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31/07/2023

Publicações em Julho 31

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt IX…)

 

Hoje, o que melhor guardei das palavras de Jesus foi a sua insistência na Fidelidade como meio indispensável para alcançar a santidade pessoal; «Nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus, mas o que faz a vontade de Meu Pai» e, na continuação do Seu discurso foi realçando e insistindo na importância da Fidelidade.

De facto, ninguém consegue fazer a vontade de Deus se não for fiel em tudo, na sua vida, no seu querer, nos seus actos. Mesmo quando essa fidelidade custe a observar porque estou “ocupado” noutras coisas que considero urgentes, assoberbado por preocupações para as quais não encontro solução, ser fiel, isto é, em primeiro lugar fazer o que devo, como e quando devo tenho de fazer quanto possa por cumprir o que sei é a Vontade de Deus.

Por vezes, talvez muitas vezes, é difícil porque a Vontade de Deus não coincide com a minha ou, até, se opõe frontalmente; o Senhor olhará para mim, como sempre, com olhos de misericórdia infinita e saberá como ajudar-me a ser fiel e, assim, alcançar essa Santidade que procuro e desejo.

A “paga” é generosa, abundante, absolutamente gratificante… sentir-me bem comigo mesmo porque fui fiel à minha condição de Filho de Deus.

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28/05/2023

Publicações em Maio 28

  


Mês de Maio

Fidelidade de Jesus

«Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel em coisas de pouca monta, dar-te-ei a superintendência de coisa grandes. Entra no gozo do teu Senhor» (Cfr. Mt XXV, 21-23).

A mim, parece-me muito justa esta declaração de Jesus, como se pode assegurar a quem for a nossa fidelidade se só nos preocupamos com o que tem relevo, notariedade?

As “coisas pequenas” que são a maior parte das com que nos deparamos diariamente, não podem ser descartadas como não importantes; o desprezo ou alheamento das “coisas pequenas” é meio-caminho andando para desprezar as grandes.

O nosso critério, do que é grande ou pequeno, não deverá o ser que devemos ter em conta, para o Senhor, nada, absolutamente, é pequeno, sem valor, desconsiderável, tudo tem um valor intrínseco que não nos compete avaliar.

Não se começa o treino para uma maratona correndo vinte ou mais quilómetros, começa-se por, dia a dia, perseverantemente, ir correndo pequenas distâncias que irão aumentando à medida que os nossos músculos se vão adaptando e fortalecendo.

Com esse empenho diário, consequente, chegaremos ao “estágio” que desejamos: Estar prontos, preparados, para o desafio, seja qual for.

A pessoa fiel tem muitos amigos que confiam nele sejam quais forem as circunstâncias e, por isso, recorrem a ele pedindo ajuda nos momentos mais difíceis e problemáticos.

A palavra, a acção, o jesto da pessoa fiel tem um valor intrínsseco que é reconhecido como veraz e não uma conveniência de momento.

A fidelidade tem sempre um “prémio”… a satisfação íntima de se ter feito o que se deveria fazer.

As “pequenas coisas” tornam-se, assim, coisas grandes que não podem nem devem ser ignoradas.

A Santíssima Virgem foi, antes de mais, fiel, sempre fiel, na Anunciação, quando disse FIAT ao Arcanjo Gabriel, quando aceitou a Fuga para o Egipto, quando foi necessário estar aos pés da Cruz no Gólgota e, depois, quando entendeu que o seu “papel” era atender e aconselhar os Apóstolos, ajudando-os a perseverar, aconselhando-os e acolhendo-os como filhos autênticos.

Ah Mãe! A juda-me a ser fiel… sempre, mesmo quando titubeie a minha Fé!

 

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31/07/2022

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Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt IX…)

 

Hoje, o que melhor guardei das palavras de Jesus foi a sua insistência na Fidelidade como meio indispensável para alcançar a santidade pessoal; «Nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus, mas o que faz a vontade de Meu Pai» e, na continuação do Seu discurso foi realçando e insistindo na importância da Fidelidade.

De facto, ninguém consegue fazer a vontade de Deus se não for fiel em tudo, na sua vida, no seu querer, nos seus actos. Mesmo quando essa fidelidade custe a observar porque estou “ocupado” noutras coisas que considero urgentes, assoberbado por preocupações para as quais não encontro solução, ser fiel, isto é, em primeiro lugar fazer o que devo, como e quando devo tenho de fazer quanto possa por cumprir o que sei é a Vontade de Deus.

Por vezes, talvez muitas vezes, é difícil porque a Vontade de Deus não coincide com a minha ou, até, se opõe frontalmente; o Senhor olhará para mim, como sempre, com olhos de misericórdia infinita e saberá como ajudar-me a ser fiel e, assim, alcançar essa Santidade que procuro e desejo.

A “paga” é generosa, abundante, absolutamente gratificante… sentir-mebem comigo mesmo porque fui fiel à minha condição de Filho de Deus.

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28/05/2022

Publicações em Maio 28

 


 

Mês de Maio

Fidelidade de Jesus

«Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel em coisas de pouca monta, dar-te-ei a superintendência de coisa grandes. Entra no gozo do teu Senhor» (Cfr. Mt XXV, 21-23).

A mim, parece-me muito justa esta declaração de Jesus, como se pode assegurar a quem for a nossa fidelidade se só nos preocupamos com o que tem relevo, notariedade?

As “coisas pequenas” que são a maior parte das com que nos deparamos diariamente, não podem ser descartadas como não importantes; o desprezo ou alheamento das “coisas pequenas” é meio-caminho andando para desprezar as grandes.

O nosso critério, do que é grande ou pequeno, não deverá o ser que devemos ter em conta, para o Senhor, nada, absolutamente, é pequeno, sem valor, desconsiderável, tudo tem um valor intrínseco que não nos compete avaliar.

Não se começa o treino para uma maratona correndo vinte ou mais quilómetros, começa-se por, dia a dia, perseverantemente, ir correndo pequenas distâncias que irão aumentando à medida que os nossos músculos se vão adaptando e fortalecendo.

Com esse empenho diário, consequente, chegaremos ao “estágio” que desejamos: Estar prontos, preparados, para o desafio, seja qual for.

A pessoa fiel tem muitos amigos que confiam nele sejam quais forem as circunstâncias e, por isso, recorrem a ele pedindo ajuda nos momentos mais difíceis e problemáticos.

A palavra, a acção, o jesto da pessoa fiel tem um valor intrínsseco que é reconhecido como veraz e não uma conveniência de momento.

A fidelidade tem sempre um “prémio”… a satisfação íntima de se ter feito o que se deveria fazer.

As “pequenas coisas” tornam-se, assim, coisas grandes que não podem nem devem ser ignoradas.

A Santíssima Virgem foi, antes de mais, fiel, sempre fiel, na Anunciação, quando disse FIAT ao Arcanjo Gabriel, quando aceitou a Fuga para o Egipto, quando foi necessário estar aos pés da Cruz no Gólgota e, depois, quando entendeu que o seu “papel” era atender e aconselhar os Apóstolos, ajudando-os a perseverar, aconselhando-os e acolhendo-os como filhos autênticos.

Ah Mãe! A juda-me a ser fiel… sempre, mesmo quando titubeie a minha Fé!

 

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17/12/2020

Reflexão

 


Fidelidade

 

Fidelidade é não limitar-se a seguir os impulsos próprios, mas viver valores que ultrapassam a temporalidade da pessoa e mantê-los livre e generosamente.

 

(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante, 1991 pg. 10)

14/11/2020

Virtudes

         


    Caridade 2

 

Felicidade

 

O nosso amor apoia-se na fé no amor divino. A liberdade está integrada na fidelidade, posto que não há perseverança autêntica sem amor. Só por esse amor se mantém a fidelidade: “enamora-te e não O deixarás(Caminho, 999). E com a fidelidade, a alegria, também quando surge o sofrimento físico ou espiritual: com a fé no amor divino, um filho de Deus, um cristão que viva vida de fé, pode sofrer e chorar: pode ter motivos para se doer; mas, para estar triste, não (São Josemaria, “Las riquezas de la fe”, publicado em ABC, 2-XI-1969).

O nosso amor apoia-se na fé no amor divino. A liberdade está integrada na fidelidade, posto que não há perseverança autêntica sem amor.

A “primeira canonização” foi a do bom ladrão. Umas poucas palavras do Senhor na cruz, a partir de onde amava o mundo inteiro, dando a Sua vida para a salvação de todos aqueles que aceitariam a graça, ensina-nos que fidelidade rima com felicidade. A felicidade é fidelidade ao caminho cristão (Cfr. São Josemaria, Amigos de Deus, 189). Com efeito, a fidelidade é um estar sempre com Jesus e nunca o deixar. No Céu, viveremos esse grande mistério da nossa divinização, seremos mais plenamente filhos no Filho. Dirigindo-se ao bom ladrão, profetiza nosso Senhor: «hodie mecum eris in paradiso» (Lc 23,43): estará nesse mesmo dia com Jesus no paraíso.

Paraíso é uma palavra de origem persa que significa jardim ou parque: está carregada de um sentido de felicidade. Daqui que o Génesis fale do jardim do Éden (Cfr. Gn 2,8). Na boca de Jesus, anunciar o paraíso ao bom ladrão é também um modo de lhe dizer que o espera, a Seu lado e de modo imediato, a felicidade. “Com São José, o cristão aprende o que é ser de Deus e estar plenamente entre os homens, santificando o mundo. Tratai José e encontrareis Jesus. Tratai José e encontrareis Maria, que encheu sempre de paz a amável oficina de Nazaré (Cristo que passa, 56).

 

Guillaume Derville

11/11/2020

Virtudes

 



Fidelidade 5

Deus é bom

Para ser autenticamente fiéis, também nas circunstâncias difíceis, temos que nos aperceber verdadeiramente de que Deus é infinitamente bom. Esta maravilha descobre-se na oração, nos sacramentos, no trato com os outros. Há um primado absoluto da graça, dom do Deus de misericórdia, que vivifica toda a fidelidade: “nos diligimus, quoniam ipse prior dilexit nos(1 Jo 4, 19), nós amamos, porque Ele nos amou primeiro. Ama-nos Deus Pai amantíssimo, que nos enviou o seu Filho Jesus. «Tanto amou Deus o mundo que lhe entregou o seu Filho Unigénito, para que todo aquele que crê n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16).

A fidelidade fundamenta-se no amor de Deus e é a perfeição do amor. O amor da nossa juventude, que com a graça de Deus lhe demos generosamente, não o vamos tirar com o passar dos anos. A fidelidade é a perfeição do amor: no fundo de todos os dissabores que pode haver na vida de uma alma entregue a Deus, há sempre um ponto de corrupção e de impureza. Se a fidelidade é inteira e sem quebra, será alegre e indiscutida (São Josemaria, Carta 24-III-1931, 45).

UM AMIGO QUE É MAIS FIEL PODE, COM A SUA FIDELIDADE, FAZER FIEL O OUTRO QUE, TALVEZ, NÃO O SEJA TANTO; E SE SE TRATA DE JESUS, ELE TEM, MAIS DO QUE NINGUÉM, O PODER DE FAZER FIÉIS OS SEUS AMIGOS. (PAPA FRANCISCO)

Diz o Senhor que o Espírito Santo acusará o mundo «de pecado, porque não crêem em Mim» (Jo 16,9). Podemos entender esta afirmação como referida não só ao facto de não crer que Jesus Cristo é Deus e homem verdadeiro, mas também ao “pecado” de não confiar plenamente no seu amor por nós. Talvez não cheguemos a incorporar plenamente na nossa vida essas palavras, algo misteriosas, de São Paulo: quod autem nunc vivo in carne, in fide vivo Filii Dei, qui dilexit me et tradidit seipsum pro me (Gal 2,20). É bom, pois, que nos perguntemos: a vida que vivo agora na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim?

04/11/2020

Virtudes

 


Fidelidade 4

A nossa fidelidade apoia-se na fidelidade de Deus

Os cristãos mantêm firme a confissão da sua esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa (Cfr. Hb 10,23; 11,11) e nos chamou: “O que vos chama é fiel e, por isso, a cumprirá. Ele é o fundamento da nossa fidelidade(1 Ts 5,24). São Paulo não duvida em aplicar essa fidelidade divina à de Jesus Cristo: “mas Deus é fiel: Ele vos confirmará e guardará do Maligno(2 Ts 3,3). Afirmamos que Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre: “Iesus Christus heri et hodie idem, et in sæcula!(Hb 13, 8).

A nossa vida nem sempre é fácil, não é um caminho de rosas. Deus conta com o sofrimento como parte de toda a fidelidade; São Pedro ensina-o: “mesmo os que tenham que sofrer de acordo com a vontade de Deus, que encomendem as suas almas ao Criador, que é fiel, mediante a prática do bem”» (1 Pe 4,19). Estamos marcados pelas consequências do pecado original. A nossa fidelidade constrói-se em particular a partir da aceitação das nossas culpas e da nossa petição de perdão: “se confessamos os nossos pecados, fiel e justo é Ele para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a iniquidade(1 Jo 1,9). Isto é essencial na nossa vida: para ser fiel é necessário reconhecer as faltas pessoais, pois necessitamos de uma purificação do coração. Se ao aproximarmo-nos do Senhor não começássemos a dizer “mea culpa”, como fazemos na Santa Misa, não chegaríamos a lado nenhum.

A nossa fidelidade constrói-se em particular a partir da aceitação das nossas culpas e da nossa petição de perdão. A nossa fidelidade é resposta a uma chamada de Deus, que é fiel e nos quer divinizar dando-nos o Espírito Santo. São Paulo expressa muito bem como o sentido vocacional da nossa existência se desenvolve a partir dessa fidelidade divina: “fiel é Deus, por quem fostes chamados à união com o seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor(1 Cor 1,9; 10,13). De Deus não nos virá nunca a desilusão. Só Ele merece um amor absoluto, pois esse amor vai para além da morte.

31/10/2020

Virtudes 23

 



Virtudes –  Fidelidade 2

Uma força que conquista o tempo

«Como foste fiel no pouco, eu te confiarei muito: entra na alegria do teu Senhor» (Mt 25,21). O final da parábola dos talentos relaciona a fidelidade com a alegria do Senhor, depois de sublinhar a importância das coisas pequenas. A fidelidade conduz do mais pequeno para o maior, do cuidado daquilo que nos está encomendado na terra até à glória eterna. A fidelidade consiste no cumprimento daquilo a que a pessoa se comprometeu; é uma virtude unida à veracidade e à fiabilidade, porque há uma coerência entre a palavra dada por uma pessoa fiel e as suas acções. Mas a fidelidade que abre as portas do Céu vai mais além dessa simples conformidade e abarca a totalidade da existência: é uma virtude que se prova no tempo, a partir da clareza da própria identidade pessoal e das relações com Deus e com os outros. A fidelidade tem, pois, um aspecto dinâmico: a existência humana está sujeita a mudanças e, a fidelidade, é como uma força que conquista o tempo, não por rigidez ou inércia, mas de um modo criativo, integrando as novas circunstâncias de cada dia no seu compromisso e dando assim continuidade, segurança e fecundidade à existência, para entrar na felicidade do Céu. Resumindo, “a fidelidade é a perfeição do amor (São Josemaria, Carta 24-III-1931, 45) e redime o tempo (Cfr. Ef 5,16).

Quando se segue uma chamada de Jesus Cristo, atualiza-se também uma decisão de entrega por amor. Quando se diz que sim pela primeira vez à chamada, não se sabe tudo o que Deus vai pedir, mas a pessoa já quer dar-se de todo e para sempre”.

A Escritura mostra como o aspecto incondicional da fidelidade é uma resposta à fidelidade de Deus. A Aliança com Deus, a fidelidade de Cristo, são fundamentos e modelos da fidelidade humana. Toda a fidelidade autêntica está unida à primeira fidelidade, a de Deus, e, por sua vez, existe uma íntima relação entre a fidelidade a Deus e a fidelidade aos outros.

Deus tem um plano para cada pessoa, embora esta não o conheça nem sempre tenha consciência de que Deus premiará a fidelidade à sua vocação e missão, que faz dela um ser recreado pela graça. “Ao vencedor darei do maná escondido; dar-lhe-ei também uma pedrinha branca e escrito na pedrinha um nome novo, que ninguém conhece senão o que a recebe(Ap 2,17). Dava-se uma pedrinha branca aos vencedores dos jogos desportivos; uma pedrinha branca servia nos tribunais para absolver o acusado; uma pedra marcada servia como bilhete de entrada para as festas privadas. A minha fidelidade far-me-á vencedor e permitir-me-á entrar na festa divina, purificado pela graça: “bem-aventurados os chamados à ceia do Cordeiro(Ap 19,9). O objecto da minha fidelidade é participar na vida de Deus, com a plena instauração de um Reino que é amor.