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19/04/2020

Temas para reflectir e meditar

IGREJA

Não há mais que uma Igreja de Jesus Cristo, a qual é como uma grande árvore na qual estamos enxertados. 
Trata-se de uma unidade profunda, vital, que é um dom de Deus. Não é somente nem sobretudo unidade exterior; é um mistério e um dom (...).
A unidade manifesta-se, pois, em torno daquele que, em cada diocese, foi constituído pastor, o Bispo. 
E no conjunto da Igreja manifesta-se em torno do Papa, sucessor de Pedro. 

(São João Paulo IIHomília na Paróquia de Orcasitas, Madrid, 1982.11.03, trad ama)

23/05/2018

Temas para reflectir e meditar

Igreja

O símbolo do dilúvio, no qual os justos foram salvos na arca, está profetizado na futura Igreja, que salva da morte neste mundo por meio de Cristo e do mistério da Cruz. 

Os que foram salvos na arca representam o mistério da futura Igreja, que salva do naufrágio pelo madeiro da Cruz.

(Santo AgostinhoDe catechizandis rudibus, 18 e 27)

26/10/2015

Temas para meditar - 527

A Igreja é Mãe



A Igreja é Mãe, na qual renascemos para a vida nova em Deus; uma mãe que deve ser amada.

Ela é santa no seu Fundador, meios e doutrina, mas formada por homens pecadores; há que contribuir positivamente por melhorá-la, por ajudá-la para uma fidelidade sempre renovada, que não se consegue com críticas corrosivas. [


(são joão paulo iiHomilia em Barcelona, 1982,11.07)

27/06/2012

Igreja católica e cultura


Bento XVI e D.Pio Alves

“O que é mais importante (criar, manter, repensar) na relação da Igreja com a Cultura?”

Recorro à invejável sabedoria das crianças, que, quando perguntadas sobre de quem gostam mais – se do papá se da mamã –, respondem: – dos dois. Aqui: – dos três. Mas peço licença para acomodar a pergunta: reordeno os termos para “manter, repensar, criar”. Esta sequência, pelo menos subjectivamente, aproxima mais a realidade.

Eliminar ou preterir qualquer uma das opções seria correr riscos: de mentira, de medo, de menoridade (mental), de complexo de superioridade, de deslumbramento. E bastaria a concretização de um destes riscos para riscar a relação. Riscar, no duplo sentido de anular e desfigurar, manchar. E essa relação deve viver e viver limpa, o mais possível.

Que interesse teria teorizar, com sentido alternativo, sobre a importância do alicerce, da estrutura, do telhado? Pois… parecido!

Manter: Ser capaz de olhar para o passado com a serenidade de quem se sabe limitado, como limitados foram os que construíram o nosso mundo: tentaram e falharam; tentaram e deram passos; tentaram e conseguiram. Aí está a grandeza da herança!

– Por quê havíamos de ignorar essa realidade? – Por medo? De quê? – Por vanglória? Porquê? Riscar o passado é uma temeridade e uma tremenda injustiça. O passado não é chão para ser calcado, mas alicerce, para aprender e construir sobre ele.

Repensar: Se for, de facto, pensar mais uma vez vale sempre a pena; se for, pelo contrário, manobra dilatória é engano sobre engano. Pensar, verdadeiramente, é um gesto nobre: se não procura bodes expiatórios; se está aberto à verdade; se não limita o horizonte com falsos condicionalismos prévios. Pensar mais uma vez, assim, com este enquadramento, pode ser, ao mesmo tempo, terapêutico e luminoso: sinaliza os tropeços e não fecha o caminho. Dá ainda mais vontade e confiança para olhar em frente.

Criar: Que maravilha o ser humano poder, à sua (limitada) maneira, associar-se à obra da Criação! Fica subentendida a correlação: extasiar-se pela herança e melhorá-la. É disso que se trata; mas não se trata da falsa arte de repintes ou de retoques de produto de pantógrafo. Criar, em qualquer frente, é ousar, até ao limite, buscar o novo, com todas as linguagens disponíveis. Para que o limite esteja antes do abismo é imprescindível que os pés, as mãos, o coração e a cabeça, o Homem todo, estejam firmemente ancorados na herança. Entraremos, assim, na irrepetível aventura diária de, com Deus, continuar a «fazer novas todas as coisas» (Ap. 21, 5).

+Pio Alves

D. Pio Alves: Bispo auxiliar do Porto, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais

19/03/2012

Não há razão para que a Igreja e o Estado choquem

Textos de São Josemaria Escrivá

Não é verdade que haja oposição entre ser bom católico e servir fielmente a sociedade civil. Como não há razão para que a Igreja e o Estado choquem no exercício legítimo das respectivas autoridades, em cumprimento da missão que Deus lhes confiou. Mentem (isso mesmo: mentem!) os que afirmam o contrário. São os mesmos que, em aras de uma falsa liberdade, quereriam "amavelmente" que os católicos voltassem às catacumbas. (Sulco, 301)

Tendes de difundir por toda a parte uma verdadeira mentalidade laical, que há-de levar os cristãos a três consequências:
– a serem suficientemente honrados para arcarem com a sua responsabilidade pessoal;
– a serem suficientemente cristãos para respeitarem os seus irmãos na fé que proponham – em matérias discutíveis – soluções diversas das suas
– e a serem suficientemente católicos para não se servirem da Igreja, nossa Mãe, misturando-a com partidarismos humanos.
Vê-se claramente que, neste terreno como em todos, não poderíeis realizar o programa de viver santamente a vida diária se não gozásseis de toda a liberdade que vos é reconhecida – simultaneamente – pela Igreja e pela vossa dignidade de homens e de mulheres criados à imagem de Deus. A liberdade pessoal é essencial para a vida cristã. Mas não vos esqueçais, meus filhos, de que falo sempre de uma liberdade responsável.
Interpretai, portanto, as minhas palavras como o que são: um chamamento a exercerdes – diariamente!, não apenas em situações de emergência – os vossos direitos; e a cumprirdes nobremente as vossas obrigações como cidadãos – na vida política, na vida económica, na vida universitária, na vida profissional –, assumindo com coragem todas as consequências das vossas decisões, arcando com a independência pessoal que vos corresponde. E essa mentalidade laical cristã permitir-vos-á fugir de toda a intolerância, de todo o fanatismo. Di-lo-ei de um modo positivo: far-vos-á conviver em paz com todos os vossos concidadãos e fomentar também a convivência nos diversos sectores da vida social. (Temas Actuais do Cristianismo, n. 117)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

16/03/2012

Recorramos ao bom pastor

Textos de São Josemaria Escrivá

Tu, pensas, tens muita personalidade: os teus estudos (os teus trabalhos de investigação, as tuas publicações), a tua posição social (os teus apelidos), as tuas actividades políticas (os cargos que ocupas), o teu património..., a tua idade – já não és nenhuma criança!... Precisamente por tudo isso, necessitas, mais do que outros, de um Director para a tua alma. (Caminho, 63)

A santidade da esposa de Cristo sempre se provou – e continua a provar-se actualmente – pela abundância de bons pastores. Mas a fé cristã, que nos ensina a ser simples, não nos leva a ser ingénuos. Há mercenários que se calam e há mercenários que pregam uma doutrina que não é de Cristo. Por isso, se porventura o Senhor permite que fiquemos às escuras, inclusivamente em coisas de pormenor, se sentimos falta de firmeza na fé, recorramos ao bom pastor, àquele que – dando a vida pelos outros – quer ser, na palavra e na conduta, uma alma movida pelo amor – àquele que talvez seja também um pecador, mas que confia sempre no perdão e na misericórdia de Cristo.
Se a vossa consciência vos reprova por alguma falta – embora não vos pareça uma falta grave – se tendes uma dúvida a esse respeito, recorrei ao sacramento da Penitência. Ide ao sacerdote que vos atende, ao que sabe exigir de vós firmeza na fé, delicadeza de alma, verdadeira fortaleza cristã. Na Igreja existe a mais completa liberdade para nos confessarmos com qualquer sacerdote que possua as necessárias licenças eclesiásticas; mas um cristão de vida limpa recorrerá – com liberdade! – àquele que reconhece como bom pastor, que o pode ajudar a erguer a vista para voltar a ver no céu a estrela do Senhor. (Cristo que passa, 34)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979

08/03/2012

Uma vez baptizados, somos todos iguais

Textos de São Josemaria Escrivá

Afirmas que vais compreendendo a pouco e pouco o que quer dizer "alma sacerdotal"... Não te zangues se te respondo que os factos demonstram que o compreendes apenas em teoria. Todos os dias te acontece o mesmo: ao anoitecer, no exame, tudo são desejos e propósitos; de manhã e à tarde, no trabalho, tudo são dificuldades e desculpas. Assim vives o "sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo"? (Sulco, 499)

Na Igreja há igualdade: uma vez baptizados, somos todos iguais, porque somos filhos do mesmo Deus, Nosso Pai. Como cristãos, não há qualquer diferença entre o Papa e a última pessoa a incorporar-se na Igreja. Mas esta igualdade radical não implica a possibilidade de mudar a constituição da Igreja, naquilo que foi estabelecido por Cristo. Por expressa vontade divina temos uma diversidade de funções, que comporta também uma capacidade diversa, um carácter indelével conferido pelo Sacramento da Ordem para os ministros sagrados. No vértice dessa ordenação está o sucessor de Pedro e, com ele, e sob ele, todos os bispos: com a sua tríplice missão de santificar, de governar e de ensinar.
Permitam-me que insista repetidamente: as verdades de fé e de moral não se determinam por maioria de votos, porque compõem o depósito – depositum fidei – entregue por Cristo a todos os fiéis e confiado, na sua exposição e ensino autorizado, ao Magistério da Igreja.
Seria um erro pensar que, pelo facto de os homens já terem talvez adquirido mais consciência dos laços de solidariedade que mutuamente os unem, se deva modificar a constituição da Igreja, para a pôr de acordo com os tempos. Os tempos não são dos homens, quer sejam ou não eclesiásticos; os tempos são de Deus, que é o Senhor da história. E a Igreja só poderá proporcionar a salvação às almas, se permanecer fiel a Cristo na sua constituição, nos seus dogmas, na sua moral. (Amar a Igreja n 30–31)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
  

25/12/2011

Serviço à Igreja


O melhor serviço que podemos fazer 

à Igreja e à humanidade é dar 

doutrina. 





(Carta, 1932.01.09)

07/12/2011

Solicitude da Igreja

Reflectindo


A solicitude da Igreja pelos problemas sociais deriva da sua missão espiritual e mantém-se dentro dos limites dessa missão. Ela, enquanto tal, não tem como missão os assuntos temporais.





(sagrada congregação para a doutrina da fé, Encíclica Populorum Progresio, 80)