03/02/2011

Breve História da Humanidade 2

Observando
Continuação

É como dizer que um mágico deve no fim das contas ter a aparência de um homem; ou que até mesmo as fadas não poderiam dançar se não tivessem pés. Recentemente tem sido moda focar a inteligência inteiramente nessas semelhanças ligeiras e subordinadas e esquecer completamente o facto principal. Existe o costume de insistir que o homem se parece com as outras criaturas. Certo, e exactamente essa semelhança só ele pode ver. O peixe não descobre o modelo da espinha de peixe nas aves do céu, nem o elefante e o meu comparam esqueletos. Mesmo no sentido de que o homem está em harmonia com o universo, trata-se de uma universalidade absolutamente solitária. O próprio sentido de que está unido a todas as coisas é suficiente para separá-lo de todas.

(G. K. Chesterton,  O Homem Eterno, Ed. Mundo Cristão, 1ª ed. colig. e adap. por ama)

Cont/

Diálogos apostólicos


Diálogos



Não te canses de pedir.


Não te recordas da parábola do juiz iníquo.

Então?




(ama, 2011.02.03)

Portugal re-elects pro-abortion and pro-gay ‘marriage’ president

Observando
Aníbal António Cavaco Silva, the Catholic politician who approved a law that led to the liberalization of abortion and another that instituted gay “marriage” in Portugal, has been reelected as the country’s president in general elections on Sunday, January 23.
Silva has promised to serve his five-year mandate with “confidence” and “stability,” working “loyally” with the Socialist government.
When announcing his decision to run for a second term, Silva said, “Given the extremely difficult situation Portugal is facing at the moment, I thought it was my duty to stand for election. With my experience and my knowledge, I can help my country.”
Legislation approved by Silva in 2007 allows abortion on demand up to the 10th week of pregnancy. Last year, Silva garnered criticism from the country’s powerful Catholic bishops when he approved a law that created same-sex “marriage.”
These legal changes prompted a rare direct rebuke from Pope Benedict when he visited the country in May 2010. The pope called for public initiatives to protect “the family based on the indissoluble marriage between a man and a woman.”
The pope also expressed his “deep appreciation for all those social and pastoral initiatives aimed at combating the socioeconomic and cultural mechanisms which lead to abortion, and are openly concerned to defend life and to promote the reconciliation and healing of those harmed by the tragedy of abortion.”
Silva has responded to criticism, saying that he had to put his personal convictions aside in approving the law.
Due to his refusal to use his presidential veto to stop the abortion and gay “marriage” laws, Silva was able to portray himself as a “centrist” who would use his influence to guide the country through its looming economic crisis.

LISBON, February 2, 2011
LifeSiteNews, BY HILARY WHITE


Vocações são fruto da evangelização


Duc in altum

“É necessário cuidar da vida espiritual dos jovens”


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 1º de Fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Uma acção missionária mais incisiva traz como fruto precioso, junto ao fortalecimento da vida cristã em geral, o aumento das vocações de especial consagração.

Isso é o que afirma o Papa Bento XVI em sua mensagem ao Congresso Continental Latino-Americano sobre Vocações, promovido pelo CELAM, que se realiza em Cartago (Costa Rica) desde ontem até o dia 5 de Fevereiro.

No texto, e em relação com a mensagem conclusiva da Assembleia de Aparecida, o Papa afirma que "a abundância de vocações é um sinal eloquente de vitalidade eclesial, assim como da forte vivência da fé por parte de todos os membros do Povo de Deus".

A Igreja, explica o Papa, "no mais íntimo do seu ser, tem uma dimensão vocacional". Portanto, "a vida cristã participa também dessa mesma dimensão vocacional que caracteriza a Igreja".

"Na alma de cada cristão, ressoa sempre novamente aquele ‘segue-me' de Jesus aos apóstolos, que transformou para sempre suas vidas", sublinha.

Por outro lado, recordando o convite à grande missão continental, lançado na Assembleia de Aparecida, acrescenta que esta tarefa "requer um número cada vez maior de pessoas que respondam generosamente ao chamado de Deus e se entreguem completamente à causa do Evangelho".

Vida espiritual

Dentro dos factores que levam ao despertar de uma vocação, o Papa indica especialmente o cuidado da vida espiritual, precisamente porque "a vocação não é fruto de nenhum projecto humano ou de uma hábil estratégia administrativa".

Pelo contrário, trata-se de "uma iniciativa misteriosa e inefável do Senhor, que entra na vida de uma pessoa cativando-a com a beleza do seu amor e suscitando, por conseguinte, uma entrega total e definitiva a esse amor divino".

Por isso, o Papa recorda aos bispos latino-americanos que "é preciso ter sempre presente a primazia da vida do espírito como base de toda programação pastoral".

"É necessário oferecer às jovens gerações a possibilidade de abrir seus corações a uma realidade maior: Cristo, o único que pode dar sentido e plenitude às suas vidas."

"O testemunho fiel e alegre da própria vocação foi e é um meio privilegiado para despertar em tantos jovens o desejo de seguir os passos de Cristo. E, junto a isso, a valentia de propor-lhes com delicadeza e respeito a possibilidade de que Deus também pode chamá-los."

Além disso, acrescenta, a pastoral vocacional "deve estar plenamente inserida no conjunto da pastoral geral, com uma presença capilar em todos os âmbitos pastorais concretos".

"A experiência nos ensina que, onde há uma boa planificação e uma prática constante da pastoral vocacional, não faltam vocações. Deus é generoso, e igualmente generoso deveria ser o empenho pastoral vocacional em todas as igrejas particulares", conclui.

Fonte: zenit.org

O zoo de Lisboa tem um novo bebé

Observando


Enquanto tudo se faz para ir protegendo a vida animal, (e muito bem), vai-se destruindo a vida humana, matando aos milhares seres humanos inocentes, a quem não foi sequer permitido o acto de nascer.


JMA., 2011.01.31

Evangelho do dia e comentário

Tempo comum - IV Semana


Evangelho: Mc 6, 7-13
7 Chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos imundos. 8 Ordenou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um bastão; nem alforge, nem pão, nem dinheiro na cintura; 9 mas que fossem calçados de sandálias, e não levassem duas túnicas. 10 E dizia-lhes: «Em qualquer casa onde entrardes, ficai nela até sairdes desse lugar. 11 Onde vos não receberem nem ouvirem, retirando-vos de lá, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles». 12 Tendo partido, pregavam que fizessem penitência. 13 Expulsavam muitos demónios, ungiam com óleo muitos enfermos e curavam-nos.
Comentário:

Ninguém, absolutamente, deve dedicar-se ao apostolado por motu próprio, quer dizer, por seu livre arbítrio. 
Porquê? 
Porque o apostolado é trabalho de Deus e não nosso, ou melhor, trabalhamos por e para Deus e não por ou para nós.


Deste modo o apóstolo, seja quem for, deve procurar quem o possa instruir como fazer e dirigir as suas acções e, quem melhor para tal, que aquele que dirige a nossa alma no aconselhamento espiritual? Conhecendo as nossas capacidades e competências saberá, com são critério, orientar-nos devidamente para que o trabalho seja efectivamente aquele que mais convém nas circunstâncias concretas em que se apresenta.


Se, de facto, o apóstolo se considerar, como deve, apenas um instrumento, não precisará de nada mais senão isto mesmo: direcção e conselho.


O resto, e com o seu empenho e dedicação, lhe será dado por acréscimo e na medida em que o Senhor considerar útil. 

(ama, comentário sobre Mc 6, 7-13, 2010.12.30)

Doutrina

«RERUM NOVARUM»


Proteger os bens da alma

23. Muitas outras coisas deve igualmente o Estado proteger ao operário, e em primeiro lugar os bens da alma. A vida temporal, posto que boa e desejável, não é o fim para que fomos criados; mas é a via e o meio para aperfeiçoar, com o conhecimento da verdade e com a prática do bem, a vida do espírito. O espírito é o que tem em si impressa a semelhança divina, e no qual reside aquele principado em virtude do qual foi dado ao homem o direito de dominar as criaturas inferiores e de fazer servir à sua utilidade toda a terra e todo o mar: «Enchei a terra e tornai-vo-la sujeita, dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra» ([i]). Nisto todos os homens são iguais, e não há diferença alguma entre ricos e pobres, patrões e criados, monarcas e súbditos, «porque é o mesmo o Senhor de todos» ([ii]). A ninguém é lícito violar impunemente a dignidade do homem, do qual Deus mesmo dispõe, com grande reverência, nem pôr-lhe impedimentos, para que ele siga o caminho daquele aperfeiçoamento que é ordenado para o conseguimento da vida interna; pois, nem mesmo por eleição livre, o homem pode renunciar a ser tratado segundo a sua natureza e aceitar a escravidão do espírito; porque não se trata de direitos cujo exercício seja livre, mas de deveres para com Deus que são absolutamente invioláveis.

2011.02.03


[i] Gn 1,28.
[ii] Rm 10,12.

Visita ao Santíssimo Sacramento

TEMA PARA BREVE REFLEXÃO


Ah!, e que faremos, perguntais algumas vezes, na presença de Deus sacramentado? Amá-Lo, louvá-Lo, agradecer-Lhe e pedir-Lhe. Que faz um pobre na presença de um rico? Que faz um doente diante dum médico? Que faz um sedento à vista de uma fonte cristalina?

(Stº Afonso Maria de Ligório, Visitas ao Santíssimo Sacramento, 1)

2011.02.03

Liberdade e Fé

Tema para breve reflexão


É possível que a veracidade de um homem se me apresen-
te de formação convincente que eu não tenha outro remé-
dio senão pensar: devo acreditar nele. No entanto, este 
último passo só pode ser dado em completa liberdade, o 
que significa que pode também não ser dado. Pode 
haver muitos argumentos convincentes a propósito da fé 
que um homem merece, mas nenhum argumento 
será susceptível de nos forçar a acreditar nele. A unanimi-
dade de opiniões sobre este pormenor é assombrosa, 
desde Stº Agostinho e S. Tomás até Kierkegaard, 
Newman e Gide.


(josef  pieper, La Fe, Madrid, 1966, nr. 39 trad. ama)

02/02/2011

Diálogos apostólicos


Diálogos




Mas não te disse já que, sozinho, não farás nada que valha a pena?

Porque insistes e não pedes ajuda a Quem tudo pode?




(ama, 2011.02.02)

Vida Consagrada

Duc in altum

Hoje, dia em que a Igreja tem especial atenção às Vidas Consagradas, ocorreu-me pensar no enormíssimo bem que elas representam para a Igreja em particular e para o mundo em geral.
Não me atrevo a pensar o que seria da sociedade humana sem estes baluartes da Fé que, no silêncio e recolhimento dos Conventos, dedicam todos os seus dias a uma intimidade real, profunda, constante com Deus Nosso Senhor!

Ele, que faz sempre tudo muito bem, depositou nos corações destas mulheres e destes homens, o encargo de “orar sem descanso” que recomendou aos Seus discípulos; de desagravar o Seu Amantíssimo Coração tão magoado e ofendido pelas loucuras dos homens; de construírem, num mundo febril, desconcertado e injusto, oásis de paz, de tranquilidade e autêntica Justiça, que é, o Amor a Deus e o amor ao próximo elevados a sumo grau.

Nunca saberemos, nesta vida, o muito que lhes devemos e a magnitude dos bens que, através delas e por elas, Deus vai derramando nas nossas vidas.

ama, 2011.02.02

Ronald Regan e o aborto

Extraordinário discurso de Ronald Regan:

Breve História da Humanidade 1

Observando


Na terra iluminada por aquela estrela vizinha, cujo esplendor é a ampla luz do dia, existem muitas coisas muito variadas, imóveis e móveis. Move-se entre elas uma raça que em sua relação com as outras é uma raça de deuses. Essa realidade não é diminuída mas sim realçada pelo fato de essa raça poder comportar-se como uma raça de demónios. A superioridade dela não é uma ilusão individual, como um pássaro que se veste com sua própria plumagem; é algo muito sólido e multifacetado. Isso fica demonstrado nas próprias especulações que levaram à sua negação. Que os homens, os deuses deste mundo inferior, estão ligados a ela de várias maneiras, é verdade; mas esse é outro aspecto da mesma verdade. Que eles crescem como cresce a relva e caminham como caminham os animais, é uma necessidade secundária que acentua a superioridade primária.

(G. K. Chesterton,  O Homem Eterno, Ed. Mundo Cristão, 1ª ed. colig. e adap. por ama)
Cont/

Pensamentos inspirados

À procura de Deus






Quanto mais pecamos e vivemos no pecado, mais Deus é "fraco" em nós.

 jma, 2011

Cavaco foi cruel, Carrilho está zangado


Observando
É interessante percebermos como é tão fácil vermos o argueiro na vista do nosso vizinho e tão difícil ver a trave na nossa própria vista!

«Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista?  Como ousas dizer ao teu irmão: 'Deixa-me tirar o argueiro da tua vista', tendo tu uma trave na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para tirar o argueiro da vista do teu irmão.» (Mt 7, 3-5)


JMA, 2011.01.31


http://diario.iol.pt/politica/almeida-santos-ps-cavaco-silva-carrilho-comissao-nacional-tvi24/1229541-4072.html

Evangelho do dia e comentário

Tempo comum - IV Semana


Evangelho: Lc 2, 22-40

22 Depois que se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram-n'O a Jerusalém para O apresentar ao Senhor23 segundo o que está escrito na Lei do Senhor: “Todo o varão primogénito será consagrado ao Senhor”,24 e para oferecerem em sacrifício, conforme o que também está escrito na Lei do Senhor: “Um par de rolas ou dois pombinhos”.25 Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e piedoso; esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.26 Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo do Senhor.27 Foi ao templo conduzido pelo Espírito. E, levando os pais o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da Lei a Seu respeito,28 ele tomou-O nos braços e louvou a Deus, dizendo:29 «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz segundo a Tua palavra;30 porque os meus olhos viram a Tua salvação,31 que preparaste em favor de todos os povos;32 luz para iluminar as nações, e glória de Israel, Teu povo».33 O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam.34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição.35 E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos».36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada. Tinha vivido sete anos com o seu marido, após o seu tempo de donzela,37 e tinha permanecido viúva até aos oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia com jejuns e orações.38 Ela também, vindo nesta mesma ocasião, louvava a Deus e falava de Jesus a todos os de Jerusalém que esperavam a redenção.39 Depois que cumpriram tudo, segundo o que mandava a Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.40 O Menino crescia e fortificava-Se, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.

Comentário:

Lição de humildade, exemplo de cumprimento da Lei que é a Vontade de Deus, eis o que a Santíssima Virgem nos quer dizer neste trecho do Evangelho de S. Lucas.


Se Maria se tivesse eximido a tal disposição legal, o que com inteira propriedade poderia ter feito porque era Imaculada, teria suscitado entre as pessoas de seu conhecimento, vizinhos, parentes, etc., estranheza e admiração, talvez, críticas, seguramente perguntas a que não tinha porque responder. 


Tal como seu Filho, uma criança em tudo igual às outras crianças da sua aldeia, também Maria, não quer sobressair quando o próprio Filho pretende que a Sua Divindade passe, por enquanto, incógnita. 

(ama, comentário sobre Lc 2, 22-40, 2010.12.31)

Viver de tópicos

Observando
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro dispuseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas, das que para os símios eram as mais apetitosas.

Quando um macaco subia pela escada até às bananas, os experimentadores lançavam de imediato um jacto de água fria sobre os macacos que esperavam em baixo.
Depois de algum tempo a repetir a experiência, conseguiram que cada vez que um macaco tentava subir a escada, os outros macacos agarravam-no e não o deixavam fazê-lo, por muito que resistisse. Passado mais algum tempo, já nenhum macaco fazia o menor gesto de querer subir por aquela escada, apesar da fome que tinham e da tentação da apetecida fruta que tinham tão perto. Então, os cientistas substituíram um dos macacos por outro novo.



Programa eleitoral de Jesus Cristo, em oito pontos


Duc in altum






Defino así el mensaje de las Bienaventuranzas porque es realmente lo que Jesucristo promete a quienes acepten su gobierno (reinado), otorgándole el voto (promesas).









Doutrina


«RERUM NOVARUM»

Impedir as greves

22. O trabalho muito prolongado e pesado e uma retribuição mesquinha dão, não poucas vezes, aos operários ocasião de greves. E preciso que o Estado ponha cobro a esta desordem grave e frequente, porque estas greves causam dano não só aos patrões e aos mesmos operários, mas também ao comércio e aos interesses comuns; e em razão das violências e tumultos, a que de ordinário dão ocasião, põem muitas vezes em risco a tranquilidade pública. O remédio, portanto, nesta parte, mais eficaz e salutar é prevenir o mal com a autoridade das leis, e impedir a explosão, removendo a tempo as causas de que se prevê que hão--de nascer os conflitos entre os operários e os patrões.

2011.02.02

Hedonismo

Tema para breve reflexão
Quatro séculos antes de Cristo, já Aristipo de Cirene ([1]) elaborava o primeiro esboço de moral hedonista, que é, afinal, o avesso da verdadeira moral. Para Aristipo, o bem supremo é o prazer. É ele, portanto, a regra única e inapelável da acção. Como nos simples animais, afinal, que não conhecem princípios superiores, visto não possuírem o espírito. Mas, porque o possuí, deve o homem dominar e dirigir, para o seu fim último, não só tudo quanto é inferior a ele, mas também quanto é inferior nele. De resto, mesmo no animal, nunca o prazer tem o carácter de fim. Ora, no hedonismo, seja qual for a forma que ele assuma na história, o prazer é, não só o fim, mas o fim supremo do homem. Como todos os hedonistas, porém, esquece Aristipo que também o prazer, como meio que é, ordenado a fins superiores, deve ser moralizado.

(avelosoBROTÉRIA, Vol. LXX, nr. 6, nr. 666)