26/01/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos
Para te falar com franqueza – que é o que faço sempre – tenho de te chamar a atenção para o seguinte:

Não podes comprometer-te a fazer uma coisa e, depois, sem mais nem menos, ou por uma razão qualquer - que não é razão nenhuma -, procederes exactamente ao contrário.

Pecado?

Bem talvez não seja mas lá que é uma falta de confiança… lá isso…



 (ama, 2011.01.26)

Medo do demónio 3



Duc in altum

A continuação dos escritos sobre o demónio - por JMA - publicados em: QUE É A VERDADE.

Recomendamos vivamente a sua leitura










Para ler clicar p.f.


http://queeaverdade.blogspot.com/2011/01/o-medo-do-demonio-3.html

O nome e o valor da pessoa humana


Observando
How many people actually know what their first names mean? In the four years that I have spent outside of my home country in Nigeria, I have frequently asked the people I meet in Europe and the United States what their names actually mean.  I have always found it amazing to get replies such as:  I do not know? Who cares? Why is that important? Such responses are very different from the typical response of an African.

Take Nigeria, where I grew up. Nigerians actually introduce themselves by not only telling their names but also explaining their meanings to people who belong to other linguistic groups. Why is the meaning of names accorded so much value in Africa?  It is because for an African, a name does not only represent a person´s identity but a name is also regarded as a promise, a vocation and a list of expectations.



Apostolado - Obstáculos


Tema para breve reflexão




Se os obstáculos são grandes (no apostolado), também é mais abundante a graça divina: será Ele quem os remove, servindo-se de cada um como de uma alavanca. 

(Álvaro del PortilloCarta pastoral, 1985.12.25, nr. 10)

Evangelho e comentário do dia


Tempo comum - III Semana



Evangelho: Lc 10, 1-9

1 Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. 2 Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. 3 Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. 5 Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. 6 Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. 7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; 9 curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.
Comentário:


Doutrina

«RERUM NOVARUM»

O concurso do Estado

17. Todavia não há dúvida de que, para obter o resultado desejado, não é de mais recorrer aos meios humanos. Assim, todos aqueles a quem a questão diz respeito, devem visar ao mesmo fim e trabalhar de harmonia cada um na sua esfera. Nisto há como que uma imagem da Providência governando o mundo: porque nós vemos de ordinário que os factos e os acontecimentos que dependem de causas diversas são a resultante da sua acção comum.
Ora, que parte de acção e de remédio temos nós o direito de esperar do Estado? Diremos, primeiro, que por Estado entendemos aqui, não tal governo estabelecido entre tal povo em particular, mas todo o governo que corresponde aos preceitos da razão natural e dos ensinamentos divinos, ensinamentos que Nós todos expusemos, especialmente na Nossa Carta Encíclica sobre a constituição cristã das sociedades (Trata-se da Encíclica «Immortale Dei»).

25/01/2011

Papa preside a celebração na Basílica de São Paulo

Duc in altum
O Papa vai presidir hoje à tradicional celebração de vésperas na solenidade litúrgica da conversão de São Paulo, encerrando, desse modo, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
O momento de oração, rezada diariamente ao entardecer por religiosos e leigos católicos, vai decorrer na Basílica de São Paulo fora de muros, em Roma, com início marcado para as 17h30 locais.
Segundo comunicado oficial divulgado pelo site do Vaticano, na celebração vão participar “representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais presentes em Roma”.



Diálogos apostólicos

Diálogos


Quem te humilhou, muito provavelmente, nem deu por isso.


Há pessoas que têm ou uma conta bancária no lugar do coração.

Reza por ele que bem precisa e, tu, agradece e aceita com alegria.

Muitíssimo mais humilhado foi Cristo e, Ele, não o merecia!



 (ama, 2011.01.25)

Pensamentos inspirados

À procura de Deus




Assim como Maria visitou a sua prima Isabel, para a ajudar na sua dificuldade, assim também a Mãe do Céu nos visita, permanentemente, para nos ajudar nas nossas provações e contrariedades.

jma, 2011 

Natal desabitado (Afonso Cabral)

Navegando pela minha cidade

A Rua do Monte dos Burgos é uma das principais artérias a norte da cidade com acesso à Circunvalação. É uma rua de trânsito intenso pois é uma das principais entradas e saídas da cidade. A cerca de vinte metros dos semáforos do cruzamento desta rua com a Circunvalação há uma casa que está abandonada há bem mais de vinte anos. É uma casa típica dos anos trinta ou quarenta com rés-do-chão e primeiro andar. A entrada principal é no primeiro andar por onde se chega subindo uma escada exterior de granito. No cimo há um pequeno alpendre e a porta da entrada. Na parede exterior, debaixo do alpendre tem um painel de azulejos com uma cena campestre que poderia ter sido tirada do filme As Pupilas do Senhor Reitor. À esquerda da porta de entrada, por cima dos primeiros degraus da escada, há uma janela de uma das salas da casa.

 Ao longo dos anos tenho assistido à lenta degradação típica de uma casa desabitada. Primeiro foram as ervas e as plantas daninhas que crescendo e secando com o passar das estações do ano e que em camadas sucessivas criaram um matagal misturado com plásticos, papeis, garrafas e lixo que o vento e as pessoas para lá iam atirando através das grades do portão. Depois foram as janelas e vidros partidos que caíram de podres e deram entrada às pombas que dela fizeram um prolífico pombal; e depois os toxicodependentes que a transformaram numa casa de chuto.  

Durante o passar dos anos em que eu ia assistindo a esta decadência, ia também pensando que com as pessoas acontece algo muito semelhante se nos deixarmos desabitar. Ou seja, se vamos concedendo espaço ao nosso egoísmo; se vamos alinhando com a maioria; se vamos fazendo concessões ao laxismo; se nos deixamos ir na corrente; se não actualizamos a nossa formação; se nos deixamos dominar pelo relativismo reinante; se não limpamos as nossas ervas daninhas. Enfim, usando uma frase muito conhecida: quando não vivemos conforme pensamos acabamos a pensar conforme vivemos.

Mas um dia alguém fez alguma coisa naquela casa desabitada. De um dia para o outro todas as janelas e portas foram tapadas com tijolos. A casa foi entaipada. E aquela casa que era um pombal e um refúgio para desgraçados passou a ser como que uma espécie de sepulcro vazio. Passou a ser uma casa totalmente desalmada. E assim ficou durante muitos e muitos anos. Até ao Natal passado.
Num dia de Dezembro, a janela tinha vidros e lá dentro via-se bem uma árvore de Natal com bolas de todas as cores e tudo. A porta de entrada estava perfeita com todos os seus relevos, entalhes, puxador, ranhura de entrada para o correio e uma grande Coroa do Advento pendurada. Uma imensa assinatura prateada tapava o bucólico painel de azulejos como se fosse o oiro, o incenso e a mirra.

O que aconteceu foi que um grafitter – um artista dessa arte urbana e marginal de que eu tanto gosto - tinha pintado isto tudo sobre os tijolos que entaipavam a janela e a porta fazendo – momentaneamente – o efeito de tromp l’oeil.
E eu dei por mim a pensar que também muitas pessoas desabitadas enchem as suas casas de luzes e luzinhas a piscar numa árvore e penduram pais natal por fora. E que isto também produzia um efeito de tromp l’âme e que não era menos falso que o natal grafittado nos tijolos que entaipavam aquela casa.

Mas foi então que ouvi no meu coração o Menino Jesus a dizer-me suavemente: Foi para esses que eu nasci.

Afonso Cabral





LITURGIA DAS HORAS

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VII. LIGAÇÃO OCASIONAL DAS HORAS DO OFÍCIO
COM A MISSA OU ENTRE SI



93. Em casos particulares, quando as circunstâncias o pedirem, na celebração pública ou comunitária, pode-se fazer uma ligação mais estreita da Missa com uma Hora do Ofício, dentro das normas a seguir indicadas, contanto que a Missa e a Hora pertençam ao mesmo Ofício. Evitar-se-á, porém, que isto redunde em prejuízo do bem pastoral, mormente aos domingos.



94. Quando a Missa é precedida imediatamente de Laudes, celebradas no coro ou em comum, a acção litúrgica pode começar ou pelo versículo introdutório e o hino de Laudes, sobretudo nos dias feriais, ou pelo canto e procissão de entrada e saudação do celebrante, principalmente nos dias festivos. Num e noutro caso, omitir-se-á um destes dois ritos iniciais.
Segue-se a salmodia de Laudes, na forma habitual, até à leitura breve exclusive. Terminada a salmodia, omitido o acto penitencial e eventualmente o Kýrie, diz-se o Gloria, segundo as rubricas, e o celebrante recita a oração da Missa. Segue-se a Liturgia da palavra, como de costume.
A oração universal faz-se na devida altura e na forma acostumada para a Missa. Contudo, nos dias feriais, na Missa matutina, em vez dos formulários quotidianos da oração universal, podem-se dizer as preces matinais próprias de Laudes.
Depois da comunhão, com o respectivo cântico, diz-se o Benedictus com sua antífona de Laudes. Segue-se a oração depois da comunhão, e tudo o mais como de costume.



95. No caso de a Missa ser precedida imediatamente da celebração pública da Hora Intermédia, quer dizer, de Tércia, Sexta ou Noa, a acção litúrgica pode igualmente começar ou pelo versículo introdutório e o hino da respectiva Hora, sobretudo nos dias feriais, ou pelo canto e procissão de entrada e saudação do celebrante, mormente nos dias festivos. Num e noutro caso, omitir-se-á um destes dois ritos iniciais.
Segue-se a salmodia da respectiva Hora, como de costume, até à leitura breve exclusive. Terminada a salmodia, omitido o acto penitencial e eventualmente o Kýrie, diz-se o Gloria, segundo as rubricas, e o celebrante recita a oração da Missa.



96. Quando a Missa é precedida imediatamente de Vésperas, estas ligam-se à Missa da mesma forma que Laudes. Note-se, porém, que não se podem celebrar as primeiras Vésperas das solenidades, domingos e festas do Senhor que ocorram ao domingo, senão depois de celebrada a Missa do dia anterior ou sábado.



97. No caso de a Hora Intermédia, quer dizer, Tércia Sexta ou Noa, ou as Vésperas, se seguirem à Missa, esta será celebrada na forma habitual até à oração depois da comunhão inclusive.
Dita a oração depois da comunhão, começa imediatamente a salmodia da respectiva Hora. Na Hora Intermédia, terminada a salmodia, omite-se a leitura breve e diz-se logo
a oração; e faz-se a despedida tal e qual como na Missa. Nas Vésperas, terminada a salmodia, omite-se a leitura e diz-se logo o cântico Magnificat com a respectiva antífona; e, omitidas as preces e a oração dominical, diz-se a oração conclusiva e dá-se a bênção ao povo.



98. Com excepção do Natal do Senhor, não é permitido, regra geral, juntar a Missa com o Ofício de Leitura, pois a Missa tem já o seu ciclo de leituras que se deve distinguir do Ofício. Todavia, nalgum caso excepcional, se se vir que pode haver nisso vantagem, então, logo depois da segunda leitura do Ofício, com seu responsório, omitindo tudo o mais, inicia-se a Missa com o hino Gloria, caso se deva dizer; aliás, com a oração.



99. No caso de o Ofício da Leitura se rezar imediatamente antes de outra Hora, pode-se dizer o hino da respectiva Hora a iniciar o Ofício da Leitura. No fim do Ofício da Leitura, omite-se a oração e a conclusão; e, na Hora que vier a seguir, omite-se o versículo introdutório e o Glória ao Pai.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
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Os cortesãos cegos


OBSERVANDO
Vivemos numa sociedade oficialmente livre-pensadora, sem tabus, preconceitos ou dogmas. Estão criadas as condições para os tabus mais acéfalos, preconceitos mais avassaladores, dogmas mais totalitários, por não existir sequer a disposição para reconhecer essa possibilidade.

Um dos contos mais geniais da literatura revela onde pode chegar a cegueira ideológica. Publicado na colectânea medieval espanhola El Conde de Lucanor de 1335 (Enxemplo XXXII - de lo que contesció a un Rey con los burladores que ficieron el paño), foi vulgarizado por Hans Christian Andersen como As Roupas Novas do Imperador (Kejserens nye Klæder) em 1837. Os cortesãos, a quem foi dito que o tecido do traje do imperador é invisível a quem não é filho de seu pai, estão dispostos a exaltar a beleza das vestes, sem conseguirem admitir que o rei vai nu. Sintomaticamente, na versão de Andersen, quem não vê as roupas é estúpido ou incompetente, mas na Idade Média interessava mais a família que a competência.

Nota: Notável artigo de João César das Neves


Preparação para o Matrimónio


Duc in altum
As questões canónicas ocupam um lugar modesto e insignificante na preparação para o matrimónio, assim que se tende a pensar que os futuros maridos tenham pouco interesse nestas problemáticas reservadas a especialistas. (…)


Está muito difundida a mentalidade, segundo a qual as 'admoestações ou proclamas matrimoniais', que servem para verificar que nada se opõe à celebração válida e lícita do matrimónio, constituem apenas um ato de natureza exclusivamente formal. (…)

Frente à relativização subjectivista e libertária da experiência sexual, a tradição da Igreja afirma, naturalmente, com claridade a índole jurídica do matrimónio, quer dizer, sua pertença por natureza ao âmbito da justiça nas relações interpessoais. Nesta óptica o direito se entrelaça, na verdade, com a vida e com o amor. (…)

Não existe portanto um matrimónio da vida e outro do direito: existe um único matrimónio, o qual é constitutivamente um vínculo jurídico real entre o homem e a mulher; um vínculo sobre o qual se apoia a autêntica dinâmica conjugal de vida e de amor. O matrimónio celebrado entre os esposos, aquele do qual a pastoral se ocupa é o mesmo do qual se ocupa a doutrina canónica: são uma única realidade natural e salvífica.
O direito a se casar, o ius connubii, deve ser visto nesta perspectiva. Não se trata, isto é, de uma reivindicação subjectiva que deve ser satisfeita pelos pastores mediante um mero reconhecimento formal, independentemente do contexto efectivo da união. O direito ao matrimónio pressupõe que se possa e se destina a celebrar realmente na verdade da sua essência, como ensinado pela Igreja. Ninguém pode reivindicar o direito de um casamento. (…)

O direito a casar-se suporta o direito a celebrar um matrimónio autêntico. Não se negaria portanto um matrimónio ali onde evidentemente não existissem impedimentos para seu exercício, quer dizer, cumprissem-se a capacidade, a vontade dos cônjuges, e a realidade natural do matrimónio.
Um sério discernimento neste aspecto, evitará que impulsos emotivos ou razões superficiais induzam os dois jovens a assumir responsabilidades que depois não saberiam honrar. (…)

Matrimónio e família são instituições que devem ser promovidas e defendidas de qualquer tipo de equívoco sobre sua verdade. (…)

A preparação para o sacramento do matrimónio, descritas pelo recordado Papa João Paulo II na exortação apostólica Familiaris consortio, tem uma finalidade que transcende a dimensão jurídica mas não se deve esquecer nunca, que o objectivo imediato de tal preparação é o de promover a livre celebração de um verdadeiro matrimónio. (…)

(Bento XVI, discurso aos membros da Rota Romana, 2011.01.22) fonte: ACI 

Apostolado - A Promessa


Tema para breve reflexão
A palavra de Deus revela-nos um mistério que se revelou na vida da humanidade, Realizou-se, com efeito, um acontecimento decisivo: o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus, ofereceu-Se a Si mesmo pela salvação do mundo. Desde então, começou uma nova história, e a Igreja de Jesus, com a força do Espírito Santo, é chamada a levar este anúncio da salvação a todos os povos, até aos confins da terra. É uma missão exigente, confiada às pessoas humildes dos Apóstolos, dos seus sucessores e colaboradores vindos de todos os povos, ao longo dos séculos, com a promessa que nenhum poder terreno poderá jamais interromper. 

(joão Paulo II, Passai um Ano Comigo, Meditações quotidianas, Editorial Verbo 1986, Tempo Pascal, pg. 112)

Evangelho e comentário do dia


Tempo comum - III Semana


Evangelho: Mc 16, 15-18
15 E disse-lhes: «Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura. 16 Quem crer e for baptizado, será salvo; mas quem não crer, será condenado. 17 Eis os milagres que acompanharão os que crerem: Expulsarão os demónios em Meu nome, falarão novas línguas, 18 pegarão em serpentes e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal; imporão as mãos sobre os doentes, e serão curados».
Comentário:


Doutrina

 «RERUM NOVARUM»

Eis como pouco a pouco se formou esse património, que a Igreja sempre guardou com religioso cuidado como um bem próprio da família dos pobres. Ela chegou até a assegurar socorros aos infelizes, poupando-lhes a humilhação de estender a mão; porque esta mãe comum dos ricos e dos pobres, aproveitando maravilhosamente rasgos de caridade que ela havia provocado por toda a parte, fundou sociedades religiosas e uma multidão doutras instituições úteis que, pouco tempo depois, não deviam deixar sem alívio nenhum género de miséria.
Há hoje, sem dúvida, um certo número de homens que, fiéis ecos dos pagãos de outrora, chegam a fazer, mesmo dessa caridade tão maravilhosa, uma arma para atacar a Igreja; e viu-se uma beneficência estabelecida pelas leis civis substituir-se à caridade cristã; mas esta caridade, que se dedica toda e sem pensamento reservado à utilidade do próximo, não pode ser suprida por nenhuma invenção humana. Só a Igreja possui essa virtude, porque não se pode haurir senão no Sagrado Coração de Jesus Cristo, e é errar longe de Jesus Cristo estar afastado da Sua Igreja.

24/01/2011

Diálogos apostólicos


Diálogos


Se te acompanho nessa humilhação?


Claro que sim!

E mais: digo te que sinto inveja de não ter, eu também, tão excelente oportunidade para dar graças a Deus.



 (ama, 2011.01.24)

Igreja Prelatícia de Nossa Senhora da Paz








Igreja Prelatícia de Nossa Senhora da Paz:


O corpo de São Josemaria Escrivá repousa numa urna que está sob o altar da Igreja de Santa Maria da Paz. Milhões de pessoas em todo o mundo recorrem a São Josemaria para pedir a Deus nosso Senhor as mais variadas graças e favores. E são muitos os que se deslocam à Igreja Prelatícia para continuar a pedir ou para agradecer favores recebidos por sua intercessão.

A devoção de Mons. Escrivá a Nossa Senhora é a razão de ser da invocação desta Igreja e da imagem que a preside. A pintura, obra de Manuel Caballero, ficou à veneração dos fiéis no dia 18 de Dezembro de 1959.
O altar do templo situa-se sob um pequeno baldaquino, como acontece em muitas igrejas romanas. No vestíbulo de acesso encontra-se uma escultura da Virgem Maria, Mãe do Amor Formoso. No átrio vê-se a pia baptismal onde foi baptizado São Josemaria no dia 13 de Janeiro de 1902. Foi doada pelo Bispo e Cabido da Catedral de Barbastro, sua cidade natal.

Na cripta está enterrado Mons. Álvaro del Portillo  (1914-1994), bispo e primeiro sucessor de São Josemaria à frente do Opus Dei.

Nessa mesma cripta está enterrada Carmen Escrivá, irmã do fundador; e enterrou-se, recentemente, a primeira numerária auxiliar do Opus Dei, Dora del Hoyo.

Aí se encontram também a Capela do Santíssimo e os confessionários. São Josemaria pregou com incansável desvelo a frequência dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, dádivas de Deus aos homens, seus filhos, e fonte de alegria e de verdadeira paz.



A origem das espécies



OBSERVANDO

Darwin e Lamarck quiseram explicar a ascensão das espécies inferiores às superiores pela variabilidade.

Pela hereditariedade ou pela selecção natural, e isto em virtude de processos puramente mecânicos.

Note-se, porém, que, tanto um como outro, admitiam que esses processos obedeciam, não ao simples acaso, mas a leis impostas por Deus à natureza. 




("To my mind it accords better with what we know of the laws impressed on the matter by the Creator…")






(cfr. Darwin, On the Origin of Species, J. Murray, London, 1859, pg. 448, trd. ama)

Cristo não está dividido

Duc in altum
Queridos irmãos e irmãs!

Nestes dias, de 18 a 25 de Janeiro, realiza-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Este ano, tem por tema uma passagem do livro dos Actos dos Apóstolos, que resume em poucas palavras a vida da primeira comunidade cristã de Jerusalém:  “Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações (Act 2, 42). É muito significativo que este tema tenha sido proposto pelas Igrejas e comunidades cristãs de Jerusalém, reunidas em espírito ecuménico. Sabemos quantas provas devem enfrentar os irmãos e irmãs da Terra Santa e do Oriente Médio. Seu serviço é portanto ainda mais precioso, valorizado por um testemunho que, em certos casos, chegou até o sacrifício da vida. Por isso, enquanto acolhemos com alegria as inspirações para a reflexão oferecidas pelas comunidades que vivem em Jerusalém, unimo-nos em torno delas, e isso se converte para todos em um factor ulterior de comunhão.

Também hoje, para ser no mundo sinal e instrumento de união íntima com Deus e de unidade entre os homens, nós, cristãos, devemos fundar nossa vida nestes quatro “pilares”: a vida fundada na fé dos Apóstolos transmitida na viva Tradição da Igreja, a comunhão fraterna, a Eucaristia e a oração.  Só desta forma, permanecendo firmemente unida a Cristo, a Igreja pode realizar eficazmente sua missão, apesar de todos os limites e das faltas de seus membros, apesar das divisões, que já o apóstolo Paulo teve de enfrentar na comunidade de Corinto, como recorda a segunda leitura bíblica deste domingo, onde diz: “Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento” (1, 10). O apóstolo, de facto, soubera que na comunidade cristã de Corinto houvera discórdias e divisões; por isso, com grande firmeza, acrescenta: “Então estaria Cristo dividido?” (1,13). Dizendo isso, ele afirma que toda divisão na Igreja é uma ofensa a Cristo; e, ao mesmo tempo, que é sempre n’Ele, única Cabeça e Senhor, onde podemos voltar a nos encontrar unidos, pela força inesgotável de sua graça.

Daí então o chamamento sempre actual do Evangelho de hoje: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 4,17). O sério dever de conversão a Cristo é o caminho que conduz a Igreja, com os tempos que Deus dispõe, à plena unidade visível. Disso são um sinal os encontros ecuménicos que se multiplicam nestes dias em todo o mundo. Aqui em Roma, além de se encontrarem presentes delegações ecuménica, começará amanhã uma sessão de encontro da Comissão do diálogo teológico entre a Igreja Católica e as Antigas Igrejas Orientais. E depois de amanhã concluiremos a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos com a solene celebração das Vésperas na festa da Conversão de São Paulo.

Que nos acompanhe sempre, neste caminho, a Virgem Maria, Mãe da Igreja.

 (bento XVI, Angelus, 2011.01.23)
(ZENIT.org)