrecer-se a mulher — casada ou viúva — quando o seu filho, disposto a fazer o bem, a despreze? Dir-me-ás: então, comparas o meu filho com Cristo? E respondo-te: Não, não o comparo com Cristo, nem a ti com Maria. Cristo não condenou o afecto materno, mas mostrou com o seu exemplo sublime que se deve postergar a própria mãe para realizar a obra de Deus (...).

COMO PODEMOS INTERPRETAR QUE TAMBÉM SOMOS MÃES DE CRISTO? ATREVER-ME-EI A DIZER QUE O SOMOS?
SIM, ATREVO-ME A DIZÊ-LO

Acaso a Virgem Maria — eleita para que d’Ela nos nascesse a salvação e criada por Cristo antes que Cristo fosse n’Ela criado — não cumpria la vontade do Pai? Sem dúvida que a cumpriu, e perfeitamente. Santa Maria, que pela fé acreditou e concebeu, teve em mais ser discípula de Cristo do que Mãe de Cristo. Recebeu maiores ditas como discípula do que como Mãe.

Maria era já bem-aventurada antes de dar à luz, porque levava no seu seio o Mestre. Repara se não é verdade o que digo. Ao ver o Senhor que caminhava entre a multidão e fazia milagres, uma mulher exclamou: “bem-aventurado o ventre que Te trouxe!”. Mas o Senhor, para que não procurássemos a felicidade na carne, o que é que responde? “Antes bem-aventurados, os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”. Depois, Maria é bem-aventurada porque ouviu a palavra de Deus e guardou-a: conservou a verdade na mente melhor do que a carne no seu seio. Cristo é Verdade, Cristo é Carne. Cristo Verdade estava na alma de Maria, Cristo Carne encerrava-se no seu seio; mas o que se encontra na alma é melhor do que o que se concebe no ventre.

Maria é Santíssima e Bem-aventurada. No entanto, a Igreja é mais perfeita do que a Virgem Maria. Porquê? Porque Maria é uma porção da Igreja, um membro santo, excelente, supereminente, mas afinal membro de um corpo inteiro. O Senhor é a Cabeça, e o Cristo total é Cabeça e corpo. Que direi então? A nossa Cabeça é divina: temos Deus como Cabeça.

Vós, caríssimos, também sois membros de Cristo, sois corpo de Cristo. Vede como sois o que Ele disse: “Eis Minha mãe e Meus irmãos”. Como sereis mãe de Cristo? O próprio Senhor nos responde: “Todo aquele que escuta e faz a Vontade de Meu Pai, que está nos céus, é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe”. Olhai, entendo o de irmão e o de irmã, porque única é a herança; e descubro nestas palavras a misericórdia de Cristo: sendo o Unigénito, quis que fossemos herdeiros do Pai, co-herdeiros com Ele. A sua herança é tal, que não pode diminuir ainda que participe dela uma multidão. Entendo, pois, que somos irmãos de Cristo, e que as mulheres santas e fiéis são suas irmãs. Mas como podemos interpretar que também somos mães de Cristo? Atrever-me-ei a dizer que o somos? Sim, atrevo-me a dizê-lo. Se antes afirmei que sois irmãos de Cristo, como não vou a afirmar agora que sois sua mãe? Porventura poderia negar as palavras de Cristo?

Sabemos que a Igreja é Esposa de Cristo, e também, embora seja mais difícil de entender, que é sue Mãe. A Virgem Maria adiantou-se como tipo da Igreja. Porquê — pergunto-vos — é Maria Mãe de Cristo, mas porque deu à luz os membros de Cristo? E a vós, membros de Cristo, quem vos deu à luz? Ouço a voz do vosso coração: a Madre Igreja! Semelhante a Maria, esta Mãe santa e honrada, ao mesmo tempo dá à luz e é virgem.

Vós mesmos sois prova do primeiro: nascestes d’Ela, como Cristo, de quem sois membros. Da sua virgindade não me faltarão testemunhos divinos. Adianta-te ao povo, bem-aventurado Paulo, e serve-me de testemunha. Eleva a voz para dizer o que quero afirmar: “Desposei-vos para vos apresentar como virgem pura, a um único esposo, a Cristo; mas temo que assim como a serpente seduziu Eva com a sua astúcia, assim também percam as vossas mentes a castidade que está em Cristo Jesus”[6]. Conservai, pois, a virgindade nas vossas almas, que é a integridade da fé católica. Aí onde Eva foi corrompida pela palavra da serpente, aí deve ser virgem a Igreja com a graça do Omnipotente.

Portanto, os membros de Cristo dêem à luz na mente, como Maria iluminou Cristo no seu seio, permanecendo virgem. Desse modo sereis mães de Cristo. Esse parentesco não vos deve estranhar nem repugnar: fostes filhos, sede também mães. Ao ser baptizados, nascestes como membros de Cristo, fostes filhos da Mãe. Trazei agora ao lavatório do Baptismo aqueles que possais; e assim como fostes filhos pelo vosso nascimento, podereis ser mães de Cristo conduzindo os que vão renascer.

Santo Agostinho, Sermão 72 A, 3. 7-8


11/05/2020

Temas para reflectir e meditar

Maio


O mês de Maio não pode terminar; deve continuar na nossa vida, porque a veneração, o amor, a devoção à Virgem não podem desaparecer dos nossos coração, mais ainda, devem crescer e manifestar-se num testemunho de vida cristã, modelada segundo o exemplo de Maria, o nome da formosa flor que sempre invoco// manhã e tarde, como canta Dante Alighieri (Paraíso, 23, 88).

(São João Paulo IIHomília 1979.05.25)

02/05/2020

Orações de Maio

Monstra te esse matrem!

Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe.

Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu.

Monstra te esse matrem!

Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Di, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona. Amen.


(ama, Orações pessoais, 2000)

01/05/2020

Orações de Maio

Meditações de Maio

Neste teu mês, Mãe, desejo meditar, diariamente, sobre ti, algo que te diga respeito.
Hoje celebramos o dia da Mãe e, eu, ao falar contigo, Mãe do Céu, lembro a minha Mãe que, agora, também está no Céu.
Cheio de gratidão por tudo quanto me ensinou, pelo amor que me deu, o carinho e ternura que me dispensou. Sei que Nosso Senhor, a tem junto de Si e, por isso, sei que não deixa agora, como sempre fez nesta terra, de velar e interceder por mim junto daquele que tudo pode.
Queridas Mães: obrigado
Do vosso filho, muito amigo

António

(AMA, Orações pessoais, 2010)