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06/10/2014

Portugal

A Deus Todo-Poderoso confio a sociedade portuguesa inteira, sobre todos invocando a abundância dos favores celestes por intercessão de Nossa Senhora da Conceição, que Portugal, há 350 anos, no santuário de Vila Viçosa e pela voz da sua máxima autoridade civil com explícita adesão dos Representantes da Nação, escolheu servir e honrar como Padroeira e Rainha. Deus abençoe e proteja Portugal. 



(btº joão paulo ii, Saudação ao novo embaixador de Portugal na Santa Sé, L'Osservatore Romano, 1996.02.24, nr. 8)

24/04/2012

MEMÓRIAS DO PORTUGAL RESPEITADO

Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.
O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.
Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA. 
Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa. 
Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável. 
Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos. 
Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fez tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".
Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas. 
Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem. 

Estoril, 18 de Abril de 2010

Luís Soares de Oliveira

12/06/2011

Imaculado Coração de Maria e Portugal

Neste dia, festa do teu Imaculado Coração, venho pedir-te que não esqueças, o 
que em Fátima prometeste aos Pastorinhos.

A devoção deste povo ao teu Imaculado Coração é bem expressa nas dezenas e centenas de milhares de portugueses que seguem o teu andor nas procissões em tua honra e não só em Fátima mas por tantos outros lugares e cidades de Portugal como ainda, há poucos dias, no Porto

Não deixes de atender às nossas súplicas de filhos desnorteados e confusos neste vendaval que o inimigo, cuja cabeça esmagada pelo teu calcanhar, parece ressurgir com furor redobrado atacando a sociedade no mais profundo dos seus alicerces: a família.

Com a promulgação de leis torpes e iníquas que, no fundo, mais não fazem que tornar públicos os pecados privados, por mais aberrantes que possam ser; o ataque ''cerrado'' aos jovens desde a mais tenra idade, pervertendo e destruindo a sacralidade do corpo humano, tudo isto, Senhora Minha, deve amargurar o teu Coração Imaculado de forma indizível.

Talvez seja chegada a hora de intervires novamente na história desta Nação milenar que soçobra.

E, se não for ainda o momento, peço-te que o abrevies e nos dês a força e o ânimo que tanto precisamos. Ámen.

(ama, Convento em Monte Real, 2010.06.12)

De novo, passado um ano e neste mesmo local, apelo ao teu Coração de Mãe:
precisamos de ti, Portugal necessita que a sua Rainha governe e mande, oriente e instrua os seus filhos no regresso que urgentemente se impõe a caminhos correctos e saudáveis, de vida limpa e séria que nos últimos tempos parece ter abandonado com as consequências terríveis que se adivinham.

Que estes anos de dificuldades e privações que aí vêm sirvam de cautério e desagravo.

Não nos abandones, Senhora, nesta hora de suma gravidade. Ámen.

(ama, Convento em Monte Real, 2011.06.12)



(ama, Convento em Monte Real, 2011.06.12)

10/06/2011

Dia de Portugal

“Eu sou o Anjo de Portugal” respondeu à pergunta de Lúcia: “Quem é vocemecê e o que quer?”

Tinha como missão preparar os pequenos pastores para os acontecimentos que se tornariam, de Maio a Outubro de 1917, no mais extraordinário evento alguma vez verificado em terras lusitanas cujo eco se espalharia por todo o mundo e cuja repercussão alcançaria dimensões insuspeitadas.

A primeira coisa que fez foi ensinar as crianças a rezar:

Meu Deus, eu creio, adoro espero e amo-vos;
Peço-vos perdão pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

Santíssima Trindade, Pai Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação pelos sacrilégios, ultrajes e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos do Seu infinito Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.

Estas duas orações, que desde então fazem parte das invocações diárias de milhares de portugueses, encerram em si mesmas, um clamor iniludível dos corações preocupados e contritos. O País estava, então, numa crítica situação, imperava a guerra aberta contra a Igreja, contra a Fé, a maçonaria ditava as suas leis destruidoras da família e, consequentemente, imperava o desnorte, o desgoverno a balbúrdia social mais completa. Parecia “ser tempo” de o Céu “fazer algo” para evitar que este País velho de séculos, que dera novas luzes ao mundo e levara a Fé e a Palavra de Cristo até aos mais remotos lugares da terra, soçobrasse sob o peso de tamanha carga.

Para “conseguir” que o Céu intervenha há primeiro que reconhecer o verdadeiro estado calamitoso a que se chegou e pedir perdão, por nós e pelos outros e…não só pedir perdão mas desagravar efectiva e realmente o Coração de Jesus ofendido por tantas diatribes, malfeitorias e ataques à Sua Igreja e aos seus filhos.

Hoje, dia de Portugal, é o dia do Anjo de Portugal e parece ser actual e urgentíssimo a mensagem que trouxe em 1917:

Pedir perdão e desagravar!


ama, Monte Real, 2011.06.10

10/08/2009

CAVACO SILVA E A DEFESA DOS PRINCÍPOS MORAIS

JUNTOS PELA VIDA

Comunicado: A propósito da publicação da lei da Educação Sexual - Associação Juntos pela Vida

1. Hoje é um dia mau para Portugal, o Presidente da República decidiu promulgar a lei 60/2009 sobre educação sexual na escola.

2. Havendo a possibilidade de dar educação sexual a quem quer e não dar a quem não quer, optou-se pela via do estalinismo puro e duro.

3. Nesta hora negra recordamos que as leis mais criminosas da História de Portugal têm a assinatura de Aníbal Cavaco Silva. É um registo impressionante:

a) Lei da liberalização do aborto a pedido;
b) Lei da procriação medicamente assistida (lei vetada por Jorge Sampaio);
c) Lei “selvagem” do divórcio;
d) Lei “estalinista” da educação sexual.

4. Em tempo alertámos (e connosco um grande e heterogéneo número de organizações de pais, escolas, etc.) para os perigos e prejuízos que a nova Lei sobre Educação Sexual virá trazer. Governo, Assembleia da República e agora o Presidente da República ignoraram estes apelos. A Educação Sexual propalada como meio de prevenir o aborto é agora instituída de acordo com as orientações do maior operador privado da indústria do aborto. A doutrinação compulsiva anti-família é, a partir de hoje, um facto protegido pela Lei.

5. Apelamos a todos os que não se revêem nestas leis antinaturais e que nos desumanizam para que nunca mais votem em Aníbal Cavaco Silva.

Juntos Pela Vida Associação

9 de Agosto de 2009

NOTA:

A propósito do Prof. Cavaco Silva tenho a dizer o seguinte:
Parece que a pessoa é católica e frequenta a Igreja com regularidade. Tem – tentado – passar uma imagem de homem probo e consistente com as suas convicções, porém, nas matérias em causa revela a sua verdadeira face.

Há anos o Rei Balduíno renunciou ao seu cargo de Rei dos belgas para não ter que votar uma lei de cariz semelhante. Resultado, a lei acabou por não ser aceite e o Rei foi – urgentemente – instado a retomar o seu posto.
Mais recentemente algo semelhante aconteceu com o Príncipe governante do Luxemburgo, pura e simplesmente recusou assinar uma lei que ia contra as suas convicções de cristão.

A diferença entre estes dois homens e Cavaco Silva é a seguinte: Eles provaram ser homens a sério, com coragem, determinação e carácter; o nosso Presidente é a penas mais um político…

Não votar nele nas próximas eleições não resolve nada porque, muito provavelmente, não haverá candidato melhor.

Penso que os portugueses que, como eu, têm algo semelhante ao que acima digo a dizer o façam, por todos os meios possíveis, nomeadamente para a Presidência da República.

Se ele pretende ignorar o que pensa a maioria dos portugueses… temos de lho lembrar.

António Mexia Alves

06/02/2007

MONSTRA TE ESSE REGINEM

Não podes deixar o teu reino, os teus subditos à mercê dos vendavais da loucura e desnorte que, alguns deles, insistem em criar para lograrem os seu objectivos de ateísmo e epicurismo mais exarcebados.
Profetas da desgraça, defensores do dogma: "combater o mal com um mal ainda maior", NÃO HÃO-DE VENCER!
Tu, Rainha de Portugal, tens do "direito" de veto, a última palavra, o voto de qualidade.
É o teu Reino, Senhora, que está em perigo.
Mostra que és a Rainha e salva Portugal!