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22/09/2012

A pureza nasce do amor

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Vê quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão forte na fé...; sustentou a sua família – Jesus e Maria – com o seu trabalho esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou – amou! – a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas também dele como Esposo de Santa Maria. (Forja, 552)
Não estou de acordo com a forma clássica de representar S. José como um homem velho, apesar da boa intenção de se destacar a perpétua virgindade de Maria. Eu imagino-o jovem, forte, talvez com alguns anos mais do que a Virgem, mas na pujança da vida e das forças humanas.
Para viver a virtude da castidade não é preciso ser-se velho ou carecer de vigor. A castidade nasce do amor; a força e a alegria da juventude não constituem obstáculo para um amor limpo. Jovem era o coração e o corpo de S. José quando contraiu matrimónio com Maria, quando conheceu o mistério da sua Maternidade Divina, quando viveu junto d'Ela respeitando a integridade que Deus lhe queria oferecer ao mundo como mais um sinal da sua vinda às criaturas. Quem não for capaz de compreender um amor assim conhece muito mal o verdadeiro amor e desconhece por completo o sentido cristão da castidade. (Cristo que passa, 40)

06/07/2012

S. José, Mestre da vida interior

Textos de S. Josemaria

São José, Pai de Cristo, é também teu Pai e teu Senhor. – Recorre a Ele. (Caminho, 559)

O nosso Pai e Senhor São José é Mestre da vida interior. – Põe-te sob o seu patrocínio e sentirás a eficácia do seu poder. (Caminho, 560)

De São José diz Santa Teresa, no livro da sua vida: "Quem não achar Mestre que lhe ensine a orar, tome este glorioso Santo por mestre, e não errará no caminho". – O conselho vem de uma alma experimentada. Segue-o. (Caminho, 561)

São José: não se pode amar Jesus e Maria sem amar o Santo Patriarca. (Forja, 551)

Vê quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão forte na fé...; sustentou a sua família – Jesus e Maria – com o seu trabalho esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou – amou! – a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas também dele como Esposo de Santa Maria. (Forja, 552)

S. José, nosso Pai e Senhor, castíssimo, limpíssimo, que mereceste trazer Jesus Menino nos teus braços, e lavá-lo e abraçá-lo: ensina-nos a tratar o nosso Deus, a ser limpos, dignos de ser outros Cristos.

E ajuda-nos a fazer e a ensinar, como Cristo, os caminhos divinos – ocultos e luminosos –, dizendo aos homens que podem, na terra, ter continuamente uma eficácia espiritual extraordinária. (Forja, 553)

Ama muito S. José, quer-lhe com toda a tua alma, porque é a pessoa que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais conviveu com Deus: quem mais o amou, depois da Nossa Mãe.

Merece o teu carinho e convém-te dar-te com ele, porque é Mestre de vida interior e pode muito ante Nosso Senhor e ante a Mãe de Deus. (Forja, 554)



© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

26/04/2012

Ide a José e encontrareis Jesus

Textos de S. Josemaria

Ama muito S. José, quer-lhe com toda a tua alma, porque é a pessoa que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais conviveu com Deus: quem mais o amou, depois da Nossa Mãe. Merece o teu carinho e convém-te dar-te com ele, porque é Mestre de vida interior e pode muito ante Nosso Senhor e ante a Mãe de Deus. (Forja, 554)

José foi, no aspecto humano, mestre de Jesus; conviveu com Ele diariamente, com carinho delicado, e cuidou dele com abnegação alegre. Não será esta uma boa razão para considerarmos este varão justo, este Santo Patriarca, no qual culmina a Fé da Antiga Aliança, Mestre de vida interior? A vida interior não é outra coisa senão o convívio assíduo e intimo com Cristo, para nos identificarmos com Ele. E José saberá dizer-nos muitas coisas sobre Jesus. Por isso, não deixeis nunca de conviver com ele; ite ad Joseph, como diz a tradição cristã com uma frase tomada do Antigo Testamento.
Mestre da vida interior, trabalhador empenhado no seu trabalho, servidor fiel de Deus em relação contínua com Jesus: este é José. Ite ad Joseph. Com S. José o cristão aprende o que é ser Deus e estar plenamente entre os homens, santificando o mundo. Ide a José e encontrareis Jesus. Ide a José e encontrareis Maria, que encheu sempre de paz a amável oficina de Nazaré. (Cristo que passa, nn. 56)

A Igreja inteira reconhece S. José como seu protector e padroeiro. Ao longo dos séculos tem-se falado dele, sublinhando diversos aspectos da sua vida, sempre fiel à missão que Deus lhe confiara. Por isso, desde há muitos anos, me agrada invocá-lo com um título carinhoso: Nosso Pai e Senhor.
S. José é realmente Pai e Senhor, protegendo e acompanhando no seu caminho terreno aqueles que o veneram, como protegeu e acompanhou Jesus enquanto crescia e se fazia homem. (Cristo que passa, nn. 39)

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17/09/2011

Textos de São Josemaria Escrivá

"A paz de Cristo no reino de Cristo"

Um segredo. – Um segredo em voz alta: estas crises mundiais são crises de santos. – Deus quer um punhado de homens "seus" em cada actividade humana. – Depois... "Pax Christi in regno Christi" – a paz de Cristo no reino de Cristo. (Caminho, 301)

Esforça-te, se é preciso, por perdoar sempre aos que te ofenderem, desde o primeiro instante, já que, por maior que seja o prejuízo ou a ofensa que te façam, mais te tem perdoado Deus a ti. (Caminho, 452)


Característica evidente de um homem de Deus, de uma mulher de Deus, é a paz na alma: tem "a paz" e dá "a paz" às pessoas com quem convive. (Forja, 649)



Habitua-te a apedrejar com Ave-Marias esses pobres "odientos", como resposta às suas pedradas. (Forja, 650)



Santa Maria é (e assim a invoca a Igreja) a Rainha da paz. Por isso, quando se agitar a tua alma, ou o ambiente familiar ou profissional, a convivência na sociedade ou entre os povos, não cesses de aclamá-la com esse título: "Regina pacis, ora pro nobis!", Rainha da paz, roga por nós! Experimentaste-o alguma vez, quando perdeste a tranquilidade?... Surpreender-te-ás com a sua imediata eficácia. (Sulco, 874)



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07/09/2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Tornou-se alimento, fez-se Pão”


O maior louco que houve e haverá é Ele. Cabe maior loucura do que entregar-se como Ele se entrega e a quem se entrega? Porque loucura teria sido ficar como um Menino indefeso; mas, assim, ainda muitos malvados se enterneceriam, sem se atreverem a maltratá-lo. Pareceu-lhe pouco: quis aniquiliar-se mais e dar-se mais. Tornou-se alimento, fez-se Pão. – Divino Louco! Como te tratam os homens?... Eu próprio? (Forja, 824)


Lembremo-nos da experiência tão humana da despedida de duas pessoas muito amigas. Desejariam ficar sempre juntas, mas o dever – ou seja o que for – obriga-as a afastar-se uma da outra. Não podem, portanto, continuar uma junto da outra, como seria do seu gosto. Nestas ocasiões, o amor humano, que por maior que seja, é sempre limitado, costuma recorrer aos símbolos. As pessoas que se despedem trocam lembranças entre si, talvez uma fotografia onde se escreve uma dedicatória tão calorosa, que até admira que não arda o papel. Mas não podem ir além disso, porque o poder das criaturas não vai tão longe como o seu querer.

Ora o que não está na nossa mão, consegue-o o Senhor. Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem, não deixa um símbolo, mas uma realidade. Fica Ele mesmo. Embora vá para o Pai, permanece entre os homens. Não nos deixará um simples presente que nos faça evocar a sua memória, alguma imagem que tenda a apagar-se com o tempo, como uma fotografia que a pouco e pouco se vai esvaindo e amarelecendo até perder o sentido para quem não interveio naquele momento amoroso. Sob as espécies do pão e do vinho está Ele, realmente presente, com o seu Corpo, o seu Sangue, a alma e a sua Divindade. (Cristo que passa, 83)


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31/08/2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“A pureza nasce do amor”

Vê quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão forte na fé...; sustentou a sua família – Jesus e Maria – com o seu trabalho esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou – amou! – a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas também dele como Esposo de Santa Maria. (Forja, 552)


Não estou de acordo com a forma clássica de representar S. José como um homem velho, apesar da boa intenção de se destacar a perpétua virgindade de Maria. Eu imagino-o jovem, forte, talvez com alguns anos mais do que a Virgem, mas na pujança da vida e das forças humanas.

Para viver a virtude da castidade não é preciso ser-se velho ou carecer de vigor. A castidade nasce do amor; a força e a alegria da juventude não constituem obstáculo para um amor limpo. Jovem era o coração e o corpo de S. José quando contraiu matrimónio com Maria, quando conheceu o mistério da sua Maternidade Divina, quando viveu junto d'Ela respeitando a integridade que Deus lhe queria oferecer ao mundo como mais um sinal da sua vinda às criaturas. Quem não for capaz de compreender um amor assim conhece muito mal o verdadeiro amor e desconhece por completo o sentido cristão da castidade. (Cristo que passa, 40) 


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07/06/2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“S. José, Mestre da vida interior” 

São José, Pai de Cristo, é também teu Pai e teu Senhor. – Recorre a Ele. (Caminho, 559)


O nosso Pai e Senhor São José é Mestre da vida interior. – Põe-te sob o seu patrocínio e sentirás a eficácia do seu poder. (Caminho, 560)



De São José diz Santa Teresa, no livro da sua vida: "Quem não achar Mestre que lhe ensine a orar, tome este glorioso Santo por mestre, e não errará no caminho". – O conselho vem de uma alma experimentada. Segue-o. (Caminho, 561)

São José: não se pode amar Jesus e Maria sem amar o Santo Patriarca. (Forja, 551)

Vê quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão forte na fé...; sustentou a sua família – Jesus e Maria – com o seu trabalho esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou – amou! – a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas também dele como Esposo de Santa Maria. (Forja, 552)

S. José, nosso Pai e Senhor, castíssimo, limpíssimo, que mereceste trazer Jesus Menino nos teus braços, e lavá-lo e abraçá-lo: ensina-nos a tratar o nosso Deus, a ser limpos, dignos de ser outros Cristos.



E ajuda-nos a fazer e a ensinar, como Cristo, os caminhos divinos – ocultos e luminosos –, dizendo aos homens que podem, na terra, ter continuamente uma eficácia espiritual extraordinária. (Forja, 553)

Ama muito S. José, quer-lhe com toda a tua alma, porque é a pessoa que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais conviveu com Deus: quem mais o amou, depois da Nossa Mãe.



Merece o teu carinho e convém-te dar-te com ele, porque é Mestre de vida interior e pode muito ante Nosso Senhor e ante a Mãe de Deus. (Forja, 554)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

27/03/2011

São José: Exemplo de virtudes

Quem me dera poder inculcar em mim, um pouco que fosse da tua maravilhosa humildade, meu Pai e Senhor, São José.

Permanentemente disponível, sempre presente e, no entanto tão discreto, quase apagado, sempre em segundo lugar.
Sabes bem que o teu Filho Adoptivo e a tua esposa, são as figuras centrais de toda uma saga maravilhosa dos planos de Deus.
A ti foi-te reservado o lugar importantíssimo de vigiar e prover o sustento e a defesa da pequena família.
Sendo no entanto a Primeira Família - o Filho de Deus e a Mãe de Deus - o lugar que te está reservado é sem dúvida tão importante que dificilmente poderia ser preenchido por qualquer homem que não tivesse em si a Graça de Deus.
E tu, homem simples, encarregas-te desta tarefa sublime, assumes esta responsabilidade extraordinária, tomas integralmente a peito o teu papel sem um momento nem de dúvida nem de orgulho.

Não sei qual será a maior virtude: se a confiança plena perante tão grande tarefa, se a humildade perfeita face a tão extraordinária honra.
Julgo que ambas são enormes, extraordinárias, mas apraz-me pensar que, talvez a primeira, a confiança, seja, apesar de tudo, a mais notável.

Qual o ser humano, homem que por mais virtudes que pudesse ter, não se retrairia, não ficaria aterrado com a noticia dada por um Anjo do Senhor, que iria ser o guardião da Mãe de Deus, seu esposo perante o mundo, e o pai adoptivo do próprio Filho de Deus, Salvador dos homens?
Que poderia pensar um espírito por mais nobre e rico de graça?
Que perguntas faria ao anjo?
Que temores se instalariam no seu espírito?
Não rezam os Evangelhos que São José tenha feito qualquer pergunta ao Anjo do Senhor nem a ninguém.

A Virgem Maria, pergunta: Como será isso, se não conheço varão. ?([1])

Quer saber o que se passa, deseja conhecer a vontade do Senhor a seu respeito.

Evidentemente, para dizer que sim: Faça-se segundo a Tua palavra. ([2])

São José não tem nada a perguntar.

Não temas receber a Maria como tua esposa. O filho que espera é obra do Espírito Santo. Hás-de pôr-lhe o nome de Jesus. Pega na tua família e vai para o Egipto, até que eu te avise.([3])

E, depois: Pega na tua família e regressa à tua terra. ([4])

E, a isto tudo, que é muito e muitíssimo grave e importante, José não pergunta, nem hesita.
Pura e simplesmente faz como lhe mandam.
Não se preocupa saber como será, que acontecerá, como e de que viverão.
Compete-lhe fazer o melhor que pode e sabe, trabalha para angariar o sustento dos seus, enfim, evitar na medida do possível, qualquer sobressalto ou perigo para a sua família.
Faz, e faz o melhor que pode e com confiança absoluta que, assim, cumpre exactamente o que Deus espera dele.

Não é ele quem pergunta a Jesus, no templo, onde estava, porque tinha desaparecido sem dizer nada.
Deixa essa tarefa para Sua Mãe Santíssima.
Ele, José, não faz perguntas. Confia apenas de maneira total, absoluta e faz o que tem a fazer.

Queiras tu, meu pai e senhor, incutir em mim a confiança no Senhor meu Deus e o fervor do cumprimento da Sua vontade Santíssima.
Ajuda-me a conquistar essas virtudes que tão bem viveste.

AMA, meditações, 1999


[1] cfr. Lc. 1, 34
[2] cfr. Lc. 1, 38
[3] cfr. Mt. 2, 13-18
[4] cfr. Mt. 2, 19-23

19/03/2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Ide a José e encontrareis Jesus”

Ama muito S. José, quer-lhe com toda a tua alma, porque é a pessoa que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais conviveu com Deus: quem mais o amou, depois da Nossa Mãe. Merece o teu carinho e convém-te dar-te com ele, porque é Mestre de vida interior e pode muito ante Nosso Senhor e ante a Mãe de Deus. (Forja, 554)



José foi, no aspecto humano, mestre de Jesus; conviveu com Ele diariamente, com carinho delicado, e cuidou dele com abnegação alegre. Não será esta uma boa razão para considerarmos este varão justo, este Santo Patriarca, no qual culmina a Fé da Antiga Aliança, Mestre de vida interior? A vida interior não é outra coisa senão o convívio assíduo e intimo com Cristo, para nos identificarmos com Ele. E José saberá dizer-nos muitas coisas sobre Jesus. Por isso, não deixeis nunca de conviver com ele; ite ad Joseph, como diz a tradição cristã com uma frase tomada do Antigo Testamento.
Mestre da vida interior, trabalhador empenhado no seu trabalho, servidor fiel de Deus em relação contínua com Jesus: este é José. Ite ad Joseph. Com S. José o cristão aprende o que é ser Deus e estar plenamente entre os homens, santificando o mundo. Ide a José e encontrareis Jesus. Ide a José e encontrareis Maria, que encheu sempre de paz a amável oficina de Nazaré. (Cristo que passa, nn. 56)

A Igreja inteira reconhece S. José como seu protector e padroeiro. Ao longo dos séculos tem-se falado dele, sublinhando diversos aspectos da sua vida, sempre fiel à missão que Deus lhe confiara. Por isso, desde há muitos anos, me agrada invocá-lo com um título carinhoso:  Nosso Pai e Senhor.
S. José é realmente Pai e Senhor, protegendo e acompanhando no seu caminho terreno aqueles que o veneram, como protegeu e acompanhou Jesus enquanto crescia e se fazia homem. (Cristo que passa, nn. 39). 

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

14/03/2011

São José: Virtudes

Quem me dera poder inculcar em mim, um pouco que fosse da tua maravilhosa humildade, meu Pai e Senhor, São José.
Permanentemente disponível, sempre presente e, no entanto tão discreto, quase apagado, sempre em segundo lugar.


Sabes bem que o teu Filho Adoptivo e a tua esposa, são as figuras centrais de toda uma saga maravilhosa dos planos de Deus.
A ti foi-te reservado o lugar importantíssimo de vigiar e prover o sustento e a defesa da pequena família.


Sendo no entanto a Primeira Família - o Filho de Deus e a Mãe de Deus - o lugar que te está reservado é sem dúvida tão importante que dificilmente poderia ser preenchido por qualquer homem que não tivesse em si a Graça de Deus.
E tu, homem simples, encarregas-te desta tarefa sublime, assumes esta responsabilidade extraordinária, tomas integralmente a peito o teu papel sem um momento nem de dúvida nem de orgulho.


Não sei qual será a maior virtude: se a confiança plena perante tão grande tarefa, se a humildade perfeita face a tão extraordinária honra.
Julgo que ambas são enormes, extraordinárias, mas apraz-me pensar que, talvez a primeira, a confiança, seja, apesar de tudo, a mais notável.


Qual o ser humano, homem que por mais virtudes que pudesse ter, não se retrairia, não ficaria aterrado com a noticia dada por um Anjo do Senhor, que iria ser o guardião da Mãe de Deus, seu esposo perante o mundo, e o pai adoptivo do próprio Filho de Deus, Salvador dos homens?


Que poderia pensar um espírito por mais nobre e rico de graça?
Que perguntas faria ao anjo?
Que temores se instalariam no seu espírito?


Não rezam os Evangelhos que São José tenha feito qualquer pergunta ao Anjo do Senhor nem a ninguém.


A Virgem Maria, pergunta, indaga, quer saber.
São José não tem nada a perguntar.


«Não temas receber a Maria como tua esposa. O filho que espera é obra do Espírito Santo. Hás-de pôr-lhe o nome de Jesus. Pega na tua família e vai para o Egipto, até que eu te avise.»
E, depois: “Pega na tua família e regressa à tua terra.”
E, a isto tudo, que é muito, muitíssimo grave e importante, José não pergunta, nem hesita.
Pura e simplesmente faz como lhe mandam.


Não se preocupa saber como será, que acontecerá, como e de que viverão.
Compete-lhe fazer o melhor que pode e sabe, trabalha para angariar o sustento dos seus, enfim, evitar na medida do possível, qualquer sobressalto ou perigo para a sua família.
Faz, e faz com diligência e com confiança absoluta que, assim, cumpre exactamente o que Deus espera dele.


Não é ele que pergunta a Jesus, no templo, onde estava, porque tinha desaparecido sem dizer nada.


Deixa essa tarefa para Sua Mãe Santíssima.


Ele, José, não faz perguntas. Confia apenas de maneira total, absoluta e faz o que tem a fazer.


Queiras tu, meu Pai e Senhor, incutir em mim a confiança no Senhor meu Deus e o fervor do cumprimento da Sua vontade Santíssima.
Ajuda-me a conquistar essas virtudes que tão bem vivestes.

(ama, meditação, 1989.03.19) 

12/03/2011

São José – Discrição

Duc in altum



«encontraram o Menino e Sua Mãe»[1] porque eram Eles os protagonista da História da Salvação que começava.

José, permanece na sombra.

O que lhe compete é zelar por Eles e, por isso, é o que faz.





ama, 2011.03.13


[1] Cfr Lc 2, 16

10/03/2011

São José – Pôr os meios

Duc in altum



«não havia lugar para eles na hospedaria»[i] e, José procura e encontra o lugar certo para o Nascimento do Salvador.

Sabe Quem vai nascer e conclui que se Ele quisesse outra coisa haveria de dispor.












(ama, 2011.03.11


[i] Cfr. Lc 2, 7