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24/05/2023

Publicações em Maio 24

  


Mês de Maio

Prudência de Jesus

 

O Evangelho refere algumas vezes que Jesus Cristo aconselhava a PRUDÊNCIA.

Não ser prudente e ponderado nas acções e atitudes pode constituir como que um desafio - quase sempre desnecessário - ou, também, o que é pior, orgulho sem sentido. Ser prudente não se opõe à coragem nem à determinação de fazer o que é correcto e necessário, antes, ser ponderado nas decisões e actos.

A prudência é uma virtude que devo pedir com insistência sobretudo quando se trata de responder a questões que, de algum modo, tenham a ver com a nossa Santa Religião Cristã.

Já referi algumas vezes que nem todas as perguntas merecem resposta porque feitas com espírito malévolo e intencionalmente crítico. Ser prudente no que digo e também no que escrevo e, em caso de dúvida, pedir conselho. Sim, algumas vezes o que escrevo pode ou não ser adequado ou poderá ser deficientemente interpretado. O homem prudente é avisado, não age nem por impulso nem por entusiasmo. Prepara convenientemente a sua acção tomando conselho apropriado de quem melhor o poderá guiar. Ao enviar dois discípulos com instruções tão “misteriosas” para escolherem a sala onde iriam comer a Última Páscoa, Jesus quer pôr a recato a possibilidade de Judas, que sabia o iria trair, se poder adiantar no seu torpe desígnio. Assim, ninguém saberia, de antemão, onde se encontraria Jesus e os Seus discípulos antes da hora que, desde sempre, estava destinada a ser a hora da prisão, no Getzemani.

A Santíssima Virgem deu-me um precioso exemplo de Prudência quando sabendo perseguição de Herodes para matar o Menino Jesus decide partir para o Egipto. E, pergunto-me: Se o não tivessesse feito?

 

 

Links sugeridos:

  

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12/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 12

PLANO DE VIDA;  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

 

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

 

 

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

 

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

 

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

 

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

 

Evangelho

Lc XXII, 21-38

 

Jesus revela o traidor

21 «No entanto, vede: a mão daquele que me vai entregar está comigo à mesa! 22 O Filho do Homem segue o seu caminho, como está determinado; mas ai daquele por meio de quem vai ser entregue!» 23 Começaram a perguntar uns aos outros qual deles iria fazer semelhante coisa.

 

Últimos avisos

24 Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles devia ser considerado o maior. 25 Jesus disse-lhes: «Os reis das nações imperam sobre elas e os que nelas exercem a autoridade são chamados benfeitores. 26 Convosco, não deve ser assim; o que fôr maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar, como aquele que serve. 27 Pois, quem é maior: o que está sentado à mesa, ou o que serve? Não é o que está sentado à mesa? Ora, Eu estou no meio de vós como aquele que serve. 28 Vós sois os que permaneceram sempre junto de mim nas minhas provações, 29 e Eu disponho do Reino a vosso favor, como meu Pai dispõe dele a meu favor, 30 a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu Reino. E haveis de sentar-vos, em tronos, para julgar as doze tribos de Israel.» 31 E o Senhor disse: «Simão, Simão, olha que Satanás pediu para vos joeirar como trigo. 32 Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos.» 33 Ele respondeu-lhe: «Senhor, estou pronto a ir contigo até para a prisão e para a morte.»

 

Predição da negação de Pedro

34 Jesus disse-lhe: «Eu te digo, Pedro: o galo não cantará hoje sem que, por três vezes, tenhas negado conhecer-me.» 35 Depois, acrescentou: «Quando vos enviei sem bolsa, nem alforge, nem sandálias, faltou-vos alguma coisa?» Eles responderam: «Nada.» 36 E Ele acrescentou: «Mas agora, quem tem uma bolsa que a tome, assim como o alforge, e quem não tem espada venda a capa e compre uma. 37 Porque, digo-vo-lo Eu, deve cumprir-se em mim esta palavra da Escritura: Foi contado entre os malfeitores. Efectivamente, o que me diz respeito chega ao seu termo.» 38 Disseram-lhe eles: «Senhor, aqui estão duas espadas.» Mas Ele respondeu-lhes: «Basta!»

 

Considerações

 

  Estes versículos do Evangelho escrito por São Lucas são tão “densos” que me “perco” no que desejo considerar.

  Resolvo não ter em conta o que se refere a Judas e a todo o complexo e misterioso processo da sua traição para me ater ao versículo  35 «Quando vos enviei sem bolsa, nem alforge, nem sandálias, faltou-vos alguma coisa?» para evidenciar a Providência Divina no que diz respeito a qualquer cristão.

  Ele manifestou uma missão para cada um de nós: Propagar a Palavra e o Reino de Deus em todos os lugares da terra.

  Como o faremos com as nossas fraquezas, debilidades, falta de recursos?

  Pois, parece, exactamente assim, porque se Ele nos entrega uma missão providenciará o que nos faltar para que a levemos a cabo com êxito.

  Desde logo o Divino Espírito Santo porá no nosso espirito o que devemos dizer, escrever ou de alguma forma, manifestar da forma mais adequada ás circunstâncias que se apresentarem.

  Depois o Próprio Jesus Cristo nos concederá os meios necessários para desempenhar o que nos compete.

  Por fim, Deus Pai abençoará a nossa acção tornado-a profícua e eficaz.

  E – espantemo-nos – tudo isto gratuitamente sem necessidade de fazer-mos outra coisa que pôr-mo-nos inteiramente ao serviço da Santíssima Trindade.

  Deus Nosso Senhor está diponível e desejoso de nos dar o que precisamos e, para o fazer, só tem uma condição: Que Lho peçamos com simplicidade e confiança de filhos pequenos… nada mais.

   Pode ser que – imaginemos – fazemos um pedido ao nosso Pai: ‘Dá-me isto porque quero fazer aquilo…’, e ele responde ‘Posso dar-te o que me pedes mas não te convém fazer o que te propões’ e, por justa sabedoria paterna não nos concede o que pedimos.

  Pois com Deus Nosso Senhor acontece o mesmo: Dar-nos-á o que pedimos se for para nosso bem porque a Sua Infinita Misericórdia anda sempre a par da Sua Infinita Justiça.

  

VIRTUDES

Prudência

Para alcançar a sabedoria, são necessárias, em primeiro lugar, a oração e a meditação da Palavra de Deus: “Foi por isso que a pedi e me foi concedida a prudência. Supliquei e o espírito de sabedoria veio a mim ”(Sab 7, 7);

"Mas, percebendo que eu não poderia possuir a sabedoria se Deus não ma desse – e já era um fruto de prudência saber de quem procedia essa graça – dirigi-me ao Senhor e pedi-Lha" (Sab 8, 21).

 

REFLEXÃO

Conhecer-se

 

Dissertar sobre este tema coloca imediatamente uma questão óbvia: quem sou eu?

Daqui parte-se para um dilema que se apresenta como inevitável: sou quem sou ou quem pretendo ser, ou, talvez de outro ângulo: actuo de acordo ou desvio-me como pretendo?

Pode - e talvez seja - mera especulação filosófica muito conveniente para mascarar a realidade. Não estar absolutamente satisfeito com o que se faz parece-me normal e saudável exactamente porque desperta o desejo de melhoria ou, a convicção de não se fazer quanto realmente está ao nosso alcance fazer.

Quem sou eu?

Magna questão cuja resposta tem forçosamente de assentar num profundo e sincero sentimento de humildade sem o qual esta surgirá sempre ou evasiva e incompleta ou, pelo menos, sem grande mérito.

Penso que a resposta não está disponível imediatamente como se estivesse escondida no âmago mais íntimo da nossa idiossincrasia, mas, antes, levará a um exercício constante e automático de exame pessoal.

Exame, digo, despido, de emoção ou condicionalismo seja qual for, mas animado de uma decidida vontade lógica e simples de análise sem temer as consequências que o "desfecho " ou resultado possam significar.

Quando acima falei em "exercício automático" quis significar exactamente isso: criar o hábito de análise imediata subsequente ao que se pensou, disse ou fez.

O exame é assim um acto contínuo e as correções que se mostrem necessárias mais fáceis de levar a cabo.

Em resumo: caminharemos decidida e seguramente para uma melhoria pessoal e estaremos muito mais próximos de saber quem, de facto, somos.

Qualquer coisa, escrito, ideia, acto, afirmação... o que for emanado do ser humano tem, pelo menos, duas interpretações, duas reacções, dois impactos.

Evidentemente que se conta com o primeiro, isto é, daquele que pensou, disse, fez ou concluiu.

Depois haverá os outros em que dificilmente se encontrarão coincidentes resultados.

A razão parece simples: não há duas pessoas iguais... absolutamente iguais logo, a sua reacção tende a ser diferente.

Isto que parece óbvio tanto que dispensaria mais elucubrações é maior riqueza ou o bem mais notável do ser humano o que no fundo o distingue do irracional.

A idiossincrasia de cada ser está intimamente associada ao progresso da sociedade porque, esta, não é um "bloco" uniforme e indivisível, mas sim um conjunto mais ou menos equilibrado de várias idiossincrasias que concorrem para um mesmo resultado: a variedade pluriforme da sociedade humana.

Gregário por natureza o ser humano não se confunde nem se deixa absorver pelo conjunto antes concorre e contribui com o que lhe é próprio para o que é comum.

Tantas vezes se tenta algo diferente do habitual daquilo que ao longo dos dias vamos construindo, às vezes laboriosamente ­ forçado ou não ­ e não conseguimos encontrar o "fio condutor" que nos leve onde não programamos ir mas que ambicionados chegar.

E quem tem por hábito, sina ou feitio escrever sente de forma muito radical por vezes um como que bloqueio inexplicável não conseguindo "arrancar" de dentro de si mesmo o que sente necessidade de expor, mas, como não sabe bem o que é, está­lhe ausente e foge do seu controlo.

Escrever por escrever pode se bom e até saudável. Sem esforço, deixando as palavras fluírem livremente acaba por se envolver num processo quase automático de escalpelização íntima como que uma catarse que tem de incluir um esforço muito concreto de não se deixar cair na auto­comiseração, no "esmagamento" do "eu" ­ sempre uma forma fácil de dar guarida ao amor­próprio e orgulho ­ e tentar manter o pensamento lógico e saudável.

Escrever sobre si mesmo não é nem fácil nem difícil se se segue uma regra simples: escrever para si mesmo sem a preocupação ou desejo que outros venham a ler o escrito.

Aliás, penso que só deste modo a escrita tem autenticidade concreta porque se por detrás dela se encontra algum ­ por ténue ou indefinido que seja ­ desejo ou intento de ser lido, é praticamente impossível fugir ao uso da máscara ou disfarce da realidade.

Sem querer, talvez, é­se levado pelo desejo de parecer inteligente, original, interessantemas, depois, ao rever o escrito, fica­se com um sentimento ­ bem amargo por vezes ­ de inutilidade.

O "truque" está numa fórmula muito simples: escrevi o que me apeteceu!

Esta conclusão que não se pretende transformar em corolário, resolve muitos dilemas futuros, como, por exemplo, concluir: já escrevi isto! Não vale a pena repetir!

E, daqui, pode surgir uma nova ideia que leve a uma elaboração diferente de um tema já rebuscado.

Parece-me aceitável esta conclusão.

05/04/2021

NUNC COEPI Publicações em: 05/04/2021

Publicações em Abril 05

 Plano de vida: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

  

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço. 

 Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

 Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual: 

Evangelho

Lc XIX, 1-27

Zaqueu, o publicano

1 Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade. 2 Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos. 3 Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. 4 Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali. 5 Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.» 6 Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria. 7 Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador. 8 Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais.» 9 Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão; 10 pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»

Parábola das dez minas

11 Estando eles a ouvir estas coisas, Jesus acrescentou uma parábola, por estar perto de Jerusalém e por eles pensarem que o Reino de Deus ia manifestar-se imediatamente. 12 Disse, pois: «Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de tomar posse de um reino e em seguida voltar. 13 Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: ‘Fazei render a mina até que eu volte.’ 14 Mas os seus concidadãos odiavam-no e enviaram uma embaixada atrás dele, para dizer: ‘Não queremos que ele seja nosso rei.’ 15 Quando voltou, depois de tomar posse do reino, mandou chamar os servos a quem entregara o dinheiro, para saber o que tinha ganho cada um deles. 16 O primeiro apresentou-se e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu dez minas.’ 17 Respondeu-lhe: ‘Muito bem, bom servo; já que foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades.’ 18 O segundo veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.’ 19 Respondeu igualmente a este: ‘Recebe, também tu, o governo de cinco cidades.’ 20 Veio outro e disse: ‘Senhor, aqui tens a tua mina que eu tinha guardado num lenço, 21 pois tinha medo de ti, que és homem severo, levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste.’ 22 Disse-lhe ele: ‘Pela tua própria boca te condeno, mau servo! Sabias que sou um homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei; 23 então, porque não entregaste o meu dinheiro ao banco? Ao regressar, tê-lo-ia recuperado com juros.’ 24 E disse aos presentes: ‘Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas.’ 25 Responderam-lhe: ‘Senhor, ele já tem dez minas!’ 26 Digo-vos Eu: A todo aquele que tem, há-de ser dado, mas àquele que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado. 27 Quanto a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os cá e degolai-os na minha presença.»

Texto

  

Cartas de São Paulo

 

 Rm 1, 1-32



PRÓLOGO

Saudação

1 Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado a ser Apóstolo, escolhido para anunciar o Evangelho de Deus, 2 que Ele de antemão prometera por meio dos seus profetas, nas santas Escrituras, 3 acerca do seu Filho, nascido da descendência de David segundo a carne, 4 constituído Filho de Deus em poder, segundo o Espírito santificador pela ressurreição de entre os mortos, Jesus Cristo Senhor nosso; 5 por Ele recebemos a graça de sermos Apóstolos, a fim de, em honra do seu nome, levarmos à obediência da fé todos os gentios, 6entre os quais estais também vós, chamados a ser de Cristo Jesus; 7 a todos os amados de Deus que estão em Roma, chamados a ser santos: graça e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!

Acção de graças

8 Antes de mais, dou graças ao meu Deus por todos vós, por meio de Jesus Cristo, pois a vossa fé é proclamada em todo o mundo. 9 Pois Deus - a quem presto culto no meu espírito, anunciando o Evangelho do seu Filho - me é testemunha de como constantemente me lembro de vós, 10 pedindo sempre nas minhas orações que tenha, finalmente, ocasião de ir ter convosco; assim Deus o queira. 11 É que eu anseio por vos ver, para vos comunicar algum dom espiritual e assim vos fortalecer, 12 ou antes, para, estando convosco, ser reconfortado pela fé que nos é comum, a vós e a mim. 13 Não quero que ignoreis, irmãos, que muitas vezes me propus ir ter convosco - do que tenho sido impedido até agora - a fim de também entre vós obter algum fruto, do mesmo modo que entre os restantes gentios. 14 Tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes eu sou devedor. 15 Daí o propósito que tenho de também vos anunciar o Evangelho, a vós que estais em Roma.

 

PARTE DOGMÁTICA: JUSTIFICAÇÃO POR MEIO DE JESUS CRISTO

I A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

 

Proposição do assunto

16 Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é poder de Deus para a salvação de todo o crente, primeiro o judeu e depois o grego. 17 Pois nele a justiça de Deus revela-se através da fé, para a fé, conforme está escrito: O justo viverá da fé.

 Ignorância palpável dos pagãos

18 De facto, a ira de Deus, vinda do céu, revela-se contra toda a impiedade e injustiça dos homens que, com a injustiça, reprimem a verdade. 19 Porquanto, o que de Deus se pode conhecer está à vista deles, já que Deus lho manifestou. 20 Com efeito, o que é invisível nele - o seu eterno poder e divindade - tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras. Por isso, não se podem desculpar. 21 Pois, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram nem lhe deram graças, como a Deus é devido. Pelo contrário: tornaram-se vazios nos seus pensamentos e obscureceu-se o seu coração insensato. 22 Afirmando-se como sábios, tornaram-se loucos 23 e trocaram a glória do Deus incorruptível por figuras representativas do homem corruptível, de aves, de quadrúpedes e de répteis.

Castigo de Deus

24 Por isso é que Deus, de acordo com os apetites dos seus corações, os entregou à impureza, de tal modo que os seus próprios corpos se degradaram. 25 Foram esses que trocaram a verdade de Deus pela mentira, e que veneraram as criaturas e lhes prestaram culto, em vez de o fazerem ao Criador, que é bendito pelos séculos! Ámen. 26 Foi por isso que Deus os entregou a paixões degradantes. Assim, as suas mulheres trocaram as relações naturais por outras que são contra a natureza. 27 E o mesmo acontece com os homens: deixando as relações naturais com a mulher, inflamaram-se em desejos de uns pelos outros, praticando, homens com homens, o que é vergonhoso, e recebendo em si mesmos a paga devida ao seu desregramento. 28 E como não julgaram por bem manter o conhecimento de Deus, entregou-os Deus a uma inteligência sem discernimento. E é assim que fazem o que não devem: 29 estão repletos de toda a espécie de injustiça, perversidade, ambição, maldade; cheios de inveja, homicídios, discórdia, falsidade, malícia; são difamadores, 30 maldizentes, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, engenhosos para o mal, rebeldes para com os pais, 31 estúpidos, desleais, inclementes, impiedosos. 32 Esses, muito embora conheçam o veredicto de Deus - de que são dignos de morte os que tais coisas praticam - não só as fazem, como até aprovam os que as praticam.

Comentários:

O Apóstolo no versículo 7, refere: “Chamados a ser santos”. Realmente: “Os seguidores de Cristo, chamados por Deus e justificados no Senhor Jesus, não por merecimenyo próprio, mas pela vontade e graça de Deus, são feitos pelo Baptismo da Fé, verdadeiramente filhos e participantes danatureza divina e, por conseguite,realamente santos”. (Lumen gentium, 40).

 O primeiro comentário – ou consideração – que ocorre, é esta afirmação do Apóstolo: “Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é poder de Deus para a salvação de todo o crente, primeiro o udeu e depois o grego” (V, 16). Ou seja: o Evangelho – a Palavra de Deus – é o Seu poder e garantia de salvação!

Um segundo comentário para referir a dura clareza com que São Paulo fala da castidade e da pureza. Como então, hoje assistimos a um degradar proguessivo da permissividade e de novas “teorias” – como a iguladade de género, para referir apenas de uma – donde que, o que escreve nesta Epístola continua não só válido como actual. As consequências do desregramento são elancadas e claríssimas e, sabemos muito bem, aplicam-se inteiramente. O comportamento permissivo não provoca só a degradação das consciências mas, inclusive, a corrupção dos corpos e privação da liberdade pessoal. Sim… a impureza, que muitas vezes  chega a patamares aberrantes, é como que uma amarra que prende cada vez mais estreita e solidamente os que a ela se entregam e, o caminho, é, sempre, cada vez mais fundo. A pessoa fica como que inibida de pensar ou agir de outra forma que não seja satisfazer o seu vício, deixando tudo de lado, postergando sucessivamente a dignidade de vida, os deveres  sociais mais elementares e, claro está, comprometendo o amor. Deus Nosso Senhor não pode aceitar nem admitir pessoas assim – mesmo sendo Seus filhos = exactamente porque, Ele, É O AMOR.

Reflexão:

 

Jesus está connosco!

No Santo Sacrifício do altar, o sacerdote pega no Corpo do nosso Deus e no Cálice com o seu Sangue, e levanta-os sobre todas as coisas da terra, dizendo: "Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso", pelo meu Amor!, com o meu Amor!, no meu Amor! Une-te a esse gesto. Mais ainda: incorpora essa realidade na tua vida. (Forja, 541)

Assim se entra no Canon, com a confiança filial que nos leva a chamar clementíssimo ao nosso Pai Deus. Pedimos-Lhe pela Igreja e por todos os que estão na Igreja, pelo Papa, pela nossa família, pelos nossos amigos e companheiros. E o católico, como tem coração universal, pede por todo o mundo, porque o seu zelo entusiasta nada pode excluir. E para que a petição seja acolhida, recordamos a nossa comunhão com a Santíssima Virgem e com um punhado de homens que foram os primeiros a seguir Cristo e por Ele morreram. Quam oblationem... Aproxima-se o momento da consagração. Agora, na Santa Missa, é outra vez Cristo que actua, através do sacerdote: Isto é o meu Corpo. Este é o cálice do meu Sangue. Jesus está connosco! Com a transubstanciação, renova-se a infinita loucura divina, ditada pelo Amor. Quando hoje se repete esse momento, que saiba cada um de nós dizer ao Senhor, mesmo sem pronunciar quaisquer palavras, que nada nos poderá afastar d'Ele e que a sua disponibilidade de se deixar ficar – totalmente indefeso – nas aparências, tão frágeis, do pão e do vinho, nos converteu voluntariamente em escravos: praesta meae menti de te vivere et te illi semper dulce sapere, faz com que eu viva de Ti e saboreie sempre a doçura do teu amor. (Cristo que passa, 90)

Virtudes:

 

Prudência

 

A prudência é a virtude mais necessária à vida humana, pois viver bem consiste em agir bem. Ora, para agir bem é preciso não só fazer alguma coisa, mas fazê-lo também do modo certo, ou seja, por uma escolha correcta e não por impulso ou paixão. Como a escolha visa aos meios para se conseguir um fim, para ser correcta exigem-se duas coisas: o fim devido (debitum finem) e os meios adequados a esse fim … Quanto aos meios adequados a esse fim, importa que o homem esteja directamente disposto pelo habitus da razão, porque aconselhar e escolherc, que são acções relacionadas com os meios, são atos da razão. É necessário, pois, haver na razão alguma virtude intelectual que a aperfeiçoe, para que proceda com acerto em relação aos meios. Essa virtude é a prudência, virtude portanto necessária para bem viver.

São Tomás de Aquino, Suma Teológica P I-II,q.57.



[1] Conteúdo: Evangelho (sequencial) - Texto 

 

 


31/03/2021

VIRTUDES

 


Prudência 2

A prudência está relacionada com a inteligência, mais ainda, segundo ensina a tradição filosófica, está na razão prática, isto é, na razão enquanto orientada e disposta para a praxis, para a acção. Mas pressupõe o desejo e o amor ao bem. É isto que distingue a prudência da astúcia, e também da ‘prudência da carne’ de que São Paulo fala (cf. Rm 8, 6): "a daqueles que têm inteligência, mas procuram não a usar para descobrir e amar Nosso Senhor. A verdadeira prudência é a que permanece atenta às insinuações de Deus e, nessa vigilante escuta, recebe na alma promessas e realidades de salvação"2.

Sagrada Escritura: "o sábio de coração será chamado prudente" (Pr 16, 21)

27/03/2021

Filosofia e Religião, Vida Humana

 


Virtudes

Prudência

 

A virtude moral pode existir sem certas virtudes intelectuais, como a sabedoria, a ciência e a arte. Não porém sem o intelecto e a prudência. Sem a prudência, não pode haver realmente virtude moral, já que esta é um habitus “electivo” (electivus), isto é, que faz escolhas certas. Ora, para uma boa escolha, duas coisas exigem-se: primeiro, que haja a devida intenção do fim, o que se faz pela virtude moral, que inclina a potência apetitiva para o bem conveniente com a razão, que é o fim devido. Segundo, que se usem correctamente os meios, e isso só se alcança por uma razão que saiba aconselhar, julgar e decidir bem, o que é próprio da prudência e de virtudes a ela conexas. Logo, a virtude moral não pode existir sem a prudência.

Por conseqüência, também não poderá haver virtude moral sem o intelecto, pois é por ele que são conhecidos os princípios naturalmente evidentes, seja na ordem especulativa, seja na prática. Assim, da mesma forma que a razão recta, na ordem especulativa, enquanto procede de princípios naturalmente conhecidos, pressupõe o intelecto deles, assim também a prudência, que é a razão recta do agir (recta ratio agibilium).

 

São Tomás de Aquino, Suma Teológica P I-II, q. 58, a. 4.

17/02/2021

VIRTUDES

Prudência 1

Definição

A prudência é a virtude que dispõe o espírito a discernir em todas as circunstâncias o nosso verdadeiro bem e a escolher os meios para o realizar [1]. Assim, são actos de prudência a avaliação para ver qual será a acção mais adequada para alcançar o bem, e o mandato para a realizar. A prudência baseia-se na memória do passado, no conhecimento do presente e, tanto quanto nos é possível, na previsão das consequências das nossas decisões. Indica a medida justa das outras virtudes, entre o excesso e o defeito, entre o exagero e a carência, ou a mediocridade.



[1] 1 Cf. Ángel Rodríguez Luño, Scelti in Cristo per esssere santi. III. Morale speciale, EDUSC, Roma 2008, pp. 284 e 289.