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30/05/2023

Publicações em Maio 30

  


Mês de Maio

Fortaleza de Jesus

 

(Re. Mt XXVII, 55-56)

 

«Estavam ali também, a ver de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia e O serviam. Entre outras Maria Madalena, Maria mãe de  Tiago e de José, e a mãe  dos filhos de Zebedeu».

Elas são o exemplo da fortaleza, vencem o medo, o receio mais que justificado por represáilias por parte dos que crucificaram Jesus.

Esta fortaleza aprenderam-na com Ele que nunca fugira dos perigos mesmo quando, talvez, fosse prudente fazê-lo.

A prudência não é contrária à fortaleza, bem ao contrário por dá a esta o verdadeiro enfoque das situações.

A fortaleza é aquela disposição interior que leva a suportar as adversidades, confiando na Graça que O Senhor sempre dá aos que nEle confiam.

Fortaleza é dizer “NÃO” quando este “NÃO” é absoutamente necessário para seguir em frente nos propósitos, sem contemporizar, sem adiar para um outro momento qualquer o que se impõe agora.

Fortaleza é coragem esclarecida e bem informada não correndo riscos desnecessários só para “marcar uma posição” pessoal.

Fortaleza é, confiar inteiramente na minha Mãe do Céu que nunca me abandonará no caminho plano e agradável como no pedregoso e difícil.

 

 

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Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30/05/2022

Publicações em Maio 30

 


 

Mês de Maio

Fortaleza de Jesus

 

(Re. Mt XXVII, 55-56)

 

«Estavam ali também, a ver de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia e O serviam. Entre outras Maria Madalena, Maria mãe de  Tiago e de José, e a mãe  dos filhos de Zebedeu».

Elas são o exemplo da fortaleza, vencem o medo, o receio mais que justificado por represáilias por parte dos que crucificaram Jesus.

Esta fortaleza aprenderam-na com Ele que nunca fugira dos perigos mesmo quando, talvez, fosse prudente fazê-lo.

A prudência não é contrária à fortaleza, bem ao contrário por dá a esta o verdadeiro enfoque das situações.

A fortaleza é aquela disposição interior que leva a suportar as adversidades, confiando na Graça que O Senhor sempre dá aos que nEle confiam.

Fortaleza é dizer “NÃO” quando este “NÃO” é absoutamente necessário para seguir em frente nos propósitos, sem contemporizar, sem adiar para um outro momento qualquer o que se impõe agora.

Fortaleza é coragem esclarecida e bem informada não correndo riscos desnecessários só para “marcar uma posição” pessoal.

Fortaleza é, confiar inteiramente na minha Mãe do Céu que nunca me abandonará no caminho plano e agradável como no pedregoso e difícil.

 

 

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24/02/2021

VIRTUDES

 

Fortaleza 

Ser fortes de ânimo ajuda a suportar as dificuldades e superar nossos limites. Para os cristãos, Cristo é o exemplo para viver uma virtude que abre a porta a muitas outras.

1. “Per aspera ad astra!

“Através das dificuldades, chega-se às estrelas”. Esta conhecida frase de Séneca exprime de modo gráfico a experiência humana de que, para conseguir o melhor, há que esforçar-se, de que “o que vale, custa”, de que é preciso lutar para vencer os obstáculos e arestas que se vão apresentando ao longo da vida, para poder alcançar os bens mais altos.

Muitas obras literárias de diversas culturas exaltam a figura do herói, que encarna de algum modo as palavras da sabedoria latina, que qualquer pessoa desejaria também para si: nil difficile volenti, nada é difícil para aquele que quer.

Assim pois, a nível humano, a fortaleza é valorizada e admirada. Essa virtude, que anda de mãos dadas com a capacidade de sacrificar-se, tinha entre os antigos um contorno bem definido. O pensamento grego considerava a “andreia” como uma das virtudes cardeais 1, que modera os sentimentos de combate próprios do apetite irascível, e assim dá vigor ao homem para procurar o bem, mesmo que seja difícil e árduo, sem que o medo o detenha.

09/04/2018

Leitura espiritual

Fortaleza

6. “In patientia vestra possidebitis animas vestras(Lc 21,19)

Parte da fortaleza é a virtude da paciência, que Joseph Ratzinger descreveu como “a forma quotidiana do amor” [24].
A razão pela qual se deu, tradicionalmente, no cristianismo uma importância notável a esta virtude.
Pode deduzir-se de umas palavras de Santo Agostinho no seu tratado sobre a paciência, que descreve como “um dom tão grande de Deus, que deve ser proclamada como uma marca de Deus que reside em nós” [25].

A paciência é, pois, uma característica do Deus da história da salvação [26], como ensinava Bento XVI no início do seu pontificado: “Este é o distintivo de Deus: Ele próprio é amor.
Quantas vezes desejaríamos que Deus se mostrasse mais forte!
Que actuasse duramente, derrotasse o mal e criasse um mundo melhor.
Todas as ideologias do poder se justificam assim, justificam a destruição do que se oporia ao progresso e à libertação da humanidade.
Nós sofremos pela paciência de Deus. E, não obstante, todos necessitamos da Sua paciência.
O Deus, que se fez cordeiro, diz-nos que o mundo se salva pelo Crucificado e não pelos crucificadores.
O mundo é redimido pela paciência de Deus e destruído pela impaciência dos homens” [27].

Muitas consequências práticas se podem deduzir desta consideração. A paciência conduz a saber sofrer em silêncio, a ultrapassar as contrariedades que se desprendem do cansaço, do carácter alheio, das injustiças, etc.
A serenidade de ânimo torna assim possível que procuremos fazer tudo para todos [28], adaptar-nos aos outros, levando connosco o nosso próprio ambiente, o ambiente de Cristo.
Por isso mesmo o cristão procura não pôr em perigo a sua fé e a sua vocação por uma concepção equivocada da caridade, sabendo que – para utilizar uma expressão coloquial – pode chegar até às portas do inferno, mas não mais além, porque aí não se pode amar a Deus.
Deste modo, se cumprem nele as palavras de Jesus: “com a vossa paciência possuireis as vossas almas” [29].

7. “Aquele que perseverar até aofim, será salvo(Mt 10, 22)

A paciência está em estreita correspondência com a perseverança. Esta costuma ser definida como a persistência no exercício de obras virtuosas apesar da dificuldade e do cansaço derivados do seu prolongamento no tempo.
Mais precisamente, costuma-se falar de constância quando se trata de vencer a tentação de abandonar o esforço face ao aparecimento de um obstáculo concreto; enquanto que se fala de perseverança quando o obstáculo é simplesmente o prolongamento no tempo desse esforço [30].

Não se trata somente de uma qualidade humana, necessária para atingir objectivos mais ou menos ambiciosos.
A perseverança, a imitação de Cristo, que foi obediente ao desígnio do Pai até ao fim [31], é necessária para a salvação, de acordo com as palavras evangélicas: “aquele que perseverar até ao fim, será salvo” [32].
Percebe-se então a verdade da afirmação de São Josemaria: “Começar é de todos; perseverar, de santos” [33].
Daí o amor deste santo sacerdote pelo trabalho bem acabado, que descrevia como um saber pôr as “últimas pedras” em cada trabalho realizado [34].
“Toda a fidelidade deve passar pela prova mais exigente: a duração [...]. É fácil ser coerente por um dia, ou por alguns dias [...]. Só se pode chamar fidelidade a uma coerência que dura ao longo de toda a vida” [35].
Estas palavras do Servo de Deus João Paulo II ajudam a compreender a perseverança a uma luz mais profunda, não como um mero persistir mas, antes de mais, como autêntica coerência de vida; uma fidelidade que acaba por merecer o louvor do senhor da parábola dos talentos e que cabe considerar como uma fórmula evangélica de canonização:
Muito bem, servo bom e fiel; porque foste fiel no pouco, eu te confiarei o muito: entra na alegria do teu senhor[36].

8. “Magnus in prosperis, in adversis maior

“Grande na prosperidade, maior na adversidade”. Estas palavras do epitáfio do rei inglês Jacob II, na igreja de Saint Germain em Layes, próxima de Paris, exprimem a harmonia entre as diferentes componentes da virtude da fortaleza: por um lado, a paciência e a perseverança, que se relacionam com o ato de resistir no bem e que já considerámos; por outro, a magnificência e a magnanimidade, que fazem referência directa ao acto de atacar, de empreender grandes façanhas, também nas pequenas empresas da vida corrente.
Com efeito, de acordo com a teologia moral, “a fortaleza, como virtude de apetite irascível, não só domina os nossos medos (cohibitiva timorum) como, além disso, modera as acções atrevidas e audazes (moderativa audaciarum).
Assim, a fortaleza ocupa-se do medo e da audácia, impedindo o primeiro e impondo um equilíbrio à segunda” [37].

A magnanimidade ou grandeza de alma é a prontidão para tomar a decisão de empreender obras virtuosas excelentes e difíceis, dignas de grande honra.
Por seu lado, a magnificência refere-se à efectiva realização de obras grandes e em particular a procura e emprego dos recursos económicos e materiais adequados ao cumprimento de grandes empresas ao serviço de Deus e do bem comum [38].

 São Josemaria descrevia a pessoa magnânima nestes termos: “ânimo grande, alma grande onde cabem muitos.
É a força que nos dispõe a sairmos de nós próprios, a fim de nos prepararmos para empreender obras valiosas, em benefício de todos.
No homem magnânimo não tem lugar a mesquinhez; não entra a medida estreita, o cálculo egoísta ou a deslealdade interesseira.
O magnânimo dedica sem reservas as suas forças ao que vale a pena; por isso é capaz de se entregar a si próprio.
Não se conforma apenas com dar: dá-se. E então consegue compreender a maior prova de magnanimidade: dar-se a Deus” [39].

Requer-se magnanimidade para empreender, diariamente, a empresa da própria santificação e do apostolado no meio do mundo, das dificuldades que sempre haverá, com a convicção de que tudo é possível para aquele que crê [40].
Neste sentido, o cristão magnânimo não teme proclamar e defender com firmeza, nos ambientes em que se move, os ensinamentos da Igreja, também em momentos em que isso possa supor ir contra-corrente [41], aspecto que tem uma profunda raiz evangélica.
Assim, o cristão conduzir-se-á com compreensão para com as pessoas e simultaneamente com uma santa intransigência na doutrina [42], fiel ao lema paulino veritatem facientes in caritate, vivendo a verdade com caridade [43], que traz consigo defender a totalidade da fé sem violência. Isto implica também que a obediência e docilidade ao Magistério da Igreja não se contrapõem à liberdade de opinião; pelo contrário, ajudam a distinguir bem a verdade da fé, daquilo que são simples opiniões humanas.

* * *

No início fez-se referência à paciente resistência de Maria ao pé da Cruz.
A fortaleza exemplar de Nossa Senhora inclui também a grandeza de alma que a levou a exclamar diante da sua prima Isabel:
Magnificat anima mea Dominum ... quia fecit mihi magna qui potens est, a minha alma glorifica o Senhor... porque fez em mim grandes coisas [44].
A exultação de Maria contém uma importante lição para nós, como recorda Bento XVI: “O homem é grande, só se Deus é grande.


08/04/2018

Leitura espiritual

Fortaleza

Ser fortes de espírito ajuda a ultrapassar as dificuldades e a superar os nossos limites. Para os cristãos, Cristo é o exemplo para viver uma virtude que abre a porta a muitas outras.
1. “Per aspera ad astra!” “Pelas dificuldades às estrelas”.
Esta conhecida frase de Séneca exprime, de modo gráfico, a experiência humana de que, para conseguir o melhor, é preciso esforçar-se, de que “o que tem valor, custa”, de que é preciso lutar para vencer os obstáculos e asperezas que nunca deixam de se apresentar ao longo da vida, para poder alcançar os bens mais elevados.

Muitas peças literárias de diversas culturas enaltecem a figura do herói, que encarna, de algum modo, aquelas palavras da sabedoria latina, que qualquer pessoa desejaria também para si: nil difficile volenti, nada é difícil para aquele que quer.

Assim, pois, a nível humano, a fortaleza é valorizada e admirada. Esta virtude, que vai a par com a capacidade de se sacrificar, tinha já entre os antigos um perfil bem definido.
O pensamento grego considerava a “andreia” como uma das virtudes cardeais [1], que modera os sentimentos de contenda próprios do apetite irascível e dá, assim, vigor ao homem para procurar o bem sem que o medo o detenha, mesmo que seja difícil e árduo.

2. “Quia tu es fortitudo mea(Sal 31, 5)

Pertence também à experiência humana a constatação da debilidade da nossa condição, que constitui, em certo sentido, a outra face da moeda da virtude da fortaleza.
Muitas vezes temos de reconhecer que não fomos capazes de realizar tarefas que teoricamente estavam ao nosso alcance.

Dentro de nós encontramos a tendência para desmoronar, para ser brandos connosco próprios, para renunciar ao que dá trabalho devido ao esforço que comporta.
Por outras palavras, a natureza humana, criada por Deus para o mais elevado, mas ferida pelo pecado, é capaz de grandes sacrifícios e também de grandes claudicações.

A Revelação cristã oferece uma resposta plena de sentido a essa condição paradoxal em que versa a nossa existência.
Com efeito, por um lado, assume os valores próprios da virtude humana da fortaleza, que é enaltecida em numerosas ocasiões na Bíblia.
Já a literatura sapiencial se fazia eco disso, ao dar a entender, sob a forma de uma pergunta retórica no livro de Job, que a vida do homem sobre a terra é milícia [2].

Com uma frase, em certo sentido misteriosa, Jesus, falando do Reino de Deus, diz que o alcançam os violentos: violenti rapiunt [3].
Esta ideia ficou reflectida na iconografia medieval, como sucede por exemplo na Capela de Todos os Santos de Ratisbona, onde a imagem que representa a fortaleza luta contra um leão.

Simultaneamente, são numerosos os textos da Escritura que sublinham como as diversas manifestações de um comportamento forte (paciência, perseverança, magnanimidade, audácia, firmeza, franqueza e, inclusive, a disposição para dar a vida) provêm e só podem ser mantidas se estiverem ancoradas em Deus: quia tu es fortitudo mea, porque Tu és a minha fortaleza (Sal 31, 5) [4].
Por outras palavras, a experiência cristã ensina que “toda a nossa fortaleza é emprestada” [5].

São Paulo exprime de modo certeiro este paradoxo, em que se entrelaçam os aspectos humanos e sobrenaturais da virtude: “quando sou fraco, então é que sou forte”, já que, como lhe assegurou o Senhor: “sufficit tibi gratia mea, nam virtus in infirmitate perficitur, basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que o Meu poder se manifesta por completo” [6].

3. “Sem Mim nada podeis fazer(Jo 15, 5)

O modelo e fonte de fortaleza para o cristão é, portanto, o próprio Cristo, que não só oferece com as Suas acções um exemplo constante que chega ao extremo de dar a própria vida por amor aos homens [7], mas que, além disso, afirma: “sem Mim nada podeis fazer[8].

Assim, a fortaleza cristã torna possível o seguimento de Cristo, um dia e outro, sem que o temor, o prolongamento do esforço, os sofrimentos físicos ou morais, os perigos, obscureçam no cristão a percepção de que a verdadeira felicidade está em seguir a vontade de Deus, ou o afastem dela.
A advertência de Jesus Cristo é clara: “Expulsar-vos-ão das sinagogas. Virá tempo em que todo aquele que vos matar julgará prestar culto a Deus” [9].

4. “Beata quae sine morte meruit martyrii palmam”: o martírio da vida quotidiana

Desde o início que os cristãos consideraram uma honra sofrer o martírio, pois reconheciam que conduzia a uma plena identificação com Cristo.
A Igreja manteve ao longo da história uma tradição de particular veneração pelos mártires que, por especial disposição da Providência, derramaram o seu sangue para proclamar a sua adesão a Jesus, oferecendo, assim, o exemplo máximo não só de fortaleza, mas também de testemunho cristão [10].

Embora não tenham faltado em cada época histórica – a nossa incluída – esses testemunhos do Evangelho, o certo é que, na vida corrente em que se encontram a maior parte dos cristãos, dificilmente chegaremos a essas condições. 

Não obstante, como recordava Bento XVI, há também um “martírio da vida quotidiana”, de cujo testemunho o mundo de hoje está especialmente necessitado: “o testemunho silencioso e heróico de tantos cristãos que vivem o Evangelho sem transigir, cumprindo o seu dever e dedicando-se generosamente ao serviço dos pobres” [11].

Neste sentido, o olhar dirige-se para Santa Maria, pois Ela esteve ao pé da Cruz do seu Filho, dando exemplo de extraordinária fortaleza sem padecer a morte física, de modo que pode dizer-se que foi mártir sem morrer, como o afirma uma antiga oração litúrgica [12].
“Admira a firmeza de Santa Maria:
ao pé da Cruz, com a maior dor humana – não há dor como a sua dor – cheia de fortaleza. E pede-lhe dessa firmeza, para que saibas também estar junto da Cruz” [13].

5. “Omnia sustineo propter electos(2Tm 2, 10)

A Virgem dolorosa é testemunha fiel do amor de Deus, e ilustra muito bem o acto mais próprio da virtude da fortaleza, que consiste em resistir (sustinere) [14] ao adverso, ao desagradável, ao duro.
Certamente, que se trata de um resistir no bem, porque sem o bem não há felicidade.
Para o cristão a felicidade identifica-se com a contemplação da Trindade no Céu. 

Em Santa Maria cumprem-se as palavras do Salmo: si consistant adversum me castra, non timebit cor meum... se se levantarem exércitos contra mim, o meu coração não temerá [15].
Também São Paulo, antes de chegar ao supremo testemunho de Cristo, se exercitou durante a sua vida neste ato característico da fortaleza, até poder afirmar: “tudo suporto por amor dos escolhidos[16].

Para expressar este aspecto da virtude (resistência), a Sagrada Escritura costuma referir-se à imagem da rocha.
Jesus numa das suas parábolas alude à necessidade de construir sobre rocha, quer dizer, não só ouvir a Sua palavra, mas esforçar-se por pô-la em prática [17].
Entende-se que, em última instância, a rocha é Deus, como não cessa de repetir o Antigo Testamento [18]:
“Minha rocha e meu baluarte, meu libertador, meu Deus, a rocha em que me amparo, meu escudo e força da minha salvação” [19].
Não surpreende então que São Paulo chegue a afirmar que a rocha é o próprio Cristo [20], que é “força de Deus[21].

A fortaleza para resistir nas dificuldades provém, pois, da união com Cristo pela fé, como indica São Pedro:
resistite fortes in fide!, resisti-lhes fortes na fé [22].

Deste modo, pode dizer-se que, em certo sentido, o cristão se converte, como Pedro, na rocha em que Cristo se apoia para construir e manter a sua Igreja [23].

© ISSRA, 2009
Notas:

[1] Cfr. Ángel Rodríguez Luño, Scelti in Cristo per essere santi. III. Morale speciale, EDUSC, Roma 2008, pp. 284 e 289.
[2] Cfr. Jb 7, 1.
[3] Mt 11, 12.
[4] Cfr. Ex 15, 2, Esd 8, 10; Is 25,1; Sal 31,4; 46, 2; 71,3; 91,2; 1Tm 1,12; 2Tm 1, 7; Col 1, 11; Flp 4, 1; Ro 5, 3-5.
[5] São Josemaria, Caminho, n. 728.
[6] 2Co 12, 9-10.
[7] Cfr. Jo 13, 15 e 15, 13.
[8] Jo 15, 5.
[9] Jo 16, 2.
[10] Cfr. Catecismo de la Iglesia Católica, n. 2473. Como se sabe, a palavra latina martyr deriva do grego mártys, que significa testemunha.
[11] Bento XVI, Angelus, 28 de outubro de 2007. São Josemaria descrevia este martírio incruento em Caminho, n. 848.
[12] “Bem-aventurada Virgem Maria, que mereceu, sem morrer, a palma do martírio junto da Cruz do Senhor”. Trata-se do Communio da festa da Virgem Dolorosa no antigo Missal de São Pio V, que, com um ligeiro retoque, passou a ser, na forma corrente do rito latino, a antífona do aleluia da lição evangélica nº 11 do Comum da Santíssima Virgem: “Beata est Maria Virgo, quae sine morte meruit martyrii palmam sub cruce Domini” (cfr. Pedro Rodríguez, n. 622 de Camino, edición crítico-histórica, Rialp, Madrid 2004).
[13] São Josemaria, Caminho, n. 508.
[14] Cfr. Ángel Rodríguez Luño, Scelti in Cristo per essere santi. III. Morale speciale, EDUSC, Roma 2008, p. 291.
[15] Sal 27, 3.
[16] 2Tm 2, 10.
[17] Cfr. Lc 6, 47-49.
[18] Cfr. 1 Sam 2,2; 2 Sam 22, 47; Dt 32,4; Hab 1,12; Is 26,4; Sal 19,15; Sal 28,1; Sal 31,3-4; Sal 62,3.7-8; Sal 89,2; Sal 94,22; Sal 144,1; etc.
[19] 2S 22, 2-3; cfr. Sal 18, 3.
[20] 1Co 10, 4.
[21] 1Co 1, 24.
[22] 1P 5, 9.

[23] Cfr. Mt 16, 18.

18/04/2017

Temas para meditar - 701

Não tenhais medo

Cristo repete várias vezes: Não tenhais medo... não temais. 
E ao mesmo tempo, juntamente com estas chamadas à fortaleza, ressoa a exortação: Temei, temei antes o que pode enviar o corpo e a alma para o inferno (Mt 10, 28). 
Somos chamados à fortaleza e, ao mesmo tempo, ao temor de Deus, e este deve ser temor de amor, temor filial.
E somente quando este temor penetrar nos nossos corações, poderemos ser realmente fortes com a fortaleza dos Apóstolos, dos mártires, dos confessores. 

são joão paulo II. Disc. aos novos cardeais 1979.06.30,



22/03/2016

Temas para meditar - 602

Vontade de Deus

Em todas as ocasiões eu digo:

Senhor, faça-se a Tua Vontade!

Não o que quer este ou aquele, mas sim o que Tu queres que faça.

Esta é a minha fortaleza, e esta é o meu rochedo inamovível, este é o meu cajado seguro.


(são joão crisóstomo, Homílias, 1-3)

09/02/2016

Temas para meditar - 578

Fortaleza


A virtude humana da fortaleza requer sempre alguma superação da fraqueza humana e sobretudo do medo.

O homem, de facto, por natureza teme espontaneamente o perigo, os dissabores e os sofrimentos. (...)

Então têm especial valor os homens que são capazes de transpor a chamada barreira do medo, com o fim de testemunhar a verdade e a justiça. (...)

Para conseguir tal fortaleza, o homem precisa de ser sustentado por grande amor pela verdade e pelo bem, a que se dedica. (...)

Quando ao homem faltam as forças para superar-se a si mesmo em vista a valores superiores - como a verdade, a justiça, a vocação e a fidelidade matrimonial - é necessário que este «dom do alto» faça de cada um de nós um homem forte e, no devido momento, nos diga «no íntimo»: coragem!


(são joão paulo ii, Audiência, Roma, 1978.11.15)

23/01/2016

Temas para meditar - 568

Fortaleza


Quero-vos dizer que a minha grande preocupação é “pensar nos homens que ainda não conhecem Cristo, que não descobriram a grande verdade do amor de Deus”.
Muitas destas pessoas convivem convosco nas Universidades, nas bibliotecas, nos campos de desporto, nos lugares comuns das vossas actividades.
A missão que Jesus ressuscitado vos confia é a de serdes apóstolos da nova evangelização.
“O mundo necessita, hoje mais do que nunca, a vossa alegria e o vosso serviço, a vossa vida limpa e o vosso trabalho, a vossa fortaleza e a vossa entrega”.

(são joão paulo ii, Discurso aos Jovens, UNIV, Roma, 1987.04.19)


25/12/2015

Temas para meditar - 553

Fortaleza


No comportamento do Senhor no Getsémani podemos notar duas coisas: que a oração dá sempre bons resultados e que nunca se sai vazio da presença de Deus, porque, embora não se consiga consolação, como o Senhor mal a teve, no entanto consegue-se fortaleza para vencer qualquer dificuldade ou tentação.
A segunda é que se é necessário descobrir a Deus a nossa tristeza e abrir inteiramente o nosso coração, como fez Jesus e como fazia David quando dizia: «Exponho diante d’Ele a minha preocupação, manifesto-lhe a minha angústia» (Slm 141, 3), no entanto, perante a dificuldade, é necessário demonstrar valentia e fazer frente aos que nos perseguem. 



 (luís de la palma, A Paixão do Senhor, Éfeso, 1991, pg. 83)

20/11/2015

Temas para meditar - 539

Santidade


Não é possível acreditar na santidade dos que falham nas virtudes humanas mais elementares.

Ainda que a graça possa transformar por si mesma as pessoas, o normal é que requeira as virtudes humanas, pois, como poderia enraizar-se, por exemplo, a virtude cardeal da fortaleza num cristão que não se vencesse em pequenos hábitos de comodidade ou de preguiça, que estivesse excessivamente preocupado com o calor ou com o frio, que se deixasse levar habitualmente pelos estados de ânimo, que estivesse dependente de si mesmo e da sua comodidade? 


(beato álvaro del portilloEscritos sobre el sacerdocio, Madrid, Epalsa, 4ª ed., nr. 28, trad AMA)