Mostrar mensagens com a etiqueta Dentro do Evangelho Mt XI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dentro do Evangelho Mt XI. Mostrar todas as mensagens

30/07/2022

Publicações em Julho 30

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

 

Tinham-se aproximado de Jesus alguns discípulos de João Baptista que este encarregara de perguntar a Jesus: «És Tu O que há-de vir, ou devemos esperar outro?».

Estranhei este “encargo” do Baptista, então ele não sabia muito bem Quem Era Jesus?

Depois, pela resposta do Mestre, compreendi que o Baptista não desejava ver esclarecida uma dúvida que não tinha mas, sim, que os seus discípulos constatassem com os seus próprios olhos e ouvidos a verdade acerca de Jesus Cristo.

A partir de então, estes discípulos teriam razões pessoais para anunciar a Pessoa de Cristo; viram confirmados os ensinamentos do Baptista e fortalecidos com a própria experiência haveriam de ser mais activos no apostolado pessoal.

Não devo ficar-me pelo que penso saber mas, sim, em contínua procura, esclarecer e aprofundar o que me interessa sobremaneira: Quem É Jesus Cristo! Deste modo as minhas convicções, a minha Fé, ficam também alicerçadas no conhecimento próprio reforçando a minha capacidade de fazer o que devo fazer: Apostolado com todos quantos se cruzem comigo nos caminhos da vida.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24/07/2022

Publicações em Julho 24

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

Não obstante os Doze já estarem habituados à minha presença, compreendia que tivessem alguma reserva em falar de coisas íntimas à minha frente. As intimidades são próprias dos verdadeiros amigos que não se reservam segredos uns aos outros e, eu, ainda não tinha esse "estatuto". Para se ser íntimo de alguém é preciso ter o coração absolutamente aberto, sem qualquer reserva ou receio de não ser aceite ou compreendido, bem ao contrário, esta partilha é uma manifestação de confiança que, muitas vezes, encerra um pedido de auxílio no que for.

O amigo ajuda o amigo, diz o povo, e está disponível para o fazer sempre que necessário; se não lhe for possível dar uma solução procurara-la-á junto de outros amigos, gerando assim como que uma autêntica cadeia de amizade com o único fim de servir, ser útil a outros.

É, deve ser, esta "cadeia" que encontramos na família onde cada um é amigo do outro, não por ser mais velho ou mais novo, ilustrado ou não, cheio de méritos e virtudes ou sem nenhuns aparentes. Gostamos dele, somos amigos dele só pelo facto, para nós bastante, de pertencer à nossa família.

Todos nós, seres humanos, pertencemos a uma mesma família e temos um Pai comum: Deus Nosso Senhor que nos concedeu a vida.

Daí que não posso deixar de considerar todos os homens como meus irmãos e, em particular os que são mais próximos... os baptizados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

A minha preocupação deverá ser que todos os meus irmãos, filhos do mesmo Pai Celeste, pertençam "aos mais próximos", aos baptizados e este "encargo" tenho de assumi-lo e fazer quanto possa para o levar a cabo; se o não fizer que contas terei de prestar!

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

20/07/2022

Publicações em Julho 20

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

Hoje fazia-se sentir um calor sufocante e Jesus levou-nos a descansar debaixo de um arvoredo na margem de um pequeno curso de água.

Reclinados nas capas estendidas no chão, começámos a sentir fome; desde manhãzinha cedo que não comeramos nada.

Jesus também sentia fome e, olhando em volta vendo uma frondosa figueira foi em busca de figos . mas... não encontrou senão ramos e folhas, figos... nem um!

Disse, então, algo surpreendente: «Ninguém coma do teu fruto» e, imediatamente a figueira secou.

Fiquei-me a pensar... mas... não é "tempo de figos", que culpa tem a figueira?

Hoje, passado tanto tempo, compreendo o que Jesus me quis dizer com a Sua acção; uma árvore de fruto tem de dar frutos, bons, comestíveis, sadios, é para isso que serve: o "tempo dar frutos" não lhe diz respeito.

Eu, considerando-me uma árvore fruteira, tenho de dar frutos, sempre e independentemente da época, quem procura os frutos que eu possa dar, pode não saber se é, ou não, a "minha época de frutificar", confia que os terei disponíveis para oferecer ou que, o agricultor, os tenha guardado em lugar fresco para os conservar comestíveis.

Se, como sei, o meu Agricultor É O Senhor, compreendo que a minha preocupação deve ser dar frutos, muitos frutos, Ele saberá o que fazer com eles.

Mais tarde, passá-mos pelo local e um dos Discípulos disse:

«Senhor, repara, a figueira que amaldiçoaste secou!»

Jesus responde com uma parábola:

«Um homem rico possuía uma vinha e, no meio desta uma figueira. Vendo que não dava frutos ordenou ao vinhateiro:

- corta esta figueira, não dá frutos, para que estará ela a ocupar lugar; o vinhateiro respondeu: Senhor, deixa-a ficar nais um tempo, vou cavar-lhe em volta e pôr adubo, esterco e, se mesmo assim continuar sem dar frutos então cortá-la-ei».

Vejo, agora, que é assim que o Agricultor Divino procede para com "esta figueira" que sou eu. Vai insistindo uma e outra vez, com infinita paciência para que eu dê frutos. Cuida de mim, "aduba" as minhas raízes com o infinito amor das Suas inspirações, sempre tentando que eu faça o que Ele, legítimamente espera que faça: Dê frutos!

 

Reflexão

 

Houve-se com frequência dizer a respeito de alguém:

'É muito honesto'.

Isto é dito como se fosse algo extraordinário, fora do "normal". Mas, então, o normal não é ser-se honesto! Aliás, não se é "muito honesto" ou se é ou não! Por isso penso que esta locução não faz qualquer sentido e que o que realmente se deveria dizer seria: 'Pode confiar-se' (nessa pessoa). Isto sim é o que realmente queremos pensar a respeito dos outros e que igualmente desejamos que os outros pensem de nós.

Claro que uma pessoa digna de confiança é, por natureza, honesta. É que parece haver uma tendência para considerar que a honestidade se resume e conclui em não se apropriar do alheio quando, de facto, é muito mais que isso: é viver, pensar e actuar com critérios sãos e estáveis, que não mudam conforme as circunstâncias, o ambiente ou outra coisa qualquer.

Considerar alguém honesto só porque não se apropria do que não lhe pertence é reduzir essa virtude a um mero comportamento, ou dito de outra forma, que essa virtude é a consequência lógica de não ter o defeito. Mas... não ter um defeito não determina possuir uma virtude.

Por exemplo: Se não me embriago não permite concluir que tenha a virtude da temperança, mas apenas que sou comedido na bebida; Se cumpro as regras de trânsito não quer dizer que sou obediente, mas que respeito as leis; As virtudes - tema já abordado antes -  só se adquirem com os bons hábitos praticados com regularidade e independentemente das circunstâncias. Por isso mesmo é muito importante a igualdade de vida.

Mas… E o que vem a ser a "igualdade de vida"? Para os cristãos, é proceder de acordo com a Fé que afirmam professar, sem "intervalos" ou concessões. Que os actos correspondam ao que se diz, que haja coerência, sintonia, entre o que se pensa e diz e o que se pratica. Que, em suma, se seja honesto consigo próprio. Mas, sobretudo, se seja honesto com Deus Nosso Senhor que não pode aceitar nem desculpas nem "justificações" se o nosso comportamento não corresponde integralmente ao que Ele tem todo o direito de esperar.

Ele sabe muito bem se o que fazemos corresponde à Sua Vontade ou aos nossos desejos ou conveniências de momento. Portanto, pode concluir-se, igualdade de vida é fazer, em tudo, a Vontade de Deus!

Atentando no que escrevo nestas "reflexões" verifico que me apresento como um homem sofredor, cheio de achaques, limitações...

Concluo que estou como que a "excitar" a piedade própria e dos que eventualmente lerem.

Isto é... desejo ter pena de mim, que outros tenham pena de mim.

Isto é, pelo menos, "rasteiro", detestável. É o "EU" de que fala São Tomás Moro, sempre presente: EU! EU! EU!...

Ah Senhor! Desejo e preciso que outros rezem por mim mas, não levados pela "piedade" que lhes transmito mas pela generosidade dos seus corações e, mais, não me esquecer que a oração "vai e vem" daí que se rezar pelos outros é natural que os outros rezem por mim.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

16/07/2022

Publicações em Julho 16

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

 

Ouvi aquela mulher que do meio da multidão que rodeava Jesus, gritou:

«Bemdito o ventre que Te trouxe e os peitos que Te amamentaram»!

Sim... foi um grito como que irreprimível, espontâneo de uma mulher do povo.

É, talvez, o primeiro elogio público da Santíssima Mãe de Jesus que consta no Evangelho.

De facto, esta Senhora, aparece poucas vezes nos relatos evangélicos, com, talvez, excepção de São Lucas que dedica páginas entranháveis à Santíssima Virgem só possíveis de escrever porque a "entrevistou" detidamente.

Na sua Humildade, a Mãe de Jesus, compreendeu que seria muito útil e conveniente para os seus filhos, os homens, saber detalhes,  diria íntimos, de quanto diz respeito ao seu Divino Filho.

Ficamos a saber e conhecer detalhadamente os factos da Anunciação do Arcanjo, a visita a Santa Isabel, com a revelação do extraordinário canto MAGNIFICAT, as dúvidas, ou reticências de São José, a Fuga para o Egipto, a perda e reencontro com Jesus no Templo, a feroz e impiedosa perseguição de Herodes.

Depois, com mais ou menos trinta anos de hiato, volta a aparecer, nas Bodas de Caná onde demonstra o seu cuidado e carinho por todos.

«Não têm vinho»!

E, depois... «Fazei quanto Ele vos disser».

De Caná até ao Gólgota não aparece mais e, mesmo aqui, terminado o drama, é mencionada como tendo recebido nos braços o cadáver do Seu Filho; está na Anunciação, no Nascimento na gruta de Belém, na aridez sanguinolenta do Gólgota; no princípio de tudo... no fim de tudo!

Mas... na verdade não é bem assim... vai estar presente no Cenáculo quando o Divino Espírito Santo Se derrama em Línguas de Fogo, está presente na sua humilde moradia de Nazareth, a porta sempre franca para os que a procuram, nomeadamente Os Doze, aconselhando, acalmando, transmitindo Fé, Confiança e Esperança.

Nos tempos dramáticos de ferocissímos ataques à Fé, sobretudo à guardiã da  Fé, a Santa Igreja, como acontecia em Portugal em 1917, ela vem falar com uns humildes pastorinhos e transmitir-lhes uma missão urgente e imperiosa: Rezar pelos pecadores, rezar diariamente o Santo Rosário.

Desde 1917 quantos milhões de pessoas não foram - e continuam a ir - a Fátima, pessoas "importantes", ilustres, Governantes, Sábios, Papas; e, também gente anónima, humilde.

Todos têm algo em comum: venerar, agradecer, pedir o que for e, todos voltam para suas casas com o coração cheio, a confiança restaurada, a fé mais vibrante.

 

Uma MÃE! Por desejo expresso do Seu Divino Filho... A MINHA MÃE!

 

Reflexão

 

Regras morais

 

Moral rules must be obeyed when itdoesn't suit us. Otherwise, why would we need rules? (Ken Follet, Edge of eternity)

Esta "sentença" parece-me muito feliz e adequada ao que me proponho reflectir.

O conceito de "regra moral" não tem várias interpretações consoante conveniências ou circunstâncias, é apenas um: os limites em que a moral se move e actua.

Pode definir-se moral desta forma:

Moral é o conjunto de regras adquiridas através da cultura, da educação, da tradição e do quotidiano, e que orientam o comportamento humano dentro de uma sociedade.

Etimologicamente, o termo moral tem origem no latim morales, cujo significado é “relativo aos costumes”.

As regras definidas pela moral regulam o modo de agir das pessoas, sendo uma palavra relacionada com a moralidade e com os bons costumes.

Está associada aos valores e convenções estabelecidos colectivamente por cada cultura ou por cada sociedade a partir da consciência individual, que distingue o bem do mal, ou a violência dos actos de paz e harmonia.

Os princípios morais como a honestidade, a bondade, o respeito, a virtude, e etc., determinam o sentido moral de cada indivíduo. São valores universais que regem a conduta humana e as relações saudáveis e harmoniosas.

Não pode alguém dizer, por exemplo, 'a minha moral é esta!
Tal não faz nenhum sentido, não quer dizer outra coisa que: 'eu próprio restabeleço o que é ou não a moral'.

Pode também definir-se moral como o comportamento correcto e impecável do homem nas diversas actividades que desenvolve na sua vida. A correção e impecabilidade não oferecem várias interpretações, estão ao abrigo de qualquer reparo, crítica ou correção por parte de outros.

Tem, além do mais, uma característica muito própria: a moral é a base do comportamento, por isso é comum dizer-se de alguém cujos actos se caracterizam pela sua maldade ou irregularidade, fora dos padrões considerados aceitáveis pela sociedade em geral, que tal pessoa é amoral, isto é, não tem moral.

Mas o que vêm a ser os actos moralmente aceites pela sociedade?

Lembremos do Antigo Testamento o que se passava na cidade de Sodoma.

A ausência de critérios de pureza, respeito pelo corpo - próprio e alheio - eram um hábito adquirido e, portanto, aqui não cabiam conceitos de prevaricação moral. Mas não obstante isso as regras existiam.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15/07/2022

Publicações em Julho 15

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

 

Estavamos num minuto de silêncio, todos procuravamos compreender as últimas palavras de Jesus.

A verdade, porém, é me ia dando conta do pouco que sou, das minhas limitações e fraquezas que me subjugam e colocam como que uma carga insopurtável sobre os ombros. Esta carga impede-me de ser livre nas minhas opções e desejos de melhoria pessoal como se não houvesse qualquer remédio. Deixo-me abater e fico inerte e truncado sem reagir.

Agora oiço Jesus que diz:

«Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve» e, no meu espírito tudo se esclarece. Sim… compreendo claramente que, nos braços de Cristo, tenho um refúgio seguro e inviolável onde estarei em absoluta paz.

Sendo assim, como absolutamente sei que é, digo-lhe confiante:

‘Senhor… acolhe-me nos Teus braços amorosos e leva-me a cumprir em tudo a Tua Vontade Santa.

 

Reflexão

Pode desejar-se a morte?

Estou dividido na resposta porque penso que esta depende muito das circunstâncias, mas, de facto, só me ocorre uma em que esse desejo se pode aceitar e que é morrer em vez de pecar mortalmente.

Se o pecado mortal traz consigo a morte da alma porque corta de forma abrupta a relação com Deus, que, definitivamente é o pior que pode acontecer, então talvez se justifique desejar que o Senhor conceda a graça de uma morte na segurança da Vida Eterna.

Neste caso talvez não se deva chamar "desejo de morrer", mas sim ânsia de salvação.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad