22/11/2020

Festas

 


Festas

 


                                             são jOÃO PAULO II


Festas

 


 👉      são jOÃO PAULO II

Novíssimos

 


O FINAL DOS TEMPOS

 

No final dos tempos Deus prometeu céu novo e uma nova terra. Que devemos esperar?

 

A Sagrada Escritura chama “céus novos e nova terra” a esta renovação misteriosa que transformará a humanidade e o mundo (2 P 3, 13; cf. Ap 21, 1). Esta será a realização definitiva do desígnio de Deus de “fazer com que tudo tenha Cristo como Cabeça, o que está nos céus e o que está na terra(EF.1, 10).

 

Não queiramos esquivar-nos à sua Vontade

 


Esta é a chave para abrir a porta e entrar no Reino dos Céus: «qui facit voluntatem Patris mei qui in coelis est, ipse intrabit in regnum coelorum» – quem faz a vontade de meu Pai..., esse entrará! (Caminho, 754)

 

Não te esqueças: muitas coisas grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus quer. (Caminho, 755)

 

Nós somos pedras, silhares, que se movem, que sentem, que têm uma libérrima vontade. O próprio Deus é o estatuário que nos tira as esquinas, desbastando-nos, modificando-nos, conforme deseja, a golpes de martelo e de cinzel.

Não queiramos afastar-nos, não queiramos esquivar-nos à sua Vontade, porque, de qualquer modo, não poderemos evitar os golpes. – Sofreremos mais e inutilmente, e, em lugar de pedra polida e apta para edificar, seremos um montão informe de cascalho que os homens pisarão com desprezo. (Caminho, 756)

 

A aceitação rendida da Vontade de Deus traz necessariamente a alegria e a paz; a felicidade na Cruz. – Então se vê que o jugo de Cristo é suave e que o seu peso é leve. (Caminho, 758)

 

Um raciocínio que conduz à paz e que o Espírito Santo oferece aos que querem a Vontade de Deus: "Dominus regit me, et nihil mihi deerit" – o Senhor é quem me governa; nada me faltará.

Que é que pode inquietar uma alma que repita sinceramente estas palavras? (Caminho, 760)

 

Leitura espiritual 22 Novembro

Evangelho

 

Jo XV, 18-27; XVI, 1-4

 

Ódio do mundo

 

18 «Se o mundo vos odeia, reparai que, antes que a vós, me odiou a mim. 19 Se viésseis do mundo, o mundo amaria o que é seu; mas, como não vindes do mundo, pois fui Eu que vos escolhi do meio do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. 20 Lembrai-vos da palavra que vos disse: o servo não é mais que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós. Se cumpriram a minha palavra, também hão-de cumprir a vossa. 21 Mas tudo isto vos farão por causa de mim, porque não reconhecem aquele que me enviou. 22 Se Eu não tivesse vindo e não lhes tivesse dirigido a palavra, não teriam culpa, mas, agora, não têm escusa do seu pecado. 23Quem me odeia a mim odeia também o meu Pai. 24 Se, diante deles, Eu não tivesse realizado obras que ninguém mais realizou, não teriam culpa; mas agora, apesar de as verem, continuam a odiar-me a mim e ao meu Pai. 25 Tinha, porém, de se cumprir a palavra que ficou escrita na sua Lei: Odiaram-me sem razão.» 26 «Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, Ele dará testemunho a meu favor. 27 E vós também haveis de dar testemunho, porque estais comigo desde o princípio.»

16 1 «Dei-vos a conhecer estas coisas para não vos perturbardes. 2 Sereis expulsos das sinagogas; há-de chegar mesmo a hora em que quem vos matar julgará que presta um serviço a Deus! 3 E farão isto por não terem conhecido o Pai nem a mim. 4 Deixo-vos ditas estas coisas, para que, quando chegar a hora, vos lembreis de que Eu vo-las tinha dito. Não vo-las disse, porém, desde o princípio, porque Eu estava convosco.» 5 «Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ 6 Mas, por vos ter anunciado estas coisas, o vosso coração ficou cheio de tristeza.

 


Amar a Igreja

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Sacerdotes e leigos

 

Compreendo essa estranheza, mas não seria sincero se afirmasse que a compartilho.

 

Estes homens que, livremente, porque assim o quiseram - e isto é uma razão muito sobrenatural - abraçam o sacerdócio, sabem que não fazem nenhuma renúncia, no sentido em que vulgarmente se emprega esta palavra.

 

Já se dedicavam - pela sua vocação ao Opus Dei - ao serviço da Igreja e de todas as almas, com uma vocação plena, divina, que os levava a santificar o trabalho e a procurar, por meio dessa ocupação profissional, a santificação dos outros.

 

Como todos os cristãos, os membros do Opus Dei, sacerdotes e leigos, sempre cristãos correntes, encontram-se entre os destinatários destas palavras de São Pedro: “Vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido, afim de anunciantes as virtudes d'Aquele que vos chamou das trevas para a Sua luz admirável. Vós que outrora não éreis o Seu povo, mas que agora sois o povo de Deus; vós que antes não tínheis alcançado misericórdia e agora a alcançastes.

 

Uma única e a mesma é a condição de fiéis cristãos nos sacerdotes e nos leigos, porque Deus Nosso Senhor nos chamou a todos à plenitude da caridade, à santidade: bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo.

Foi assim que n'Ele nos escolheu antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos Seus olhos.

 

Não há santidade de segunda categoria: ou existe uma luta constante por estar na graça de Deus e ser conformes a Cristo, nosso Modelo, ou desertamos dessas batalhas divinas.

 

O Senhor convida todos para que cada um se santifique no seu próprio estado.

 

No Opus Dei esta paixão pela santidade - apesar dos erros e misérias individuais - não se diferencia pelo facto de se ser sacerdote ou leigo; e, além disso, os sacerdotes são apenas uma pequeníssima parte, em comparação com o total de membros.

 

Olhando com olhos de fé, a chegada ao sacerdócio não constitui, portanto, nenhuma renúncia; e chegar ao sacerdócio também não significa um passo mais na vocação ao Opus Dei.

 

A santidade não depende do estado - solteiro, casado, viúvo, sacerdote -, mas sim da correspondência pessoal à graça, que a todos é concedida, para aprendermos a afastar de nós as obras das trevas e para nos revestirmos das armas da luz, da serenidade, da paz, do serviço sa

 

 

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Dignidade do Sacerdócio

 

O sacerdócio leva a servir a Deus num estado que, em si mesmo, não é melhor nem pior do que os outros; é diferente.

 

Mas a vocação de sacerdote aparece revestida duma dignidade e duma grandeza que nada na terra supera.

 

Santa Catarina de Sena põe na boca de Jesus Cristo estas palavras: “Não quero que diminua a reverência que se deve professar aos sacerdotes, porque a reverência e o respeito que se lhes manifesta, não se dirige a eles, mas a Mim, em virtude do Sangue que lhes dei para que o administrem. Se não fosse isso, deveríeis dedicar-lhes a mesma reverência que aos leigos e não mais... Não devem ser ofendidos: ofendendo-os ofende-se a Mim e não a eles. Por isso o proibi e estabeleci que não admito que toqueis nos meus Cristos.

 

Alguns afadigam-se à procura, como dizem, da identidade do sacerdote.

 

 

Que claras resultam estas palavras da Santa de Sena!

Qual é a identidade do sacerdote?

 

A de Cristo.

 

Todos os cristãos podem e devem ser, não já alter Christus, mas ipse Christus: outros Cristos, o próprio Cristo!

 

Mas no sacerdote isto dá-se imediatamente, de forma sacramental.

 

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Para realizar uma obra tão grande - a da Redenção - Cristo está sempre presente na Igreja, principalmente nas acções litúrgicas.

 

Está presente no sacrifício da Missa, tanto na pessoa do Ministro - "oferecendo-se agora por ministério dos sacerdotes O mesmo que se ofereceu a si mesmo na cruz" -, como, sobretudo, sob as espécies eucarísticas.

 

Pelo sacramento da Ordem, o sacerdote torna-se efectivamente apto para emprestar a Nosso Senhor a voz, as mãos, todo o seu ser: é Jesus Cristo quem, na Santa Missa, com as palavras da consagração, transforma a substância do pão e do vinho no Seu Corpo, Alma, Sangue e Divindade.

 

Nisto se fundamenta a incomparável dignidade do sacerdote.

 

Uma grandeza emprestada, compatível com a minha pequenez.

Eu peço a Deus Nosso Senhor que nos dê, a todos os sacerdotes, a graça de realizar santamente as coisas santas, e de reflectir também na nossa vida as maravilhas das grandezas do Senhor.

 

Nós, que celebramos os mistérios da Paixão do Senhor, temos de imitar o que fazemos.

 

E então a hóstia ocupará o nosso lugar diante de Deus, se nós mesmos nos fizermos hóstias.

 

Se alguma vez encontrais um sacerdote que, exteriormente, não parece viver de acordo com o Evangelho - não o julgueis, Deus o julga –

, sabei que, se celebrar validamente a Santa Missa, com intenção de consagrar, Nosso Senhor não deixa de descer até àquelas mãos, ainda que sejam indignas.

 

Pode haver maior entrega, maior aniquilamento?

 

Mais do que em Belém e no Calvário!

 

Porquê?

 

Porque Jesus Cristo tem o Coração oprimido pelas suas ânsias redentoras, porque não quer que ninguém possa dizer que não foi chamado, porque se faz encontrar pelos que não O procuram.

 

É amor?

 

Não há outra explicação.

 

Que insuficientes se tornam as palavras, para falar do Amor de Cristo!

Ele baixa-Se a tudo, admite tudo, expõe-Se a tudo - a sacrilégios, a blasfémias, à frieza da indiferença de tantos - com o fim de oferecer, ainda que seja a um único homem, a possibilidade de descobrir o bater de um Coração que salta no Seu peito chagado.

 

Esta é a identidade do sacerdote: instrumento imediato e diário da graça salvadora que Cristo ganhou para nós.

 

Se se compreende isto, se isto é meditado no silêncio activo da oração, como se pode considerar o sacerdócio uma renúncia?

 

É um ganho impossível de calcular.

 

A Nossa Mãe Santa Maria, a mais santa das criaturas - mais do que Ela, só Deus - trouxe uma vez Jesus ao mundo; os sacerdotes trazem-No à nossa terra, ao nosso corpo e à nossa alma, todos os dias: Cristo vem para nos alimentar, para nos vivificar, para ser, desde já, penhor da vida futura.

 

 

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Sacerdócio comum e sacerdócio ministerial

 

Nem como homem, nem como fiel cristão, o sacerdote é mais do que o leigo.

 

Por isso é muito conveniente que o sacerdote professe uma profunda humildade, para entender como também no seu caso se cumprem plenamente, de modo especial, aquelas palavras de São Paulo: “Que possuís que não tenhais recebido?

 

O recebido... é Deus!

 

O recebido é poder celebrar a Sagrada Eucaristia, a Santa Missa - fim principal da ordenação sacerdotal -, perdoar os pecados, administrar outros sacramentos e pregar com autoridade a Palavra de Deus, dirigindo os outros fiéis nas coisas que se referem ao Reino dos Céus.

 

 

 

Pequena agenda do cristão

   



DOMINGO

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



SACRAMENTOS

 


O Matrimónio

«O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima para toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento» (CDC, 1055 §1).

 

1. O desígnio divino sobre o matrimónio

 

«O próprio Deus é o autor do matrimónio» Concílio Vaticano II, Const. Gaudium et Spes , 48. A íntima comunidade conjugal entre o homem e a mulher é sagrada e está estruturada com leis próprias estabelecidas pelo Criador que não dependem do arbítrio humano.

 

A instituição do matrimónio não é uma ingerência indevida nas relações íntimas entre um homem e uma mulher, mas uma exigência interior do pacto de amor conjugal: é o único lugar que torna possível que o amor entre um homem e uma mulher seja conjugal João Paulo II, Ex. ap. Familiaris Consortio , 22-XI-1981, 11., quer dizer, um amor electivo que abarca o bem da totalidade da pessoa enquanto sexualmente diferenciada (Concílio Vaticano II, Const. Gaudium et Spes , 49). Este amor mútuo entre os esposos «torna-se imagem do amor absoluto e indefectível com que Deus ama o homem. É bom, muito bom, aos olhos do Criador (Gn 1, 31). E este amor, que Deus abençoa, está destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum do cuidado da criação: «Deus abençoou-os e disse-lhes: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a" (Gn 1, 28)». (Catecismo, 1604).

 

O pecado original introduziu a ruptura da comunhão original entre o homem e a mulher, debilitando a consciência moral relativa à unidade e indissolubilidade do matrimónio. A Lei antiga, conforme a pedagogia divina, não critica a poligamia dos patriarcas nem proíbe o divórcio; mas «ao verem a Aliança de Deus com Israel sob a imagem dum amor conjugal, exclusivo e fiel (cf. Os 1-3; Is 54.62, Jr 2-3.31; Ez 16, 62; 23), os profetas prepararam a consciência do povo eleito para uma inteligência aprofundada da unicidade e indissolubilidade do matrimónio» (cf. Mal 2, 13-17) ( Catecismo , 1611).

 

«Jesus Cristo não só restabelece a ordem inicial querida por Deus, mas dá a graça para viver o Matrimónio na nova dignidade de sacramento, que é o sinal do seu amor esponsal pela Igreja: «Vós maridos amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja» (Ef 5,25)» (Compêndio, 341).

 

«Entre os baptizados, não pode haver contrato matrimonial válido que não seja por isso mesmo sacramento» (CDC, 1055 §2) (De facto, mediante o Baptismo, o homem e a mulher estão definitivamente inseridos na Nova e Eterna Aliança, na Aliança nupcial de Cristo com a Igreja. E é em razão desta indestrutível inserção que a íntima comunidade de vida e de amor conjugal, fundada pelo Criador, é elevada e assumida pela caridade nupcial de Cristo, sustentada e enriquecida pela sua força redentora» João Paulo II, Ex. ap. Familiaris Consortio, 13)

 

O sacramento do matrimónio aumenta a graça santificante e confere a graça sacramental específica, a qual exerce singular influência sobre todas as realidades da vida conjugal («Os casais têm graça de estado - a graça do sacramento - para viverem todas as virtudes humanas e cristãs da convivência: a compreensão, o bom humor, a paciência, o perdão, a delicadeza no convívio» (S. Josemaria, Temas Actuais do Cristianismo, 108), especialmente sobre o amor dos esposos («O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino, e dirigido e enriquecido pela força redentora de Cristo e pela acção salvadora da Igreja, para que, assim, os esposos caminhem eficazmente para Deus e sejam ajudados e fortalecidos na sua missão sublime de pai e mãe» (Concílio Vaticano II, Const. Gaudium et Spes , 48). A vocação universal à santidade é especificada para os esposos «pela celebração do sacramento e traduzida concretamente nas realidades próprias da existência conjugal e familiar» (São João Paulo II, Ex. ap. Familiaris Consortio, 56). «Os casados estão chamados a santificar o seu matrimónio e a santificar-se nessa união: cometeriam, por isso, um grave erro. se edificassem a sua vida espiritual à margem do lar. A vida familiar, as relações conjugais, o cuidado e a educação dos filhos, o esforço por sustentar, manter e melhorar economicamente a família, as relações com as outras pessoas que constituem a comunidade social, tudo isso são situações humanas e correntes que os esposos cristãos devem sobrenaturalizar» (São. Josemaria, Cristo que Passa, 233).

 

Reflexão

 



Impaciência


Uma “prova” muito comum a quem não domina a informática e os seus “truques” e segredos, é o não conseguir fazer, o que for, tal qual se deseja.

É difícil  "gerir" a frustração e, pior, aceitar a limitação da falta de conhecimentos adequados.

Quem tem como prioridade o “apostolado da escrita”, encara estes obstáculos - deve encarar - como o esforço que lhe é sugerido para ter merecimento.

_ “Quero lá saber" e decisões semelhantes não devem ser a solução.

- É que escrevi não sei quantas páginas e… tudo se perdeu…

Mas… perdeu-se… como?

Quer dizer: Não vou conseguir publicar no blog?

Enviar a outros?

E, se for assim  é uma catástrofe?

Perde-se algo inestimável?

De enormíssima importância?

Tomba-se o mundo?

Não será, antes, orgulho, desejo de proeminência, vaidade pessoal, ou… mais “soft”, patetice?

Ver bem, sob outro ângulo:

O que escrevi foi o produto do meu estro,  tentei escrever o melhor e mais concreto que fui capaz, o esforço que fiz é que conta e terá algum mérito…

Sendo assim tenho de concluir:

O que na verdade me deve interessar é “fazer" o melhor que posso e sei, aplicando todos os dons que possa ter nessa tarefa.

O resto… não interessa para nada porque o que me deve preocupar é que Quem me deu os dons fique contente com o uso que faço deles.

 

(AMA, Algarve, 2020)

21/11/2020

São José


                      CARTA APOSTÓLICA PATRIS CORDE 

DO PAPA FRANCISCO

POR OCASIÃO DO 150º ANIVERSÁRIO DA DECLARAÇÃO DE SÃO JOSÉ COMO PADROEIRO UNIVERSAL DA IGREJA

 

2. Pai na ternura

 

Dia após dia, José via Jesus crescer «em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens» (Lc 2, 52). Como o Senhor fez com Israel, assim ele ensinou Jesus a andar, segurando-O pela mão: era para Ele como o pai que levanta o filho contra o seu rosto, inclinava-se para Ele a fim de Lhe dar de comer (cf. Os 11, 3-4).

 

Jesus viu a ternura de Deus em José: «Como um pai se compadece dos filhos, assim o Senhor Se compadece dos que O temem» (Sal 103, 13).

 

Com certeza, José terá ouvido ressoar na sinagoga, durante a oração dos Salmos, que o Deus de Israel é um Deus de ternura,[11] que é bom para com todos e «a sua ternura repassa todas as suas obras» (Sal 145, 9).

 

A história da salvação realiza-se, «na esperança para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18), através das nossas fraquezas. Muitas vezes pensamos que Deus conta apenas com a nossa parte boa e vitoriosa, quando, na verdade, a maior parte dos seus desígnios se cumpre através e apesar da nossa fraqueza. Isto mesmo permite a São Paulo dizer: «Para que não me enchesse de orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás, para me ferir, a fim de que não me orgulhasse. A esse respeito, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Mas Ele respondeu-me: “Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza”» (2 Cor 12, 7-9).

 

Se esta é a perspetiva da economia da salvação, devemos aprender a aceitar, com profunda ternura, a nossa fraqueza.[12]

 

O Maligno faz-nos olhar para a nossa fragilidade com um juízo negativo, ao passo que o Espírito trá-la à luz com ternura. A ternura é a melhor forma para tocar o que há de frágil em nós. Muitas vezes o dedo em riste e o juízo que fazemos a respeito dos outros são sinal da incapacidade de acolher dentro de nós mesmos a nossa própria fraqueza, a nossa fragilidade. Só a ternura nos salvará da obra do Acusador (cf. Ap 12, 10). Por isso, é importante encontrar a Misericórdia de Deus, especialmente no sacramento da Reconciliação, fazendo uma experiência de verdade e ternura. Paradoxalmente, também o Maligno pode dizer-nos a verdade, mas, se o faz, é para nos condenar. Entretanto nós sabemos que a Verdade vinda de Deus não nos condena, mas acolhe-nos, abraça-nos, ampara-nos, perdoa-nos. A Verdade apresenta-se-nos sempre como o Pai misericordioso da parábola (cf. Lc 15, 11-32): vem ao nosso encontro, devolve-nos a dignidade, levanta-nos, ordena uma festa para nós, dando como motivo que «este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado» (Lc 15, 24).

 

A vontade de Deus, a sua história e o seu projeto passam também através da angústia de José. Assim ele ensina-nos que ter fé em Deus inclui também acreditar que Ele pode intervir inclusive através dos nossos medos, das nossas fragilidades, da nossa fraqueza. E ensina-nos que, no meio das tempestades da vida, não devemos ter medo de deixar a Deus o timão da nossa barca. Por vezes queremos controlar tudo, mas o olhar d’Ele vê sempre mais longe.

 

Francisco

 

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Festas

 

             
            

       👉      APRESENTAÇÃo de Nossa Senhora


Apresentação da Santíssima Virgem

 

Com a humildade simples de sempre, foste, Senhora, cumprir a Lei: Passados os dias estabelecidos depois do nascimento, a jovem Mãe tem de purificar-se no Templo. Pelo filho deve oferecer um casal de pombas ou rolas brancas para ser circuncidado e, assim, tomar parte no Povo de Deus..

E tu, Senhora, foste purificar-te ao Templo!

Tu, sem mancha de pecado, sem qualquer defeito que pudesse macular a brancura do teu coração e a limpidez da tua alma, não hesitaste um segundo em cumprir o que estava escrito que os filhos da Casa de Israel fizessem!

Quantas vezes eu não pensei que estava dispensado de rezar mais, de me humilhar, de me declarar disponível para o Senhor; quantas vezes não pensei comigo mesmo que sou melhor que estes, porque eu faço, eu penso, eu desejo muito mais e melhor!

Tudo porque o meu coração tem uma carapaça que turva a sua limpidez. A minha alma cheia de equimoses de pecados antigos e recentes; feridas e lanhos de defeitos que não consigo rebater nem ultrapassar.

Não consigo porque não dedico a essa luta um esforço humilde, continuado e perseverante que me leve a estar sempre pronto para a luta contra a minha falta de carácter.

Toda a tua vida, Senhora minha, é uma lição de humildade simples e serena. Não fazes nada de extraordinário, não dás nas vistas, não sobressais no meio das outras mulheres e, no entanto, cumpres com alegria e simplicidade todas as prescrições da Lei como se tuas obrigações fossem. E nisto está o teu segredo, Maria: Cumprir o que Deus manda, sem discutir, sem argumentar, a tempo e horas, quando e como deve ser feito.

Esta singela disponibilidade cumpridora dos deveres é sem dúvida, a característica mais extraordinária da Mãe do meu Senhor e minha Mãe.

Não a vemos nunca em êxtase em frente das multidões, sentada numa cadeira especial, ou nos primeiros lugares das assembleias. Não. Uma mulher simples, em que as coisas, os actos e as palavras não são estudados ou arquitectados de acordo e com conveniências ou objectivos.

Apenas uma serena certeza: Obedecer com prontidão e total disponibilidade.

E, no entanto, esta mulher é a Mãe de Deus!

Que lugar mais alto, que maior honra, que pergaminho, que nome ilustre pode comparar-se: A Mãe de Deus!

Ah Senhora minha, conseguiste com a tua serena calma, impor ao mundo um nome doce e vigoroso ao mesmo tempo que se nos coloca na boca com amoroso deleite, ou com esperançada angústia?

Nos nossos lábios um último grito, um último apelo, dos aflitos, dos que sofrem, dos que, em último recurso, para ti apelam. Dos que, acabrunhados pela dor buscam lenitivo. Dos que, esmagados pela alegria te agradecem. Dos que, como eu, doidos de amor apenas pronunciam o teu nome lentamente, deixando-o ecoar por todo o seu ser até ao mais profundo do seu coração.

Obedecer. Obedecer prontamente, sem hesitações ou desvios. Não dai a pouco, ou mais logo quando houver mais tempo, mais sossego, melhor luz… todas as mil desculpas que invento para adiar o que tem de ser feito já.

Obedecer!

É isto, Senhora, que procuro. É isto, Senhora, que quero: Obedecer.

Para isso, bem o sei, preciso expurgar de mim todos os invólucros que me cingem, as preocupações com coisas pequenas, as cobardias constantes, as faltas de atenção, as interrupções, os devaneios. Para isso é preciso estar pronto.

Só tu, Senhora minha, podes ajudar-me a conseguir este estado de alma. Só tu podes ajudar-me a eliminar tudo aquilo que tenho a mais e que tanto é, que não me deixa ver o essencial, o que realmente vale a pena. A ti recorro, Mãe Santíssima, para que me conduzas pela mão ao Templo da Purificação, onde eu, com os olhos finalmente libertos de escamas e o coração nu, de fora do peito, veja com toda a clareza a Vontade de Deus meu Senhor.

Tenho a certeza que serei também purificado e o fogo interior que se me acende no peito, incendiará todo o meu ser, purificando-me assim de todas as minhas faltas.

 

(AMA, 1999)

Novíssimos

 



JUÍZO FINAL

 

Contemplar o mistério

 

- Para salvar o homem, Senhor, morres na Cruz; e, contudo, por um só pecado mortal, condenas o homem a uma eternidade infeliz de tormentos...: quanto Te ofende o pecado, e quanto devo odiá-lo! 

 

Piedosos como meninos

 


– Jesus, considerando agora mesmo as minhas misérias, digo-te: Deixa-te enganar pelo teu filho, como esses pais bons, carinhosos, que põem nas mãos do seu menino a dádiva que dele querem receber..., porque sabem muito bem que as crianças nada têm. E que alvoroço o do pai e o do filho, ainda que ambos estejam no segredo! (Forja, 195)

 

A vida de oração e de penitência e a consideração da nossa filiação divina transformam-nos em cristãos profundamente piedosos, como meninos pequenos diante de Deus. A piedade é a virtude dos filhos e, para que o filho possa entregar-se nos braços do seu pai, há-de ser e sentir-se pequeno, necessitado. Tenho meditado com frequência na vida de infância espiritual, que não se contrapõe à fortaleza, porque requer uma vontade rija, uma maturidade bem temperada, um carácter firme e aberto.

Piedosos, portanto, como meninos; mas não ignorantes, porque cada um há-de esforçar-se, na medida das suas possibilidades, pelo estudo sério e científico da fé. E o que é isto, senão teologia? Piedade de meninos, sim, mas doutrina segura de teólogos.

O afã por adquirir esta ciência teológica – a boa e firme doutrina cristã – deve-se, em primeiro lugar, ao desejo de conhecer e amar a Deus. Simultaneamente é consequência da preocupação geral da alma fiel por alcançar a mais profunda compreensão deste mundo, que é uma realização do Criador. Com periódica monotonia, há pessoas que procuram ressuscitar uma suposta incompatibilidade entre a fé e a ciência, entre a inteligência humana e a Revelação divina. Tal incompatibilidade só pode surgir, e só na aparência, quando não se entendem os termos reais do problema.

Se o mundo saiu das mãos de Deus, se Ele criou o homem à sua imagem e semelhança e lhe deu uma chispa da sua luz, o trabalho da inteligência deve ser – embora seja um trabalho duro – desentranhar o sentido divino que naturalmente já têm todas as coisas. E, com a luz da fé, compreendemos também o seu sentido sobrenatural, que resulta da nossa elevação à ordem da graça. Não podemos admitir o medo da ciência, visto que qualquer trabalho, se é verdadeiramente científico, tende para a verdade. E Cristo disse: «Ego sum veritas». Eu sou a verdade. (Cristo que passa, 10)