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21/07/2023

Publicações em Julho 21

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc XI...)

 

Falavam os discípulos entre eles sobre a oração e isto, a mim que os escutava, parecia-me pertinente porque as orações que se ouviam aos Escribas e Sacerdotes eram praticamente incompreensíveis, alongavam-se interminavelmente, num como que amontoado disforme de citações de Salmos e outros textos da Escritura, repletas de gestos rituais como bater no peito, levantar as mãos ao céu, etc.

Para eles, Deus era particularmente cioso e irredutível na Sua magestade todo poderosa, não admitiria outras formas de os seres humanos se dirigirem a Ele.

Nas suas "orações" não pediam nada nem por ninguém, limitavam-se a infindáveis palavras sobre como eram bons, irrepreensíveis, cumpridores da Lei.

O povo ignaro e submisso não entendia nada, não compreendia nada de tal modo que pura e simplesmente pensava que não lhe competia orar uma vez que não saberia como.

Já tínhamos assistido por diversas vezes a momentos de oração de Jesus e podíamos constatar a serenidade, a ausência de gestos e até, muitas vezes ausência de palavras. Quando as pronunciava, eu pelo menos assim percebia, era para nos instruir, dar exemplo de como orar.

O que fui retendo e guardo é a conclusão de que Orar é falar com Deus, numa conversa normal, sincera, aberta, sem manifestações desnecessárias. Nessa conversa falamos dos outros, todos os outros que nos são familiares, próximos ou meramente os que se vão cruzando connosco nos caminhos da vida.

Também, claro está, falamos de nós próprios contando o que nos acontece e o que desejamos nos acontecesse

Qualquer lugar ou circunstância servem para essa conversa desde que, evidentemente, consigamos o recolhimento interior indispensável a uma conversa com o nosso Deus e Senhor.

Não me interessa avaliar se o que agora digo ou peço é a milionésima vez que o faço, Ele Próprio recomendou que insistisse com perseverança e sem desfalecimentos.

Para mim, basta-me conhecer e acreditar nas palavras de Jesus:

 

«Tudo quanto pedirdes na oração, crede que o havereis de conseguir e o obtereis».

 

Reflexão

 

Por vezes penso que me seria conveniente ser invizual, cego.

Pelos olhos dentro surgem coisas, imagens, cenas que me incomodam, excitam os sentidos, provocam desconforto.

Se não pudesse ver seria tudo muito mais fácil...

Porém, reflicto que os olhos do corpo não têm forçosamente que ver como os "olhos da alma" e, sendo assim, peço ao Senhor que os olhos da minha alma fiquem imunes, protegidos com uma carapaça inviolável, dessas imagens.

Não consentir, não contemplar e, se o Senhor me ajudar, como estou seguro me ajudará, todo esse lixo não passará de imagens fugases que não deixarão qualquer lastro.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

04/07/2022

Publicações em Julho 04

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc XXX…)

 

Penso que se os Apóstolos que tinham acompanhado Jesus durante os quase três anos da Sua pregação por Israel, ouvido as Suas palavras, presenciado os Seus milagres, precisaram que Jesus lhes aparecesse como Ressuscitado para que acreditassem, definitivamente n’Ele, quanto mais eu, pobre homem, não precisarei!

De facto, pensando melhor, sou mais afortunado que os Apóstolos foram porque eles para acreditarem dependiam só de si próprios ao passo que eu tenho esses dois mil anos de testemunhos, muitos deles regados com o próprio sangue, que me consolidam a fé n’Ele. Sim, serei mais afortunado mas, sobretudo mais responsável por, aproveitando esses exemplos, pôr em prática uma vida coerente, séria, contida, sem excessos nem claudicações, ultrapassando os obstáculos que possam deparar-se-me, obstáculos muitas vezes levantados por mim próprio.

Eu sei que Cristo Ressuscitou e que com a Sua Ressurreição me ganhou definitivamente a Vida Eterna onde me aguarda para partilhar com Ele a ventura queme tem reservada.

 

Reflexão

Quando cumpro o meu plano de orações diárias esforço-me por seguir em frente.

Tenho a percepção que, isto, não agrada ao tentador porque está constantemente a sugerir-me coisas novas, outras opções... daí que acho que estou procedendo bem.

 

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06/10/2021

Publicações em Outubro 6

 


 

Oração

Senhor sabes bem como me deixo condicionar pelos meus sentimentos que quase sempre me levam à tristeza e abatimento. Quero, em vez de queixar-me, agradecer a oportunidade que me dás de merecer e desagravar e pedir força, ânimo, coragem para viver como queres que viva.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Por vezes ocorre uma inspiração: devia fazer isto!

Depois de analisar bem concluo que é importante mas, como que paralizo porque me esmaga a grandeza da tarefa... não... não sou capaz... Depois... Penso melhor: Sim... eu não sou capaz mas Quem me inspirou é!

E fica resolvido!

 

MEDITAÇÃO

 

Santíssima Virgem

Glória e Graça

 

Cura de enfermos

 

A exemplo de tantos Santos tambem eu gosto de chamar a Jesus O MÉDICO DIVINO! Qualquer médico consciente da sua profissão e observante do compromisso que assumiu consagra toda a sua vida a tratar dos feridos, curar as suas doenças, minimizar os seus sofrimentos.

Evidentemente que, sendo esta a sua vida de trabalho terá de ser compensado pelo mesmo mas sempre deverá ter em conta a situação económica dos que atende. Recusar-se a prestar serviços porque não espera receber por eles será algo impensável porque contrário à justiça mais elementar.

O Médico Divino nunca Se recusa a cuidar os de dEle precisam nem Se detém a pensar na “paga” que poderia legítimamente esperar. Essa “paga” é a alegria da cura operada e o exemplo de caridade que os circunstantes deverão guardar e, sem dúvida, o reconhecimento que Ele pode tudo. Mas… O Médico Divino faz muito mais que curarar males do corpo, vai ao ponto de fazer algo surpreendente para os que O rodeiam: Toca o doente, como tocou o leproso postado à beira do caminho. Muito pior que a lepra do corpo é a lepra do pecado e também aqui O Médico Divino acrescenta algo que só Ele pode acrescentar: «Vai em paz, os teus pecados estão perdoados» e para confirmar o que digo antes, por vezes acrescenta: «Vê lá… não voltes a pecar para que não te aconteça algo muito pior».

O Evangelho refere que era costume do povo levar até Jesus os familiares ou amigos doentes, muitas vezes amontoando-se à porta da casa onde estaria, outras vezes pondo as enxergas dos doentes nas praças ou caminhos por onde havia de passar e, a Sua sombra curava-os.

Quem acredita neste MÉDICO DIVINO tem sempre a Quem agarrar-se nas aflições da vida corrente com a certeza que Ele actuará como for mais conveniente. Mesmo que não considere curar a doença dará sempre a força e o ânimo para a suportar e, sobretudo, para merecer graças incontáveis para o doente e para muitíssimos outros. É, de facto, o que vemos com surpreza em muitos hospitais: a serenidade e até alegria de muitos doentes em situações graves de doenças prolongadas que os médicos não conseguem debelar. Tenho pessoalmente experiências de internamento prolongado em hospitais e pude constatar quanto disse atrás. Para mim foram lições inesquecíveis que muito me servem quando os incómodos, dores e mal-estar me assolam para que não me queixe… antes agradeça a oportunidade de ter algum merecimento.

De facto muitos andam pela vida fora queixando-se por tudo e por nada, uma dor de cabeça, de dentes, um incómodo próprio da idade como seja a locomoção, aos ais e esgares de sofrimento. São pessoas que nos incomodam imenso que em vez de suscitarem a nossa solidaridedade próxima nos afastam para longe.

Pessoalmente tenho problemas sérios de locumoção que a idade vai agravando mas não será por me queixar que esses problemas desaparecem por isso mesmo faço o possível – ás vezes sem o conseguir – em vez de um “AI!” dizer antes: Ofereço-Te Senhor! E, a verdade, é que quase sempre é suficiente e bastante para que o incómodo desapareça. E, então eu sei, tenho a certeza absoluta que o MÉDICO DIVINO actuou.

Atrevo-me adizer que quem não tem confiança neste MÉDICO DIVINO tem muito poucos ou ningém que o salve em caso de necessidade. Devo fazer como cristãos o que me compete fazer: anunciar a todos os que se cruzem conmigo nos caminhos da vida esta verdade: que há um MÉDICO DIVINO sempre pronto, diponível e solicícito para nos atender e assistir.

Bastará chamá-Lo e Ele não deixará de vir em nosso auxílio.

05/10/2021

Publicações em Outubro 5

 



 

Oração

Monstra te esse matrem! Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe. Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu. Monstra te esse matrem! Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Dei, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona. Ámen

 

CONSIDERAÇÕES

Reflectir é, em princípio, algo bom.

Fazer o que for levado por ímpeto incontrolado, raramente pode ser útil

Daí que voltar atrás revendo o que se fez dá-nos uma possibilidade de correcção no sentido de evitar repetir o erro.

 

 

MEDITAÇÃO

 

Santíssima Virgem

Seguir Jesus

 

Mas sigo Jesus como? Parece que a resposta está latente no meu coração. Sigo-O cada vez que me lembro d'Ele o que acontece amiúde durante o dia. Exagero? Não! Mas penso - e desejo ardentemente - que seja permanente, visceral, com todo o empenho e entrega de todo o meu coração. Sei muito bem que tal só é possível com amor. Mas Tu, meu Deus, não sabes que Te amo? Então... aumenta o meu AMOR POR TI que eu, não consigo, mas Tu podes TUDO!

Segue-me!

Estava ali, sentado naquela cadeira de café. Não é meu hábito mas, naquela tarde, estava um pouco cansado de uma caminhada pelas ruas da cidade e apeteceu-me descansar um pouco. Ouvi distintamente alguém que dizia:- Tu segue-me! Que estranho! Uma frase que eu conheço perfeitamente e sobre a qual medito bastante: Refiro-me ao “chamamento típico” de Jesus Cristo que os Evangelistas referem por várias vezes. Fez-me confusão, confesso. Estarei a ouvir “coisas”? Estou tontinho? Olhei em volta e as sete ou oito pessoas que estavam por ali sentadas continuaram a conversar normalmente. Enfim… gente comum, uns três ou quatro homens, duas senhoras e três jovens “agarrados” aos telemóveis. Pois… não podia ser… Mas, de facto, tornei a ouvir talvez com um acento de insistência: - Tu segue-me! Bom… desta vez a coisa pareceu-me séria e tive de fazer um esforço para não me levantar imediatamente persignando-me. Mas, sou teimoso, muito teimoso, e nada dado nem a “visões” nem a “audições” estranhas como vindas “do Além” por isso resolvi “entrar no jogo” e perguntei em silêncio: - Senhor… estás a falar comigo? E ouvi:- Claro que estou a falar contigo. Vem e segue-me! Fiquei estarrecido! O Senhor estava a falar comigo, sentado a uma mesa de café, numa rua qualquer da cidade onde vivo. O esforço agora, para me comportar sem dar nas vistas, era tentar reter a torrente lágrimas que sentia impetuosa a vir-me aos olhos. Deixei de ouvir os ruídos das conversas à minha volta, os barulhos do bulício normal de uma rua de cidade, dos automóveis, nada. Como se uma espécie de “bolha” invisível me tivesse encerrado isolando-me do mundo exterior. Pensei:‘O que faço agora?’Ali perto há uma Igreja aberta ao público. Quase como um “zombie” levantei-me e fui até lá.O Templo estava deserto pelo que me senti muito à vontade e comecei num monólogo íntimo, mas aceso e confiante:‘Pronto, Senhor, não sabia onde ir, ou antes, onde querias que fosse para seguir-Te por isso vim aqui. Desculpa a minha ousadia e a minha pouca fé mas, se há mais alguma coisa…’ E não acabei porque Ele, - tive então a certeza absoluta que era Ele – disse-me:- ‘Fizeste exactamente o que Eu queria. Sabes: estou aqui neste Sacrário há mais de quatro horas e não aparece ninguém para Me fazer um pouco de companhia, ou, sequer, para Me cumprimentar! Que bom! Agora estás aqui e podemos passar uns bons momentos juntos.’ Para mim já não havia quaisquer “barreiras” ou impedimentos de falsa vergonha e por isso comecei a falar como se de repente tivesse aberto as portas do meu coração, da minha alma, e deixasse vir cá para fora quanto guardava cioso da minha Fé e do meu Amor. Sentia-me tão contente e feliz por ter merecido – sem merecimento – o convite do Senhor que nem sei quanto tempo ali estive, nem o que Lhe disse ou contei. Nunca me interrompeu e eu fui falando, falando ininterruptamente até que uma senhora com alguma idade entrou na Igreja. Nessa altura disse-me: - Pronto! Gostei do nosso convívio, podes ir-te embora. - Ah! E obrigado por Me teres seguido! O convite de Jesus Cristo a segui-Lo é muito simples e pragmático.

«Segue-Me!»

Posso imaginar o tom, a inflexão das Suas palavras: Não são “imperiosas” nem “formais”. São simples e concretas e não admitem interpretações. O tom é normal e corrente. É, de facto um convite mas, parece uma ordem. Dirige-se sempre a alguém especialmente e não é nem multitudinário nem abrangente. Realmente as pessoas - multidões, lê-se nos Evangelhos - acompanham Jesus mas tal não quer dizer que O sigam. Seguir alguém é acompanhar – permanentemente – essa pessoa, escutando o que diz, vendo o que faz e como faz, no fim e ao cabo ter essa pessoa como guia e mestre. Não consta nos Evangelhos que alguém não tenha aceitado o convite a não ser, mas, neste caso, o jovem que desejava ser perfeito e, Jesus, ofereceu-lhe a solução e foi esta que o jovem não quis aceitar. O Senhor escolhe quem muito bem entende e fá-lo – sempre – com a esperança que a pessoa que convida aceite e, com segui-Lo, deseje imitá-Lo e alcance a Salvação Eterna.Talvez que o caso mais paradigmático que consta nos Evangelhos seja o convite endereçado a Mateus. Jesus passa pelo seu lugar de trabalho: sentado no telónio de cobrador de impostos. Olha-o nos olhos e diz as “famosas palavras”: «Segue-me.» A resposta foi pronta e imediata: Mateus levantou-se e seguiu Jesus. A decisão de Mateus de seguir Jesus sugere-me algumas “lições”. Uma primeira “lição”: Não pode adiar-se para um momento qualquer num futuro sempre incerto, ou é – como disse – pronta e imediata ou corre-se o risco de nunca acontecer. Uma segunda “lição”: Não põe condições ou levanta obstáculos, impedimentos. (Mateus, por exemplo, poderia demorar um pouco para terminar o que estava a fazer.) Uma terceira “lição”: A exigência do desprendimento pessoal seja o que for: importante ou de escasso valor, necessário ou não, com a confiada certeza que o Senhor providenciará o que se mostrar útil. (Foi este desprendimento que faltou ao “Jovem Rico”. Uma quarta “lição”: As “consequências” de seguir Jesus são inimagináveis! Por exemplo, Mateus tornou-se um dos Doze Apóstolos e foi autor de um dos Evangelhos.

04/10/2021

Publicações em Outubro 4

 



 

Oração

Minha Senhora e minha Mãe, olha por mim, não me deixes entregue a mim mesmo porque me perco.

Protege-me impedindo-me de fazer só o que quero, perseguir unicamente no que desejo.

À tua protecção me acolho Santa Mãe de Deus e minha Mãe.

 

CONSIDERAÇÕES

As reflexões são sempre - ou quase sempre - o efeito das memórias de algo que aconteceu.

Penso que é positivo porque nos dá uma oportunidade de exame... fiz isto... poderia ter feito melhor...

 

 

MEDITAÇÃO

 

Santíssima Virgem

Luz e Esplendor

 

O Baptismo de Jesus

 

 

O Baptismo é o sinal indelével que torna a pessoa humana em membro da Igreja de Cristo. É a única verdadeira porta de entrada pela qual nos convertemos em membros efectivos da Igreja Católica, como se fosse um bilhete de identidade vitalício, para empregar termos e palavras humanas que são as minhas. Mas... os “Mistérios Luminosos” que têm de facto a ver com o Santo Rosário que é uma oração eminentemente Mariana? Porque não se pode dissociar a Santíssima Virgem do seu Filho, Jesus Cristo e estes Mistérios que se referem de forma muito particular à vida pública de Cristo, à implementação do Reino de Deus e à instituição dos Sacramentos, são como que o "complemento" dos outros Mistérios. Exactamente neste primeiro Mistério começa essa  "tarefa" do Salva­dor. A água é o elemento natural mais precioso da humanidade. A sua falta em numerosos locais da terra provoca sofrimentos indizíveis e não pou­cas vezes lutas e guerras pela sua posse ou controlo. Ao servir-se da água como elemento fundamental do Baptismo e, tam­bém, ao aceder recebê-la como sinal visível Jesus avaliza a fórmula baptismal instituindo com a Sua acção o Sacramento, o primeiro dos sete que há-de instituir. Posso dizer que a Santíssima Trindade quis "reforçar" a dignidade e importância do Baptismo estando presente, Deus Espírito Santo que sob a forma de pomba desceu sobre o Baptizando, Deus Filho o Bapti­zando e Deus Pai que fez ouvir a Sua voz. Dos sete Sacramentos existem dois que imprimem carácter, ou seja, são irreversíveis porque transformam o homem em algo inteiramente diferente do que era antes de os receber. O Baptismo ao introduzir a pessoa no seio da Igreja instituída por Jesus Cristo, dá-lhe uma nobreza e uma dimensão inteiramente novas que jamais perderá mesmo que o deseje. A patética - para usar uma expressão "suave" - teoria de deixar ao livre arbítrio de cada um o desejo do Baptismo, não o baptizando en­quanto criança, configura um risco tremendo de responsabilidade pelo seu futuro eterno. Um cristão não pode correr esse risco. Negar ou deixar para um futuro qualquer, sejam quais forem as “razões” ou os motivos para o Baptismo de um recém nascido, vai contra todos os direitos da pessoa. Este dever é de todos, os Pais em primeiro lugar e depois todos os familiares e amigos mais próximos. Os próprios profissionais de saúde que assistem ao parto, em caso de perigo de vida do nascituro não podem eximir-se. Se vingar crescerá com a assistência constante e atenta do Anjo da sua Guarda. Se não vingar irá direitinho para o Céu com o brilho e brancura dos Inocentes. Seguramente que, na presença de Deus não deixará de interceder por quem lhe prestou tão extraordinário “serviço”. E tu, Mãe Santíssima acolhê-lo-ás com os braços abertos. Peço-te que instiles na minha alma o “apostolado do Baptismo” junto de todos os que se cruzam comigo nos caminhos da vida.

 

Bodas de Caná

 

A ti, Mãe, recorro nesta hora de preocupação. Como em Caná intervieste em favor dos noivos que, sem terem pedido, obtiveram por teu intermédio uma graça inesperada, diz-lhe também agora: Este meu filho não tem! E como é uma graça que por tua maternal intercessão, solicito, tenho a certeza que a obterei.    

Terão os discípulos percebido que fora por causa da a intervenção da Virgem que, Jesus decidira, definitivamente, a fazer o milagre? Talvez não. Podemos supor que sendo a primeira vez que o poder divino de Jesus se manifestava de forma tão evidente, eles não estivessem preparados para dar atenção aos pormenores. Mais tarde, sim. No fragor dos dias que se seguiram à Crucifixão e Morte do Senhor, hão-de procurar refúgio junto da Mãe e, será junto dela, no Cenáculo, que receberão o Espírito Santo que lhes abrirá definitivamente a compreensão de todas as coisas. Junto dela encontro, sempre, refúgio e protecção, a luz necessária para distinguir os caminhos que Jesus quer que percorra e, também, a compreensão das incidências e agruras que inevitavelmente surgem na minha vida. Pedro, que será a coluna sobre a qual assentará a Igreja de Cristo, duvidará, terá momentos de desânimo, sem compreender o que Jesus lhe diz acerca do sofrimento, da Cruz… Maria, ajudá-lo-á a compreender, a confiar e, sobretudo, a aceitar. Repetirá, vezes sem conta, o que dissera em Caná: Faz tudo o que Ele te disser

 

 

Anúncio do Reino de Deus

 

Jesus Cristo espera de mim uma “colaboração” activa na difusão do Reino de Deus. Essa “colaboração” não é outra coisa que apostolado e este, não é mais que a distribuição que faço aos outros dos frutos das minhas boas obras.

No entanto não poderei fazer essas boas obras se a minha Mãe do Céu não me assitir, mostrando-me claramente o que tenho de fazer em cada circusntância.

Não posso fazer nada disto sem conhecer intimamente o que é o Reino de Deus e, sei-o bem, a forma de o saber é inteirar-me pelo Evangelho quanto Jesus disse a propósito.

Sim… foi Ele quem o revevelou e quem confirmou que a Sua missão neste mundo era exactamente essa, instaurar o Reino de Deus entre os homens, todos sem excepção tornando-os súbditos desse Reino de Amor.

Sou súbdito mas também sou livre e portanto tenho de querer pertencer a esse Reino para poder fazer parte dele ou, também, me posso negar a fazê-lo.

Se o aceitar poderei alcançar a felicidade eterna, se não perder-me-ei para sempre.

Negar-se a pertencer ao Reino de Deus equivale a aceitar o reino do demónio e, sinceramente, não vejo quem, em seu perfeito juízo, possa fazer esta escolha tão dramática como absurda.

A Santíssima Virgem foi coroada Rainha do Universo e de quanto nele se contem, foi Deus Nosso Senhor Quem assim determinou logo, a minha Rainha do Céu não pderá deixar de me acompanhar e guiar pelos caminhos que me convém seguir.

Cumprir a Vontade de Deus, fazer o que Ele me disser que faça como e quando, não de “qualquer maneira” mas conscientemente e com empenho amoroso porque sei que será o melhor para mim.

Quero salvar-me, desejo ter uma Vida Eterna para a qual sei que fui criado para no gozo da contemplação da Santíssima Trindade seja eternamente feliz e, portante, acho perfeitamente natural que me empenhe com todas as minhas forças em consegui-lo.

Tenho uma confiança ilimitada no auxílio da Santíssima Virgem como tantas vezes lhe peço ao longo do dia: roga por mim pecador agora e na hora da minha morte.

Tenho também como certo o que Ela prometeu aos que, como eu, usam o seu Escapulário, a sua assistência Materna na hora da minha morte.

Com esta certeza e garantia que posso temer?

 

 

Transfiguração do Senhor

 

 

Contemplo um dos acontecimentos talvez mais enigmáticos da vida de Jesus na terra. Percebo que houve uma intenção clara de mostrar aos três Após­tolos uma como que antevisão da aparência de Cristo como Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Mas porquê? Jesus saberia, por certo, que eles não iriam entender ou sequer aperce­ber-se da realidade que lhes revelava. Mais ainda, quando sei que os proíbe de falar no assunto até de­pois da Sua Ascensão. O facto é que, não obstante, ficou gravado para sempre nas suas me­mórias e, por isso mesmo, consta do Evangelho. Seria a Transfiguração necessária para os confirmar na fé em Jesus Cristo como O Filho de Deus? Mas como… se adormecem? Aliás é sintomática esta reacção dos três discípulos perante o "peso" ou solenidade de situações que vivem com o Mestre. Na agonia em Getsémani perante o indizível sofri-mento do Senhor tam­bém são vencidos pelo sono. Como se a realidade fosse de tal forma "chocante ou extraordinária" que a sua amizade e carinho pelo Senhor se recusam a admitir o que constatam.O sono é muitas vezes desculpa para muitas faltas de coragem em que é necessário mostrar solidariedade, apoio, solicitude. Não poucas vezes somos vencidos pelo sono, o torpor que nos leva a não considerar as realidades que não compreendemos. É como que uma "defesa" do nosso espírito recusando-se a encarar algo difícil que se nos apresenta como que fora do comum e, a verdade, é que a nossa Fé cristã necessita debruçar-se continuamente sobre os seus fundamentos num constante exame e estudo para melhor com­preender. Temos de vencer uma atávica tendência para a rotina que, na prática da Fé, talvez seja o pior defeito que possamos ter. Que a Doutrina não muda sabemo-lo bem, o que deve ser mais uma razão para que não deixemos nunca de aprofundar, esmiuçar, detalhar para alcançar a segurança que é necessária para o seu fiel cumpri­mento. Não cedamos ao cansaço ou modorra; são tentações que pretendem levar-nos ao abandono do dever; não deixemos para “mais tarde” o que temos de fazer agora; NUNC COEPI – agora começo -  é, deve ser, a nossa disposição permanente. Optar por rezar o Terço no automóvel ou transporte público não é o mais aconselhável, porque será difícil evitar as distracções involuntárias. Deixar a recitação do  Santo Rosário para mais tarde, antes de dormir, tem, frequentemente, como consequência que, esse Terço, será recitado de forma atabalhoada, incoerente, sem cuidado. Para garantir razoávelmente a recitação diária do Rosário o melhor que pudemos fazer - e os directores espirituais aconselham – é incluir no nosso Plano de Vida Diário uma hora certa em que o poderemos fazer, com tranquilidade, recolhimento e atenção. Rosário significa a “Coroa de Rosas” com que desejamos coroar Nossa Senhora. Não havemos de querer com todas as veras da nossa alma que essa “Coroa” seja bela, perfeita?

 

 

Instituição da Eucaristia

 

Talvez o maior milagre de Amor que posso constatar e usufruir. Que outra coisa senão o Amor incomensurável de Cristo Nosso Senhor pelos Seus irmãos, os homens, poderia estar na origem da Santíssima Eucaristia? Ficar, verdadeiramente ficar, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade para sempre… para sempre! Estamos em plena Ceia, a última que Jesus celebra com os Seus discí­pulos mais próximos. Uma sequência de gestos do Senhor plenos de significado e profunda­mente marcantes. Há no ambiente algo inusitado que todos adivinham sério, importante, grave. Começa por lavar os pés aos doze o primeiro ensinamento - como di­ríamos hoje - para "memória futura": Servir! Depois o episódio em que Judas é o protagonista: A traição! Jesus tem o coração cada vez mais "apertado" mas, mesmo assim, não revela a terrível verdade. Segue-se o longo discurso que é como que uma declaração testamen­tária: O AMOR! Finalmente esse mesmo AMOR como que "cede" ante a perplexidade triste dos onze e Jesus institui a Sagrada Eucaristia dando-lhes o poder de renovar - para sempre - esse extraordinário testemunho. E, nós, cristãos de hoje, passados mais de dois mil anos, Posso participar nessa Ceia, receber o Santíssimo Corpo Alma e Divindade do nosso Salvador. Passados a noite e o dia da Paixão, quando o corpo de Jesus repousa finalmente no sepulcro, o que terão contado a Nossa Senhora? Como ela terá compreendido a verdadeira "dimensão" da Eucaristia e, seguramente, como com doçura e paciência de Mãe, a terá explicado aos pobres e inconsoláveis discípulos! Ela é o refúgio seguro - o único que têm - e sabem que podem confiar absolutamente nos seus conselhos e orientações. A Mãe do Redentor, como que é o traço que une o Filho morto na Cruz aos homens Seus irmãos que, nos derradeiros momentos da Sua vida terrena, lhe entregou como filhos. Esse Corpo e esse Sangue que Ele nos deixou como alimento de vida eterna, foram “criados” e desen-volvidos no seu de Mãe. Numa união perfeita de Mãe e Filho, concluo que, assim é, também, o seu corpo e o seu sangue se nos dá na Comunhão Eucaristica. Este Santíssimo Sacramento da Eucaristia é o mais completo e sublime Sacramento instituído por Jesus Cristo.

03/10/2021

Publicações em Outubro 3

 


 

Oração

Ó Deus que concedes-te a São João Paulo II graças extraordinárias para levar a cabo a sua missão como Teu Vigário na terra, deixando em todo o mundo uma marca indelével, nomeadamente: Pelo seu zelo pelas almas, defesa da vida e dignidade humanas, clareza e rigor da Doutrina e exemplo de amor e cumprimento do dever mesmo à custa do sofrimento e da dor pessoais, concedei por seu intermédio a protecção das minhas três filhas e as suas famílias, para que sejam sempre mulheres e mães exemplares, educando, ensinando e dando exemplo de estabilidade, equilíbrio e sobretudo de Fé e da prática da Fé.

CONSIDERAÇÕES

Se não fizer exame sério e honesto corro o risco de não poder corrigir algo menos bom.

E, também, perder a oportunidade de ser verdadeiramente honesto.

 

 

MEDITAÇÃO

 

Santíssima Virgem

Glória e Graça

 

Ressurreição de Jesus

 

«A quem procurais? A Jesus, meu Senhor. Não vos assusteis. Procurais a Jesus Nazareno, O Crucificado. Ressuscitou, não está aqui. Vede o lugar onde O tinham posto. Agora ide, dizei aos Seus discípulos e a Pedro que Ele vai diante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse. Mc 16, 1-7 Este diálogo tão curto entre o Teu Anjo e as mulheres que Te foram ver uma vez mais, no Teu sepulcro, revela toda uma espantosa realidade: A Tua Ressurreição. Não sei se todos se dão conta da fantástica prova da Tua divindade que quises-Te deixar-nos, Senhor: Por Teu poder, o Teu espirito reúne-se com o Teu corpo que vive novamente! FosTe descido da Cruz pelos Teus amigos mais íntimos. Há pressa. Aproxima-se a noite e têm de regressar a suas casas todos os participantes do drama do Gólgota. Celebra-se a festa da Páscoa e o cumprimento da Lei é escrupulosamente observado. O Teu corpo exangue é lavado apressadamente e os óleos dos defuntos são aspergidos. Uma toalha de linho cru e eis que És deposto naquele túmulo novo cuja pedra é rolada para tapar a entrada. Não creio que tenham pensado ser um funeral definitivo. Foi o possível, para o que houve tempo. Estás, apesar de tudo, limpo e perfumado, os cabelos arranjados, Tens um ar composto, digno.  Nem um só osso Te foi quebrado, só o sangue foi derramado. Até à última gota! Todo o Teu sangue, Senhor, ficou pelas pedras do caminho, no madeiro negro onde Te pregaram e, finalmente, naquele trapo imundo que mal tapava a Tua nudez aos olhos dos mirones. Repousa finalmente o Teu corpo martirizado ainda húmido das lágrimas dos Teus amigos que amarga e tristemente choravam o seu Senhor morto, agora apenas há as testemunhas convenientes: os soldados enviados pelos Príncipes dos Sacerdotes depois de Pilatos se ter recusado a fazê-lo. (Mt 27, 62-66) E Jesus ressuscita! O meu Senhor volta a assumir-Se plenamente como homem e como Deus. Perfeito homem, perfeito Deus. Não se notam os sinais das vergastadas, nem as feridas dos espinhos. Toda a pele visível tem uma palidez resplendorosa, como que irreal. E, no entanto, o Senhor fala, caminha, come com os discípulos. Oh meu Senhor, Tu ressuscitasTe só para que eu, finalmente, acreditasse em Ti? Não me bastou, Senhor, assistir a todo o horror da Tua Paixão, Ter visto os milagres, as multidões? Nada disto foi suficiente? Tive que, por uma última vez, pedir-Te um sinal? Pobre de mim, Senhor, que não mereço tal honra da Tua parte. Mas Tu, com uma compaixão infinita, voltas a esta terra, assumes o Teu corpo e, novamente, Te sujeitas à forma humana. RessuscitasTe, Senhor, e com a Tua Ressurreição, quebram-se finalmente os grilhetas da servidão. Não mais o pecado será mal sem remédio. O perdão, a misericórdia, a conversão estarão definitivamente ao alcance e dentro das possibilidades de qualquer um. Acabou definitivamente o poder descricionário do demónio sobre os homens. A partir de agora a cedência à tentação será inteiramente dependente da minha vontade. EnsinasTe-me no Pai-Nosso a pedir a Deus que não me deixe cair na tentação porque, bem sei, como a minha vontade é fraca e a minha resistência débil. Mas Tu, que podes tudo, não deixarás de ouvir e acolher com Coração de Pai Misericordioso as preces que Te dirijo. Então, seguro e confiante vencerei! Foi, de facto, esta “faculdade” que me deste: resistir à tentação. Morrendo na Cruz e, depois ressuscitando venceste a morte mais vil: a morte que o pecado provoca. Olhando para essa Cruz encontrarei quanto precisar: Decisão para resistir! Ânimo para continuar! Energia para me levantar! Fortaleza para vencer! Eu tenho a certeza porque é uma Verdade da Fé que hei-de ressuscitar no final dos tempos. Então, quando a minha alma voltar a unir-se ao meu corpo que espero, desejo ardentemente seja glorioso, contemplarei extasiado a magnitude do Céu. Tenho de conter-me neste desejo de que seja já, muito em breve porque sei muito bem que me falta muito, muitíssimo para merecer tal dita. Portanto, Senhor, aceito esta vida que me pesa tanto, as saudades que me apertam o coração, as vicissitudes que tenho de passar. Estou seguro que é o único caminho que tenho de andar. Mas Tu, minha Querida Mãe do Céu… vês como este caminho é difícil, agreste e como eu sou frágil? Então estende-me a tua mão carinhosa de Mãe, guia-me e conduz-me. A Tua Ressurreição é, Senhor, a dádiva mais sublime que poderias Ter feito por todos os Teus filhos, porque alem de lhes restituíres a dignidade e reabrir as portas do Céu, viesTe dar-lhes a certeza que sob o Teu corpo de homem, Tu Senhor, permanecerás até ao fim dos tempos, a nosso lado, à nossa espera. Possa eu, Senhor, não defraudar a Tua expectativa e chegar convenientemente preparado ao encontro que terás comigo no dia e hora que escolheres. Para o conseguir recorro à Nossa Santíssima Mãe que me leve pelo caminho mais seguro – iter para tuto - que Ela tão bem sabe. Chegarei, estou seguro, a um porto seguro e definitivo, onde ficarei contemplando o nosso Jesus Ressuscitado em todo o Seu Poder e Glória. Tu és a Stella Maris, a Estrela do Mar que me guia neste navegar por mares alterosos, enfrentando as tempestades, os ventos adversos, indicando-me o rumo certo a seguir.

 

Ascensão de Jesus ao Céu

Os onze mais íntimos do teu Filho apressaram-se em vir contar-te o que se passou: «Elevou-Se ao Céu, à vista de todos e desapareceu da sua presença». Volto a afirmar, sem receio algum de ser desmentido, que Ele te avisara previamente, talvez para confirmar  que chegara ao termo a Sua missão na terra. O teu Filho voltava “à Sua casa”, ao “lugar” que desde sempre fora o Seu. Seguramente que te dinu que “olhasses” pelos onze e os conduzisses com mão segura e terna nos primeiros tempos de desorientação e perplexidade. No teu coração amantíssimo aninha-se o desejo quase incontrolável de te juntares a Ele quanto antes mas, sabes bem que a tua missão na terra ainda não terminou. Há tanto para fazer! Tantos para guiar e conduzir com mão terna de Mãe! A cada instante a tua casa fica repleta com esses amigos ainda inconsoláveis e algo desnorteados. Há que sossegá-los, dar-lhes apoio, esperança e, sobretudo, confiança que tudo se cumprirá como o teu Jesus dissera. O teu Filho partiu para o Céu mas está sempre presente junto de ti numa união tão completa e cúmplice como sempre foi e, por isso mesmo, não estás triste, bem ao contrário, tens de mostrar-te alegre para que possas transmitir a todos a alegria dos Filhos de Deus. Não sabemos quanto tempo ainda estiveste presente físicamente junto deles mas, atrevo-me a considerar que aguardaste até ao momento em que, cumprindo o Mandato do teu Filho, partiram para os quatro cantos do mundo apregoando a Boa Nova do Reino de Deus. Sim… estiveste presente até ao último momento e, de facto, estás sempre presente em todos os momentos em que os teus filhos possam necessitar – e necessitam sempre – do teu axílio e protecção. Nos Séculos que se seguiram vieste algumas vezes à terra com mensagens de paz e recomendações urgentes. Como em Fátima num momento particularmente grave em que os teus filhos estavam envolvidos numa guerra terrível que ceifava milhões de vidas, provocando a fome mais terrível um pouco por todo o mundo. As recomendações urgentes para os teus filhos não deixarem de rezar pela paz no mundo. A oferta de sacrifícios grandes ou pequenos para obter do teu Filho quanto precisamos. O aviso importante sobre o comunismo que surgia no Leste da Europa e haveria de provocar terríveis violações da liberdade de muitos. As orações de todos pelos governantes das Nações, como em Fátima pelos Governantes de Portugal empenhados em perseguir a Igreja, os seus Bispos e Sacerdotes, proibindo a liberdade de culto, as manifestações religiosas numa sanha destruidora feroz e aberrante. Ali, em Fátima, pediste aos Santos Pastorinhos o que desejavas que recomendassem aos homens. Hoje, Fátima é o “Altar do Mundo” onde acorrem milhões de filhos teus, Papas, Cardeais, Bispos, Sacerdotes e, também, Governantes e muitos paízes. A tua “Imagem Peregrina” percorrerá todos os Continentes suscitando o fervor e a confiança de multidões de filhos teus. De todo o lado acorrem a Fátima os teus filhos para te louvarem e pedirem. Aos pés da tua Imagem na Capelinha deixam os seus corações cheios de amor e admiração pela Beleza de Uma Mãe que nos torna a todos Irmãos do teu Divino Filho. Pedem-te tudo, absolutamente, porqueconfiam que podes tudos. Coisas grande e importantes e outras de escasso valor ou relevo. Cada um pede o que julga precisar seguro e confiante que o que possa estar menos correcto no seu pedido tu o corrigirás antes de o levar a Jesus. Eu…

Contemplo a tua Imagem

E cubro-a de beijos

Tantos beijos te hei-de dar

Qua para o Céu me hás-de levar.

 

 

Vinda do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos

 

Desde a Ascensão eram habituais os teus encontros com os Onze. De que falariam? Seguramente terás contado detalhes da vida do teu Filho que só tu poderias conhecer. Muito particularmente a Lucas terás descrito com pormenores quanto sucedeu desde a Anunciação do Arcanjo Gabriel, os sonhos de José teu marido, a Visitação a tua prima Isabel, o Nascimento do teu Jesus, a Apresentação o Templo e as profecias de Simeão e Ana, a fuga para o Egipto, o desencontro e reencontro com Jesus na primeira viagem a Jerusalém… Mas nunca falaste das tuas dores, dos medos e ansiedades que deveriam “apertar-te” o coração.Na discrição mais absoluta só falas do teu Filho, é Ele que importa, Ele é o Salvador da humanidade. E, como boa Mãe em quem todos confiam, vais guiando, aconselhando, incutindo esperança, confiança e amor. Mostraste como é, como deve ser, o desempenho de uma Mãe que se preocupa com os seus filhos, sem fazer distinções entre eles, querendo a todos por igual, amando a todos com o mesmo Coração Amantíssimo, com o mesmo coração com que amaste – amas – o teu Jesus.

E chegou o dia em que, mais uma vez, se cumpre uma das promessas do teu Filho e o Espírito Santo – de Quem és Esposa – desce sobre todos os reunidos no Cenáculo. A partir de então tudo, absolutamente, fica claro como água cristalina, não há mais dúvidas a esclarecer nem temores que debelar e sentes que, finalmente, a tua missão chega ao seu termo e podes, finalmente, descansar. A Santíssima Virgem morreu de facto? Não é, quanto a mim, fundamental sabê-lo mas, embora revestida das mais excelentes qualidades e perfeições sobre as quais avulta a sua Imaculada Conceição, era uma criatura humana e não custa admitir que – sim – terá morrido.Muitos Padres da Igreja chamam a esse momento: “A Dormição de Nossa Senhora” o que, a meu ver, está absolutamente certo pois que é a morte senão um adormecer para esta vida terrena para logo acordar para a verdadeira Vida: a Vida Eterna? Mas, morte, não implica necessariamente corrupção do corpo e há muitos casos em que tal acontece. Mas, no que respeita à Nossa Mãe do Céu, foi ainda mais diferenciado do comum, como um relâmpago que cruza os céus e logo se desvanece.

 

 

Assunção de Nossa Senhora ao Céu

 

A Santíssima Virgem morreu de facto? Não é, quanto a mim, fundamental sabê-lo mas, embora revestida das mais excelentes qualidades e perfeições, sobre as quais avulta a sua Imaculada Conceição, era uma criatura humana e não custa admitir que – sim – terá morrido. Muitos Padres da Igreja chamam a esse momento: “A Dormição da Santíssima Virgem” o que, a meu ver, está absolutamente certo, pois que é a morte senão um adormecer para esta vida terrena para logo acordar para a verdadeira Vida: A Vida Eterna? Algumas vezes – por exemplo a filha de Jairo ou Lázaro – os Evangelhos relatam que Jesus Cristo, perante o choro e lamentações dos presentes, afirmou: «Não choreis! Não morreu mas dorme». Mas, morte, não implica necessariamente corrupção do corpo e há muitos casos em que tal acontece. as, no que respeita à Nossa Mãe do Céu, foi ainda mais diferenciado do comum, como um relâmpago que cruza os céus e logo se desvanece. A Assunção de Nossa Senhora ao Céu é um Dogma de Fé e, como tal, nós, cristãos, acreditamos e professamos como verdade absoluta que imediatamente a sua alma voltou a unir-se ao corpo e foi elevada ao Céu. Tal implica uma ressurreição? Que importa esse detalhe perante a definição dogmática? Parece-melógico,por assim dizer, que Jesus não poderia deixar na terra a Sua Santíssima Mãe e haveria de querer que estivesse no Céu com Ele, com o Pai e com o Espírito Santo, em corpo e alma. Afinal… a Santíssima Mãe de Deus não haveria de estar – sempre - junto do Seu Filho? O seu Filho não haveria de querer a Sua Santíssima Mãe junto de Si? Nas suas vindas ao mundo – como nas aparições de Fátima – a Senhora apresenta-se como quem é, quem está, quem vive no Céu. Não se apresenta como um espírito, uma visão surreal mas sim como uma criatura humana de “carne e osso”, real… viva! E para confirmar que a “Aparição” é absolutamente real, de uma pessoa em carne e osso, fala com os Videntes transmitindo mensagens de enormíssima importância. Estas mensagens têm sempre objectivos muito concretos: O primeiro: Consolidar a Fé no seu Divino Filho; Um segundo: Estabelecer a confiada certeza que ela é a portadora por excelência das mensagens que o seu Filho quer transmitir aos homens; Um terceiro: Confirmar o seu entranhado amor pelos seus filhos, os homens, não se “poupando” nessa tarefa. Ao contemplar as suas Imagens na Capelinha das Aparições em Fátima, ou na Gruta em Lourdes, multidões dos seus filhos como que se rendem reflectindo nas suas vidas, fazendo propósitos de melhoria. Outros “cumprem promessas” agradecendo graças alcançadas por intermédio da Mãe Comum. Este “cumprimento de promessas” com enorme impacto em quantos as constatam, não é senão uma como que manifestação exterior do que em tantos e tantos corações vibra e late. Lágrimas? Sim… muitas lágrimas porque a alegria de receber comove e não pode conter-se. E todos recebem algo, mesmo que não tenham pedido nada. Ela, a Mãe sabe o que cada um precisa e não, considerando o merecimento de cada um “dá”, não pode deixar de dar. Milhões de Imagens da Santíssima Virgem estão por todo o mundo nos lares dos seus filhos. Olham-nas, tocam-nas, beijam-nas. Como ela deve ficar contente! Eu, tenho em casa, várias Imagens da Minha Mãe do Céu. Na entrada da casa para logo que entro a venerar e agradecer a sua protecção do meu lar ou, quando saio para lhe pedir que me guarde e guie. Na “mesinha de cabeceira” outra Imagem que olho antes de adormecer e miro quando acordo. No sala onde onde trabalho uma que era da minha Querida Mãe – lembro-me dela numa pianha no quarto dos meus Queridos Pais – muito antiga portanto, em madeira policromada que representa a Imaculada Conceição. Esta, principalmente, é “alvo” da minha veneração constante. Digo-lhe: Tantos beijos te hei-de dar Que para o Céu me hás-de levar!

Talvez sejam coisas um pouco infantis mas, que sou eu, que quero ser senão um filho pequeno que precisa de protecção e amparo? Sim, a Santíssima Virgem, foi Assumpta ao Céu, em corpo e alma: Esta é uma Verdade da nossa Fé Cristã. Tu, minha Mãe estás no Céu em corpo e alma. Eu estou na terra, enquanto Deus quiser, à espera de me juntar a ti no Céu. Ajuda-me nesta minha “espera”, conduz a minha vida com a tua mão terna de Mãe Extremosa. Iter para tuto – guia-me por um caminho seguro – para que vá por onde tenho de ir para alcançar essa felicidade eterna que me está prometida.

 

Coroação de Nossa Senhora Rainha dos Anjos e dos Santos

 

Qualquer tentativa de descrever este momento ficará sempre muitíssimo aquém da realidade! Como seria o “ar de espanto” dos “habitantes” do Céu ao contemplar a magnificência da soleníssima festa celeste. A humilde mulher de Nazaré da Galileia, revestida da mais alta dignidade que se pode supor: Rainha dos Céus e da Terra, dos Anjos e Santos, na maior e mais elevada posição da hierarquia celeste, logo a seguir à Santíssima Trindade! E, no entanto, continua a apresentar-se aos homens como sempre foi: humilde e simples. Assim apareceu aos Pastorinhos em Fátima – “Uma Senhora vestida de branco  (Descrição de Lúcia) - ou em Lourdes como em muitos outros locais da terra e a diferentes pessoas. Nós também a coroamos Rainha de Portugal e muitos outros títulos semelhantes lhe têm sido atribuídos ao longo dos séculos. De facto, nós cristãos, temos uma linhagem de altíssimo calibre! Um dia, no Céu, poderemos extasiar-nos ante esse resplendor e pasmar com a beleza, a dignidade, a maravilha de tão extraordinária Senhora. Mas, eu, pobre de mim, não me considero príncipe – como é comum aos filhos de Reis – preferindo, antes, considerar-me filho. Quero, desejo do mais fundo da minha alma, que ela seja a Rainha do meu coração, mas quero e desejo ainda mais que seja a minha Queridíssima Mãe do Céu! Como Rainha, venero-a como o vassalo mais humilde e obediente. Como Mãe, amo-a de todo o meu coração. Sei, conheço  com “abundantes provas”, a sua protecção e ternura por mim. Desde muito pequeno senti o seu desvelo por mim quer na cura de doenças graves, a protecção em momentos difíceis como na guerra, quer no dia-a-dia da minha já longa vida. Não tenho qualquer pejo ou hesitação em pedir-lhe o que seja. Sei, tenho absoluta certeza, que ela me dará o que lhe peço, não pelos meus méritos - que não tenho – mas movida pela sua ternura e carinho de Mãe. E, sei, que se não me der o que lhe pedir é porque, na sua Sabedoria de Mãe extremosa, sabe que não me convém o que peço. Muitas vezes perco-me, bem sei, nos pedidos que faço semconsiderar se peço coisas importantes ou não, se realmente o que  peço me faz falta. Confio nela, ela é que sabe o que, como e quando me deve dar o que peço. Dar-me-á sempre algo, disso tenho absoluta certeza, e, esse algo, é sempre o melhor me convém. Não tenho qualquer receio de ser “maçador”   com os meus pedidos, sei que ela gosta de ser instada e como que “forçada” aouvir os seus filhos. Se eles lhe pedem algo é porque confiam nela e no seu carinho de Mãe. Não deixará nunca de transmitir esses pedidos ao seu Divino Filho e, Este, não deixará nunca de atender os pedidos da Sua Mãe. Quando crianças pequenas queremos alguma coisa vamos ter com a nossa Mãe ela, se for caso disso, encaminhará o pedido ao Chefe da Família. Pois… e que sou eu, que quero eu  ser senão uma criança pequena que confia na sua Mãe do Céu? Mesmo os pedidos, por assim dizer, mais ousados como o da Mãe dos “Filhos de Zebedeu” que os Evangelhos relatam, não lhe causam nem estranheza nem incómodo. Conta-se que alguém, em Fátima, pedia à Santíssima Virgem lhe concedesse ganhar a Lotaria e que terá ouvido em resposta: Pelo menos compra um Vigésimo! É uma história, claro, mas revela a necessidade de, ao pedir o que for, ter feito o possível para conseguir o que se pede. Temos, por assim dizer, que fazer o que nos cabe e depois, só depois, se não obtivermos o que procuramos ir pedir à Mãe que no lo conceda.