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10/03/2018

Temas para meditar e reflectir

Doença


Todos nós sabemos como Jesus se apresentava ao homem na sua integridade, para o purificar completamente, no corpo, na psique e no espírito.

Com efeito, a pessoa humana é um único ser, e as várias dimensões podem e devem distinguir-se, mas são inseparáveis.



(BENTO XVI, Disc. no Dia mundial do doente, 2006.02.11)




27/05/2016

Ano Jubilar da misericórdia – Reflexão

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A fragilidade humana manifesta-se a cada passo das nossas vidas.

Talvez que aquela que mais nos “toca” é a doença que nos prostra e nos condiciona, sobretudo quando é grave e muito preocupante.

Como sabemos, uma da Obras de Misericórdia é, exactamente, visitar os doentes.

Jesus Cristo fala nisso mesmo sem rodeios. [1]

Para muitos, visitar amigos ou mesmo familiares que estão doentes constitui um “pesado” sacrifício, sobretudo quando ficam de alguma forma afectados com o ambiente hospitalar – talvez recordando situações dolorosas – para outros… nem tanto, até o fazem como que cumprindo um “dever social” que, nem por o ser, deixa de ser um acto bom e meritório.

Voltando às palavras do Senhor, não nos restam quaisquer dúvidas que Ele próprio Se considera essa pessoa, esse doente [2] e, sendo assim, como é de facto, a nossa visita é um caminho para O ouvirmos:

«Vinde, benditos de Meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo» [3]

Mas não nos fiquemos por uma simples visita circunstancial, mais ou menos demorada; tenhamos em consideração que aquela pessoa talvez precise que lhe falemos do real valor e mérito que pode obter com a sua doença, em primeiro lugar, aceitando-a sem revolta nem repúdio e, depois, oferecendo as suas dores e sofrimento por tantas outras pessoas, na mesma situação, mas que não têm ninguém que os visite ou, sequer, se preocupe com elas.

Mas… mais: sobretudo se está gravemente doente da necessidade e, mais que isso, conveniência, de se preparar para um convenientemente para um desfecho final.

A muitos – mesmo bons cristãos – custará muito falar nisto porque há sempre um falso pudor em falar da morte, mas temos de encontrar um meio, uma forma simples e não agressiva de colocar a questão e falar com clareza propondo uma conversa com um sacerdote.

Assim, ficará “completa” esta maravilhosa Obra de Misericórdia e o bem que, por nosso intermédio, esse doente poderá alcançar terá um valor incalculável. [4]




[1] Cfr. Mt 25, 36
[2] Cfr. Mt 25, 40
[3] Cfr. Mt 25, 34
[4] (ama, Reflexão, Ano Jubilar da Misericórdia, 2016.03.21)

01/05/2016

Temas para meditar - 625

Bioética

Uma humanização do morrer é incompatível com a eliminação do sujeito que morre, pois não tem em conta a globalidade das suas necessidades. As súplicas de quem sofre, muitas vezes desejando terminar com a situação de dor, mais do que um desejo de morrer, são sobretudo o apelo a uma presença marcada pelo amor, a formas concretas de solidariedade e expressões da necessidade de perspectivas de esperança. Para isto, é necessário criar condições que humanizem a fase terminal, para que a pessoa possa ter um morrer humano: disponibilizar os meios que retirem ou reduzam o mais possível a dor, dar ao doente acesso aos meios médicos de que necessita, assegurar um acompanhamento humano personalizado, garantir ao paciente que não será abandonado à solidão em nenhum momento da sua fase final, permitir-lhe a presença das pessoas que lhe são mais queridas, facilitar-lhe a vivência das suas convicções religiosas e a satisfação das suas necessidades espirituais, possibilitar um acompanhamento psicológico, respeitar os seus valores e legítimos desejos, criar condições de confiança.

(Nota pastoral da CEP, Cuidar da vida até à morte: Contributo para a reflexão ética sobre o morrer, 5, b)

01/05/2015

Temas para meditar - 434

Santíssima Virgem



A presença de Maria e a sua ajuda maternal nesses momentos (de doença grave) não deve ser tida como coisa marginal e simplesmente paralela ao Sacramento da Unção.

É, antes, uma presença e uma ajuda que se actualiza e se transmite por meio da própria Unção.



(A. bandera, La virgen Maria y los Sacramentos, Rialp, Madrid 1978, p. 184, trad ama)

14/06/2011

Tema para breve reflexão


Reflectindo

Doença grave


A presença de Maria e a sua ajuda maternal nesses momentos (de doença grave) não deve ser tida como coisa marginal e simplesmente paralela ao Sacramento da Unção. É, antes, uma presença e uma ajuda que se actualiza e se transmite por meio da própria Unção.

(A. bandera, La virgen Maria y los Sacramentos, Rialp, Madrid 1978, p. 184, trad ama)

20/05/2011

Sofrimento, doença: Aceitação jubilosa

Duc in altum
Nota prévia:
O texto que segue foi extraído de uma mensagem enviada hoje por pessoa amiga.
Publico-a porque, como digo em epígrafe, ilustra muito bem o que é o sofrimento, a doença, as contrariedades levados com espírito cristão: Fé, Confiança e Esperança.

Outro motivo – como se não bastasse – pelo qual publico esta mensagem, deve-se a um sentimento de pequenez e vergonha pessoal: queixo-me tanto que me dói a cabeça, um dente, o joelho, as costas… e, este meu amigo perante coisas tão graves e inesperadas como as que relata (os sublinhados são meus) sem nunca se queixar, deixa transparecer uma aceitação jubilosa e uma gratidão pelo atendimento que lhe foi prestado que, deveras extraordinário.

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Mais uma vez me emocionei e lembrei-me muito de São Josemaria, agora que estive de novo em Pamplona e usufruí na primeira pessoa e na pessoa de um ente muito querido, da excelência e humanidade dos cuidados médicos da Clínica Universitária de Navarra (CUN).

Sem entrar em grandes detalhes e como julgo que sabe que sou seropositivo de VIH, no Domingo passado viajei de automóvel de Lisboa até Pamplona, conduzido por alguém que o Senhor me concedeu o privilégio de estar unido, fiz, sem me aperceber de imediato, um corte na perna esquerda que ficou a sangrar. Como em Burgos constatei que as urgências do Hospital da cidade aos Domingos funcionam num Centro de Saúde, que não fazia ideia aonde estava localizado, resolvi viajar mais duas horas e dirigir-me aos serviços de urgência da CUN, aonde expliquei a minha preocupação em infectar alguém e pedi para me inscreverem para se proceder ao respectivo curativo que no fundo era algo de muito simples (betadine e um penso). Fazendo aquilo, que terá deixado São Josemaria certamente muitíssimo feliz, não me cobraram rigorosamente nada, sem saber que no dia seguinte tinha consulta e muitos exames a realizar lá, fizeram-no, no mais puro sentido de humanidade em face à minha preocupação.

Nesse mesmo dia à noite, sou informado por quem me acompanhava e que não tinha previsto recorrer a qualquer atendimento médico, que só durante a viagem se havia apercebido que se encontrava num estado de surdez parcial do lado esquerdo e que sofria de um zumbido permanente na cabeça desse mesmo lado. Às nove da manhã de Segunda-feira estava no atendimento para confirmar a minha presença e expliquei o que se passava com quem me acompanhava e pedi o favor de lhe fazerem um atendimento numa consulta de otorrino, que foi imediatamente marcada para daí a 10 minutos e realizados um audiograma  e uma ressonância magnética à cabeça feita pelas 18h30. No dia seguinte, cerca de 28 horas após se ter pedido a consulta, foi-lhe transmitido o diagnóstico preliminar: tinha dois tumores benignos no cérebro, sendo que um se encontrava mesmo por cima do ouvido e que, a avaliar com calma e sem precipitação, poderia ter de ser removido numa tentativa de recuperação da audição e eliminação do zumbido permanente que todavia permanece. Como podeis imaginar entre a preocupação, veio-me de imediato um fortíssimo sentimento de agradecimento ao Senhor e a São Josemaria por haver em boa hora aberto a CUN com toda a filosofia de caridade cristã subjacente e no que sempre ensinou, na santificação através do trabalho realizado em entrega a Deus Nosso Senhor e ao próximo.

Entretanto, tive uma consulta de neurologia à qual compareci acompanhado e fui visto pela primeira vez  por uma médica (vide CV em http://www.cun.es/la-clinica/servicios-medicos/neurologia/mas-sobre-el-departamento/equipo-medico/dra-ma-asuncion-pastor-munoz/) que esteve longamente comigo, consulta essa, e porque que me sentia espiritualmente em casa, que me permitiu exteriorizar e ser compreendido a tal ponto que me retirou no total sete medicamentos, alguns dos quais tomava desde 1997. Após múltiplos exames, informou-me que se iria reunir com uma equipe multidisciplinar para se analisar as acções a empreender que receberia um relatório detalhado sobre o meu estado clínico. A emoção de me ter sentido correctamente interpretado e compreendido por esta filha de São Josemaria, pelo menos foi essa a minha percepção, mais uma vez me levou a agradecer a Jesus Cristo e a revisitar a Ermida de Nossa Senhora do Amor Formoso e com amor e devoção agradecer a Nossa Senhora a Sua protecção.

Desculpe se me alonguei, mas as graças recebidas nestes dias foram tantas, que entendi compartilhá-las consigo, que no fundo pertence à minha Família Espiritual.

Bem-haja!