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11/08/2019

Temas para reflectir e meditar


Trabalho


O trabalho é não só um bem útil ou para desfrutar, mas também um bem digno, quer dizer, que corresponde à dignidade do homem, um bem que expressa esta dignidade e a aumenta.





(São João Paulo II, Enc. Laborem exercens, 1981.09.14, 1, 9)




26/04/2018

Temas para reflectir e meditar

Trabalho


A Igreja encontra nas primeiras páginas do Livro do Génesis a fonte da sua convicção segundo a qual o trabalho constitui uma dimensão fundamental da existência humana sobre a terra.

(São João Paulo II, Enc. Laborem exercens, 1, 9)

31/10/2015

Temas para meditar - 530

Trabalho



Deus não necessita do nosso trabalho, mas sim da nossa obediência.




(são joão crisóstomo, Homilias sobre o Evangelho de S. Mateus, 56, 5)

22/10/2015

Temas para meditar - 525

Trabalho



Quando não se ama o trabalho é impossível encontrar nele algum tipo de satisfação, por muitas vezes que se mude de tarefa. 


(federico suarez, José, Esposo de Maria, Rialp, Madrid 1982, pg. 268., trad ama)

19/10/2015

Temas para meditar - 523

Trabalho



Temos de impregnar de espírito cristão todos os ambientes da sociedade.

Não vos fiqueis somente pelo desejo: cada uma, cada um, ali onde trabalhe, há-de dar conteúdo de Deus à sua tarefa, e há-de preocupar-se - com a sua oração, com a sua mortificação, com o seu trabalho profissional bem acabado - em formar-se e em formar outras almas na Verdade de Cristo, para que seja proclamado Senhor de todos os afazeres terrenos.


(beato álvaro del portillo, loc. Cit., nr. 10)

21/12/2012

O teu trabalho deve ser oração


Antes de começar a trabalhar, põe sobre a tua mesa, ou junto dos utensílios do teu trabalho, um crucifixo. De vez em quando, lança-Lhe um olhar... Quando a fadiga chegar, fugir-te-ão os olhos para Jesus, e encontrarás nova força para prosseguir no teu empenho. Porque esse crucifixo é mais do que o retrato de uma pessoa querida – os pais, os filhos, a mulher, a noiva... – ; Ele é tudo: o teu Pai, teu Irmão, teu Amigo, teu Deus e o Amor dos teus amores. (Via Sacra, Estação XI. n. 5)

Costumo dizer com frequência que, nestes momentos de conversa com Jesus, que nos vê e nos ouve do sacrário, não podemos cair numa oração impessoal. E observo também que, para meditar de modo a que se inicie imediatamente um diálogo com o Senhor, não é preciso pronunciar palavras. Precisamos, sim, de sair do anonimato e de nos pôr na sua presença tal como somos, sem nos escondermos na multidão que enche a igreja, nem nos diluirmos num palavreado oco, que não brota do coração mas de um costume desprovido de conteúdo.
Posto isto, acrescento agora que também o teu trabalho deve ser oração pessoal e há-de converter-se numa grande conversa com o Nosso Pai do Céu. Se procuras a santificação na tua actividade profissional e através dela, terás necessariamente de te esforçar para que ela se converta numa oração sem anonimato. E nem sequer estes teus afãs podem cair na obscuridade anódina de uma tarefa rotineira, impessoal, porque nesse mesmo instante teria morrido o aliciante divino que anima o teu trabalho quotidiano. (Amigos de Deus, n. 64)

29/10/2012

Santificar o nosso trabalho não é uma quimera

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Santificar o nosso trabalho não é uma quimera; é missão de todos os cristãos... – tua e minha. Foi o que descobriu aquele torneiro, que comentava: – "Põe-me louco de contente essa certeza de que eu, manejando o torno e cantando, cantando muito – por dentro e por fora –, posso fazer-me santo... Que bondade a do nosso Deus!". (Sulco, 517)
Nesta hora de Deus, a da tua passagem por este mundo, decide-te a sério a realizar alguma coisa que valha a pena. O tempo urge, e é tão nobre, tão heróica, tão gloriosa a missão do homem e da mulher sobre a Terra quando abrasa no fogo de Cristo os corações murchos e apodrecidos!

Vale a pena levar aos outros a paz e a felicidade de uma corajosa e alegre cruzada! (Sulco, 613)

Umas vezes deixas explodir o teu mau génio, que em mais de uma ocasião aflora com uma dureza disparatada. Outras, não preparas o teu coração e a tua cabeça para servirem de aposento confortável à Santíssima Trindade... E acabas sempre por ficar um tanto afastado de Jesus, que conheces pouco.

Assim nunca terás vida interior. (Sulco, 651)

Remédio para tudo: santidade pessoal! Por isso, os Santos estavam cheios de paz, de fortaleza, de alegria, de segurança. (Sulco, 653)

28/10/2012

A crise laboral e os filhos de Deus


DESCOBRIR DEUS NO TRABALHO


Por ocasião de outros aniversários, já comentámos as leituras da Missa em honra deste santo sacerdote. Hoje desejo deter a minha atenção na mensagem que nos transmitiu o fundador do Opus Dei: a santificação da vida corrente, tal como a pregou Jesus Cristo e nos é apresentada nos textos do Génesis, da carta de São Paulo aos Romanos e na passagem do Evangelho da Missa de hoje.

Consideremos a parte final do texto do Génesis: o Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para que o trabalhasse e o guardasse (Gn 2, 15). O convite a trabalhar, enquanto complemento da obra da criação, é a vocação original de cada mulher e de cada homem. Com razão, pois, São Josemaria podia afirmar que qualquer trabalho honrado é «um meio necessário que Deus nos confia aqui na terra, dilatando os nossos dias e fazendo-nos participantes do Seu poder criador, para que ganhemos o sustento e simultaneamente recolhamos frutos para a vida eterna (Jo 4, 36)» (Amigos de Deus 57). Deste modo convidava-nos a descobrir Deus de novo, tanto nos trabalhos importantes como nas ocupações quotidianas, que podem converter-se em sólido fundamento para a santidade pessoal.

Esta dimensão original do trabalho é a razão mais profunda do direito de todos a ter uma ocupação profissional que lhes permita viver e atender as necessidades da sua família. Infelizmente, nas circunstâncias actuais, muitos países sofrem a praga do desemprego, que causa tantas preocupações e incomodidades a inumeráveis famílias. Rezemos pelas autoridades civis e pelos responsáveis pela vida pública, a todos os níveis, para que, iluminados pela Sabedoria divina, saibam encontrar e pôr em prática as medidas idóneas para fazer sair da atual crise as suas respetivas nações, respeitando plenamente a dignidade da pessoa e o bem comum. Confiemos esta intenção a Deus por intercessão de São Josemaria, apóstolo da santificação do trabalho.

A segunda leitura recorda-nos, com palavras de São Paulo, que os cristãos são filhos de Deus, guiados pelo Espírito Santo. O Apóstolo retira desta afirmação, uma consequência imediata: não recebestes o espírito de escravidão para estar de novo com temor, mas recebestes o espírito de filhos de adoção, mercê do qual clamamos: «"Abba”, Pai!» (Rm 8, 15).

Paulo tem presente os meios e as angústias da sociedade do seu tempo, submetida a múltiplos poderes, malignos em grande parte, característicos do antigo paganismo. Por esta razão, como explica Bento XVI numa das suas encíclicas, aqueles povos viviam imersos no temor, ainda que tivessem muitos deuses; «mas os seus deuses — comenta o Papa — tinham-se mostrado incertos e dos seus mitos contraditórios não surgia esperança alguma. Apesar dos deuses, estavam "sem Deus" e, por conseguinte, encontravam-se num mundo obscuro, perante um futuro sombrio» (Spe salvi 2).

Os cristãos, pelo contrário, enquanto filhos de Deus, sabem que têm um futuro luminoso. «Não é que conheçam os pormenores do que os espera — prossegue o Santo Padre — mas sabem que a sua vida, em conjunto, não acaba no vazio. Só quando o futuro é certo como realidade positiva, se torna também suportável o presente» (Ibid.)

Esta grande maravilha da nossa fé tem que nos encher de valentia, irmãs e irmãos queridíssimos, para enfrentar com confiança em Deus e serenidade as dificuldades que se vão apresentando na nossa existência; também as que derivam da actual crise económica e da falta de trabalho.

No Evangelho contemplámos, mais uma vez, o grande prodígio da primeira pesca milagrosa. Do ponto de vista humano, a ordem de Jesus — lançar as redes em pleno dia, após uma noite infrutífera — parecia inútil e absurda. Além disso, Pedro e os outros eram pescadores de profissão: conheciam bem o seu ofício e as zonas mais escondidas do lago de Tiberíades não guardavam segredos para eles. No entanto, obedecem: in verbo autem tuo laxabo retia (Lc 5, 5), sobre a Tua palavra, lançarei as redes. Não vos maravilha a fé de Simão Pedro? Também nós temos necessidade de fé para fazer frente às vicissitudes da nossa existência.

Dentro de poucos meses, em Outubro, começará o Ano da Fé convocado pelo Papa. Como nos estamos a preparar? Fazemos atos explícitos desta virtude antes de receber o sacramento da Confissão ou da Comunhão? Dirigimo-nos a Deus com fé na oração, perante as variadas obrigações próprias de uma vida cheia de ocupações profissionais? Procuramos aproximar do Senhor as pessoas queridas, os amigos, os companheiros de estudo ou de trabalho? Não esqueçamos — porque é verdade — que Deus deseja servir-se de cada uma e de cada um de nós para que os outros O conheçam, O tratem e O amem.

Reparai que a fé abre todas as portas de par em par e descobre horizontes que pareciam fechados. Este é o ensinamento da passagem evangélica. Obedecendo ao mandato do Senhor, Pedro e os seus companheiros lançaram as redes. Jesus Cristo convida-nos também a nós a santificarmo-nos em todas as circunstâncias correntes da vida e a lançar as redes do apostolado no mar do mundo.

(D. javier echevarría, Meditação na festa de S. Josemaria, L'Osservatore Romano 2012.06.26)

15/10/2012

Não há trabalhos de pouca categoria

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

No serviço de Deus, não há trabalhos de pouca categoria: todos são de muita importância. – A categoria do trabalho depende do nível espiritual de quem o realiza. (Forja, 618)
Compreendem porque é que uma alma deixa de saborear a paz e a serenidade quando se afasta do seu fim, quando se esquece de que Deus a criou para a santidade? Esforcem-se por nunca perder este ponto de mira sobrenatural, nem sequer nos momentos de diversão ou de descanso, tão necessários como o trabalho na vida de cada um.
Bem podem chegar ao cume da vossa actividade profissional, alcançar os triunfos mais retumbantes, como fruto da livre iniciativa com que exercem as actividades temporais; mas se abandonarem o sentido sobrenatural que tem de presidir todo o nosso trabalho humano, enganaram-se lamentavelmente no caminho.
 (…) Mas voltemos ao nosso tema. Dizia-lhes que bem podem alcançar os êxitos mais espectaculares no terreno profissional, na actuação pública, nos afazeres profissionais, mas se se descuidarem interiormente e se afastarem de Nosso Senhor, o fim será um fracasso rotundo. Perante Deus, que é o que conta em última análise, quem luta por comportar-se como um cristão autêntico, é que consegue a vitória: não existe uma solução intermédia. Por isso vocês conhecem tantas pessoas que deviam sentir-se muito felizes, ao julgar a sua situação de um ponto de vista humano e, no entanto, arrastam uma existência inquieta, azeda; parece que vendem alegria a granel, mas aprofunda-se um pouco nas suas almas e fica a descoberto um sabor acre, mais amargo que o fel. Isto não há-de acontecer a nenhum de nós, se deveras tratarmos de cumprir constantemente a Vontade de Deus, de dar-lhe glória, de louvá-lo e de espalhar o seu reinado entre todas as criaturas. (Amigos de Deus, nn. 10-12)


02/09/2012

Pôr Cristo no cume de todas as actividades




     http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979
    © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet
Textos de S. Josemaria Escrivá

Qualquer actividade – quer seja ou não humanamente muito importante – tem de converter-se para ti num meio de servir Nosso Senhor e os homens: aí está a verdadeira dimensão da sua importância. (Forja, 684)

Trabalha sempre e em tudo, com sacrifício, para pôr Cristo no cume de todas as actividades dos homens. (Forja, 685)

A correspondência à graça também está nessas coisas miúdas do dia, que parecem sem categoria e, no entanto, têm a transcendência do Amor. (Forja, 686)

Não se pode esquecer que o trabalho humanamente digno, nobre e honesto, pode – e deve! – elevar-se à ordem sobrenatural, passando a ser uma tarefa divina. (Forja, 687)

Jesus, nosso Senhor e nosso Modelo, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que na existência humana – a tua –, as ocupações correntes e vulgares têm um sentido divino, de eternidade. (Forja, 688).

27/08/2012

O trabalho é a vocação original do homem


Textos de S. Josemaria Escrivá

O trabalho é a vocação original do homem; é uma bênção de Deus; e enganam-se lamentavelmente aqueles que o consideram um castigo. O Senhor, o melhor dos pais, colocou o primeiro homem no Paraíso – "ut operaretur", para trabalhar. (Sulco, 482)

Desde o começo da sua criação que o homem teve de trabalhar. Não sou eu quem o inventa. Basta abrir as primeiras páginas da Sagrada Bíblia para aí se ler que Deus formou Adão com o barro da terra e criou para ele e para a sua descendência este mundo tão formoso, ut operaretur et custodiret illum, com o fim de o trabalhar e de o conservar, e isto antes mesmo de o pecado entrar na humanidade e, como consequência dessa ofensa, a morte, as penas e as misérias.

Temos, pois, de nos convencer de que o trabalho é uma realidade magnífica, que se nos impõe como lei inexorável a que todos estamos submetidos, de uma ou de outra forma, apesar de alguns pretenderem eximir-se a ela. Aprendei-o bem: esta obrigação não surgiu como uma sequela do pecado original, nem se reduz a uma descoberta dos tempos modernos. Trata-se de um meio necessário que Deus nos confia na terra, alongando os nossos dias e tornando-nos partícipes do seu poder criador, para que ganhemos o nosso sustento e, simultaneamente, recolhamos frutos para a vida eterna: o homem nasce para trabalhar, como as aves para voar.

Talvez me digais que já se passaram muitos séculos, que muito pouca gente pensa desta maneira, que a maioria provavelmente se afana por motivos bem diversos: uns, por dinheiro; outros, para manter a família; outros, na mira de conseguir uma certa posição social, para desenvolver as suas capacidades, para satisfazer as suas paixões desordenadas, para contribuir para o progresso social. E todos, em geral, encaram as suas ocupações como uma necessidade de que não podem evadir-se.

Perante esta visão plana, egoísta, rasteira, tu e eu temos de recordar a nós mesmos e de recordar aos outros que somos filhos de Deus, a quem o nosso Pai dirigiu um convite idêntico ao daqueles personagens da parábola evangélica: filho, vai trabalhar na minha vinha. Posso assegurar-vos que aprenderemos a terminar as nossas tarefas com a maior perfeição humana e sobrenatural de que somos capazes, se nos empenharmos em considerar assim diariamente as nossas obrigações pessoais como ordem divina. (Amigos de Deus, n. 57).

26/08/2012

Não é difícil converter o trabalho em oração

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    © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Textos de S. Josemaria Escrivá

Trabalhemos, e trabalhemos muito e bem, sem esquecer que a nossa melhor arma é a oração. Por isso, não me canso de repetir que havemos de ser almas contemplativas no meio do mundo que procuram converter o seu trabalho em oração. (Sulco, 497)

Convencei-vos de que não se torna difícil converter o trabalho num diálogo de oração. Basta oferecê-lo a Deus e meter mãos à obra, pois Ele já nos está a ouvir e a alentar. Assim, nós, no meio do trabalho quotidiano, conquistamos o modo de ser das almas contemplativas, porque nos invade a certeza de que Deus nos olha, sempre que nos pede uma nova e pequena vitória: um pequeno sacrifício, um sorriso à pessoa importuna, começar pela tarefa menos agradável e mais urgente, ter cuidado com os pormenores de ordem, ser perseverante no dever quando era tão fácil abandoná-lo, não deixar para amanhã o que temos de terminar hoje... E tudo isto para dar gosto ao Nosso Pai Deus! Entretanto, talvez sobre a tua mesa ou num lugar discreto que não chame a atenção, para te servir de despertador do espírito contemplativo, pões o crucifixo, que já se tornou para a tua alma e para a tua mente o manual onde aprendes as lições de serviço.

Se te decidires – sem fazer coisas esquisitas, sem abandonar o mundo, no meio das tuas ocupações habituais – a entrar por estes caminhos de contemplação, sentir-te-ás imediatamente amigo do Mestre e com o encargo divino de abrir os caminhos divinos da terra a toda a humanidade. Sim, com esse teu trabalho contribuirás para que se estenda o reinado de Cristo em todos os continentes e seguir-se-ão, uma atrás da outra, as horas de trabalho oferecidas pelas longínquas nações que nascem para a fé, pelos povos do leste barbaramente impedidos de professar com liberdade as suas crenças, pelos países de antiga tradição cristã onde parece que se obscureceu a luz do Evangelho e as almas se debatem nas sombras da ignorância...

Que valor adquire então essa hora de trabalho, esse continuar com o mesmo empenho durante um pouco mais de tempo, alguns minutos mais, até rematar a tarefa. Convertes assim, de um modo prático e simples, a contemplação em apostolado, como necessidade imperiosa do coração, que pulsa em uníssono com o dulcíssimo e misericordioso Coração de Jesus, Nosso Senhor. (Amigos de Deus, 67)

20/03/2012

O Trabalho: Caminho de santidade

Textos de São Josemaria Escrivá

Está a ajudar-te muito, dizes-me, este pensamento: desde os primeiros cristãos, quantos comerciantes terão sido santos? E queres demonstrar que também agora isso é possível... O Senhor não te abandonará nesse empenho. (Sulco, 490)

Para seguir os passos de Cristo, o apóstolo de hoje não vem reformar nada, e menos ainda desentender-se da realidade histórica que o rodeia... Basta-lhe actuar como os primeiros cristãos, vivificando o ambiente. (Sulco, 320)

O que sempre ensinei – desde há quarenta anos – é que todo o trabalho humano honesto, tanto intelectual como manual, deve ser realizado pelo cristão com a maior perfeição possível: com perfeição humana (competência profissional) e com perfeição cristã (por amor à vontade de Deus e em serviço dos homens). Porque, feito assim, esse trabalho humano, por humilde e insignificante que pareça, contribui para a ordenação cristã das realidades temporais – a manifestação da sua dimensão divina – e é assumido e integrado na obra prodigiosa da Criação e da Redenção do mundo: eleva-se assim o trabalho à ordem da graça, santifica-se, converte-se em obra de Deus, operatio Dei, opus Dei.
Ao recordar aos cristãos as palavras maravilhosas do Génesis – que Deus criou o homem para que trabalhasse –, fixámo-nos no exemplo de Cristo, que passou a quase totalidade da sua vida terrena trabalhando numa aldeia como artesão. Amamos esse trabalho humano que Ele abraçou como condição de vida, e cultivou e santificou. Vemos no trabalho – na nobre e criadora fadiga dos homens – não só um dos mais altos valores humanos, meio imprescindível para o progresso da sociedade e o ordenamento cada vez mais justo das relações entre os homens, mas também um sinal do amor de Deus para com as suas criaturas e do amor dos homens entre si e para com Deus: um meio de perfeição, um caminho de santificação. (Temas Actuais do Cristianismo, 10)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

12/02/2012

Para servir, servir

Textos de São Josemaria Escrivá

Tu também tens uma vocação profissional, que te "espicaça". Sim, esse "aguilhão" é o anzol de pescar homens. Rectifica, portanto, a intenção, e não deixes de adquirir todo o prestígio profissional possível, em serviço de Deus e das almas. O Senhor conta também com isso. (Sulco, 491)

Assim, como lema para o vosso trabalho, posso indicar-vos este: para servir, servir. Porque para fazer as coisas, é necessário, em primeiro lugar, saber concluí-las. Não acredito na rectidão da intenção de quem não se esforça por conseguir a competência necessária para cumprir bem os trabalhos de que está encarregado. Não basta querer fazer o bem; é preciso saber fazê-lo. E, se queremos realmente, esse desejo traduzir-se-á no empenho por utilizar os meios adequados para fazer as coisas bem acabadas, com perfeição humana.
Além disso, esse serviço humano, essa capacidade a que poderíamos chamar técnica, saber realizar o nosso ofício, deve ter uma característica que foi fundamental no trabalho de S. José e que devia ser fundamental em todo o cristão: o espírito de serviço, o desejo de trabalhar para contribuir para o bem dos outros homens. O trabalho de S. José não foi um trabalho que visasse a auto-afirmação, embora a dedicação de uma vida laboriosa tenha forjado nele uma personalidade madura, bem delineada. O Santo Patriarca trabalhava com a consciência de cumprir a vontade de Deus, pensando no bem dos seus, Jesus e Maria, e tendo presente o bem de todos os habitantes da pequena Nazaré. (Cristo que passa, 50–51)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

05/01/2012

Livres para construir o futuro 3

Observa-se também em muitos dos nossos contemporâneos uma renúncia do uso da liberdade pessoal na tarefa de construir a sociedade; é um tipo de despersonalização que leva a renunciar ao exercício da liberdade, cedendo-a quase inconscientemente a outras instâncias.

O Estado assume com frequência a tarefa de prover a todas as necessidades dos cidadãos, adormecendo a sua liberdade responsável. Muitos homens – com uma ampla gama de possíveis escolhas sobre temas menores – são escassamente livres, no sentido de que parece como se tivessem renunciado a pensar sobre as decisões fundamentais que configuram os distintos estilos de vida; ou porque o seu direito a uma informação adequada é violado através de diversos mecanismos que passam despercebidos. 

Diante da força de certas estruturas de poder, de mercado, de comunicação, as pessoas vêem-se reduzidas ao anonimato, inconscientemente mantidas no âmbito privado, a ponto de perder a sua condição de sujeitos activos na construção da sociedade, no mundo do trabalho, no progresso humano. 

© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet 2011.07.06

31/12/2011

Trabalho

De nenhuma forma o trabalho foi um castigo, pelo contrário, «dignidade de vida e um dever imposto pelo Criador, já que o homem foi criado ut operaretur. O trabalho é um meio pelo qual o homem se torna participante da criação e, portanto, não só é digno, seja qual for, como é um instrumento para conseguir a perfeição humana - terrena - e a perfeição sobrenatural». 

(Carta, 1954.05.31)

25/12/2011

Deixa-o exigir-te!

Textos de São Josemaria Escrivá

Deus quer-nos infinitamente mais do que tu próprio te queres... Deixa-o, pois, exigir-te! (Forja, 813)

O Senhor conhece as nossas limitações, o nosso individualismo e a nossa ambição: a dificuldade em nos conhecermos a nós mesmos e de nos entregarmos aos outros. Sabe o que é não encontrar amor e verificar que mesmo aqueles que dizem segui-Lo o fazem só a meias. Recordai as cenas tremendas que os evangelistas nos descrevem e em que vemos os apóstolos ainda cheios de aspirações temporais e de projectos exclusivamente humanos. Mas Jesus escolheu-os, mantém-nos juntos de Si e confia-lhes a missão que recebeu do Pai.
Também a nós nos chama e nos pergunta como a Tiago e João: Potestis bibere calicem quem ego bibiturus sum?; estais dispostos a beber o cálice (este cálice da completa entrega ao cumprimento da vontade do Pai) que eu vou beber? "Possumus"!. Sim, estamos dispostos! – é a resposta de João e Tiago... Vós e eu, estamos dispostos seriamente a cumprir, em tudo, a vontade do nosso Pai, Deus? Demos ao Senhor o nosso coração inteiro ou continuamos apegados a nós mesmos, aos nossos interesses, à nossa comodidade, ao nosso amor-próprio? Há em nós alguma coisa que não corresponda à nossa condição de cristãos e que nos impeça de nos purificarmos? Hoje apresenta-se-nos a ocasião de rectificar. (Cristo que passa, 15)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

20/12/2011

Textos de São Josemaria Escrivá

Tudo pode e deve levar-nos a Deus

É urgente difundir a luz da doutrina de Cristo. Entesoura formação, enche-te de clareza de ideias, de plenitude da mensagem cristã, para poder depois transmiti-la aos outros. Não esperes umas iluminações de Deus, que não tem porque dá-las, já que dispões de meios humanos concretos: o estudo, o trabalho. (Forja, 841)

O cristão precisa de ter fome de saber. Desde o estudo dos saberes mais abstractos até à habilidade do artesão, tudo pode e deve conduzir a Deus. Efectivamente não há tarefa humana que não seja santificável, motivo para a nossa própria santificação e oportunidade para colaborar com Deus na santificação dos que nos rodeiam. A luz dos seguidores de Jesus Cristo não deve estar no fundo do vale, mas no cume da montanha para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.
Trabalhar assim é oração. Estudar assim é oração. Investigar assim é oração. Nunca saímos afinal do mesmo: tudo é oração, tudo pode e deve levar-nos a Deus, alimentar a nossa intimidade contínua com Ele, da manhã à noite. Todo o trabalho honrado pode ser oração e todo o trabalho que é oração é apostolado. Deste modo, a alma fortalece-se numa unidade de vida simples e forte.
Vimos a realidade da vocação cristã, ou seja, como o Senhor confiou em nós para levar as almas à santidade, para as aproximar d'Ele, para as unir à Igreja e estender o reino de Deus a todos os corações. O Senhor quer-nos entregues, fiéis, dedicados, com amor. Quer-nos santos, muito seus. (Cristo que passa, nn. 10–11)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

19/12/2011

Textos de São Josemaria Escrivá

Piedosos como meninos

– Jesus, considerando agora mesmo as minhas misérias, digo-te: Deixa-te enganar pelo teu filho, como esses pais bons, carinhosos, que põem nas mãos do seu menino a dádiva que dele querem receber..., porque sabem muito bem que as crianças nada têm. E que alvoroço o do pai e o do filho, ainda que ambos estejam no segredo! (Forja, 195)

A vida de oração e de penitência e a consideração da nossa filiação divina transformam-nos em cristãos profundamente piedosos, como meninos pequenos diante de Deus. A piedade é a virtude dos filhos e, para que o filho possa entregar-se nos braços do seu pai, há-de ser e sentir-se pequeno, necessitado. Tenho meditado com frequência na vida de infância espiritual, que não se contrapõe à fortaleza, porque requer uma vontade rija, uma maturidade bem temperada, um carácter firme e aberto.
Piedosos, portanto, como meninos; mas não ignorantes, porque cada um há-de esforçar-se, na medida das suas possibilidades, pelo estudo sério e científico da fé. E o que é isto, senão teologia? Piedade de meninos, sim, mas doutrina segura de teólogos.
O afã por adquirir esta ciência teológica – a boa e firme doutrina cristã – deve-se, em primeiro lugar, ao desejo de conhecer e amar a Deus. Simultaneamente é consequência da preocupação geral da alma fiel por alcançar a mais profunda compreensão deste mundo, que é uma realização do Criador. Com periódica monotonia, há pessoas que procuram ressuscitar uma suposta incompatibilidade entre a fé e a ciência, entre a inteligência humana e a Revelação divina. Tal incompatibilidade só pode surgir, e só na aparência, quando não se entendem os termos reais do problema.
Se o mundo saiu das mãos de Deus, se Ele criou o homem à sua imagem e semelhança e lhe deu uma chispa da sua luz, o trabalho da inteligência deve ser – embora seja um trabalho duro – desentranhar o sentido divino que naturalmente já têm todas as coisas. E, com a luz da fé, compreendemos também o seu sentido sobrenatural, que resulta da nossa elevação à ordem da graça. Não podemos admitir o medo da ciência, visto que qualquer trabalho, se é verdadeiramente científico, tende para a verdade. E Cristo disse: Ego sum veritas. Eu sou a verdade. (Cristo que passa, 10)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

10/12/2011

Trabalho sobrenatural

Quando deixamos que Jesus habite em nós, na nossa vida há uma virtude muito superior à do legendário rei Midas: 

ele convertia em ouro tudo quanto tocava; nós, desse trabalho humano, fazemos (...) operatio Dei, labor sobrenatural. 

(carta, 15.10.1948, nr. 20)