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16/10/2012

O cansaço e a vida quotidiana na família


Chega-se cansado a casa. O cansaço é legítimo. O mau humor, não. Convém lembrar que o homem cansado é propenso ao mau génio, já que tem as defesas baixas e os nervos destemperados. 
O cansado tende ao hermetismo. Não é comunicativo. 
É preciso dar ao cansado um tempo para decantar as fadigas e preocupações de um dia de trabalho. Deve-se permitir ao guerreiro deixar suas armas, desmontar e recompor-se. 
Procura desfazer-se quanto antes de sua mercadoria. Interrompe quando não deve, tem mais pressa quanto mais deve esperar. É a hora heróica dos pais. 
O carinho dos filhos vale mais que o esgotamento. 
Ao chegar a casa, nenhum pai pode abrir a porta e dizer: "Missão cumprida". 
Se ele acha que a casa é o lugar das compensações egoístas, um pai de família perdeu-se. A recompensa verdadeira é a de ver-se rodeado por afecto. 
O carinho dos filhos não é um carinho abstracto, teórico. É tangível. Percebe-se. Toca-se.
Os olhos das crianças estão a dizer: "Seja meu pai. Tu és forte, mais forte que o cansaço". 
Isolar-se dos filhos ao chegar a casa é dizer-lhes: "Vocês não me interessam". 
Um pai sempre cansado ou que pede que o tratem como um homem cansado, é um pai enfermo. A casa não é uma clínica de repouso, onde se cuida religiosamente do silêncio para não atrapalhar os pacientes.  
O lugar onde descansa o pai não é "zona de hospital", como tampouco a sala de estar deve ter o cartaz de "crianças a jogar".
Quando os filhos são pequenos são como brinquedos do pai. Quando se está de bom humor, dá-lhes corda. Quando o jogo cansa ou aborrece, guarda-lhes ou arquiva-os. Em muitos casos, a televisão serve, lamentavelmente, de arquivo.  
Se os filhos são considerados um incómodo porque perturbam o descanso do pai, exige-se à mãe que os faça evaporar para que não criem problemas.  
O guerreiro considera que já teve suficientes aborrecimentos em seu trabalho, ofício ou negócio.

Diego Ibañez Langlois (trad. ama)


22/06/2011

A família é o sujeito do crescimento

Observando
Discurso de Bento XVI às autoridades de San Marino
         
O Papa discursou na tarde deste domingo, no Palácio Público de San Marino, durante o encontro que manteve com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático afirmando que hoje a instituição familiar é questionada, “quase em uma tentativa de ignorar seu irrenunciável valor. (…)
os que sofrem as consequências são os grupos sociais mais frágeis, especialmente as jovens gerações, mais vulneráveis e por isso mais facilmente expostas à desorientação, a situações de auto-marginalização e à escravidão das dependências. (...)
É importante reconhecer que a família, assim como Deus a constituiu, é o principal sujeito que pode favorecer um crescimento harmonioso e fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, formadas em valores profundos e perenes”.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES [De vez em quando]