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12/04/2022

SEMANA SANTA – TERÇA FEIRA

 


(Re Jo XIII …)

 

Hoje considero as palavras com que São João descreve a Última Ceia de Páscoa que Jesus comeu com os Seus mais próximos para me deter nas que descrevem Jesus a lavar dos pés dos discípulos.

Lavar os pés era uma tarefa destinada ao mais humilde dos servos e, Jesus, ao fazer tal humilha-se voluntáriamente aprestar esse serviço.

Pedro rebela-se contra esta atitude e rejeita-a mas, as palavras de Jesus faz com que reconsidere e Lhe peça que o faça.

Eu, que me considero uma pessoa importante, de relevo, sou capaz de prestar estes serviços a outros?

Considero que em lugar de “rebaixar-me” dou um exemplo de solidariedade, de humilde serviço?

Também como Pedro eu desejo que o Senhor me lave os pés, a cabeça, todo o meu corpo para que limpo possa tomar parte com Ele na Ventura Eterna.

 

Reflectindo na Semana Santa

 

Imagino-me sentado num lugar alto a observar tudo à minha volta. Principalmente a observar-me a mim.

Estou curioso e, ao mesmo tempo, expectante.

Será que olham para mim?

Reparam que eu estou ali?

Alguém está pendente do que eu possa dizer?

Convidaram-me porque gostam de mim?

E, envergonhado, avalio esta tremenda postura de orgulho que me irrita e faz mal.

Quero, desejo com todas as minhas forças ser simples, amável, simpático e agradecido.

Dizes-me: Meu filho, sê sério, porta-te bem, convence-te que as pessoas gostam de ti, que não querem que sejas outra coisa que aquilo que realmente és.

Vá! Desce do palanque e toma o teu lugar à mesa dos que querem a tua companhia.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

09/10/2018

Poço de orgulho


 Confissões - 02[i]


Com a sua sabedoria de Mãe dizia-me - mais vezes do que gosto de recordar - 'és um poço de orgulho!'

A minha querida Mãe dizia a verdade e, hoje, já com esta idade, reconheço que tinha - e continua a ter - carradas de razão.

O pior, é que me parece, cada vez mais, que este "poço" não tem fundo!


(AMA, reflexões, 2017)



[i] Resolvi passar à escrita um conjunto de reflexões que têm como sub-título:  Confissões

Se se quiser, poderia chamar-se reflexões sobre mim ou, talvez exame pessoal.

Não sei qual será a utilidade para os eventuais leitores - nem isso me preocupa - mas dada a minha condição de viúvo vivendo sozinho, talvez que alguém encontre alguma "pista" de como lidar com situações peculiares.

Exponho-me, é verdade, mas tenho bem presente que 'não há nada escondido que não acabe por se saber ', e, assim, decidi.


21/05/2018

Temas para reflectir e meditar

Orgulho


Talvez a nota mais característica do orgulhoso resida em que não pode suportar a contradição ou a correcção.

(E. BoylanEl amor supremo, Rialp, 2ª ed. Madrid 1957, Vol. II p. 95, trad ama)

16/01/2018

Temas para reflectir e meditar

Orgulho


O verdadeiro remédio para nos curar-mos do orgulho, consiste em manter baixo e contrariar a susceptibilidade do espírito.



(SÃO FILIPE DE NÉRI, The Maxim’s of St Philip Neri, F. W. Faber Cromwell Press SN12 8PH Julho nr. 9, trad AMA)



21/09/2012

Saber vencer-se todos os dias

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Não é espírito de penitência fazer uns dias grandes mortificações e abandoná-las noutros. Espírito de penitência significa saber vencer-se todos os dias, oferecendo coisas – grandes e pequenas – por amor e sem espectáculo. (Forja, 784)

Mas ronda à nossa volta um potente inimigo, que se opõe ao nosso desejo de encarnar dum modo acabado a doutrina de Cristo: o orgulho que cresce quando não procuramos descobrir, depois dos fracassos e das derrotas, a mão benfeitora e misericordiosa do Senhor. Então a alma enche-se de penumbra – de triste obscuridade – crendo-se perdida. E a imaginação inventa obstáculos que não são reais, que desapareceriam se os encarássemos com um pouco de humildade. Com o orgulho e a imaginação, a alma mete-se por vezes em tortuosos calvários; mas nesses calvários não está Cristo, porque onde está o Senhor goza-se de paz e de alegria, mesmo que a alma esteja em carne viva e rodeada de trevas.
Outro inimigo hipócrita da nossa santificação: pensar que esta batalha interior tem de dirigir-se contra obstáculos extraordinários, contra dragões que respiram fogo. É outra manifestação de orgulho. Queremos lutar, mas estrondosamente, com clamores de trombetas e tremular de estandartes.
Temos de nos convencer de que o maior inimigo da pedra não é o picão ou o machado, nem o golpe de qualquer outro instrumento, por mais contundente que seja: é essa água miúda, que se mete, gota a gota, entre as gretas da fraga, até arruinar a sua estrutura. (Cristo que passa, 77)

07/06/2012

Tu... soberba? – De quê?

Textos de S. Josemaria


Tu... soberba? – De quê? (Caminho, 600)

Quando o orgulho se apodera da alma, não é estranho que atrás dele, como pela arreata, venham todos os vícios: a avareza, as intemperanças, a inveja, a injustiça. O soberbo procura inutilmente arrancar Deus – que é misericordioso com todas as criaturas – do seu trono para se colocar lá ele, que actua com entranhas de crueldade.
Temos de pedir ao Senhor que não nos deixe cair nesta tentação. A soberba é o pior dos pecados e o mais ridículo. Se consegue atormentar alguém com as suas múltiplas alucinações, a pessoa atacada veste-se de aparências, enche-se de vazio, envaidece-se como o sapo da fábula, que inchava o papo, cheio de presunção, até que rebentou. A soberba é desagradável, mesmo humanamente, porque o que se considera superior a todos e a tudo está continuamente a contemplar-se a si mesmo e a desprezar os outros, que lhe pagam na mesma moeda, rindo-se da sua fatuidade. (Amigos de Deus, 100)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

27/04/2011

Confidências de alguém - 10

Confidências de Alguém

Nota de AMA: 
Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.



Aniversário 

Aqui estou eu, com cinquenta anos de vida.
Ou seja, meio século!
Esta palavra solene dá talvez, melhor a dimensão de uma realidade todavia difícil de aceitar.
Tudo passou tão depressa...
Tenho muito vivas e nítidas, cenas de toda uma vida, como que um filme que vertiginosamente passa na minha memória e penso que a maravilha que é um ser humano, a sua complexidade e a sua capacidade de síntese e, ao mesmo tempo, de resistência, são entre muitas outras, características inigualáveis no mundo existente.
Só um Deus poderosíssimo e omnisciente poderia ser o autor.
Revejo todos os erros, as faltas, as omissões, as ofensas, algumas bem graves e com possíveis consequências para terceiros.

Só um Deus de bondade e misericórdia infinitas poderia perdoar.

Tenho presente a minha inveja, o meu orgulho, a minha crítica, o meu julgamento dos outros.

Só um Deus infinitamente justo poderia avaliar-me.

Tantas coisas que prometi fazer, tantos planos, tantas promessas, tantos propósitos... tanta coisa que ficou apenas na intenção nunca concretizada.

Só um Deus Eterno poderia esperar indefinidamente.

Tanto pedir, implorar, quase exigir, esquecendo-me quase sempre de agradecer.
Por tudo isto, Senhor, e muito mais que só Tu mesmo sabes porque a minha pouca cabeça esquece e desvia, estes cinquenta anos de vida Te são devidos inteiramente: porque me criaste, porque me ouviste, porque me perdoaste, porque me inspiraste, porque fizeste sempre umas contas à maneira divina, valorizando muitíssimo o meu pequenino Haver em detrimento do meu enormíssimo Dever.
Deixa-me, Senhor, que Te diga, desta forma tão simples, o que é o grito da minha alma, este anseio enorme e avassalador que me incendeia o peito: 

Bem sei que Te amo, Senhor meu, bem o sinto, mas esta insatisfação de não saber amar-te mais, com loucura absoluta até tomares completamente conta de mim.

Com esse amor tão intenso não me seria possível ofender-te nunca mais e então eu seria completamente feliz.
Então, a Tua Santíssima, Amabilíssima e Justíssima Vontade seria plena e completamente aceite por mim, sem dúvidas, sem hesitações, sem perguntas.
Tenho tido, bem o sei, excelentes advogados junto de Ti.

Essa que é a minha e Tua Mãe que constantemente Te diz bem de mim, tentando esbater as minhas enormes faltas e realçar as minúsculas virtudes, é incansável na sua protecção deste seu pobre filho.

Esse que me deste à cinquenta anos como guardião atento e disponível, quantas vezes não terá aplacado a Tua Justiça e contemporizado algum tempo de arrependimento.

Que fiz eu, Senhor, para merecer tais graças, tais benefícios?
Interrogo-me e tenho receio:
Que queres Tu de mim, Senhor?
Não vês que não presto?
Que não correspondo?
Que não mereço confiança?
Eu não discuto, Senhor, a Tua Vontade.
Mas pesa-me esta dúvida de poder merecer tais graças, tal confiança, tal amor.
Só a certeza que tenho que nunca me pedirias ou pedirás nada que seja impossível ou demasiado para mim, me conforta e sossega.
Tenho a certeza que Tu, Senhor de Infinita Bondade, me darás os meios e auxílios necessários para tanto.
Ajuda-me Senhor, a estar atento a essas inspirações, a esses sussurros que constantemente insinuas no meu coração.
Que eu os entenda e os ponha em prática, com determinação e alegria.
Todo o tempo, Senhor, que quiseres ainda manter-me nesta Terra seja o necessário para eu merecer essa outra vida pela qual anseio, da contemplação da Tua Divina Face.
Por todo este tempo que ainda me resta antes de me apresentar definitivamente perante Ti, eu esteja preparado, pronto para esse encontro.

Não me abandones senhor. Sabes bem que sem Ti nada posso, nada valho.