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02/11/2020

Os filhos são o que há de mais importante

 



Há dois pontos capitais na vida dos povos: as leis acerca do matrimónio e as leis acerca do ensino; e aí têm de estar firmes os filhos de Deus, lutando bem e com nobreza, por amor a todas as criaturas. (Forja, 104)

 

A paternidade e a maternidade não terminam com o nascimento; essa participação no poder de Deus, que é a faculdade de gerar, há-de prolongar-se na cooperação com o Espírito Santo, para que culmine com a formação de autênticos homens cristãos e autênticas mulheres cristãs.

 

Os pais são os principais educadores dos seus filhos, tanto no aspecto humano como no sobrenatural, e hão-de sentir a responsabilidade dessa missão, que exige deles compreensão, prudência, saber ensinar e, sobretudo, saber amar; e devem preocupar-se por dar bom exemplo. A imposição autoritária e violenta não é caminho acertado para a educação. O ideal para os pais é chegarem a ser amigos dos filhos; amigos a quem se confiam as inquietações, a quem se consulta sobre os problemas, de quem se espera uma ajuda eficaz e amável.

É necessário que os pais arranjem tempo para estar com os filhos e falar com eles. Os filhos são o que há de mais importante; mais importante do que os negócios, do que o trabalho, do que o descanso. Nessas conversas, convém escutá-los com atenção, esforçar-se por compreendê-los, saber reconhecer a parte de verdade - ou a verdade inteira - que possa haver em algumas das suas rebeldias. E, ao mesmo tempo, apoiar as suas aspirações, ensiná-los a ponderar as coisas e a raciocinar; não lhes impor uma conduta, mas mostrar-lhes os motivos, sobrenaturais e humanos, que a aconselham. Numa palavra, respeitar a sua liberdade, já que não há verdadeira educação sem responsabilidade pessoal, nem responsabilidade sem liberdade. (Cristo que passa, 27)

 

30/05/2018

Temas para reflectir e meditar

Filhos

Não tenhais medo aos filhos. São sempre uma bênção de Deus. 
No momento da concepção, Deus cria a alma, que é imortal. 
Confia-a aos pais, para que eduquem essa pessoa humana de modo que cumpra a sua missão. 
E a principal missão dos homens e das mulheres é chegar ao Céu e gozar para sempre, para sempre, da companhia de Deus. 
Para que alcancem esse fim, o Senhor confia nos pais; põe nas suas mãos essas almas tenras, esses seres humanos recém nascidos, para que os vão moldando, como o escultor molda o barro ao realizar uma escultura. 
Os filhos hão-de ser como a escultura de Deus, têm de parecer-se com Ele.

(Beato Álvaro del PortilloTertúlia em Sidney, 1987)

22/08/2012

Os filhos são o que há de mais importante


http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979
© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
Textos de S. Josemaria Escrivá


Há dois pontos capitais na vida dos povos: as leis acerca do matrimónio e as leis acerca do ensino; e aí têm de estar firmes os filhos de Deus, lutando bem e com nobreza, por amor a todas as criaturas. (Forja, 104)

A paternidade e a maternidade não terminam com o nascimento; essa participação no poder de Deus, que é a faculdade de gerar, há-de prolongar-se na cooperação com o Espírito Santo, para que culmine com a formação de autênticos homens cristãos e autênticas mulheres cristãs.

Os pais são os principais educadores dos seus filhos, tanto no aspecto humano como no sobrenatural, e hão-de sentir a responsabilidade dessa missão, que exige deles compreensão, prudência, saber ensinar e, sobretudo, saber amar; e devem preocupar-se por dar bom exemplo. A imposição autoritária e violenta não é caminho acertado para a educação. O ideal para os pais é chegarem a ser amigos dos filhos; amigos a quem se confiam as inquietações, a quem se consulta sobre os problemas, de quem se espera uma ajuda eficaz e amável.

É necessário que os pais arranjem tempo para estar com os filhos e falar com eles. Os filhos são o que há de mais importante; mais importante do que os negócios, do que o trabalho, do que o descanso. Nessas conversas, convém escutá-los com atenção, esforçar-se por compreendê-los, saber reconhecer a parte de verdade – ou a verdade inteira – que possa haver em algumas das suas rebeldias. E, ao mesmo tempo, apoiar as suas aspirações, ensiná-los a ponderar as coisas e a raciocinar; não lhes impor uma conduta, mas mostrar-lhes os motivos, sobrenaturais e humanos, que a aconselham. Numa palavra, respeitar a sua liberdade, já que não há verdadeira educação sem responsabilidade pessoal, nem responsabilidade sem liberdade. (Cristo que passa, 27)

21/12/2011

NÃO TER MEDO DE DIZER QUE NÃO

«Gosto muito do meu filho — dizia um senhor numa reunião de pais na escola — e procuro que ele se dê conta disso. No entanto, reconheço que algumas vezes o meu filho se porta mal. É verdade que ele só tem cinco anos de idade. Mas também é verdade que eu tento não me esquecer desse “detalhe” quando converso com ele sobre o seu comportamento.

«No outro dia, um psicólogo disse à minha mulher que nessas idades ninguém se porta propriamente mal. Simplesmente, faz com inocência algo que ainda não aprendeu que está mal. Eu, que não sou psicólogo nem nada que se pareça, não estou nada de acordo com isso. Já vi o meu filho portar-se mal. São coisas pequenas, evidentemente, mas ele sabe o que faz e tem consciência disso.

«E para o seu bem, procuro actuar com firmeza — não é sinónimo de violência — e dizer-lhe claramente que “não”. Ser claro, para mim, não é o mesmo que gritar. Também procuro explicar-lhe o porquê do meu “não”, de modo que ele possa entender. Assim, é mais fácil para ele obedecer àquilo que eu lhe digo, mesmo que não lhe apeteça.

«Muitas vezes, apercebo-me de que ele obedece não tanto por entender o que lhe digo, mas por confiar em mim. Porque sou seu pai. E, além disso, seu amigo. A paternidade é um facto. A amizade é uma conquista diária. E essa amizade entre nós também cresce quando ele percebe que eu lhe digo que “não” porque gosto dele — quando seria muito mais fácil para mim não lhe dizer nada».

Que gosto dá ouvir estas palavras tão sensatas! Os pais, se amam de verdade os seus filhos, não terão receio de, algumas vezes, dizer-lhes que “não”. Que pena se, por temor a contristar o filho ou a passarem eles um mau bocado, se habituem a ceder naquilo que não devem ceder! Quantos remorsos depois com o passar dos anos — e eles passam rapidamente — de não ter sabido dizer que “não” a tempo! Tudo se complica. Como diz o povo, cheio de sabedoria, é de pequenino que se torce o pepino.

Não é nada lógico dar aos filhos tudo aquilo que eles pedem. Nem deixá-los fazer tudo aquilo que lhes apetece. É preciso manter-se firmes, com uma firmeza amável e delicada que procede do amor. E convém não esquecer que a primeira qualidade do amor é a força para fazer o bem.

E se, depois de ter dialogado com os filhos e ouvido os seus argumentos, eles não gostam ou não entendem uma indicação dos pais? Nesse caso, penso que os pais não devem ceder naquilo que verdadeiramente consideram que é importante. O contrário seria claudicar num ponto nevrálgico da educação. Mais tarde, serão os próprios filhos a ouvir esse “não” no seu interior diante daquilo que poderiam fazer mas sabem que não devem fazer. Mas não nos enganemos: é muito difícil que esse “não” seja interiorizado pelos filhos se antes não foi pronunciado pelos pais.

p. rodrigo lynce de faria

INFORMAÇÕES MUITO BREVES [De vez em quando] 2011.12.20


30/07/2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Os filhos são o que há de mais importante”

Há dois pontos capitais na vida dos povos: as leis acerca do matrimónio e as leis acerca do ensino; e aí têm de estar firmes os filhos de Deus, lutando bem e com nobreza, por amor a todas as criaturas. (Forja, 104)

A paternidade e a maternidade não terminam com o nascimento; essa participação no poder de Deus, que é a faculdade de gerar, há-de prolongar-se na cooperação com o Espírito Santo, para que culmine com a formação de autênticos homens cristãos e autênticas mulheres cristãs.
Os pais são os principais educadores dos seus filhos, tanto no aspecto humano como no sobrenatural, e hão-de sentir a responsabilidade dessa missão, que exige deles compreensão, prudência, saber ensinar e, sobretudo, saber amar; e devem preocupar-se por dar bom exemplo. A imposição autoritária e violenta não é caminho acertado para a educação. O ideal para os pais é chegarem a ser amigos dos filhos; amigos a quem se confiam as inquietações, a quem se consulta sobre os problemas, de quem se espera uma ajuda eficaz e amável.
É necessário que os pais arranjem tempo para estar com os filhos e falar com eles. Os filhos são o que há de mais importante; mais importante do que os negócios, do que o trabalho, do que o descanso. Nessas conversas, convém escutá-los com atenção, esforçar-se por compreendê-los, saber reconhecer a parte de verdade – ou a verdade inteira – que possa haver em algumas das suas rebeldias. E, ao mesmo tempo, apoiar as suas aspirações, ensiná-los a ponderar as coisas e a raciocinar; não lhes impor uma conduta, mas mostrar-lhes os motivos, sobrenaturais e humanos, que a aconselham. Numa palavra, respeitar a sua liberdade, já que não há verdadeira educação sem responsabilidade pessoal, nem responsabilidade sem liberdade. (Cristo que passa, 27)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

07/05/2011

Sobre a família 44

Como acertar com a minha vida
Continuação


Naquele instante o velho entendeu tudo; e também entendeu que, agora, era demasiado tarde. 

"Ai de mim! – começou a dizer –, que horrível mal-entendido! O única coisa que consegui foi desperdiçar a minha existência, e arruinar também a tua". "Adeus, homem infeliz", respondeu simplesmente o Colombre, e submergiu nas águas para sempre.[i]

Quantas vezes fugimos do que nos traria talvez a felicidade porque não quisemos correr riscos? Não teremos trocado segurança por felicidade, uma vida cómoda por uma vida lograda? Não estaremos renunciando à oferta do grande senhor do mar, à pérola preciosa, para dar crédito a certas historias que nos contam, que estão na boca de muitos "prudentes" que "sabem da vida", pelo medo do que dirão? Não nos estará faltando audácia para ir mar adentro, para caminhar sobre as águas se compreendemos que o Senhor nos chama?

Ave, maris Stella!: Salve, Estrela do mar!, diz um antigo hino que a liturgia dedica à Virgem Maria. Se lho dizemos enquanto nos confiamos à sua protecção para que seja a luz e a segurança na nossa travessia, em que Ela está disposta a guiar-nos, que transformem o nosso temor em audácia, a nossa reticência em decisão.

juan manuel roca, in FLUVIUM, trad ama


[i] (d. buzzati, O Colombre, em Os siete mensajeros e otros relatos)

06/05/2011

Sobre a família 43

Como acertar com a minha vida

Continuação

Um dia, já velho e cansado, sentindo próxima a morte, decide por fim fazer algo valioso: afrontar aquele perigo, enfrentar-se com aquele animal que tinha visto muitas vezes, cada vez que se aproximava do mar, a certa distância da costa.
Uma noite colheu um arpão, subiu a uma pequena barca e entrou mar a dentro. Passado pouco tempo aquele focinho horrível assomou junto da barca.

"Aqui me tens, agora é assunto dos dois", disse o nosso homem; e levantou o arpão para o lançar contra o Colombre.

Mas então sucedeu algo extraordinário. O peixe começou a falar, com, com voz suplicante:
"Ah, que longo caminho para te encontrar. Também eu estou destroçado pela fadiga. Quanto me fizeste nadar! E tu fugias e fugias… porque nunca entendeste nada".

"A que te referes?", perguntou o homem, surpreendido.

"Ah! que não te segui para te devorar. O único encargo que o rei do mar me deu foi entregar-te isto". E o grande peixe tirou a língua, estendendo ao ancião uma esfera fosforescente. Ele colheu-a entre as mãos e a olhou-a. Era uma pérola de desmesurado tamanho.

Imediatamente reconheceu que aquela era a famosa pérola do mar, que dá fortuna poder, amor e paz de espírito a quem a possua.

juan manuel roca, in FLUVIUM, trad ama

05/05/2011

Sobre a família 42

Como acertar com a minha vida
Continuação

Pede-lhe, assim, que renuncie, em prol da segurança, a uma vida livre e audaz: o mar é símbolo dessa vida de amplos horizontes, que sabe de dificuldades, de perigos e mil emoções mas entusiasmante e cheio de grandeza. O resto do conto relata o êxito que este filho, ao crescer, conseguiu na sua vida em terra. Aos olhos de todos é um triunfador. 
Só ele sabe que a sua vida foi um fracasso, que no fundo da sua alma continua presente, como uma ferida aberta, a renúncia ao que deveria ter sido a sua própria vida, a que o teria feito feliz.

juan manuel roca, in FLUVIUM, trad ama

30/04/2011

Sobre a família 37

O direito dos pais à educação dos filhos (II)
continuação
O DEVER DE INTERVIR NO ÂMBITO PÚBLICO EM MATÉRIA DE EDUCAÇÃO


Todos os cidadãos e de modo especial os pais, individualmente ou unidos em associações, podem e devem intervir no âmbito público quando esteja em jogo a educação, aspecto fundamental do bem comum. Há dois pontos capitais na vida dos povos: as leis sobre o casamento e as leis sobre o ensino; e aí, os filhos de Deus têm que estar firmes, lutar bem e com nobreza, por amor a todas as criaturas.


Esta firmeza, que corresponde soberanamente à família fundada no matrimónio, apoia-se numa potestade que é intrínseca – não concedida pelo Estado, nem pela sociedade, mas anterior a eles pois tem o seu fundamento na natureza humana – e, portanto, deve aspirar a ver reconhecido o direito próprio dos pais a educar os filhos por si próprios, ou o direito para delegar essa atividade em quem queiram delegar a sua confiança, como manifestação do sentir social da família, e âmbito de soberania frente a outros poderes que pretendam interferir na referida actividade. Tal atitude por parte dos pais requer, por seu lado, grande espírito de responsabilidade e iniciativa.

J.A. Araña e C.J. Errázuriz
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet