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22/03/2020

Temas para reflectir e meditar

Conversão

Deus opera nos nossos corações, esses impulsos para excitá-lo ao bem, produz-se em nós mas não por nós, porque aparece de improviso sem que nisso tenhamos pensado, nem podido pensar. “Não somos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento” (II Cor., II, 5) que diga respeito à nossa salvação; mas “toda a nossa capacidade vem de Deus" (Ef. I, 4), que nos amou para que “fôssemos santos” (Sl. XX, 4) e, por isso, nos previne com as enunciações da sua doçura fraternal e excita-nos ao arrependimento e à conversão.

(São Francisco de Sales, Tratado do Amor de Deus, Livro VI, Cap. IX)

02/01/2019

Temas para reflectir e meditar

Filho pródigo

Sabemos que a um dado momento a medida atingiu o limite máximo e que a degradação do filho se traduziu, não apenas por uma queda moral, das mais fundas, mas também pela sua degradação física. Na verdade, o filho teria aceitado inclusive comer as bolotas destinadas à alimentação dos porcos, que segundo a crença dos habitantes da Palestina eram animais impuros. Aquela referência simboliza, portanto, o grau de baixeza da queda. Nessa altura, as consequências do mal começaram a fazer efeito. Encontrava-se já o filho numa tal miséria que uma ideia friamente calculada lhe veio ao espírito: valia mais voltar a casa paterna, pois servidores e operários eram aí mais bem tratados do que na casa do seu actual patrão. Na verdade, não foi o amor ao pai que impeliu o filho pródigo a regressar à casa paterna, mas foi um vulgar e interesseiro amor-próprio, o cálculo frio de que essa ideia seria a melhor, não para seu pai, mas para si mesmo. Só quando vê o pai correr ao seu encontro, quando vê as suas lágrimas de alegria, quando se encontra nos seus braços, quando mais tarde é vestido com a mais bela túnica, quando no dedo lhe é metido um anel e quando vê que o pai prepara um festim para celebrar o seu regresso surge então a oportunidade para que descubra o amor do pai. É por isso que dizemos que as consequências do mal podem estar associadas à graça. Deus pode consentir que assim seja, para que as consequências do mal nos levem à conversão. 
Por vezes, só a queda e o sofrimento que ela causa conseguem comover o homem e incitá-lo à conversão. Pelos seus efeitos, o mal torna-se então uma «falta feliz».

(tadeus dajczerMeditações sobre a Fé, Paulus, 4ª Ed., pg. 87)  

13/01/2018

Temas para reflectir e meditar

Conversão



O verdadeiro convertido continua persuadido que é um pecador.


(JAVIER ABAD GÓMEZ, Fidelidade, Quadrante 1989 pg. 150)



23/09/2012

Precisas de um bom exame diário de consciência

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet


Repara na tua conduta com vagar. Verás que estás cheio de erros, que te prejudicam a ti e talvez também aos que te rodeiam. – Lembra-te, filho, que não são menos importantes os micróbios do que as feras. E tu cultivas esses erros, esses enganos – como se cultivam os micróbios no laboratório –, com a tua falta de humildade, com a tua falta de oração, com a tua falta de cumprimento do dever, com a tua falta de conhecimento próprio... E, depois, esses focos infectam o ambiente. Precisas de um bom exame diário de consciência, que te conduza a propósitos concretos de melhora, por sentires verdadeira dor das tuas faltas, das tuas omissões e pecados. (Sulco, 481)

A conversão é coisa de um instante; a santificação é tarefa para toda a vida. A semente divina da caridade, que Deus pôs nas nossas almas, aspira a crescer, a manifestar-se em obras, a dar frutos que correspondam em cada momento ao que é agradável ao Senhor. Por isso, é indispensável estarmos dispostos a recomeçar, a reencontrar – nas novas situações da nossa vida – a luz, o impulso da primeira conversão. E essa é a razão pela qual havemos de nos preparar com um exame profundo, pedindo ajuda ao Senhor para podermos conhecê-Lo melhor e conhecer-nos melhor a nós mesmos. Não há outro caminho para nos convertermos de novo. (Cristo que passa, 58)

29/12/2011

Novo Ministro do Interior de Espanha: Entrevista

O novo ministro de Interior explica o seu reencontro com Deus depois de anos a virar-Lhe as costas

No seu gabinete no Congresso de Deputados há um enorme retrato de Tomás Moro, santo a quem João Paulo II pedia que se encomendassem os políticos para obter fortaleza, paciência, perseverança e bom humor. (…) Os que o conhecem bem dizem que o  Jorge de "agora" nada tem que ver com o de “antes”. Ele fala de conversão.

-O sua conversão foi ao modo de Santo Paulo ou ao de Santo Agostinho?
-Foi, guardando as distâncias, más agostiniana que paulina, no sentido de que não foi instantânea, mas que resisti muito.

-Vinha do ateísmo?
-Não.

-Então, do agnosticismo.
-Tampouco. Eu não negava Deus, simplesmente vivia como se não existisse, só me lembrava dele nos momentos difíceis. Era isso a que chamam um católico não praticante.

- Isso não é uma contradição?
-É. Mas eu vivia nessa contradição. A minha fé era uma fé morta porque era uma fé sem obras.

-Que mudou tudo?
-A convicção plena de que a minha vida só fazia sentido à luz de Deus. A partir desse momento, Ele começou a ter más presença na minha vida. É neste sentido não que falo de conversão.

-Em que consiste a sua vida com Deus?
-Digamos que o meu plano de vida está muito próximo da espiritualidade do Opus Dei: ir à missa todos os dias, rezar o Rosário, fazer uns tempos de oração, outro de leitura espiritual...

-Lê muito?
-Muito. Depois da minha conversão dei-me conta que o meu deficit em formação religiosa, moral e ética era importante. Tinha que recuperar o tempo perdido e a dedicar-me à leitura ajudou.

-O autor que más o marcou?
-São muitos, mas se tenho de mencionar um que quedar, elejo Vittorio Messori, a quem me unem tantas coisas. O providencialismo, por exemplo. Messori analisa os acontecimentos tendo em conta que Deus é o Senhor da Historia, do Tempo, da Cronologia. A mim também me atrai esse tipo de visão dos factos que se incorpora no que se chama Teologia da Historia.

-E o livro?
-Mencionarei três, ainda que haja muitos mais. O regresso do filho pródigo, de Henry Nouwen, A história de uma alma, de Santa Teresinha de Lisieux, e As confissões, de Santo Agostinho. Li-os pela primeira vez em 1997.

-É o ano de o seu caminho de regresso?
-1997 foi o ano em que o Senhor me disse: “Chegámos até aqui. Ou sim ou sopas”. Mas o meu caminho de regresso começou em 1991.

-Seis anos antes.
-Eu disse que a minha conversão foi mais agostiniana que paulina, pois tive muito que pedir.

-O que se passou em 1991?
-Encontrava-me em viajem oficial nos Estados Unidos, convidado pelo Departamento de Estado. Num fim-de-semana levaram-nos a Las Vegas. Ali, por meio de um grande amigo, que sem dúvida foi um instrumento da providência de Deus, Ele veio manifestamente ao meu encontro. O lembro-o e penso em São Paulo “Onde abundou o pecado, superabundou a Graça”.

-É fácil ter Deus presente no Congresso dos Deputados?
-Ainda pareça que Lhe tenhamos fechado a porta, ainda que às vezes não O queiramos ver ou escutar, tenho a íntima convicção de que Deus está muito presente no Congresso. As Cortes são o órgão legislativo do Estado e Deus, o grande legislador do universo.

-Como vive a política?
-Como um magnífico campo para o apostolado, a santificação e o serviço aos outros, como minha vocação pessoal e específica, o lugar donde Deus quer que esteja. Para um católico, dedicar-se à política, aqui e agora, é um desafio apaixonante.

-Como a vivia antes?
-Como uma actividade que me apaixonava. Mas estava instalado no relativismo, e quando não há convicções tudo é cálculo político, interesses partidários.

-Antes falava de providencialismo. Não acredita no azar?
-Na vida as coisas não sucedem porque sim ou graças aos amigos ou por esperto que se seja; tudo isto são causas segundas, mediações humanas, que, respeitando a liberdade de cada um, respondem aos desígnios de Deus. Voltando a Santo Agostinho e guardando de novo as distâncias, se penso no que me aconteceu antes da minha conversão, posso dizer como o de Hipona nas suas Confissões: “Ah, Senhor, eras Tu”.

(jorge fernández díaz, trad ama)

28/12/2011

Conversão

      Reflectindo
Deus opera nos nossos corações, esses impulsos para excitá-lo ao bem, produz-se em nós mas não por nós, porque aparece de improviso sem que nisso tenhamos pensado, nem podido pensar. “Não somos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento” (II Cor., II, 5) que diga respeito à nossa salvação; mas “toda a nossa capacidade vem de Deus" (Ef. I, 4), que nos amou para que “fôssemos santos” (Sl. XX, 4) e, por isso, nos previne com as enunciações da sua doçura fraternal e excita-nos ao arrependimento e à conversão.

(s. francisco de sales, Tratado do Amor de Deus, Livro VI, Cap. IX

03/08/2011

A IMPORTÂNCIA DE S. JOSEMARIA ESCRIVÁ NA MINHA RECONVERSÃO APÓS 40 ANOS

João Paulo Reis é cooperador do Opus Dei. Neste testemunho, explica como voltou à Igreja Católica e como conheceu o Opus Dei.

É certo que há muito que eu sentia «o coração abrasar-me» (Lc 24,32), mas o acompanhar um familiar na Clínica Universitária de Navarra em Pamplona em 2006, aonde pude constatar o extraordinário calor humano para com os pacientes para além da excepcional qualidade dos cuidados médicos prestados fizeram-me olhar o Opus Dei de uma forma diversa daquela mal informada e deformada que tinha.

Poucos dias após o meu regresso e ao comentar a excepcional qualidade dos cuidados prestados ao meu familiar, uma colega minha, católica praticante, comentou que houvera poucos dias havia estado a navegar no site do Opus Dei em Portugal. Este aparente simples facto, hoje sei que foi o Espírito Santo que a usou como mensageira, aguçou-me a curiosidade e nesse mesmo dia fui ver o site e num impulso, que correspondia ao que me ia na alma, fui à página ‘contacte-nos’ e abri o meu coração com total transparência e sinceridade. Passados dois ou três dias responderam-me e desde daí tem sido um evoluir de amor e identificação.

A clareza das palavras que lia de S. Josemaria, o seu discurso incisivo, às vezes quase que provocador, mexeram profundamente comigo.

Talvez fruto da minha educação base, Escola Alemã e Colégio Militar, a ortodoxia e o total respeito à tradição nas celebrações eucarísticas, para além do cuidado extremo na celebração das mesmas foram e são outro aspecto, fruto do legado de S. Josemaria, que fazia da Santa Missa o centro do seu dia, que me atraíram e atraem no Opus Dei ao ponto de hoje me sentir incomodado quando as Leituras não têm uma boa dicção e quase são imperceptíveis, ou quando constato que um sacerdote não colocou o devido cuidado em todos os detalhes na preparação da celebração, ou quando, talvez por timidez, fala tão baixo que não se ouve.

S. Josemaria tinha um cuidado extremo a todos estes aspectos, não, e infelizmente que não, que o tenha conhecido, mas os inúmeros relatos, documentação fotográfica e vídeos existentes, comprovam que assim era.

Todos os dias recorro à sua intercessão antes da leitura matinal do Evangelho, e peço ao Senhor que por sua intercessão me guie durante o dia e me ampare nas quedas que diariamente dou.

Querido S. Josemaria, sabes bem que andava há dias para escrever estas palavras, mas aguardava, para que fossem o mais sinceras possíveis, da inspiração necessário para as redigir e desculpa-me a singeleza das mesmas e a pouca eloquência, mas este é o teu filho pecador na sua essência de homem simples.

Bem-haja por tudo, a ti e à tua magnífica Obra!

João Paulo Reis

INFORMAÇÕES MUITO BREVES  [De vez em quando] 2011.08.03

08/05/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



É como dizes!

A conversão não é mais que o reconhecimento que Deus é o Criador e Senhor de tudo quanto existe.

E, sendo assim, nós, homens, pertencemos-lhe quer queiramos quer não.



ama , 2011.05.08

21/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Evidentemente, tens razão!

Esses muitos de que falávamos também encontraram no Filho Pródigo a inspiração que precisavam para dar o primeiro e decisivo passo na conversão.







ama, 2011.04.21 

15/04/2011

Quando se converterá o mundo?

Duc in altum
Uma das perguntas que os meus leitores mais me fazem é: "Quando se converterá o mundo?". A mim estas perguntas fazem-me sorrir, pois dá-me pena que os meus pobres leitores me tenham por teóloga quando não sou mais que uma humilde dona de casa que se dedica a escrever novelas...


Mas, sim, posso responder-lhes com o coração, e isso é o que faço. Esta é a minha resposta: "Creio que o mundo se converterá quando deixarmos de estimar tanto as coisas exteriores: o poder, o dinheiro, a fama… Se v. se assusta com a depravação do mundo, não o faça, pois só deve preocupar-se consigo próprio. Em vez de se questionar quando se converterá o mundo, deve perguntar-se quando se converterá VOCÊ. Quando se dará conta de que nem um cabelo da sua cabeça pode cair sem que o seu Pai do Céu o saiba? Quando se dará conta que não há mal terreno que não sirva para a melhoria de quem tem temor de Deus?"


Querido leitor, nunca esqueça que o fogo que destrói o mundo (provocado pelo demónio) é permitido por Deus Pai. Mediante a destruição desse fogo terrível o bom separa-se do mau, por isso estão havendo muitíssimas conversões e há um ressurgimento de vocações jovens nos conventos. E nunca esqueça que provados e purificados pelo fogo, os bons tornam-se melhores.

E já vê: de nada serve angustiar-se ou queixar-se do que estamos vivendo. O segredo está em orar, amar e dar sem reservas, com o olhar bem fixo em Cristo e agarrados fortemente à Sua mão. O que muito teme, néscio é.

maria-vallejo náguera, (Religión en libertad), trad ama, 2011.04.12