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15/04/2020

Temas para reflectir e meditar

Imaginação


Quando não se tem um trabalho habitualmente intenso, as dificuldades nascem por si, por entre as névoas de uma imaginação desocupada.





(Javier Abad GómezFidelidade, Quadrante 1989, pg. 114) 

27/03/2020

Temas para reflectir e meditar

Vocação

Tive defeitos, equívocos e erros sem conta, mas, para além das minhas misérias, procurei rectificar, voltar a começar e repreender a marcha. 
Talvez não se possa inscrever nenhum elogio encomiável como epitáfio no meu túmulo; só se poderá dizer que lutei todos os dias e que termino esta existência tendo sido fiel a tudo aquilo a que me comprometi. E, acima de tudo, continuo fiel à minha própria vocação e morro fiel a Deus. 
Isto me basta.

(Javier Abad GomézFidelidade, Quadrante, 1989, pg 50)

10/03/2020

Temas para meditar e reflectir

Fidelidade

Um homem é fiel quando considera que determinada causa é digna do seu empenho; quando se consagra de maneira voluntária e completa a esse empreendimento; quando a ele se dedica de forma contínua e prática, trabalhando firmemente a seu serviço.



(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante, 1991 pg. 10)

24/10/2019

Temas para reflectir e meditar

FIDELIDADE


Encontrar a felicidade que reside no caminho fiel, de percorrê-lo sem ruído, dia após dia, na juventude e na velhice, passo a passo. 

Convencidos que não existem grandes homens, mas grandes desafios. 

E o maior é o da fidelidade: à vocação recebida de Deus, à verdade, à Igreja, à família, ao trabalho – sem decaimento.

(Javier Abad GómezFidelidade, Quadrante 1989, pg. 123)

01/09/2019

Temas para reflectir e meditar


Fidelidade


A primeira de todas as fidelidades é o amor à verdade.
Não se pode ser fiel sem conhecer a verdade, essa verdade que é a concordância do juízo com o ser das coisas determinado em si mesmo, não “o que me parece” ou “o que me interessa”.


(javier abad gómezFidelidade, Quadrante, 1991 pg. 26) 



18/08/2019

Temas para reflectir e meditar


Fidelidade

A virtude da fidelidade lança raízes exclusivamente em homens livres.

Somente as pessoas livres - que o sejam por saberem responsabilizar-se voluntariamente pelos seus compromissos - podem receber sem mentira o enaltecedor e belíssimo nome de fiéis.



(javier abad gómezFidelidade, Quadrante, 1999 pg. 32)




08/07/2019

Temas para reflectir e meditar

Coerência

Coerência é a terceira dimensão da fidelidade. 

Trata-se de viver de acordo com o que se crê, de ajustar a vida ao objecto da adesão e de aceitar incompreensões, perseguições, antes que permitir rupturas entre o que se vive e o que se crê.


(Javier Abad GomézFidelidade, Quadrante, 1989, pg. 36)

17/06/2019

Comunicação social


O nosso dever de comunicadores sociais é sermos os melhores intermediários da verdade e fazermos honestamente uma síntese ponderada dos acontecimentos, uma avaliação reflectida dos factos, uma análise prévia das notícias que temos de transmitir com seriedade e aguda orientação crítica para dar o justo relevo a cada acontecimento.

(JAVIER ABAD GÓMEZ, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 77)



14/06/2019

Temas para reflectir e meditar

Vocação

A chamada divina produz-se num momento preciso, mas a resposta tem de ser contínua e premente ao longo dos constantes desdobramentos do querer divino. A primeira decisão constitui o fundamento do longo caminho, que só chega ao seu termo no Céu e que deve ser mantido o mais intacto possível, sem solução de continuidade, sem gretas nem fissuras que o desmoronem.
Isto só se consegue quando se procura cada dia, crescer no amor, torná-lo mais consciente e mais maduro, mais vigoroso em cada jornada.

(Javier abad gómezFidelidade, Quadrante 1989, pg. 92)


04/06/2019

Temas para reflectir e meditar

Coerência 


Coerência é o que se pode denominar “fidelidade operativa”. Concretiza-se em actos, em realidades de entrega, generosidade, espírito de sacrifício, esquecimento próprio e superação de caprichos, comodidades e egoísmos.




(javier abad gomézFidelidade, Quadrante, 1989, pg. 36)


04/05/2019

Temas para reflectir e meditar

Aborto



A impossibilidade moral de recorrer ao aborto resulta do facto de que, uma vez concebida uma nova vida, estamos já na presença de um ser humano, de um sujeito de direitos e portador de valores eternos.



(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante, 1991 nr. 25)


01/03/2019

Leitura espiritual


As quatro dimensões da Fidelidade

Ao encontro do outro

“A primeira dimensão chama-se busca.
MARIA foi fiel antes de mais nada quando, com amor, se pôs a procurar o sentido profundo do desígnio de Deus sobre ela e sobre o mundo
Quomodo fiet istud? Como sucederá isto? Pergunta Ela ao anjo da Anunciação. Já no Antigo Testamento o sentido desta busca se traduz numa expressão de rara beleza:

Procurar o rosto do Senhor

A fidelidade requer um fundamento profundo e forte de paciente indagação, o anelo de encontrar um motivo para viver.
Não é possível falar de fidelidade a quem carece de ideais ou a quem não sabe de valores que transcendem a própria vida.

Na formação para a fidelidade, deve insistir-se em que sempre se pode “ir mais longe”.
Se queremos ser alguma coisa, não nos devemos estancar nos estreitos limites do nosso mundo pessoal, encerrados nos nossos egoísmos e comodidades.
Impõe-se procurar continuamente um ideal mais elevado, abrir horizontes e aspirar a aventuras audazes.

Os atletas procuram melhorar as suas próprias marcas, ganhar décimos ou centésimos de segundo, chegar uns centímetros mais longe.
Esse mesmo espírito pode ser vivido no estudo, na profissão, na vida matrimonial, no ministério sacerdotal, no caminho para a santidade…
Devemos propor-nos cada dia novas conquistas e afastar as nuvens negras que poderiam desanimar-nos.

Trata-se, pois, do que poderíamos chamar uma fidelidade humilde, que, partindo do reconhecimento da sua indigência, da sua limitação, ambiciona encontrar alguma coisa, alguém, que a incite a ser melhor, a sair do nada pessoal.

“Não haverá fidelidade- diz o Papa nessa homilía – senão houver na raiz esta busca ardente, paciente e generosa, se não estiver alojada no coração do homem uma pergunta para a qual só Deus tem resposta, ou melhor, Deus é a resposta”.

Dar um lugar no coração

A segunda dimensão da fidelidade humana chama-se aceitação.
O quomodo fiet istud transforma-se nos lábios de Maria num fiat, aceito.

Dar um lugar no coração é abrira alma a esses ideais, talvez apenas esboçados, mas que já se vislumbram como possíveis. É passar pel etapa de meditar detidamente – como fazia a Santíssima Virgem – em tudo aquilo que nos pareça árduo, até lhe encontrar o sentido profundo, a razão que nos levanta e nos impele para além de nós mesmos e nos faz ambicionar conquistas novas, embora laboriosas

É como despertar e dar vida ao espírito de fidelidade.
Assim como o valor da velhice não reside em acumular anos de vida, mas em encher de vida os anos, o meso acontece coma fidelidade: trata-se de anima-la de um espírito jovem, receptivo, dando ânimos à alma mediante a meditação e a leitura de textos ilustrativos.
É contemplar o Evangelho e toda a Sagrada Escritura, em cujas páginas se encontram inúmeros exemplos de pessoas que, passando por cima dos sofrimentos e penas, souberam corresponder soa ditames da responsabilidade e foram leais aos seus compromissos de amor e de entrega.
O primeiro de todos, o próprio Jesus Cristo.

Quem acolhe Jesus Cristo como modelo e como causa de fidelidade encontrará n’Ele o fundamento de toda a sua existência.
É o momento em que o homem se abandona ao mistério, não com a resignação de alguém que capitula em face de um enigma, de um absurdo, mas com a disponibilidade de quem se abre para ser habitado por alguma coisa – por Alguém- maior que o seu próprio coração.
Esta aceitação cumpre-se em última análise por meio da fé, que é a adesão de todo o ser ao mistério que se revela.


(Cfr FIDELIDADE, de Javier Abad Gómez, 1989)

(Revisão da versão portuguesa por AMA)



26/01/2019

Leitura espiritual


Os livres laços da Fidelidade

Há quem pense que ser fiel significa perder a liberdade, talvez porque confunda liberdade com independência.

Depender de alguma coisa ou de alguém – como o filho depende de sua mãe, ou a respiração do oxigénio, ou o peixe da água – não pode ser considerado como uma limitação da liberdade, mas antes como sua condição essencial.

Não se chega à existência se não se é concebido e dado à luz; morreríamos de asfixia se nos faltasse o ar, como o peixe que é tirado da água: são dependências que, em vez de nos escravizarem, nos dão a liberdade de viver.

Talvez se pudesse identificar liberdade e independência no reino animal, que só goza da chamada liberdade física.
Mas, no caso do homem, trata-se de uma liberdade racional, que se reveste de um carácter moral.
É algo de interior, caracterizado pela capacidade de orientar a própria existência para o bem e de poder escolher os melhores recursos em função do fim.
Por isso, apenas os seres dotados de inteligência podem chamar-se livres no seu pleno sentido.
E somente um ser livre está em condições de comprometer o seu tempo, os seus talentos, os seus bens, o seu amor e até a sua vida, quando encontra para isso uma razão proporcionada.

A fidelidade exige limites indestrutíveis, relações insubornáveis.

Há quem tema qualquer compromisso, seja de que natureza for, como se fosse um atentado à sua liberdade.

Não se percebe que o homem – como as árvores – para elevar-se tem impedimentos rumo às alturas, tem de mergulhar as suas raízes na terra, ser abraçado por ela e permanecer sujeito, vinculado!

Sim, vinculado.

Se a árvore pretendesse “libertar-se” da terra apenas encontraria a sua própria destruição.

Quando a liberdade não cria vínculos, em breve se converte em grilhão de morte.

Não podemos existir sem estar submetidos a umas normas.

Para não sermos expelidos para o espaço vazio, necessitamos da lei da gravidade; para que a ave possa remontar-se às alturas e o avião manter-se em pleno voo, carecem da resistência do ar; para que as estrelas subsistam, devem subordinar-se às suas órbitas.
E para que a sociedade possa permanecer como tal, deve ser fiel a umas leis morais, a umas normas éticas: quem pretendesse desprezá-las, como fossem coacção substituiria a liberdade pela libertinagem.

Se queremos a verdadeira liberdade, procuremo-la na fidelidade.

Se queremos a expressão de nós mesmos, a nossa espiritualidade, a nossa autonomia interior, a nossa paz, somente a fidelidade nos poderá dar esses bens.

A virtude da fidelidade lança raízes exclusivamente em homens livres.

Um escravo não pode chamar-se fiel, a não ser que resolva assumir interiormente – com liberdade pessoal- a sua servidão.

Somente as pessoas livres – que o sejam de verdade por saberem responsabilizar-se voluntariamente pelos seus compromissos – podem receber sem mentira o enaltecedor e belíssimo nome de fiéis.

(Cfr FIDELIDADE, de Javier Abad Gómez, 1989)

(Revisão da versão portuguesa por AMA)



24/01/2019

Leitura espiritual


Os pressupostos da Fidelidade

A fidelidade e o respeito pelos outros

Entronca-se bem aqui a necessária relação da fidelidade à verdade com a caridade.

A fidelidade à verdade não pode ser apresentada como razão ou motivo para ofender, desprezar ou prejudicar aqueles que não a enxergam como nós.

É má fidelidade aquela que se emprega em destruir violentamente as convicções dos outros: é mil vezes preferível aquele que é fiel à pessoa humana - em cujo rosto se vislumbra sempre o rosto de Cristo - aos intransigentes defensores das “suas verdades”, que violam o respeito devido à opinião alheia.

Mas a fidelidade sem caridade conduz ao fanatismo, a caridade sem fidelidade pode levar a sentimentalismos que acabem por prejudicar os princípios e as pessoas.

Um pai ou uma mãe que, por mimarem os filhos – julgando ser essa uma forma de amá-los -, lhes permitem a satisfação de todos os seus caprichos, acabarão por ser infiéis ao seu papel de forjadores de homens e mulheres úteis à sociedade, porque os terão tornado moles de vontade fracos de carácter.

Não existe fidelidade autêntica aos outros sem compromisso prévio com a verdade: são virtudes complementares.

Fiel e verídico são palavras que aparecem juntas num dicionário de sinónimos.

A palavra não é instrumento que possa ser manipulado pelos caprichos ocasionais, mas um compromisso de lealdade com aquele com quem se fala.

Uma pessoa de palavra é fidedigna, honesta, honrada, justa, veraz e sã.

Quando afirma alguma coisa, não precisa apresentar testemunhas; quando oferece a sua amizade, podemos dar-lhe as costas sem medo de sermos traídos, quando diz que ama, sabemos que entregou de verdade o seu coração.

É uma pessoa confiável – porque é fiel.

Por outro lado, quem não sabe ser veraz vai a caminho de ser um traidor, e o seu mundo ir-se-á transformando num mundo de erros.
Se o presidente de uma nação mentisse, já não seria digno de dirigir o país e deveria renunciar; um homem de finanças que tivesse montado o seu império à base de falsidades acabaria por causar maior mal à sociedade que lhe confiou as suas poupanças do que um soldado enlouquecido que disparasse a sua metralhadora no meio de uma passeata.

Dizer a verdade é, portanto ser fiel àqueles com quem nos relacionamos; e, por sua vez, ser fiel é submeter-se à palavra dada, respeitar o que se afirma; quando se diz sim, diz-se isso exactamente.

(…)

Poderíamos inclinar-nos a pensar que a pessoa que mentiu ou usou de subterfúgios sempre se há-de comportar desse modo, mas nós os homens não somos rios e podemos voltar atrás
Todo o ser humano tem direito a que lhe dêem uma oportunidade de emendar-se.
Devemos sempre considerar um acto digno o de quem afirma humildemente ”Enganei-me”, e pedir perdão àqueles a quem tenha podido prejudicar e reparar os danos que tenha causado.

Mas é diferente querer inferir desta verdade uma consequência que seria destruidora de toda a fidelidade, pensar que sempre podemos desdizer-nos das nossas livres decisões, como se não fosse necessário cumprir os compromissos assumidos.

Além de que se daria lugar a contínuas injustiças e se prejudicariam terceiros, está em jogo uma questão mais de fundo: a relação entre fidelidade e liberdade.

Trata-se de uma correspondência que é íntima e necessária.


(Cfr FIDELIDADE, de Javier Abad Gómez, 1989)

(Revisão da versão portuguesa por AMA)



23/03/2017

Temas para meditar - 694

Fidelidade


Fiéis à verdade, devemos rectificar convenientemente uma notícia deformada, corrigir um silêncio calculado e manhoso, contribuir para uma meditação ponderada. 




(javier abad gómez Fidelidade Quadrante 1991 pg. 77)