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02/04/2011

Católicos complexados 4

Observando

continuação

Se voltarmos às considerações iniciais, compreenderemos que não faz sentido viver um catolicismo complexado; em todo caso, temos de moderar o bom complexo de superioridade nascido do que realmente somos, mas não por nos sentirmos mais que ninguém, mas por experimentar com simplicidade a força de saber-se e ser filho do Pai nosso que está nos céus, pela identificação com Cristo operada por o Espírito Santo, coisa que não sucede de nenhum modo mágico: adquire-se por o baptismo, reforça-se na confirmação, se refaz-se na confissão sacramental, alimenta-se com a Eucaristia, vive-se com as luzes e o impulso da oração, e requer luta, empenho constante para vivê-lo em todo o momento. "Há que ser conscientes dessa raiz divina, que está enxertada na nossa vida, e actuar em consequência" (Cristo que passa, n. 60).

pablo cabellos llorente, in Consome.com, trad ama

01/04/2011

Católicos complexados 3

Observando

continuação

Voltemos à pergunta: o que é ser cristão? E a primeira coisa que permanece clara é que não somos seguidores duma palavra morta, mas sim discípulos do Deus vivo, que por obra do Espírito Santo são identificados com esse Verbo encarnado, com Cristo, para ser e actuar como filhos de Deus. Escreve São Paulo aos romanos: "os que são guiados pelo Espírito de Deus, estes são filhos de Deus". E um pouco mais à frente acrescenta que a criação espera ansiosa a manifestação dos filhos de Deus. Tal pode não se entender ou não se acreditar por carecer do dom da fé, mas um cristão é outro Cristo - um filho de Deus em Cristo pela força do Espírito - que toda a criação espera com dores de parto - diz graficamente o Apóstolo - até ver Cristo formado e actuando em cada um, para que, sem complexos, viva com a maior honradez possível o que em verdade é, algo não realizável sem a graça de Deus e sem a liberdade humana. Com esta forte razão teológica, afirmou o fundador do Opus Dei: "o que não se sabe filho de Deus, desconhece a sua verdade más íntima". Aí radica a identidade cristã e daí deriva o nosso comportamento apropriado. O mesmo São Josemaria indicava numa entrevista - recolhida em "Conversaciones con Monseñor Escrivá de Balaguer" - que essa verdade de ser filho de Deus em Cristo há-de de penetrar a vida inteira, há-de dar sentido ao trabalho, ao descanso, à amizade, à diversão, a tudo. "Não podemos ser filhos de Deus só por momentos, ainda que haja uns momentos dedicados a considerá-lo, a penetrar-nos desse sentido da nossa filiação divina, que é a medula da piedade". Conhecer a verdade não tira a liberdade, dá-a. A liberdade perde-se na ignorância.
Cont/
pablo cabellos llorente, in ConoZe.com, trad ama

31/03/2011

Católicos complexados 2

Observando

continuação

É impossível abarcar o que nos complexa; o escrito anteriormente são umas pinceladas do que poderíamos chamar o sequestro de Deus inclusive nas mentes e vidas cristãs. Somos prisioneiros de uns tópicos bem manejados e com algum fundamento em comportamentos inadequados para um seguidor de Cristo, mas que em modo algum invalidam a sua doutrina nem modo de ser. Poderíamos perguntar-nos o que é ser católico e como se deve mostrar; ir à procura da nossa quinta-essência e não lhe tirar nem um cabelo por más débeis que sejamos. Frágeis, sim, mas sabendo o que somos e o que temos de viver, ainda que tenhamos de rectificar em muitas ocasiões.
Como é sabido, as fontes do revelado por Deus ao homem - aí se contém o que somos - são a Sagrada Escritura e a Tradição custodiadas pelo Magistério da Igreja. O que Deus manifestou de Si mesmo, do homem e do seu destino está nesses dois mananciais, com o natural cuidado da Providência para evitar interpretações em parte ou simplesmente erradas. Isso é o Magistério da Igreja: a custódia e interpretação do depósito da fé, como o chama muito adequadamente São Paulo. O cristianismo não é uma "religião do livro", mas a religião da Palavra de Deus, "não de um verbo escrito e mudo, mas do Verbo encarnado e vivo", como afirmou São Bernardo.
Cont/
pablo cabellos llorente, in ConoZe.com, trad ama

30/03/2011

Católicos complexados

Observando

Peço desculpa em epigrafar de forma negativa. É apenas um intento de chamar a atenção do leitor. É negativo, mas existe hoje em dia um catolicismo envergonhado, pouco valente, eivado de relativismo, deslumbrado pela ciência experimental que por vezes apenas a base de uma teoria não demonstrada; duvidoso de se trata de viver algo bom mas aborrecidíssimo; e acantonado por um laicismo ambicioso e velho, ainda que exposto como dogma imprescindível para a convivência democrática. Alguns conseguiram que em bastantes ambientes não se mencione a Deus nem para se despedir, nem se fale das perguntas fundamentais acerca do homem - donde vim, para onde vou, o mais além, a morte, o sentido da vida -; muitos convenceram-se com o pensamento de que o cristão não deve impor as suas ideias - coisa acertada -, mas aceitam como obrigatórias as anticristãs, que acabamos vendo como o moderno. Desejam ser razoáveis, mas escondem a Deus ou pretendem-no como um lugar nas suas mentes e actuando como eles decidam. Citam-nos Galileu e calam-nos.

Cont/
pablo cabellos llorente, in ConoZe.com, trad ama