13/06/2011

Evangelho do dia e comentário

 Stº António de Lisboa








T. Comum– XI Semana






Evangelho: Mt 5, 13-19

13 «Vós sois o sal da terra. Porém, se o sal perder a sua força, com que será ele salgado? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e ser calcado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não pode esconder-se uma cidade situada sobre um monte; 15 nem se acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas no candelabro, a fim de que dê luz a todos os que estão em casa. 16 Assim brilhe a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus. 17 «Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Meditação:

Iluminar com a luz que recebo de Ti, meu Deus, ser como um reflector da Tua luz divina que tudo ilumina de tal forma que ninguém que se cruze comigo nos caminhos da terra, ande nas trevas.

O pouca coisa que sou ao menos sirva para isso, reflectir a luz divina já que, própria, não tenho.

(ama, meditação sobre Mt 5, 13-16, 2011.02.06.)

12/06/2011

Imaculado Coração de Maria e Portugal

Neste dia, festa do teu Imaculado Coração, venho pedir-te que não esqueças, o 
que em Fátima prometeste aos Pastorinhos.

A devoção deste povo ao teu Imaculado Coração é bem expressa nas dezenas e centenas de milhares de portugueses que seguem o teu andor nas procissões em tua honra e não só em Fátima mas por tantos outros lugares e cidades de Portugal como ainda, há poucos dias, no Porto

Não deixes de atender às nossas súplicas de filhos desnorteados e confusos neste vendaval que o inimigo, cuja cabeça esmagada pelo teu calcanhar, parece ressurgir com furor redobrado atacando a sociedade no mais profundo dos seus alicerces: a família.

Com a promulgação de leis torpes e iníquas que, no fundo, mais não fazem que tornar públicos os pecados privados, por mais aberrantes que possam ser; o ataque ''cerrado'' aos jovens desde a mais tenra idade, pervertendo e destruindo a sacralidade do corpo humano, tudo isto, Senhora Minha, deve amargurar o teu Coração Imaculado de forma indizível.

Talvez seja chegada a hora de intervires novamente na história desta Nação milenar que soçobra.

E, se não for ainda o momento, peço-te que o abrevies e nos dês a força e o ânimo que tanto precisamos. Ámen.

(ama, Convento em Monte Real, 2010.06.12)

De novo, passado um ano e neste mesmo local, apelo ao teu Coração de Mãe:
precisamos de ti, Portugal necessita que a sua Rainha governe e mande, oriente e instrua os seus filhos no regresso que urgentemente se impõe a caminhos correctos e saudáveis, de vida limpa e séria que nos últimos tempos parece ter abandonado com as consequências terríveis que se adivinham.

Que estes anos de dificuldades e privações que aí vêm sirvam de cautério e desagravo.

Não nos abandones, Senhora, nesta hora de suma gravidade. Ámen.

(ama, Convento em Monte Real, 2011.06.12)



(ama, Convento em Monte Real, 2011.06.12)

Pentecostes

Estão todos reunidos no Cenáculo. Maria está com eles. Ninguém fala. Uma espécie de torpor os invade. O Senhor, o doce Jesus Ressuscitado tinha subido ao Céu.

Ainda lhes custava a crer no que acontecera depois da tragédia da paixão e Morte do Mestre: a Sua extraordinária Ressurreição, os dias que passara com eles, instruindo-os com as ultimas recomendações, como deviam fazer, como actuar, enfim, a tantas coisas que os seus espíritos simples não conseguiam abarcar na totalidade.

Era necessário partir. “Anunciai o Evangelho, o Meu Reino, ordenara o Senhor. E eles queriam cumprir fielmente o mandato. Mas como? Mal sabiam falar, nem na sua língua natal conseguiam ordenar as palavras de modo que o discurso da Redenção tivesse sentido, fosse compreendido?

Pedro é, talvez, o mais abatido de todos. Jesus tinha-o instituído em chefe da Sua Igreja. Era necessário dar ordens, instruções. Planear actividades de cada um. Eram tão poucos, e a tarefa que adivinhavam era tão grande!
Nossa Senhora com certeza rezava, incutindo serenidade, confiança.
Foi quando as línguas de fogo acompanhadas de vento forte, descem a pairar sobre as suas cabeças.

Que prodígio era aquele? Que mais lhes reservava o Senhor?

De repente, tudo se torna claro como água, não há mistérios indecifráveis, não há dificuldades intransponíveis. Qualquer língua, qualquer idioma já não tem segredos. Olham-se a princípio atónitos mas, depois, compreendem: O Espírito Santo que o Senhor prometera enviar-lhes, chegara e derramara sobre eles a Sua Sabedoria, a Sua Ciência, a Sua tremendíssima força e coragem.

Pedro sabe já perfeitamente o que têm de fazer. Vê com clareza as tarefas a distribuir a cada um, e nenhum deles hesita um segundo. Com segurança, com confiança ilimitada, fazem os poucos preparativos para a viagem que cada um vai empreender. Não são precisos discursos, nem preparar temas de palestras. Têm a certeza que as palavras apropriadas surgirão no momento certo. Sabem já que se conduzirão com perfeita harmonia com a Vontade e instruções do Mestre.

Um ultimo adeus, um derradeira saudação à Mãe do senhor e aos que ficam com Ela e, cada um, com a bagagem mais simples e ligeira, parte pelo caminho que não mais deixará de ser percorrido.

Naquele instante, do Cenáculo, saem todos os caminhos, todas as estradas da terra que levam a todos os lugares, que conduzem a todos os homens. Desde então, não mais parou essa peregrinação, essas viagens de evangelização das gentes.

Divino Espírito Santo, poderoso Senhor que dás o discernimento, a confiança, a coragem, possa eu também, conhecer as Tuas instruções. Possa eu agir com clara rectidão em toda a minha vida. Possa eu ser digno da força e da coragem, da perseverança e determinação que incutes com a Tua Graça.
Derrama sobre mim as línguas de fogo até que me abrase de tal forma o entendimento que fique cego e surdo a tudo quanto não seja a Tua vontade desejos.

ama, 1988.02.19

TEXTOS DE S. JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Preocupação de apostolado”         

Se não mostrares – com a tua oração, com o teu sacrifício, com a tua acção – uma constante preocupação de apostolado, é sinal evidente de que te falta felicidade e de que tem de aumentar a tua fidelidade. Quem tem a felicidade, o bem, procura dá-lo aos outros.
(Forja, 914)
Quando calcares de verdade o teu próprio eu e viveres para os outros, só então serás instrumento apto nas mãos de Deus.
Ele chamou – chama – os seus discípulos, e manda-lhes: "Ut eatis!" – Ide buscar a todos. (Forja, 915)
"In modico fidelis!". Fiel no pouco... – O teu trabalho, meu filho, não é só salvar almas, mas santificá-las, dia a dia, dando a cada um dos instantes, mesmo aos aparentemente vulgares, vibração de eternidade. (Forja, 917)
Assim como a imensa maquinaria de dúzias de fábricas pára, fica sem força, quando a corrente eléctrica se interrompe, também o apostolado deixa de ser fecundo sem a oração e a mortificação que movem o Coração Sacratíssimo de Cristo. (Forja, 919)

http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979
© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Vinde Espírito Santo

Veni Sancte Spiritus

Veni Sancte Spiritus, também chamada de “Sequência de Pentecostes”, é a sequência prescrita para a Missa de Pentecostes na liturgia romana. É atribuída ao Papa Inocêncio III ou ao Arcebispo de Canterbury Estêvão Langton (Stephen Langton), que a teria composto por volta de 1200. Veni Sancte Spiritus é uma das quatro Sequências medievais que foram preservadas no Missal Romano publicado em 1570, fruto do Concílio de Trento (1545-63). É utilizada ainda hoje.

Veni, Sancte Spiritus
Vinde, Espírito Santo
et emitte caelitus
enviai dos céus
lucis tuae radium!
um raio de luz!
Veni, pater pauperum
Vinde, Pai dos pobres
veni, dator munerum
vinde, doador de dons
veni, lumen cordium.
vinde, luz dos corações.
Consolator optime
Consolo que acalma
dulcis hospes animae
doce hóspede da alma
dulce refrigerium.
doce alívio.
In labore requies
No labor descanso
in aestu temperies
na aflição remanso
in fletu solatium.
no calor aragem.
O lux beatissima
Enchei, luz beatíssima
reple cordis intima
chama que crepita
tuorum fidelium.
o íntimo de nós.
Sine tuo numine
Sem a tua luz
nihil est in homine
nada o homem pode
nihil est innoxium.
nenhum bem há nele.
Lava quod est sordidum
lava o que é sujo
riga quod est aridum
rega o que é árido
sana quod est saucium.
curai o doente.
Flecte quod est rigidum
Dobrai o que é duro
fove quod est frigidum
aquece o que é frio
rege quod est devium.
abre caminho nas trevas.
Da tuis fidelibus
Dá aos teus fiéis
in te confidentibus
que confiam em ti
sacrum septenarium.
teus sete dons.
Da virtutis meritum
dai em prêmio da virtude
da salutis exitum
uma santa morte
da perenne gaudium.
alegria eterna.
Amen, Alleluia.
Amém, aleluia.