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29/04/2023

Publicações em Abril 29

  


Dentro do Evangelho

 

Lc X, 25-37

O bom samaritano

25 Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?» 26 Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?» 27 O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.» 28 Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.» 29 Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?» 30 Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. 31 Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. 32 Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante. 33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão. 34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. 35 No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: ‘Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.’ 36 Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» 37 Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também o mesmo.»

 

Personagem 1.4

A vítima dos ladrões

Sou um judeu natural de Jerusalém, mas, no exercício da minha actividade desloco-me a várias povoações de Israel, nomeadamente Jericó. O que faço? Bem… sou um cobrador de impostos, o que chamam depreciativamente: um Publicano. Não tenho muitos amigos… na verdade… não tenho sequer alguém a quem possa chamar: AMIGO! A princípio incomodava-me muito a forma suspeitosa e, até, o desprezo com que me tratam e, tenho de reconhecer, que um cobrador de impostos – sobretudo quando os impostos são cobrados em nome do invasor da nossa Pátria – não pode esperar outra coisa dos seus conterrâneos. Mas… é a minha vida… que hei-de eu fazer! Acordei hoje manhã, já um pouco tarde, numa estalagem. Levei algum tempo a lembrar-me de quanto acontecera na véspera. Como que em cenas pouco nítidas vi-me no caminho de Jericó para Jerusalém com os alforges da minha montada, carregados com o produto da cobrança. Sou assaltado por uns meliantes – três, parece-me – e tentai defender-me como pude, só que eles não me deram tréguas e, talvez por se aperceberem quem eu era, atacaram-me com tal violência que fiquei prostrado no caminho. Não sei quanto tempo ali fiquei inconsciente e cheio de dores dos golpes sofridos. Lembro-me vagamente de alguém que se aproximou de mim e me prestou assistência, tratou como pode as minhas numerosas feridas deitando-lhes azeite e vinho.  Nisto, o estalajadeiro aparece no meu quarto e pergunta-me como me sinto. Fico a olhar para ele. Como se percebesse da minha confusão conta-me o que aconteceu, como tinha chegado na noite anterior trazido por um Samaritano – o mesmo que me encontrara prostrado no caminho – que tratara de mim e me instalara na cama. Tinha partido há pouco mas dissera que voltaria passados dois dias. Na minha surpresa, perguntei: ‘Mas tens a certeza que era um Samaritano?’ Compreendo a tua surpresa pois, na verdade, também eu fiquei atónito. Disse-lhe: ‘Eu sou um Publicano e fui roubado e espoliado de quanto trazia, não sei como vou pagar-te a minha estadia.’ Não te preocupes com isso – responde-me – o teu “salvador” deixou-me dinheiro para cuidar de ti e até me disse que se o que me deixou não fosse suficiente no seu regresso me pagaria o que faltasse.’ Quando o estalajadeiro saiu do meu quarto não pude deixar de pensar no estranho e insólito e toda a situação. Como era possível? Um Samaritano e um Judeu, ainda por cima, Publicano? Na minha vida tenho cometido alguns – talvez bastantes – erros. Sobretudo abusos nas cobranças aproveitando-me das circunstâncias para guardar para mim uma boa parte. Isto nunca me incomodou… afinal é o que fazem todos os Publicanos! Bem sei que há pouco tempo atrás, um colega, nos surpreendera a todos quando resolvera abandonar a profissão que exercia precisamente em Jericó e devolver aos lesados o quádruplo do que se apropriara e, como se não bastasse, oferecera aos pobres metade do que possuía. Aliás circulava uma história sobre um encontro com um tal Jesus da Galileia a quem oferecera um banquete depois do que passou a fazer parte do grupo dos que o seguiam por todo o lado. Mas, confesso, não dei muita importância ao assunto. Agora, porém, parece que um incómodo estranho está a revirar-me as entranhas e começo a pensar que logo que possível tenho de encontrar-me com ele para que me conte quanto aconteceu. Conheço-o bem e, se ele, tomou tais decisões é porque algo muito especial aconteceu e, conhecendo-o como conheço, só posso concluir que terá escolhido uma vida muitíssimo melhor que a que tinha antes. Estando assim decidido, parece que as dores no meu corpo abrandaram e voltei a adormecer.

 

 Publicações em Abril 29

 

Dentro do Evangelho

 

Lc X, 25-37

O bom samaritano

25 Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?» 26 Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?» 27 O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.» 28 Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.» 29 Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?» 30 Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. 31 Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. 32 Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante. 33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão. 34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. 35 No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: ‘Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.’ 36 Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» 37 Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também o mesmo.»

 

Personagem 1.4

A vítima dos ladrões

Sou um judeu natural de Jerusalém, mas, no exercício da minha actividade desloco-me a várias povoações de Israel, nomeadamente Jericó. O que faço? Bem… sou um cobrador de impostos, o que chamam depreciativamente: um Publicano. Não tenho muitos amigos… na verdade… não tenho sequer alguém a quem possa chamar: AMIGO! A princípio incomodava-me muito a forma suspeitosa e, até, o desprezo com que me tratam e, tenho de reconhecer, que um cobrador de impostos – sobretudo quando os impostos são cobrados em nome do invasor da nossa Pátria – não pode esperar outra coisa dos seus conterrâneos. Mas… é a minha vida… que hei-de eu fazer! Acordei hoje manhã, já um pouco tarde, numa estalagem. Levei algum tempo a lembrar-me de quanto acontecera na véspera. Como que em cenas pouco nítidas vi-me no caminho de Jericó para Jerusalém com os alforges da minha montada, carregados com o produto da cobrança. Sou assaltado por uns meliantes – três, parece-me – e tentai defender-me como pude, só que eles não me deram tréguas e, talvez por se aperceberem quem eu era, atacaram-me com tal violência que fiquei prostrado no caminho. Não sei quanto tempo ali fiquei inconsciente e cheio de dores dos golpes sofridos. Lembro-me vagamente de alguém que se aproximou de mim e me prestou assistência, tratou como pode as minhas numerosas feridas deitando-lhes azeite e vinho.  Nisto, o estalajadeiro aparece no meu quarto e pergunta-me como me sinto. Fico a olhar para ele. Como se percebesse da minha confusão conta-me o que aconteceu, como tinha chegado na noite anterior trazido por um Samaritano – o mesmo que me encontrara prostrado no caminho – que tratara de mim e me instalara na cama. Tinha partido há pouco mas dissera que voltaria passados dois dias. Na minha surpresa, perguntei: ‘Mas tens a certeza que era um Samaritano?’ Compreendo a tua surpresa pois, na verdade, também eu fiquei atónito. Disse-lhe: ‘Eu sou um Publicano e fui roubado e espoliado de quanto trazia, não sei como vou pagar-te a minha estadia.’ Não te preocupes com isso – responde-me – o teu “salvador” deixou-me dinheiro para cuidar de ti e até me disse que se o que me deixou não fosse suficiente no seu regresso me pagaria o que faltasse.’ Quando o estalajadeiro saiu do meu quarto não pude deixar de pensar no estranho e insólito e toda a situação. Como era possível? Um Samaritano e um Judeu, ainda por cima, Publicano? Na minha vida tenho cometido alguns – talvez bastantes – erros. Sobretudo abusos nas cobranças aproveitando-me das circunstâncias para guardar para mim uma boa parte. Isto nunca me incomodou… afinal é o que fazem todos os Publicanos! Bem sei que há pouco tempo atrás, um colega, nos surpreendera a todos quando resolvera abandonar a profissão que exercia precisamente em Jericó e devolver aos lesados o quádruplo do que se apropriara e, como se não bastasse, oferecera aos pobres metade do que possuía. Aliás circulava uma história sobre um encontro com um tal Jesus da Galileia a quem oferecera um banquete depois do que passou a fazer parte do grupo dos que o seguiam por todo o lado. Mas, confesso, não dei muita importância ao assunto. Agora, porém, parece que um incómodo estranho está a revirar-me as entranhas e começo a pensar que logo que possível tenho de encontrar-me com ele para que me conte quanto aconteceu. Conheço-o bem e, se ele, tomou tais decisões é porque algo muito especial aconteceu e, conhecendo-o como conheço, só posso concluir que terá escolhido uma vida muitíssimo melhor que a que tinha antes. Estando assim decidido, parece que as dores no meu corpo abrandaram e voltei a adormecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21/07/2016

Temas para meditar - 651

Próximo

Não poderíamos, desde já, olhar os outros de forma que os seus defei­tos não nos descorçoem?

Chegará um momento em que as feridas serão esquecidas (...).

Na maior parte muitas das coisas que nos entristeceram neste dia ou nestes últimos tempos vão ser esquecidas.

Temos defeitos, mas podemos gostar uns dos outros!

Porque somos irmãos, porque Cristo nos quer verdadeiramente... como somos.


(A. Mª. Gª. dorronsoro, Dios y la gente, Rialp, 2ª ed. Madrid 1974, pg. 150, trad ama

26/04/2016

Temas para meditar - 622

Próximo


Cada um sustém os outros e os outros sustêm-no a ele.





(são gregório magnoHom. sobre Ezequiel 2 1 5)

10/10/2014

Próximo





Unicamente a fé nos deixa ver que os outros são nossos irmãos.






(javier abad gomézFidelidade, Quadrante, 1989, pg 56)

21/06/2014

Temas para meditar 152

Esquecimento de si


O remédio simples e sempre acessível para assegurar uma alegria sobrenatural constante, consiste no esquecimento de si mesmo, por um motivo de caridade. Devemos impor-nos o direito de pensar em nós, quando à nossa volta há tantas necessidades, tantas coisas para fazer em benefício do próximo.


(P. antónio cardigosFiliação divina, Rei dos livros nr. 105)

07/06/2014

Temas para meditar 138

Próximo


O nosso próximo, diremos de passagem, inclui todas as criaturas de Deus: os anjos e santos do Céu (coisa fácil), as almas do purgatório (coisa fácil), e todos os seres humanos vivos, inclusive os nossos inimigos (...) podemos ter um sincero amor sobrenatural ao próximo, e no plano natural sentirmos uma marcada repulsa por ele. Eu perdoo-lhe , por amor a Deus, o mal que me fez? Rezo por ele e confio em que alcance as graças necessárias para se salvar?

Estou disposto a ajudá-lo se estiver em necessidade, apesar da minha natural resistência?

Se é assim, amo-o sobrenaturalmente. A virtude divina da caridade opera no meu interior, e posso fazer actos de amor (que deveriam ser frequentes cada dia) sem hipocrisia nem ficção.


(leo j. treseA fé explicada, Quadrante, S. Paulo 4ª ed. nr. 101-103)

01/10/2012

Desculpar a todos

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Só serás bom, se souberes ver as coisas boas e as virtudes dos outros. Por isso, quando tiveres de corrigir, fá-lo com caridade, no momento oportuno, sem humilhar... e com intenção de aprender e de melhorar tu próprio, naquilo que corriges. (Forja, 455)
Uma das suas primeiras manifestações concretiza-se em iniciar a alma nos caminhos da humildade. Quando sinceramente nos consideramos nada; quando compreendemos que, se não tivéssemos o auxílio divino, a mais débil e fraca das criaturas seria melhor do que nós; quando nos vemos capazes de todos os erros e de todos os horrores; quando nos reconhecemos pecadores, embora lutemos com empenho por nos afastarmos de tantas infidelidades, como havemos de pensar mal dos outros? Como se poderá alimentar no coração o fanatismo, a intolerância, o orgulho?

A humildade leva-nos pela mão a tratar o próximo da melhor forma: compreender a todos, conviver com todos, desculpar a todos; não criar divisões nem barreiras; comportarmo-nos – sempre! – como instrumentos de unidade. Não é em vão que existe no fundo do homem uma forte aspiração à paz, à união com os seus semelhantes e ao respeito mútuo pelos direitos da pessoa, de modo que tal aspiração se transforme em fraternidade. Isto reflecte uma nota característica do que há de mais valioso na condição humana: se todos somos filhos de Deus, a fraternidade nem se reduz a uma figura de retórica, nem consiste num ideal ilusório, pois surge como meta difícil, mas real.

(…) Na oração, com a ajuda da graça, a soberba pode transformar-se em humildade. E brota da alma a verdadeira alegria, mesmo quando ainda notamos o barro nas asas, o lodo da pobre miséria, que vai secando. Depois, com a mortificação, cairá esse barro e poderemos voar muito alto, porque nos será favorável o vento da misericórdia de Deus. (Amigos de Deus, nn. 233. 249)

01/08/2012

MIlagres!!!

Há duas semanas, como é sabido, lavraram grandes incêndios na Ilha da Madeira e ao ver as imagens na televisão alguém se deu conta que uma determinada casa estava em perigo eminente.



Algumas pessoas puseram-se imediatamente a rezar a pagela a D. Álvaro del Portillo, pedindo a sua intervenção para que se salvasse a casa






No dia seguinte, viram-se as fotos – de satélite - que se juntam. Nelas se vê claramente que no meio da devastação a casa estava incólume! Um telefonema para a Madeira confirmou o facto:

nem uma única porta ou janela queimadas!

O local antes do incêndio.

Depois!

Incólume!!!


O único comentário possível que me ocorre é: 


Non est abbreviata manus Domini’

O que, em português corrente, se poderia dizer: 

‘O poder de Deus não diminuiu’, ou como o povo: ‘Deus não dorme’.


Aprendei a fazer o bem

© Gabinete de Informação 
do Opus Dei na Internet
Textos de S. Josemaria Escrivá

Quando estiveres com uma pessoa, tens de ver nela uma alma: uma alma que é preciso ajudar, que é preciso compreender, com quem é preciso conviver e que é preciso salvar. (Forja, 573)

Agrada-me citar umas palavras que o Espírito Santo nos comunica pela boca do profeta Isaías: discite benefacere, aprendei a fazer o bem. (...)

A caridade para com o próximo é uma manifestação do amor a Deus. Por isso, ao esforçarmo-nos por melhorar nesta virtude, não podemos fixar nenhum limite. Com o Senhor, a única medida é amar sem medida, pois, por um lado jamais chegaremos a agradecer suficientemente o que Ele tem feito por nós e, por outro, assim se revela o mesmo amor de Deus às suas criaturas: com excesso, sem cálculo, sem fronteiras.

A misericórdia não se limita a uma simples atitude de compaixão; a misericórdia identifica-se com a superabundância da caridade que, ao mesmo tempo, traz consigo a superabundância da justiça. Misericórdia significa manter o coração em carne viva, humana e divinamente repassado por um amor rijo, sacrificado e generoso. (Amigos de Deus, 232)

16/04/2012

Encherás o mundo de caridade

Textos de S. Josemaria

Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões! – a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)

Longe fisicamente e, contudo, muito perto de todos: muito perto de todos!... – repetias feliz.
Estavas contente, graças a essa comunhão de caridade, de que te falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)

Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para que não se encontre sozinho.
Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer por ele o que gostarias que fizessem por ti, em circunstâncias semelhantes.
Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne fácil o que lhe é difícil. (Forja, 957)

Põe-te sempre nas circunstâncias do próximo: assim verás os problemas ou as questões serenamente, não terás desgostos, compreenderás, desculparás, corrigirás quando e como for necessário, e encherás o mundo de caridade. (Forja, 958)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

28/10/2011

Próximo

Reflectindo
Com o nome de próximo não havemos de considerar só os que se unem a nós pelos laços da amizade ou do parentesco, mas todos os homens, com os quais possuímos uma natureza comum... Um só Criador nos fez, um só Criador nos deu a alma.
Todos podemos desfrutar do mesmo céu e do mesmo ar, dos mesmos dias e das mesmas noites e, embora uns sejam bons e outros maus, uns justos e outros injustos, Deus, no entanto, é generoso e benigno com todos.

(S. leão magno, Sermões, XII, II (PL 54, 170)

29/07/2011

Tema para breve reflexão

Reflectindo
Próximo

Amarás o teu próximo, não quando o mereça, mas porque é o teu próximo.

(georges chevrot, Las Bienaventuranzas, Rialp, 8ª ed., Madrid, 1981, nr. 170, trad ama)

07/04/2011

ALMOÇO COM DEUS…

Parábola humana

Um menino queria conhecer Deus e pensou que teria que fazer uma grande viagem para chegar aonde Ele vive; por isso, guardou na sua maleta pastéis de chocolate e refrescos de fruta…e começou a sua viagem.
Tendo caminhado algum tempo encontrou-se com uma velhinha sentada num banco do parque, sozinha, a contemplar silenciosamente umas pombas que debicavam migalhas de pão que lhes atirava.
Sentou-se junto dela e abriu a sua maleta. Começou a beber um dos seus refrescos quando notou que a velhinha o observava; então, ofereceu-lhe um refresco.
Ela, agradecendo, aceitou e sorriu.
O seu sorriso era muito belo, tanto que o menino quis vê-lo de novo; por isso ofereceu-lhe um dos seus pastéis.
De novo, ela sorriu.
O menino estava tão encantado que ficou toda a tarde junto dela, comendo e sorrindo, sem dizer qualquer palavra.
Quando escureceu, o menino levantou-se. Deu alguns passos mas logo parou e, voltando para trás, correu para a velhinha abraçando-a. Ela dedicou-lhe o maior sorriso da sua vida.

Quando o menino chegou a casa, a sua mãe, surpreendida com o seu rosto de felicidade, perguntou-lhe: “Filho que fizeste hoje para vires tão feliz?
O menino respondeu:
“Hoje almocei com Deus!” e, antes que sua mãe reagisse, acrescentou: “E - sabes - tem o sorriso mais belo que alguma vez vi!”

Entretanto a velhinha também radiante de felicidade, regressou a casa. Um filho ao vê-la, surpreendido com a expressão de paz reflectida no seu rosto, perguntou-lhe:
“Mãe, que fizeste hoje para vires tão feliz?”
Respondeu-lhe:
“Comi pastéis de chocolate com Deus!” e antes que o filho lhe respondesse, continuou: “ e - sabes - é muito mais jovem do que eu pensava!”

Conclusão:
Com frequência não damos valor à importância de um abraço, de uma palmadinha nas costas, de um sorriso sincero, de uma palavra de alento, de um ouvido que escuta, de um cumprimento afável, ou de um acto, por mais insignificante que seja, de preocupação amiga. Porém, todos esses mágicos pormenores têm o poder de mudar a tua vida ou a dos outros, de causar uma grande reviravolta e de transmitir felicidade. As pessoas chegam às nossas vidas por uma razão qualquer, seja apenas durante um certo tempo ou para a vida inteira. Recebe-as todas por igual.

Ah! E não te esqueças de almoçar sempre com Deus!

Agradc. JMB, 2011.04.06

05/06/2010

MEDITAÇÕES: OS OUTROS

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? 

É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre minha vida.

E os outros? 
Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.

Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, crítica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.
(ama, meditação, 2002.09.02)