26/10/2015

NUNC COEPI o que pode ver em 26 de Out

Publicações em Out 26

São Josemaria - Textos

Críticas, Fidelidade, Hom (São João Paulo II), Igreja, São João Paulo II

AMA - Comentários ao Evangelho Lc 13 10-17, São Josemaria - Leitura espiritual (Temas actuais do cristianismo)

Aborto, Defesa da vida


Agenda Segunda-Feira

Defesa da vida

Questões sobre o aborto

2: “Crianças não queridas”?

…/6


É injusto que venha ao mundo uma criança não amada.

É certo.
Trata-se de uma injustiça.

Mas ela não é cometida pela criança e não é a sociedade que proíbe o aborto a culpada.
Pelo menos não é culpada por essa razão.
Será eventualmente culpada por não resolver com maior eficácia as situações que conduzem ao desespero de uma jovem mãe.

Se todas as forças sociais se reunirem para ajudar as mães em caso de dificuldade comprovada, encontrarão com maior frequência soluções eficazes.
Por agora, são habitualmente as instituições da Igreja ou inspiradas em princípios cristãos que oferecem às grávidas os meios para tentar ultrapassar problemas sérios.
E numa considerável percentagem dos casos em que as mães recebem a tempo ajuda eficaz, os bebés com um inicial prognóstico de socialmente enjeitados acabam por ser crianças queridas.

Não será preferível enveredar por este caminho, mais difícil e trabalhoso, mas realmente mais humano?

Fonte: ALETEIA, p. joão paulo pimentel

(Revisão da versão portuguesa por ama)

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



Quem ama a Deus dá-se a si mesmo

O tempo é o nosso tesouro, o "dinheiro" para comprarmos a eternidade. (Sulco 882)

Que pena viver tendo como ocupação matar o tempo, que é um tesouro de Deus! Não há desculpas para justificar essa actuação. Que ninguém diga: só tenho um talento, não posso ganhar nada. Também com um só talento podes agir de modo meritório. Que tristeza não tirar partido, autêntico rendimento de todas as faculdades, poucas ou muitas, que Deus concede ao homem para que se dedique a servir as almas e a sociedade!


Quando o cristão mata o seu tempo na Terra, coloca-se em perigo de matar o seu Céu, se, pelo seu egoísmo, se retrai, se esconde, se despreocupa. Quem ama a Deus, não entrega só o que tem, o que é, ao serviço de Deus: dá-se a si mesmo. Não vê – em perspectiva rasteira – o seu eu na saúde, no nome, na carreira. (Amigos de Deus, 46)

Temas para meditar - 527

A Igreja é Mãe



A Igreja é Mãe, na qual renascemos para a vida nova em Deus; uma mãe que deve ser amada.

Ela é santa no seu Fundador, meios e doutrina, mas formada por homens pecadores; há que contribuir positivamente por melhorá-la, por ajudá-la para uma fidelidade sempre renovada, que não se consegue com críticas corrosivas. [


(são joão paulo iiHomilia em Barcelona, 1982,11.07)

Evangelho, comentário, L. espiritual


Tempo comum XXX Semana


Evangelho: Lc 13, 10-17

10 Jesus estava a ensinar numa sinagoga em dia de sábado. 11 Estava lá uma mulher possessa de um espírito que a tinha doente havia dezoito anos; andava encurvada, e não podia levantar a cabeça. 12 Jesus, vendo-a, chamou-a, e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua doença». 13 Impôs-lhe as mãos e imediatamente ficou direita e glorificava a Deus. 14 Mas, tomando a palavra o chefe da sinagoga, indignado porque Jesus tivesse curado em dia de sábado, disse ao povo: «Há seis dias para trabalhar; vinde, pois, nestes e sede curados, mas não em dia de sábado». 15 O Senhor disse-lhe: «Hipócritas, qualquer um de vós não solta aos sábados o seu boi ou o seu jumento da manjedoura para os levar a beber? 16 E esta filha de Abraão, que Satanás tinha presa há dezoito anos, não devia ser livre desta prisão ao sábado?». 17 Dizendo estas coisas, todos os Seus adversários envergonhavam-se e alegrava-se todo o povo com todas as maravilhas que Ele realizava.

Comentário:

Olhando à nossa volta, nos dias de hoje, vemos as pessoas curvadas, dobradas sobre si mesmas, fitando o chão, o rosto fechado num rictus de preocupações íntimas que não conseguem disfarçar.
De tal forma esta postura é comum que, se topamos com alguém de cabeça erguida, o porte erecto, um sorriso sagado, somos levados a pensar: ‘este deve viver na lua!'
É que, a realidade da vida corrente esmaga-nos e ocupa praticamente todo o nosso espírito submetendo-nos a uma resignação avassaladora.
Caberá, então, colocar a nós próprios, a questão:
Para onde foi a minha esperança, a minha confiança, virtudes de um filho de Deus, autêntico, que sou?
Como poderei ver o caminho que ele me sugerir que ande se tenho os olhos postos no chão?
como posso deixar esta tristeza que me esmaga para me inteirar da beleza da vida ao meu redor?
Como posso viver plenamente se me entrego a um desânimo e desconsolo mortais?
Só olhando com “olhos de ver” o Senhor no alto da Cruz nos poderemos dar conta da pequenez das nossas dores e sofrimentos e da inutilidade do gratuito.

Sofrer, sim, mas que esse sofrimento, seja qual for, seja útil e dê fruto.

(ama, comentário sobre Lc 13, 10-17, 2012.10.28)


Leitura espiritual


São Josemaria Escrivá



Temas actuais do cristianismo

70 (cont)

Por outras palavras: a santidade e o apostolado constituem uma só coisa com a vida dos sócios da Obra, e por isso o trabalho é o alicerce da sua vida espiritual.
A sua entrega a Deus enxerta-se no trabalho que faziam antes de virem para a Obra e que continuam a fazer depois.

Quando, nos primeiros anos da minha actividade pastoral, comecei a pregar estas coisas, algumas pessoas não me compreenderam, outras escandalizaram-se: estavam habituadas a ouvir falar do mundo sempre em sentido pejorativo.
O Senhor tinha-me feito compreender, e eu procurava fazê-lo compreender aos outros, que o mundo é bom, porque as obras de Deus são sempre perfeitas, e que somos nós os homens que, pelo pecado, fazemos o mundo mau.

Dizia então, e continuo a dizer agora, que temos de amar o mundo, porque no mundo encontramos a Deus, porque nos factos e acontecimentos do mundo Deus Se nos manifesta e revela.

O mal e o bem misturam-se na história humana e por isso o cristão deve saber discernir; mas nunca esse discernimento o deve levar a negar a bondade das obras de Deus, antes, pelo contrário, a reconhecer o divino que se manifesta no humano, inclusivamente por trás das nossas fraquezas.
Um bom lema para a vida cristã pode encontrar-se naquelas palavras do Apóstolo: todas as coisas são vossas, e vós de Cristo, e Cristo de Deus [i], para realizar assim os desígnios desse Deus que quer salvar o mundo.

71
                  
pergunta:

Poderia fornecer-me alguns dados sobre a expansão da Obra durante estes quarenta anos de vida?
Quais são as actividades apostólicas mais importantes?

resposta:

Antes de mais, devo dizer que agradeço muito a Deus Nosso Senhor ter-me permitido ver a Obra, apenas quarenta anos depois da sua fundação, estendida por todo o mundo.
Quando nasceu em 1928, em Espanha, já nasceu romana, o que para mim quer dizer católica, universal.
E o seu primeiro impulso foi, como era inevitável, a expansão por todos os países.

Ao pensar nestes anos decorridos, vêm-me à memória muitos acontecimentos que me enchem de alegria: porque, à mistura com as dificuldades e as penas, que de certo modo são o sal da vida, recordam-me a eficácia da graça de Deus e a entrega - sacrificada e alegre - de tantos homens e mulheres que têm sabido ser fiéis.
Porque quero deixar bem claro que o apostolado essencial do Opus Dei é o que cada sócio realiza individualmente no lugar em que trabalha, com a sua família, entre os seus amigos.
Uma actividade que não chama a atenção, que não é fácil traduzir em estatísticas, mais que produz frutos de santidade em milhares de almas, que vão seguindo a Cristo, silenciosa e eficazmente, no meio da actividade profissional de todos os dias.

Sobre este tema não é possível dizer muito mais.
Poderia contar-lhe a vida exemplar de muitas pessoas, mas isso desnaturalizaria a formosura humana e divina dessa actividade, na medida em que lhe tirava intimidade.
Reduzi-la a números e estatísticas seria ainda pior, porque equivaleria a querer catalogar em vão os frutos da graça nas almas.

Posso falar-lhe das actividades apostólicas que os sócios da Obra dirigem em muitos países.
Actividades com fins espirituais e apostólicos, nas quais se procura trabalhar com esmero e com perfeição também humana e nas quais colaboram muitas outras pessoas que não são do Opus Dei, mas que compreendem o valor sobrenatural desse trabalho, ou que apreciam o seu valor humano, como é o caso de tantos não cristãos que nos ajudam eficazmente.
Trata-se sempre de actividades laicais e seculares, promovidas por cidadãos correntes no exercício dos seus direitos cívicos normais, de acordo com as leis de cada país executadas sempre com critério profissional.
Quer dizer, são tarefas que não aspiram a nenhum tipo de privilégio ou tratamento de favor.

Com certeza que conhece uma das actividades deste tipo que se desenvolve em Roma: o centro Elis, que se dedica à qualificação profissional e à formação integral de operários, mediante escolas, actividades desportivas e culturais, bibliotecas, etc.
É uma actividade que responde às necessidades de Roma e às circunstâncias particulares do ambiente humano em que surgiu, o bairro do Tiburtino.
Obras semelhantes se levam a cabo em Chicago, Madrid, México, e em muitos outros lugares.

Outro exemplo poderia ser o Strathmore College of Arts and Science, de Nairobi.
Trata-se de um college pré-universitário, por onde têm passado centenas de estudantes do Quénia, do Uganda e da Tanzânia.
Através dele, alguns queniatas do Opus Dei, juntamente com os outros seus concidadãos, têm realizado um profundo labor docente e social; foi o primeiro centro da East Africa que realizou a integração racial completa, e com a sua actividade contribuiu muito para a africanização da cultura.
Coisas semelhantes se podem dizer do Kianda College também de Nairobi, que está a realizar uma tarefa de primeiro plano na formação da nova mulher africana.

Posso referir-me também, ainda a título de exemplo, a outra actividade: a Universidade de Navarra.
Desde a sua fundação, em 1952, desenvolveu-se até contar agora 18 faculdades, escolas e institutos, nos quais prosseguem estudos mais de seis mil alunos.
Contra o que escreveram recentemente alguns jornais, devo dizer que a Universidade de Navarra não tem sido mantida por subsídios estatais.
O Estado espanhol não custeia de modo nenhum os gastos de manutenção; apenas contribuiu com alguns subsídios para a criação de novos postos escolares.
A Universidade de Navarra mantém-se graças à ajuda de pessoas e associações privadas.
O sistema de ensino e de vida universitária, inspirado no critério da responsabilidade pessoal e da solidariedade entre todos os que ali trabalham, mostrou-se eficaz, constituindo uma experiência muito positiva na actual situação da universidade no Mundo.

Poderia falar-lhe de actividades de outro tipo nos Estados Unidos, no Japão, na Argentina, na Austrália, nas Filipinas, na Inglaterra, em França, etc.
Mas não é necessário. Bastará dizer que o Opus Dei actualmente está espalhado pelos cinco continentes e que a ele pertencem pessoas de mais de 70 nacionalidades, e das mais diversas raças e condições.

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pergunta:

Para terminar: está satisfeito, depois destes quarenta anos de actividade?
As experiências destes últimos anos, as modificações sociais, o Concílio Vaticano lI, etc. sugeriram-lhe algumas alterações de estrutura?

resposta:

Satisfeito?
Não posso deixar de o estar, quando vejo que, apesar das minhas misérias pessoais, o Senhor fez em torno desta Obra de Deus tantas coisas maravilhosas.
Para um homem que vive da fé, a sua vida será sempre a história das misericórdias de Deus.
Em alguns momentos, essa história talvez seja difícil de ler, porque tudo pode parecer inútil e até um fracasso; outras vezes, o Senhor deixa ver copiosos os frutos e então é natural que o coração transborde em acção de graças.

Uma das minhas maiores alegrias foi precisamente ver como o Concílio Vaticano II proclamou com grande clareza a vocação divina do laicado.
Sem jactância alguma, devo dizer que, pelo que se refere ao nosso espírito, o Concílio não significou um convite a mudar, antes, pelo contrário, confirmou o que - pela graça de Deus - vínhamos vivendo e ensinando há muitos anos.
A principal característica do Opus Dei não são determinadas técnicas ou métodos de apostolado, nem umas estruturas determinadas; é um espírito que leva precisamente a santificar o trabalho de cada dia.

Erros e misérias pessoais, repito, todos os temos.
E todos devemos examinar-nos seriamente na presença de Deus e confrontar a nossa própria vida com o que o Senhor nos exige.
Mas sem esquecer o mais importante: si scires donum Dei!... [ii], se conhecesses o dom de Deus!, disse Jesus à Samaritana.
E São Paulo acrescenta: levamos esse tesouro em vasos de barro, para que se reconheça, que a excelência do poder é de Deus e não nossa [iii].

A humildade, o exame cristão, começa por reconhecer o dom de Deus.
É algo bem diferente de encolher-se diante do curso que tomam os acontecimentos, da sensação de inferioridade ou de desalento perante a história.
Na vida pessoal, e às vezes também na vida das associações ou das instituições, pode haver coisas a mudar, inclusivamente muitas; mas a atitude com que o cristão deve enfrentar esses problemas há-de ser, antes de mais, a de se admirar diante da magnitude das obras de Deus, comparadas com a pequenez humana.

O aggiornamento deve fazer-se, antes de mais na vida pessoal, para a pôr de acordo com essa velha novidade do Evangelho.
Estar em dia significa identificar-se com Cristo, que não é um personagem que passou: Cristo vive e viverá sempre: ontem, hoje e pelos séculos [iv].

Quanto ao Opus Dei considerado em conjunto, bem pode afirmar-se, sem nenhuma espécie de arrogância, com agradecimento â bondade de Deus, que nunca terá problemas de adaptação ao mundo: nunca se encontrará na necessidade de se pôr em dia.
Deus Nosso Senhor pôs em dia a Obra de uma vez para sempre, dando-lhe essas características peculiares, laicais; e jamais terá necessidade de se adaptar ao mundo, porque todos os seus sócios são do mundo; não terá de ir atrás do progresso humano, porque são todos os sócios da Obra, juntamente com os demais homens que vivem no mundo, que fazem esse progresso com o seu TRABALHO quotidiano.

Fim da entrevista realizada por Enrico Zuppi e António Fugardi, publicada em L'Osservatore della Domenica (Cidade do Vaticano) nos dias 19 e 26 de Maio e 2 de Junho de 1968

(cont)





[i] (1 Cor. 3, 22-23)
[ii] (Jn. 4, 10)
[iii] (11 Cor. 4, 7)
[iv] (Heb. 13, 8)

25/10/2015

NUNC COEPI o que pode ver em 25 de Out

Publicações em Out 25


São Josemaria – Textos

AMA - Comentários ao Evangelho Mc 10 46-52, São Josemaria - Leitura espiritual (Temas actuais do cristianismo)

Islamismo, Religião


Agenda Domingo

Qual é a ideologia mais perigosa do mundo?

Resultado de imagem para islamismoQual é a diferença entre a religião islâmica e a ideologia islamita?

Na primeira metade do século XX, a resposta era o fascismo. Implantado na Itália, na Alemanha nazista e no Japão imperialista, essa ideologia matou 50 milhões de pessoas.

Na segunda metade do século XX, a resposta era o comunismo, que, dominando uma vasta porção do planeta, incluindo a União Soviética, a China, o Leste europeu e vários países da África e da América Latina, matou pelo menos 100 milhões de pessoas.

Hoje, a mais perigosa ideologia existente no mundo é o islamismo.

ATENÇÃO: a ideologia islamita não equivale à religião islâmica ou muçulmana como tal. O islamismo é uma forma radical e violenta do islão.

Assim como o fascismo e o comunismo, o islamismo é:

Totalitário por natureza (quer controlar tudo e todos);
Expansionista (quer crescer e submeter o máximo possível de pessoas ao seu controle);
Extremamente violento (disposto a matar quem quer que se oponha a ele).

O islamismo opõe-se à liberdade:

De pensamento e de expressão;
De iniciativa, empreendedorismo e mercado;
De religião – ou de não praticar religião alguma;
De reunião e de associação;
De imprensa.

O islamismo opõe-se aos direitos humanos e não hesita em destruí-los nos lugares em que se implanta.

O islamismo rejeita o princípio da total separação entre a religião e o Estado. Na sua visão, um governo só é legítimo se estiver sujeito às leis religiosas, que, no caso, são as da sharia.

A sharia, ou lei islâmica, baseia-se nos ensinamentos do Corão (o livro sagrado islâmico) e da Suna (a compilação das palavras e actos atribuídos a Maomé). Na interpretação islamita da sharia, entre outras coisas:

Toda a pessoa nascida muçulmana deve permanecer muçulmana: caso se converta a outra religião, deve ser executada;
Adúlteros devem ser apedrejados até a morte;
Quem insulta o islão ou Maomé deve ser açoitado severamente ou executado;
A poligamia masculina é aceite, assim como o casamento infantil.
Essa interpretação islamita da sharia é posta em prática, entre outros países, no Irão, no Sudão, na Arábia Saudita e em partes da Nigéria, do Iraque, do Paquistão, do Afeganistão e da Síria.

O islamismo quer, no entanto, que o mundo inteiro seja submetido à sharia e considera que qualquer um que se oponha ao seu expansionismo é “o inimigo” e deve ser destruído. Isto não vale apenas para o Ocidente, mas também para os próprios muçulmanos que não querem aderir ao islamismo. De facto, o islamismo já matou mais muçulmanos do que membros de qualquer outra religião – inclusive do cristianismo, cujos seguidores são perseguidos, presos, torturados e assassinados nas áreas sob controlo islamita.

QUANTOS ISLAMISTAS HÁ NO MUNDO?

É uma pergunta complexa, porque, ao falarmos de “islamismo”, não estamos falando de uma pertença oficial a uma religião determinada, mas sim de uma mentalidade abraçada ou não por segmentos da religião muçulmana.

O instituto norte-americano de pesquisas Pew apresentou em 2013 alguns dados que podem dar ideia da quantidade de islamitas que há no mundo com base em seu apoio a princípios radicais da sharia:

Apoio ao apedrejamento de adúlteros até a morte:

86% dos muçulmanos do Paquistão
80% dos muçulmanos do Egito
65% dos muçulmanos da Jordânia

Apoio à pena de morte para muçulmanos que se convertem a outra religião:

79% dos muçulmanos do Afeganistão
62% dos muçulmanos da Palestina
58% dos muçulmanos da Malásia (considerados moderados)

Levando em conta que há cerca de 1,5 bilião de muçulmanos no planeta, se 10% deles forem favoráveis à aplicação de tais princípios extremistas, poderemos estimar em assombrosos 150 milhões o número de islamitas “teóricos”. Deste número, é preciso calcular quantos estarão dispostos a apoiar o islamismo não apenas com palavra, mas também com acções violentas, o que, na prática, significa concordar com o terrorismo perpetrado por grupos como o Estado Islâmico, a Al-Qaeda, o Talibã, o Hamas, o Hezbollah, o Boko Haram, o Al-Shabaab… Imaginemos que 2% dos 150 milhões de islamitas “de palavra” sejam islamitas “de facto”: teremos assim 3 milhões de pessoas – ou seja, 3 milhões de terroristas potenciais.

O PERIGO DA GENERALIZAÇÃO RADICAL

Diante deste panorama preocupante, é crucial não cairmos nós próprios no radicalismo de generalizar, esquecendo que uma coisa é a ideologia islamita e outra coisa é a religião muçulmana.

Grande parte dos muçulmanos comuns conviveu pacificamente com os cristãos e com outras minorias religiosas durante séculos e séculos em países como Síria, Líbano, Turquia, Jordânia, Malásia, Nigéria, Tunísia, Egipto, Marrocos, e, antes da ascensão de extremistas ao poder, até em países tidos hoje por extremamente intolerantes, como o Irão, o Afeganistão e o Iraque. No Egipto, a população foi às ruas massivamente, há poucos meses, para rejeitar a sharia que a Irmandade Muçulmana queria implantar no país: e derrubaram do poder a própria Irmandade Muçulmana. A Turquia é um país de maioria muçulmana, mas de orientação laica e costumes cada vez mais “ocidentalizados”. A comunidade persa da diáspora pós-Revolução Iraniana de 1979, também muçulmana, forma hoje uma elite cosmopolita, culta, tolerante e aberta, principalmente nos Estados Unidos. Há, portanto, grandes diferenças entre os muçulmanos comuns e os grupos radicalizados pela ideologia islamita.

Ao longo da história, todas as gerações tiveram de lidar com algum tipo de fundamentalismo que atentava contra os seus direitos. E as pessoas livres sempre conseguiram derrotar as tiranias dos totalitarismos.

Nós, não muçulmanos ou muçulmanos, temos hoje o desafio conjunto de derrotar o totalitarismo da ideologia islamita.

E o primeiro passo é entendermos de que se trata, com objectividade e sem generalizações… extremistas.

Fonte ALETEIA

(revisão da versão portuguesa por ama)