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23/07/2022

Publicações em Julho 23

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc XVIII)

 

Ouvi um que pedia a Jesus que interviesse numa disputa que tinha com um irmão sobre uma herança e, ouvi a resposta de Jesus com uma Para a que  nos meus apontamentos dei o título de JUÍZ INÍQUO.

No tempo de Jesus a Justiça cabia à classe dos Juízes que constituiam como que uma casta da sociedade, quase omnipotentes, cujas decisões eram definitivas, gozando de bens incontáveis oriundos das "comissões e percentagens" dos assuntos que julgavam. Por isso, a Parábola do JUÍZ INÍQUO é, para mim, um paradigma da Justiça.

Vejamos bem: na Parábola diz-se que o Juíz "não temia a Deus nem respeitava os homens", e, mais adiante, se resolve a fazer justiça à pobre viúva para que "não venha contínuamente importunar-me".

Considero que esta pobre viúva da Parábola prefigura os muitos milhões de vozes suplicantes que tentam fazer-se ouvir na sua busca de justiça; uma multidão incontável de seres humanos sacrificados ainda no ventre materno por motivos e razões aberrantes e bestiais.

No Seu Sacratíssimo Coração, Jesus Cristo, deverá seguramente ter encontrado um local onde estes INOCENTES aguardam pelo Juízo Final. Aí, ouvir-se-á o seu clamor e todos os que tomaram posições concretas, legislando e aprovando leis iníquas escudando-se em falsas "obrigações do cargo", hão-de empalidecer ao contemplar a expressão de repúdio que o Supremo Juíz mostra na face.

E os outros todos que, embora não tendo participado activamente, decidiram ignorar o assunto.

O Rei Balduíno da Bélgica, agiu como a sua consciência de cristão lhe exigia e, para não ter de ractificar uma lei aorovada no Parlamento, lei essa que legiskava sobre o aborto, pura e simplesmente resignou como Monarca dos Belgas.

O efeito desta atitude foi imediato, perante a reacção popular, o Parlamento retirou a proposta de Lei.

Na verdade!!!

Bom... Balduíno era Monarca mas era cristão e SANTO!!!

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

28/08/2019

Temas para reflectir e meditar


Aborto

Os diagnósticos pré-natais, que não apresentam dificuldades morais se se realizam para determinar eventuais cuidados necessários à criança ainda não nascida, com muita frequência são ocasião para propor ou praticar o aborto.
É o aborto eugenésico, cuja legitimação na opinião pública procede de uma mentalidade – equivocamente considerada de acordo com as exigências da «terapêutica» - que acolhe a vida só em determinadas condições, rejeitando a limitação, a invalidez, a doença.


(são joão paulo iiEnc. Evangelium Vitae, 1995.03.25, nr. 14)



04/05/2019

Temas para reflectir e meditar

Aborto



A impossibilidade moral de recorrer ao aborto resulta do facto de que, uma vez concebida uma nova vida, estamos já na presença de um ser humano, de um sujeito de direitos e portador de valores eternos.



(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante, 1991 nr. 25)


08/09/2017

Perguntas e respostas

O ABORTO - 3

C. O ABORTO E A MULHER

1. Efeitos secundários do aborto? Com maior ou menor incidência, o aborto sempre deixa sequelas na mulher que mata o seu filho:

No aspecto psicológico, sofrem remorsos e sentimento de culpa, alterações repentinas de humor, depressão, estados de medo e pesadelos.
Danos físicos: provável esterilidade, alterações do ritmo cardíaco e tensão arterial, enxaquecas, alterações no aparelho digestivo, hemorragias, cólicas no ventre e abortos espontâneos posteriores.

2. E se o filho não é desejado? O ideal é que todo o menino concebido seja desejado, mas por vezes uma mãe pode sentir-se mal face à perspectiva da chegada de um filho. Nestes casos o aborto não é o conveniente:
Após o aborto, a mãe sentir-se-ia pior.
Os filhos não desejados costumam chegar a ser desejados e amados.
Quando um filho dá problemas a uma mãe (por exemplo um drogadito), a solução nunca é matá-lo. Procuram-se sempre outras soluções.

3. E com uma violação? Este é, provavelmente, o caso mais duro e onde o filho pode ser menos desejado. Com o aborto, a mãe livrar-se-ia do sentimento de impotência diante de agressão sofrida. Mas tão pouco o aborto é conveniente:
A mãe carregará com outro sentimento muito doloroso quando tomar consciência de que acabou com a vida do seu filho.
O resultado do aborto seria muito injusto: ao violador dá-se-lhe prisão, ao bebé a morte, e converte-se a mãe em assassina do seu filho. Não é um bom sistema: só se deve castigar o violador, não ao bebé, nem à mãe. (cfr.: Victoria Gillick).

4. O bebé é parte do corpo da sua mãe? O bebé está na mãe, mas não é a mãe.
Quando nasce, a mãe não perde nenhum órgão.
O embrião possui um código genético individual que o torna único.
O ventre da mãe é o lar do bebé, onde está protegido por quem o ama.

5. Porque agrada o aborto? A ninguém agrada o aborto. Só se escolhe porque suprime velozmente um problema. Desde logo, o aborto é rápido e radical. Mas matar um filho é tão tremendo que deveria ser impensável, imponderável. Qualquer medida menos esta.

6. Há exemplos de outros métodos impensáveis? Entre vários possíveis, citemos alguns casos bastante gráficos, onde se resolvem problemas. mas de um modo atroz:

Por vezes, matar uma velhinha e receber a sua herança resolve de imediato os problemas económicos, mas não se coloca essa opção.
Talvez matar a sogra resolva com rapidez dificuldades familiares, mas tal é impensável.
Cortar a língua a um filho resolve rapidamente o problema dos insultos verbais, mas não é uma solução a optar.


7. O que fazer? O que convém fazer é ajudar a mãe e o filho. Procurar métodos soluções, sistemas que ajudem ambos.

06/09/2017

Perguntas e respostas

O ABORTO - 2

B. O ESTADO E A IGREJA FACE AO ABORTO

1. As leis de um país devem permitir o aborto? As leis devem dificultar o mal e promover o bem dos cidadãos. Neste caso, defender o bem dos cidadãos: filho e mãe. Portanto, as leis devem dissuadir as mães do aborto e facilitar soluções para dar à luz. Também se podem acrescentar medidas preventivas.

2. Um exemplo de medida preventiva? Difundir na sociedade uma mentalidade de só usar o sexo dentro do casamento. Neste sentido a limitação da pornografia é uma boa solução, uma vez que tem uma clara contribuição para o uso indiscriminado do sexo.

3. Difundir a anticoncepção previne o aborto? Não, não. A triste experiência em vários países confirma que acontece o contrário. Os métodos anticonceptivos aumentam o uso do sexo sem medida. Como consequência aumenta o número de gravidezes não desejadas.

4. A legalização diminuiria o número de abortos? Está abundantemente comprovado que se se legaliza o aborto, o seu número aumenta muitas vezes. É lógico que tal aconteça pois há pessoas só se guiam pelo que diz a lei civil.

5. Porque é que a Igreja estabelece a excomunhão para quem aborta e para os seus colaboradores? Desta forma, as mães cristãs têm mais clareza sobre o modo de agir, recebendo forças para decidir correctamente. Protege-se a vida do filho e mantém-se em paz a alma da mãe.

6. A Bíblia proíbe o aborto? Pode-se reconhecer a gravidade do aborto sem necessidade de apoiar-se na Bíblia. Mas é interessante comentar a visitação de Maria a sua prima Isabel (Lc 1, 39-44). Ali se observa:

São João Baptista três meses antes de nascer anuncia a presença do Messias (Lc 1, 41).
Maria é chamada «mãe do meu Senhor» (Lc 1, 43) quando ainda está no início da gravidez - os quatro ou cinco dias que demorou a chegar até Isabel indo «depressa» (Lc 1, 39). Nestes momentos já leva Deus no seu seio e já é mãe de Deus.
O próprio Jesus é reconhecido e anunciado como Messias aos cinco dias de gestação.


Resumindo, S. João Baptista aos seis meses de gestação já é o profeta que anuncia o Messias e o próprio Salvador já o é quando ainda só tem uns dias no seio de Maria. Assim, a Bíblia coincide com a ciência mostrando que a vida humana começa no instante da concepção. E que o Aborto fica incluído no preceito "não matarás".

01/09/2017

Perguntas e respostas

O ABORTO - 1

A. PROBLEMAS E SOLUÇÕES PARA O ABORTO

1. O que é o aborto? É a supressão voluntária de uma vida humana no período que decorre entre a concepção e o nascimento. (Não falamos de abortos involuntários).

2. Desde a concepção? Hoje em dia define-se a concepção como o momento em que o espermatozóide se une ao óvulo. Começa então o desenvolvimento de um novo ser humano. Isto não se pode pôr em dúvida. A vida humana, como a animal, começa nesse momento. As acções que impedem essa união não são abortivas, mas sim anticonceptivas e não se tratam aqui.

3. É indiferente o dia em que se realiza o aborto? Ao longo desses nove meses há ali uma vida humana cujo desenvolvimento se permite ou se mutila (ver embrião). Abortar mais tarde aumenta a gravidade por existir maior consciência do acto.

4. Uma ideia clara: uma mãe normal em situação normal não aborta, nem o deseja. Se o fizesse seria uma loucura, pois loucura é que uma mãe mate o seu filho.

5. O problema coloca-se em situações extraordinárias. Por exemplo: é correcto abortar no caso de gravidez durante o namoro? Não deve fazer-se, mas a questão já não é tão clara uma vez que se enfrentam dois bens: o bem de uma vida humana e o bem de uma mãe que, por algum motivo, não deseja que o seu filho viva.

6. A morte do filho é um bem para a mãe? Obviamente isto não é correcto. Mas a mãe vê que a gravidez lhe origina problemas (o que dirão?, e o seu pai?, e os gastos?...). E sente-se frágil para os enfrentar.

7. As opções possíveis. De acordo com o ponto de vista podem propor-se várias actuações: Aqueles que se fixam no bem do filho consideram que a vida é o aspecto relevante. Os que se fixam no bem da mãe pensam que evitar-lhe complicações é o fundamental. Mas há uma terceira opção: procurar o bem de ambos.

8. Como procurar o bem de ambos? Em relação ao filho, o único bem possível é deixá-lo viver. Ao procurar o bem da mãe convém recordar umas ideias básicas:

Deixar viver o filho é um bem para a mãe, uma vez que o contrário teria um peso muito grande na sua consciência durante muitos anos.
A mãe terá de suportar alguma dificuldade (como todas as mães). Por exemplo, normalmente terá de comunicar o assunto aos próprios pais.
mãe necessitará de apoio para continuar com a gravidez. Neste sentido, aqueles que insistem em descartar-se do filho causam-lhe grande dor e angústia. É o seu filho.


9. Soluções. Trata-se, então, de procurar soluções que permitam a vida do filho evitando complicações à mãe. Por exemplo: ocultar-se discretamente durante uns meses em casa de umas pessoas de confiança e, entretanto, procurar uma família ou instituição que adopte a criança. Este exemplo não é a única solução. Há várias possibilidades que permitem proteger os dois bens: a vida do filho e o menor mal-estar da mãe.

07/02/2017

Más de 700 abogados firman un manifiesto provida contra la Ley de Aborto de Bachelet en Chile

Más de 700 abogados firman un manifiesto provida contra la Ley de Aborto de Bachelet en Chile
El aborto mata al niño y daña a la madre y la familia - en Chile es escaso e ilegal

Una declaración firmada por más de 700 abogados chilenos pide al Gobierno de la socialista Michelle Bachelet que retire su proyecto de ley del aborto o que el Senado la rechace porque esta ley dañará la vida de "personas inocentes e indefensas".

“Como personas que hemos consagrado nuestra vida al derecho y la justicia, declaramos enfáticamente que esto constituye un atentado gravísimo contra la vida de personas inocentes e indefensas”, afirman los abogados firmantes.

La Ley de Bachelet permitiría el aborto en caso de inviabilidad fetal, riesgo para la salud de la madre y violación. Estas "causas" se han usado en otros países como "coladeros" que permiten en la práctica el aborto libre (por ejemplo: riesgo para la salud puede ser riesgo de tener ansiedad y depresión por el embarazo no querido, y así justificar el aborto, que es el caso de España).

No solo despenaliza: incita al aborto
Los abogados aclaran en su declaración que “no se trata de un proyecto de mera despenalización de un crimen, sino de una incitación a cometerlo, disponiendo, como si fuera poco, la obligación de médicos e instituciones de salud de practicarlo”.

Recuerdan también que la Constitución de Chile en su Art. 19 N°1 consagra y garantiza “el derecho a la vida y a la integridad física y psíquica de la persona” y que “la ley protege la vida del que está por nacer”.

Explican que se trata de un proyecto “inconstitucional y atenta contra tratados internacionales de defensa de la vida humana que son vinculantes para Chile” y a los “deberes mínimos de humanidad que nos impone prestar protección y cuidado a quienes siendo completamente inocentes están más indefensos y desvalidos”.

Los abogados explican que “el derecho a decidir de la madre está limitado por la vida que crece en su vientre” y que la madre “está llamada a ejercer sobre él [el bebé] la posición de garante de su propia existencia, su seguridad y bienestar”.

Por otra parte, muchas veces la madre es otra víctima, que sufre presiones externas para que cometa el crimen de abortar. “De aprobarse este proyecto, esa posibilidad aumentará dramáticamente”.

Frente a esta situación, la Constitución señala en su Art. 1° que “el Estado (...) debe contribuir a crear las condiciones sociales que permitan a todos y cada uno de los integrantes de la comunidad nacional su mayor realización espiritual y material posible”.

“Este proyecto debe ser retirado del Congreso Nacional y pedimos a la Sra. Presidenta, Michelle Bachelet, que así lo disponga”, afirmaron los abogados. Si esto no ocurre, “solicitamos al Senado de la República que vote su rechazo, sin perjuicio de la jurisdicción del Tribunal Constitucional para declarar la inconstitucionalidad del proyecto, la que llegado el caso deberá ejercerse sin vacilaciones”, concluye la declaración.

ReL10 enero 2017


28/12/2016

Cacaos mentales

Cacaos mentales

Uno no puede por menos de asombrarse del cacao mental que demuestran tanto Fillon, que ha resultado ser el vencedor, como sobre todo Juppé. Para un católico, para cualquier católico que se considere tal, "el aborto y el infanticidio son crímenes abominables".

Escribo este artículo un tanto impactado por algo que leí en la prensa del día 23 sobre la lucha entre François Fillon y Alain Juppé por el liderazgo de la derecha francesa. Leo en ABC: “Ambos aspirantes intercambiaron ayer ataques a propósito de su visión de la familia y del aborto. Fillon es contrario a la adopción por parte de parejas homosexuales, y Juppé la apoya. Sobre todo, Fillon afirma que no puede estar a favor del aborto 'desde el punto de vista filosófico y religioso’ como católico. Juppé en cambio (que se define como ‘católico agnóstico’) es partidario del aborto”. Sin embargo Fillon matiza su posición y califica el aborto “como un derecho que nadie se replanteará”.

Según el periódico La Rioja, Juppé dice de su adversario que “pertenece a una familia tradicionalista y yo soy mucho más abierto al modernismo, me siento más próximo al Papa Francisco que a Sentido Común o La Manifa para todos’, dijo el lunes en referencia a los movimientos cristianos que se opusieron a la legalización del matrimonio homosexual por los socialistas y que apoyan a Fillon”.

Cuando uno lee estas cosas, uno no puede por menos de asombrarse del cacao mental que demuestran tanto Fillon, que ha resultado ser el vencedor, como sobre todo Juppé. Para un católico, para cualquier católico que se considere tal, “el aborto y el infanticidio son crímenes abominables” nos dice el Concilio en la Gaudium et Spes nº 51, y por tanto no puede ser un derecho. Por su parte el Papa Francisco en su Carta Apostólica Misericordia et Misera de este 21 de noviembre nos dice sobre él: “Quiero enfatizar con todas mis fuerzas que el aborto es un pecado grave, porque pone fin a una vida humana inocente. Con la misma fuerza, sin embargo, puedo y debo afirmar que no existe ningún pecado que la misericordia de Dios no pueda alcanzar y destruir, allí donde encuentra un corazón arrepentido que pide reconciliarse con el Padre”. El aborto es un pecado grave que como todos necesita arrepentimiento para su perdón.

La responsabilidad del aborto abarca por supuesto a los políticos. Por ello San Juan Pablo II nos dice: “La responsabilidad implica también a los legisladores que han promovido y aprobado leyes que amparan el aborto” (encíclica Evangelium Vitae nº 59), porque “una ley intrínsecamente injusta, como es la que admite el aborto, nunca es lícito someterse a ella, ni participar en una campaña de opinión a favor de una ley semejante, ni darle el sufragio del propio voto” (EV nº 73).

Benedicto XVI en su Exhortación Apostólica Sacramentum Caritatis de febrero de 2007, nº 83, dice: “El culto agradable a Dios nunca es un acto meramente privado, sin consecuencias en nuestras relaciones sociales; al contrario exige el testimonio público de la propia fe. Obviamente, esto vale para todos los bautizados, pero tiene una importancia particular para quienes, por la posición social o política que ocupan, han de tomar decisiones sobre valores fundamentales, como el respeto y la defensa de la vida humana, desde su concepción hasta su fin natural, la familia fundada en el matrimonio entre hombre y mujer… Estos valores no son negociables”.

Pero desgraciadamente el aborto no es algo aislado, sino que forma parte de ese complejo que se llama ideología de género y que abarca todas las relaciones sexuales en una línea totalmente anticatólica, relativista y hedonista sobre la que el Papa Francisco declaraba el pasado 2 de octubre: “Educar a los niños en la ideología de género es una maldad”. Recordemos que nuestra infame Ley del Aborto del 2010 se llama “Ley de Salud Sexual y reproductiva y del Interrupción voluntaria del embarazo”, ratificada por la Ley del 2012, incluyéndose en ambas la perspectiva de género.

Volviendo a Francia, no entiendo la declaración de Juppé: “Soy católico agnóstico”. O eres católico o eres agnóstico, pero las dos cosas a la vez, no. Como tampoco entiendo que se pueda tener tal ignorancia religiosa como demuestra Juppé, aunque después de Zapatero o la Cifuentes no me asombra nada, cuando dice que se siente más próximo al Papa Francisco que a los movimientos cristianos que se oponen a la legalización del matrimonio homosexual, puesto que la postura del Papa Francisco, que ya expresó de cardenal, ante este problema es de rotunda oposición a la consideración de la unión homosexual como matrimonio, “porque está en juego la identidad y la supervivencia de la familia, así como la vida de tantos niños que serán discriminados de antemano privándolos de la maduración humana que Dios quiso se diera con un padre y una madre. Ello además supone un rechazo frontal a la ley de Dios, grabada en nuestros corazones”. Incluso afirma: “No seamos ingenuos; no se trata de una simple lucha política, es la pretensión destructiva al plan de Dios. No se trata de un mero proyecto legislativo (éste es sólo el instrumento) sino de una ´´movida´´ del padre de la mentira que pretende confundir y engañar a los hijos de Dios” (20-VI-2010).

Termino aprovechando la ocasión para decir que con mucha frecuencia he encontrado gran diferencia entre lo que realmente dice el Papa Francisco y lo que dicen que dice. Cuando algo nos suene raro, procuremos confirmar la noticia con fuentes de verdad fidedignas, no lo que dice cualquier periódico o televisión, incluso aunque se ponga en boca de políticos que debieran saber lo que dicen.

pedro trevijano,29 noviembre 2016


26/10/2015

Defesa da vida

Questões sobre o aborto

2: “Crianças não queridas”?

…/6


É injusto que venha ao mundo uma criança não amada.

É certo.
Trata-se de uma injustiça.

Mas ela não é cometida pela criança e não é a sociedade que proíbe o aborto a culpada.
Pelo menos não é culpada por essa razão.
Será eventualmente culpada por não resolver com maior eficácia as situações que conduzem ao desespero de uma jovem mãe.

Se todas as forças sociais se reunirem para ajudar as mães em caso de dificuldade comprovada, encontrarão com maior frequência soluções eficazes.
Por agora, são habitualmente as instituições da Igreja ou inspiradas em princípios cristãos que oferecem às grávidas os meios para tentar ultrapassar problemas sérios.
E numa considerável percentagem dos casos em que as mães recebem a tempo ajuda eficaz, os bebés com um inicial prognóstico de socialmente enjeitados acabam por ser crianças queridas.

Não será preferível enveredar por este caminho, mais difícil e trabalhoso, mas realmente mais humano?

Fonte: ALETEIA, p. joão paulo pimentel

(Revisão da versão portuguesa por ama)

19/10/2015

Defesa da vida

Questões sobre o aborto

Outro exemplo: lembrando os filmes do farwest, e admitindo que algo de verdade neles exista, os cidadãos defendiam-se com as pistolas.
A maioria não dispararia sobre um adversário de ânimo leve.
Mas foi considerado um avanço da civilização não prosseguir com esse tipo de justiça.
O debate sobre a liberalização das armas prossegue nos EUA, mas a convicção generalizada parece desaconselhar uma facilidade em adquiri-las.
E, certamente, na Europa, esta questão está resolvida.
Por quê?
Posso assegurar, da parte das centenas de pessoas que conheço, que tivessem elas uma arma e nunca a usariam levianamente.
Vamos então mudar a lei, despenalizando indiscriminadamente o porte de armas?
E quando um polícia fere alguém com uma arma, certamente não o fez por gosto; mesmo assim, é exigido habitualmente um inquérito cujo desfecho pode não ser nada favorável para o agente em questão.
Por quê?
Em resumo: o argumento não colhe.
O facto de o aborto ser algo que repugna a quem o pratica não torna supérflua a sua proibição.
Mesmo que a mulher decida abortar por razões que considere ponderadas, a sociedade tem o direito de as considerar sempre menos decisivas que a vida do feto, que, por si só, é uma razão suprema.

(cont)

16/08/2015

Defesa da vida

Questões sobre o aborto

2: “Crianças não queridas”?

…/5



- Terceiro problema: há vários milhares de doentes em lista de espera para uma cirurgia; declarem-se como de não tratamento cirúrgico uma série de patologias: assim deixam de estar à espera para ser operados.
Se o melhor que a sociedade pode oferecer a uma mulher grávida com vários problemas na vida é a eliminação da tal Vida humana que, hipoteticamente, vai ter sofrimentos à espera, seria melhor acabar com esta sociedade e começar uma nova.

Como recordavam as palavras de Chesterton, há sempre a tentação de eliminar os filhos dos pobres, dos humilhados, dos marginalizados, como pretexto para acabar com a pobreza, as vexações, os guetos sociais.
Já terá o leitor reparado na hipocrisia: a sociedade diz ao pobre: «traga-nos cá o seu filho que lhe fazemos o grande favor de o eliminar».


(cont)

15/08/2015

Defesa da vida

Questões sobre o aborto

Omito, para não me alongar, o raciocínio que se aplica aos médicos que praticam abortos.
Se não o fazem pelo gosto da cirurgia, já tenho mais dúvidas que o não realizem pelo gosto do dinheiro: ninguém duvida que as clínicas abortistas não são precisamente deficitárias.

2) Curiosamente, o argumento funciona melhor se aplicado ao pai. Embora reconheça que nenhuma mulher se encaminhará de ânimo leve para uma sala de abortos, já não é tão certo que o pai da criança não encaminhe levianamente para lá a mãe da criança: “Engravidaste? Mais vale que abortes quanto antes”. É assim tão alheio ao que, infelizmente, assistimos com frequência?

Por outro lado, embora seja verdade que ninguém aborta por gosto, é preciso recordar - eis finalmente um argumento super-politicamente incorrecto! - uma pequena observação de G. K. Chesterton: “Ninguém se casa sonâmbulo nem gera filhos a dormir”.
Assim, se é verdade que ninguém aborta por gosto, já não é tão certo que aos momentos da génese da nova criatura se possa aplicar levianamente a mesma descrição. A lei de despenalização do aborto é mais uma etapa na desresponsabilização, sobretudo masculina, das consequências dos actos sexuais livremente queridos. É como sugerir aos homens que sejam sexualmente irresponsáveis e fúteis, pois as mulheres serão “abortivamente” responsáveis e sensatas.

3) Por fim, acrescento que não consta que, nos países em que as leis penalizam os abortos, elas tenham sido alguma vez aplicadas levianamente e por gosto. Mesmo assim, desejam acabar com elas.


p. joão paulo pimentel

13/08/2015

Defesa da vida

Questões sobre o aborto

2: “Crianças não queridas”?

…/6

Uma dúvida final.

De que modo a mãe que não abortou, porque a lei não o permitiu, tratará o filho?
Vingar-se-á da sociedade no filho?

Para além de estar dentro de um quadro já infeliz, não tenderão a agravar-se as coisas para a criança nascida por uma lei que a mulher-mãe considera odiosa? «O Estado obriga-me a ter um filho - pode dizer - mas não me pode obrigar a amá-lo; proíbe que o maltrate, mas não me obrigará a beijá-lo.»

Reconheçamo-lo: essa atitude pode, infelizmente, verificar-se, sobretudo quando o papel da maternidade é cada vez menos valorizado na sociedade.
Contudo, a minha convicção, apoiada em casos bem reais, é a de que, em pessoas mentalmente sãs, tal atitude, podendo acontecer, não acontece.

A lógica das mães não é, felizmente, a dos defensores do aborto.

(cont)

Temas para meditar - 480

Aborto


O aborto é uma grave derrota do homem e da sociedade civil. Com ele sacrifica-se a vida de um ser humano a bens de valor inferior, aduzindo motivos frequentemente inspirados por falta de coragem e de confiança na vida e, por vezes, com o desejo de um mal entendido bem-estar.
E o Estado, em lugar de intervir, como é sua missão, para defender o inocente em perigo, impedindo a sua morte e assegurando, com meios adequados, a sua existência e o seu crescimento, autoriza e além disso contribui para a execução de uma sentença de morte.


(são joão paulo ii, Disc. aos representantes do movimento italiano em favor da vida, 25.01.1986.01.25)