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06/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em 06/04/2021

PLANO DE VIDA (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual

 

Evangelho

Lc XIX, 28-48

Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

28 Dito isto, Jesus seguiu para diante, em direcção a Jerusalém. 29 Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto do chamado Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos, 30 dizendo: «Ide à aldeia em frente e, ao entrardes nela, encontrareis um jumentinho preso, que ninguém montou ainda; soltai-o e trazei-mo. 31 E se alguém vos perguntar: ‘Porque o soltais?’, respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele.’» 32 Os enviados partiram, e tudo se lhes deparou como Ele tinha dito. 33 Quando estavam a soltar o jumentinho, os donos disseram-lhes: «Porque soltais o jumentinho?» 34 Responderam-lhes: «Porque o Senhor precisa dele.» 35 Levaram-no a Jesus e, deitando as capas sobre o jumentinho, ajudaram Jesus a montar. 36 Enquanto caminhava, estendiam as capas no caminho. 37 Estando já próximo da descida do Monte das Oliveiras, o grupo dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus, em alta voz, por todos os milagres que tinham visto. 38 E diziam: «Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas Alturas!» 39 Alguns fariseus disseram-lhe, do meio da multidão: «Mestre, repreende os teus discípulos.» 40 Jesus retorquiu: «Digo-vos que, se eles se calarem, gritarão as pedras.» 41 Quando se aproximou, ao ver a cidade, Jesus chorou sobre ela e disse: 42 «Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz! Mas agora isto está oculto aos teus olhos. 43 Virão dias para ti, em que os teus inimigos te hão-de cercar de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados; 44 hão-de esmagar-te contra o solo, assim como aos teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres reconhecido o tempo em que foste visitada.»

Jesus expulsa do templo os vendilhões

45 Depois, entrando no templo, começou a expulsar os vendedores. 46 E dizia-lhes: «Está escrito: A minha casa será casa de oração; mas vós fizestes dela um covil de ladrões.» 47 Ensinava todos os dias no templo, e os sumos sacerdotes e os doutores da Lei, assim como os chefes do povo, procuravam matá-lo. 48 Não sabiam, porém, como proceder, pois todo o povo, ao ouvi-lo, ficava suspenso dos seus lábios.

 

Considerações

Jesus Cristo que sempre foi avesso a demonstrações exaltadas sobre a Sua Pessoa, lembremo-nos que pelo menos numa ocasião o quiseram fazer Rei, aceita com alegria visível esta triunfal entrada na cidade de Jerusalém.

 

Talvez que a explicação esteja exactamente no desfecho do acontecimento.

 

Os chefes do povo increpevam-No  que mandasse calar a multidão entusiasmada, atapetando de ramos e mantos o caminho que percorria.

 

Como sempre são cobardes porque temem a reacção que possam causar. Só actuam "pela calada" e astúcia servindo-se de esbirros e traidores para alcançar o que pretendem.

 

Nem sequer pensam que ao impretar Jesus que seja Ele a mandar calar os manifestantes, estão de facto a reconhecer a Sua autoridade soberana.

 

A reacção de Jesus é concludente: Se estes se calarem gritarão as pedras!

 

Uma revelação de que aceita que aquelas pessoas simples O aclamem e que o Seu Poder, que é divino, que impera ao mar e aos ventos pode, se quiser, mandar que as pedras O aclamem.

 

Mas,evidentemenhte nunca o faria porque Jesus não faz milagres só para “satisfazer” os ansiosos por “sinais” não para se convencerem que estão perante Alguém com poderes sobrenaturais mas para satisfazer a curiosidade mórbida de alguns.

Estes tais, nunca ficarão satisfeitos com os sinais que Jesus possa fazer porque se não conseguem ver e avaliar os que já assistiram como, por exemplo, dar vista a cegos ou alimentar uns milhares de pessoas com uns poucos pães e alguns peixinhos, como poderão acreditar nEle se qualquer manifestação por extraordinária que fosse sucedesse?

Quem deseja sinais, de facto, não consegue vê-los e, muito menos interpretá-los, porque o seu coração está tão fechado como os olhos que olham mas não veem.

Os milagres que Jesus faz e que constam nos Evangelhos têm sempre um propósito: acudir aos que precisam da Sua ajuda e, sempre com o objectivo último consolidar: a sua fé e “ganhar” almas para o Reino de Deus.

 

REFLEXÃO

Confissão Sacramental

A confissão, reconciliação, sacramento da penitência ou sacramento do perdão é um sacramento que envolve o perdão de pecados perante um padre (presbítero) ou bispo, que neste momento actua em nome de Cristo, e o recebimento do perdão divino das faltas confessadas e de uma penitência (reparação de danos causados pelo pecado). O sacerdote a quem se confessa os pecados é chamado de confessor, pois é instrumento da Reconciliação da alma com Deus e testemunha da compaixão e da misericórdia divina. É praticado na Igreja Católica, na Igreja Ortodoxa e em algumas comunidades religiosas da Igreja Anglicana. A Igreja Católica pune automaticamente com excomunhão qualquer sacerdote que revelar o que lhe foi dito em confissão e de quem o ouviu, visto que é de foro íntimo e totalmente secreto.

05/04/2021

NUNC COEPI Publicações em: 05/04/2021

Publicações em Abril 05

 Plano de vida: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

  

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço. 

 Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

 Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual: 

Evangelho

Lc XIX, 1-27

Zaqueu, o publicano

1 Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade. 2 Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos. 3 Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. 4 Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali. 5 Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.» 6 Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria. 7 Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador. 8 Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais.» 9 Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão; 10 pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»

Parábola das dez minas

11 Estando eles a ouvir estas coisas, Jesus acrescentou uma parábola, por estar perto de Jerusalém e por eles pensarem que o Reino de Deus ia manifestar-se imediatamente. 12 Disse, pois: «Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de tomar posse de um reino e em seguida voltar. 13 Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: ‘Fazei render a mina até que eu volte.’ 14 Mas os seus concidadãos odiavam-no e enviaram uma embaixada atrás dele, para dizer: ‘Não queremos que ele seja nosso rei.’ 15 Quando voltou, depois de tomar posse do reino, mandou chamar os servos a quem entregara o dinheiro, para saber o que tinha ganho cada um deles. 16 O primeiro apresentou-se e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu dez minas.’ 17 Respondeu-lhe: ‘Muito bem, bom servo; já que foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades.’ 18 O segundo veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.’ 19 Respondeu igualmente a este: ‘Recebe, também tu, o governo de cinco cidades.’ 20 Veio outro e disse: ‘Senhor, aqui tens a tua mina que eu tinha guardado num lenço, 21 pois tinha medo de ti, que és homem severo, levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste.’ 22 Disse-lhe ele: ‘Pela tua própria boca te condeno, mau servo! Sabias que sou um homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei; 23 então, porque não entregaste o meu dinheiro ao banco? Ao regressar, tê-lo-ia recuperado com juros.’ 24 E disse aos presentes: ‘Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas.’ 25 Responderam-lhe: ‘Senhor, ele já tem dez minas!’ 26 Digo-vos Eu: A todo aquele que tem, há-de ser dado, mas àquele que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado. 27 Quanto a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os cá e degolai-os na minha presença.»

Texto

  

Cartas de São Paulo

 

 Rm 1, 1-32



PRÓLOGO

Saudação

1 Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado a ser Apóstolo, escolhido para anunciar o Evangelho de Deus, 2 que Ele de antemão prometera por meio dos seus profetas, nas santas Escrituras, 3 acerca do seu Filho, nascido da descendência de David segundo a carne, 4 constituído Filho de Deus em poder, segundo o Espírito santificador pela ressurreição de entre os mortos, Jesus Cristo Senhor nosso; 5 por Ele recebemos a graça de sermos Apóstolos, a fim de, em honra do seu nome, levarmos à obediência da fé todos os gentios, 6entre os quais estais também vós, chamados a ser de Cristo Jesus; 7 a todos os amados de Deus que estão em Roma, chamados a ser santos: graça e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!

Acção de graças

8 Antes de mais, dou graças ao meu Deus por todos vós, por meio de Jesus Cristo, pois a vossa fé é proclamada em todo o mundo. 9 Pois Deus - a quem presto culto no meu espírito, anunciando o Evangelho do seu Filho - me é testemunha de como constantemente me lembro de vós, 10 pedindo sempre nas minhas orações que tenha, finalmente, ocasião de ir ter convosco; assim Deus o queira. 11 É que eu anseio por vos ver, para vos comunicar algum dom espiritual e assim vos fortalecer, 12 ou antes, para, estando convosco, ser reconfortado pela fé que nos é comum, a vós e a mim. 13 Não quero que ignoreis, irmãos, que muitas vezes me propus ir ter convosco - do que tenho sido impedido até agora - a fim de também entre vós obter algum fruto, do mesmo modo que entre os restantes gentios. 14 Tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes eu sou devedor. 15 Daí o propósito que tenho de também vos anunciar o Evangelho, a vós que estais em Roma.

 

PARTE DOGMÁTICA: JUSTIFICAÇÃO POR MEIO DE JESUS CRISTO

I A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

 

Proposição do assunto

16 Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é poder de Deus para a salvação de todo o crente, primeiro o judeu e depois o grego. 17 Pois nele a justiça de Deus revela-se através da fé, para a fé, conforme está escrito: O justo viverá da fé.

 Ignorância palpável dos pagãos

18 De facto, a ira de Deus, vinda do céu, revela-se contra toda a impiedade e injustiça dos homens que, com a injustiça, reprimem a verdade. 19 Porquanto, o que de Deus se pode conhecer está à vista deles, já que Deus lho manifestou. 20 Com efeito, o que é invisível nele - o seu eterno poder e divindade - tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras. Por isso, não se podem desculpar. 21 Pois, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram nem lhe deram graças, como a Deus é devido. Pelo contrário: tornaram-se vazios nos seus pensamentos e obscureceu-se o seu coração insensato. 22 Afirmando-se como sábios, tornaram-se loucos 23 e trocaram a glória do Deus incorruptível por figuras representativas do homem corruptível, de aves, de quadrúpedes e de répteis.

Castigo de Deus

24 Por isso é que Deus, de acordo com os apetites dos seus corações, os entregou à impureza, de tal modo que os seus próprios corpos se degradaram. 25 Foram esses que trocaram a verdade de Deus pela mentira, e que veneraram as criaturas e lhes prestaram culto, em vez de o fazerem ao Criador, que é bendito pelos séculos! Ámen. 26 Foi por isso que Deus os entregou a paixões degradantes. Assim, as suas mulheres trocaram as relações naturais por outras que são contra a natureza. 27 E o mesmo acontece com os homens: deixando as relações naturais com a mulher, inflamaram-se em desejos de uns pelos outros, praticando, homens com homens, o que é vergonhoso, e recebendo em si mesmos a paga devida ao seu desregramento. 28 E como não julgaram por bem manter o conhecimento de Deus, entregou-os Deus a uma inteligência sem discernimento. E é assim que fazem o que não devem: 29 estão repletos de toda a espécie de injustiça, perversidade, ambição, maldade; cheios de inveja, homicídios, discórdia, falsidade, malícia; são difamadores, 30 maldizentes, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, engenhosos para o mal, rebeldes para com os pais, 31 estúpidos, desleais, inclementes, impiedosos. 32 Esses, muito embora conheçam o veredicto de Deus - de que são dignos de morte os que tais coisas praticam - não só as fazem, como até aprovam os que as praticam.

Comentários:

O Apóstolo no versículo 7, refere: “Chamados a ser santos”. Realmente: “Os seguidores de Cristo, chamados por Deus e justificados no Senhor Jesus, não por merecimenyo próprio, mas pela vontade e graça de Deus, são feitos pelo Baptismo da Fé, verdadeiramente filhos e participantes danatureza divina e, por conseguite,realamente santos”. (Lumen gentium, 40).

 O primeiro comentário – ou consideração – que ocorre, é esta afirmação do Apóstolo: “Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é poder de Deus para a salvação de todo o crente, primeiro o udeu e depois o grego” (V, 16). Ou seja: o Evangelho – a Palavra de Deus – é o Seu poder e garantia de salvação!

Um segundo comentário para referir a dura clareza com que São Paulo fala da castidade e da pureza. Como então, hoje assistimos a um degradar proguessivo da permissividade e de novas “teorias” – como a iguladade de género, para referir apenas de uma – donde que, o que escreve nesta Epístola continua não só válido como actual. As consequências do desregramento são elancadas e claríssimas e, sabemos muito bem, aplicam-se inteiramente. O comportamento permissivo não provoca só a degradação das consciências mas, inclusive, a corrupção dos corpos e privação da liberdade pessoal. Sim… a impureza, que muitas vezes  chega a patamares aberrantes, é como que uma amarra que prende cada vez mais estreita e solidamente os que a ela se entregam e, o caminho, é, sempre, cada vez mais fundo. A pessoa fica como que inibida de pensar ou agir de outra forma que não seja satisfazer o seu vício, deixando tudo de lado, postergando sucessivamente a dignidade de vida, os deveres  sociais mais elementares e, claro está, comprometendo o amor. Deus Nosso Senhor não pode aceitar nem admitir pessoas assim – mesmo sendo Seus filhos = exactamente porque, Ele, É O AMOR.

Reflexão:

 

Jesus está connosco!

No Santo Sacrifício do altar, o sacerdote pega no Corpo do nosso Deus e no Cálice com o seu Sangue, e levanta-os sobre todas as coisas da terra, dizendo: "Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso", pelo meu Amor!, com o meu Amor!, no meu Amor! Une-te a esse gesto. Mais ainda: incorpora essa realidade na tua vida. (Forja, 541)

Assim se entra no Canon, com a confiança filial que nos leva a chamar clementíssimo ao nosso Pai Deus. Pedimos-Lhe pela Igreja e por todos os que estão na Igreja, pelo Papa, pela nossa família, pelos nossos amigos e companheiros. E o católico, como tem coração universal, pede por todo o mundo, porque o seu zelo entusiasta nada pode excluir. E para que a petição seja acolhida, recordamos a nossa comunhão com a Santíssima Virgem e com um punhado de homens que foram os primeiros a seguir Cristo e por Ele morreram. Quam oblationem... Aproxima-se o momento da consagração. Agora, na Santa Missa, é outra vez Cristo que actua, através do sacerdote: Isto é o meu Corpo. Este é o cálice do meu Sangue. Jesus está connosco! Com a transubstanciação, renova-se a infinita loucura divina, ditada pelo Amor. Quando hoje se repete esse momento, que saiba cada um de nós dizer ao Senhor, mesmo sem pronunciar quaisquer palavras, que nada nos poderá afastar d'Ele e que a sua disponibilidade de se deixar ficar – totalmente indefeso – nas aparências, tão frágeis, do pão e do vinho, nos converteu voluntariamente em escravos: praesta meae menti de te vivere et te illi semper dulce sapere, faz com que eu viva de Ti e saboreie sempre a doçura do teu amor. (Cristo que passa, 90)

Virtudes:

 

Prudência

 

A prudência é a virtude mais necessária à vida humana, pois viver bem consiste em agir bem. Ora, para agir bem é preciso não só fazer alguma coisa, mas fazê-lo também do modo certo, ou seja, por uma escolha correcta e não por impulso ou paixão. Como a escolha visa aos meios para se conseguir um fim, para ser correcta exigem-se duas coisas: o fim devido (debitum finem) e os meios adequados a esse fim … Quanto aos meios adequados a esse fim, importa que o homem esteja directamente disposto pelo habitus da razão, porque aconselhar e escolherc, que são acções relacionadas com os meios, são atos da razão. É necessário, pois, haver na razão alguma virtude intelectual que a aperfeiçoe, para que proceda com acerto em relação aos meios. Essa virtude é a prudência, virtude portanto necessária para bem viver.

São Tomás de Aquino, Suma Teológica P I-II,q.57.



[1] Conteúdo: Evangelho (sequencial) - Texto 

 

 


25/07/2018

Temas para reflectir e meditar

Formação humana e cristã – 12 

Todas estas considerações a respeito do Plano de vida não têm como objectivo provar as vantagens e ou benefícios que efectivamente o mesmo nos pode trazer.

Poderá haver quem considere que pode ser como um espartilho que condicionará a liberdade pessoal.

Não é assim. A liberdade própria nunca é posta em causa como o seria, por exemplo, se fosse assumido um compromisso solene de o cumprir integralmente.

Por isso mesmo se frisou atrás, a conveniência de fazer as coisas pouco a pouco, sem planeamentos exaustivos, detalhados.

Não tenhamos pressa.

(AMA, reflexões)

19/07/2018

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 6

O interessante, como consequência da ordem, é verificar que temos tempo para tudo sem necessidade de adaptações ou pressas.

A pessoa habituada a um Plano de vida tem, normalmente, uma vida calma sem grandes agitações nem distúrbios. Perante o imprevisto não perde o raciocínio nem se deixa arrastar pelas emoções.

Não há tarefas cuja urgência obriguem a alterar todo o estabelecido, porque, o conceito de urgência não pode depender do nosso querer, mas sim da avaliação da própria tarefa.

(AMA, reflexões)

18/07/2018

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 5

Há uma virtude que, entre outras, todo o cristão se deve esforçar por adquirir: a virtude da Ordem.
E, esta virtude, tem estreita relação com o Plano de vida.
Para ter ordem na sua vida, o cristão não pode andar como que “ao sabor da corrente” de forma mais ou menos atabalhoada, começando pelo arrumo dos pertences pessoais, os instrumentos de trabalho, etc.
Os que convivem connosco não têm porque esperar que nos decidamos a terminar o que não acabámos; a fazer aquele pequeno trabalho - quase sempre de escasso relevo - que temos vindo a adiar com desculpas sem razão de ser.

(AMA, reflexões)

17/07/2018

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 4

O Plano de vida do cristão deve prever tempos fixos para acções específicas como são, por exemplo, os tempos dedicados à oração.
Não ceder à tentação de deixar para mais tarde, um momento que consideremos ideal.
Corremos o risco de esse tal momento não surgir, ou, ser tarde de mais.
Pela experiência que vamos adquirindo sabemos que todos os dias acontecem imprevistos que vêm, de alguma forma, alterar o nosso Horário/Calendário.
Por isso mesmo se enfatiza a necessidade de este ser flexível e nunca ficar preocupado se forem necessárias adaptações.

Faz-se o que tem de ser feito e quando tem de ser.

(AMA, reflexões)

15/07/2018

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 2

Todos temos alguma vez experimentado organizar a nossa vida de forma a melhor aproveitar o tempo e a estabelecer prioridades, ou, talvez, definir aqueles afazeres que consideramos basilares - até fundamentais - para o equilíbrio que desejamos ter na nossa vida de cristãos.
Para obstar à tentação de elaborar algo que se pretenda completo tocando todos os detalhes - não observaríamos nem a metade - friso, uma vez mais, o auxílio precioso que podemos obter do nosso director espiritual na definição do que mais convirá em cada momento.

Não há realmente, uma como que “tabela” definida das prioridades porque a importância de cada acção depende do que representa para cada um.
Repete-se a nota: cada um, ouvido o director espiritual, verá a que melhor lhe convém.

(AMA, reflexões)

14/07/2018

Temas para reflectir e meditar

Formação humana e cristã - 1

A importância que tem para o equilíbrio do nosso dia-a-dia o estabelecer um Plano de Vida é enorme.
Poderá surgir o perigo da rotina, mas essa é uma questão a desenvolver oportunamente.
Em rigor, pode argumentar-se, por exemplo, que tanto faz ir à Missa de manhã como de tarde - se a Missa diária faz parte do nosso plano de vida - mas, a prudência aconselha que se faça primeiro o mais importante, não vá um imprevisto impedir a sua concretização

Não convém construir um planeamento exaustivo e detalhado, mas considerar apenas aqueles pontos “chave” que serão como que os marcos principais do nosso dia.
Esses, sim, convém considerar em Horário/Calendário fixo o que nos ajudará a programar o resto do dia.

Evidentemente que só valerá a pena fazer um Horário/Calendário se houver uma verdadeira intenção de o cumprir.
Estar preparado para as “falhas” que inevitavelmente hão-de surgir o que nunca deve constituir um “pesadelo”, mas, sim ocasião de renovar os propósitos

(AMA, reflexões)

09/07/2018

Temas para reflectir e meditar

Plano de vida



Sou prudente? 
Vivo consequente e responsavelmente? 
O programa que realizo serve para o bem verdadeiro? 
Serve para a salvação que quer para nós Cristo e a Igreja?

(São João Paulo IIAloc. 1978.10.25)

27/11/2014

Temas para meditar - 284

Programa de vida


Contou um bispo espanhol que, no termo de uma viagem ad limina, perguntou, informalmente, a João Paulo II: Santidade, qual o seu programa de vida. Bem, respondeu o Papa, levanto-me bastante cedo, pelas seis e trinta celebro a Santa Missa, cerca das oito tomo o pequeno-almoço normalmente em companhia de alguém, logo trato dos assuntos do Dicastério despachando com os vários responsáveis, após o que se, seguem audiências, almoço, por volta das treze e trinta, com várias pessoas, depois trato de variados assuntos, tempos de oração etc., até que, por volta das onze e trinta me vou deitar. Mas, santidade, perguntou o Bispo: Não tem um momento livre?! Respondeu o Papa com a sua costumada boa disposição: Bem de facto, tudo quanto faço é com inteira e absoluta liberdade!


(Citado por p. j. martínez, Recolecção, Agosto 2008)

24/08/2012

Procura cingir-te a um plano de vida

     http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979
    © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Textos de S. Josemaria Escrivá


Sujeitar-se a um plano de vida, a um horário... é tão monótono! – disseste-me. E respondi-te: há monotonia porque falta Amor. (Caminho, 77)

Procura cingir-te a um plano de vida com constância: alguns minutos de oração mental; a assistência à Santa Missa, diária, se te é possível, e a Comunhão frequente; o recurso regular ao Santo Sacramento do Perdão, ainda que a tua consciência não te acuse de qualquer pecado mortal; a visita a Jesus no Sacrário; a recitação e a contemplação dos mistérios do terço e tantas outras práticas excelentes que conheces ou podes aprender.

Mas estas práticas não se deverão transformar em normas rígidas ou em compartimentos estanques. Indicam um itinerário flexível, acomodado à tua condição de homem que vive no meio da rua, com um trabalho profissional intenso e com deveres e relações sociais que não podes descuidar, porque é nessas ocupações que prossegue o teu encontro com Deus. O teu plano de vida há-de ser como uma luva de borracha que se adapta perfeitamente à mão de quem a usa.

Não te esqueças também de que o que é importante não é fazer muitas coisas; limita-te com generosidade àquelas que possas cumprir no dia-a-dia, quer te apeteça quer não. Essas práticas conduzir-te-ão, quase sem reparares, à oração contemplativa. Brotarão da tua alma mais actos de amor, jaculatórias, acções de graças, actos de desagravo, comunhões espirituais. E tudo isto, enquanto te ocupas das tuas obrigações: ao pegar no telefone, ao subir para um meio de transporte, ao fechar ou abrir uma porta, ao passar diante de uma igreja, ao começar um novo trabalho, ao executá-lo e ao concluí-lo. Referirás tudo ao teu Pai Deus. (Amigos de Deus, 149).

06/08/2012

Faz tudo o que puderes para conheceres a Deus

© Gabinete de Informação 
do Opus Dei na Internet
Textos de S. Josemaria Escrivá


Em cada dia faz tudo o que puderes para conheceres a Deus, para te dares com Ele, para te enamorares mais em cada instante e não pensares senão no seu Amor e na sua glória. – Cumprirás este plano, filho, se não deixares, por nada!, os teus tempos de oração, a tua presença de Deus (com jaculatórias e comunhões espirituais para te inflamarem), a tua Santa Missa pausada, o teu trabalho bem acabado por Ele. (Forja, 737)

Meus filhos, onde estiverem os homens, vossos irmãos; onde estiverem as vossas aspirações, o vosso trabalho, os vossos amores, é aí que está o sítio do vosso encontro quotidiano com Cristo. É no meio das coisas mais materiais da Terra que devemos santificar-nos, servindo Deus e todos os homens.

Tenho ensinado constantemente com palavras da Sagrada Escritura: o mundo não é mau porque saiu das mãos de Deus, porque é uma criatura Sua, porque Iavé olhou para ele e viu que era bom [Cfr. Gen. 1, 7 e ss.]. Nós, os homens, é que o tornamos mau e feio, com os nossos pecados e as nossas infidelidades. Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.

Pelo contrário, deveis compreender agora – com uma nova clareza – que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir. (Temas Actuais do Cristianismo, nn. 113–114)

21/07/2012

A única medida é amar sem medida

© Gabinete de Informação 
do Opus Dei na Internet
Textos de S. Josemaria Escrivá

Cumpres um plano de vida exigente: madrugas, fazes oração, frequentas os Sacramentos, trabalhas ou estudas muito, és sóbrio, mortificas-te..., mas notas que te falta alguma coisa! Leva ao teu diálogo com Deus esta consideração: como a santidade (a luta por atingi-la) é a plenitude da caridade, tens de rever o teu amor a Deus e, por Ele, aos outros. Talvez descubras então, escondidos na tua alma, grandes defeitos contra os quais nem sequer lutavas: não és bom filho, bom irmão, bom companheiro, bom amigo, bom colega; e, como amas desordenadamente "a tua santidade", és invejoso. "Sacrificas-te" em muitos pormenores "pessoais"; e por isso estás apegado ao teu eu, à tua pessoa e, no fundo, não vives para Deus nem para os outros; só para ti. (Sulco, 739)

A todos os que estamos dispostos a abrir-lhe os ouvidos da alma, Jesus Cristo ensina no Sermão da Montanha o mandato divino da caridade. E, ao terminar, como resumo, explica: amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai sem esperardes nada em troca, e será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, porque Ele é bom, mesmo com os ingratos e os maus. Sede, pois, misericordiosos como também o vosso Pai é misericordioso.


A misericórdia não se limita a uma simples atitude de compaixão; a misericórdia identifica-se com a superabundância da caridade que, ao mesmo tempo, traz consigo a superabundância da justiça. Misericórdia significa manter o coração em carne viva, humana e divinamente repassado por um amor rijo, sacrificado e generoso. Assim glosa S. Paulo a caridade no seu canto a esta virtude: A caridade é paciente, é benéfica; a caridade não é invejosa, não actua precipitadamente; não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não pensa mal dos outros, não folga com a injustiça, mas compraz-se na verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. (Amigos de Deus, 232)

31/01/2012

Nunca actueis por medo ou por rotina

Textos de São Josemaria Escrivá

Atravessas uma etapa crítica: um certo vago temor; dificuldade em adaptares o plano de vida; um trabalho angustiante, porque não te chegam as vinte e quatro horas do dia para cumprir todas as tuas obrigações... Já experimentaste seguir o conselho do Apóstolo: "Faça-se tudo com decoro e com ordem", quer dizer, na presença de Deus, com Ele, por Ele e só para Ele? (Sulco 512)

E como é que vou conseguir – parece que me perguntas – actuar sempre com esse espírito, que me leve a concluir com perfeição o meu trabalho profissional? A resposta não é minha. Vem de S. Paulo: Trabalhai varonilmente, sede fortes. Que tudo, entre vós, se realize na caridade. Fazei tudo por Amor e livremente. Nunca actueis por medo ou por rotina: servi ao Nosso Pai Deus.
Gosto muito de repetir – porque tenho experimentado bem a sua mensagem – aqueles versos pouco artísticos, mas muito gráficos: Minha vida é toda amor / Se em amor sou entendido, / Foi pela força da dor, / Pois ninguém ama melhor / Que quem muito haja sofrido.
Ocupa-te dos teus deveres profissionais por Amor. Faz tudo por Amor – insisto – e comprovarás as maravilhas que produz o teu trabalho, precisamente porque amas, embora tenhas de saborear a amargura da incompreensão, da injustiça, da ingratidão e até do próprio fracasso humano. Frutos saborosos, sementes de eternidade!
Acontece, porém, que algumas pessoas – são boas, bondosas – afirmam por palavras que aspiram a difundir o formoso ideal da nossa fé, mas se contentam na prática com uma conduta profissional superficial e descuidada, própria de cabeças-no-ar. Se nos encontrarmos com alguns destes cristãos de fachada, temos de ajudá-los com carinho e com clareza e recorrer, quando for necessário, a esse remédio evangélico da correcção fraterna: Irmãos, se porventura alguém for surpreendido nalguma falta, vós, os espirituais, corrigi-o com espírito de mansidão; e tu, acautela-te a ti mesmo, não venhas também a cair na tentação. Levai os fardos uns dos outros e desse modo cumprireis a lei de Cristo. (Amigos de Deus, nn. 68–69

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