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16/06/2019

Temas para reflectir e meditar

Criar necessidades


Os que não estão habituados a negar-se nada, os que abrem a porta a tudo o que lhe pedem os sentidos, os que procuram em primeiro lugar o corpo e só se preocupam em procurar as maiores comodidades, dificilmente poderão ser donos de si mesmos e alcançar Deus. 
Estão como que embotados, inclusive embrutecidos, para o divino, e também para muitos valores humanos, que não entendem e para os quais se encontram incapacitados. (...) 
Viver esta virtude não é repressão, mas sim moderação, harmonia. 
É um hábito que se adquire através de muitos pequenos actos que ordenam os prazeres, inclusive os lícitos, e dirigem os bens sensíveis ao fim último do homem. (...) 
Viver bem esta virtude supõe andar desprendido dos bens, dar-Lhes a importância que têm e não mais, não criar-se necessidades; não realizar gastos inúteis; ter moderação na comida, na bebida, no descanso; prescindir de caprichos...

(são joão paulo iiHomília, Roma, 1978.11.17)


14/02/2012

Não cries necessidades

Textos de São Josemaria Escrivá

Não esqueças: tem mais aquele que precisa de menos. – Não cries necessidades. (Caminho, 630)

Há muitos anos – mais de vinte e cinco – eu costumava passar por um refeitório de caridade, para mendigos que não comiam em cada dia outro alimento senão o que ali lhes davam. Tratava-se de um local grande, entregue aos cuidados de um grupo de senhoras bondosas. Depois da primeira distribuição, acudiam outros mendigos, para recolher as sobras. Entre os deste segundo grupo houve um que me chamou a atenção: era proprietário de uma colher de lata! Tirava-a cuidadosamente do bolso, com avareza, olhava-a com satisfação e, quando acabava de saborear a sua ração, voltava a olhar para a colher com uns olhos que gritavam: é minha! Dava-lhe duas lambedelas para a limpar e guardava-a de novo, satisfeito, nas pregas dos seus andrajos. Efectiva mente era sua! Um pobre miserável que, entre aquela gente, companheira de desventura, se considerava rico.

Por essa altura, conhecia também uma senhora com título nobiliárquico, Grande de Espanha. Isto não conta nada diante de Deus: somos todos iguais, todos filhos de Adão e Eva, criaturas débeis, com virtudes e com defeitos, capazes dos piores crimes, se o senhor nos abandona. Desde que Cristo nos redimiu, não há diferença de raça, nem de língua, nem de cor, nem de estirpe, nem de riquezas... Somos todos filhos de Deus. Essa pessoa de que vos falo agora residia numa casa solarenga, mas não gastava consigo mesma nem duas pesetas por dia. Por outro lado, pagava muito bem aos seus empregados e o resto destinava-o a ajudar os necessitados, passando ela própria privações de todo o género. A esta mulher não lhe faltavam muitos desses bens que tantos ambicionam, mas ela era pessoalmente pobre, muito mortificada, completamente desprendida de tudo. Compreendestes bem? Aliás, basta escutar as palavras do Senhor: bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus.
Se desejas alcançar esse espírito, aconselho-te a que sejas sóbrio contigo e muito generoso com os outros. Evita os gastos supérfluos por luxo, por capricho, por vaidade, por comodidade...; não cries necessidades. Numa palavra, aprende com S. Paulo a viver na pobreza e a viver na abundância, a ter fartura e a passar fome, a ter de sobra e a padecer necessidade. Tudo posso naquele que me conforta. E, como o Apóstolo, também sairemos vencedores da luta espiritual, se mantivermos o coração desapegado, livre de ataduras. (Amigos de Deus, nn. 123–124)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


27/12/2011

Criar necessidades

Não criar falsas necessidades: há coisas que parecem indispensáveis e não o são. Recordo que há alguns anos quando calcorreava com toda a minha ilusão de sacerdote jovem pelos bairros afastados de Madrid, me contaram de umas senhoras - que ocupavam muitas horas do dia em trabalhos de caridade, com os pobres daqueles bairros - que não mais aceso dos invernos encontraram um menino que não se podia dizer que estivesse mal vestido, porque o que estava era quase nu. Dizia uma daquelas senhoras, cheia de compaixão cristã: «meu filho, não tens frio?» E o pequeno respondeu: «Têm as senhoras frio na cara? Não? Pois para mim, é tudo cara!»
Com esta história, quero recordar-vos para que não esqueçam nunca, que não deveis sobrecarregar-vos com pretensões absolutamente artificiais, que afinal não são mais que comodidade

(Instrucciones, 1936.05.31, nr. 25)

18/12/2011

Criar necessidades

      Reflectindo
Os que não estão habituados a negar-se nada,   os que abrem a porta a tudo o que lhe pedem os sentidos, os que procuram em primeiro lugar o corpo e só se preocupam em procurar as maiores comodidades, dificilmente poderão ser donos de si mesmos e alcançar Deus. Estão como que embotados, inclusive embrutecidos, para o divino, e também para muitos valores humanos, que não entendem e para os quais se encontram incapacitados. (...) Viver esta virtude não é repressão, mas sim moderação, harmonia. É um hábito que se adquire através de muitos pequenos actos que ordenam os prazeres, inclusive os lícitos, e dirigem os bens sensíveis ao fim ultimo do homem. (...) Viver bem esta virtude supõe andar desprendido dos bens, dar-Lhes a importância que têm e não mais, não criar-se necessidades; não realizar gastos inúteis; ter moderação na comida, na bebida, no descanso; prescindir de caprichos... (...) Os sacerdotes podem ver-se obrigados a adiar ou inclusive deixar outras actividades por falta de tempo, mas nunca o confessionário.

(btº. joão paulo ii, Homília, Roma, 1978.11.17) 18/12.

28/11/2011

Criar necessidades

Reflectindo

Um pretendentes a um emprego ouviu do gerente da fábrica de bolachas: “O senhor, se quiser o lugar, tem um ano para vender bolachas, pelo menos, a um milhão de jovens para que as consumam, diariamente, da parte da manhã. “Mas o que têm as bolachas de especial, perguntou, são estaladiças, têm um sabor novo, apelativo?” “Não senhor. São bolachas iguais às outras.” “Mas então…como garantir que os jovens as comam e da parte da manhã?!” “Isso não sei, mas, o seu trabalho é exactamente criar esse hábito.”

(Citado por p. manuel martinez, recolecção, Porto, 2007.08.26)