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04/11/2011

Maus governantes


O bom pastor não precisa atemorizar as suas ovelhas: 

semelhante comportamento é próprio dos maus governantes. Por isso, ninguém estranha que acabem odiados e sós.



(s. josemaria, Sulco, 404)

02/11/2011

Bens materiais

A virtude cristã é mais ambiciosa. Incita-nos a mostrar-nos agradecidos, afáveis, generosos; a comportar-nos como amigos leais e honrados, tanto nos tempos bons como na adversidade; a cumprir as leis e a respeitar as autoridades legítimas; a rectificar com alegria, quando percebemos que nos enganamos ao enfrentar uma questão. Sobretudo, se somos justos, ater-nos-emos aos nossos compromissos profissionais, familiares, sociais..., sem espaventos nem pregões, trabalhando com empenho e exercendo os nossos direitos, que são também deveres.
Não acredito na justiça dos folgazões, porque com o seu dolce far niente - como dizem na minha querida Itália - faltam, e às vezes de modo grave, ao mais fundamental dos princípios da equidade: o do trabalho. Não devemos esquecer que Deus criou o homem ut operaretur, para que trabalhasse, e os outros - a nossa família e nação, a humanidade inteira - dependem também da eficácia do nosso trabalho. Meus filhos! Que pobre ideia fazem da justiça os que a reduzem a uma simples distribuição de bens materiais!

(s. josemaria, Amigos de Deus, 169)

30/10/2011

Crises



Nesta época de desmoronamento geral, de concessões e de desânimos, ou de libertinagem e de anarquia, parece-me ainda mais actual aquela convicção simples e profunda que, no princípio da minha actividade sacerdotal e sempre, me consumiu em desejos de comunicar à humanidade inteira: estas crises mundiais são crises de santos. 





(s. josemaria, Amigos de Deus, 4)

28/10/2011

Bem comum



Cristão: tens obrigação de ser exemplar em todos os terrenos, também como cidadão, no cumprimento das leis que visam o bem comum.

(s. josemaria, Forja, 695)

22/10/2011

Crises



Nesta época de desmoronamento geral, de concessões e de desânimos, ou de libertinagem e de anarquia, parece-me ainda mais actual aquela convicção simples e profunda que, no princípio da minha actividade sacerdotal e sempre, me consumiu em desejos de comunicar à humanidade inteira: estas crises mundiais são crises de santos. 

(s. josemaria, Amigos de Deus, 4)

                        

13/07/2011

CRISE É CONSEQUÊNCIA DA PERDA DA DIGNIDADE HUMANA

Crise
Resposta à crise económica: “Humanae Vitae” e “Populorum progressio”

Na origem da crise económica mundial, existe uma evolução negativa sobre a concepção da dignidade do homem: do homem centro da criação progressivamente se passou ao homem produtor, consumidor, ao câncer da sociedade, homem inútil e custoso, como os idosos.
   
Esta é uma das reflexões que surgiram sobre o tema “Consequência da crise económica”, no evento realizado no último dia 6 de Julho, na embaixada da Itália junto à Santa Sé.

Intervieram o professor Gotti Tedeschi, presidente do IOR (Instituto das Obras de Religião); o vice-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Maurizio Lupi; o administrador na Itália do Santander Private Banking, Stefano Boccadoro; e o embaixador da Itália na Santa Sé, Francesco Maria Greco.

O presidente do IOR sugeriu o que se pode ler nas entrelinhas da encíclica Caritas in Veritate. “Bento XVI nos diz que não temos que colocar a culpa nos instrumentos quando na verdade somos nós que os usamos mal. Não são os instrumentos que devem mudar, mas o homem. A medicina, a economia etc., são instrumentos; o que os torna mais ou menos éticos é como o homem os usa.”

O banqueiro italiano indicou que, na introdução da encíclica, o Papa explica que a origem da crise está no niilismo dominante e na perda progressiva dos valores, e em não ter levado em consideração duas encíclicas anteriores.

Em outras palavras, “na origem desta crise está o facto de não ter respeitado inteiramente a vida e a dignidade do homem (a Humanae Vitae) e o tipo de progresso que o homem deve seguir, um progresso ideal (a Populorum Progressio)”.

Gotti Tedeschi considerou que a crise nasce da paulatina perda de consciência da dignidade da pessoa humana, o que, no final das contas, se reduz a um problema: “se o homem é filho de Deus ou se é a evolução de uma bactéria. E se o fim justifica os meios e, por conseguinte, a vida não tem sentido. A diferença está em que, na visão laicista, a vida não tem um sentido sobrenatural”.

Por outro lado, centrando-se directamente no âmbito económico, o vice-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Maurizio Lupi, afirmou que é necessário fugir do pensamento “mais regras, mais estado e menos mercado”.

“Esta é uma tentação que não pode ser considerada, especialmente se entendemos que é a pessoa quem é capaz de sair da crise. O problema não é colocar mais regras, mas solicitar o melhor da pessoa.”

Ele considerou, além disso, que existe um desafio educativo. Não se trata somente de leis ou de ajudas económicas, mas de ter uma concepção própria da pessoa, da família e da empresa, elementos que dão vida ao próprio fundamento da acção.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando]

11/07/2011

Patriarca/Crise: Portugueses devem colaborar com o Governo

D. José Policarpo espera soluções o mais «equilibradas» possível


 “Teremos de colaborar com o Governo para que seja possível, para já cumprir os compromissos internacionais que foram assinados, mas sobretudo para pôr Portugal a funcionar com esperança, com vitalidade e com genica, (…)
Todos nós devemos estar preparados para as atitudes o mais equilibradas possível que nos forem propostas para recuperar Portugal. Hoje estamos diante de uma situação que não é só o bem, a comodidade, a resolução dos problemas pessoais, é a nação como um todo.
Se não formos capazes de o fazer, mesmo os que hoje estão bem ficarão menos bem”.

Ecclesia

29/06/2011

Sobre a família

O que podemos fazer.


Este último período da nossa historia resultou num monumental fiasco. Não é necessário muito tempo para afundar um país, mas são precisas várias gerações para o levantar, pelo que não podemos perder tempo em pormos mãos à obra.
Os nossos problemas não são só a economia e o desemprego, há muito mais. O trabalho de engenharia social aplicado ao longo destes anos foi um processo de demolição dos pilares básicos da sociedade.   A família,  como célula social encarregada de transmitir a vida e os valores que tornam possível a convivência, foi arrasada.
Já não há nem país nem mães, substituídos por progenitores A e B, nem sequer livro de família. A manipulação perversa da linguagem eliminou a palavra matrimónio, substituída por parelha. (Matrimonio reserva-se para o «matrimonio homosexual»).
As parelhas fazem-se e desfazem-se sem sequer legalizar as suas uniões e, se o fazem, são cada vez mais frágeis e precárias. Contra o matrimónio estável, introduziu-se abertamente o divorcio expresso.
A natalidade desce abaixo do nível de reposição da população, ao mesmo tempo facilitam-se todos os meios para uma sexualidade irresponsável: anticonceptivos, pílula do dia, depois o aborto. Seguramente seguem as instruções dos desajustados «sábios»  que querem reduzir a população mundial à quarta parte, para salvar o planeta terra.

Ser homem ou mulher deixou de ser algo dado para se converter em «opção pessoal», em conceito cultural. Isto é algo do que se contem nessa legislação da Educação para a cidadania?

Fala-se muito de corrupção e de poder, mas pouco de hionestidade, de honradez, de esforço, de excelência, de trabalho bem feito, de responsabilidade, de serviço, do bem e da verdade.

Não podemos esperar que outros políticos diferentes tenham uma varinha mágica, para nos repor naquela situação que agora nos parece tão estupenda na qual podíamos gastar sem conta nem peso nem medida, consumir com desperdício, hipotecar-nos por vida, aquela época em que pensávamos que sem grande esforço éramos cada vez mais ricos e os nossos investimentos em casa na cidade, no campo ou na praia, com dinheiro emprestado subiam e subiam de valor.
Despertamos de um sonho e temos de aceitar a nossa parte de culpa ainda que em muitos casos aleguemos que fomos enganados. Com o engano da mais-valia, coincidiu a codícia dos enganadores e dos enganados. Não vale a pena lamentar-se mas sim voltar a descobrir o valor da sobriedade, da economia doméstica que sempre aconselhou sempre a anão gastar mais dom que se ganha, fugir da ostentação e do desperdício.
Assumamos a nossa responsabilidade de viver e façamos o que a cada um corresponde. Os que têm trabalho trabalhem mais e melhor os que não o têm que vão procurá-lo onde o haja, os que tenham iniciativas que empreendam e os que têm dinheiro que o invistam.
Mas exijamos aos políticos os valores da honradez, honestidade, economia e transparência. Exijamos que termine a orgia de desperdício na administração. Exijamos que desapareçam todos os “esquemas” montados pelos políticos para medrar e formar uma rede clientelar de apaniguados.
Não existe nenhuma superioridade moral deste ou daquele partido, até que o demonstrem com factos justos e eficazes. Que não nos venham uns com tresloucados planos para o trabalho, outros com a fábula de uma mão oculta que harmoniza a codícia de todos, e outros com o estado do bem-estar, também em crise.
Utilizemos a nossa razão para julgar da bondade ou maldade de todas as propostas, programas e propagandas, sem cair na tentaçõa de julgar como bom o que nos beneficie, ainda que seja à custa de outros, e mau o que nos imponha algum sacrifício, ainda que seja em benefício dos demais.

Não percamos mais tempo em lamentações, antes ponhamo-nos a compor isto, começando por fortalecer a instituição familiar e o sistema educativo. Deixemos de acreditar tolamente num estado providência. Os nossos problemas não parece que venham a ser resolvidos pelos políticos ou os sindicatos, aos quais há que pedir, que pelo menos, não ponham travões à nossa liberdade, nem nos oprimam com mais encargos, impostos, proibições e burocracia.

francisco rodríguez barragán, trad ama

26/04/2011

A face positiva da crise

PASTORAL SOCIAL
SECRETARIADO DIOCESANO

COMISÃO DIOCESANA “JUSTIÇA E PAZ”


A face positiva da crise

Conta, peso e medida
As sombrias análises que os comentaristas económicos trazem a público sobre a crise em que se encontra mergulhada a nossa sociedade, levam-nos a concluir que “a procissão ainda só vai no adro”, tão distante no tempo eles colocam o seu terminus.
Numa crise, porém, nem tudo é mau, ponderando o potencial de mudança que ela em si contém. Na etimologia grega (krisis), a crise tem a ver com o discernimento que ocorre num processo de mudança ou passagem de uma situação a outra. Diríamos mesmo que a crise é a chave do progresso, sem se negar que o momento da crise vem sempre carregado de dificuldades.
A crítica situação económica/financeira da nossa sociedade traduz-se em desemprego, recessão económica que mais o agravará (os já mais de 600.000 desempregados aumentarão mais e mais), redução de salários, extinção de apoios sociais, etc., etc. Não serão, pois, fáceis os tempos que se aproximam.
Num primeiro momento, seremos tentados a imputar aos políticos a responsabilidade da situação e a esperar que eles a resolvam, dando-nos por quites com a escolha que fazemos no momento do voto.
Mas isso é pouco, muito pouco mesmo.
Precisamos de ir ao fundo da questão, indagar das suas causas e da nossa quota-parte de responsabilidade na eclosão desta crise sob pena de a sua superação, quando supostamente ocorrer, mais não ser que o protelar de outra crise ainda maior.
Sem pretender retirar culpas a quem as tenha – políticos, banqueiros, agentes económicos…  – haveremos de reconhecer que muita gente, embarcando no erro crasso de que poderia viver acima das possibilidades, deixou-se embriagar na espiral do consumismo e na perigosa ilusão de que a felicidade anda de mãos dadas com a abundância do ter, jamais lhes passando pela cabeça que haveria de chegar o momento de apresentação da factura.
A montante da crise económica está, pois, uma crise bem mais grave, a crise moral ou crise dos valores, pelo que será pura ilusão pensar que aquela será ultrapassada sem uma profunda revisão dos “valores” que a geraram.
Esta é a área de intervenção da Igreja, denunciar os falsos valores que estiveram na génese da crise moral, a mãe de todas as crises: a crise económica já instalada, e a crise social que já se pressente, de contornos e consequências difíceis de prever em toda a sua dimensão.
Ao longo dos anos foram violados valores fundamentais da vida social, designadamente os valores da Verdade e da Justiça Social.
Confundiu-se Verdade com “opinião da maioria”, e assim se legitimou a violação dos maiores valores da humanidade: o direito à vida nascente, com a legalização do aborto; a estabilidade do casamento, com a desordenada abertura ao divórcio e a proliferação da união de facto; por fim, o próprio casamento, com as uniões homossexuais.
Em suma, o edifício social assente sobre alicerces falsos!
Quanto a justiça social, agravou-se o fosso entre os muito ricos e os pobres: escandalosos vencimentos de milhões (gestores públicos…) versus salários e reformas de tostões.
Princípios estruturais da vida em sociedade, como os Princípios da Solidariedade e do Bem Comum foram flagrantemente substituídos por oportunismo dos mais bem posicionados na sociedade, e o princípio da Subsidiariedade, que é vital em qualquer sociedade, foi demagogicamente sacrificado em nome do alegado Estado Social, um Estado que quis chamar a si o múnus de tudo fazer e tudo assumir – na saúde, na educação, na segurança social… – não deixando aos entes intermédios e ao cidadão o espaço que lhes é próprio.
Nada adiantará pretender consertar o tecto e as paredes do edifício, sem previamente firmar os alicerces: à busca desenfreada do ter como factor de felicidade, há que contrapor a construção do ser; ao oportunismo, o trabalho e a honestidade; ao egoísmo, a solidariedade para com quem não teve as mesmas oportunidades. Mas acima de tudo, há que repor a Verdade, os Princípios, os Valores.
Se a sociedade aproveitar esta crise para, reflectindo sobre as suas causas, rectificar o que está errado, não será em vão o sacrifício que ora temos que suportar. Essa será a face positiva desta crise.
Não iremos ficar-nos pela crise, somos incentivados a acreditar na sua superação, conscientes, porém, de que à custa de muito suor e lágrimas. A tanto nos induz a reflexão desta Semana Maior que nos diz que o acontecimento de Sexta-Feira Santa só aparentemente foi um fracasso, porquanto a última palavra foi proferida no Domingo a seguir.
A Esperança é o alento do cristão e, neste momento de desalento da nossa sociedade, será o grande contributo que lhe presta.
Votos de uma Santa Páscoa vivida na alegria da Vitória da Vida sobre a morte, são os votos que aos seus leitores formula

Comissão Diocesana "Justiça e Paz" 
                                                                    

18/03/2011

CRISE: BASTONÁRIO DA OA SUBLINHA RESPOSTAS SOCIAIS DA IGREJA


Observando


O bastonário da Ordem dos Advogados (OA) afirmou esta quarta-feira que a Igreja Católica tem promovido uma acção “altamente meritória” na resposta à actual crise económica.

No seu discurso na sessão solene de abertura do ano judicial, que decorreu em Lisboa, António Marinho Pinto deixou “uma nota final para enaltecer o papel da Igreja Católica” num cenário “cujas consequências não estão ainda totalmente diagnosticadas”.

Em particular, este responsável aludiu às “várias organizações” católicas presentes em todo o país, que têm atenuado “as consequências mais dramáticas da pobreza que tem vindo a alastrar”.

“A ordem dos Advogados, que é uma entidade laica, e eu próprio, que não sou católico nem sequer religioso, queremos aqui louvar publicamente a acção humanitária levada a cabo por centenas ou milhares de católicos anónimos que, movidos apenas pelos impulsos mais generosos da sua fé, ajudam os seus semelhantes a suportar as agruras da miséria que se tem abatido sobre um número crescente de portugueses”,  prosseguiu.

Nesse sentido, Marinho Pinto deixou um “obrigado” por esta acção, aproveitando a presença na cerimónia do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.

OC
INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 18.03.2011

17/03/2011

Crise

Observando

Tempos negros de crise profunda

Mergulhada num ritual

De suspiros e lamentações

Numa alterosa vaga que inunda

O enorme estendal

De sacrifícios e privações.

Não chega, não basta

Nem estultos esforços chegam

Para resolver a questão

Que demora e se arrasta

Na atitude dos que se negam

Só sabendo dizer que não.

Que isto não fica assim

Todos sabemos de cor

E vimos os contornos do quadro

Há-de bater no fundo e assim

Num último rito de dor

A procissão passará do adro

E será então o fim!


AMA, 2011.01.21

16/03/2011

CRISE: BISPO DO PORTO DIZ QUE É PRECISO ATENDER À «GERAÇÃO À RASCA»

Observando

O bispo do Porto afirmou neste Domingo não ter ficado surpreendido com a dimensão das manifestações da auto denominada «Geração à Rasca», que levaram milhares de pessoas à rua em várias cidades do país.

D. Manuel Clemente refere que os protestos que este sábado juntaram várias gerações devem ser atendidos pela classe política.

“Não pode ser uma resposta política no sentido estrito, tem que ser uma resposta social", assinala, em declarações à Renascença.

Na sexta-feira, o prelado tinha afirmado que Portugal está a viver uma “situação gravíssima".

Hoje, o bispo de Beja, D. António Vitalino, alude aos “os jovens da geração à rasca, com dificuldade em se integrar no mercado de trabalho” na sua crónica semanal para a «Rádio Pax», enviada à Agência ECCLESIA.

Para este responsável, “um cristão autêntico é mais sensível ao sofrimento dos seus semelhantes”.

“Muito há a mudar neste mundo, para que seja mais justo e fraterno, mas a mudança tem de começar por cada um de nós e por cada comunidade crente”, defende.

Os organizadores do protesto deste sábado decidiram criar um novo espaço de debate na rede social Facebook, intitulado «Fórum das Gerações - 12/3 e o Futuro», que já conta com mais de 14 mil seguidores.

RR/OC

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 16.03.2011