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20/11/2022

Publicações em Novembro 20

 


Dentro do Evangelho

 

A primeira vez que vi Jesus Cristo foi em Caná da Galileia. Eu era um dos convidados para umas bodas.

Jesus também estava à mesa tendo ao lado a Sua Mãe e dois dos Seus Discípulos.

Em dado momento ouvi a Sua Mãe dizer-Lhe baixinho ao ouvido:

«Filho… não têm vinho…».

A resposta pareceu-me algo brusca

«… que temos nós com isso?»

A Mãe como que “fez de conta” e chamando o chefe de mesa disse-lhe:

«Fazei tudo quanto o meu Filho vos disser».

Ouvindo estas palavras Jesus levantou-Se e tomando o chefe de mesa pelo braço pediu-lhe que O levasse ao local onde deveria estar o vinho.

Ali chegado deparou-Se com seis talhas de pedra vazias e mandou que as enchessem com água «até à borda», e, eles assim fizeram, depois mandou que tirassem para as ânforas e servissem aos convivas.

Todos ficaram admirados, os noivos radiantes... uma festa!

Alguém perguntou ao responsável porque tinha guardado o melhor vinho para o final.

Mais de seiscentos litros de óptimo vinho!

Uma quantidade enormíssima como é, sempre, a generosidade do Senhor.

Tal voltará a a contecer por exemplo quando depois de saciar a fome a milhares depessoas se verificou que sobraram cestos, uma vez sete, outra doze, de bocados de peixe e pão.

 

Tendo esta notícia corrido aos quatro ventos começou a ser procurado e seguido por muitos. Jesus deu, assim, início à Sua vida pública porque, a partir daqui cada vez mais gente O procurava.

O Seu primeiro "encontro" foi, talvez um dos mais importantes.

Sucedeu à beira-mar quando Se encontrou com dois irmãos, Pedro e André que estavam a arrumar os instrumentos de pesca, lavar as redes, o barco... e lhes disse que voltassem a pôr o barco na água que Ele queria ir pescar com eles.

A sua resposta que foi mais ou menos... Senhor, não vale a pena, andámos toda a noite na faina e não pescámos nada. Não há peixe!

Mas Ele insistiu e lá foram mar dentro.

O resultado de terem obedecido a Jesus foi de tal forma espantoso que ficaram como que "rendidos" a Jesus de tal forma que quando Ele lhes disse para O seguirem, «abandonaram tudo, barco e redes, e seguiram-nO».

Mais adiante a cena volta a repetir-se com outros dois irmãos Tiago e Filipe.

Não assisti ás primeiras conversas mas, pelo que depois consegui apurar concluo que devem ter sido como que perguntas e respostas.

Muito possivelmente a primeira pergunta terá sido... o que queres dizer com ser "pescadores de homens"?

Jesus terá levado longo tempo a esclarecê-los.

Eram homens algo rudes, sem grande cultura, simples.

Talvez não tenham compreendido quanto lhes disse mas, tal, não impediu de confirmarem a sua decisão de O seguir.

Penso que comigo acontece exactamente o mesmo. Não compreendo a razão porque O Senhor me chama a mim, pessoalmente, porque deseja que O siga para onde for.

Logo, porém, reflicto que não me compete pôr tal questão porque acredito firmemente que Ele sabe o que faz e porque o faz quando procura instrumentos para uma missão qualquer.

Compreendo que ao rodear-Se de pessoas simples, normais, correntes Jesus quer como que afirmar que cada ser humano tem um valor intrínseco que lhe vem não do estatuto social ou da proeminência ou cultura que possa ter mas, unicamente porque é um filho de Deus.

Julgo que devo referir que este convite de Jesus é feito a todos mas, para o ouvir é fundamental ter o espírito livre de "amarras" como a ambição, o orgulho pessoal a importância que atribuo a mim mesmo.

 

Responder ao convite é o importante... claramente assumir: Sim... quero... ou Não! Sem evasivas estéreis como... agora... não... talvez mais tarde...

Evidentemente que o convite está sempre "em aberto", mas eu não devo arriscar um "mais tarde" que não posso saber se terei.

Considero, portanto, que devo responder claramente... Sim ou Não porque só assim serei totalmente honesto.

Deste modo acho que devo ter bem claro que a minha resposta  sendo da minha exclusiva vontade pessoal terá consequências futuras, por isso mesmo terei de ponderá-la com cuidado.

Respondendo NÃO estarei a responder que não quero ser salvo para a Vida Eterna no Reino Celeste que é a Felicidade Plena.

Francamente falando, tal parece-me uma loucura... não queŕer ser salvo!?!

Quem em seu juízo pode considerar tal?

Respondendo SIM considero a vastidão do compromisso que a resposta envolve.

Como serei capaz?

Lembro-me de que Jesus disse: «Estarei comvosco...».

Então... as apreensões desaparecem porque fico absolutamente seguro que se Ele está comigo me assistirá sempre provendo o necessário sempre e em qualquer momento.

 

Reflectindo

Amor próprio

 

Talvez devesse dizer antes orgulho.

O velho e pateta orgulho que desde que me conheço está sempre presente na minha vida.

Como combater este terrível defeito?

Tento, mas por cada pequeno passo em frente logo dou dois ou três passos atrás.

É este o espinho na minha carne?

Não sei, mas condiciona-me é entristece-me.

Peço diariamente a São Filipe de Néri, mestre da simplicidade, que me ajude.

Agora peço que me sugira o que posso fazer em concreto para ir progredindo.

Com a sua sabedoria de Mãe dizia-me - mais vezes do que gosto de recordar - 'és um poço de orgulho!'

A minha querida Mãe dizia a verdade e, hoje, já com esta idade, reconheço que tinha - e continua a ter - carradas de razão.

O pior, é que me parece, cada vez mais, que este "poço" não tem fundo!

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

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16/08/2012

Traz sobre o peito o santo escapulário

     http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979
    © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Textos de S. Josemaria Escrivá


Traz sobre o peito o santo escapulário do Carmo. – Poucas devoções (há muitas, e muito boas devoções marianas) estão tão arraigadas entre os fiéis e têm tantas bênçãos dos Pontífices. – Além disso, é tão maternal este privilégio sabatino! (Caminho, 500)

Quando te perguntaram que imagem da Virgem te dava mais devoção, e respondeste – como quem já fez bem a experiência – "todas", compreendi que eras um bom filho; por isso te parecem bem (enamoram-me, disseste) todos os retratos da tua Mãe. (Caminho, 501)

Maria, Mestra da oração.

– Olha como pede a seu Filho em Caná. E como insiste, sem desanimar, com perseverança. – E como consegue.

– Aprende. (Caminho, 502).

Se queres ser fiel, sê muito mariano. A Nossa Mãe, desde a embaixada do Anjo até à sua agonia ao pé da Cruz, não teve outro coração nem outra vida que a de Jesus.

Recorre a Maria, com terna devoção de filho, e Ela alcançar-te-á essa lealdade e abnegação que desejas. (Via Sacra, Est. XIII, n.4)

28/06/2012

Fazei o que Ele vos disser

Textos de S. Josemaria

No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais pequenos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)

Entre tantos convidados de uma ruidosa boda rural a que vêm pessoas de muitos lugares, Maria dá pela falta de vinho. Repara nisso imediatamente – e só Ela. Que familiares se nos apresentam as cenas da vida de Cristo! Porque a grandeza de Deus convive com o humano – com o normal e corrente. Realmente, é próprio de uma mulher, de uma atenta dona de casa, reparar num descuido, estar presente nesses pequenos pormenores que tornam agradável a existência humana; e assim aconteceu com Maria.

– Fazei o que Ele vos disser (Jo 2, 5).

Implete hydrias (Jo 2, 7), – enchei as vasilhas! –, e dá-se o milagre. Assim mesmo, com toda a simplicidade. Tudo normal: eles cumpriam o seu ofício, e a água estava ao seu alcance… E foi esta a primeira manifestação da divindade do Senhor! O que há de mais vulgar converte-se em extraordinário, em sobrenatural, quando temos a boa vontade de fazer o que Deus nos pede.

Quero, Senhor, abandonar todos os meus cuidados nas Tuas mãos generosas. A nossa Mãe – a Tua Mãe! – a estas horas, como em Caná, já fez soar aos Teus ouvidos: não têm!…

Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n´Ele os discípulos (Jo 2, 11). A nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: – Tu és o Filho de Deus.

– Dá-me, ó Jesus, essa fé que de verdade desejo! Minha Mãe e Senhora minha, Maria Santíssima, faz com que eu creia! (Santo Rosário, 2º mistério luminoso).


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27/12/2011

A nossa tendência para o egoísmo não morre

Textos de São Josemaria Escrivá

Não ponhas o teu "eu" na tua saúde, no teu nome, na tua carreira, na tua ocupação, em cada passo que dás... Que coisa tão maçadora! Parece que te esqueceste que "tu" não tens nada, é tudo d'Ele. Quando ao longo do dia te sentires, talvez sem razão, humilhado; quando pensares que o teu critério deveria prevalecer; quando notares que a cada instante borbota o teu "eu", o teu, o teu, o teu..., convence-te de que estás a matar o tempo e que estás a precisar que "matem" o teu egoísmo. (Forja, 1050)

Convém deixar o Senhor meter-se nas nossas vidas e entrar confiadamente sem encontrar obstáculos nem recantos obscuros. Nós, os homens, tendemos a defender-nos, a apegar-nos ao nosso egoísmo. Sempre tentamos ser reis, ainda que seja do reino da nossa miséria. Entendei através desta consideração por que motivo temos necessidade de recorrer a Jesus: para que Ele nos torne verdadeiramente livres e, dessa forma, possamos servir a Deus e a todos os homens. Só assim perceberemos a verdade daquelas palavras de S. Paulo: Agora, porém, livres do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santificação e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, ao passo que o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Estejamos precavidos, portanto, visto que a nossa tendência para o egoísmo não morre e a tentação pode insinuar-se de muitas maneiras. Deus exige que, ao obedecer, ponhamos em exercício a fé, porque a sua vontade não se manifesta com aparato ruidoso; às vezes o Senhor sugere o seu querer como que em voz baixa, lá no fundo da consciência; e é necessário escutar atentamente para distinguir essa voz e ser-Lhe fiel. (Cristo que passa, 17)

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21/12/2011

O valor divino do matrimónio

Textos de São Josemaria Escrivá

No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais pequenos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)

O amor puro e limpo dos esposos é uma realidade santa, que eu, como sacerdote, abençoo com ambas as mãos. A tradição cristã viu frequentemente na presença de Jesus nas bodas de Caná uma confirmação do valor divino do matrimónio: O nosso Salvador foi às bodas – escreve S. Cirilo de Alexandria – para santificar o princípio da geração humana.
O matrimónio é um sacramento que faz de dois corpos uma só carne: como diz com expressão forte a teologia, são os próprios corpos dos contraentes que constituem a sua matéria. O Senhor santifica e abençoa o amor do marido à mulher e o da mulher ao marido; e ordenou não só a fusão das suas almas, mas também a dos seus corpos. Nenhum cristão, esteja ou não chamado à vida matrimonial, pode deixar de a estimar.
O Criador deu-nos a inteligência, centelha do entendimento divino, que nos permite – com vontade livre, outro dom de Deus – conhecer e amar; e deu ao nosso corpo a possibilidade de gerar, que é como uma participação do seu poder criador. Deus quis servir-se do amor conjugal para trazer novas criaturas ao mundo e aumentar o corpo da Igreja. O sexo não é uma realidade vergonhosa; é uma dádiva divina que se orienta limpamente para a vida, para o amor, para a fecundidade. (Cristo que passa, 24)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979