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28/03/2021

Doutrina

 

A oração

 

2. Conteúdos da oração

 

Adoração e louvor.

 

É parte essencial da oração reconhecer e proclamar a grandeza de Deus, a plenitude do seu ser, a infinidade da sua bondade e do seu amor. Pode chegar-se ao louvor a partir da consideração da beleza e magnitude do universo, como acontece em múltiplos textos bíblicos (cf. por exemplo, Sl 19; Si 42, 15-25; Dn 3, 32-90) e em numerosas orações da tradição cristã [1]; ou a partir das obras grandes e maravilhosas que Deus faz na história da salvação, como sucede no Magnificat (Lc 1, 46-55), ou nos grandes hinos paulinos (ver, por exemplo, Ef 1, 3-14); ou de pequenos factos e inclusive de minudências em que se manifesta o amor de Deus.

Em todo o caso, o que caracteriza o louvor é que nele o olhar vai directamente para o próprio Deus, tal como é em si, na sua perfeição ilimitada e infinita. “O louvor é a forma de oração que mais imediatamente reconhece que Deus é Deus! Canta-O por Si próprio, glorifica-O, não tanto pelo que Ele faz, mas sobretudo porque ELE É” (Catecismo , 2639). Está por isso intimamente unida à adoração, ao reconhecimento, não só intelectual mas existencial, da pequenez de tudo o criado, em comparação com o Criador e, em consequência, à humildade, à aceitação da indignidade pessoal diante de quem nos transcende até ao infinito; à maravilha que causa o facto desse Deus a quem os anjos e o universo inteiro rende reverência, se tenha dignado não só a olhar para o homem, mas a habitar no homem, mais ainda, a encarnar.

Adoração, louvor, petição, acção de graças resumem as disposições de fundo que informam a totalidade do diálogo entre o homem e Deus. Seja qual for o conteúdo concreto da oração, quem reza fá-lo sempre, de uma forma ou de outra, explícita o implicitamente, adorando, louvando, suplicando, implorando ou dando graças a esse Deus que reverencia, que ama e em que confia. Importa reiterar, também, que os conteúdos concretos da oração poderão ser muito variados. Por vezes, socorremo-nos da oração para considerar passagens da Escritura, para aprofundar alguma verdade cristã, para reviver a vida Cristo, para sentir a proximidade de Santa Maria... Noutras, iniciar-se-á a partir da própria vida para tornar Deus participante das alegrias e afãs, ambições e problemas que a existência traz consigo, ou para encontrar apoio ou consolo, ou para examinar diante de Deus o próprio comportamento e fazer propósitos e tomar decisões, ou mais simplesmente para comentar, com quem sabemos que nos ama, os acontecimentos do dia.

Encontro entre o crente e Deus em quem se apoia e por quem se sabe amado, a oração pode incidir sobre a totalidade dos acontecimentos que conformam a existência e sobre a totalidade dos sentimentos que o coração pode experimentar. «Escreveste-me: “orar é falar com Deus. Mas, de quê?” — De quê?! D’Ele e de ti; alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas!; e acções de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te – ganhar intimidade!”.[2] Seguindo uma e outra via, a oração será sempre um encontro íntimo e filial entre o homem e Deus, que fomenta o sentido da proximidade divina e leva a viver cada dia da existência cara a Deus.

 

José Luis Illanes

 

Bibliografía básica:

- Catecismo da Igreja Católica, 2558-2758.

Leituras recomendadas:

- S. Josemaria, Homilias «O triunfo de Cristo na humildade»; «A Eucaristia, mistério de fé e de amor»; «A Ascensão do Senhor aos céus»; «O Grande Desconhecido» e «Por Maria, a Jesus»,em Cristo que passa , 12-21, 83-94, 117-126, 127-138 y 139-149. Homilias «A intimidade com Deus»; «Vida de oração» e «Rumo à santidade» , em Amigos de Deus , 142-153, 238-257, 294-316.

- J. Echevarría, Itinerários de vida cristã, Diel, Lisboa 2006, pp. 105-120.

- J.L. Illanes, Tratado de teología espiritual, Eunsa, Pamplona 2007, pp. 427-483.

- M. Belda, Guiados por el Espíritu de Dios. Curso de Teología Espiritual, Palabra , Madrid 2006, pp. 301-338.



[1] Remissão para dois dos mais claros e conhecidos: os “Louvores ao Deus Altíssimo” e o “Cântico do irmão sol” de São Francisco de Assis.

[2] São Josemaria, Caminho, 91.

21/03/2021

Doutrina

 

A oração

 

2. Conteúdos da oração

Acção de graças.

 

O reconhecimento dos bens recebidos e, através deles, da magnificência e misericórdia divinas, impele a dirigir o espírito a Deus para proclamar e Lhe agradecer os seus benefícios. A atitude de acção de graças enche a Sagrada Escritura, do princípio ao fim e toda a história da espiritualidade. Uma e outra põem em evidência que, quando essa atitude se arraiga na alma, dá lugar a um processo que leva a reconhecer como dom divino, a totalidade do que acontece, não só aquelas realidades que a experiência imediata acredita como gratificantes, mas também as outras que podem parecer negativas ou mesmo adversas.

Consciente de que o acontecer está situado na dependência do desígnio amoroso de Deus, o crente sabe que tudo redunda em bem daqueles – cada homem – que são objecto do amor divino (cf. Rm 8, 28). “Acostuma-te a elevar o coração a Deus, em acção de graças, muitas vezes ao dia. — Porque te dá isto e aquilo. — Porque te desprezaram. — Porque não tens o que precisas ou porque o tens. Porque fez tão formosa a sua Mãe, que é também tua Mãe. — Porque criou o Sol e a Lua este animal e aquela planta. — Porque fez aquele homem eloquente e a ti te fez difícil de palavra... Dá-Lhe graças por tudo, porque tudo é bom”. [1]

 



[1] São Josemaria, Caminho, 268.

29/12/2020

Doutrina

 


Culto das imagens: católicos e protestantes

O CULTO DE VENERAÇÃO OU HIPERDULiA

 

 O Culto que nós os católicos rendemos a Maria a Mãe de Deus designa-se con o nome de Hiperdulia é um Culto de Veneração que está acima do Culto tributado aos Santos, os Mártires em Cristo e os Anjos, porque simplesmente Ela é a Mãe de Deus.

 

Quando os irmãos separados assinalam que nós os católicos adoramos a Virgem Maria temos que encher-nos de caridade primeiramente para saber responder-lhes e ver nisso a grande ignorância que têm para julgar as coisas de Deus, o desconhecimento completo sobre a Igreja Católica e o pouco escrúpulo em discernir sensatamente a Sagrada Escritura. Para estudar e posteriormente analisar a Palavra de Deus é necessário o discernimento do Espírito Santo, seguir normas ou instruções de pessoas preparadas como as que estão no nosso sagrado Magistério e por último desligar-se das paixões e ser objectivo na hora de dar opiniões, considerando antes de mais que a Sagrada Escritura é a Palavra de Deus e o Senhor que é um Deus muito severo e justo diz claramente: Não julgueis para que não sejais julgados.

 

A Veneração da Santíssima Virgem Maria Mãe de Deus não tem nada que ver com os cultos pagãos reflectidos no Antigo e Novo Testamento, mas antes com o facto de que Deus quis fazer-se homem, nascido de mulher, não foram os cristãos os que escolheram a Virgem Maria como a Mãe de Deus, foi o próprio Deus quem a escolheu para que fosse sua Mãe.

 

Maria não é só Mãe da natureza humana de Jesus, Jesus é uma pessoa divina que tem duas naturezas, natureza humana porque se encarna numa mulher e nasce dela e natureza divina porque é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, é o verbo encarnado. Ao nascer Jesus, não nasce somente a natureza dele, nasce também ele como pessoa, toda a Mãe portanto é Mãe da pessoa a quem esta dando à luz, portanto a Virgem Maria é verdadeira Mãe de Deus de que o Verbo que é Jesus se fez carne.

 

Jesus é o único e verdadeiro Senhor, Rei e Mediador, Ele veio para que todos unidos a Ele como membros do seu Corpo Místico participemos do seu senhorio, do seu reinado e da sua mediação este é o privilégio que recebemos no Sacramento do Baptismo, ora bem, se isto é certo como efectivamente é, que todos somos membros de Cristo, quanto mais a sua Mãe a quem Ele associou de forma única à sua obra de redenção.

 

Não podemos rebaixar a Santíssima Virgem Maria da altura na qual Deus a colocou, ao fazê-la Mãe do seu Filho, pelo que merece ser venerada em atenção Àquele a quem levou no seu seio sagrado, experiencia irrepetível que faz dela uma pessoa diferente. De maneira que a veneração que ela merece é também diferente a que damos aos Santos, aos Mártires em Cristo e aos Anjos, é por isso que essa veneração dada à Virgem Maria a designamos como Hiperdulia que quer dizer por outras palavras que a veneramos como a maior, não a estamos adorando, seria uma grande torpeza igualá-la a Deus, isso sim poder-se-ia então definir como uma idolatria.

Se examinamos objectivamente e sem paixões a Sagrada Escritura encontramos em muitos versículos o lugar que Deus deu à Santíssima Virgem Maria, quem como Deus:

 

Maria é Cheia de Graça (Lucas 1: 28); Maria é Obediente (Lucas 1: 45); Maria é Humilde (Lucas 1: 38); Maria é cumpridora de a Palavra de Deus (Mateus 12: 46-50); Maria é Amiga de Deus (João 2: 1-12); Maria acompanhou a Deus até à Cruz (João 19: 25); Maria acompanhou a os Apóstolos (Actos 1: 12-14); Maria é a Mãe de Deus (Lucas 1: 43)

 

A doutrina protestante omitindo a Palavra de Deus e interpretando-a como melhor lhe parece, ignora todas as citações bíblicas anteriores para confundir os católicos, tentar provar que Maria não é Virgem, não é a Mãe de Deus e não tem qualquer grandeza, heis aqui três citações bíblicas aplicadas por eles na sua forma proselitista de pregar:

A grandeza de Maria não reside de facto na sua virgindade, mas na sua obediência à vontade de Deus. Mas é um facto que foi Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, porque para Deus não há nada impossível, é só questão de ler com atenção a Sagrada Escritura e discerni-la à luz do Espírito Santo, rever os documentos marianos dos Santos Padres da Igreja e aprofundar no Documento Marialis Cultus.

Os três textos anteriormente citados não falam dos filhos de Maria falam de os irmãos de Jesus, o que não é o mesmo na linguajem bíblica. Vamos portanto analisar que tipo de irmãos de Jesus são Tiago, José, Simão e Judas.

 

Se Jesus deixa Maria nas mãos de João é porque ela não tem esposo, nem filhos que a pudessem acolher e, para os judeus, era sinal de maldição que uma mulher ficasse sozinha.

Ante a evidência destes textos e a explicação dos mesmos com o raciocínio lógico que temos, cabe a pregunta: Porquê os irmãos separados continuam lendo e interpretando mal a Sagrada Escritura? Tudo tem uma explicação e é que a doutrina protestante como a palavra o diz consiste em protestar todas as verdades da Igreja Católica, os irmãos separados recebem uma preparação que lhes muda a vida, assistem a estudos bíblicos onde se lhes exige aprender de memoria muitos textos bíblicos, se lhes ensina como combater a doutrina católica utilizando a Sagrada Escritura, têm uma disciplina e uma constância que nós não temos, e tudo vem da tese protestante que Martinho Lutero elaborou, considerado como um herege, e na qual nega as verdades católicas que são verdades de fé.

 

A Santíssima Virgem Maria está adornada com muitas virtudes e qualidades como por exemplo: Mãe dos homens, Mãe da Igreja, Avogada nossa, Corredentora, Medianeira de todas as graças e Rainha e Senhora de tudo o criado, além disso a Igreja Católica discerniu, estudou e definiu no seu Sagrado Magistério quatro dogmas que a acompanham, ou melhor dito, quatro verdades de fé: A Maternidade Divina, a Imaculada Conceição, a Virgindade Perpétua e a Assunção aos céus.

 

22/12/2020

Doutrina

 


Culto das imagens: católicos e protestantes

O CULTO DE VENERAÇAO OU DULÍA

 

Este Culto está dirigido aos Santos, aos Mártires em Cristo e aos Anjos, tem as sus raízes na Sagrada Escritura especificamente nos Actos dos Apóstolos e no Apocalipse.

 

Depois disto, olhei e vi uma grande multidão de todas as nações, raças, línguas e povos. Estavam em pé diante do trono e diante do Cordeiro, e eram tantos que ninguém podia conta-los. Iam vestidos de branco e levavam palmas das mãos. Todos gritavam com forte voz! A salvação deve-se ao nosso Deus que está sentado no trono do Cordeiro! e todos os anjos estavam em pé à volta do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e inclinaram-se diante do trono até tocar o solo com o rosto e adoraram a Deus [i].

 

Este Culto de Veneração aos Santos é testemunhado com certeza desde a primeira metade do século II, portanto é antiquíssimo.

Uma compreensão adequada da doutrina de a Igreja sobre os Santos só é possível de entender dentro do âmbito de os artigos da fé relacionados com esta doutrina.

 

A Comunhão dos Santos, está conformada por a Igreja que está no Céu, a que se purifica no estado chamado Purgatório e a que peregrina em a terra, as três estão na comunhão constante na própria caridade de Deus e o próximo, de facto, todos os que somos de Cristo, a ter o Seu Espírito formamos uma só Igreja e estamos unidos nele.

A doutrina da única mediação de Cristo não exclui outras mediações subordinadas, as quais se realizam e exercem dentro da absoluta mediação de Cristo[ii].

 

A doutrina da Igreja Católica propõe os Santos que contemplam já claramente a Deus Uno e Trino como testemunhas históricas da vocação universal à santidade, eles, fruto eminente da redenção de Cristo, são prova e testemunho de que Deus, em todos os tempos, em todos os povos, nas mais variadas condições sócio-culturais e nos diversos estados de vida, chama os seus filhos a alcançar a plenitude da maturidade em Cristo, todos estamos chamados à Santidade mas para tal temos que renunciar ao que este oferece mundo em prazeres efémeros, temos que ser fortes ante as tentações do demónio as quais são tão variadas e subliminares e da mesma forma lutar com inteireza ante a concupiscência da carne.

 

Nós anunciamos Cristo, aconselhando e ensinando todos em toda a sabedoria para nos apresenta-mos perfeitos a Cristo. Para isto trabalho e luto com toda a força e o poder que Cristo me dá [iii].

 

Os Santos foram homens e mulheres que no seu tempo viveram a sua própria vida como qualquer de nós, com angústias, limitações, desencantos, frustrações, incompreensões e vexames, mas com a diferença de que souberam ser fieis ao Senhor ante toda a circunstancia, não lhe voltaram as costas, não o negaram e deixaram tudo por Ele, foram discípulos insignes do Senhor e portanto modelos de vida evangélica. Nos diferentes processos de canonização a Igreja reconhece a heroicidade das suas virtudes e portanto propõe-os como modelos a imitar.

Os Santos são cidadãos da Jerusalém do Céu que cantam sem cessar a glória e a misericórdia de Deus, cumpriu-se neles a passagem pascal deste mundo para o Pai.

Tudo isto a Igreja o confessa quando com agradecimento a Deus Pai proclama: Ofereces-nos o exemplo da sua vida, a ajuda da sua intercessão e a participação no seu destino.

Finalmente é preciso recordar que o objectivo primordial da Veneração aos Santos consiste em glorificar a Deus e a santificação do homem, mediante uma vida plenamente conforme a vontade divina e a imitação das virtudes de aqueles que foram discípulos eminentes do Senhor.

Em termos gerais o Culto de Veneração ou Dulia está reservado aos Anjos, aos Mártires em Cristo e aos Santos, no caso dos Anjos considerando as suas diferentes hierarquias, no caso dos Santos aos que foram canonizados pela Igreja.

A Igreja Católica nunca exigiu a Veneração aos Santos, sempre alertou sobre o que se deve fazer, tratando com tal orientar, a intercessão dos Santos é real e a que eles pelos seus próprios méritos logrados na terra vivem a glória de estar com Jesus no céu.

A Igreja Católica honra e venera os Santos, não os adoramos, como ocorre por exemplo com o Culto que realiza o culto das imagens onde se adoram as deidades africanas camufladas com o nome dos Santos católicos, tudo isto para confundir, enganar e conseguir adeptos, é por isso que o culto das imagens em África é uma religião, a religião dos Ioruba ou Locuris, e fora de África é um Sincretismo religioso, que mistura a religião Ioruba com a religião Católica,  um culto que aplica a ameaça aos seus adeptos para infundir temor, um Culto pertencente às artes obscuras proibido por Deus

Ter esculturas ou imagens em hora dos Santos não pode considerar-se uma idolatria é como ter fotografias de seres queridos. Para poder entender tudo isto, repito é necessário vê-lo, analisá-lo e estudá-lo sob a fé católica, de contrário, estaremos interpretando a Sagrada Escritura erroneamente como o fazem os irmãos separados e isso permitir-nos-á tirar conclusões que estão fora de ordem.

 



[i] (Apocalipse 7: 9-11)

[ii] (1 Timóteo 2: 1-7)

[iii] (Colossenses 1: 28-29)

08/12/2020

Doutrina

 


Culto das imagens: católicos e protestantes

 

A adoração de um só Deus é inculcada desde o livro do Génesis até ao livro do Apocalipse.

 

O Monoteísmo parece ter sido o ponto de partida de todos os sistemas religiosos conhecidos através de documentos confiáveis.

 

O Animismo, o Totemismo e o Fetichismo das classes mais baixas, a adoração da natureza, dos antepassados e dos heróis das nações civilizadas, são formas híbridas de religião desenvolvidas sobre as linhas psicológicas indicadas acima, todas são encarnações das mentes incultas ou cultas, e manifestações de uma noção fundamental, pelo seu nome, e muito acima do homem, projectando desta forma, um poder sobre este o qual depende para o bem e para o mal.

 

Por seu lado o Politeísmo nasce da confusão das segundas causas com a primeira causa, cresce na proporção inversa ao grau de facultades mentais, morre sob a clara luz da razão ou da revelação.

Em alguns dicionários os verbos adorar e venerar costumam confundir-se, muitas vezes relacionam-se como sinónimos ainda que costumem ser completamente diferentes.

 

A ignorância protestante não tem limites, se somamos a isto o desconhecimento por falta de preparação do povo católico encontramos então que uma grande maioria dos nossos fiéis, desconhece as verdades da nossa fé e não tem as ferramentas para a defender. É por isso que ante o avanço progressivo das seitas, dos grupos pseudo cristãos e das ideologias que se encontram dentro do paganismo, não somente é suficiente ter como livro de apoio as Sagradas Escrituras, necessitamos mais, necessitamos livros de Apologética, necessitamos livros de Moral, necessitamos bibliografia Cristológica, Mariológica, necessitamos do Concilio Vaticano II, necessitamos do Catecismo da Igreja Católica e entre outros do Código de Direito Canónico.

Com ele começamos a ilustrar-nos, a preparar-nos e a aprofundar no que é nosso, e naquela da qual, pelo contrário, somos presa fácil daqueles que vêm pregar um evangelho que não é o verdadeiro evangelho de Jesus.

Ora bem, visto tudo anteriormente exposto e supondo que foi fácil de compreender, para que com isso possamos reforçar as nossas verdades de fé, torna-se necessário definir alguns termos que nos enriquecerão no conhecimento que a nossa Igreja reparte.

 

Culto é a reverência que damos a Deus, à Santíssima Virgem Maria Mãe de Deus e aos Santos, na Igreja Católica existem três tipos de cultos, por razão da dignidade diferente daqueles para os quais vai a nossa reverência, estes cultos são:

 

Latria dirigida unicamente à Santa Trindade.

Dulia dirigida especificamente aos Santos, Anjos e Mártires.

Hiperdulia dirigida somente à Santíssima Virgem Maria.

01/12/2020

Doutrina

 


Culto das imagens: Católicos e Protestantes

 

Citações bíblicas manejadas pelos protestantes para nos assinalar como idólatras: [i]

 

 

O Catecismo de a Igreja Católica no seu número 2113 é bem explícito a este respeito quando diz que a idolatria não se refere só aos cultos falsos do paganismo, que é uma tentação constante da fé que consiste simplesmente em divinizar o que não é Deus.

Há idolatria a partir do momento em que o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus, trate-se de outros deuses segundo crenças diferentes, trate-se de demónios segundo o satanismo e o ocultismo em geral, trate-se do poder, do prazer, da raça, dos antepassados ou do dinheiro entre outras tantas coisas que podem levar a considerar-se como deuses.

Segundo o Evangelista Mateus não podemos servir ao mesmo tempo a Deus e o dinheiro com tudo o que isto implica, não podemos dizer-nos católicos e ao mesmo tempo praticar a imagiologia ou qualquer culto que tenha que ver com o ocultismo, não podemos dizer-nos católicos e acreditar nas disciplinas orientais onde encontramos o Feng Shui, a Meditação e os Chacras entre outros, não podemos dizer-nos católicos e ler literatura protestante, não podemos dizer-nos católicos e rejeitar a Igreja Católica e o que Cristo Jesus deixou nela para que fosse administrado pelos homens.

 

O próprio Catecismo de a Igreja Católica no seu número 2112 recorda-nos que o primeiro mandamento da lei de Deus condena o politeísmo e exige ao homem não ter outros deuses além do Deus verdadeiro, por outro lado o numero 2114 do mesmo Catecismo, refere que a vida humana se unifica na adoração do Único Deus, esse mandamento de adorar a Único Senhor dá unidade ao homem e salva-o de uma dispersão definitiva, tal quer dizer por outras palavras, que a idolatria é portanto uma perversão do sentido religioso inato no homem.

 

Em conclusão a idolatria consiste em pôr uma pessoa, coisa ou desejo acima de Deus, tirar a Deus o lugar que só a Ele corresponde, e quando digo Deus refiro-me simplesmente a Deus Trino, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

 

Segundo a Enciclopédia Católica, etimologicamente a palavra idolatria denota adoração divina outorgada a uma imagem, mas o seu significado alargou-se a toda a adoração divina outorgada a qualquer pessoa ou coisa diferente do único e verdadeiro Deus.

 

São Tomás de Aquino trata a idolatria como uma espécie do género da superstição o que é um vazio oposto à virtude da religião e consiste em dar honra divina a coisas que não são Deus ou ao próprio Deus mesmo de uma maneira equívoca.

A nota específica da idolatria é a sua directa oposição ao objecto primário da adoração Divina, é quando se confere a uma criatura a reverência devida só a Deus.

Existe uma diferencia essencial entre a idolatria e a veneração de imagens praticada na Igreja Católica, enquanto o idolatra atribui poderes divinos à imagem, o católico, por seu lado, reverencia-a, ou seja, nas imagens católicas não há divindade nem virtude devida pela qual devam ser adoradas, não se pode dirigir-lhes petições, não se deve depositar confiança nelas, a honra que a elas se atribui está referida somente a Cristo Jesus.

 

Todavia a culpa da idolatria, não deve ser avaliada somente pela sua natureza abstracta, a forma concreta que assume na consciência do pecador é o elemento realmente importante, nenhum pecado é mortal, se não foi cometido com claro conhecimento e livre determinação.

É razoável, cristão e caritativo, supor que os falsos deuses dos pagãos e dos primeiros aborígenes eram nas suas consciências, o único Deus verdadeiro que conheciam, e que a sua adoração, a ser correcta na sua intenção, se elevava ao Único Deus verdadeiro, juntamente com a dos judeus e os cristãos aos quais se lhes tinha revelado.



[i] ÉXODO 20: 3-5; DEUTERONÓMIO 4: 15-21; DEUTERONÓMIO 7: 25-26; LEVÍTICO 20: 1

Citações bíblicas onde Deus manda elaborar imagens:

ÉXODO 25: 10-22; NÚMEROS 21: 8-9; 1 REIS 6: 23-26

24/11/2020

Temas doutrinais

 


A ALMA

 

8. Como aperfeiçoar a alma:

 

O corpo e a alma melhoram adquirindo novas qualidades. O corpo progride em capacidades materiais; a alma incrementa as suas qualidades espirituais. Nos dois casos esse melhoramento adquire-se através da repetição de actos bons. Assim, os factos isolados convertem-se em qualidades e adquire-se facilidade e agilidade para continuar a linha de actuação.

17/11/2020

Temas doutrinais

 


A ALMA

 

7. A espiritualidade e imortalidade da alma são assunto da fé:

 

A fé ajuda a descobrir, primeiramente, algumas realidades, mas a espiritualidade e imortalidade da alma não se conhecem só pela fé, mas também pela razão: se o homem realiza acções de cariz espiritual é porque possui um princípio espiritual a que chamamos alma; e o espiritual não pode morrer, como já comentámos. Por seu lado, o céu, o inferno e o purgatório conhecem-se pela doutrina cristã.

10/11/2020

Temas doutrinais


 

A ALMA

 

6. O que acontece quando um homem morre:

 

Durante a vida o corpo humano vai-se deteriorando e chega um momento em que a alma é incapaz de mantê-lo vivo. Então chega a morte: o corpo passa a ser um cadáver e a alma vai para o céu ou para o inferno (ou temporariamente para o purgatorio).

03/11/2020

Temas doutrinais

 


A ALMA

 

5. As pessoas sem uso de razão não têm alma:

 

Os bebés, alguns loucos, os que dormem o estão em coma têm alma pois vivem e são humanos. Mas, no seu caso específico, a espiritualidade da alma não se manifesta.

27/10/2020

Temas doutrinais

 


A oração

A oração é necessária para a vida espiritual: é a respiração que permite que a vida do espírito se desenvolva e actualize a fé na presença de Deus e do seu amor.

 

1. O que é a oração

[1]

Há dois vocábulos para designar a relação consciente e coloquial do homem com Deus: prece e oração. A palavra “prece” provém do verbo latino precor, que significa rogar, socorrer-se de alguém, solicitando um benefício. O termo “oração” provém do substantivo latino oratio , que significa fala, discurso, linguagem.

 

As definições de oração, que habitualmente são dadas, costumam reflectir estas diferenças de matiz que acabamos de encontrar ao aludir à terminologia. Por exemplo, São João Damasceno considera-a como «a elevação da alma a Deus e a petição de bens convenientes» [2] ; enquanto que para São João Clímaco, trata-se antes de uma «conversa familiar e união do homem com Deus» [3].

 

A oração é absolutamente necessária para a vida espiritual. É como a respiração que permite que a vida do espírito se desenvolva. Na oração actualiza-se a fé na presença de Deus e do seu amor. Fomenta-se a esperança que leva a orientar a vida para Ele e a confiar na sua providência. E engrandece-se o coração ao responder, com o próprio amor, ao Amor divino.

 

Na oração, a alma, conduzida pelo Espírito Santo no mais profundo de si mesma (cf. Catecismo , 2562), une-se a Cristo, mestre, modelo e caminho de toda a oração cristã (cf. Catecismo, 2599 e seg.), e com Cristo, por Cristo e em Cristo, dirige-se a Deus Pai, participando da riqueza da vida trinitária (cf. Catecismo, 2559-2564). Daí a importância que a Liturgia tem na vida de oração e, no seu centro, a Eucaristia.

 

José Luis Illanes

 

Bibliografía básica

 

- Catecismo da Igreja Católica, 2558-2758.

 

Leituras recomendadas

 

- S. Josemaria, Homilias «O triunfo de Cristo na humildade»; «A Eucaristia, mistério de fé e de amor»; «A Ascensão do Senhor aos céus»; «O Grande Desconhecido» e «Por Maria, a Jesus»,em Cristo que passa , 12-21, 83-94, 117-126, 127-138 y 139-149. Homilias «A intimidade com Deus»; «Vida de oração» e «Rumo à santidade» , em Amigos de Deus , 142-153, 238-257, 294-316.

- J. Echevarría, Itinerários de vida cristã, Diel, Lisboa 2006, pp. 105-120.

- J.L. Illanes, Tratado de teología espiritual, Eunsa, Pamplona 2007, pp. 427-483.

- M. Belda, Guiados por el Espíritu de Dios. Curso de Teología Espiritual, Palabra , Madrid 2006, pp. 301-338.

 



[1] A Igreja professa a sua Fé no Símbolo dos Apóstolos. Celebra o Mistério, ou seja, a realidade de Deus e do seu amor a que nos abre a fé, na Liturgia sacramental. Como fruto dessa celebração do Mistério os fiéis recebem uma vida nova que os leva a viver de acordo com a condição de filhos de Deus. Essa comunicação da vida divina ao homem reclama ser recebida e vivida numa atitude de relação pessoal com Deus; esta relação exprime-se, desenvolve-se e potencia-se na oração.

[2] São João Damasceno, De fide orthodoxa, III, 24; PG 94,1090.

[3] São João Clímaco, Scala paradisi, grado 28; PG 88, 1129.

20/06/2020

Doutrina – 538

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA


CAPÍTULO TERCEIRO

OS SACRAMENTOS AO SERVIÇO DA COMUNHÃO E DA MISSÃO


321. Quais são os sacramentos ao serviço da comunhão e da missão?

CIC: 1533–1535

Dois sacramentos, a Ordem e o Matrimónio, conferem uma graça especial para uma missão particular na Igreja em ordem à edificação do povo de Deus. Eles contribuem em especial para a comunhão eclesial e para a salvação dos outros.