27/11/2011

Ideais

O que é um ideal?

Um ideal é uma meta, um fim. 


Um ideal é um bem tão desejado por uma pessoa que para ele orienta toda a vida o boa parte dela.


Por exemplo, um refresco pode ser um bem às vezes muito desejado, mas não tem categoria suficiente para ser um ideal, e ninguém dedica meses da sua vida a consegui-lo. Em troca, montar uma empresa de refrescos já pode incluir-se entre os ideais de alguém.

Ideasrapidas, trad ama

Música e repouso

 Donizetti – Lucia – Spargi d’amaro pianto MET 1956

 





Corrupção em África

Reflectindo

Os problemas económicos de África agudizaram-se pelo comportamento desonesto de alguns governantes corruptos que, em cumplicidade com interesses locais ou estrangeiros, desbaratam em seu proveito os recursos nacionais, transferindo dinheiro público para contas privadas em bancos estrangeiros. Trata-se de verdadeiros e autênticos roubos, seja qual for a cobertura legal. Desejo vivamente que os organismos internacionais e as pessoas íntegras dos países africanos ou de outros países do mundo saibam dispor dos meios jurídicos adequados par fazer regressar os capitais injustamente subtraídos. Na concessão de créditos também é importante assegurar-se da responsabilidade e da transparência dos destinatários.

(btº. joão paulo II, Exortação Apostólica Ecclesia in Africa, 1995.09.14, nr. 113)


Evangelho do dia e comentário

Perante a vinda eminente do Senhor, os homens devem dispor-se interiormente, fazer penitência dos seus pecados, rectificar a sua vida para receber a graça especial divina que traz o Messias. Tudo isso significa esse aplanar os montes, rectificar e suavizar os caminhos de que fala o Baptista. (...) A Igreja na sua liturgia do Advento anuncia-nos todos os anos a vinda de Jesus Cristo, Salvador nosso, e exorta cada cristão a essa purificação da sua alma mediante uma renovada conversão interior. [i]

1º Domingo do Advento 27 de Novembro
Evangelho: Mt 13, 33-37

33 Disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha até que tudo esteja fermentado». 34 Todas estas coisas disse Jesus ao povo em parábolas; e não lhes falava sem parábolas, 35 a fim de que se cumprisse o que estava anunciado pelo profeta, que diz: “Abrirei em parábolas a Minha boca, publicarei as coisas escondidas desde a criação do mundo”». 36 Então, despedido o povo, foi para casa, e chegaram-se a Ele os Seus discípulos, dizendo: «Explica-nos a parábola do joio no campo». 37 Ele respondeu: «O que semeia a boa semente é o Filho do Homem.

Comentário:

Jesus Cristo é o Semeador Divino e, a Sua semente, é a Palavra que sai da Sua boca.

Palavra divina, palavra de Vida Eterna.

É uma semente destina a arraigar-se no coração dos homens e a dar muito fruto.
Ele espera pacientemente que nasça e se multiplique, não quer que estiole e morra ou dê escasso fruto por falta de cuidados e interesse por parte daquele que a recebeu.

O Seu trabalho de semeador espera a justa compensação que é recolher o fruto desejado e espectável.
Ele fez a Sua parte, a mais importante, nós teremos de fazer a nossa: cuidar da semente, acarinhá-la, tratar bem o semeado com os cuidados necessários para que a planta que nascer vingue, se fortaleça e, finalmente dar o fruto a que o Senhor, com justiça, tem todo o direito.


(ama, comentário sobre Mt 13, 33-37, 2011.10.19)



[i](Bíblia Sagrada, anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, Comentário sobre Lc 3, 4-6)

Tratado De Deo Trino 11

Questão 29: Das pessoas divinas


Depois de termos estudado o que necessário conhecer preliminar-mente a respeito das processões e das relações, é mister tratarmos das Pessoas.

Primeiro, consideradas absolutamente; depois, relativamente. Do primeiro modo devemos considerar as Pessoas em geral e, em se-guida, em particular. Ora, consideradas em geral, dão lugar a qua-tro questões. A primeira é o significação da palavra pessoa. A se-gunda é o número das Pessoas. A terceira, a que resulta do número das Pessoas ou se lhe opõe, como a diversidade, a semelhança e coisas semelhantes. A quarta, a que respeita ao conhecimento das Pessoas. Na primeira questão discutem-se quatro artigos:

Art. 1 — Se é acertada a seguinte definição de pessoa: A pessoa é uma substância individual de natureza racional.
(III.ª, q. 2, a. 2; I Sent., dist. XXV, a. 1; De Pot., q. 9, a. 2; De unione Verbi, a. 1).

O primeiro discute-se assim. — Parece desacertada a seguinte definição de pessoa que é dada por Boécio: A pessoa é uma substância individual de natureza racional [1].

— Pois, não é possível definir o singular. Ora, pessoa significa um ser singular. Logo, é inconvenientemente definida.

Demais. — A substância incluída na definição de pessoa é tomada como substância primeira ou como segunda. Se como primeira, é supérfluo acrescentar individual, porque a substância primeira é individual. Se como segunda, o acréscimo é falso e implica oposição nos adjectivos, pois, as substâncias segundas são os géneros ou as espécies. Logo, a definição é mal enunciada.

Demais. — O nome intencional não deve entrar na definição de um ser. Assim, não faria um enunciado certo quem dissesse — O homem é uma espécie de animal; pois, homem designa um ser, e espécie é o nome intencional. Ora, pessoa, designando um ser, pois significa uma substância de natureza racional, é inconveniente introduzir-lhe, na definição, indivíduo, que é o nome intencional.

Demais. — A natureza é princípio de movimento e de quietação no ser em que ela existe essencial e não acidentalmente [2] como diz o Filósofo. Ora, o conceito de pessoa se realiza em seres imutáveis, como Deus e os anjos. Logo, na definição de pessoa não se deveria incluir a natureza mas, antes, a essência.

Demais. — A alma separada é uma substância individual de natureza racional. Ora, não é uma pessoa. Logo, tal definição de pessoa não é acertada.

Embora o universal e o particular se encontrem em todos os géneros, contudo, de certo modo especial, o indivíduo se encontra no género da substância. Pois, esta se individua por si mesma, ao passo que os acidentes se individuam pelo seu sujeito, que é a substância; assim, uma determinada brancura denomina-se tal enquanto está num certo sujeito. Por isso, e convenientemente, os indivíduos substanciais diferem dos outros por um nome especial, pois se chamam hipóstases ou substâncias primeiras.

Mas ainda, de modo mais especial e perfeito manifesta-se o particular e o individual nas substâncias racionais, que são senhoras dos próprios actos; e não somente são levadas, como os outros, mas agem por si mesmas; pois, os actos são de natureza singular. E, portanto, entre as outras substâncias, os indivíduos de substância racional têm certo nome especial, a saber, o de pessoa. E por isso, à predita definição de pessoa, acrescenta-se substância individual, para significar o singular no género da substância; e acrescenta-se mais — de natureza racional, para exprimir o singular na ordem das substâncias racionais.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Embora nenhum singular seja susceptível de definição, todavia o que constitui a essência comum da singularidade o é; e assim o Filósofo define a substância primeira, e do mesmo modo Boécio define a pessoa.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Segundo alguns, a substância entra na definição de pessoa como substância primeira, que é a hipóstase. Mas nem por isso é supérfluo acrescentar-se individual. Pois, o nome de hipóstase, ou substância primeira exclui noção de universal e de parte; assim, não dizemos que o homem, em geral, seja hipóstase, nem da mão, que é parte; mas, acrescentando-se individual, exclui-se da pessoa a ideia de assumível; porque a natureza humana, em Cristo, não é pessoa, por ter sido recebida por um ser mais digno, a saber, pelo Verbo de Deus. Mas melhor será dizer, que a palavra substância é usada em sentido geral e se divide em primeira e segunda; e, acrescentando-se-lhe individual, ela usurpa as funções de substância primeira.

RESPOSTA À TERCEIRA. — As diferenças substanciais, não nos sendo conhecidas, ou também, não tendo denominação, é-nos necessário às vezes recorrer às diferenças acidentais, em lugar delas como se disséssemos: o fogo é um corpo simples, cálido e seco. Pois, os acidentes próprios são efeitos das formas substanciais e as manifestam. E, semelhantemente, podemos recorrer aos nomes intencionais para definir certas realidades não susceptíveis de definição adequada. É assim que o nome de indivíduo entra na definição de pessoa para designar o modo de subsistir próprio às substâncias particulares.

RESPOSTA À QUARTA. — Segundo o Filósofo, o nome de natureza foi primeiramente imposto para significar a geração dos seres vivos, que se chama natividade [3]. E porque tal geração provém de um princípio intrínseco, estendeu-se esse nome a significar o princípio intrínseco de qualquer movimento. Nesse sentido é que Aristóteles define a natureza [4]. E porque tal princípio é formal ou material tanto a forma como a matéria se chamam geralmente natureza. Completando-se, porém, pela forma e essência de cada ser, comummente se chama natureza a essência, significada pela definição. E é nessa acepção que aqui se toma a palavra natureza. E por isso Boécio, no mesmo livro, diz que natureza é a que informa pela diferença específica [5]; pois, a diferença específica completa a definição e é tomada da própria forma da coisa. E portanto, foi mais conveniente usar, na definição de pessoa, que é um ser singular de um género determinado, o nome de natureza, que o de essência, derivado de ser, que é generalíssimo.

RESPOSTA À QUINTA. — A alma faz parte da espécie humana. Logo, como embora separada, tende por natureza para a união, não pode chamar-se substância individual, que é a hipóstase, ou substância primeira; assim como não o pode a mão nem qualquer outra parte do homem. E portanto, não lhe cabe a definição e nem o nome da pessoa.

SÃO TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica,




[1] De duabus naturis, c. 3.
[2] II Physic., c. 1.
[3] V Metaph., c. 4.
[4] II Physic
[5] De duabus natur., c. 1.

Pensamentos inspirados à procura de Deus

À procura de Deus



Para que o Pai Nosso seja verdade,
na tua boca e no teu coração,
tens que perdoar aos que te têm ofendido.

jma

26/11/2011

Novíssimos: A Morte 11

O dia da Morte
William-Adolphe Bourgerau


O máximo enigma da Vida Humana é a morte. O homem sofre com a dor e com a dissolução progressiva do seu corpo. Mas o seu máximo tormento é o temor pelo desaparecimento perpétuo. Julga com instinto certeiro quando resiste a aceitar a perspectiva da ruína total e do adeus definitivo. A semente de eternidade que em si leva, por ser irredutível à matéria, levanta-se contra a morte.








(Concilio Vaticano II, Constituição Dogmática Gaudium et Spes, 18)


AS ADIÇÕES

Como se originam as adições?

Uma adição vem a ser algo instintivo, uma má tendência que o homem não é capaz de dominar. Os modos habituais de como surgem adições são:
A repetição de actos maus. - Originam um mau costume que se se acentua passa a ser vicioso e escravizante. Ao invés a repetição de actos bons origina virtudes e qualidades que facilitam obrar bem, não mal. Tal não são adições, pois estas requerem que sejam acções daninhas para o homem. Só se fala de adições quando há vícios. Dos vícios há que libertar-se.
A repetida aceitação de maus sentimentos. - Se se aceitam frequentes pensamentos de ódio, o ódio instala-se no coração. O mesmo sucede com os sentimentos de amargura, pessimismo, inclusive os de afecto à pessoa equivocada.

Ideasrapidas, trad ama

Evangelho do dia e comentário













T. Comum– XXXIV Semana




Evangelho: Lc 21, 34-36

34 «Velai, pois, sobre vós, para que não suceda que os vossos corações se tornem pesados com o excesso do comer e do beber e com os cuidados desta vida, e para que aquele dia não vos apanhe de improviso; 35 porque ele virá como uma armadilha sobre todos os que habitam a superfície de toda a terra. 36 Vigiai, pois, orando sem cessar, a fim de que vos torneis dignos de evitar todos estes males que devem suceder, e de aparecer com confiança diante do Filho do Homem».

Comentário:

O segredo, a “chave do sucesso” está nas últimas palavras do Senhor que constam neste trecho do Evangelho:

«Vigiai, pois, orando sem cessar, a fim de que vos torneis dignos de evitar todos estes males que devem suceder, e de aparecer com confiança diante do Filho do Homem»

Quem não vigia é, sempre apanhado de surpresa e, uma vez que tal se verifique já não há mais remédio.

Merecer só nesta vida, depois… já não!

Teremos tempo, algum tempo, se começar-mos agora, JÁ!, essa preparação, mesmo que a morte ocorra no próximo minuto, estaremos a salvo.

(ama, comentário sobre Lc 21, 34-36, 2011.10.19)

Gospel

Soweto Gospel Choir - Khumbaya 

selecção JMA

Confissão

Reflectindo

Reflectindo sobre a função do Sacramento da Penitência, a consciência da Igreja descobre nele, alem do carácter de juízo…, um carácter terapêutico ou medicinal. E isto relaciona-se com o facto de que é frequente no Evangelho a apresentação de Cristo como Médico, enquanto a Sua obra redentora é chamada amiúde, desde a antiguidade cristã, «medicina salutis».

(btº. joão paulo II, Exortação Apostólica Reconciliatio et Paenitentia, 1984.12.2, 31, 11)

Deus resiste aos soberbos

Textos de São Josemaria Escrivá

Caminho certo de humildade é meditar como, mesmo carecendo de talento, de renome e de fortuna, podemos ser instrumentos eficazes, se recorremos ao Espírito Santo para que nos conceda os Seus dons. Os Apóstolos, apesar de terem sido instruídos por Jesus durante três anos, fugiram espavoridos diante dos inimigos de Cristo. Todavia, depois do Pentecostes, deixaram-se vergastar e encarcerar, e acabaram dando a vida em testemunho da sua fé. (Sulco, 283)

Jesus Cristo, Nosso Senhor, propõe-nos com muita frequência na sua pregação o exemplo da sua humildade: aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, para que tu e eu aprendamos que não há outro caminho; que só o conhecimento sincero do nosso nada é capaz de atrair sobre nós a graça divina. Por nós, Jesus veio padecer fome e alimentar-nos, veio sentir sede e dar-nos de beber, veio vestir-se da nossa mortalidade e vestir-nos de imortalidade, veio pobre para nos tornar ricos.
Deus resiste aos soberbos, mas aos humildes dá a sua graça, ensina o Apóstolo S. Pedro. Em qualquer época, em qualquer situação humana, não existe – para viver vida divina – senão o caminho da humildade. Será que o Senhor se regozija com a nossa humilhação? Não. Que lucraria com o nosso abatimento Aquele que tudo criou, e mantém e governa tudo o que existe? Deus só deseja a nossa humildade, que nos esvaziemos de nós próprios para ele nos poder encher; pretende que não lhe levantemos obstáculos, a fim de que – falando ao modo humano – caiba mais graça sua no nosso pobre coração. Porque o Deus que nos inspira a ser humildes é o mesmo que transformará o nosso corpo de miséria, fazendo-o semelhante ao seu corpo glorioso, com aquele poder com que pode também sujeitar a si todas as coisas. Nosso Senhor faz-nos seus, endeusa-nos com um endeusamento bom. (Amigos de Deus, nn. 97–98)

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