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03/09/2011

Reanimação dos neonatos

Medicina e Apostolado

Talvez a diferença entre o tratamento que se dá a um adulto e aquele que  se dá aos recém-nascidos esteja em que, para muitos, estes últimos são pessoas.
Com a finalidade de escapar ao risco de eugenia proponho um protocolo para regular a reanimação dos recém-nascidos:

A reanimação deve ser tentada em todas as crianças com uma idade gestacional em que a literatura científica mostre probabilidade de sobrevivência (actualmente o limite é de 22 semanas), tendo em conta os limites legais e as possibilidades técnicas locais, que variam de umas nações para outras.
A reanimação pode ser negada abaixo da idade gestacional comentada e poderá interromper-se uma vez que se demonstre a sua ineficácia.

Os tratamentos que sejam excessivamente agressivos para a criança podem ser suspensos, assim como aqueles que não são capazes de evitar a morte ou de melhorar a vida do recém-nascido.

A possibilidade de uma deficiência, ainda que se preveja grave, não é motivo suficiente para suspender um tratamento que pode salvar a vida.

O tratamento não pode ser interrompido ou negado em relação com os interesses dos pais, mas apenas em função dos interesses das crianças.

Os pais devem ser sempre informados e o seu acordo deve ser obrigatório. Mas, na eleição entre a vida e a morte, deve prevalecer a objectividade científica da possibilidade de tratamento sobre os interesses dos pais, tal como deve prevalecer o interesse do recém-nascido.

carlo bellini, A reanimação doa neonatos,[i] trad als


[i] Comunicação apresentada na XVII Assembleia da Academia Pontifícia para a Vida, Roma, 24-26 de Fevereiro de 2011

02/09/2011

Reanimação dos neonatos

Medicina e Apostolado

Quanto aos interesses de terceiros existe um consenso geral para ter em conta o que os pais opinam, em função daquilo que crêem que interessa mais aos recém-nascidos.
Esta diferente consideração ética entre a conduta a seguir com o adulto e o recém-nascido está bem fundamentada nos estudos de Annie Janvier. Outros estudos mostram que o prognóstico e a qualidade de vida das crianças que poderiam ser candidatas a que se lhes suspendesse o tratamento são melhores do que, inclusivamente, o médico crê, e que as próprias crianças que sobreviveram têm uma opinião sobre a sua qualidade de vida superior àquela que tinham os médicos que as atendiam.

Enfim, não se pode esquecer o quanto influem os preconceitos pessoais na tomada de decisões sobre a vida e a morte dos recém-nascidos. Num estudo australiano mostra-se que os médicos que têm menor tendência a reanimar os recém-nascidos em estado grave são aqueles que mais medo têm da morte.
Mas, em geral, podemos dizer que os resultados em função da deficiência dos recém-nascidos que sobrevivem são piores nos locais em que se seleccionam as crianças às quais se proporciona tratamento do que naqueles em que, a todas as crianças , se dá a possibilidade de viver, inclusive aos recém-nasidoscom22 semanas de gestação ou com doenças consideradas como mortais até há muito pouco tempo.

Em resumo, convém recordar que, na hora do nascimento, não existem instrumentos de prognóstico seguros para saber qual será a evolução do recém-nascido.

carlo bellini, A reanimação dos neonatos,[i]  trad als


[i] Comunicação apresentada na XVII Assembleia da Academia Pontifícia para a Vida, Roma, 24-26 de Fevereiro de 2011

01/09/2011

Reanimação dos neonatos

Medicina e Apostolado

Nos últimos anos assistimos a um florescimento dos protocolos clínicos destinados a regular a suspensão dos tratamentos nos recém-nascidos. Os protocolos mais em voga nos países ocidentais baseiam-se na não reanimação abaixo de uma certa idade gestacional, pelos quais se deixariam sem reanimação recém-nascidos que teriam a possibilidade de sobreviver. Esta decisão"justifica-se" por se acreditar que abaixo de uma certa idade gestacional o risco de surgir alguma deficiência é tão grande que faz pensar não ser a sobrevivência o melhor para a criança. Por outro lado, segundo investigações recentes, muitos médicos não só têm em conta o interesse do recém-nascido como também dos seus pais, especialmente quando se trata de um recém-nascido grande prematuro.
Quer dizer, existem critérios diferentes quanto ao tratamento a administrar a um recém-nascido ou a um adulto. Os critérios médicos para suspender o tratamento a um adulto fundamentam-se em: certeza do diagnóstico e do prognóstico; consentimento informado; prognóstico de morte certa; inutilidade do tratamento e, em casos particulares, intolerabilidade do tratamento, segundo se depreende do protocolo clínico da "American Lung Association ", o documento mais citado quanto ao que diz respeito à reanimação do paciente adulto.
Mas, quando se trata de recém-nascidos, introduzem-se dois critérios que não se têm em conta em relação aos adultos: os interesses de terceiros e a probabilidade prognóstica.

carlo bellini, A reanimação dos neonatos,[i] trad als


[i] Comunicação apresentada na XVII Assembleia da Academia Pontifícia para a Vida, Roma, 24-26 de Fevereiro de 2011

30/07/2011

Mais de 1.300 médicos em Portugal são objectores de consciência ante o aborto

Medicina e Apostolado

Segundo informa a agência de notícias portuguesa LUSA, já são mais de 1.300 médicos em Portugal que actualmente se qualificam formalmente como objectores de consciência na questão do aborto, que o governo se refere pelo eufemismo de interrupção voluntária da gravidez IVG segundo dados da Ordem dos Médicos (OM).
A questão da objecção de consciência foi suscitada logo que entrou em vigor, em Julho de 2007, a regulamentação da lei do aborto a pedido da mulher. Recordamos que em Portugal o aborto está legalizado.
Segundo o Jornal Diário de Notícias, a nova lei que foi elaborada e aprovada, permite que um médico ou enfermeiro declarem objecção de consciência num hospital público, não realizando o aborto pedido pela mulher, e façam a interrupção voluntária da gravidez (IGV) num privado. O mesmo jornal informou o número de abortos realizados em Portugal aumentou desde o início do ano, um crescimento que pode estar associado à crise económica, segundo responsáveis clínicos.
A regulamentação da lei não previu devidamente a situação e, a verdade, é que esta possibilidade existe, já que a objecção se limita a uma declaração entregue no hospital onde o médico trabalha.

Entretanto, a Ordem dos Médicos apontou para a necessidade de ter um registo dos médicos objectores de consciência, lembrando ainda que não há consenso em relação às diferentes situações de objecção entre os clínicos: existem objectores em relação ao aborto a pedido da mulher que não o são, por exemplo, em relação às interrupções de gravidez nos casos de estupro.

LISBOA, 17 Maio 11 (ACI). 

20/07/2011

Medicina e apostolado

Medicina e Apostolado

“Os médicos, em particular, não podem faltar à grave tarefa de defender a consciência contra o engano de numerosas mulheres que julgam encontrar no aborto a solução para as dificuldades familiares, económicas e sociais, ou para os problemas de saúdo do seu filho.


Especialmente nesta última situação, a mulher é muitas vezes convencida, às vezes pelos próprios médicos, que o aborto representa não apenas uma escolha moralmente lícita, mas até um gesto «terapêutico» necessário, para evitar sofrimentos ao filho e à sua família, e um peso «injusto» para a sociedade.



Num contexto cultural caracterizado pelo eclipse do sentido da vida, em que se atenuou enormemente a percepção comum da gravidade moral do aborto e de outras formas de atentados contra a vida humana, exige-se dos médicos uma especial fortaleza para continuar a afirmar que o aborto nada resolve, mas mata a criança, aniquila a mulher e obceca a consciência do pai da criança, destruindo frequentemente a vida familiar.” 


bento XVI, Discurso à PAV, 2011.02.26

30/06/2011

“Os ginecologistas católicos de hoje são autênticos heróis” 3

Medicina e Apostolado

Continuação

O problema de Ocidente, sublinhou o facultativo, é “ver a fertilidade como um perigo para a saúde pessoal ou social. E não o é”.

“Nos países desenvolvidos é necessário um esforço cultural e espiritual para ver as relações conjugais e os filhos com um grande dom que Deus nos dá”, acrescentou.

Actualmente, afirmou, os principais desafios que com que os ginecologistas católicos se enfrentam, é a regulação natural da fertilidade, a protecção da maternidade, o serviço intenso mas não substitutivo aos esposos que são inférteis. ”.
Cont/

 Barcelona, 2011.03.21 (ZENIT.org), trad ama

20/06/2011

“Os ginecologistas católicos de hoje são autênticos heróis” 2

Medicina e Apostolado

Continuação

Os obstetras e ginecologistas, além das enfermeiras e outro pessoal sanitário, “são os dedos que tocam o bem da vida que vem. Estão presentes nuns momentos chave dos seres humanos. E podem fazer muito bem ou muito mal”, afirmou.

Na apresentação do congresso, os ginecologistas católicos são considerados “sinal de contradição no mundo da cultura da morte”.

“Os ginecologistas católicos, hoje em dia, são autênticos heróis. Estão submetidos a grandes pressões. Por desgraça, em muitos países "civilizados" é impossível formar-se como ginecologista católico sem praticar abortos”, sublinhou o médico espanhol.

“Desgraçadamente, existem grupos e inclusive organismos públicos internacionais que em lugar de fomentar estes bens apostam em eliminar a inocentes no seio materno com desculpas que não se sustentam na Medicina e que combatem a fertilidade como se esta criança fosse um insecto”. ”
Cont/

 Barcelona, 2011.03.21 (ZENIT.org), trad ama

10/06/2011

“Os ginecologistas católicos de hoje são autênticos heróis”

Medicina e Apostolado

A Federação Internacional de Médicos Católicos (FIAMC) convocou em Roma um Congresso sobre a dignidade da Maternidade e dos Ginecologistas, que se celebrará não Instituto Maria SS. Bambina de 31 d e Agosto a 4 de Setembro próximos.


Este Congresso, o VIII de Ginecologistas Católicos, é organizado por MaterCare International, organização pertencente à FIAMC, e tem o apoio do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Agentes Sanitários e da Academia Pontifícia para a Vida.

O objectivo de este congresso é por um lado sublinhar o valor da maternidade, e por outro, o papel insubstituível dos ginecologistas e pessoal sanitário na sua defesa.

O presidente de FIAMC, o doutor espanhol José María Simón Castellví, explicou a ZENIT que as prioridades dos médicos católicos “são a protecção da vida humana desde a concepção até à morte natural, a protecção da fertilidade (os filhos são um grande bem), o fomento duma sã antropologia entre os esposos e o cuidado da saúde de mães e filhos”.
Cont/

 Barcelona, 2011.03.21 (ZENIT.org), trad ama

20/04/2011

Aborto - Contradição

Medicina e Apostolado

A  GRANDE  CONTRADIÇÃO

A ciência faz esforços para salvar o maior número de fetos com problemas e a lei do aborto elimina-os. Os médicos podem detectar e intervir sobre anomalias em gestações entre as 12 e as 20 semanas, mas a legislação deixa totalmente nas mãos da mulher a interrupção de uma vida humana às 14 semanas.
A ciência avança a passos largos e a tecnologia já permite, no campo da medicina fetal, reduzir nas gravidezes o número de amniocenteses em 5% e antecipar o diagnóstico de uma boa parte das alterações cromossómicas do futuro bebé.
Assim, desde que apareceram há cerca de 30 anos as novas técnicas de imagem, as grávidas contam com uma grande ajuda para detectar algumas  das doenças que o feto pode ter e, hoje em dia, em muitos casos, intervir para correcção desse defeito e salvar a sua vida.
Dado que o ser que começa a crescer no seio materno não pode manifestar o seu possível padecimento, é importante observá-lo mediante a ecografia para encontrar alguma possível anomalia fetal, o que acontece em 3% das gravidezes, ou alterações que possam terminar em anomalia (10%).
Todos os esforços da ciência, nesse aspecto, vão no sentido de salvar o máximo de vidas intra-uterinas, actuando o mais cedo possível, para evitar consequências na vida futura do bebé.
“ Há tanta resolução nos ecógrafos actuais que somos capazes de detectar pequenas subtilezas. Podemos observar num feto de 20 semanas se o cérebro, que teria de medir uns 2,5 cm, cresce a um ritmo normal”, afirma Eduard Gratacós, chefe de serviço de medicina materno-fetal do Hospital Clínico de Barcelona, numa informação publicada no diário A Vanguardia no passado dia 26 de Março.

TRÊS ECOGRAFIAS, TRÊS DIAGNÓSTICOS

Há três ecografias básicas que permitem trabalhar com esses objectivos: às 12 semanas, confirma-se a presença física do feto e classifica-se o risco. Podem detectar-se até 50% de malformações e observam-se marcadores para alterações cromossómicas nesse sentido que podem levar a detectar uma possível enfermidade, tais como o síndrome de Down ou atraso de crescimento.
Podem encontrar-se anomalias graves na formação do cérebro, com menos de 2 cm, ou detectar problemas do coração, que ronda nesse tempo os 5 cm.
Cerca das 20 semanas, a prova mais complicada de obstetrícia e ginecologia, podem-se detectar até 85% de malformações. Durante 25 ou 30 min, o especialista examina mais de 300 pontos de normalidade. O cérebro ronda então os 5 cm e o coração uns 2 cm.
Uma terceira ecografia às 32 semanas permitirá detectar problemas de crescimento em cerca de 5% das gestações e diagnosticar outros problemas, assim como obter dados sobre o risco de prematuridade.

O GRANDE PARADOXO

Perante esta realidade e a confirmação dos próprios especialistas de que se podem detectar anomalias e, em muitos casos, realizar tratamento fetal, a facilidade com a qual se pode abortar em Espanha demonstra um grande paradoxo e dá ocasião a perguntas.
Como se podem investir grandes verbas em investigação e avanços tecnológicos que procuram salvar o maior número possível de vidas humanas no estado fetal entre as 12 e as 20 semanas e, ao mesmo tempo, aprovar uma lei que permite abortar livremente até às 14 semanas? Um destes dois programas não consegue “encaixar”.
Convém recordar que a nova lei do aborto dá luz verde à opção de abortar nas primeiras 14 semanas. Ao mesmo tempo, facilita relativamente esse procedimento até às 22 semanas, quando exista um grave risco para a vida ou saúde das grávidas, ou risco de graves anomalias fetais. Inclusivamente, para além das 22 semanas, pode-se abortar quando se detectarem anomalias fetais incompatíveis com a vida ou quando se evidencie no feto “uma doença extremamente grave” e assim o “confirme um comité clínico”

FórumLibertas.com, trd als. 2011.04.20

19/04/2011

Combater a “mentalidade anticonceptiva” é “essencial” para a cultura da vida. 5

Medicina e Apostolado

Continuação
“Em geral, a liberdade individual e a liberdade da sociedade baseiam-se na educação fundamental na verdade sobre a sexualidade humana e o exercício dessa verdade numa vida pura e casta”, disse o Cardeal Burke.

Disse que quando enfrentamos resistências ao esforço de reafirmar a lei moral,   “devemos recordar que nós, viventes em Cristo, somos um sinal de contradição para a forma de pensar do mundo”.

Explicou que “as nossas vidas são uma reprovação à violação da lei moral, não com a finalidade de reprovar, mas de servir à salvação do nosso mundo”. “Devemos recordar que o nosso testemunho, tal como que o testemunho dos mártires, produzirá a transformação da nossa sociedade, que definitivamente, redundará na salvaguarda e estímulo de toda vida humana”.

patrick b. craine

SYDNEY, Australia, 28 de Março de 2011 (Notifam) trad ama