27/07/2022

Publicações em Julho 27

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt Mc Lc Jo)

São Mateus escreve expressamente: «José, seu esposo, sendo justo...».

Revendo o que conheço da sociedade Israelita daquele tempo havia, de facto, uma "classe" de suprema importância os "Justos".

Eram pessoas de relevo, na sociedade ou não, pessoas a quem não se conheciam tendências para julgamentos, opiniões, críticas sobre os outros. Homens que faziam o que diziam, não se deixavam influenciar por "modas", conveniências, o "politicamente correcto", pertencendo ao Povo de Deus, procuravam em tudo, fazer a Vontade do seu Senhor e não tinham qualquer receio de ser considerados réprobos ou dissidentes.

O Evangelista ao "classificar" o Esposo de Maria como «Justo» como que lhe atribui um título, uma classe aparte na sociedade humana.

Este "Varão Ilustre" é poucas vezes citado nos Evangelhos mas, se atentar bem, vejo que está presente em ocasiões fulcrais da História da Salvação Humana; a guarda e protecção da sua esposa, apoiando-a, recebendo-a em sua casa, dando-lhe o seu nome, a guarda e protecção do seu Filho Adoptivo em momentos graves como a Fuga para o Egipto, a escolha do local onde deveria viver a sua família, a segurança da manutenção dessa Família com o seu trabalho humilde mas porfiado.

Como admiro e me enternece este Justo!

Tenho a certeza absoluta que Santa Teresa de Ávila estava certa quando afirma que... "não há Santo melhor colocado para interceder junto de Jesus... nunca Ele negará o que for que o Seu Pai terreno Lhe peça".

Eu estou absolutamente convicto que se me entregar nos braços de São José, confiando-lhe o que espero e desejo, Ele me conseguirá o que for mais conveniente para mim.

 

São José, varão feliz, que tiveste a dita de ver e ouvir o próprio Deus, a Quem muitos reis quiseram ver e não viram, ouvir e não ouviram; e não só ver e ouvir mas ainda mais: trazê-Lo nos braços, beijá-Lo, vesti-Lo, e guardá-Lo. Rogai por nós bem-aventurado José, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amén.

 

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26/07/2022

Publicações em Julho 26

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt Lc Mc Jo…)

 

Confesso que, hoje, no final do dia, eu estava derreado, tantas coisas tinham acontecido logo desde manhã cedo, com gentes a acorrer a Jesus com pedidos de ajuda, curas para os seus males, num corropio incessante. Jesus não deixava ninguém ir-se embora sem resposta... «Vai... o teu filho está curado»... «Vai... recobra a vista»... «Vai... pega a tua enxerga e vai para casa», «Vai... os teus pecados estão perdoados»... e tantos... e tantos «VAI» como se dissesse: Eu faço o que me pediste, tu, faz o que te mando".

"VAI", esta ordem clara terminante,  indica-me exactamente o que tenho de fazer: ir!

Não me ficar, talvez esmagado pelas minhas misérias pessoais mas, levantar-me decidido a seguir em frente, rumo à que deve ser a minha única esperança: Encontrar-me com Ele e dizer-lhe:

MandasTe-me ir e, eu obedeci, fui e aqui estou... e... agora, Senhor, que mais mandas que faça?

Da quod iubes et iube quod vis! (Manda o que quiseres e dá-me o que mandares).

 

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25/07/2022

Publicações em Julho 25

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc V)

 

Volto, ou melhor, continuo a dissertar sobre a PESCA.

Quando sinto essa inspiração de pescar, logo tento esquivar-me:

'Senhor... eu não sei pescar e, muito menos, sei onde, a minha barca está desconjuntada, entra água por fendas no casco, nas bordas, as velas estão cheias de buracos e os remendos não resolvem, o leme está deslocado, vou para onde não quero, as minhas redes estão esfarrapadas o peixe, quando apanho algum, escapa-se; Senhor... não me mandes pescar, eu não sei como, não tenho meios, eu não sou capaz!

Por momentos parece-me que Ele não ouviu nada do que Lhe disse porque respondeu:

- «Duc in altum», faz-te ao mar, vai pescar...

Fiquei bastante desiludido com o Senhor, Ele não quis saber dos meus argumentos e, mais uma vez...

- «Duc in altum», faz-te ao mar, vai pescar.

Percebi, então, claramente que Ele não desistiria e, portanto, nada me resta que obedecer e foi o que fiz.

Sem saber o e como fazer empurrei a barca para a água, saltei para dentro, icei a vela esfarrapada e deixei-me ir.

Passados uns côvados da margem lancei pela borda a rede e fiquei-me.

Passados momentos senti que a barca se inclinava porque a rede puxava para o fundo, febrilmente, recolhi-a com enorme esforço porque vinha repleta de peixes de todas as qualidades e tamanhos.

Fiquei atónito a olhar para aquela enorme quantidade de peixe que se debatia no chão da barca e... vi, com os Olhos fixos em mim, O Rosto Sorridente de Jesus sentado ao leme da minha barca.

Esmagado por algo tão simples mas grandioso, extraordinário mas real, não pude mais que render-me e dizer:

- Senhor, bem sabes o que sou, conheces muito melhor que eu as minhas fraquezas e limitações e, portanto, se me mandas fazer o que for, eu o farei porque tenho a certeza absoluta que Tu estarás sempre ao leme da barca da minha vida.

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24/07/2022

Publicações em Julho 24

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

Não obstante os Doze já estarem habituados à minha presença, compreendia que tivessem alguma reserva em falar de coisas íntimas à minha frente. As intimidades são próprias dos verdadeiros amigos que não se reservam segredos uns aos outros e, eu, ainda não tinha esse "estatuto". Para se ser íntimo de alguém é preciso ter o coração absolutamente aberto, sem qualquer reserva ou receio de não ser aceite ou compreendido, bem ao contrário, esta partilha é uma manifestação de confiança que, muitas vezes, encerra um pedido de auxílio no que for.

O amigo ajuda o amigo, diz o povo, e está disponível para o fazer sempre que necessário; se não lhe for possível dar uma solução procurara-la-á junto de outros amigos, gerando assim como que uma autêntica cadeia de amizade com o único fim de servir, ser útil a outros.

É, deve ser, esta "cadeia" que encontramos na família onde cada um é amigo do outro, não por ser mais velho ou mais novo, ilustrado ou não, cheio de méritos e virtudes ou sem nenhuns aparentes. Gostamos dele, somos amigos dele só pelo facto, para nós bastante, de pertencer à nossa família.

Todos nós, seres humanos, pertencemos a uma mesma família e temos um Pai comum: Deus Nosso Senhor que nos concedeu a vida.

Daí que não posso deixar de considerar todos os homens como meus irmãos e, em particular os que são mais próximos... os baptizados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

A minha preocupação deverá ser que todos os meus irmãos, filhos do mesmo Pai Celeste, pertençam "aos mais próximos", aos baptizados e este "encargo" tenho de assumi-lo e fazer quanto possa para o levar a cabo; se o não fizer que contas terei de prestar!

 

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23/07/2022

Publicações em Julho 23

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc XVIII)

 

Ouvi um que pedia a Jesus que interviesse numa disputa que tinha com um irmão sobre uma herança e, ouvi a resposta de Jesus com uma Para a que  nos meus apontamentos dei o título de JUÍZ INÍQUO.

No tempo de Jesus a Justiça cabia à classe dos Juízes que constituiam como que uma casta da sociedade, quase omnipotentes, cujas decisões eram definitivas, gozando de bens incontáveis oriundos das "comissões e percentagens" dos assuntos que julgavam. Por isso, a Parábola do JUÍZ INÍQUO é, para mim, um paradigma da Justiça.

Vejamos bem: na Parábola diz-se que o Juíz "não temia a Deus nem respeitava os homens", e, mais adiante, se resolve a fazer justiça à pobre viúva para que "não venha contínuamente importunar-me".

Considero que esta pobre viúva da Parábola prefigura os muitos milhões de vozes suplicantes que tentam fazer-se ouvir na sua busca de justiça; uma multidão incontável de seres humanos sacrificados ainda no ventre materno por motivos e razões aberrantes e bestiais.

No Seu Sacratíssimo Coração, Jesus Cristo, deverá seguramente ter encontrado um local onde estes INOCENTES aguardam pelo Juízo Final. Aí, ouvir-se-á o seu clamor e todos os que tomaram posições concretas, legislando e aprovando leis iníquas escudando-se em falsas "obrigações do cargo", hão-de empalidecer ao contemplar a expressão de repúdio que o Supremo Juíz mostra na face.

E os outros todos que, embora não tendo participado activamente, decidiram ignorar o assunto.

O Rei Balduíno da Bélgica, agiu como a sua consciência de cristão lhe exigia e, para não ter de ractificar uma lei aorovada no Parlamento, lei essa que legiskava sobre o aborto, pura e simplesmente resignou como Monarca dos Belgas.

O efeito desta atitude foi imediato, perante a reacção popular, o Parlamento retirou a proposta de Lei.

Na verdade!!!

Bom... Balduíno era Monarca mas era cristão e SANTO!!!

 

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22/07/2022

Publicações em Julho 22

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc V...)

 

Sentado no meio da multidão escutava Jesus que, de pé na barca de Pedro, falava aos que estavamos na praia.

Quando acababou, sentou-Se e disse a Pedro: «Vamos pescar».

Pedro respondeu-lhe, mais ou menos assim:

«Senhor, toda a noite nos afadigámos a lançar as redes mas não apanhamos nada, hoje não é dia de peixe».

Jesus pareceu não ter ouvido porque respondeu:

«Faz-te ao largo (duc in altum) e lança a rede».

E, Pedro, submisso: «Senhor, farei como mandas, em Teu Nome lançarei a rede».

Fiquei na praia à espera e, passado não muito tempo, vi a barca aproximar-se da praia, os homens saltando em terra e arrastando com enorme esforço a «rede cheia de peixe e, sendo tantos não se rompia a rede».

 

Um dos pescadores, contou-me depois que Pedro se tinha lançado aos pés de Jesus dizendo:

«Afasta-Te de mim Senhor que sou um pecador» ao que Jesus respondera «de agora em diante serás pescador de homens».

Este "pescador", este Patrão da Barca Divina que é a Santa Igreja Católica, onde navegam milhões de almas, mantém-se firmemente ao leme porfiando incansavelmente na sua tarefa... recolher na rede da Fé todas as almas.

É um homem como todos os homens, com defeitos e virtudes, limitações, com constante necessidade de apoio.

Eu, que navego nesta barca, tenho de rezar por ele, para que o Senhor o sustente, guarde, guie e vivifique na Fé e não sucumba ante os seus inimigos. Domine conservat eum, vivicet eum, beatum faciet eum in terra et non tradatem eum in animam enimicorum eius.

Tenho uma certeza - absoluta - que a própria História confirma: seja quem for este homem nunca o Dono da Barca consentirá que altere uma vírgula, um til, na base intrínseca da Sua Pesca de que É Dono e Senhor.

A Santa Igreja é constituída por homens, santos uns, outros nem tanto, por isso fomos conhecendo grandes vultos em campos diametralmente opostos mas, a verdade é que nem os "mais diametralmente opostos", pecadores públicos, com comportamentos aberrantes, alteraram essa vírgula, esse til nas regras instituídas e ciosamente guardadas pela Cabeça da Igreja Católica... Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sim, é verdade, interrogo-me como foi possível eleger Papa uma pessoa que não estava minimamente "à altura" do cargo se, como sei e acredito firmemente que essa eleição é inspirada pelo Divino Espírito Santo?

Esta Terceira Pessoa da Santíssima Trindade SABE O QUE FAZ E PORQUE O FAZ, é isto que firmemente acredito até porque é um fundamento da minha Fé.

Não me compete analizar ou, sequer, tentar saber razões e motivos, o que tenho, isso sim, de fazer constantemente é rezar pelo Sumo Pontífice.

Que nome se daria a um filho que não rezasse pelo seu Pai?

 

Reflexão

 

A honestidade intelectual é  algo que tem de ser levado muito em conta.

Ao ler uma "sentença" qualquer terei de avaliar quanto possível de o autor da mesma é digno de crédito.

Nesta "avaliação" devem estar ausentes considerações como: política, religião, comportamento geral.

Exemplifico: se Voltaire diz que "la plus grand ruse du diable c'est de faire croire qu'il n'existe pas", tal sentença proferida por um sujeito que se afirmou não crente só pode ser intelectualmente honesta.

 

 

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