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02/03/2018

Temas para meditar e reflectir

Paixão de Cristo

A morte e ressurreição de Jesus mostram que não existe nada que Deus não possa transformar, não existe túmulo algum de onde não possa surgir vida, nenhuma escuridão que não possa ser iluminada, nenhuma miséria que não possa ser invertida, nenhum desespero que não se possa transformar em esperança.

Devemos reconhecer, na morte e ressurreição de Jesus, que não existe nada que nos possa separar “do amor de Deus que está em Cristo Jesus, Senhor nosso” (Rm 8,39).

Lucas convida-o, prezado leitor, a reencontrar o seu próprio destino no drama da vida de Jesus.
Não lhe fornece qualquer explicação para o seu sofrimento, mas, ao observar a tragédia que o Evangelho lhe apresenta, pretende purificar as suas emoções, transformar a sua tristeza, expulsar o seu desespero e dar-lhe força e coragem para viver uma vida nova.

(ANSELM GRUN, A incompreensível existência de Deus, Paulinas, p. 34)



30/03/2015

Temas para meditar 408

Paixão de Cristo



A morte e ressurreição de Jesus mostram que não existe nada que Deus não possa transformar, não existe túmulo algum de onde não possa surgir vida, nenhuma escuridão que não possa ser iluminada, nenhuma miséria que não possa ser invertida, nenhum desespero que não se possa transformar em esperança. Devemos reconhecer, na morte e ressurreição de Jesus, que não existe nada que nos possa separar “do amor de Deus que está em Cristo Jesus, Senhor nosso” (Rm 8,39). Lucas convida-o, prezado leitor, a reencontrar o seu próprio destino no drama da vida de Jesus. Não lhe fornece qualquer explicação para o seu sofrimento, mas, ao observar a tragédia que o Evangelho lhe apresenta, pretende purificar as suas emoções, transformar a sua tristeza, expulsar o seu desespero e dar-lhe força e coragem para viver uma vida nova.

(anselm grunA incompreensível existência de Deus, Paulinas, p. 34)

22/03/2015

Temas para meditar 400

Paixão 



É bom chorar pela Paixão do Senhor, isso significa verdadeiro amor e compaixão, mas mais importante é chorar pelos próprios pecados, que O levaram à Cruz. O Senhor não é um desgraçado, de quem só há que se compadecer, não; O Senhor não é um homem débil a quem levam à Cruz à força. O Senhor sofre porque quer, para vencer o mal.


(luís de la palmaA Paixão do Senhor, Éfeso 1991, pg. 223)

21/03/2015

Temas para meditar 399

Paixão 


Quando eu abro os olhos e vejo este retábulo tão doloroso que aqui se me põe diante, o coração parte-se-me de dor. (...). Põe-te tu mesmo no lugar do que padece, e olha o que sentirias se numa parte tão sensível como é a cabeça te fincassem muitos e muito grandes espinhos que penetrassem até aos ossos: e digo espinhos?, um única picada de um alfinete que fosse não a poderias suportar.


(s. pedro de alcântaraTratado da Oração e Meditação, Cap. IV)

06/04/2012

Paixão de Cristo

Ah!, escuta isto tão triste: Eu olhava à Minha volta, miseravelmente abandonado por todos os homens, e os próprios amigos que Me tinham seguido, permaneciam afastados de Mim… Assim estava… roubadas as Minhas vestes. Ali estava… reduzido à impotência, vencido. Tratavam-Me sem piedade… Para onde quer que Me voltasse, não achava à Minha volta senão dor e amargo sofrimento. A Meus pés estava a Mãe dolorosa, e o seu coração maternal sofria por tudo o que Eu no Meu corpo padecia. E estando na angústia e na ansiedade supremas da morte, erguiam-se eles contra Mim e increpavam-Me com gritos cruéis de troça, voltavam para Mim as suas cabeças escarnecendo-Me e aniquilavam-Me dentro dos seus corações completamente como se fora um verme desprezível. Mas Eu continuava firme, e ainda rogava por eles amorosamente ao Meu querido Pai. Olha como Eu, inocente cordeiro, era comparado aos culpados. Por um deles fui escarnecido, mas o outro implorou-Me. E imediatamente acolhi-o e perdoei-Lhe todos os seus pecados; Eu abri-Lhe as portas do paraíso celestial. Sim, na Minha inesgotável misericórdia, clamei ao Meu Pai muito amorosamente por aqueles que Me crucificavam, por aqueles que dividiam a Minha roupa… e pelos que a Mim, Rei de todos os reis, Me amarfanhavam no Meu angustioso penar e vergonhosa humilhação. E estando ali, tão falto de ajuda e tão completamente abandonado, as feridas emanando sangue, os olhos lacrimejantes, os braços distendidos, as veias de todos os Meus membros inchadas, na agonia da morte, rompi em voz lastimosa e invoquei abatido a Meu Pai dizendo: Deus Meu, porque Me abandonaste? … Vê pois que, estando derramado quase todo o Meu sangue e esgotadas todas as Minhas forças, senti na Minha agonia uma amarga sede; mas ainda estava mais sedento da salvação de todos os homens. Na Minha sede exacerbada foram então oferecidos vinagre e fel. E então, uma vez conseguida a salvação humana, disse: Consummatum est! Prestei obediência completa a Meu Pai até à morte. E encomendei nas Suas mãos o Meu espírito dizendo: Nas Tuas mãos encomendo o Meu espírito. E a Minha nobre alma abandonou então o Meu divino corpo. Contemplai-Me agora no alto tronco da Cruz. A Minha mão direita atravessava-a um cravo, a Minha mão esquerda estava perfurada, o Meu braço direito desconjuntado e o esquerdo dolorosamente esticado. O Meu pé direito trespassado e o esquerdo cruelmente atravessado. Pendia Eu impotente, mortalmente cansados os Meus divinos membros; todos eles; delicados, ficaram esmagados pelo duro suplício da cruz. O Meu sangue febril, teve de necessariamente de transbordar incontível por várias vezes; coberto por ele e sangrento, o Meu corpo agonizante dava lástima ver-se. Contempla o espectáculo lamentável: o Meu corpo jovem, florescente, começava a minguar, a encolher-se a desfazer-se… O Meu corpo inteiro estava coberto de feridas e cheio de dor… Os Meus olhos claros, apagados… Aos Meus ouvidos não chegavam senão troças e ultrajes… Toda a Terra não Me pode oferecer nenhum lugar para um pequeno descanso, pois a Minha divina cabeça estava vencida pela dor e pela fadiga; a Minha cor, empalidecendo. Olha: a Minha formosa figura morria então tal como estivesse sido um homem leproso em vez da formosa encarnação da Sabedoria. Compadecida de Mim, apagou-se, inclusivamente, a luz dos céus da Hora Sexta à Hora Nona. Depois disto o Meu lado foi atravessado por uma afiada lança; brotou então um jorro do preciosíssimo sangue e, com ele, uma fonte da água da vida para reanimar tudo o que estava morto e esgotado e reconfortar todos os corações sedentos.

(denifle, Das geistliche Leben, II, 2ª parte, cap. IV)

01/07/2011

Doutrina, Filosofia, Teologia: Cristo deveria sofrer na cruz?

Crucificação de São PedroCaravaggio,
1600-1601
Parece que Cristo não deveria sofrer na cruz:

1. Com efeito, a realidade deve corresponder à prefiguração. Ora, no passado, todos os sacrifícios do Antigo Testamento ocorreram como figura de Cristo e neles os animais eram mortos pela espada, sendo depois cremados. Logo, parece que Cristo não deveria morrer na cruz, mas, de preferência, pela espada ou pelo fogo.
2. Além disso, Damasceno diz que Cristo não tinha de assumir “sofrimentos ignominiosos”. Ora, a morte de cruz parece absolutamente repugnante e ignominiosa; tanto assim que diz o livro da Sabedoria: “Condenemo-lo a uma morte infame(2, 20). Logo, parece que Cristo não deveria sofrer a morte de cruz.
3. Ademais, falando de Cristo, diz o Evangelho de Mateus: “Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que vem!(21, 9). Ora, a morte de cruz era uma morte maldita, segundo o livro do Deuteronómio: “O que pende do madeiro é uma maldição de Deus(21, 23). Logo, parece que não era conveniente Cristo ter sido crucificado.
Em sentido contrário, diz a Carta aos Filipenses: “Ele se rebaixou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”.

Foi muitíssimo conveniente ter Cristo sofrido a morte numa cruz.
Primeiro, como um exemplo de virtude. É o que diz Agostinho: “A sabedoria de Deus tornou-se homem para nos dar exemplo de honestidade de vida. É próprio, porém, da vida honesta não temer o que não deve ser temido. Há, contudo, homens que, embora não tenham medo da morte em si, tem horror a um determinado tipo de morte. Assim, para que o homem de vida honesta não temesse nenhum tipo de morte, teve de lhe ser mostrado na cruz qual a morte daquele homem, pois entre todos os géneros de morte nenhum foi mais execrável e temível que esse”.
Segundo, porque esse tipo de morte era de máxima conveniência para satisfazer o pecado de nosso primeiro pai, pecado que consistiu em ter ele comido o fruto da árvore proibida, contrariando a ordem de Deus. Assim, foi conveniente que Cristo, a fim de dar satisfação por esse pecado, suportasse ser ele próprio afligido no madeiro, como quem restitui o que Adão roubara, segundo o que diz o Salmo 68: “Então pagarei o que não roubei(v. 5). Por isso, diz Agostinho: “Adão desprezou uma ordem ao colher o fruto da árvore, mas o que Adão perdeu, Cristo o adquiriu na cruz”.
Terceiro, porque, como diz Crisóstomo: “Sofreu no alto do madeiro e não dentro de casa a fim de purificar até mesmo a natureza do ar. Mas também a terra sentia os efeitos desse benefício, limpa que era pelo gotejar do sangue a escorrer de seu lado”. E a respeito do que diz o Evangelho de João: “É preciso que o Filho do Homem seja levantado(3, 14) observa Teofilato: “ao ouvires ‘que seja levantado’, deves entender que foi elevado para o alto, a fim de que santificasse o ar aquele que santificara a terra, ao caminhar sobre ela”.
Quarto, porque, por ter morrido no alto da cruz, prepara-nos a subida ao céu, como diz Crisóstomo. Daí ter dito o próprio Cristo conforme o Evangelho de João: “Se for elevado da terra, atrairei a mim todos os homens(12, 32-33).
Quinto, porque essa morte é adequada à completa salvação do mundo inteiro. Por isso, diz Gregório de Nissa: “A representação da cruz, que se estende por quatro extremidades a partir de um ponto de união central, significa o universal poder e providência daquele que nela está pendente”. – E também Crisóstomo afirma de Cristo na cruz: “Morre de braços abertos, a fim de atrair com uma das mãos o povo antigo e com a outra os que ainda são pagãos”.
Sexto, porque, por esse tipo de morte, designam-se várias virtudes. Assim, afirma Agostinho: “Não foi em vão que escolheu esse tipo de morte a fim de se mostrar mestre da largura e da altura, do comprimento e da profundidade”, das quais fala o Apóstolo. “A largura está representada no madeiro que se apoia transversalmente na parte de cima; refere-se às boas obras porque nele é que se estendem os braços. O comprimento, no tronco que desce da travessa até o chão; nele de certo modo está apoiado, ou seja, mantém-se estável e firme, o que é próprio da longanimidade. A altura está naquela parte do madeiro que se eleva acima da parte transversal, ou seja, onde está a cabeça do crucificado; é a suprema expectativa dos que têm justa esperança. Já a parte do madeiro oculta e fincada na terra e de onde se levanta toda a estrutura significa a profundidade da graça gratuita”. E como diz Agostinho no comentário ao Evangelho de João, “o madeiro no qual estavam pregados os membros do padecente foi igualmente a cátedra do mestre a ensinar”.
Sétimo, porque esse género de morte corresponde a muitas figuras. Como diz Agostinho: “Uma arca de madeira salvou o género humano do dilúvio das águas; ao se afastar o povo de Deus do Egipto, Moisés dividiu o mar com o bastão, vencendo o Faraó e redimindo o povo de Deus; o mesmo bastão Moisés lançou às águas, e de salgadas as tornou doces; com esse bastão faz jorrar da rocha espiritual uma água salutar; e, para vencer Amalec, Moisés mantém os braços abertos ao longo do bastão; e a lei de Deus é posta na arca de madeira do Testamento; de modo que, por tudo isso, como que por degraus, se chegasse ao madeiro da cruz”.

Suma Teológica III, 46, 4

Quanto às objecções iniciais, portanto, deve-se dizer que:

1. O altar dos holocaustos em que se ofereciam os sacrifícios dos animais era de madeira, como consta no livro do Êxodo. Nisso a realidade corresponde à figura. E, como diz Damasceno, “essa correspondência não precisa se dar sob todos os aspectos, pois já não seria semelhança, mas realidade”. – E especialmente, como afirma Crisóstomo, “não lhe decepam a cabeça, como a João; nem é cortado ao meio, como Isaías; a fim de que fosse entregue à morte um corpo íntegro e indiviso, não se dando assim motivo aos que querem dividir a Igreja”. – Em vez do fogo material, porém, esteve presente no holocausto de Cristo o fogo da caridade.
2. Cristo recusou assumir sofrimentos ignominiosos que contivessem falta de ciência ou de graça ou mesmo de virtude. Mas não os que se referem a injúria causada por outros; antes, como diz a Carta aos Hebreus: “Suportou a cruz, desprezando a vergonha(12, 2).
3. Como diz Agostinho, o pecado é amaldiçoado e, consequentemente, assim é a morte e a mortalidade que dele provém. “A carne de Cristo, porém, era mortal, ‘por ser semelhante à carne do pecado’”. Por isso, Moisés a chama de “maldição”, como o Apóstolo a chama de “pecado”, quando diz: “Aquele que não conhecera o pecado fez-se pecado por nossa causa(2 Cor 5, 21), ou seja, pela pena do pecado. “Nem há nisso maior ignomínia porque o chama de ‘maldito por Deus’. Pois se Deus não odiasse o pecado, não teria enviado seu Filho para assumir nossa morte e a destruir. Confessa, portanto, ter aceito a maldição por nós aquele mesmo que confessa ter morrido por nós”. Daí o que diz a Carta aos Gálatas: “Cristo nos libertou da maldição da lei, tornando-se ele mesmo maldição por nós(3, 13).


18/06/2011

A dor da paixão de Cristo foi maior que todas as outras dores?

Como se disse acima, ao tratarmos das deficiências assumidas por Cristo (q. 15, a. 5, 6), deve-se dizer que ele suportou uma autêntica dor; tanto sensível, causada por algo que fere o corpo, como interior, causada pela percepção do que é nocivo e que é chamada de tristeza. Ambas foram em Cristo as maiores dores na presente vida. E assim foi por quatro motivos.
Primeiro, pelas causas da dor. Pois a causa da dor sensível foi a lesão corporal, que se tornou pungente não só pela extensão do sofrimento, da qual se falou, mas também pelo género de sofrimento. É que a morte dos crucificados é muitíssimo cruel, pois são transfixados em locais de nervos muito sensíveis, ou seja, nas mãos e nos pés; o próprio peso do corpo suspenso aumenta continuamente a dor; e é uma dor que perdura, uma vez que o crucificado não morre logo, como os que são mortos pela espada. Já a causa da dor interior foi, em primeiro lugar, todos os pecados do género humano, pelos quais, sofrendo, Cristo dava satisfação, a ponto de, por assim dizer, assumi-los para si, como declara o Salmo 21: “As palavras das minhas faltas”. Em segundo lugar, especialmente a culpa dos judeus e dos demais que tramaram sua morte, mas de modo particular dos discípulos, que se escandalizaram com a paixão de Cristo. Em terceiro lugar, a perda da vida corporal, que por natureza é horrível à condição humana.
Segundo, a extensão do sofrimento pode ser considerada pela sensibilidade do paciente. Ora, ele tinha uma ótima compleição física, pois seu corpo fora formado de modo miraculoso pela ação do Espírito Santo; aliás, tudo o que foi realizado por um milagre era melhor que o resto, como diz Crisóstomo a respeito do vinho em que, na festa de núpcias, Cristo transformara a água. Assim, era agudíssimo nele o sentido do tacto, com o qual se percebe a dor. Igualmente, a alma, com suas forças interiores, captava de modo intenso todas as causas de tristeza.
Terceiro, a grandeza da dor de Cristo ao sofrer pode ser estimada pela pureza dessa dor. Nos demais pacientes, com efeito, mitiga-se a tristeza interior e mesmo a dor externa com alguma consideração da razão, por alguma derivação ou redundância das forças superiores para as inferiores, Mas isso não aconteceu com Cristo em sua paixão, pois, como diz Damasceno, “ele permitiu que cada uma de suas potências exercesse a função que lhe era própria”.
Quarto, a extensão da dor de Cristo em sua paixão pode ser estimada pelo fato de seu sofrimento e dor terem sido assumidos voluntariamente, com o objectivo de liberar os homens do pecado. Assim, ele assumiu a intensidade da dor proporcional à grandeza do fruto que dela se seguiria.
De todas essas causas consideradas em seu conjunto, fica evidente que a dor de Cristo foi a maior.

Suma Teológica III, q. 46, a. 6


07/05/2011

Jim Caviezel - Paixão de Cristo

Observando
Ser Jesus no filme A Paixão "arruinou a minha carreira", mas não me arrependo.

O actor norte-americano Jim Caviezel explicou que ter interpretado Jesus no filme A Paixão de Cristo "arruinou" sua carreira mas esclareceu que não se arrepende de tê-lo feito.
Em declarações ao Daily Mail, Caviezel de 42 anos explica como logo depois de ter interpretado o papel de Cristo no filme – em cuja filmagem foi atingido por um raio e deslocou um ombro numa cena da crucificação – as portas de Hollywood foram fechando-se uma atrás da outra para ele. "Fui rechaçado por muitos em minha própria indústria", indicou.
Ante um grupo de fiéis em uma igreja em Orlando, Flórida, onde chegou para promover um livro em áudio da Bíblia, Caviezel -que se declara católico - comentou que era consciente de que isto podia acontecer e não se arrepende de ter actuado como Cristo. Mel Gibson, o director da obra, também o advertiu das consequências negativas para sua carreira se aceitava o papel.
"Disse-me: ´Você nunca voltará a trabalhar nesta cidade (Hollywood) e eu respondi: ‘Todos temos que abraçar as nossas cruzes’. Jesus é tão polémico hoje como sempre foi. As coisas não mudaram muito em dois mil anos", disse.
Caviezel, que actuou em filmes como O Conde de Montecristo, Olhar de Anjo, e Além da Linha Vermelha era considerado antes da Paixão de Cristo como uma estrela ascendente em Hollywood, mas tudo mudou a partir da produção de 2004 que foi atacada ferozmente pelos meios seculares e pela poderosa Liga Anti-difamatória Judaica nos Estados Unidos que a considerou anti-semita.


Sobre Mel Gibson, Jim Caviezel comenta que "é um pecador horrível, não?, entretanto ele não necessita nosso juízo mas as nossas orações".



O actor afirmou também que sua fé o guia no âmbito pessoal e profissional. Por isso, não acredita que tenha sido uma coincidência que "aos 33 anos pedissem interpretar o papel de Jesus" e brincou sobre o fato de que seus iniciais (JC) fossem as mesmas que as de Jesus Cristo.


Em Março de 2004, Jim Caviezel foi recebido pelo Papa João Paulo II com quem conversou durante uns dez minutos acompanhado por sua esposa e seus sogros. Esse mesmo mês, o actor concedeu uma interessante entrevista à agência ACI Prensa na que detalhou como o fato de ter interpretado Jesus transformou sua vida e fortaleceu muito sua fé.
Naquela ocasião disse: "esta experiência colocou-me nos braços de Deus".

ACI, 2011.05.05