Mostrar mensagens com a etiqueta Felicidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Felicidade. Mostrar todas as mensagens

09/03/2020

Temas para meditar e reflectir

Felicidade

Uma das razões pelas quais os homens são tão propensos a louvar-se, a sobrestimar o seu próprio valor e os seus próprios poderes, a ressentir-se e qualquer coisa que tenda a rebaixa-los na sua própria estima e na dos outros, é porque não vêm mais esperança para a sua felicidade que eles próprios. 
Por isso são amiúde tão susceptíveis, tão ressentidos quando são criticados, tão desagradáveis para quem os contradiz, tão insistentes em sair-se com "a sua", tão ávidos de ser conhecidos, tão ansiosos de louvor, tão determinados a governar o seu meio ambiente. 
Confiam em si mesmos como o náufrago se agarra a uma palha. 
E a vida prossegue, e estão cada vez mais longe da felicidade.

(E. Boylan, El amor supremo, vol. II, nr. 81, trad ama

12/03/2018

Temas para reflectir e meditar

Felicidade



Temos os nossos próprios planos para a nossa felicidade, e com demasiada frequência olhamos para Deus simplesmente como alguém que nos ajudará a realizá-los.

O verdadeiro estado das coisas é completamente ao contrário.

Deus tem os Seus planos para a nossa felicidade, e está à espera que O ajudemos a realizá-los.

E fique bem claro que nós não podemos melhorar os planos de Deus.



(E. BOYLAN, El amor supremo, Rialp, Madrid 1954, vol. II, pg. 46, trad ama)





28/07/2012

Um grande Amor te espera no Céu

© Gabinete de Informação 
do Opus Dei na Internet
Textos de S. Josemaria Escrivá

Cada vez estou mais persuadido: a felicidade do Céu é para os que sabem ser felizes na terra. (Forja, 1005)

Escrevias: "'simile est regnum caelorum', o Reino dos Céus é semelhante a um tesouro... Esta passagem do Santo Evangelho caiu na minha alma lançando raízes. Tinha-a lido tantas vezes, sem captar o seu âmago, o seu sabor divino".

Tudo..., tudo há-de vender o homem prudente, para conseguir o tesouro, a pérola preciosa da Glória! (Forja, 993)

Pensa quão grato é a Deus Nosso Senhor o incenso que se queima em sua honra; pensa também no pouco que valem as coisas da terra, que mal começam logo acabam...

Pelo contrário, um grande Amor te espera no Céu: sem traições, sem enganos: todo o amor, toda a beleza, toda a grandeza, toda a ciência...! E sem enfastiar: saciar-te-á sem saciar. (Forja, 995)

Não há melhor senhorio que saber-se ao serviço: ao serviço voluntário de todas as almas!

É assim que se ganham as grandes honras: as da terra e as do Céu. (Forja, 1045)

11/07/2012

Preocupação de apostolado

© Gabinete de Informação 
do Opus Dei na Internet
Textos de S. Josemaria Escrivá

Se não mostrares – com a tua oração, com o teu sacrifício, com a tua acção – uma constante preocupação de apostolado, é sinal evidente de que te falta felicidade e de que tem de aumentar a tua fidelidade. Quem tem a felicidade, o bem, procura dá-lo aos outros. (Forja, 914)

Quando calcares de verdade o teu próprio eu e viveres para os outros, só então serás instrumento apto nas mãos de Deus.

Ele chamou – chama – os seus discípulos, e manda-lhes: "Ut eatis!" – Ide buscar a todos. (Forja, 915)

"In modico fidelis!". Fiel no pouco... – O teu trabalho, meu filho, não é só salvar almas, mas santificá-las, dia a dia, dando a cada um dos instantes, mesmo aos aparentemente vulgares, vibração de eternidade. (Forja, 917)

Assim como a imensa maquinaria de dúzias de fábricas pára, fica sem força, quando a corrente eléctrica se interrompe, também o apostolado deixa de ser fecundo sem a oração e a mortificação que movem o Coração Sacratíssimo de Cristo. (Forja, 919)

11/04/2012

As almas santas têm que ser felizes

Textos de S. Josemaria

Contava-te que até pessoas que não receberam o baptismo, me disseram comovidas: "É verdade, eu compreendo que as almas santas têm que ser felizes, porque olham os acontecimentos com uma visão que está por cima das coisas da terra, porque vêem as coisas com olhos de eternidade". – Oxalá não te falte esta visão! – acrescentei depois –, para que sejas consequente com o tratamento de predilecção que recebeste da Trindade. (Forja, 1017)

Asseguro-te que, se nós, os filhos de Deus, quisermos, contribuiremos poderosamente para iluminar o trabalho e a vida dos homens, com o resplendor divino – eterno! – que o Senhor quis depositar nas nossas almas.
– Mas "quem diz que mora em Jesus, deve seguir o caminho que Ele seguiu", como ensina S. João: caminho que conduz sempre à glória, passando – sempre também – através do sacrifício. (Forja, 1018)

– Meu Senhor Jesus: faz com que sinta, que secunde de tal modo a tua graça, que esvazie o meu coração..., para que o enchas Tu, meu Amigo, meu Irmão, meu Rei, meu Deus, meu Amor! (Forja, 913)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

26/03/2012

O que é a felicidade? E a salvação?

1975
Assim respondia o jovem professor Ratzinger nos anos setenta

«Creio que a história do desenvolvimento das palavras é como um espelho no qual se pode ler o progresso do pensamento humano. O termo «felicidade» substituiu progressivamente, no sentimento e no falar comum da área teológica, o termo clássico «salvação». Tal implicou a perda do forte sentido cósmico contido no conceito cristão de salvação. Com o termo «salvação» aludia-se à salvação do mundo, dentro da qual se realiza a salvação pessoal. Em troca, agora a felicidade reduz o conteúdo da salvação a uma espécie de bem-estar individual, a uma «qualidade» do viver do homem entendido como individuo; nesta perspectiva o «mundo» já não se considera por si mesmo e globalmente, mas só em função individualista.

»Assim se desvaloriza o conteúdo teológico da salvação. Em vez do termo «felicidade» está a utilizar-se principalmente outro mais afortunado: o termo «futuro». Este último, por assim dizer, reabilita a intenção profunda que se encontrava oculta no termo «salvação». A «felicidade» entendeu-se cada vez mais no sentido autónomo e oposto no que respeita a «salvar a alma».

»Mas deste modo o homem, sedimento de prazer, fechado no horizonte limitado dos seus sonhos imediatos, começou a confrontar-se com os outros, com os mais afortunados e mais felizes que ele. Ao não poder suportar a presença de outros homens mais felizes que ele, começou a sonhar um futuro de igualdade para todos. O ideal burguês já não basta, porque o homem não pode ficar isolado sozinho; tem fome de uma felicidade total, maior.

»Regressa então a intenção dirigida ao mundo, à salvação do mundo, no sentido de levar a cabo uma mudança do mundo que ofereça condições para uma felicidade mais plena para todos. O «futuro», portanto, absorve na sua utopia o que antes podia evocar no sentido e significado seja o termo «salvação» seja o termo «felicidade».

»Futuro, esta é a nova palavra: o marxismo faz nela finca-pé.

»Quanto a esta história dos termos, a teologia deve confessar que se deixo implicar no processo de redução, de queda, de perda de sentido do genuíno conceito bíblico de salvação. Dupla redução, também em teologia: antes de mais, privatização e interiorização da salvação, que a reduz a um problema da pura e simples «salvação da alma»; e depois adaptação ao modelo burguês, sentido individualista da salvação.

»O resultado é que hoje a verdadeira resposta da fé se pode obscurecer em dois aspectos. Por um lado, a memória «eucarística» do amor do Senhor e da sua promessa troca-se por uma memória «perigosa» (Bloch), instrumento duma religião da inveja. Por outra, o cristianismo pode considerar-se como factor de manutenção da situação actual do mundo, privilegiando pequenos grupos poderosos.

»Hoje, de resto, escutam-se vozes de cansaço e de resignação também de pessoas que patrocinaram a superação do imobilismo e a inserção radical na «luta pela novidade». O momento eufórico da razão tecnológica do Ocidente e da razão revolucionária do Oriente parece passado. Está-se produzindo uma crise de cansaço.

»É preciso reagir. A própria teologia deve ajudar o homem de hoje a encontrar possibilidades, as mais profundas e verdadeiras, de mudança do mundo. Esta estratégia deve ser nova no sentido de que seja capaz de assimilar e superar precisamente os círculos tanto da racionalidade tecnológica ocidental como da racionalidade revolucionária oriental. O homem já não se contenta com um suplemento, com uma quantidade acrescentada de felicidade; nem com uma simples distribuição mais equitativa dos bens presentes. Pede algo total, algo verdadeiramente novo, mais profundo.

»Por isso, para compreender e para responder a esta procura radical do homem, a sua sede de felicidade, a primeira coisa a fazer é ter a valentia de apelar a uma «razão total», isto é, a uma razão que não seja só «produtiva», que não tome a realidade como objecto, mas que esteja também aberta à escuta do «tu», do amor, inclusive do amor eterno e da sua força transformadora. Despertar a razão, para que não adormeça no acontecimento, inclusive o calculado e previsível.»

(L´Osservatore Romano, 2012.03.23, trad cast. ama)








04/12/2011

Felicidade

Reflectindo

Como é sabido existem diversos graus desta "felicidade”. A sua expressão mais nobre é a alegria ou "felicidade" no sentido estrito, quando o homem, a nível das suas faculdades superiores, encontra a satisfação na posse de um bem conhecido e amado. Com maior razão conhece a alegria e felicidade espirituais quando o seu espírito entra na posse de Deus, conhecido e amado como bem supremo e imutável. A sociedade tecnológica logrou multiplicar as ocasiões de prazer, mas encontra muita dificuldade em criar a alegria. Porque a alegria tem outra origem: é espiritual. O dinheiro, o conforto, a higiene, a segurança material, não faltam com frequência; todavia, o tédio, a aflição, a tristeza, formam parte, por desgraça, da vida de muitos.

(paulo vi, Exortação Apostólica Gaudete in Domino, Roma, 1975.05.09)

31/10/2011

Felicidade

Reflectindo


Bem-aventurado significa «feliz», «ditoso», e em cada uma das Bem-aventuranças Jesus começa prometendo a felicidade e assinalando os meios para a conseguir. Porque começará Nosso Senhor falando da felicidade? Porque em todos os homens existe uma tendência irresistível para ser felizes; este é o fim que todos os seus actos propõem; mas muitas vezes procuram a felicidade onde não se encontra, onde não acharão senão miséria.

(j. garrigou lagrange, Las tres edades de la vida interior, Vol I, nr. 188, trad ama)

16/07/2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Abri a alma! Asseguro-vos a felicidade”

Quem oculta ao seu director uma tentação, tem um segredo a meias com o demónio: fez-se amigo do inimigo. (Sulco, 323) 

Começai por contar o que não quereríeis que se soubesse. Abaixo o demónio mudo! De uma coisa de nada, dando-lhe voltas e mais voltas, faz-se uma grande bola como com a neve, e acaba-se por ficar fechado lá dentro. Porquê?... Abri a alma! Asseguro-vos a felicidade, que é fidelidade à vocação cristã, se fordes sinceros. A clareza e a simplicidade são disposições absolutamente indispensáveis. Abramos pois, de par em par a nossa alma, de modo que o sol de Deus possa entrar e com ele a caridade do Amor.
Para se afastar da sinceridade total nem sempre é preciso má intenção; às vezes, basta um erro de consciência. Há pessoas que formaram (isto é, deformaram) de tal modo a consciência que o seu mutismo, a sua falta de simplicidade lhes parece bom; até pensam que é bom calar. Acontece que às vezes até receberam uma boa preparação e conhecem as coisas de Deus e talvez, por isso, se convençam de que é conveniente calar. Enganam-se, porém, porque a sinceridade é sempre necessária e não cabem desculpas, ainda que pareçam boas. (Amigos de Deus, 189)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

26/06/2011

Alguém pode ser completamente feliz nesta vida?

Parece que é possível ter a bem-aventurança nesta vida:

1. Com efeito, diz o Salmo 110: “Felizes os imaculados no caminho, que andam na lei do Senhor”. Ora, isso acontece nesta vida. Logo, alguém pode ser nesta vida bem-aventurado.
2. Além disso, a imperfeita participação no sumo bem não afasta a razão de bem-aventurança, pois, caso contrário, um não seria mais bem-aventurado do que o outro. Ora, os homens nesta vida podem participar do sumo bem, conhecendo e amando Deus, embora imperfeitamente. Logo, o homem nesta vida pode ser bem-aventurado.
3. Ademais, o que por muitos é dito, não pode ser totalmente falso. Parece, pois, que é natural o que está em muitos, poi a natureza não falha totalmente. Ora, muitos afirmam a bem-aventurança nesta vida, como se lê no Salmo 143: “Feliz o povo em que se encontram essas coisas”, isto é, os bens da vida presente. Logo, alguém nesta vida pode ser bem-aventurado.
Em sentido contrário, lê-se no Livro de Jó: “O homem nascido de mulher vive por pouco tempo, e está cheio de tantas misérias(14, 1). Mas, a bem-aventurança exclui a miséria. Logo, o homem nesta vida não pode ser bem-aventurado.


Alguma participação na bem-aventurança é possível nesta vida, mas a perfeita e verdadeira bem-aventurança é impossível tê-la nesta vida. De dois modos isso pode ser considerado.
Primeiro, pela mesma razão comum de bem-aventurança. A bem-aventurança sendo o bem perfeito e suficiente, exclui todo o mal e satisfaz todo desejo. No entanto, esta vida está submetida a muitos males, que não podem ser evitados, como a ignorância por parte do intelecto, as desordenadas afeições por parte do apetite, muitos tormentos por parte do corpo, como Agostinho enumera diligentemente. Igualmente nesta vida o desejo do bem não pode ser saciado. Com efeito, naturalmente deseja o homem que permaneçam os bens que possui. Não obstante, os bens desta vida são transitórios, como ela mesma é passageira, embora naturalmente a desejemos e queiramos nela permanecer para sempre, até porque, por sua natureza, o homem foge da morte. Portanto, é impossível ter nesta vida a bem-aventurança perfeita.
Segundo, considerando-se aquilo em que a bem-aventurança especialmente consiste, ou seja, a visão da essência divina, que não pode o homem atingir nesta vida. Do exposto fica patente que alguém não pode nesta vida conseguir a verdadeira e perfeita bem-aventurança.

Suma Teológica, ST, I-II, 5, 3

Quanto aos argumentos iniciais, portanto, deve-se dizer que:

1. Alguns são ditos bem-aventurados nesta vida, ou por causa da esperança de alcançar a bem-aventurança na vida futura, segundo se lê na Carta aos Romanos: “Somos salvos pela esperança(8, 24); ou por causa de alguma participação na bem-aventurança por um certo gozo do sumo bem.
2. A participação da bem-aventurança pode ser imperfeita de dois modos. Primeiro, quanto ao objecto da bem-aventurança, o qual certamente não se vê em sua essência. Essa imperfeição anula a razão de verdadeira bem-aventurança. Segundo, quanto ao sujeito da participação, que atinge certamente o objecto da bem-aventurança em si mesmo, que é Deus, mas, imperfeitamente, em comparação com o modo como Deus frui de si mesmo. Esta imperfeição não anula a verdadeira razão de bem-aventurança, porque como a bem-aventurança é uma acção, como já foi dito, a verdadeira razão de bem-aventurança deriva do objecto, que especifica o ato, não do sujeito.
3. Os homens julgam que nesta vida há alguma bem-aventurança, devido a uma certa semelhança com a verdadeira bem-aventurança. Assim sendo, não falham totalmente no que pensam.


12/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Claro que, a ti, te interessa...e muito!

Não faria nenhum sentido todo este caminho já andado se não te interessasse.

No fim e ao cabo o que pretendes é seres um "verdadeiro" filho de Deus em toda a plenitude e não apenas no nome.

E, com esta certeza podes, de facto, ter garantida a felicidade e, não só aqui na terra, mas também no Céu.

ama, 2011.04.12

10/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Concordas?

Então...digo-te já:

Essa felicidade - verdadeira, concreta, permanente - existe realmente e tem um nome:

É a felicidade de todos os que têm consciência que são filhos de Deus, ou, por outras palavras:

a Filiação Divina

ama, 2011.04.10

09/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Sim, são exemplos de felicidade e de felicidade...boa, legítima mas...fugaz, passageira.

Mas, tu, não é esse tipo de felicidade que procuras, pois não?

Queres algo que te "encha as medidas", que não seja algo passageiro mas que dure, que seja, se possível, para sempre.


ama, 2011.04.09

08/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos


Está bem...dou-te um exemplo menos...extremo:

Para um estudante a felicidade residirá, provavelmente, em ver coroado o seu esforço e empenho no estudo e ser aprovado nos exames.

Mas, não para ti que há muito deixaste a escola e, em princípio só partilharás essa felicidade se esse estudante for, por exemplo, um teu filho.


AMA, 2011.04.08

07/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos


Claro...tentarei esclarecer:

A felicidade de um corredor de fundo pode estar na conquista de um lugar no pódium.

A ti...esta felicidade, que te interessa?

Nem sequer és um atleta de competição!




AMA, 2011.04.07

06/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos




Deixa que tente explicar-me melhor...

Não há como que uma “felicidade padrão”.

O que para alguém possa ser a felicidade, a ti pode não te convir, compreendes?










AMA, 2011.04.06

05/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Felicidade...é o que procuras, dizes-me.

Mas...não é o que procuramos todos?

Tens de ter claro o que é para ti a felicidade, senão...como vais procura-la?





AMA, 2011.04.05

04/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos


Claro…ao teu alcance!

Desejar acabar com a fome no mundo é um coisa óptima mas, na verdade…não está ao eu alcance…pois não?

Claro, podes e deves contribuir para que isso aconteça mas só o poderás fazer dentro das tuas próprias limitações e nas circunstâncias específicas em que vives.

O que interessa é que faças o que podes e que, com isso, sejas feliz.

AMA, 2011.04.04

01/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Há muito que o sabes:

Vens falar comigo para ouvir o que te convém entender e não o que desejarias escutar.

Se queres ouvir louvores e aplausos sabes onde ir:

Àqueles que acham que vale tudo, que tudo é bom e o que é preciso é ser feliz seja lá como for.

Pois…mas, eu não sou desses…

AMA, 2011.04.01

18/03/2011

Considerando o Amor


Duc in altum
Deus é amor, essencialmente amor, um amor tão grande de tal dimensão que extravasou para fora de Si mesmo gerando a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. 

Logo, o Filho sendo gerado pelo amor é, Ele próprio, amor. 

O amor do Pai e do Filho geram ainda uma Terceira Pessoa, o Espírito Santo. Temos aqui um único amor constituído por Três pessoas distintas e iguais entre si. 
Parece-me que, sendo eterno, Omnipotente e sem dimensão, este Amor tem forçosamente de gerar actos de amor que se concretizam na Criação inteira. Ou seja, a Criação é um reflexo do próprio amor de Deus, uma emanação do mesmo. Logo esta, é também amor. 

Amor com diferentes graus de perfeição, ou “volume”. 
Os espíritos puros, os Anjos, têm um grau de amor mais próximo de Deus. 
Os homens têm esse amor em graus diferentes. 

Penso que no caso do homem este é antes um espelho que reflecte o Amor de que Deus tem intrinsecamente por si. 

Este amor de Deus pelo homem é inevitável, primeiro pela própria essência de Deus, que não pode fazer outra coisa que amar, segundo porque, ao criar o homem como um ser completo - corpo e alma - entrega-lhe a “chispa” divina sem a qual essa capacidade de reflectir o Amor de Deus por si não seria possível. 
Ou seja, Deus ama no homem a Sua própria imagem, repetindo de alguma forma o que acontece entre as Três pessoas da Santíssima Trindade: Deus ama-se a Si mesmo. Isto porque a alma sendo espírito é criada directamente por Deus em estado puro. Logo quando o homem perdeu esta faculdade, Deus apressou-se a reparar o dano – só Ele o poderia fazer – de uma forma pessoal e definitiva: enviou a Segunda Pessoa, o Filho, para efectuar essa reparação. 

O Filho, gerado pelo amor, não pôde fazer mais que amar da única forma que Deus sabe amar: total e definitivamente (não há maior amor que dar a vida pelos seus amigos). 
Não seria pois “natural”, para empregar uma expressão humana, que um acto divino fosse algo diferente de um acto de amor, e um acto divino de transcendência incomensurável como é a salvação do homem não podia ser feita de outro modo que por um acto de amor de transcendência incomensurável. 

São Tomás de Aquino diz no seu Adoro Te Devote, que uma só gota do sangue de Cristo seria mais que suficiente para salvar a humanidade inteira, o que é verdade porque o amor de Deus tem a própria dimensão divina, ou seja absoluta, (não há “um bocadinho” de Deus), mas derramar só uma gota de sangue não seria um acto “próprio” de Deus, neste caso, da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, digamos, que “não estaria na Sua natureza fazê-lo” já que o amor, Deus, é, em si mesmo, total, completo, absoluto. 
Que esta “reflexão” do amor de Deus não é igual em todos os seres criados, especialmente no homem, parece evidente: “Em casa de Meu Pai, há várias moradas”. 

Haverá pois, uma “hierarquia” do amor, não mais ou menos amor, porque este é o mesmo, mas o grau de reflexão é que será diferente. Mas esta hierarquia não significará proximidade de Deus, quer dizer, estarão uns mais próximos que outros, uma vez que, no Céu e em Deus, não há dimensões, nem planos, nem escalas, penso que a diferença estará na visão de Deus. 
Haverá “graus” de visão diferentes para cada um, daqui que o gozo inefável da contemplação de Deus seja também gradativo. Mas será total para cada um, quer dizer, a contemplação de Deus preencherá totalmente cada homem que a ela tenha acesso. 
Como se um jarro com um litro de capacidade ficará totalmente cheio com um litro de água, assim como outro jarro com cinco litros de capacidade ficará totalmente cheio com cinco litros de água. 

O prémio, pois, da contemplação de Deus, é total, porque é à medida de cada homem. 

A felicidade será, portanto, total. 

Os últimos que só trabalharam na vinha as últimas horas receberam a mesma paga que os que nela trabalharam todo o dia, e o Senhor acha isto absolutamente justo, como na verdade é.

AMA, 2000